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Curumim - 1º de fevereiro de 2015

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VAMOS ENTENDER PORQUE CHOVE TANTO NA NOSSA REGIテグ.


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CURIOSIDADES

A CHUVA Em todo o mundo, caem dezesseis bilhões de litros de água por segundo em forma de chuva. CONTINENTE SECO Além de ser o mais frio, a Antártida é o continente mais seco, ventoso e montanhoso da Terra. Chove menos de 50 milímetros ao ano por lá, o mesmo que nas regiões mais secas do inóspito deserto do Saara. SEM UMA GOTA Lima, capital do Peru, já chegou a ficar 30 anos sem uma gota de chuva. MAIS CHUVOSA A cidade mais chuvosa do mundo é Lloró, na Colômbia. Lá, chove uma média de 280 dias por ano. CHUVARADA NO AMAPÁ A cidade mais chuvosa do Brasil

EXPEDIENTE Presidente Otávio Ramam Neves Diretor Executivo João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo Diretor de Criação Marcus Vinícius Design e Ilustração Josiney Encarnação Diagramação Marcelo Robert Uma criação Mário Adolfo Produções LTDA. Todos os direitos reservados

é Calçoene, no Amapá. Entre os meses de janeiro a junho são registrados cerca de 25 dias de chuva/mês. 101 DIAS CHOVENDO O recorde de dias consecutivos de chuva pertence a Ketchikan, no estado norte-americano do Alaska, onde chegou a chover durante 101 dias seguidos. 1.400 ANOS SEM CHOVER O lugar da Terra que passou mais tempo sem registrar chuva foi o deserto do Atacama, no Chile. Acredite se quiser, ele passou 1.400 anos sem nenhum indício de chuva.

ANTÁRTIDA É O CONTINENTE MAIS SECO

DESERTO DO ATACAMA, NO CHILE

LIMA, CAPITAL DO PERU

KETCHIKAN, NO ALASKA

GUARDA-CHUVA O guarda-chuva foi inventado na Mesopotâmia há cerca de 3.400 anos. Detalhe: ele servia para proteger do sol, não da chuva.

THE TICK

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ntes de ser um desenho animado e até mesmo uma série de TV, The Tick foi uma história em quadrinhos underground. Criado em 1986, por Ben Edlund, The Tick foi um personagem desenvolvido para ser mascote da editora americana New England Comics. Em 1988 o personagem ganhou sua própria HQ que acabou dando origem a série animada que teve 36 episódios em 3 temporadas e se popularizou nos anos 90. Além da animação, The Tick virou um jogo e até um seriado live-action lançado em 2001 pela Fox.

G I B I T E CA O Tick tem algumas particularidades interessantes, como o fato de patrulhar a cidade pulando de prédio em prédio, e seu curioso grito de guerra “Colher!” que surgiu quando ele procurava um bom grito de guerra, e por acaso estava com uma colher na mão. No fundo The Tick é uma sátira sobre o mundo dos super-heróis e seus conflitos psicológicos. Misturando todos os clichês com piadas ácidas e um humor escrachado. Um fato curioso é que o autor de The Tick é conhecido hoje em dia como o roteirista e produtor executivo da série Supernatural!


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CHOVE, CHUVA!

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stá chovendo muito em Manaus. No dia em que geralmente eu escolho para pensar o tema do CURUMIM, estava assim, meio que sem estímulo: “Falar sobre o quê? Já falamos sobre tanta coisas!” Estava lá meditando diante do computador e da mesa de desenho, quando observei os pingos da chuva batendo na vidraça do meu estúdio e tive a ideia. — Caramba, o tema está na minha frente! – pensei –, vou falar sobre a chuva! Aí pensei no que eu gosto de fazer nos dias de chuva. Na verdade, esse dia é bom mesmo para ficar em casa, enroladinho na cama quente, vendo um bom filme, comendo pipoca ou lendo um gibi do Recruta Zero, Fantasma, Asterix ou Tintim. Ou então tomando chocolate quente. Apesar de muita gente não

REPÓRTER CURUMIM

gosta do dia de chuva, eu gosto. Um poeta chamado Fernando Pessoa certa vez escreveu que “Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é..” Isso é verdade. Tem coisa que é só possível fazer nos dias de sol. Piscina, igarapé, praia, empinar papagaio... Mas, existem coisas que só é possível de se fazer na chuva. Por exemplo, tomar banho de chuva. Isso é muito legal, mas se for uma tempestade com raios, melhor ficar em casa e não manusear aparelhos elétricos. Um cheiro da floresta e uma bela chuva, curumins!

Air Umbrella é projeto de guarda-chuva que promete usar apenas ar para manter seu dono seco

GUARDA-CHUVA, PROTEÇÃO NOSSA DE CADA TEMPORAL

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guarda-chuva é uma invenção genial, pois livra o homem de andar na chuva e ficar gripado. Toda vez que chove a gente grita logo pra mamãe: — Manhê, cadê o guarda-chuva? Mas alguém sabe de onde nasceu este invento que nos protege e virou símbolo de pessoas organizadas e precavidas? O guarda-chuva surgiu no Antigo Egito e era utilizado tanto pela família real quanto pelos nobres como símbolo da posição que ocupavam na hierarquia teocrática.

Projetado originariamente para cobrir um homem de porte médio das chuvas, ele nunca esteve tão pequeno. Antigamente tinha de dois metros à dois metros e vinte de diâmetro e era feito com material resistente. Os guarda-chuvas, ao contrário dos guarda-sóis, tendem a ser fabricados com materiais leves a fim de que possam ser facilmente transportados, mesmo quando abertos. O tecido protetor é atualmente feito de diversos materiais impermeáveis. Mas nada se compara ao “guarda-chuva de ar” que, ao invés de

usar uma cobertura de tecido para evitar os pingos, utiliza uma espécie de ventilador movido por uma bateria de lítio que cria um campo de força de ar para afastar as gotas. De acordo com os desenvolvedores, uma equipe formada por designers e engenheiros da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Nanquim, o “air umbrella” consegue proteger até duas pessoas, exceto em tempestades muito intensas.


4 Maria Auxilaidora Olá Turma do Curumim. Tenho 6 anos e essa é a primeira vez que eu escrevo para vocês. Estou gostando muito do Curumim pois meu pai também gostava quando tinha a minha idade. Meu personagem favorito é a Sarah Patel porque eu gosto das flores e queria ler mais historinhas com ela. Um grande beijo. Quem pinta no “Fala Curumim” de hoje é a pequena Gabrielle, uma nova leitora que já escolheu o seu personagem preferido. Mande você também o seu desenho para o Curumim.

Mário Adolfo Minha querida Gabrielle, realmente o casco de flores da Sarah Patel é bem mais interessante do que aquele casco todo rachadas das outras tartaruguinhas. A Sarah preferiu mandar pintar flores no dela porque é uma militante ecológica. Diga ao seu paizão que ele pode continua lendo nosso jornalzinho, porque ele é feito para crianças de 6 a 60 anos. Um cheiro da floresta e um sorvete de graviola!

Olha só a nossa pequena e fiel leitora Nicole de Resende Prestes marcando presença no Curumim. Dessa vez ela nos enviou um lindo desenho de sua família brincando no jardim com a super amiga joaninha. Mande você também o seu desenho para o Curumim.

Márcia Rêgo, uma antiga leitora do Curumim, enviou a foto dos seus lindos filhotes, Leonardo Rêgo de 11 anos e Laécio Filho de 3 aninhos. Adoramos conhecer a nova geração de leitores do nosso jornalzinho.

Mesmo com todas as dificuldades, nosso amiguinho Jadilson, de 11 anos, fez questão de nos presentear com esse lindo sorrisão. A Sarah Patel está mandado um beijo para você! Mande as fotos da sua curuminzada para:


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A CHUVA

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aramba, como janeiro é chato. Chove todo dia, toda hora, todo instante. Que saco! – reclamou a índia Murupi. — É mesmo, não dá nem pra gente brincar! – completou Sarah Patel. O CURUMIM resolveu interferir. — Ah, as mulheres! Sempre reclamando de tudo! — Mas estamos certas. É muita água para um mês só! – protestou Murupi. — É verdade – admitiu Curumim –, mas gente as chuvas são fundamentais para o nosso planeta, pois contribuem para o desenvolvimento das diversas formas de vida animal e vegetal. Principalmente na Amazônia, que tem a maior floresta tropical do mundo e rios gigantescos, como o Rio Negro, o Amazonas, o Solimões, o Madeira... Para acabar com a reclamação, o Curumim resolveu explicar que a chuva é um fenômeno climático e como ela ocorre. O indiozinho contou que a água, quando é aquecida pelo Sol ou outro pro-

cesso de aquecimento, evapora e se transforma em vapor de água. — Este vapor de água se mistura com o ar e, como é mais leve, começa a subir, formando as nuvens carregadas de vapor de água. Quanto mais escura é a nuvem mais carregada de vapor de água condensado está! – explicou o último herói da Amazônia. E aí acontece o fenômeno. Ao atingir altitudes elevadas ou encontrar massas de ar frias, o vapor de água condensa, transformando-se novamente em água. Como ; é pesada e não consegue

sustentar-se no ar, a água acaba caindo em forma de chuva. — Existem regiões do mundo em que ocorrem poucas chuvas. Nos desertos (Saara, Atacama, Arábia), por exemplo, o índice de umidade é baixíssimo. Isto dificulta a formação de nuvens e das chuvas. Já em regiões como a nossa Floresta Amazônica, as chuvas ocorrem em grande quantidade em função do alto índice de evaporação da água. Temporais Muitas vezes as chuvas ocor-

DESMATAMENTO TEM AUMENTO DE 427% EM 2014

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ano de 2014 fechou com mais um dado preocupante sobre o desmatamento na Amazônia Legal no segundo semestre de 2014. Segundo a ONG Imazon, em novembro houve uma perda de 195 km² de florestas, o que equivale a um aumento de 427% sobre novembro de 2013. O número se refere ao chamado desmatamento total. O Imazon também monitora a área de floresta degradada. Nesse caso, houve 86 km² de degradação neste novembro contra 9 km² em novembro passado. Quase todo o desmatamento (corte raso) ocor-

reu ou em terras privadas (64%) ou em assentamentos de reforma agrária (31%). O restante foi em áreas protegidas (4%) e Terras Indígenas, que contribuíram com apenas 1%. Na divisão por estado, 70% das perdas (137 km²) ocorreram no Pará, seguido do Mato Grosso, com 18% (35 km²). Entre os 10 municípios mais afetados, 9 estão no Pará.

rem em forma de temporais. Estas se caracterizam pelos ventos fortes, trovoadas e relâmpagos. Os relâmpagos são descargas elétricas provocadas pelo choque entre nuvens carregadas com muita água e energia. Já o trovão, é o som provocado por este choque. As estações meteorológicas conseguem prever as chuvas, pois observam as imagens de satélites que mostram a posição e o deslocamento das massas de ar. Com dados de outros fatores (umidade, ventos, temperaturas) conseguem prever, com elevado índice de precisão, o horário e quantidade de chuvas. Para poder acompanhar a quantidade de chuvas numa determinada região, os pesquisadores climáticos criaram o índice pluviométrico (medido em milímetros). Este é calculado da seguinte forma: as estações meteorológicas marcam um espaço no terreno de uma determinada região. Medem e acompanham a quantidade de chuva que cai ali durante o ano. Este índice é uma boa referência para se conhecer o clima de uma região.


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o ano de 1997, o Amazonas sofreu uma grande crise energia. Diariamente, as famílias de Manaus ficavam horas a fio sem luz elétrica. A revolta e os protestos eram intensos. As pessoas dormiam do lado de fora da casa porque não suportavam o calor, acendiam velas para poder enxerga e, quem tinha dinheiro, comprava gerador. Atento à tudo que se passa em sua volta, o Curumim publicou um quadrinho onde encontrava uma alternativa de energia independente para nossa cidade. Sabe qual foi? Isso mesmo, nosso inteligente indiozinho encontrou o vagalume, aquele bichinho que acende uma luzinha quando voa. Esse Curumim é mesmo incrível, não é mesmo molecada? NOVEMBRO DE 1997


O ÚLTIMO HÉROI DA AMAZONIA

APRESENTA

Murupi, a indefesa amiguinha do Curumim, vez ou outra se depara com os riscos da floresta.

Socorro, a! uma onç

Socorro,ré! um jaca

Enfim, sós!

Deixa comigo!

ora, f i a S ão! boc

Socorro, indiozinho saliente!


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Curumim - 1º de fevereiro de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu