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Jornal dos Sports USA - Edição 1713

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www.jornaldossportsusa.com | EDIÇÃO 1713 - ANO 33 - NÚMERO 36 - De 11 a 17 de Setembro de 2026 - MASSACHUSETTS | DESDE 1993 - GRÁTIS

Massachusetts perde 182 mil moradores em menos de uma década e vê alerta de perda de competitividade - PÁG. 5 CENÁRIO DIFERENTE

Pedido de asilo nos EUA deixa de garantir retorno ao Brasil e pode levar imigrante a país africano

Washington usa acordos com nações terceiras para remover quem a Justiça americana impede de repatriar; casos de brasileiros na Libéria e na Guiné Equatorial ilustram a nova regra do governo Trump - PÁG. 8 FOTO: DIVULGAÇÃO/ CASA BRANCA

FOTO: FREEPIK

PROCESSO DE PERDA

Educação domiciliar cresce nos EUA e no mundo, enquanto Brasil enfrenta vácuo legal e decisões conflitantes - PÁG. 6 “TRUMP DIVIDEND” Trump promete US$ 5 mil a cada adulto americano se republicanos vencerem eleições de novembro - PÁG. 7 CANDIDATA Brasileira avança para eleição geral e busca novo mandato como deputada em Massachusetts - PÁG. 15

A deportação dos Estados Unidos deixou de ser, para um grupo específico de imigrantes, o voo de volta ao país de origem. Quem pediu asilo alegando risco de perseguição, tortura ou morte — e obteve, ainda que sem o asilo definitivo, alguma barreira judicial ao repatriamento — passou a ser enviado a um país terceiro, em especial na África Ocidental


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Edição 1713 / De 11 a 17 de Setembro de 2026


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4Editorial

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Journalist José Carlos Júnior info@jornaldossportsusa.com Advertisement Alex Colombini 857.888-9186 Beto Zaninelli 617.620-9687 zaninelli@jornaldossportsusa.com Graphic designer Itaboraí Melo itaborai2@jornaldossportsusa.com Columnist Alfredo Melo Eliana Pereira Ignacio Sissi Rodrigues Edel Holz Marcello Malcher Circulation Jornal dos Sports Frequency each Thursday Circulation States Massachusetts and New Hampshire Affiliated with: Associação Brasileira de Imprensa Internacional

GENERAL INFORMATION Signed articles, columns and letters do not necessarily reflect the views of the newspaper or publishers. Jornal dos Sports has no responsability for their contents. Os artigos assinados, colunas ou cartas publicadas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião deste jornal. O Jornal dos Sports não é responsável pelos conteúdos dos mesmos.

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enato Russo fez essa pergunta muitos anos atrás. Hoje, olhando para o que está acontecendo no Brasil, somos obrigados a perguntar novamente: que país é este? A cada dia aparece uma nova confusão dentro do Supremo Tribunal Federal. É ministro brigando com ministro. É decisão anulando decisão. É ordem dada pela manhã e derrubada à tarde. Virou uma bagunça completa. No meio de tudo isso está Alexandre de Moraes. O escritório de sua esposa assinou um contrato milionário com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O valor passou de R$ 129 milhões. Agora surgiram informações de que o próprio Moraes teria participado da edição desse contrato, do computador da sua sala no STF. A explicação foi de que ele apenas verificou se existia conflito de interesses. Ora, tenha paciência! Desde quando um ministro do STF precisa ajudar a revisar um contrato milionário do escritório da própria esposa? Depois aparecem mensagens de Daniel Vorcaro para Moraes. O banqueiro, que estava sendo investigado, chegou a perguntar ao ministro se deveria sair do Brasil. Isso é normal? Um homem investigado ter esse tipo de liberdade com um ministro da mais

Frase Semana "Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar; se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar; se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição" Presidente Lula em entrevista ao SBT

clear”. Ela tem razão. Enquanto o país assiste a tudo indignado, aparecem ministros sorrindo e conversando como se nada estivesse acontecendo. Parece que a piada somos nós. O jornalista Merval Pereira, da GloboNews, que durante muito tempo elogiou Alexandre de Moraes, agora reconhece a gravidade da situação. De certa forma, fez sua meia-culpa por não ter cobrado antes com a força necessária. Antes tarde do que nunca. A indignação não vem apenas do povo. Treze ministros aposentados e ex-presidentes do próprio STF divulgaram uma nota pública classificando este momento como a “mais aguda crise” da história da Corte. Eles pediram uma sessão pública e uma apuração rigorosa dos fatos. Isso diz muita coisa. Quando antigos integrantes do próprio Supremo precisam sair do silêncio e pedir providências imediatas, é porque a situação passou de todos os limites. O nome do STF foi jogado na lama e não existe mais espaço para demora, proteção ou conversa de bastidor. São necessárias ações rápidas, firmes e transparentes. André Mendonça também foi acusado por causa de ternos. O que ele fez? Apresentou notas fiscais e mostrou que pagou pelas roupas. Isso é dar uma resposta à sociedade. Nós, cidadãos de bem, ficamos indignados e torcemos para que apareça uma solução séria. Eu sou a favor do impeachment e do afastamento

imediato de Alexandre de Moraes. Também sou a favor de uma investigação séria, verdadeira e independente sobre todos os envolvidos — sem proteger ministro, banqueiro, policial, procurador ou político. Ninguém deve ser condenado sem julgamento. Mas ninguém pode escapar de uma investigação apenas porque usa uma toga. Estamos às vésperas de uma eleição muito importante, com a democracia brasileira em jogo. Por isso, precisamos refletir: vamos continuar com um governo cercado por escândalos, que passa a mão na cabeça de corruptos, ou vamos tentar uma mudança? Eu sou a favor da alternância de poder. Sou a favor da mudança. Defendo que o governo atual saia. O governo interfere demais no STF, e o STF interfere demais no governo. Essa proximidade não faz bem para a democracia e muito menos para o povo brasileiro. O momento é de reflexão. Precisamos aproveitar a eleição para buscar um novo caminho, renovar os governantes e dar uma resposta nas urnas. O Brasil não pode continuar nas mãos dos mesmos grupos, dos mesmos políticos e dos mesmos interesses. Ministro do STF não é rei. Não é dono do Brasil. E não está acima da lei. Diante de contratos milionários, mensagens, encontros, charutos, uísques caros e decisões que mudam de uma hora para outra, fica novamente a pergunta: Que país é este?

Imagem Semana DA

Emeritus president Walter Martins

Por Alex Colombini

alta Corte do país? Também vieram à tona encontros cercados por luxo, charutos e bebidas caras. Moraes, Vorcaro e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participaram de uma degustação do caríssimo uísque The Macallan, em Londres, num evento patrocinado pelo Banco Master. Enquanto o trabalhador brasileiro sua para pagar suas contas, autoridades bebem uísque caro ao lado de banqueiro que depois seria investigado. Parece piada. Mas não é. Foi André Mendonça quem levantou o sigilo e colocou parte dessas informações diante do Brasil. E aí começou uma verdadeira guerra dentro do STF. Primeiro, André Mendonça afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. Pouco depois, Flávio Dino apareceu com uma decisão monocrática e derrubou a decisão de Mendonça, reconduzindo Andrei ao cargo. Em seguida, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões, manteve o diretor da PF no cargo e puxou para si a responsabilidade pelo caso. Mendonça decidiu uma coisa. Dino decidiu outra. Fachin suspendeu tudo e assumiu o controle. Que Justiça é essa? Quem está certo? Quem está errado? Quem investiga quem? A jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo e comentarista da GloboNews, definiu o clima no STF como de “bomba atômica” e “guerra nu-

FOTO: FLEX DOCUMENTS

Publisher, Editor & President Alex Colombini 857.888-9186 alex@jornaldossportsusa.com

Que país é este?

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Edição 1713 / De 11 a 17 de Setembro de 2026

Bandeira do Brasil hasteada na Prefeitura de Boston, ao lado das bandeiras dos Estados Unidos, de Massachusetts e dos militares prisioneiros ou desaparecidos em combate (POW/MIA)


5 Massachusetts perde 182 mil moradores em menos de Edição 1713 / De 11 a 17 de Setembro de 2026

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uma década e vê alerta de perda de competitividade FOTO: FREEPIK

Brasileira morre após carro atingir patinete elétrico em Orange County, na Flórida

JSNEWS

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saída de cerca de 182 mil residentes de Massachusetts para outros Estados americanos nos primeiros cinco anos desta década é vista por lideranças empresariais de Boston como sinal de perda de competitividade. Para a Câmara de Comércio da Grande Boston, não há colapso econômico imediato, mas um processo de perda de população e força de trabalho que exige resposta no cenário pós-pandemia. Em 2025, a emigração doméstica chegou a 33 mil pessoas. A imigração internacional compensou parte do recuo populacional, mas não repõe imediatamente trabalhadores especializados. Segundo o Instituto Pioneer, Massachusetts perdeu US$ 14,8 bilhões em renda bruta ajustada

desde 2020. Em 2023, a perda anual chegou a US$ 4,18 bilhões, dos quais Flórida e New Hampshire absorveram US$ 2,75 bilhões. Os destinos, porém, têm perfis distintos. Mudanças para New Hampshire, Maine e Rhode Island costumam ocorrer dentro da própria Nova Inglaterra, por razões de moradia, trabalho ou proximidade familiar. Já Flórida e Texas aparecem também no movimento mais amplo de empresas que transferem operações para Estados com menor carga tributária e regulação. A Câmara defende medidas para recuperar a competitividade, incluindo desburocratização, incentivos a startups e atração de grandes eventos esportivos. A entidade cita a Copa do Mundo em Foxboro e a visita dos Tall Ships como exemplos

do potencial econômico de eventos internacionais. Boston mantém vantagens em universidades e medicina, mas a entidade considera insuficientes esses diferenciais diante do alto custo da moradia e das contas de aquecimento. O trabalho remoto ampliou a possibilidade de profissionais migrarem para Estados mais baratos. Um Conselho de Competitividade foi criado em Beacon Hill para avaliar mudanças regulatórias e fiscais. A Câmara também defende maior integração entre Boston e Worcester e uma estratégia para reter moradores e empresas. A avaliação é direta: Massachusetts ainda possui os recursos para competir, mas precisa se adaptar rapidamente às novas condições econômicas para evitar perda contínua de população, talentos e renda.

Uma mulher de 20 anos morreu na tarde de sexta-feira, 4 de setembro, após ser atingida por um carro enquanto atravessava um cruzamento de patinete elétrico em Winter Garden, no condado de Orange, Flórida. A Florida Highway Patrol (FHP) investiga o caso. O acidente ocorreu por volta das 14h43, no cruzamento de Avalon Road com Old YMCA Road. Segundo o relatório preliminar da FHP, um Toyota Camry 2021 seguia no sentido sul de Avalon Road, na faixa externa, ao se aproximar do cruzamento. A mulher no patinete deslocava-se no sentido leste, pela faixa de pedestres. Uma testemunha disse aos agentes que o motorista tinha sinal verde. A patrulha registrou que o patinete entrou na trajetória do carro e foi atingido na dianteira. O condutor, um homem de 69 anos também morador de Winter Garden, não se feriu e permaneceu no local. A jovem foi levada ao Orlando Health Horizon West Hospital, onde morreu. O Orlando Sentinel informou, com base no relatório, que ela não usava capacete. As faixas no sentido sul de Avalon Road chegaram a ser

bloqueadas durante o atendimento. A investigação continua. Não houve, nos comunicados iniciais, atribuição formal de culpa. A imprensa local — WESH, WFTV e Orlando Sentinel — descreveu a vítima apenas como uma moradora de 20 anos de Winter Garden. Não divulgou nome nem nacionalidade no primeiro relato da FHP. A identificação veio da imprensa brasileira. G1, O Globo, Metrópoles e Terra nomearam a jovem como Nathally Alves, brasileira, 2o anos recém-completados, que se mudara para a região de Orlando em janeiro, depois de viver na Ilha do Governador, no Rio. Familiares disseram a esses veículos que ela saíra de patinete para buscar a irmã mais nova na escola e que tentava atravessar pela faixa. Esses detalhes não constam do boletim americano preliminar. Amigos e familiares se juntaram para criar uma arrecadação online para ajudar com custos do funeral da jovem. A meta para a vaquinha era de US$ 25 mil e já foi ultrapassada, com 640 doações que atingiram o valor de US$ 26.042.


FOTO: SOUTH TEXAS TRAINS/DIVULGAÇÃO

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Local Educação domiciliar cresce nos EUA e no mundo, enquanto Brasil enfrenta vácuo legal e decisões conflitantes

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educação domiciliar deixou de ser fenômeno residual nos Estados Unidos. Estimativa do National Home Education Research Institute aponta cerca de 3,4 milhões de estudantes, equivalentes a 6,26% da população em idade escolar em 2024-2025, quase o dobro do patamar pré-pandemia. Levantamento da Johns Hopkins registra crescimento médio de 4,9% nos Estados que divulgam dados, com altas expressivas na Carolina do Sul, Vermont, Ohio e New Hampshire. Pesquisa do NCES mostra que a principal razão para a escolha é a preocupação com o ambiente escolar,

envolvendo segurança, drogas e influências. Também pesam educação moral, vida familiar e insatisfação acadêmica. A religião é relevante, mas raramente aparece como motivo principal. O perfil das famílias é heterogêneo em renda, escolaridade e raça, embora haja predominância relativa de pais republicanos e conservadores. Estudos sobre desempenho acadêmico apontam resultados positivos em algumas amostras, mas pesquisadores alertam para vieses de seleção. No mundo, a modalidade cresce em países como Reino Unido, Canadá e Austrália, enquanto Alemanha, Suécia e Grécia mantêm restrições severas.

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DA SOSvida

Eliana Pereira Ignacio é Psicóloga, formada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica – com ênfase em Intervenções Psicossociais e Psicoterapêuticas no Campo da Saúde e na Área Jurídica; especializada em Dependência Química pela UNIFESP Escola Paulista de Medicina em São Paulo Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, entre outras qualificações. Mora em Massachusetts e dá aula na Dardah University. Para interagir com Eliana envie um e-mail para epignacio_vo@hotmail.com ou info@jornaldossportsusa.com FOTO: MAGNIFI.COM

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QUANDO O MUNDO MUDA MAIS RÁPIDO DO QUE NÓS Inteligência Artificial, medo e o desafio de continuar sendo humanos

No Brasil, o cenário é diferente. A Aned estima mais de 150 mil estudantes, mas a modalidade não integra o Censo Escolar. Desde 2018, o STF entende que não existe direito ao ensino domiciliar sem lei federal específica, embora a Constituição não o proíba de forma absoluta. A Corte exige regulamentação, supervisão e avaliação do Poder Público. O PL 1.338/2022, aprovado pela Câmara, perma-

nece parado no Senado. Enquanto isso, ECA e LDB exigem matrícula escolar, e famílias têm enfrentado multas e ordens judiciais de matrícula. Casos recentes em Santa Catarina e São Paulo chegaram a condenações, inclusive por abandono intelectual. Nos EUA, o homeschooling é legal nos 50 Estados; no Brasil, cresce como realidade social, mas permanece juridicamente precário.

Olá, meus caros leitores! Hoje venho falar sobre um assunto que, de alguma maneira, já chegou à vida de quase todos nós: a Inteligência Artificial. E pensei comigo: é melhor escrever sobre ela enquanto ainda posso dizer que fui eu quem escolheu o assunto! Brincadeiras à parte — e antes que alguma inteligência artificial se sinta injustamente acusada —, esta não é uma conversa contra a tecnologia. Muito pelo contrário. É uma conversa sobre nós. Sobre como estamos nos sentindo diante de um mundo que parece mudar numa velocidade que, às vezes, mal conseguimos acompanhar. Tenho a impressão de que fomos dormir em um mundo e estamos acordando em outro. Não aconteceu de uma vez. Talvez por isso seja ainda mais impressionante. Aos poucos, palavras como inteligência artificial, algoritmos e automação deixaram os ambientes especializados e passaram a fazer parte das nossas conversas, do nosso trabalho, da educação dos nossos filhos e até da maneira como buscamos respostas para questões pessoais. Hoje, uma máquina pode escrever um texto, traduzir idiomas, criar imagens, organizar informações e realizar em segundos tarefas que antes exigiam horas. Enquanto tentamos compreender uma novidade, outra já está chegando. É fascinante. E, para muitas pessoas, também é inquietante. Quando a mente tenta acompanhar um mundo acelerado Do ponto de vista psicológico, existe algo importante acontecendo conosco. O ser humano precisa de algum grau de previsibilidade para organizar sua experiência e construir uma sensação de segurança. Mudanças muito rápidas, principalmente quando não conseguimos antecipar suas consequências, podem despertar ansiedade, insegurança e a sensação de perda de controle. Por isso, talvez parte da angústia provocada pela Inteligência Artificial não esteja apenas na tecnologia em si, mas na velocidade das perguntas que ela nos obriga a fazer: Meu trabalho continuará existindo? Como serão as profissões dos nossos filhos? Ainda conseguiremos distinguir aquilo que é verdadeiro daquilo que foi artificialmente produzido? O que acontecerá com nossa privacidade? Até que ponto podemos confiar nas respostas que recebemos? São perguntas legítimas. E reconhecer essas preocupações não significa rejeitar o progresso. Psicologicamente, o medo também pode funcionar como um sinal de que alguma coisa importante precisa ser observada. O problema começa quando permitimos que ele determine sozinho nossas escolhas. Entre negar a mudança e viver assustados por ela existe uma habilidade essencial para a saúde emocional: a capacidade de adaptação. Adaptar-se não significa aceitar tudo. Significa aprender, avaliar, estabelecer limites e continuar fazendo escolhas conscientes diante de uma realidade que mudou. Uma ferramenta poderosa — mas ainda uma ferramenta A Inteligência Artificial pode contribuir enormemente para a humanidade. Pode facilitar trabalhos, ampliar o acesso ao conhecimento, apoiar pesquisas, favorecer descobertas e oferecer recursos que, há poucos anos, pareciam pertencer à ficção científica. Mas toda grande ferramenta traz consigo uma pergunta que não pode ser respondida pela própria ferramenta: O que faremos com ela? Talvez essa seja a questão que mais importa. Porque o verdadeiro risco pode não estar apenas no quanto as máquinas serão capazes de fazer. Pode estar também no quanto nós estaremos dispostos a deixar de exercitar por nós mesmos. Quando uma tecnologia pensa conosco, precisamos tomar cuidado para que ela não pense por nós. Quando escreve conosco, precisamos preservar nossa própria voz. Quando responde rapidamente, precisamos continuar sabendo fazer perguntas. Quando facilita nossas escolhas, precisamos conservar a capacidade de discernir. E quando promete aproximar pessoas, precisamos observar se não estamos, paradoxalmente, nos afastando umas das outras. Existe algo profundamente humano que não deveria ser entregue à pressa. Uma criança ainda precisa de alguém que a olhe nos olhos. Uma pessoa sofrendo ainda precisa ser verdadeiramente ouvida. Um abraço não pode ser automatizado. O perdão não nasce de um comando. A empatia exige encontro. Até a próxima, meus caros leitores. E, se na próxima semana eu ainda estiver por aqui escrevendo para vocês — prometo continuar escolhendo pessoalmente o assunto! “A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.” — Provérbios 4:7


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Tumulto a bordo termina com passageiro imobilizado, preso e demitido

Trump promete US$ 5 mil a cada adulto americano se republicanos vencerem eleições de novembro JSNEWS

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ALLAS — O presidente Donald Trump prometeu pagar US$ 5 mil a cada adulto americano caso os republicanos mantenham o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições de meio de mandato de novembro. A proposta foi apresentada na quarta-feira, 9 de setembro, durante a convenção republicana em Dallas, no Texas. Trump chamou o pagamento de “Trump dividend” (dividendo Trump) e afirmou que o dinheiro deveria ser gasto nos Estados Unidos. Ele, porém, não apresentou

detalhes sobre como o programa seria criado, quando os pagamentos ocorreriam ou qual seria a fonte dos recursos. O custo é um dos principais obstáculos. Segundo estimativas citadas pela Associated Press, distribuir US$ 5 mil a todos os adultos elegíveis poderia custar mais de US$ 1 trilhão. O Penn Wharton Budget Model calculou aproximadamente US$ 1,35 trilhão. A implementação também dependeria de aprovação do Congresso. A promessa chamou atenção por estar diretamente vinculada ao resultado eleitoral. Trump não condicionou individualmente o paga-

mento ao voto de cada cidadão, mas afirmou que o benefício será concedido se os republicanos vencerem as eleições para as duas Casas. Especialistas jurídicos ouvidos pela Associated Press ressaltaram que essa diferença é relevante: a proposta não estabelece pagamento em troca do voto de uma pessoa específica. A promessa ocorre enquanto Trump mobiliza a base republicana para uma eleição decisiva para sua agenda legislativa. Por enquanto, o “dividendo Trump” permanece uma proposta política, sem programa federal aprovado ou mecanismo definido para sua execução.

TUCSON / BALTIMORE — A Long Realty, imobiliária de Tucson, no Arizona, encerrou a associação com o corretor Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, identificado como o passageiro retirado e preso após um tumulto no voo 618 da American Airlines, na noite de quinta-feira (3). O avião, que seguia de Dallas-Fort Worth para Newark, foi desviado para o aeroporto de Baltimore-Washington (BWI). Lundeen foi retirado pela polícia, e a aeronave posteriormente prosseguiu para o destino original. Em comunicado, a Long Realty afirmou ter tomado conhecimento de relatos sobre acusações criminais envolvendo um ex-corretor e decidiu encerrar prontamente sua afiliação. A empresa informou que Lundeen não está mais autorizado a representá-la e retirou seu perfil do site. Segundo a imobiliária, a conduta relatada seria incompatível com seus padrões profissionais. Testemunhas disseram que Lundeen ficou agressivo na parte final do voo, insultando passageiros e tripulantes e fazendo comentários de teor racial e ofensivos contra mulheres. Dois passageiros, entre eles um ex-policial, teriam ajudado a contê-lo. Relatos também mencionam empurrões, uma agressão e danos a um computador. Para mantê-lo imobilizado, a tripulação usou

fita adesiva e abraçadeiras plásticas. A American Airlines confirmou o desvio provocado por um “cliente disruptivo” e afirmou não tolerar violência a bordo. Lundeen foi preso pela polícia de transporte de Maryland e responde na Justiça estadual por agressão em segundo grau e conduta desordeira, classificadas como contravenções. Foi liberado após audiência em 4 de setembro e deverá retornar ao tribunal em 19 de outubro. O FBI também investiga o episódio e poderá consultar a Procuradoria Federal de Maryland sobre eventual acusação federal.


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EUA abrem canal para denunciar fraude na emissão de carteiras de motorista comercial (CDL)

Pedido de asilo nos EUA deixa de garantir retorno ao Brasil e pode levar imigrante a país africano JSNEWS

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deportação dos Estados Unidos deixou de significar necessariamente o retorno ao país de origem para alguns imigrantes que tiveram o repatriamento impedido por decisões judiciais. Em vez de permanecer nos EUA, pessoas que alegam risco de perseguição, tortura ou morte podem ser enviadas a países terceiros, especialmente na África. A diferença é importante. Não se trata de governos que recusam receber seus próprios cidadãos, mas de casos em que o Brasil, por exemplo, aceita o deportado, porém a Justiça americana considera que seu retorno pode representar risco.

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Nessa situação, Washington recorre a acordos com outros países dispostos a receber estrangeiros. Reportagem do Fantástico documentou casos de brasileiros enviados à África. Paola Santos, de Minas Gerais, foi levada à Libéria após mais de um ano detida pelo ICE. Pietro Graza de Lima, de Pernambuco, alegou risco de morte no Brasil e, após desembarcar na Libéria, foi levado com outros deportados à Guiné Equatorial, onde ficou sob vigilância. Alex Pereira Alves, que pediu asilo há dez anos alegando perseguição por ser homossexual, também teve a Guiné Equatorial indicada como destino. A base jurídica está no withholding of removal e na proteção da

Convenção contra a Tortura: essas garantias podem impedir o retorno ao país de origem, mas não necessariamente a transferência para outro Estado. O governo Trump firmou acordos com dezenas de países. Organizações de direitos humanos denunciam restrições de circulação e risco de refoulement, quando um terceiro país devolve o imigrante ao local de onde sua remoção havia sido proibida. O pedido de asilo, portanto, deixou de ser apenas uma tentativa de permanecer nos EUA. Para quem obtém proteção contra o retorno, mas não o asilo, o destino pode ser um país com o qual nunca teve qualquer vínculo.

A Immigration and Customs Enforcement (ICE) passou a operar uma linha telefônica para receber denúncias de fraude na emissão de carteiras de motorista comercial (CDLs), usadas por condutores de caminhões pesados nos Estados Unidos. O número divulgado pela Homeland Security Investigations é 866-347-2423. A iniciativa integra uma ofensiva do DHS e do Departamento de Transportes (DOT) contra irregularidades na concessão de CDLs, especialmente as chamadas non-domiciled CDLs, destinadas a estrangeiros sem domicílio permanente no Estado. O governo também investiga escolas acusadas de fraudar exames, atestados médicos e requisitos de inglês. O DHS relaciona a operação a acidentes fatais envolvendo caminhoneiros estrangeiros. Entre os casos citados estão a morte do policial rodoviário Michael Pahira Jr., na Pensilvânia, em julho de 2026; o acidente em Indiana que matou quatro homens da comunidade amish; uma colisão no Oregon que matou um casal; e um acidente na Flórida com três mortos. Em alguns episódios, os motoristas tinham histórico migratório ou habilitações emitidas sob regras posteriormente contestadas pelo governo federal. Na segunda fase da Operation Highway Shield, realizada entre 28

e 30 de julho, o governo informou 51 imigrantes detidos, 766 condutores ou veículos retirados de circulação e 86 prisões por conduta perigosa. Em agosto, o Departamento de Justiça anunciou nova ofensiva contra fraudes em escolas, formulários I-9, atestados médicos e possível uso irregular de vistos. A CDL é emitida pelos Estados, sob regras federais da FMCSA, e a categoria non-domiciled existe para estrangeiros. O governo Trump passou a restringir sua emissão e pressionar Estados como Califórnia, Washington, Massachusetts, Nova York e Pensilvânia. O desafio é separar a questão migratória da segurança viária, identificando quando status precário, habilitação irregular e formação deficiente se combinam.


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Local Arlington, na Virgínia, cria fundo de US$ 50 mil para famílias que perderam o provedor por detenção migratória Edição 1713 / De 11 a 17 de Setembro de 2026

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Denúncia aponta falhas na verificação básica de antecedentes de novos agentes do ICE

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condado de Arlington, na Virgínia, aprovou em 2 de setembro a destinação de US$ 50 mil a famílias que perderam o principal provedor por detenção da imigração federal. A votação da County Board foi 4 a 0; a conselheira Susan Cunningham não estava presente. O dinheiro será pago pela organização Arlington Thrive, parceira da prefeitura na rede de emergência local. Cada núcleo poderá receber até US$ 2 mil, em cartão pré-pago ou cheque, para aluguel, alimentação e contas, ao longo de cerca de dez meses. A estimativa da pauta é atender de 25 a 30 famílias. Relatos da sessão

indicam que o desenho dispensa comprovante formal de deportação e de vínculo empregatício, para acelerar o pagamento. A decisão é resposta direta à ofensiva da ICE na região da capital americana. Na Operation Safe Community – Washington, D.C., de 1º a 14 de agosto, a agência informou 1.328 prisões na Virgínia e em Maryland. Quase 400 dos detidos tinham condenação ou acusação pendente — o rol citado pelo governo inclui homicídio, tentativa de homicídio, estupro, sequestro, roubo, embriaguez ao volante e participação em MS-13, Tren de Aragua e 18th Street. Não está claro quantas dessas prisões ocorreram dentro de Arlington. A lei federal impede que o municí-

pio interfira na operação; o condado, em vez disso, criou socorro residual para quem ficou sem renda. O valor é pequeno no orçamento de um condado rico da orla de Washington e grande no simbólico: caixa público para família de quem a União acabou de retirar da rua. Críticos tratam o fundo como subsídio a irregularidade. A Mesa trata como assistência de emergência a moradores — o mesmo Thrive já opera socorro de aluguel e conta de luz para outras crises. A briga que fica é de competência: quem cobre o buraco quando a política federal de remoção encontra um governo local que se recusa a cooperar com o detainer e, ao mesmo tempo, não quer ver criança sem teto no mês seguinte.

O ex-chefe do Escritório de Responsabilidade Profissional afirmou que o setor de RH emitia ofertas finais antes de etapas como coleta de digitais, checagem de identidade e crédito. Em memorando de agosto de 2025 ao Inspetor-Geral do DHS, ele alertou que a “redução sem precedentes dos padrões” priorizava rapidez e expunha o órgão a riscos de infiltração. O ICE anunciou em janeiro ter contratado 12 mil oficiais em menos de um ano, impulsionado por bônus de US$ 50 mil e verba extra de US$ 75 bilhões aprovada pelo Congresso. A denúncia aponta falhas “sistêmicas” no vetting, ampliando riscos internos e minando

a confiança pública. O Inspetor-Geral já abriu investigação sobre contratações e treinamentos. O ICE respondeu que o denunciante não integra mais a agência e que aplica diligentemente as regras, embora reconheça que alguns candidatos iniciaram treinamento antes da conclusão das verificações. Reportagens anteriores identificaram contratados com dívidas graves e histórico de má conduta. A queixa é a segunda de um insider. Ryan Schwank, ex-advogado da academia do ICE, disse que a agência reduziu treinamentos sobre uso da força e direitos de manifestantes. O DHS afirmou depois ter ampliado a formação.


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11 de Setembro, 25 anos depois: os invisíveis da tragédia JUNOT

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o New York Post, a médica Qanta A. Ahmed relata o que ainda vê no World Trade Center Health Program: socorristas e sobreviventes que, 25 anos após os atentados, continuam tratando doenças relacionadas à exposição à nuvem tóxica do Ground Zero. Problemas pulmonares, sinusite, refluxo, apneia do sono e cânceres reconhecidos pelo programa federal fazem parte dessa herança. Mais de 150 mil pessoas estão inscritas no programa, e dados recentes apontam quase 9.700 mortes por doenças relacionadas à exposição desde 2001. O número não significa, individualmente, que cada morte tenha sido causada exclusivamente pelos atentados. A queda das torres pulverizou concreto, vidro, gesso, isolamentos,

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IRS entregou mais de 47 mil endereços ao ICE; Justiça dos EUA considera ilegal o procedimento

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combustíveis e outros materiais, formando uma mistura complexa de contaminantes, entre eles amianto, sílica e metais. A exposição atingiu bombeiros, policiais, moradores e trabalhadores que participaram da limpeza. Nos primeiros dias, autoridades enfrentaram dificuldades para avaliar os riscos ambientais e chegaram a transmitir uma avaliação excessivamente otimista sobre a qualidade do ar. Com a limpeza prolongada, porém, o problema ganhou outra dimensão. Trabalhadores passaram meses removendo destroços e atuando em ambientes contaminados, enquanto riscos relacionados à exposição e falhas de proteção foram posteriormente documentados. Entre eles estavam milhares de imigrantes indocumentados. Estimativas citadas por reportagens chegam a cerca de 6 mil trabalhadores

sem documentos envolvidos nas operações. Muitos trabalhavam informalmente, recebiam em dinheiro e tinham poucos registros capazes de comprovar sua presença no local. O World Trade Center Health Program não exige cidadania americana, mas é necessário comprovar a exposição dentro dos critérios estabelecidos. Para quem trabalhou sem contrato, contracheque ou registro empresarial, essa prova pode ser difícil. O medo de autoridades migratórias também afastou alguns trabalhadores da assistência. Assim, a mesma poeira atingiu cidadãos e imigrantes. A diferença apareceu depois: quem tinha nome, documentos e prontuário deixou rastros; outros podem ter adoecido sem conseguir entrar plenamente na estatística. A doença não escolheu o visto. O sistema de cuidado, em parte, sim.

Uma turma de três juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia manteve a liminar que impede o Internal Revenue Service (IRS) de continuar fornecendo à Immigration and Customs Enforcement (ICE) os últimos endereços conhecidos de contribuintes. A relatora, Cornelia Pillard, afirmou que a Receita violou a seção 6103 do código tributário, regra de sigilo criada após o Watergate, que restringe o compartilhamento de dados fiscais com outras agências. No verão de 2025, a ICE pediu os endereços de cerca de 1,28 milhão de pessoas consideradas em situação irregular. Em 7 de agosto, o IRS entregou 47.289 registros. Segundo a decisão, o procedimento permitia pedidos em lote, com um único contato na ICE para milhares de supostas investigações e informações de endereço incompletas ou inválidas.

Para a corte, isso automatizava a abertura de investigações sem a verificação individual exigida pela lei. A disputa começou em 2025. Em 21 de novembro, a juíza Colleen Kollar-Kotelly suspendeu a política. Em fevereiro de 2026, concluiu que a Receita havia violado a lei em cerca de 42.695 divulgações. Em 8 de setembro, o Circuito de D.C. confirmou a liminar e considerou ilegal o procedimento. A decisão não impede a ICE de solicitar dados fiscais em casos específicos, mas barra o compartilhamento em massa nos moldes adotados. O governo pode recorrer. Os 47 mil endereços já enviados permanecem como fato consumado de 2025. O que a decisão de setembro interrompe é a continuidade da política considerada ilegal pelo tribunal.


11 Cem anos de caricatura: como o “Bible Belt”, insulto de um

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“intelectual”, virou rótulo de milhões de americanos e brasileiros JUNOT

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. L. Mencken não descreveu o Sul dos Estados Unidos. Zombou dele. Em 1919, retratou a região como um “deserto cultural”. Durante o julgamento de Scopes, em 1925, voltou-se contra a população local com termos depreciativos. Na mesma década, a expressão Bible Belt ganhou circulação para designar a faixa de forte presença protestante conservadora no Sul, embora sua origem seja mais complexa do que a versão frequentemente atribuída a Mencken. O problema é que o rótulo sobreviveu à caricatura. Como observa o historiador John Hayes, a expressão continua sendo usada para

explicar comportamentos políticos e culturais do Sul como se fosse uma categoria geográfica objetiva. Quando um estereótipo passa a funcionar como método de análise, o preconceito ganha aparência de ciência. Havia uma realidade religiosa por trás do termo: batistas e metodistas tinham forte presença na região. Mas a caricatura escondia diferenças de classe, raça e religião, além da segregação, das restrições ao voto e das divisões internas. O Sul mudou profundamente. Hoje é majoritariamente urbano e suburbano, economicamente diversificado e racial e religiosamente mais plural. Continua mais religioso e conservador em vários aspectos, mas não é uma fotografia de 1925.

Governo dos EUA quer excluir imigrantes sem green card do censo de 2030 e acabar com pergunta sobre raça O Departamento do Comércio apresentou regras preliminares para o censo de 2030 que deixariam de incluir, na contagem usada para repartir as 435 cadeiras da Câmara, imigrantes sem residência permanente legal. Também cairiam perguntas sobre raça, etnia e orientação sexual. A mudança redesenharia o recenseamento decenal e afetaria representação política e bilhões em verbas federais. Só entrariam no apportionment cidadãos e portadores de green card. Ficariam de fora milhões em situação irregular e imigrantes com visto ou status considerado “menos durável”. O governo afirma que esses grupos “não são habitantes verdadeiros nem membros do corpo político”. Críticos apontam choque com a 14ª Emenda, que manda contar o “número total de pessoas em cada Estado”, sem exigir cidadania. Desde 1790, o censo inclui todos os residentes. A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, chamou a proposta de inconstitucional e prometeu ir à Justiça.

Excluir imigrantes reduziria o peso de Estados democratas com grande população estrangeira, como Califórnia e Nova York, mas também poderia atingir Texas e Flórida. Fórmulas de saúde, educação e transporte usam os totais do censo; Estados com muitos imigrantes perderiam fatia de recursos. Algumas versões separam a conta eleitoral da estatística geral, mas o desenho já é visto como o passo mais ousado desde a tentativa, no primeiro mandato, de perguntar cidadania — barrada pela Suprema Corte em 2019. Acabar com recortes raciais, presentes desde o primeiro censo, e com dados sobre casais do mesmo sexo teria efeito duradouro. Sem essas estatísticas, fica mais difícil desenhar distritos e conduzir estudos de saúde, economia e direitos civis. As regras estão em consulta e devem ser contestadas por Estados, entidades e tribunais. Até 2030, a definição de quem o país oficialmente conta deve virar nova frente de disputa constitucional.

O mecanismo também aparece no Brasil. Parte da intelectualidade urbana transforma o evangélico, sobretudo pentecostal e neopentecostal, em símbolo de atraso ou intolerância. Há críticas legítimas ao uso político da religião, abusos financeiros e relações pouco transparentes entre púlpito e política. Mas o estereótipo apaga migração, mobilidade social, redes comunitárias, assistência e a diversidade interna de milhões de fiéis. O Censo mede pessoas. O rótulo mede apenas o olhar de quem o criou. O problema não é criticar religião ou política, mas substituir descrição por caricatura. Quando o xingamento ocupa o lugar do censo, a pessoa desaparece atrás do rótulo.

FOTOS: REPRODUÇÃO

Nos Estados Unidos, o evangélico sulista ainda aparece com frequência na imprensa e no discurso acadêmico como símbolo de atraso, anti-ciência, intolerância ou nacionalismo . Há casos em que essas críticas são perfeitamente legítimas


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Governo Trump oferece US$ 3 mil para imigrantes que deixarem os EUA voluntariamente

Trump propõe lei para impedir que futuros presidentes ‘reabram a fronteira’ JSNEWS

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presidente dos Estados Unidos anunciou, na convenção republicana de meio de mandato em Dallas, a intenção de enviar ao Congresso o projeto No Invasion of Our Country Act. Segundo ele, a norma tornaria “legalmente impossível” a um sucessor reabrir a fronteira sul. O discurso ocorreu na quarta-feira, 9, no American Airlines Center, e integra a ofensiva eleitoral rumo às eleições de 3 de novembro. Ainda não há texto formal nem calendário de votação. Prioridades do governo, como a identificação nacional de eleitores, continuam paradas. Uma reforma migratória ampla

não passa pelas duas Casas desde os anos 1990. Analistas lembram que um Congresso não amarra de forma absoluta o próximo presidente: grande parte do controle de fronteira depende de decretos, emergências e da Lei de Imigração, que outro governo pode revogar ou reinterpretar. O anúncio revive a disputa da última década. Em janeiro de 2025, a Casa Branca restaurou medidas desfeitas no governo Biden, entre elas a emergência na fronteira com o México e regras mais rígidas de detenção e deportação. Republicanos atacam o catch and release, pelo qual solicitantes de asilo eram libertados enquanto aguardavam audiência. A Casa Branca cita mais de 8 milhões

de entradas no período democrata e afirma que, agora, as detenções diárias caíram mais de 90% e ninguém interceptado é solto no interior. No segundo mandato já foram sancionadas a Laken Riley Act, que obriga a prisão de imigrantes acusados de certos crimes, e verbas bilionárias para muro e fiscalização. No Legislativo tramita o Permanent Trump Secure Border Act, do deputado Chip Roy, para transformar em lei várias ações executivas. Democratas veem retórica eleitoral e defendem asilo e devido processo. O efeito prático da proposta de Dallas seria menos proibir a “reabertura” e mais encarecer politicamente e juridicamente qualquer afrouxamento futuro.

O governo do presidente Donald Trump ampliou o incentivo financeiro destinado a imigrantes em situação irregular que decidirem deixar voluntariamente os Estados Unidos. Por meio do programa de “autodeportação” do Departamento de Segurança Interna (DHS), participantes elegíveis podem receber US$ 3 mil, além de passagem aérea gratuita para retornar ao país de origem. O processo é realizado através do aplicativo CBP Home, utilizado pelo governo americano para registrar a intenção de saída voluntária. Segundo o DHS, imigrantes que aderirem ao programa e forem aprovados também poderão ter perdoadas determinadas multas relacionadas à permanência irregular no país. Durante o período de preparação para a viagem, participan-

tes não criminosos podem ainda receber menor prioridade para ações de detenção e remoção pelo ICE. A iniciativa faz parte da política de imigração adotada pelo governo Trump, que busca aumentar o número de saídas voluntárias ao mesmo tempo em que intensifica operações de fiscalização e deportação. Dados divulgados em julho indicavam que cerca de 132 mil pessoas já haviam deixado os Estados Unidos através do programa, enquanto aproximadamente outras 70 mil estavam inscritas para sair. Especialistas recomendam que imigrantes avaliem cuidadosamente sua situação antes de aderir ao programa, principalmente aqueles que possuem processos de asilo, residência permanente ou outros pedidos migratórios em andamento. FOTO: AFP/GETTY IMAGES/CHIP SOMODEVILLA

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Small Business, Main Street e Middle Market: Onde o comprador brasileiro começa?

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uem começa a pesquisar a compra de empresas nos Estados Unidos encontra três nomes o tempo todo: small business, Main Street e Middle Market. O erro é tratar os três como se fossem a mesma coisa. Não são. Small business é, antes de tudo, uma classificação oficial usada pela SBA. O limite varia por setor, receita e número de funcionários. Para contratos públicos, por exemplo, muitas empresas de serviços entram na categoria até uma receita média anual de US$ 7,5 milhões, enquanto boa parte das indústrias usa o teto de 500 funcionários . Isso ajuda o governo a definir elegibilidade. Para comprar uma empresa, ajuda pouco.

O comprador precisa olhar para o tipo de operação e para quem vai tocá-la. Na prática, Main Street reúne negócios locais que normalmente dependem do dono: empresas de limpeza, restaurantes, oficinas, franquias, paisagismo, agências e serviços residenciais. O comprador costuma ser um operador individual. Ele compra uma fonte de renda e entra no negócio todos os dias. Como referência de mercado, muitos desses negócios têm até US$ 1 milhão de SDE, a medida de caixa disponível ao dono, e receita inferior a US$ 10 milhões . São faixas de mercado, não regras fixas. O Middle Market começa quando a empresa já não precisa do dono

para funcionar. Há gestão, relatórios melhores, liderança intermediária e processos que outra pessoa consegue assumir. Os compradores tendem a ser concorrentes, fundos ou grupos com equipe de gestão. Uma referência comum coloca a virada perto de US$ 1 milhão de EBITDA ou US$ 10 milhões de receita, mas o setor importa muito mais do que um número isolado . Então onde o brasileiro começa? Let's be real. A maioria não começa comprando Middle Market. Não porque falte ambição. Porque uma operação maior exige mais capital, equipe de gestão e experiência para integrar pessoas, contratos e sistemas. Comprar algo grande sem ter a máquina para operar pode

transformar uma boa tese em um problema caro. Para o primeiro comprador, Main Street costuma ser a porta de entrada mais realista. Mas isso não significa comprar qualquer negócio pequeno. Procure uma empresa com caixa consistente, clientes diversificados, processos documentados e alguém além do dono que conheça a operação. O objetivo não é comprar um emprego novo. É comprar uma empresa que possa se tornar um ativo. É por isso que comprar cash flow na Main Street exige mais do que encontrar uma oportunidade no BizBuySell. Você precisa entender o SDE, testar a receita e fazer uma Due Diligence em M&A que mostre onde

está o risco de verdade. Control comes from clarity. Comece numa faixa que você consegue financiar, entender e operar. Depois, construa a capacidade para subir de nível. Aponte a câmera do celular para o QR code abaixo para solicitar, de forma confidencial, uma conversa sobre avaliação e aquisição de negócios nos Estados Unidos.

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Brasil André Mendonça x Andrei Rodrigues, com Daniel Vorcaro no meio: a República que vigia a si mesma

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ão é um duelo entre um delegado honesto e um ministro desviado, nem o contrário. É o retrato de uma República que perdeu o pudor das formas e passou a tratar instituições como trincheiras pessoais. Andrei Rodrigues de um lado, André Mendonça do outro — e Daniel Vorcaro no meio, não como causa única, mas como revelador. O que pesa contra o diretor-geral da PF não é uma sentença, mas um conjunto de fatos e suspeitas. Ele esteve em evento de luxo em Londres pago pelo Master; Vorcaro o cita em mensagens como alguém a “sensibilizar” para atrasar a polícia e, em depoimento, descreve uma relação

marcada por eventos, viagens, charutos, Fórmula 1 e ingressos. Há ainda conexões envolvendo pessoas próximas ao banqueiro. Relatórios de inteligência produzidos sob a gestão de Andrei monitoraram o relator do caso, Mendonça, e chegaram a Alexandre de Moraes. Há, porém, o outro lado. A PF prendeu Vorcaro e derrubou o banco. PF e PGR recusaram delações por omissões, e Andrei chamou o banqueiro de mentiroso. Não há, no material público, mensagem dele prometendo proteção nem prova de pagamento. Por isso, a situação recomenda cautela, não condenação. A combinação de proximidade com um investigado, possível benefício, pedido de intervenção

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CrônicasDO dia a dia FOTO: IA/GROK

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e relatórios controversos pode justificar afastamento cautelar para investigação. Mas ainda falta o ato concreto que sustentaria uma acusação mais grave: desvio de inquérito, atraso deliberado ou vazamento para beneficiar Vorcaro. Mendonça também não sai ileso. Seu encontro com Vorcaro e a condução da relatoria precisam ser examinados. Mas o conjunto público disponível não demonstra que tenha atuado para favorecer o banqueiro.

O problema maior está em outro lugar. Polícia, Supremo e relatoria passaram a se enfrentar como adversários. Cada lado chama isso de defesa institucional. É justamente o contrário: quando instituições passam a usar seus instrumentos umas contra as outras, a República deixa de ser o árbitro e vira o campo de batalha. O afastamento de Andrei pode ser necessário. A guerra que o produziu é o diagnóstico.

A RIVAL Quem nunca teve uma rival na adolescência? Aquela que a sua maior paixão revezava com você, só fazendo crescer o amor por ele e o ódio por ela. Você passava horas pensando em um adjetivo para defini-la: “minúscula invertebrada” (se fosse baixinha), “bichinho de goiaba” (se fosse branquinha e sem graça), “hino nacional” (comprida, chata e ninguém canta), “lombriga” (se fosse magra e alta), “porquinho” (se tivesse o nariz achatado)… e muitas outras formas de ridicularizá-la. Às vezes, era preciso dar o braço a torcer e reconhecer alguma qualidade: “Ela é nojenta, mas tem um corpão…” — mas isso, só às vezes. Sempre vinha à cabeça: “O que será que ele viu nela? Por que ela e não eu?” Claro que você era muuuuito melhor: mais inteligente, mais bonita, mais tudo. A conclusão era sempre a mesma: “Ela é mulher fácil. Faz tudo o que eu não faço.” Ou seja, todas as rivais eram consideradas “putonas”. Nunca o contrário. O melhor de tudo acontecia quando o tempo passava. Ele se casava com outra (nem com você, nem com ela) e você a encontrava arrasada pelos anos e goooorda, muito goooorda. Dentro de você, um grito de triunfo. Ela se escondia atrás do marido para não ser vista — ele também gordo e bobo, afinal, casou com ela. E você, magrinha, tentando manter o frescor da juventude apesar de dois partos e das intempéries da vida, que inevitavelmente nos fazem envelhecer. Seu atual marido não precisa saber de nada, afinal você não sente mais nada pelo ex. Mas o gostinho da vitória de vê-la gorda e feia… ninguém te tira. Ninguém! SOBRE A COLUNISTA Edel Holz é a mais premiada e consagrada atriz, roteirista, diretora e produtora teatral brasileira nos Estados Unidos. Inquieta e de mente profícua, Edel tem sempre um projeto cultural engatilhado para oferecer para a comunidade brasileira. Depois de anos de ausência, Edel volta a abrilhantar as páginas de um jornal. Damos as boas vinda à poderosa e de mente efervescente Edel.


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brasileira Priscila Sousa deu mais um passo para permanecer na Câmara dos Representantes de Massachusetts. A deputada estadual avançou nas eleições primárias realizadas na terça-feira, dia 1º de setembro, e será candidata na eleição geral marcada para 3 de novembro de 2026. Priscila concorre pelo Partido Democrata no 6º Distrito de Middlesex, que abrange grande parte da cidade de Framingham. Segundo a lista oficial de candidatos da Secretaria de Estado de Massachusetts, ela foi a candidata democrata para a cadeira. A brasileira não enfrentou adversários dentro do partido nas primárias. Resultados divulgados após a votação confirmam que Priscila, assim como outros parlamentares estaduais que representam Framingham, concorreu sem oposição e avançará para a eleição geral deste

outono. Por isso, tecnicamente, a votação desta semana não representou ainda sua reeleição para um novo mandato. A eleição estadual que definirá os ocupantes dos cargos será realizada em 3 de novembro. O calendário oficial de Framingham confirma a data. Priscila atualmente representa o 6º Distrito de Middlesex na Câmara estadual. De acordo com a Legislatura de Massachusetts, seu distrito inclui os precincts 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9A, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16 de Framingham. A trajetória política da brasileira ganhou projeção em 2022, quando conquistou pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Representantes de Massachusetts. Sua eleição teve significado especial para a numerosa comunidade brasileira do estado, principalmente na região de Framingham. Nascida em Ipatinga, Minas Gerais, Priscila chegou aos Estados

Unidos ainda criança e construiu sua trajetória pessoal e política em Massachusetts. Antes de chegar à Assembleia estadual, participou ativamente da vida pública de Framingham, cidade que abriga uma das maiores comunidades brasileiras da Nova Inglaterra. Em 2024, ela conquistou um novo mandato sem enfrentar adversário na eleição geral. Os registros oficiais de Massachusetts mostram que Priscila recebeu 9.374 votos, correspondentes a 96,8% dos votos contabilizados para candidatos, enquanto outros nomes escritos nas cédulas receberam 306 votos.

CAMINHO PARA NOVEMBRO

Neste ano, a ausência de um adversário democrata deixou Priscila em uma situação confortável nas primárias. A votação de 1º de setembro confirmou sua passagem para a próxima etapa eleitoral. A eleição também reforça a pre-

FOTO: DIVULGAÇÃO

Brasileira avança para eleição geral e busca novo mandato como deputada em Massachusetts

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sença de brasileiros na política de Massachusetts, estado que concentra uma das maiores comunidades de imigrantes brasileiros dos Estados Unidos. No Legislativo estadual, Priscila participa da discussão de projetos envolvendo diferentes áreas. Registros atuais da Assembleia mostram propostas apresentadas ou apoiadas pela parlamentar relacionadas, entre outros temas, à segurança contra incêndios, proteção ao consumidor e questões envolvendo inquilinos.

Para a comunidade brasileira, a candidatura de Priscila Sousa tem um significado que ultrapassa as fronteiras de Framingham. Sua presença na Assembleia estadual representa a crescente participação política de uma comunidade que durante décadas esteve concentrada principalmente na construção de negócios, igrejas, organizações comunitárias e outras instituições e que, nos últimos anos, também passou a conquistar espaço nas urnas e em cargos públicos. *Fonte: Brazilian Times

Brasileiro enfrenta acusações após ocorrência de trânsito em Framingham FRAMINGHAM — O brasileiro Ronei DeOliveira, 44 anos, foi preso após um acidente de trânsito na Hollis Street que matou Philip Bligh, 62. O caso ocorreu por volta das

22h30 de segunda-feira e envolveu uma caminhonete. Segundo a polícia, DeOliveira deixou o local a pé e retornou depois, quando foi localizado. Os agentes relataram odor de álcool durante o

contato. Bligh recebeu atendimento de emergência e foi levado ao Newton-Wellesley Hospital, mas não resistiu. DeOliveira agora responde por dirigir sob influência,

condução negligente e fuga do local. A Justiça fixou fiança de US$ 250 mil, impondo monitoramento eletrônico por GPS, entrega do passaporte e proibição de con-

sumo de álcool. O brasileiro tem nova audiência marcada para 30 de setembro. As circunstâncias seguem sob investigação das autoridades de Framingham.


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Coluna: Em Pauta

* Por Thaís Partamian Victorello - @thaisvictorello

INTERNET

Jornalista Thiago Gonçalo fortalece presença no jornalismo no YouTube

EVENTO

O jornalista brasileiro Thiago Gonçalo vem conquistando cada vez mais espaço no cenário da comunicação, ampliando sua atuação para além do entretenimento. Com experiência no rádio e no jornalismo de celebridades, Thiago tem se destacado também pelas análises e coberturas dos principais acontecimentos da política brasileira. Atualmente dedicado à internet, o jornalista atua ao lado de Felipeh Campos, no canal Felipeh Campos Oficial e mantém uma rotina de lives diárias tmabém em seu canal Thiago Gonçalo Oficial, no YouTube, que já soma mais de 160 mil inscritos. Com uma linguagem descontraída, mas sem abrir mão do compromisso com a informação, Thiago aborda diariamente temas que vão das notícias dos famosos à política e aos assuntos que movimentam o país. Com informação, análise e opinião direta, Thiago Gonçalo vem consolidando seu espaço entre os comunicadores que acompanham de perto as principais notícias do Brasil e do mundo. Vale a pena conferir!

Febracis Boston transmite Conferência de Mulheres Plenitude em setembro No sábado, dia 12 de setembro, a Febracis Boston realizará a transmissão ao vivo da Conferência de Mulheres Plenitude, que nesta edição acontece em São Paulo, com Camila Vieira. A programação propõe uma imersão em espírito, alma e corpo, convidando mulheres a assumirem o governo de suas próprias vidas à luz da fé. A Conferência de Mulheres Plenitude reúne mulheres sedentas por aquilo que o Senhor tem para elas, em busca de crescimento espiritual, transformação, renovação e mudança. O encontro nasceu no coração de Camila Vieira, a partir de um tempo de oração, entrega, renúncia e obediência à direção de Deus, e hoje

alcança milhares de mulheres. A proposta é desacelerar, deixar a correria de lado, silenciar tantas vozes e voltar o coração para aquilo que realmente importa. Nascida no Brasil e já alcançando mulheres em diferentes lugares, a experiência ganha agora uma dimensão global com a transmissão ao vivo, a partir de Boston. Para mais informações e para garantir a sua inscrição, entre em contato com a Febracis Boston através do WhatsApp: (781) 995-1464. Para ficar por dentro da programação da Febracis Boston, siga @febracisboston nas redes sociais.

MARLBOROUGH

Bola de Neve Church retoma células semanais: 4ª-feiras, às 7:30PM na Exodus A igreja Bola de Neve Marlborough, em Massachusetts, retoma na próxima quarta-feira, 16 de setembro, das 7h30pm às 8h30pm, suas reuniões semanais em pequenos grupos, conhecidas como Células. Os encontros serão realizados na Exodus Brazilian Jiu-Jitsu, localizada na 72 Hosmer Street, em Marlborough. A proposta das Células é proporcionar um mo-

mento mais próximo de estudo da Bíblia, oração, compartilhamento de experiências e fortalecimento da comunhão em Cristo, criando um espaço de acolhimento, crescimento espiritual e relacionamento entre os participantes. Os cultos da Bola de Neve Marlborough acontecem regularmente aos domingos, às 6h30pm, na 72 Jefferson Street, em Marlborough.


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C

omeçamos este estudo com uma pergunta; porque a Bíblia nos assegura com tanta clareza que haverá a grande colheita do tempo do fim. Vejamos porque disto. Deus é um Deus eterno e de propósitos. Ele estabeleceu um plano eterno e infalível para o homem (Is 6.8). Sendo Deus pré-existente e que habita em seu mundo inacessível (1Tm 6.16), aprouve Deus, no entanto, pelo seu imenso poder,

no princípio, criar todas as coisas, que desde então passaram a existir: Céus, seres celestes, mundos (Rm 1.20; Cl 1.16-17). A Bíblia não diz em que dimensão do estado eterno, Deus criou a eternidade e as outras demais coisas. Em Is 9.6 diz que Jesus é “Pai da eternidade”. A respeito disto, temos alguns esclarecimentos sobre criação de uma etapa da eternidade, que foi registrado por inspiração divina na Bíblia Sagrada

(Gn 1.1; Jó cap. 38). Quanto ao homem, só posteriormente depois de passado um período dessa eternidade, é que ele foi formado, após a restauração da terra sem forma, para que nela o homem habitasse, dentro do tempo (Gn 1.2-31, 2.1-3). Com esta introdução, podemos afirmar que Deus tem um plano eterno para o homem, porque ele foi criado a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27; Rm 8.29). Deus na sua onisciência, sabendo que o homem iria falhar, proveu sua redenção no estado eterno (Is 6.8), com a morte do cordeiro, antes da fundação do mundo e do homem existir (1Pe 1,18-20). Diante deste desígnio soberano de Deus, sabemos que o verbo, que estava com Deus e era Deus e se fez carne e habitou entre os homens (Jo 1.1,14), Jesus veio para consumar o plano da re-

FOTO: REPRODUÇÃO

A EVANGELIZAÇÃO E A GRANDE COLHEITA FINAL

denção eterna, na terra (Is 9.6; Lc 2.10; Fp 2.5-8). Com a morte física de Jesus no calvário estava consumada a salvação do perdido pecador (Jo 17.4).

Depois que foi assunto aos céus, Jesus designou que seus discípulos evangelizasse o mundo (Mc 16.15; Mt 28.19; Lc 24.49; At 1.8). O desfecho final da

obra de evangelização, se culminará com a grande colheita, que há de acontecer no tempo do fim desta dispensação da graça (Mt 24.14; Mc …).


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BRASILEIRÃO 2026

Neymar comemora acerto entre Coutinho e Santos com música famosa no Vasco Camisa 10 do Peixe usou música tema da paródia "A barreira vai virar baile" para citar amigo indiretamente Redação do ge

N

eymar está animado com a iminente contratação de Philippe Coutinho no San-

tos. O camisa 10 e capitão alvinegro usou seu Instagram para mandar uma mensagem indireta ao amigo e também provocar a torcida do

Vasco, usando a música que inspirou a versão usada pela torcida cruz-maltina "A barreira vai virar baile". A canção ficou bastante conhe-

cida justamente no retorno de Coutinho ao Vasco, em 2024. Em fevereiro de 2026, ele rescindiu para tratar de sua saúde mental e, desde então, estava sem clube.

Neymar também usou um emoji de mago na publicação. Coutinho ficou conhecido por "Pequeno Mágico", graças a sua habilidade técnica com a bola nos pés.

Coritiba e Athletico se enfrentam nesta sexta-feira, às 21h (de Brasília), no Couto Pereira, em Curitiba, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os setoristas do ge trazem um panorama de como chegam os dois times para o clássico de número 401 na história dos rivais. O Coritiba teve interrompida a sequência de quatro jogos sem per-

der no Brasileirão com a derrota por 2 a 1, de virada, para o Mirassol, no Couto Pereira. No entanto, o Coxa não perdeu posições na tabela de classificação e aparece, ainda, na sétima colocação, com 37 pontos. A vitória no clássico representa não apenas superar o rival, mas se aproximar do objetivo inicial: a permanência na elite.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Coritiba x Athletico: o que esperar do jogo e como chegam os times; assista ao vídeo

O Athletico não vence há duas rodadas e vem de derrota para o Cruzeiro por 3 a 1 fora de casa, além de um empate com o Fluminense. O clássico pode valer a permanência do Furacão no G4 do Brasileirão, já que ocupa a terceira posição, com 45 pontos, empatado com o Fluminense e com dois a mais que o Bahia, atual quinto colocado.

Cano e Ignácio têm lesões e desfalcam o Fluminense nas próximas semanas FOTO: GIBA PEREZ

O atacante Cano e o zagueiro Ignácio vão desfalcar o Fluminense pelas próximas semanas, informou o Fluminense em boletim publicado na noite desta quinta. O jogadores passaram por exames, que detectaram lesões musculares. De acordo com o comunicado, Cano sofreu uma lesão grau 3 na musculatura posterior da coxa direita, com retorno previsto para daqui a oito semanas. Ignácio apresentou uma lesão grau 2 na musculatura

anterior da coxa esquerda e deve voltar em 15 dias. Ignácio vinha sendo titular da defesa tricolor ao lado de Thiago Silva, neste momento de ascensão da equipe. Cano, por sua vez, era reserva imediato de Hulk. Sem Ignácio, é possível que Millán passe a receber mais chances de começar a partida. No ataque, a tendência é que Castillo ganhe mais oportunidades de jogar. Ele ainda não atuou após a mudança de trei-

nador. Cano vem lidando com problemas físicos nas últimas três temporadas. Ficou fora de ação por mais de um mês no começo do ano com um problema no joelho, sofrido ainda durante a pré-temporada. O atacante jogou 15 vezes em 2026 e marcou um único gol, que garantiu a vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras. Na temporada, ele fez a estreia em abril, contra o Corinthians.

Suspensões no Inter obrigam Pezzolano a mudar lateral esquerda; veja as opções Em meio à crise que mantém o Inter na zona de rebaixamento, o técnico Paulo Pezzolano prepara o time para enfrentar a Chapecoense no sábado. Com Matheus Bahia e Aguirre suspensos, o treinador precisa definir quem ocupará a lateral esquerda. Matheus Bahia foi expulso ainda no primeiro tempo na derrota por 3 a 2 para o Santos, ao cometer o pê-

nalti em Gabigol. Aguirre entrou no intervalo improvisado como lateral-esquerdo e recebeu o terceiro cartão amarelo, portanto também será baixa. As principais alternativas são Bernabei e o jovem Luiz Felipe. O argentino volta a ficar à disposição após cumprir suspensão e, por ser lateral-esquerdo de origem, surge como o candidato natural à vaga. No

entanto, as dificuldades na marcação levaram o treinador a reposicioná-lo. Pezzolano adiantou Bernabei para funções mais ofensivas a fim de potencializar a capacidade de ataque. A mudança surtiu efeito, e o antes lateral virou um dos protagonistas da equipe. O camisa 26 tem nove gols na temporada e divide a artilharia com Borré (que já deixou o Inter e foi para

o River Plate). Ainda contribuiu com quatro assistências. Luiz Felipe tenta convencer o técnico por uma nova oportunidade. A mais recente ocorreu na retomada do Brasileirão no segundo semestre. Na ocasião, atuou no primeiro tempo da derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro. O jovem de 20 anos participou de três partidas na temporada. Outra possível troca será no gol.

Uma provável escalação tem Matheus Cunha (Anthoni); Vitinho, Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Bernabei; Villagra, Bruno Henrique e Thiago Maia; Alan Patrick e Carbonero. Pelo menos uma alteração está garantida na equipe. A julgar pelas decisões recentes do técnico, porém, outras mudanças também podem ocorrer.

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Palmeiras inicia preparação para clássico contra São Paulo com desfalques e um retorno

Andreas Pereira, desfalque contra a LDU, fica à disposição para Choque-Rei do sábado, enquanto Marlon Freitas e Barboza cumprem suspensão Redação do ge

P

assada a vitória por 1 a 0 sobre a LDU, na última quarta-feira, pelo primeiro jogo das quartas de final da Conmebol Libertadores, o Palmeiras retomou as atividades nesta quinta pela manhã e iniciou a preparação para o clássico contra o São Paulo com desfalques e apenas um retorno. O volante Marlon Freitas e o za-

gueiro Barboza, titulares na última partida, cumprem suspensão e não enfrentam o rival, às 18h30 do sábado, no Nubank Parque pela 27ª rodada do Brasileiro. Por outro lado, o meio-campista Andreas Pereira, que cumpriu suspensão na Libertadores, pode atuar contra o São Paulo e voltará à escalação titular. Pode ser acompanhado no setor por Lucas Evangelista ou por Emiliano Martínez.

Os atletas que foram titulares contra a LDU fizeram um treino regenerativo, enquanto os demais foram ao campo para trabalhos técnicos em dimensões reduzidas com participação de jogadores da base. Neste momento, uma provável tem: Carlos Miguel; Giay, Gómez, Murilo e Piquerez (Arthur); Lucas Evangelista (Emiliano Martínez), Andreas Pereira; Arias, Mauricio, Flaco López e Vitor Roque.

Em alta, o Bahia tem o bom momento como arma para superar o Remo, maior pedra no sapato da equipe baiana em 2026, nesta segunda-feira. Sem perder há dez jogos, o Tricolor defende uma invencibilidade histórica diante do clube paraense, único a impor três derrotas aos comandados de Rogério Ceni em 2026. O Tricolor foi eliminado precocemente para o Remo na quinta fase da Copa do Brasil com derrotas nos dois jogos e placar agrega-

do de 5 a 2. O jogo de ida foi um dramático 3 a 1 remista na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, com falhas da defesa tricolor e muitas vaias das arquibancadas. Com o desafio de manter a boa fase e encerrar a sequência ruim contra o Remo, o Bahia enfrenta a equipe paraense a partir das 20h (de Brasília) desta segunda-feira, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. A partida vale pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. FOTO: LETÍCIA MARTINS/EC BAHIA

FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS

Bahia conta com bom momento para encarar o Remo, maior pedra no sapato em 2026


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BRASILEIRÃO SÉRIE B 2026

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Líder isolado, Juventude completa um turno sem sofrer gols e supera marca de 2023

Alana Schneider

O

Juventude terminou a 19ª partida, o equivalente a um turno, sem sofrer gols na Série B e alcançou sua melhor marca na era dos pontos corridos – que teve início em 2006. Em duelo válido pela 27ª rodada, venceu o vice-líder Criciúma por 2 a 0, nesta terça-feira, no Heriberto Hülse, e se isolou no topo da competição. O melhor desempenho da equipe no quesito havia sido em 2023, quando a equipe garantiu o acesso à Série A com a segunda colocação e terminou 18 das 38 rodadas sem ser vazado. Vale destacar que a marca de 19 jogos, é claro, não é consecutiva. O Juventude sofreu 15 gols em oito jogos – seis a menos que Cri-

ciúma (2º) e Cuiabá (9º). Até aqui nenhum adversário conseguiu furar a defesa alviverde em bolas aéreas e somente o Botafogo-SP marcou mais de dois gols, quando os gaúchos perderam por 4 a 2, na 19ª rodada. Faltando 11 rodadas para o término da Série B, o Ju ainda tem a chance de superar a campanha da Chapecoense, que no título de 2020 terminou 24 das 38 rodadas com a meta zerada – o melhor número entre os campeões da década. Seguido do Coritiba, que na edição passada, conseguiu sequência de 21 jogos.

JUVENTUDE BATE O CRICIÚMA

No confronto entre os líderes da Série B do Campeonato Brasileiro, o Juventude levou a melhor

sobre o Criciúma na noite desta terça-feira, no Estádio Heriberto Hülse, no Sul de Santa Catarina, e venceu o confronto válido pela 27ª rodada por 2 a 0. Depois de um primeiro tempo dominado pelo Tigre, o time gaúcho foi mais eficiente na etapa final, balançou a rede com Alan Kardec e Marcos Paulo e fez a festa diante de 13,4 mil torcedores. O resultado colocou o Ju na liderança isolada. Com a vitória no Majestoso, o Juventude soma os três pontos fora de casa, chega aos 50 e abre três de vantagem para o Criciúma, que segue na vice-liderança, com 47, e pode perder a posição no complemento da rodada. Na próxima rodada, a 28ª da Série B, a equipe catarinense vai enfrentar o Atlético-GO. A partida

FOTO: FERNANDO ALVES/ECJ

Alviverde atinge melhor desempenho defensivo na era dos pontos corridos

está marcada para o domingo, dia 13 de setembro, às 16h (de Brasília), no Estádio Antônio Accioly. A equipe do Rio Grande do Sul terá o Athletic pela frente na

próxima rodada da competição nacional. O confronto acontece no domingo, dia 13 de setembro, às 18h (de Brasília), no Estádio Alfredo Jaconi.

Vila Nova vence clássico contra o Goiás, sobe na tabela e complica rival O Vila Nova venceu o Goiás por 2 a 0 nesta quarta-feira, no OBA, pela 27ª rodada da Série B, e ganhou força na briga pelo aces-

so. Hayner e André Luís marcaram no segundo tempo, quando o Tigre se impôs diante de mais de 10 mil torcedores, capacidade

máxima do estádio, e garantiu a vitória no clássico. Com o resultado, o Vila Nova sobe para a terceira colocação,

com 47 pontos, atrás apenas de Juventude e Novorizontino. O Tigre visita o Avaí na segunda-feira, às 21h30, em Florianópolis. O

Goiás permanece em 13º, com 36 pontos, e visita o Botafogo-SP na segunda-feira, às 19h30, em Ribeirão Preto.


DE

canela Por: Alfredo Melo info@jornaldossportsusa.com

Bem, até que enfim o Alfredo Melo assume a verdade que nunca quis calar: ele é o Gatinho Cruel, que agora sai de cena para dar lugar ao seu criador. Enorme criatura no sentido literal, na bondade, no caráter e no conhecimento profundo do futebol e das coisas boas da vida, inclusive pratos deliciosos. Ah, tem também a paixão pelo Botafogo cada dia maior…

A SACANAGEM DO BRANDÃO

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MUNDO DA LUTA

Invicto no boxe sem luvas, "Mike Tyson cubano" enfrentou rota perigosa de Cuba aos EUA Peso-pesado Leonardo Perdomo, que na sexta enfrenta Bear Hill na luta principal do Bare Knuckle 93, brilha com nocautes brutais e invencibilidade após enfrentar migração em "Trem da Morte" Combate.com

D

FOTO: COPILOT

ono de um cartel invicto no boxe sem luvas, com 11 vitórias - todas por nocaute - no Bare Knuckle, Leonardo Perdomo ganhou o apelido de "Mike Tyson cubano", o que por si só já renderia um persgem importante. Para além disso, a história do lutador de 34 anos para chegar aos EUA é outro capítulo que torna ainda mais impressionante seus feitos no ringue circular da organização. Nesta próxima sexta-feira, Perdomo lidera o card do Bare Knuckle 93 ao enfrentar Bear Hill no peso-pesado. O Combate mostra ao vivo o Bare Knuckle 93, direto de Hollywood, no estado americano da Flórida, a partir

Cada cabeça, uma sentença. Cada pessoa, um jeito. Cada treinador, um estilo. O treinador tem a liberdade de convocar e desconvocar qualquer jogador. Pode escalar e pode barrar quem quiser, mas também precisa ter um mínimo de ética. O falecido treinador Oswaldo Brandão, segundo o ex-goleiro Raul Plassmann, não sabia bem o que era ética. Para alguns jogadores, principalmente os paulistas, ele era um “paizão”. Já na seleção brasileira, alguns atletas de outros estados viam Brandão mais como um padrasto do que como um pai. Na Copa América de 1975, a seleção brasileira foi montada com uma base mineira, formada por Raul, Nelinho, Piazza, Palhinha e Dirceu Lopes. O goleiro titular era Raul, mas o São Paulo FC, com o apoio da imprensa paulista, pressionava Brandão para que seu goleiro, Waldir Peres, fosse escalado como titular. Para agradar à imprensa e aos dirigentes são-paulinos, Brandão acabou cedendo e barrou Raul da forma mais cafajeste possível, provocando a revolta de alguns jogadores. Na véspera da partida contra o Peru, em Lima, por volta das 10 horas da noite, Brandão mandou chamar Raul ao seu quarto no hotel onde a seleção estava concentrada. Raul estranhou o convite naquela hora, já que estava deitado em seu quarto. Ao entrar, encontrou o treinador com uma garrafa de conhaque sobre a mesa e o copo cheio. Sem perder tempo, Brandão mandou Raul sentar, serviu uma dose de conhaque e disse: “Me acompanha”. Raul respondeu que não beberia, pois tinha jogo no dia seguinte. O treinador insistiu: “Não tem problema, você está com o treinador. Beba uma dose só para relaxar e dormir bem”. Para se livrar logo da situação, Raul aceitou e ficou bicando o copo bem devagar, enquanto Brandão emendava um assunto atrás do outro — e os copos também. De repente, Brandão perguntou: “Que horas são?”. Raul respondeu que eram quase duas da manhã. Então o treinador disse: “Vai, guri, vai dormir que já está tarde”. Quando Raul abriu a porta, escutou Brandão dizer: “Guri, bebeste e ficou até tarde acordado. O Waldir Peres vai jogar amanhã no teu lugar”. Raul Plassmann nunca perdoou a sacanagem que Brandão fez com ele.

de 20h (de Brasília). O Combate.com e o YouTube do Combate transmitem as três primeiras lutas do card. Nascido em Santiago de Cuba, no extremo sul da Ilha, Perdomo desertou e passou por Nicarágua, Honduras e Guatemala até chegar ao México. Ali, embarcou na "La Bestia", conhecido por "Trem da Morte", uma das maneiras mais rápidas, e mais perigosas, de chegar aos EUA. Segundo reportagem do site "Uncrowned", o lutador tinha apenas a roupa do corpo e 200 dólares no bolso. - Meu caminho para chegar aos Estados Unidos foi realmente muito difícil. Foram (dias) especialmente difíceis no famoso trem... que é muito perigoso, patrulhado

FOTO: BKFC

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pelos cartéis. Mas mantive minha fé em Deus e sempre soube que um dia conseguiria. Perdomo entrou nos EUA pelo Texas, e de lá seguiu para a Flórida, onde conheceu depois o empresário Julio Izquierdo. Foi ele quem ajudou a direcionar o lutador para realizar seu sonho no boxe sem luvas, onde estreou em 2023.


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