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O segredo da sereia

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Sophia Francisca
Fernanda Felisberto
Rayssa Ribeiro

Capítulo1

O oceano nunca esteve tão silencioso.

Nasprofundezasmaisescuras,onde aluzdosoljamaistocava,viviaNyra Valenthis,umasereiadebeleza incomum—cabelosvermelhoscomo fogoeumacaudaazulprofunda, quaseluminosanaescuridão. Nyranãoeracomoasoutrassereias. Enquantoasdemaiscantavammelodias suavesparaencantarmarinheiros,Nyra sentiaalgodiferente…umchamado.Um sussurroconstantevindodasregiões proibidasdooceano—oAbismode Thalassar. Diziamqueaquelelugareraamaldiçoado. Diziamquequemfosseatélá…nunca voltava.

MasNyraouviaalgomais. Umavoz. Chamandoseunome.

Capítulo2

A Concha do Segredo:

Certa noite, enquanto explorava ruínas antigas escondidas entre corais negros, Nyra encontrou algo estranho: uma concha dourada, brilhando como se tivesse vida própria.

Ao tocá-la, uma visão invadiu sua mente.Um reino submerso destruído… Sombras devorando sereias…

E uma figura… idêntica a ela. Assustada, Nyra deixou a concha cair. Mas tarde demais.

A concha começou a pulsar — e então falou:

— “Você finalmente me encontrou… herdeira.” Nyra recuou.

— “Herdeira de quê?”Silêncio.

E então, apenas uma palavra:

— “Do fim.”

O Segredo

Revelado

Nyra tentou fugir.Mas não conseguiu.A água ao redor dela parecia presa… como se o próprio oceano tivesse decidido mantê-la ali.A figura se aproximou mais.Agora era possível ver melhor: olhos vazios, corpo feito de sombras líquidas.—

Você foi selada… assim como eu.— Eu não entendo!

Não entende… ou não se lembra?

A concha em sua mão se abriu sozinha.

Dentro dela… havia algo impossível.

Uma pequena esfera de energia negra.

Assim que Nyra a tocou— Memórias voltaram. Ela gritou.Visões de destruição. Tempestades.

O oceano se abrindo.Criaturas fugindo dela. E então… o selo.

Outras sereias.Magia antiga.

Prendendo algo dentro dela.Nyra caiu de joelhos. Não… isso não é real…

A figura sussurrou:

— *Você não é apenas uma sereia, Nyra…*

— *Você é o que elas temiam.*

a verdade Submersa:

Nyra nadava de volta à superfície, desesperada. Sua mente estava em caos. As memórias não eram apenas visões… Eram reais. Ela sempre sentiu que era diferente. Mais forte. Mais conectada ao oceano. Agora ela sabia o porquê. Ao chegar perto de sua casa, outras sereias a cercaram. Entre elas, estava Lysara — a mais velha do clã. — Nyra… você foi até lá, não foi? Nyra não respondeu. Apenas ergueu a concha. O silêncio tomou conta. Então é verdade… disse Lysara, com tristeza. — O que vocês fizeram comigo?! Lysara respirou fundo. Nós te salvamo — Nyra gritou, a água ao redor tremendo. Você nasceu durante a Grande Maré Sombria… — continuou Lysara — E algo veio com você. Nyra sentiu o oceano vibrar. — Você não era apenas uma sereia… — Lysara sussurrou — Você era um portal. Silêncio. —para algo que nunca deveria exestir.

— gritou Lysara. Mas já era tarde voltou. Mais forte. Mais clara. — Finalmente… livre. Nyra levantou a cabeça. Seus olhos… não eram Eram completamente negros. Um surgiu em seu rosto. Mas não era Eu procurei por tanto tempo diss uma voz que não era sua — …e v escondeu tão bem. As sereias fica paralisadas. — Quem… quem é v perguntou Lysara. Nyra inclinou a Eu? Ela riu. — Eu sou o segredo. O começou a se agitar violentamen Tempestades se formaram na su pela primeira vez em séculos… O acordou.

A concha não a chama

Ela

chamava a si mesma.

E o verdadeiro monstro… Nunca esteve preso na ruínas.

Sempre esteve dentro

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