





Era uma vez uma
menina chamada Ana, que tinha uma boca grande e um sorriso que ocupava quase todo o seu rosto. Apesar de bonito e expressivo, alguns colegas da escola começaram a zombar dela por isso.
Eles faziam piadas e davam apelidos cruéis, fazendo Ana se sentir envergonhada de algo que ela não podia mudar.


Com o passar do tempo, Ana passou a falar cada vez menos. Ela evitava rir, cobria a boca com a mão e até tentava se esconder durante as aulas. Dentro dela, crescia uma tristeza silenciosa, como se seu brilho estivesse sendo apagado pouco a pouco.



Um dia, durante uma
atividade na escola, a professora pediu que cada aluno contasse uma história em voz alta. Ana ficou nervosa, mas decidiu tentar.
Quando começou a falar, sua voz era doce e envolvente, e seu sorriso — mesmo tímido — dava vida às palavras.
Pela primeira vez, a turma ficou em silêncio, prestando atenção de verdade.
Depois daquele dia, uma colega chamada Júlia se aproximou de Ana e disse que achava seu sorriso lindo e sua

