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JSJornal dos Sports USA - Edição 1693

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IMPEDIDOS DE TRABALHAR

EUA propõem barrar autorizações de trabalho para a maioria dos solicitantes de asilo - PÁG. 5

SOLIDARIEDADE

Brasileiro abre mão de recorde pessoal e ajuda rival na Maratona de Boston - PÁG. 10

ESTUDO

Taxa de mortalidade em detenção do ICE atinge pico de 22 anos - PÁG. 11

PATRIOTA

Diretor Interino da ICE, Todd Lyons, apresenta carta de demissão e permanecerá no cargo até 31 de maio - PÁG. 14

Quase 7.900 migrantes

ou desapareceram em rotas migratórias em 2025

Apesar do número elevado em 2025, o resultado foi inferior ao recorde de 9.200 migrantes mortos registrado em 2024. “Embora os números representem apenas o limite mínimo do verdadeiro número de pessoas afetadas, os dados ressaltam, no entanto, a necessidade de uma ação urgente para acabar com as mortes de migrantes” - PÁG. 7

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4Editorial

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O risco da interferência do Judiciário nas eleições está de volta

Adisputa presidencial deste ano será muito mais árdua para Lula do que o petismo imaginava tempos atrás. A “união e reconstrução” dos primeiros dois anos e meio de mandato não passaram de slogan: Lula continuou governando só para os seus, antagonizando metade do país, e a economia, em vez de ser reconstruída no pós-pandemia, dá sinais de exaustão. Com o senador Flávio Bolsonaro em sua cola (ou até à sua frente) em pesquisas de opinião, e outros pré-candidatos de direita prometendo bater firme no governo, Lula resolveu pedir a interferência da Justiça desde já.

Na segunda-feira, o ministro do STF Alexandre de Moraes (quem mais?) ordenou a abertura de um inquérito para apurar suposta calúnia cometida por Flávio Bolsonaro contra Lula em uma publicação nas mídias sociais. Para surpresa de muito poucos ou de ninguém, a representação partiu da Polícia Federal, com endosso da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Justiça. Em 3 de janeiro de 2026, logo após a ação norte-americana que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro, Flávio escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, supor-

te a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...”

Que o palavreado é forte, disso não há dúvida. Suficiente para um processo por calúnia? Apenas se a lei for ignorada. Afinal, o crime de calúnia exige uma imputação específica e concreta, o que não existe na publicação. A bem da verdade, se a lei penal deve ser interpretada da forma mais restritiva possível, o senador nem sequer imputou crimes a Lula, mas ao Foro de São Paulo (ao qual Lula pertence, é verdade). Além disso, nunca é demais recordar que parlamentares como Flávio Bolsonaro são constitucionalmente protegidos “por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos” , e só à custa de muito malabarismo jurídico seria possível excluir das atividades relacionadas ao exercício do mandato parlamentar a crítica a um governante, ainda que de forma mais dura. Como não nos parece que nem os delegados da PF, nem o ministro Wellington Lima e Silva, nem o procurador-geral Paulo Gonet, nem o ministro Moraes sejam ignorantes a ponto de não saber que a lei protege as críticas de um senador ao governo e ao presidente da República, restam apenas outras alternativas nada alvissareiras para o pleito que se aproxima.

Lula sabe que o Supremo e o

Tribunal Superior Eleitoral desequilibraram a disputa de 2022 com suas decisões de censura, algumas das quais impediram até mesmo a veiculação de conteúdos sabidamente verídicos, como a aliança entre Lula e o ditador nicaraguense Daniel Ortega, ou a postura favorável à legalização do aborto. Se por acaso o petista ainda tivesse dúvidas sobre isso, bastariam as palavras de Gilmar Mendes, em outubro de 2023, para esclarecêlo: “Se hoje nós temos a eleição do presidente Lula, isso se deveu a uma decisão do Supremo Tribunal Federal” , afirmou na ocasião o ministro do STF. Ainda que estivesse falando do desmantelamento da Lava Jato (que limpou a ficha de Lula), ou da tal “defesa da democracia” por parte do Supremo, a formulação escolhida pelo decano do STF não deixa de ser um ato falho interessante.

Moraes, felizmente, já não integra o TSE, mas nem por isso terá perdido o cacoete de árbitro microgerenciador do debate eleitoral, e poderia continuar fazendo estragos no STF. Lula e seus advogados de campanha judicializaram pesadamente o debate eleitoral de 2022, com sucesso; por que não fariam o mesmo agora? Não fará sentido querer esconder do eleitor a amizade de Lula com ditadores de esquerda – incluindo Nicolás

Maduro –, sua participação no Foro de São Paulo e as atividades ilegais de que outros membros do Foro são, sim, acusados? Podemos ir além, já que uma condenação criminal no Supremo teria a capacidade até mesmo de tirar uma pessoa da disputa eleitoral. Se até a apresentação de um relatório parlamentar não aprovado deveria render inelegibilidade, na opinião de Dias Toffoli, não é preciso ter muita imaginação para concluir que há riscos sérios de a interferência judicial nas eleições ir muito além do controle do discurso exercido pelos tribunais superiores em 2022. O desenrolar de um inquérito que nem sequer deveria existir vai mostrar como o Judiciário irá se portar ao longo dos próximos meses. TSE e STF podem e devem reverter as práticas de 2022 e seguir o que disse um certo ex-presidente do TSE naquele mesmo ano, quando, em seu discurso de posse à frente da corte eleitoral, afirmou que “a intervenção da Justiça Eleitoral deve ser mínima, em preponderância ao direito à liberdade de expressão dos candidatos, das candidatas e do eleitorado”. Ou podem fazer o exato oposto e interferir de forma decisiva e parcial no debate eleitoral, como fez o autor desse discurso no exercício do cargo, negando o próprio discurso.

Gazeta do Povo

DA Frase Semana ImagemDA Semana

"Isso não é nem sotaque, parece um dialeto."

Gilmar Mendes, sobre a forma de falar de Romeu Zema

Imagem de família de imigrantes separada pelo ICE vence 'Foto do Ano' 2026 Vencedora do World Press Photo 2026, a fotogra a de Carol Guzy retrata o impacto das novas políticas antiimigração dos Estados Unidos

Washington – O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos publicou, em 23 de fevereiro de 2026, uma regra proposta que praticamente elimina as autorizações de trabalho para a grande maioria dos requerentes de asilo. A medida vincula a elegibilidade ao cumprimento do prazo legal de 180 dias para o processamento das solicitações – meta que o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) não alcança há anos.

Com a mudança, solicitantes ficariam impedidos de trabalhar legalmente durante a análise de seus pedidos, agravando a vulnerabilidade de quem aguarda em longas filas. O governo justifica a iniciativa como forma de desestimular solicitações “frívolas, fraudulentas ou sem mérito” e aliviar a

pressão sobre o sistema imigratório. Críticos afirmam, porém, que a regra penaliza também pedidos legítimos, dada a incapacidade estrutural de reduzir os atrasos.

A proposta cria uma barreira temporal: enquanto o tempo médio de processamento das solicitações afirmativas superar 180 dias, nem mesmo o pedido de autorização de trabalho poderá ser apresentado. Ao final do ano fiscal de 2025, havia cerca de 1,525 milhão de casos pendentes no USCIS. Em 2024, o tempo médio foi de 22,8 meses. A regra ainda atinge os 2,3 milhões de processos defensivos nos tribunais de imigração.

Além disso, estende de 180 para 365 dias o prazo de espera para solicitar a permissão. Introduz novas restrições ao próprio asilo, como prazo rígido de um ano para o pedido, barreira para entrada irregular (exceto em 48

horas) e ampliação de vedações criminais. A concessão das autorizações passa a ser discricionária, o que pode aumentar ainda mais os atrasos.

A premissa central da regra –de que a maioria dos pedidos é infundada – é contestada por dados do próprio USCIS, que mostram taxa de concessão superior a 80% nos casos decididos no mérito em 2024. Há ainda discrepâncias entre os números citados na proposta e relatórios públicos do órgão, o que gera questionamentos sobre a consistência dos dados.

A medida inclui pontos positivos, como a simplificação de prazos e a eliminação da contagem intermitente do período de espera. Ainda assim, representa uma das mudanças mais restritivas ao sistema de asilo em anos. A consulta pública está aberta e contestações judiciais são esperadas.

Miami/Washington — Douglas Dixon, canadense de 61 anos que viveu legalmente nos Estados Unidos por mais de 20 anos, foi deportado para o Canadá em 15 de abril de 2026 após condenação por fraude fiscal. Dixon mudou-se de Montreal para a Flórida em 2005, abriu um café e obteve o green card em 2019 junto com a esposa. Durante a pandemia, o negócio fechou e ele acumulou mais de US$ 30 mil em dívidas tributárias. Em 2022, declarou-se “no contest” por evasão fiscal e iniciou parcelamento da dívida, pagando cerca de dois terços do valor.

Em 10 de fevereiro, ao comparecer a uma reunião de probation, foi detido pela ICE. A condenação por fraude superior a US$ 10 mil foi enquadrada como “aggravated felony” (felonia agravada) pela lei de imigração, o que resulta em remoção obrigatória. Um juiz de imigração emitiu ordem final de remoção em 31 de março.

Dixon passou mais de dois meses em detenção, incluindo nove dias no centro de imigração “Alligator Alcatraz”, nos Everglades, na Flórida. Ele relatou condições precárias, infecção urinária e perda de peso. Após a deportação, chegou ao Aeroporto Pearson, em Toronto, onde viverá com a família em Montreal e ficou proibido de retornar aos EUA.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o green card é um privilégio, não um direito, e que condenações criminais podem resultar em perda do status.

O caso destaca como condenações por crimes financeiros não violentos podem levar à deportação de residentes permanentes de longa data, mesmo com pagamento parcial da dívida e forte integração familiar e comunitária. Advogados de imigração veem o episódio como alerta para portadores de green card com qualquer condenação criminal.

Bancos nos EUA podem ser obrigados a coletar dados sobre cidadania e status migratório de clientes

JUNOT

Washington — A administração do presidente Donald Trump elabora uma ordem executiva que obrigará instituições financeiras americanas a coletar informações sobre cidadania ou status migratório de clientes, tanto para contas novas quanto para as já existentes.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que a medida “está em processo”. Em entrevistas recentes, ele defendeu a iniciativa como extensão natural das regras de “conheça seu cliente” (Know Your Customer). “Como os bancos podem conhecer seu cliente sem saber se ele tem status legal?”, questionou Bessent.

De acordo com relatos de veículos como The Wall Street Journal, CNBC e Time, a ordem exigirá documentos adicionais, como passaporte americano, para comprovar cidadania. O REAL ID não será aceito como prova. A exi-

gência poderá ser aplicada retroativamente, obrigando os bancos a reavaliar milhões de contas existentes.

Atualmente, os bancos verificam apenas identidade e endereço, aceitando carteira de motorista, passaporte ou ITIN (número usado por muitos imigrantes contribuintes).

Até 21 de abril de 2026, não havia ordem executiva assinada nem regra formal publicada pelo Tesouro ou reguladores bancários.

No Congresso, o senador republicano Tom Cotton (Arkansas) apresentou o projeto “Know Your American Cus-

tomer Act”, que busca impedir o acesso de imigrantes sem status legal ao sistema bancário.

Especialistas estimam altos custos operacionais para o setor bancário e riscos de exclusão financeira, especialmente para usuários de ITIN e pequenos negócios de imigrantes. A proposta integra a estratégia mais ampla de endurecimento da política migratória da administração.

A ordem ainda está em fase de elaboração interna. Qualquer implementação dependerá de assinatura presidencial.

SOS DA vida

ERRAR

PARECE CASTIGOMAS É LIÇÃO: A CORAGEM DE

RECONHECER E SE LIBERTAR

Ola meus caros leitores, na semana passada, re etimos sobre como o corpo fala aquilo que a alma sente — como sintomas físicos, muitas vezes, são expressões silenciosas de dores emocionais não elaboradas. Hoje, damos um passo adiante nessa jornada de consciência: compreender que errar faz parte da condição humana, e que reconhecer o erro não é sinal de fraqueza, mas de maturidade emocional, humildade e coragem.

Fomos, em grande parte, ensinados — direta ou indiretamente — que errar signi ca perder valor, decepcionar, ou até mesmo deixar de ser digno de amor. Muitas pessoas cresceram em ambientes onde o erro era punido com silêncio, crítica ou rejeição. Assim, formou-se uma associação profunda e dolorosa: “se eu erro, eu não sou bom o su ciente”. Essa crença, quando internalizada, não apenas limita o crescimento pessoal, mas também impacta diretamente a saúde emocional — e, como vimos, inevitavelmente repercute no corpo.

Na prática clínica, é comum observar indivíduos que carregam uma di culdade signi cativa em dizer duas palavras simples: “eu errei”. Não porque não reconheçam o erro, mas porque o peso emocional associado a essa admissão é quase insuportável. Surge então a defesa: negação, justi cativas, projeções. A nal, admitir o erro, para muitos, ainda é sinônimo de exposição à dor da rejeição.

No entanto, a psicologia nos mostra um caminho diferente. Segundo Carl Rogers, um dos principais nomes da psicologia humanista, “o curioso paradoxo é que quando me aceito como sou, então posso mudar”. Essa a rmação revela uma verdade profunda: a transformação genuína não nasce da negação, mas da aceitação honesta da própria realidade — incluindo nossas falhas.

Reconhecer o erro é, portanto, um ato de integração. É o momento em que a pessoa deixa de lutar contra si mesma e passa a se alinhar com a verdade do que aconteceu. Esse alinhamento reduz o con ito interno, diminui a ansiedade e abre espaço para a autorregulação emocional. Em termos clínicos, isso fortalece o senso de identidade e promove maior exibilidade cognitiva — a capacidade de rever pensamentos, ajustar comportamentos e crescer com a experiência.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), amplamente utilizada na prática clínica, trabalha exatamente essa habilidade: ajudar o indivíduo a identi car pensamentos disfuncionais associados ao erro — como “eu sou um fracasso” — e substituí-los por interpretações mais realistas e compassivas, como “eu cometi um erro, mas posso aprender com isso”. Essa mudança de perspectiva não é apenas cognitiva; ela impacta diretamente o emocional e o comportamental.

Além disso, reconhecer o erro também fortalece vínculos. Em relações interpessoais, a capacidade de assumir responsabilidade promove con ança, autenticidade e reparação. Como a rma Brené Brown, pesquisadora da vulnerabilidade, “a vulnerabilidade não é fraqueza; é a nossa maior medida de coragem”. Dizer “errei” é um ato vulnerável — e, justamente por isso, profundamente humano e transformador. Quando evitamos o reconhecimento do erro, mantemos um ciclo de tensão interna. O corpo, então, pode começar a expressar aquilo que não foi verbalizado: dores, fadiga, insônia, irritabilidade. Mais uma vez, o corpo fala. E o que ele muitas vezes está tentando dizer é: “pare de lutar contra a verdade”. Há uma coerência entre o que sentimos, pensamos e fazemos que precisa ser restaurada para que haja saúde integral.

Do ponto de vista do desenvolvimento emocional, aprender a lidar com o erro de forma saudável é um marco de maturidade. Signi ca sair de uma posição infantil — onde o erro é temido e evitado — para uma postura adulta, onde o erro é reconhecido, compreendido e transformado em aprendizado. É nesse processo que a autoestima se fortalece, não pela perfeição, mas pela autenticidade.

Sob uma perspectiva cristã, reconhecer o erro também ocupa um lugar central no caminho espiritual. A fé cristã não nega a imperfeição humana; ao contrário, a reconhece como parte da nossa natureza. No entanto, ela também oferece redenção, graça e a possibilidade de recomeço. Admitir o erro diante de Deus não é motivo de condenação, mas de reconciliação.

Essa visão dialoga profundamente com a psicologia clínica: ambos os caminhos — o terapêutico e o espiritual — apontam para a importância da verdade, da aceitação e da responsabilidade como pilares do crescimento e da cura.

Portanto, talvez seja o momento de ressigni car o erro. Em vez de vê-lo como um inimigo, podemos começar a enxergá-lo como um professor. Em vez de temê-lo, podemos acolhê-lo como parte do processo de ser humano. Dizer “eu errei” não diminui ninguém — ao contrário, revela grandeza. Revela alguém que tem coragem de olhar para si, de assumir sua humanidade e de escolher crescer.

E assim, damos continuidade à re exão anterior: quando o corpo fala o que a alma sente, talvez uma das mensagens mais urgentes seja justamente essa — a necessidade de parar de fugir de si mesmo. A cura começa quando há verdade. E a verdade, muitas vezes, começa com duas palavras simples, mas profundamente libertadoras: “eu errei”.

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é el e justo para nos perdoar os pecados e nos puri car de toda injustiça.” 1 João 1:9

FOTO: ICE

Quase 7.900 migrantes morreram ou desapareceram em rotas migratórias em 2025

Quase 7.900 pessoas morreram em rotas migratórias em 2025, informa um relatório da agência de migração das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (21).

O Projeto Migrantes Desaparecidos, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), “documentou mais de 80.000 mortes e desaparecimentos durante processos migratórios desde 2014”, afirmou a agência.

“Embora os números representem apenas o limite mínimo do

verdadeiro número de pessoas afetadas, os dados ressaltam, no entanto, a necessidade de uma ação urgente para acabar com as mortes de migrantes”, afirma o relatório.

“As quase 8.000 mortes registradas em 2025 marcam a continuidade e o agravamento de um fracasso mundial em acabar com estas mortes evitáveis”, afirmou a OIM em seu relatório anual sobre o tema.

Apesar do número elevado em 2025, o resultado foi inferior ao recorde de 9.200 migrantes mortos registrado em 2024, segundo a OIM.

De acordo com a OIM, a queda registrada no ano passado “está vinculada em parte a uma redução real do número de pessoas que tentam seguir pelas rotas migratórias irregulares e perigosas”, em particular no continente americano.

“Mas também se explica pelas restrições financeiras impostas aos atores humanitários que documentam as mortes de migrantes nos principais corredores migratórios”, acrescentou a organização com sede em Genebra.

Desde o início de 2026, a OIM registrou 1.723 mortos ou desaparecidos nas rotas migratórias.

Aabandonando esperança

de

chegar aos EUA, migrantes trocam sonho americano por

futuro no México

Tapachula, México — Centenas de migrantes, a maioria haitianos, deixaram Tapachula na terça-feira caminhando rumo a outras regiões do México.

Diferente das caravanas que seguiam para os Estados Unidos, o grupo perdeu a esperança de chegar ao país norte-americano por causa das restrições da administração Trump aos solicitantes de asilo. Eles pretendem se estabelecer em grandes cidades mexicanas, como Cidade do México, Monterrey ou Tijuana, onde buscam trabalho e regularização dos pedidos de asilo.

Muitos passaram meses em Tapachula sem respostas sobre seus processos. “Os Estados Unidos não são mais uma opção

para nós”, disse Jerry Gabriel, haitiano de 29 anos.

Em março, outra caravana similar se dissolveu após 12 dias. Desde outubro de 2024, com a presidente Claudia Sheinbaum no poder, já ocorreram 18 caravanas saindo de Tapachula. Nenhuma avançou além de Oaxaca.

Os haitianos representam um quarto dos pedidos de asilo no México. Entre 2020 e 2024, foram registradas 127 mil solicitações de haitianos.

A marcha mostra uma mudança no padrão migratório: com as políticas mais rígidas nos EUA, muitos migrantes agora buscam proteção e oportunidades dentro do próprio México.

Brasileiros nos EUA ainda não podem emitir a nova

Carteira de Identidade Nacional (CIN) em consulados

Brasília — Brasileiros residentes nos Estados Unidos continuam sem a possibilidade de solicitar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) nos consulados brasileiros no país.

O serviço de emissão da nova identidade, que unifica o número do CPF como identificador único e substitui gradualmente o antigo RG, foi lançado em fase de projeto-piloto no dia 16 de abril de 2026, apenas no Consulado-Geral do Brasil em Lisboa (Portugal). A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Itamaraty e a Polí-

cia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O próximo posto consular a oferecer o serviço será o de Assunção, no Paraguai, com previsão de início em maio de 2026. Não há, até o momento, data definida para a chegada da emissão da CIN aos consulados nos Estados Unidos, como os de Nova York, Miami, Los Angeles, Boston ou Houston.

A expansão ocorrerá de forma gradual, priorizando localidades com maior demanda e estrutura operacional adequada. No Brasil, mais de 50 milhões de pessoas já emitiram o documento, que permite elevar a conta no Gov.br ao nível ouro e acessar mais de 4.600 serviços digitais, como INSS, certidões,

assinatura eletrônica avançada e regularização fiscal. Enquanto o serviço não chega aos EUA, a única alternativa para obter a CIN segue sendo a emissão presencial em um dos institutos de identificação dos estados brasileiros ou no Distrito Federal. O agendamento para o piloto em Lisboa é feito pelo sistema E-Consular, com coleta de biometria no consulado e entrega posterior via malote diplomático.

A medida faz parte do Plano de Transformação Digital do Itamaraty e visa facilitar a vida da diáspora brasileira, especialmente em países com grande contingente de cidadãos.

Estão bem brasileiras feridas a tiros nas pirâmides do México

Cidade do México — As duas brasileiras feridas no ataque a tiros nas pirâmides de Teotihuacan, no México, estão fora de risco, informou o Itamaraty. Uma adolescente de 13 anos já recebeu alta e está com a família. A mulher de 55 anos continua internada, mas sem risco de morte.

Uma canadense morreu no incidente e o atirador, identificado como Julio Cesar Jasso Ramirez, cidadão mexicano, suicidou-se em seguida, na segunda-feira (20). De acordo com autoridades mexicanas, 13 pessoas ficaram feridas. Entre os atingidos estão colombianos (incluindo uma criança de 6 anos), norte-americanos, russos e um segundo canadense. O tiroteio

ocorreu pouco depois das 11h na Pirâmide da Lua. Testemunhas relataram que o homem disparou a maioria dos tiros para o alto, enquanto carregava um tablet e gritava.

Espectadores prestaram os primeiros socorros até a chegada de paramédicos. A presidente Claudia Sheinbaum expressou “profunda dor” e enviou condolências às famílias.

O caso deve aumentar o escrutínio sobre a segurança em sítios turísticos mexicanos, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que o país sediará com EUA e Canadá. Teotihuacan recebeu 1,8 milhão de visitantes no ano passado.

FOTO: LUIS

Brasileiro abre mão de recorde pessoal e ajuda rival na Maratona de Boston

Boston — A poucos metros da linha de chegada da 130ª Maratona de Boston, o corredor paulista Robson de Oliveira, de 36 anos, desacelerou, abriu mão de bater seu melhor tempo e ajudou a carregar um atleta norte-americano que havia entrado em colapso. Oliveira, morador de São Bernardo do Campo (SP), corria em ritmo forte quando avistou o engenheiro americano Ajay Haridasse caído no asfalto, desidratado e com câimbras. Com a ajuda do britânico Aaron

Beggs, os dois colocaram os braços ao redor de Haridasse e o carregaram até a chegada, cruzando a linha juntos sob aplausos da torcida.

“Se ele não tivesse me ajudado, aquele teria sido o seu melhor tempo na maratona”, reconheceu Haridasse depois da prova. Robson, que corre há dez anos, completou a maratona em ritmo mais lento e também precisou de atendimento médico.

O gesto de solidariedade, registrado em vídeo, viralizou nas redes sociais e foi destacado como o grande momento da edição, exemplificando o verdadeiro espírito da ma-

ratona, onde a humanidade supera a competição.

O brasileiro terminou entre os principais atletas do país na prova, mas o resultado ficou em segundo plano. Haridasse conseguiu completar os 42,195 km graças ao apoio dos dois rivais. A edição de 2026 foi vencida pelo queniano John Korir (masculino) e pela queniana Sharon Lokedi (feminino), mas o ato de fair play de Robson, Beggs e Haridasse marcou a competição.

*(Com informações da BBC, agências internacionais e redes sociais)*

Grupo acusado de explorar brasileiros nos EUA é desmantelado na Flórida

ORLANDO — Autoridades americanas desarticularam uma operação que, sob a fachada de consultoria jurídica especializada em imigração, teria explorado imigrantes em situação vulnerável, principalmente brasileiros recém-chegados ou em condição irregular nos Estados Unidos.

Identificada como Legacy Group, a empresa é acusada de praticar fraude, extorsão e associação criminosa. Entre os principais suspeitos de liderar o esquema estão Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva.

De acordo com as investigações, os envolvidos se apresentavam como especialistas em assuntos migratórios e ofereciam soluções rápidas para regularização, incluindo a obtenção de autorizações de trabalho (work permits) e a aprovação de pedidos de asilo. Na prática, segundo as acusações, não havia respaldo legal para as promessas feitas.

O grupo teria movimentado milhões de dólares ao longo dos últimos anos. O público-alvo principal eram brasileiros que chegavam aos Estados Unidos sem status migratório regular ou que buscavam desesperadamente regularizar sua situação.

Para conferir aparência de legitimidade ao serviço, os suspeitos adotavam linguagem técnica, identidade visual profissional

e, em alguns casos, faziam referência a procedimentos reais do sistema imigratório americano. A estratégia, conforme descrito nas acusações, era criar confiança suficiente para que as vítimas pagassem valores elevados por serviços que, na maioria das vezes, não possuíam qualquer validade jurídica.

As prisões ocorreram no âmbito de uma operação conduzida por autoridades locais na região de Orlando, na Flórida, onde o grupo atuava. Os acusados enfrentam crimes que incluem fraude por meio de comunicações eletrônicas e o exercício ilegal da advocacia (unauthorized practice of law), uma vez que não eram advogados licenciados nos Estados Unidos.

Casos como esse têm sido cada vez mais comuns na Flórida, estado que concentra grande número de imigrantes latino-americanos. Autoridades americanas alertam regularmente sobre os riscos de contratar “consultores” ou “notários” que prometem atalhos no complexo sistema de imigração dos EUA, especialmente em pedidos de asilo e autorizações de trabalho.

A investigação ainda está em andamento, e mais detalhes sobre o volume total movimentado e o número exato de vítimas devem ser divulgados nos próximos dias pelas autoridades competentes.

Taxa de mortalidade em detenção do ICE atinge pico de 22 anos

Brasileira gravou vídeo prevendo prisão antes de ser detida com 5 kg de cocaína na França

PARIS — Uma brasileira de 25 anos gravou um vídeo antes de embarcar para a França no qual previa a própria prisão por tráfico de drogas. Flavia Hayasmim Leite Vieira Dias foi condenada pela Justiça francesa após ser flagrada no aeroporto de Paris com cerca de 5 kg de cocaína escondidos em duas malas.

No vídeo, gravado antes da viagem e divulgado após a prisão, a jovem declara: “Se estiverem vendo esse vídeo a essa altura, eu estou presa. Tenho grandes planos com esse dinheiro pra sair do vermelho e mudar minha vida”. Ela ainda menciona cansaço financeiro e a intenção de “fazer uma besteira” para tentar mudar de vida. Flavia, natural de Coração de Jesus (MG) e moradora da Grande Florianópolis (SC), foi abordada pela alfândega francesa em 25 de março de 2025, logo após de-

sembarcar em um voo vindo do Brasil. Durante inspeção de rotina, os agentes encontraram a droga distribuída nas bagagens.

A Justiça francesa condenou a brasileira a 15 meses de prisão, multa de cerca de 50 mil euros (aproximadamente R$ 310 mil) e proibição de retornar ao território francês por dez anos. O Ministério Público francês avalia a possibilidade de recorrer da sentença, o que poderia agravar a pena.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação do vídeo, no qual a jovem admite consciência dos riscos envolvidos na tentativa de entrar com a droga no país europeu.

Flavia cumpre a pena em um presídio francês. O episódio reforça os rigorosos controles de segurança implementados nos aeroportos franceses no combate ao tráfico internacional de drogas.

JSNEWS

Washington — Um estudo publicado na revista médica JAMA em 16 de abril de 2026 aponta que a taxa de mortalidade entre detidos pela Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) alcançou, no início do ano fiscal de 2026, o nível mais alto em 22 anos.

Os pesquisadores analisaram 272 mortes em custódia do ICE entre o ano fiscal de 2004 e 19 de janeiro de 2026. No período inicial de 2026 (outubro de 2025 a 19 de janeiro), foram registradas 18 mortes, o que resulta em uma taxa anualizada de 88,9 óbitos por 100 mil detidos. Desde então, outras dez mortes foram reportadas até meados de abril.

Os autores do estudo des-

tacam “fraqueza sistêmica” nos cuidados médicos da agência, que teria se agravado nas últimas duas décadas. O aumento coincide com o crescimento expressivo da população em detenção durante o atual governo de Donald Trump, com relatos de piora nas condições de custódia.

COMPARAÇÃO

HISTÓRICA DE PICOS

2004 (pico absoluto): taxa de 127,7 por 100 mil — o maior registrado no período analisado.

2020 (primeiro ano da pandemia de Covid-19): taxa de 75,6 por 100 mil.

2023 (menor nível): taxa de 13,0 por 100 mil.

2025: taxa de 47,5 por 100 mil.

2026 (parcial): 88,9 por 100 mil — superior ao pico da pandemia e o mais alto desde 2004.

Após forte declínio entre 2004 e 2011, as taxas voltaram a subir a partir de 2024. O estudo ressalta variabilidade anual e mudanças nas causas de morte, com maior proporção de óbitos por doenças infecciosas e suicídios em períodos recentes.

A administração Trump e o Departamento de Segurança Interna (DHS) contestam parte das interpretações, afirmando que a taxa geral permanece baixa (cerca de 0,009% da população detida) e que muitos detidos apresentavam condições de saúde preexistentes. O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco, pede investigação mais profunda sobre acesso a cuidados de saúde nas instalações do ICE.

Brasília — A Polícia Federal designou a delegada Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação junto ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), em Miami. A nomeação foi formalizada por portaria do diretor-geral Andrei Rodrigues, assinada em 17 de março de 2026 e publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 20 de março.

Tatiana Alves Torres substi-

tuirá o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que ocupava o cargo desde 2023. A missão tem duração prevista de dois anos e inclui mudança de sede, transporte de mobiliário e bagagens, além de acompanhamento de dependentes.

A designação ocorre em meio a tensões na cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos, após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo ICE. Marcelo Ivo foi convidado a deixar os EUA após autoridades americanas acusarem

o oficial brasileiro de tentar contornar os mecanismos formais de extradição.

Até o momento, a delegada Tatiana Alves Torres ainda não assumiu o posto. A PF reavalia o cronograma de transmissão de cargo em razão da crise diplomática e operacional com o ICE.

A troca representa uma tentativa de normalizar a relação bilateral no âmbito da cooperação em segurança e migração, área estratégica para o combate ao crime organizado transnacional.

Brasileiro é condenado

a nove meses de prisão nos EUA por agredir agentes do ICE

Washington — Um brasileiro de 25 anos foi condenado a nove meses de prisão federal nos Estados Unidos por agredir agentes da Imigração e Alfândega (ICE) durante sua prisão.

Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, que residia ilegalmente no país, recebeu a sentença na quinta-feira (16 de abril de 2026) do juiz federal Vernon D. Oliver, em Hartford, Connecticut. Ele havia se declarado culpado em janeiro do crime de agressão a oficial federal.

Segundo a Procuradoria dos EUA para o Distrito de Connecticut, Borges foi preso em 25 de junho de 2025, na rua Zion, em Hartford. Durante a abordagem, ele resistiu, chutou, se debateu, proferiu ofensas, ameaçou chutar o pescoço do motorista da viatura, mordeu um

agente e cuspiu em outro. Após cumprir a pena federal, ele será submetido a processo de deportação. Antes da prisão pela ICE, já respondia a processo estadual em Connecticut por agressão a agentes de segurança pública e outros crimes.

O caso foi divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

AUMENTO DE CASOS

Dados do Departamento de Segurança Interna (DHS) indicam que agressões a agentes do ICE cresceram significativamente em 2025, com 238 ataques registrados entre janeiro e novembro — alta de mais de 1.150% em relação ao ano anterior. Casos semelhantes envolvendo imigrantes, incluindo brasileiros, foram registrados em diversos estados.

Tiago Prado lança livro sobre empreendedorismo para imigrantes nos EUA após venda da Breezy Seguros

Cheguei aos Estados Unidos em 2001. Tinha 14 anos, nenhum documento e vim acompanhando minha mãe, que decidiu que a roça de Caldazinha, em Goiás, não seria nosso destino final.

Vinte e cinco anos depois, após fundar a Breezy Seguros e vendê-la para o Carlyle Group, percebo um padrão que se repete na comunidade brasileira: a maioria trabalha até a exaustão, mas não consegue sair do modo sobrevivência.

O problema não é falta de esforço. O imigrante trabalha mais que qualquer um. O problema é a falta de direção.

Foi para resolver isso que escrevi "Sete Passos para Ser Rico nos EUA", publicado agora pela

Editora Gente. O livro não é um manual sobre como abrir empresa ou pagar impostos. É um relato prático sobre o que diferencia quem constrói patrimônio de quem apenas paga contas.

O primeiro passo é a integração cultural. Se você não entende como o americano pensa, negocia e consome, você fica à margem do mercado. O dinheiro nos Estados Unidos circula em redes de confiança. Para quem quer entender como empreender do zero nos EUA, essa adaptação é o requisito básico.

O segundo ponto é a educação em negócios. O mercado americano é competitivo e não tolera amadorismo. Você precisa conhecer seus números, entender margem de lucro e saber

como o capital funciona. É por isso que investidores de Venture Capital priorizam negócios sólidos; eles procuram quem entende as regras do jogo.

O livro também trata de conexão espiritual e conexão familiar. Empreender é difícil. Sem uma base emocional forte, o primeiro erro tira você do mercado. E os erros vão acontecer. No livro, conto os meus sem filtro.

Fazer negócios nos EUA exige estratégia, foco e networking. Se você quer aprender como construir um negócio que prospera, precisa parar de apenas reagir aos problemas diários e começar a planejar a longo prazo.

O caminho está traçado. A decisão de segui-lo é sua.

Diretor Interino da ICE, Todd Lyons, apresenta carta de demissão e permanecerá no cargo até 31 de maio

Boston, 17 de abril de 2026 — Todd Lyons, natural de South Boston (Massachusetts) e diretor interino da Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), apresentou sua carta de demissão ao secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin.

Lyons, que assumiu o cargo em março de 2025, permanecerá na função até 31 de maio de 2026 para garantir uma transição tranquila.

Em declaração, Lyons agradeceu ao presidente Trump e ao secretário Mullin pela confiança. “Servir como diretor da ICE foi um privilégio e uma honra. Meu objetivo foi ser o defensor dos homens e mulheres da

ICE e lutar por eles todos os dias”, disse. Ele destacou o compromisso com a família: “Fiz uma promessa à minha esposa e filhos e vou cumpri-la. Voltarei para casa e continuarei apoiando o DHS e a ICE do setor privado”. O secretário Markwayne Mullin confirmou a saída e elogiou o trabalho de Lyons. O “Border Czar” Tom Homan destacou que, sob sua

liderança, a ICE alcançou um recorde de remoções no primeiro ano da administração, cumprindo promessas de deportar imigrantes ilegais que representam riscos à segurança pública e nacional. Stephen Miller classificou Lyons como “um fenomenal patriota e líder dedicado”.

TRAJETÓRIA

Natural de South Boston,

Lyons é graduado pela Boston College High School. Ingressou na ICE em 2007, após servir na Força Aérea e como policial. Liderou operações de aplicação e remoção na Nova Inglaterra. Durante sua gestão como diretor interino, a agência realizou mais de 584 mil deportações. Até o momento, não foi divulgado o nome do substituto.

CrônicasDO dia a dia

LUND VIROU ESTRELA

Meu irmão Gustavo não era apenas um gênio em diversas formas de arte — pintura, música, dança, teatro — ele era também um ser humano extraordinariamente generoso. Tinha o dom de enxergar talentos onde muitos viam apenas timidez ou insegurança, e foi responsável por revelar inúmeros artistas em Passos: Cesar Tadeu Elias, Sueli, Robinho, Maurílio, Carlos Jorge, Ramon Pitter, Gilda, Luis Eduardo Simão, Vanessinha Brandão, Claudinha Arouca, Olinto, Lund e tantos outros que, graças a ele, encontraram espaço para brilhar.

O projeto Viva Hollywood, criado e dirigido por Gustavo no lendário Kuka Freska, foi mais do que um espetáculo: foi um verdadeiro acontecimento cultural. O sucesso foi tão estrondoso que a cidade parou para assistir. Passos respirava arte, e cada apresentação era aguardada com ansiedade e entusiasmo.

Entre tantos talentos, havia Lund. Um garoto lindo, jovem, cheio de energia, que dançava com uma naturalidade e intensidade capazes de rivalizar com John Travolta. As meninas suspiravam por ele, e não apenas em Passos: jovens de outras cidades viajavam só para vê-lo dançar. Lund se tornou o assunto do momento, um ícone de uma geração. Mas o brilho intenso também trouxe desa os. O sucesso precoce subiu à sua cabeça, e quando os holofotes se apagaram, a ausência de aplausos pesou. Precisou de terapia, de força interior, e talvez tenha enfrentado períodos de dor e confusão. A vida, às vezes, cobra caro de quem brilha cedo demais.

Hoje, ao saber que Lund se tornou estrela, não pude evitar a lembrança dele na pista de dança, encantando uma geração inteira. Mais de quarenta anos se passaram, e ainda assim sua imagem permanece viva, como se fosse ontem. Vai com Deus, Lund. Agora que és uma estrela, dança nesse universo in nito, espalhando arte, leveza e beleza. O mundo precisa disso, precisa de almas como a sua, que lembram que a vida pode ser celebrada em movimento, em música, em paixão.

Que assim seja. Amém.

SOBRE A COLUNISTA

Edel Holz é a mais premiada e consagrada atriz, roteirista, diretora e produtora teatral brasileira nos Estados Unidos. Inquieta e de mente profícua, Edel tem sempre um projeto cultural engatilhado para oferecer para a comunidade brasileira. Depois de anos de ausência, Edel volta a abrilhantar as páginas de um jornal. Damos as boas vinda à poderosa e de mente efervescente Edel.

PF retira credenciais de agente americano em Brasília por princípio de reciprocidade

Brasília – A Polícia Federal determinou nesta quarta-feira (22 de abril) a suspensão das credenciais de um agente dos Estados Unidos que atuava junto à instituição na capital federal. A medida, adotada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, é uma resposta à decisão do governo americano de revogar o acesso do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da PF junto ao ICE em Miami. Rodrigues afirmou ter tomado a

decisão “com muito pesar” e disse que as credenciais do agente americano ficarão suspensas até que a situação do delegado brasileiro seja esclarecida. Com a medida, o servidor dos EUA perde acesso às dependências da PF e aos sistemas internos de cooperação.

O episódio tem origem na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem pelo ICE nos Estados Unidos. O delegado Marcelo Ivo teria auxiliado na localização e detenção de Ramagem, que é considerado foragido pela Justiça brasileira. Autoridades

americanas acusam o oficial brasileiro de tentar contornar os mecanismos formais de cooperação, o que gerou perda de confiança.

O presidente Lula sinalizou reciprocidade caso houvesse “abuso” por parte dos EUA. O Itamaraty convocou a Embaixada americana para esclarecimentos.

A decisão ocorre em momento delicado para a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, narcotráfico e lavagem de dinheiro. O delegado Marcelo Ivo deve retornar ao Brasil nos próximos dias.

Professora brasileira com doença degenerativa tem morte assistida na Suíça

Zurique, 15 de abril de 2026 —

A professora Célia Maria Cassiano, de 67 anos, natural de Campinas (SP), morreu por suicídio assistido em uma clínica de Zurique. Às 14h, ela ingeriu voluntariamente a substância letal prescrita por médico. O óbito foi constatado às 14h08. Lúcida até o fim, ela cumpriu todos os protocolos legais suíços de verificação de consentimento livre e repetido.

Célia foi diagnosticada há quase dois anos com Atrofia Muscular Progressiva (AMP), também conhecida como Progressive Muscular Atrophy (PMA), uma forma rara de doença do neurônio motor que causa fraqueza muscular progressiva, atrofia e perda de movimentos, preservando a consciência. Sem cura, a doença leva gradualmente à dependência total e insuficiência respiratória.

Nos últimos meses, ela organizou a viagem e o procedimento. Chegou à Suíça no sábado anterior e, na quarta-feira, exerceu o direito previsto na legislação suíça para pessoas com sofrimento intolerável decorrente de doença incurável.

O caso de Célia não é isolado.

Em outubro de 2024, o escritor Antonio Cícero, 79 anos, também morreu por suicídio assistido na Suíça após diagnóstico de Alzheimer. Casos semelhantes envolvem pacientes com ELA, Parkinson avançado e outras condições graves que buscam na Suíça uma opção proibida por lei no Brasil.

A morte de Célia reacende o debate sobre autonomia individual, dignidade e limites éticos do suicídio assistido, prática legal na Suíça, Holanda, Bélgica e Canadá sob critérios estritos de consentimento e sofrimento insuportável.

COLUNA

do Alex

Coluna: Em Pauta

Top Of Mind International na Torre Eiffel homenageou 60 brasileiros de destaque pelo mundo

A primeira edição do Top Of Mind International França foi realizada na noite da última quinta-feira, 23 de abril, em um cenário emblemático: a área de eventos da Torre Eiffel, em Paris. O evento reuniu personalidades brasileiras em uma cerimônia de gala marcada por reconhecimento, celebração e projeção internacional.

A premiação foi conduzida pela empresária brasileira Kethllen Ribeiro, idealizadora do projeto, ao lado do jornalista Neto Brazil e do ator Oscar Magrini, que dividiram o palco na apresentação da noite.

Ao todo, 60 brasileiros foram homenageados como “ícones” em suas áreas de atuação, com trajetórias que impactam posi-

tivamente tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Os premiados representam diversos segmentos, reforçando a diversidade e a relevância da presença brasileira no exterior.

A realização do evento em um dos pontos turísticos mais reconhecidos do mundo simboliza o alcance global da iniciativa, que busca valorizar talentos e histórias de sucesso que transcendem fronteiras.

A noite foi marcada por momentos de celebração, networking e visibilidade, consolidando o Top Of Mind International França como uma nova vitrine internacional para o reconhecimento de profissionais brasileiros.

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O CONHECIMENTO através da Bíblia

QPor : Pr José Soares Leite, O José Soares é Pr José Soares Leite, é Bacharel emTeologia, professor de ensino sistemático de estudos Bíblicos como Professor de Escola Dominical e Faculdade de ensinoTeológico em Boston

uando Jesus pregou o sermão que de ne o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3).

Ele continuou a pregar durante mais três capítulos. Esta primorosa lição é de vital importância para a vida do crente.

Trata-se de um dos mais lindos exemplos da vida terrena de Jesus — a humildade — que deve ser seguido por todos os crentes que foram chamados para segui-lo e Dele testemunhar neste mundo hodierno.

No período neotestamentário, o mundo pagão estava repleto de monumentos, inscrições e estátuas que falavam da grandeza dos homens.

As pessoas, na época de Cristo, rendiam homenagem ao orgulho e desprezavam a humildade e a mansidão. Hoje não é diferente, pois o mesmo espírito destas atitudes mundanas prevalece em nossos dias.

Jesus, durante a sua permanência entre os homens, demonstrou ser um exemplo de humildade. Certa vez, Ele mesmo disse:

“Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”

VIVENDO NO CAMINHO DA HUMILDADE

(Mt 11:29).

Jesus não assumiu uma posição de orgulho e grandeza, como faziam os líderes religiosos (fariseus, saduceus e escribas) de sua época.

Durante o apogeu de sua fama e popularidade, que correu por parte dos termos da Palestina, Ele permaneceu simples e humilde, conviveu entre os ricos sem soberba.

Jesus comparecia às festas que se celebravam em todas as classes da sociedade, desde os fariseus, mais importantes, até aos mais desprezados publicanos e pecadores.

Podemos tirar algumas lições

claras e importantes dos ensinamentos de Jesus, mostrando por que a humildade é exigida de nós.

Sem humildade, não seremos seus seguidores. Os orgulhosos querem ser chefes e cobiçam a posição e a in uência de outros. Sem humildade, não buscaremos realmente a verdade. Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos.

Sempre que estivermos tentados a pensar que somos grandes e importantes, devemos parar para contemplar a grandeza e a majestade de Deus. Comparados com o Criador e Sustentador do Universo, somos débeis e insigni-

cantes.

O Salmo 8, especialmente nos versículos 3, 4 e 9, nos faz descer ao nosso tamanho rapidamente!

Devemos aprender com Seu exemplo e, atentando para seus ensinamentos: Jesus, sendo Mestre e Senhor, lava os pés de seus discípulos (Jo 13:13–15).

A Bíblia ainda nos conta a história de dois homens: o fariseu, que foi para um lugar proeminente do templo, e o publicano que, em pé, numa atitude humilde, de cabeça inclinada, com um coração contrito, confessava a sua miséria. A Bíblia diz que o publicano saiu para casa justi cado, e não o fariseu.

Evangelho da Graca
FOTO: DIVULGAÇÃO

SportTotal

BRASILEIRÃO 2026

Novo goleiro titular? Artur Jorge explica planos para o Cruzeiro

Cria da base, Otávio foi o titular contra o Goiás, em partida válida pela Copa do Brasil

Redação do ge

Depois da lesão de Cássio, a defesa da meta do Cruzeiro passou a ser alvo de criticas e de atenção por parte da torcida. Matheus Cunha foi o substituto imediato, mas tem sido questionado. Otávio ganhou a chance como titular no jogo contra o Goiás, pela Copa do Brasil. Artur Jorge explicou a escolha.

- A aposta do Otávio tem a ver com este jogo. Não tenho por hábito usar jogadores em determi-

nadas competições. Apenas isso: mereceu uma oportunidade, a oportunidade foi dada. Esse foi o quarto jogo de Otávio no time profissional. O cria da base do Cruzeiro foi integrado ao elenco principal no ano passado, mas estreou apenas nesta temporada. Ele foi utilizado nas partidas contra o Pouso Alegre, Tombense e Democrata-GV (todas pelo Campeonato Mineiro). Já havia uma possibilidade dele ser titular contra o Grêmio, pelo Brasileirão, no último fim de semana. Mas a comissão op-

tou por preservá-lo perante a situação delicada do gol. Matheus Cunha vive um momento de instabilidade e tem sido alvo de vaias (assim como alguns atletas). Por isso, o Cruzeiro optou por não colocar o garoto de 20 anos em uma partida que valia a saída da zona do rebaixamento. Esse foi um teste, uma aposta do técnico Artur Jorge para o setor defensivo. Na partida, Otavio sofreu dois gols. O treinador explicou os planos para o jogo contra o Remo, no sábado, às 18h30 (de Brasília), em Belém.

Inter iguala número de vitórias fora e no Beira-Rio e vai melhor como visitante

A vitória do Inter sobre o Athletic nesta quarta-feira, como visitante no Orlando Scarpelli, foi a sexta fora de casa na temporada. Mesmo número de triunfos no Beira-Rio em 2026, onde a equipe tem a pior campanha no Brasileirão, mas teve bons resultados no Gauchão.

O Inter tem 53,8% de aproveitamento em 13 partidas como mandante. Cinco das seis vitórias em casa foram no estadual, e só derrotou a Chapecoense no cer-

tame nacional. Já longe do Beira-Rio, o retrospecto é de 60,6%, sendo que venceu seis em 11 jogos.

Nos últimos três compromissos como visitante, o Inter bateu Santos e Corinthians, pelo Brasileirão, e o Athletic, pela Copa do Brasil. O time mineiro mandou o duelo em Florianópolis, onde o Colorado teve praticamente a totalidade de público.

O desempenho contrasta com a realidade como mandante. O Inter venceu os três primeiros jogos da

temporada, todos pelo Gauchão, incluindo os 4 a 2 no Gre-Nal 449, mas depois não conseguiu mais engatar uma sequência positiva. Não vence há três partidas no Beira-Rio.

No entanto, se o retrospecto fora de casa é mais favorável neste momento, o próximo desafio é novamente distante de Porto Alegre. O Inter encara o Botafogo, sábado, no Mané Garrincha, em Brasília. Chance para aumentar a positividade como visitante.

Textor diz que não há proposta do Palmeiras nem do Cruzeiro por Barboza, do Botafogo

O dono da SAF do Botafogo, John Textor, foi ao treino do Alvinegro nesta manhã na zona sudoeste no Rio de Janeiro. Na saída, ele comentou a possibilidade de perder o zagueiro Alexander Barboza, alvo do interesse do Palmeiras e do Cruzeiro.

Textor disse que não recebeu qualquer contato dos clubes para possível transação e se mostrou tranquilo com os rumores da saída do zagueiro argentino. Barboza tem contrato com o Botafogo até o fim de 2026 e não renovou o contrato atual, apesar da procura do clube carioca.

O dirigente americano ainda brincou com o caso, porque as notícias em Minas Gerais dão conta que o ex-treinador alvinegro Artur

Jorge é um trunfo para o desenrolar da negociação. — É normal o contato entre os departamentos de futebol. Mas não vi proposta do Palmeiras. Ouvi que o Artur Jorge, do Cruzeiro, estaria vindo atrás do Barboza. Acho que se ele deveria ligar para o seu parceiro, amigo e assistente Franclim (atual treinador do Botafogo). Se ele quer um jogador, é a abordagem mais correta. Mas isso não aconteceu. Não recebemos nenhuma proposta do Cruzeiro. Talvez ele (Artur) esteja só brincando com a gente ou algo assim (risos). Ainda vamos beber uma cerveja juntos. Vou lustrar nosso troféu que conquistamos. Mas ele tem que deixar nossos jogadores em paz — disse John Textor.

Marcelo Paz diz que Memphis está disposto a fazer ajuste no contrato para renovar com Corinthians

O atacante Memphis Depay deseja permanecer no Corinthians e está disposto a ajustar seu contrato para prorrogar o vínculo, que se encerra no meio deste ano.

Em entrevista concedida no CT Joaquim Grava na manhã desta quinta-feira, o executivo de futebol Marcelo Paz destacou a vontade do jogador e reforçou a necessidade de remodelação do acordo. — Falar sobre Memphis é repetitivo, mas é necessário, porque é um tema que chama atenção. Nossa intenção é de permanência dele, entendemos que ele quer permanecer. Se sabe que tem que fazer um ajuste contratual, o qual ele entende que deve ser feito. Ele sabe que, para permanecer no Corinthians, esse ajuste é necessário. As coisas no caminho no bom sentido para dar certo. A diretoria do Timão se mobiliza para negociar um valor de

aproximadamente R$ 40 milhões devidos ao holandês enquanto, simultaneamente, vasculha o mercado em busca de empresas interessadas em financiar o pagamento de salário para a extensão do contrato de Memphis.

— A gente está buscando parceiros para viabilizar. Já tem contatos iniciais de parceiros que demonstraram interesse. Eu vejo com otimismo com possibilidade de permanência dele. O Diniz quer muito trabalhar com ele por mais tempo, não só essa reta. Vamos tentar viabilizar isso. Tem vontade dele, tem desejo do clube, da comissão técnica, do torcedor. Ele quer ficar no Brasil, no Corinthians, e a gente está buscando viabilizar isso. Ele está disposto. Não vou entregar estratégia. O que eu posso dizer é que buscamos parceiros, a caminho isso. Ajuda a viabilizar.

Hulk indica m de ciclo no Atlético-MG e cita repercussão sobre cobranças de Domínguez

Atacante saiu em defesa do elenco atleticano: "Falta de entrega não é"

Oatacante Hulk sinalizou que está próximo de encerrar o ciclo no Atlético-MG. Em desabafo na zona mista da Arena MRV, ele admitiu a possibilidade de deixar o clube no meio do ano.

Segundo ele, os salários estão em dia, mas há outras pendências financeiras com o Atlético-MG. Além disso, o jogador contou que, por respeito ao Galo, decidiu não expor os

problemas vividos com o clube em janeiro, em meio à polêmica da sua permanência.

- Estamos bem. Estamos focados. Os salários estão em dia. Tenho pendências, mas não vou expor ninguém. Não fiz isso em janeiro, quando me atacaram pra caramba em cima de mentiras. Mesmo assim, mantive o respeito em nome da instituição. Tive oportunidade (de expor).

Hulk admitiu que as cobranças de Eduardo Domínguez, na última

semana, repercutiram no vestiário. O jogador saiu em defesa do elenco.

- Procuro respeitar sempre todas as partes. A fala do treinador, claro, foi pesada. Porém, não sei se foi o que o Barba quis colocar. Falta de entrega não é. Se pegar o GPS, nossa carga é boa e alta. Já conversei com o Barba - contou o atacante.

O camisa sete também disse que um dos problemas identificados é que o Galo tem corrido muito, mas corrido errado nos jogos.

- Há o que se fazer melhor.

Quando conversei com ele, vi que ele é um cara que cobra bastante. No dia a dia, ele não tem questão de tratamento diferenciado. Trata todo mundo igual. É correr melhor. Tem jogo que corremos muito mais e perdemos. Procurar acertar mais e perder menos.

O atacante foi questionado sobre as declarações de Renan Lodi. Garantiu que o clima é bom, mas disse que há coisas internas a se resolver.

- Não vi a entrevista do Lodi. Não posso falar em cima de uma

coisa que não escutei. Prefiro não comentar sobre. O ambiente é bom. De respeito. Tem coisas internas que têm que ser resolvidas internamente. E não publicamente. Não vi a entrevista. Não sei do que se trata. Atlético e Hulk viveram um momento conturbado no início do ano. O atacante ficou perto de deixar o clube e acertar com o Fluminense. No entanto, o time carioca não aceitou uma das exigências feitas pelo Galo e as conversas foram encerradas.

Palmeiras aproveita expulsão, vence Jacuipense e se aproxima das oitavas da Copa do Brasil

O Palmeiras venceu a Jacuipense por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, em São Paulo, no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O duelo teve domínio total dos comandados de Abel Ferreira, especialmente após a expulsão de JP Talisca, ainda no primeiro tempo.

Sosa marcou duas vezes de pênalti, e Felipe Anderson completou o placar que poderia ter sido ainda mais elástico. Os visitantes praticamente não finalizaram na meta defendida por Carlos Miguel e tiveram dificuldades. Com o resultado, o Palmeiras abriu excelente vantagem na série eliminatória. Já é possível afirmar que só um desastre tira o clube paulista das oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de volta será disputado no dia 13 de maio, uma quarta-feira, às 21h30, em Londrina. Antes disso, o Verdão volta a

campo pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo, Abel Ferreira e companhia enfrentam o Red Bull Bragantino, às 18h30, em Bragança Paulista.

Marcelo de Lima Henrique (CE) precisou tomar decisões importantes nesta quinta-feira. Ele

expulsou JP Talisca por entrada duríssima em Lucas Evangelista, distribuiu diversos cartões amarelos. Além disso, marcou duas penalidades, anulou outra e ainda impugnou o que seria o terceiro gol de Ramón Sosa na partida, por impedimento.

Treino livre do GP de Miami terá 1h30 de duração após novas regras

Sessão será a única da etapa que marca a retomada da temporada 2026 da F1, devido ao m de semana de corrida sprint

Redação ge

AFIA anunciou que o treino livre único do GP de Miami, na sexta-feira (1º/5), terá 1h30 de duração para que pilotos e equipes se adaptem às mudanças no regulamento após um mês de pausa. Com isso, todas as atividades de pista da F1 e F2 serão adiadas em 30 minutos. O TL1 começará às 13h30 (horário de Brasília), e a classificação

sprint passará para 18h.

A decisão considera o formato sprint, que reduz o tempo de treinos, e as novidades técnicas nos motores.

A última corrida foi o GP do Japão, em 29 de março, antes da suspensão dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita devido a conflitos no Oriente Médio.

Em 2026, os motores ganharam maior dependência elétrica, gerando críticas e acidentes como o de Oliver Bearman. Após reuniões, a

FIA anunciou mudanças em regulamentos de classificação, segurança, largadas e corridas na chuva, válidas já em Miami.

A Fórmula 2 também alterou seu calendário: as etapas previstas para Bahrein e Arábia Saudita foram transferidas para Miami e Montreal. Pela primeira vez, a categoria corre na América do Norte, com os brasileiros Rafael Câmara e Emmo Fittipaldi entre os calouros.

A crescente frustração de Max Verstappen com o novo regulamento da F1 foi tão grande que, após o GP do Japão, o holandês deu sinais de que estaria cogitando se aposentar. No entanto, Lando Norris assegura que os ânimos do rival estão melhores após a pausa de um mês nas corridas e, sobretudo, depois das mudanças introduzidas o sistema de motores da categoria.

- Espero que as coisas melhorem. Ele acabou de dizer que quer conquistar o quinto título mundial neste ano, então tenho certeza de que vai seguir na ativa por mais tempo do que as pessoas dizemapostou o inglês, atual campeão mundial da F1, em um evento na sede da McLaren na Inglaterra nesta quarta-feira. O que deixou Verstappen insatisfeito foi o grande protagonismo

que o sistema de recuperação de energia adquiriu na F1 em 2026, com o motor elétrico fornecendo quase 50% da potência total do carro. Os pilotos agora precisam conduzir pensando em técnicas de direção que vão ajudar a recarregar suas baterias, o que levou a críticas sobre artificialidade e desvio do foco da categoria. Para completar, a forte batida de Oliver Bearman no GP do Japão

Norris vê Verstappen mais motivado com mudanças na F1: “Quer 5º título”

fez Max e outros pilotos elevarem o tom das críticas: isso porque o inglês da Haas colidiu ao desviar de Franco Colapinto, que estava recarregando sua bateria. E, no caso de Verstappen, o mau desempenho da Red Bull neste início de ano foi a “cereja do bolo”.

A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) promoveu três reuniões com pilotos, equipes e partes interessadas na F1 nas últi-

mas duas semanas; nesta segunda, a entidade anunciou uma série de mudanças no regulamento. Os ajustes abordam as classificações, e os tópicos de segurança, largadas e disputas na chuva. As medidas serão postas em prática pela primeira vez no GP de Miami, entre os dias 1º a 3 de maio. Para facilitar a adaptação dos pilotos, o treino livre único da etapa vai ser estendido para 1h30 de duração.

DEcanela

Por: Alfredo Melo info@jornaldossportsusa.com

Bem, até que en m o Alfredo Melo assume a verdade que nunca quis calar: ele é o Gatinho Cruel, que agora sai de cena para dar lugar ao seu criador. Enorme criatura no sentido literal, na bondade, no caráter e no conhecimento profundo do futebol e das coisas boas da vida, inclusive pratos deliciosos. Ah, tem também a paixão pelo Botafogo cada dia maior…

O INIMIGO TORCE AO LADO

A última rodada do Campeonato Sergipano tinha como jogo principal da rodada a partida entre Sergipe e Itabaiana. Se o confronto tivesse sido cancelado, não faria falta alguma para o torcedor nem para o campeonato. O Sergipe já havia conquistado o título com três rodadas de antecedência e comemorado com sua torcida em duas ocasiões: primeiro, quando derrotou o Con ança e garantiu a taça; depois, no jogo contra o River, quando recebeu o cialmente o troféu. O Itabaiana, por sua vez, havia sido rebaixado para a Série B na rodada anterior. Uma partida sem apelo algum para o público.

Para piorar, o Itabaiana enfrentava uma grave crise nanceira: quatro meses de salários atrasados para jogadores e funcionários; oito atletas com contrato vencendo justamente na última rodada; refeições cortadas pelo restaurante fornecedor por falta de pagamento; transporte suspenso pela empresa responsável, também por inadimplência; e outras di culdades. Como sair do interior para jogar na capital? Como viajar sem dinheiro para transporte e estadia? Não comparecer e perder por WO poderia ser uma solução, mas como o clube pagaria a multa à Federação Sergipana? Depois de muito sofrimento, o presidente Cícero Dantas decidiu que jogadores e comissão técnica se encontrariam diretamente na porta do Estádio Lourival Baptista, o “Batistão”. Assim, não haveria gastos com transporte, hospedagem ou alimentação.

No domingo, na hora marcada, a comissão técnica contava apenas com dez jogadores — nenhum titular e nenhum goleiro. No vestiário, surgiu a dúvida: entrar com um jogador de linha improvisado no gol e apenas nove na linha, ou procurar entre os poucos torcedores presentes alguém disposto a assumir a posição. Usar um jogador irregular signi caria perder seis pontos, o que não faria diferença para quem já estava rebaixado. Optaram pela segunda alternativa. O roupeiro conseguiu um voluntário para o gol, completando os onze em campo. Resumo da ópera: cada chute do Sergipe em direção à baliza virava gol. Com 7 a 0 ainda no primeiro tempo, o capitão do Itabaiana chamou o capitão do Sergipe, explicou a situação e pediu que parassem de nalizar. Penalizado, o capitão colorado sugeriu que simulassem a contusão de cinco jogadores, cando com apenas seis em campo, o que levaria o árbitro a encerrar a partida. Sugestão dada, sugestão aceita.

Quando os times deixavam o gramado após o apito nal, os repórteres correram em direção ao goleiro improvisado do Itabaiana e perguntaram como um torcedor se sacri cava a ponto de ir para o gol, tentando ajudar seu time de coração mesmo já rebaixado. O torcedor respondeu rapidamente

— “Não foi sacrifício pra mim, não. Foi um prazer. Ninguém me perguntou nada, mas eu sou torcedor é do Sergipe.”

E saiu de campo às gargalhadas.

Em busca de recuperação no UFC, Amanda Ribas encara rival embalada no dia 18 de julho

Ag. Fight

Vivendo o pior momento de sua carreira, tendo sofrido três derrotas consecutivas, a brasileira Amanda Ribas tentará reverter sua situação no próximo dia 18 de julho, em confronto contra a americana Fatima Kline, no UFC Oklahoma City. A luta entre as pesos-palhas (52 kg) foi divulgada em primeira mão pelo site ‘MMA Junkie’ e confirmada pela rival da mineira, em suas redes sociais.

Atual 10ª colocada no ranking peso-palha do UFC, Amanda Ribas vem de derrotas para três atletas de alto nível: Rose Namajunas, Mackenzie Dern e Tabatha Ricci, respectivamente. No dia 18 de julho, a lutadora mineira terá como missão, além de voltar à coluna das vitórias, frear a ascensão da rival na categoria.

Embalada por três triunfos seguidos no octógono mais fa-

moso do mundo, Fatima Kline chega para o confronto contra a brasileira de olho em conquistar sua vitória mais significativa da carreira, que pode levá-la ao top 10 peso-palha do UFC. Depois de estrear com derrota para Jasmine Jasudavicius na categoria de cima, ao aceitar o combate de última hora, a americana de 25 anos voltou para a divisão até 52 kg e somou resultados positivos

Outro confronto já conhecido e programado para o card do UFC Oklahoma City envolve um confronto sul-americano: Brasil x Venezuela. A lutadora pernambucana Dione Barbosa vai medir forças com a venezuelana Veronica Hardy, em luta válida pelo peso-mosca (57 kg) do Ultimate.

contra Victoria Dudakova, Melissa Martinez e Angela Hill, respectivamente.

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