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O oceano nunca esteve tão silencioso.
Nasprofundezasmaisescuras,onde aluzdosoljamaistocava,viviaNyra Valenthis,umasereiadebeleza incomum—cabelosvermelhoscomo fogoeumacaudaazulprofunda, quaseluminosanaescuridão. Nyranãoeracomoasoutrassereias. Enquantoasdemaiscantavammelodias suavesparaencantarmarinheiros,Nyra sentiaalgodiferente…umchamado.Um sussurroconstantevindodasregiões proibidasdooceano—oAbismode Thalassar. Diziamqueaquelelugareraamaldiçoado. Diziamquequemfosseatélá…nunca voltava.
MasNyraouviaalgomais. Umavoz. Chamandoseunome.

Certa noite, enquanto explorava ruínas antigas escondidas entre corais negros, Nyra encontrou algo estranho: uma concha dourada, brilhando como se tivesse vida própria.
Ao tocá-la, uma visão invadiu sua mente.Um reino submerso destruído… Sombras devorando sereias…
E uma figura… idêntica a ela. Assustada, Nyra deixou a concha cair. Mas tarde demais.
A concha começou a pulsar — e então falou:
— “Você finalmente me encontrou… herdeira.” Nyra recuou.
— “Herdeira de quê?”Silêncio.
E então, apenas uma palavra:
— “Do fim.”

Revelado
Nyra tentou fugir.Mas não conseguiu.A água ao redor dela parecia presa… como se o próprio oceano tivesse decidido mantê-la ali.A figura se aproximou mais.Agora era possível ver melhor: olhos vazios, corpo feito de sombras líquidas.—
Você foi selada… assim como eu.— Eu não entendo!
Não entende… ou não se lembra?
A concha em sua mão se abriu sozinha.
Dentro dela… havia algo impossível.
Uma pequena esfera de energia negra.
Assim que Nyra a tocou— Memórias voltaram. Ela gritou.Visões de destruição. Tempestades.
O oceano se abrindo.Criaturas fugindo dela. E então… o selo.
Outras sereias.Magia antiga.
Prendendo algo dentro dela.Nyra caiu de joelhos. Não… isso não é real…
A figura sussurrou:
— *Você não é apenas uma sereia, Nyra…*
— *Você é o que elas temiam.*

Nyra nadava de volta à superfície, desesperada. Sua mente estava em caos. As memórias não eram apenas visões… Eram reais. Ela sempre sentiu que era diferente. Mais forte. Mais conectada ao oceano. Agora ela sabia o porquê. Ao chegar perto de sua casa, outras sereias a cercaram. Entre elas, estava Lysara — a mais velha do clã. — Nyra… você foi até lá, não foi? Nyra não respondeu. Apenas ergueu a concha. O silêncio tomou conta. Então é verdade… disse Lysara, com tristeza. — O que vocês fizeram comigo?! Lysara respirou fundo. Nós te salvamo — Nyra gritou, a água ao redor tremendo. Você nasceu durante a Grande Maré Sombria… — continuou Lysara — E algo veio com você. Nyra sentiu o oceano vibrar. — Você não era apenas uma sereia… — Lysara sussurrou — Você era um portal. Silêncio. —para algo que nunca deveria exestir.
— gritou Lysara. Mas já era tarde voltou. Mais forte. Mais clara. — Finalmente… livre. Nyra levantou a cabeça. Seus olhos… não eram Eram completamente negros. Um surgiu em seu rosto. Mas não era Eu procurei por tanto tempo diss uma voz que não era sua — …e v escondeu tão bem. As sereias fica paralisadas. — Quem… quem é v perguntou Lysara. Nyra inclinou a Eu? Ela riu. — Eu sou o segredo. O começou a se agitar violentamen Tempestades se formaram na su pela primeira vez em séculos… O acordou.

A concha não a chama
chamava a si mesma.
E o verdadeiro monstro… Nunca esteve preso na ruínas.
Sempre esteve dentro
