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Flávio Ferraz
A eternidade da maçã Freud e a ética 3ª edição Neste livro, como o leitor apreciará, Flávio Ferraz atravessa cuidadosamente as produções freudianas, destacando aquelas que, autonomeadas ou não, permitem entender como a psicanálise contribui para o campo da ética; ou melhor, que conceitos psicanalíticos estão a compor o sujeito psíquico da consciência moral. Uma aproximação especial à ética, sem necessariamente fazer filosofia.
– Marlene Guirado
série
PSICANÁLISE CONTEMPORÂNEA Coord. Flávio Ferraz PSICANÁLISE
A eternidade da maçã
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Psicanalista, professor, ensaísta e editor, é livre-docente pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, membro dos Departamentos de Psicanálise e de Psicossomática Psicanalítica do Instituto Sedes Sapientiae (São Paulo) e da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental. É autor de diversos livros, entre os quais Perversão (Casa do Psicólogo, 2000), Normopatia: sobreadaptação e pseudonormalidade (Casa do Psicólogo, 2002), Tempo e ato na perversão: ensaios psicanalíticos I (3ª ed., Blucher, 2023) e Corpo, sonho, palavra: ensaios psicanalíticos II (Blucher, 2024), além de organizador de diversas coletâneas.
Ferraz
Flávio Ferraz
PSICANÁLISE
Capa_Ferraz_A eternidade_P3.pdf 1 31/07/2024 10:30:25
Como tantas informações de Lacan, esta também passou a ser repetida como uma fórmula, tornada oca à força de tanto se fazer ouvir: não se passam dois dias sem que alguém proclame, com a solenidade de costume, que “a psicanálise é uma ética”. Este livro tem o mérito de tomar a questão pela raiz: em primeiro lugar, terá a psicanálise alguma contribuição a dar no campo da ética? Em vez de postular valores positivos que norteiem a ação do homem, ela aborda a esfera do “o que fazer” pela via das intensidades pulsionais; afirma que a instância encarregada de controlar os impulsos (o supereu) é a mesma que, abeberando-se nesses impulsos, pode voltá-los contra o próprio sujeito e fazê-lo enveredar pelos abismos da culpa.
Renato Mezan