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ra! Assim é A vespa asUm livro dinâmico e até com trilha sono ativas tanto literárias sassina, que traz ao leitor o sabor das narr am nos anos setenta quanto cinematográficas que se celebrizar tos que ficavam fora e oitenta por conta de animais peçonhen
Adriano Messias Adriano Messias
de controle. um abnegado pai, seus Neste romance ágil de Adriano Messias, adora vão passar algêmeos adolescentes e uma avó manipul a da Mantiqueira. Em guns dias em um chalé no alto da Serr pos e de bosques, eles vez de simpáticos animaizinhos de cam o-cão, espécie biológica vão encontrar a temida vespa cavalo-d nho comportamento solitária que, no enredo, assume um estra te e é um dos que prosocial e agressivo. De fato, o inseto exis sua vítima, a ponto de duzem o mais intenso nível de dor em , como se tivesse levado o humano picado ficar imóvel no chão vespa raramente ataca um forte choque elétrico. Porém, essa as. pessoas, preferindo aranhas como pres a perturbae Em meio a densos dramas familiares ndimento, ções emocionais que precisam de ente iental e destaca-se ainda a temática do crime amb da omissão política. impacto de nossa espéUma obra que nos faz pensar sobre o interno e externo - que cie no planeta e sobre o descontrole ele passe. acompanha o sapiens por onde quer que
a vespa
aSSASSINA romance biológico juvenil
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“Existe uma escala de dor para as ferroadas dos insetos, criada pelo entomologista Justin Schmidt, e que vai de 1 a 4. A dor de nível 4 é praticamente insuportável. A vespa caçadora (Pepsis formosa pationii), em alguns lugares chamada de “cavalo-do-cão”, está no topo da cadeia alimentar: não tem predadores e pode atingir cinco centímetros de comprimento. (...)
a vespa assassina
“De sob a lâmpada, porém, um inseto que parecia estar descansando desceu furioso em direção ao rosto da mãe de Devanir, que começou a gritar por socorro. Estabanada, ela deixou o par de óculos cair a metros de distância, o que tornou a experiência ainda pior. Tratava-se de uma enorme vespa, que zumbia em volta de suas orelhas como um avião monomotor prestes a cair. A avó tomou a saída, mas logo tropeçou em um jabuti, esborrachando-se no terreno lodoso ao lado da calçadinha. Quis se levantar para apanhar o maço de cigarros, provavelmente perdido entre ramos de urze, mas o vespão investia ainda sobre ela, e de maneira bem insistente. A mulher praticamente rastejava rumo ao chalé, enquanto procurava algo com o quê pudesse se defender. O filho e os netos não conseguiriam vê-la tão próxima ao chão frio, e por isso ela teve de contar apenas consigo mesma: pôs-se de pé com muita dificuldade, apoiando-se em arbustos, mas, estranhamente, conseguiu arrancar o galho de um cipreste com facilidade sobrenatural. Fazendo-o de mata-moscas, esmagou a vespa contra o tronco da árvore e sentiu-se vitoriosa.”
Ilustrações de
Jack Azulita
Seu ferrão é de quase um centímetro de comprimento, e suas patas com ganchos permitem com que o inseto se prenda à vítima para ferroá-la. Para a nossa tranquilidade, essas vespas não atacam humanos, pois preferem as tarântulas e outros aracnídeos, cujos corpos utilizam para depositar ovos, que depois se tornarão larvas. Ainda que a dor da ferroada – que se parece a um choque elétrico – doa apenas de três a cinco minutos, a vítima humana fica tão atordoada que pode chegar a se encolher em posição fetal, ficar sem coordenação motora e sem capacidade mental e, até mesmo, desmaiar.”
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