MUDE SUA VIDA. MUDE O MUNDO.
Volume 27 • Número 10
COMPARTILHANDO AS BOAS-NOVAS Um coração de cada vez
Um Santuário em um Salão de Bingo Jogos, café e conversa
Uma Gota no Oceano da Necessidade Faz a diferença
Volume 27, Número 10
C ON TATO PE S S OA L nossa missão Quando Jesus apareceu aos Seus seguidores após a ressurreição, saudou-os dizendo: “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio” (João 20:21). Nós, seguidores de Cristo para estes tempos, também recebemos a incumbência de compartilhar a mensagem do Evangelho. Esta edição discute muitas das maneiras pelas quais podemos ser Sua luz no mundo. As pessoas apreciam quando nos interessamos por elas pessoalmente e um sorriso amigável é um bom começo para quase qualquer conversa. Ouvir, muitas vezes, é o primeiro passo para demonstrar o amor de Deus. Quando escutamos alguém com atenção, geralmente encontramos algo em comum que abrirá caminho para uma conversa mais profunda. Compartilhar a nossa fé não precisa ser complicado. Poucas pessoas querem ouvir um discurso carregado de doutrina, mas muitas apreciam ouvir experiências pessoais ou algumas palavras simples de esperança e fé. O tempo que passamos com alguém nunca é tempo perdido. “Será que alguém realmente se importa comigo?” Pode nos surpreender saber quantas pessoas lutam com essa pergunta que persiste no seu íntimo. E nós temos a resposta. “Sim! Deus Se importa e conhece você pessoalmente, sua essência, bem como todos os seus pensamentos e preocupações. Jesus quer fazer parte da sua vida.” Conforme o mundo se torna mais impessoal, nossa pequena chama de fé brilha ainda mais intensamente. Não a deixe se apagar! Não devemos minimizar o Espírito de Deus em nós. Se dermos o primeiro passo, mesmo que nos sintamos tímidos, o Espírito Santo falará por nosso intermédio, trazendo esperança e luz à vida de alguém. Quando exaltamos Jesus, Ele atrai as pessoas para Si. “Cristo não tem agora outro corpo na terra senão o seu; outras mãos, senão as suas; outros pés, senão os seus. São os seus olhos por meio dos quais a compaixão de Cristo olha para o mundo.”¹ O único amor de Deus que muitas pessoas verão é o que encontrarem em nós. É surpreendente o efeito que uma palavra de bondade e fé e um olhar de compaixão podem ter sobre a alma de alguém. Se virmos cada pessoa como alguém que precisa de Jesus, nosso Salvador, o amor de Deus fluirá por meio de nós. As pessoas já conhecem inferno suficiente; vamos lhes mostrar um pouco mais do céu!
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Gabriel e Sally García Equipe Editorial da Contato
extraídas da Bíblia Sagrada, Nova Versão
1. Frequentemente atribuída a Santa Teresa de Ávila
2000 por Biblica, Inc.™
referências às Escrituras na Contato foram Internacional®, NVI® Copyright © 1993,
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Seja como o orvalho Por Curtis Peter van Gorder
Ao longo das Escrituras, o orvalho é sinal de
bênção, pois, em climas severos e áridos, nenhuma planta sobreviveria sem ele. Há milhares de anos, o ser humano desenvolve maneiras de recolher o orvalho da manhã. Em Israel, arqueólogos encontraram muros circulares baixos construídos ao redor de plantas para captar a umidade da condensação. No Egito e no deserto do Atacama, no Chile, montes de pedras eram organizados de modo que a condensação escorresse pelas paredes internas, onde era recolhida. Hoje, organizações sem fins lucrativos estão desenvolvendo métodos para coletar orvalho, na esperança de obter essa água preciosa. A vila chilena Chungungo, por exemplo, utiliza um sistema de coleta de neblina em grande escala para extrair água potável diretamente da névoa costeira. Esse sistema capta milhares de litros de água doce em uma região desértica extremamente árida. Uma empresa britânica de engenharia e a instituição beneficente WaterAid realizaram uma competição voltada ao desenvolvimento de tecnologias para ajudar pessoas a ter acesso a água potável em áreas onde existe escassez. Os vencedores foram os arquitetos israelenses Cory e Malka, com um dispositivo para coletar orvalho. Inspiraram-se ao ver gotas de água nas teias de aranhas do deserto. O projeto consiste em uma pirâmide invertida de material
laminado, que coleta o orvalho e o conduz a uma unidade de filtragem. Cientistas chineses estudam teias de aranha para entender por que são tão eficazes na coleta de água. Descobriram que os fios de seda mudam de estrutura quando entram em contato com a água, o que lhes permite direcionar melhor as gotas. Como uma teia de aranha, também podemos conduzir a “água da vida” para onde ela é mais necessária. Quando tudo ao nosso redor está seco e estéril, é justamente então que o orvalho é mais valorizado. Muitas pessoas hoje desfalecem de sede — não de água, mas da Palavra e da verdade de Deus. Podemos ser os vasos dessa água para saciar a sede de outras pessoas. Assim como o orvalho faz a água surgir do ar, damos concretude à fé. Com nossas ações, devemos tornar visível o amor invisível de Deus. Jesus disse: “Todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35). Sejamos conhecidos por esse amor que torna o invisível visível e o abstrato real. Sejamos portadores da água da vida, um socorro bem presente na angústia dos que mais precisam. Curtis Peter van Gorder é escritor freelancer e mímico, atuando em trabalhos missionários em 10 países desde 1971. Atualmente ele e sua esposa, Pauline, vivem na Alemanha. ■ 3
COMPARTILHANDO AS BOAS-NOVAS — UM CORAÇÃO DE CADA VEZ Compartilhar a fé com as pessoas e levar-lhes as boas-novas da salvação por meio de Cristo pode ser desafiador, mas também muito gratificante. Nem todos têm interesse em conhecer Jesus ou em um relacionamento com Deus. Mesmo assim, é um privilégio maravilhoso participar, de alguma forma, da jornada de alguém que recebe essa mensagem e vem a Cristo — seja naquele momento, seja mais tarde. Nós, embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5:20), somos como agricultores. Fazemos a nossa parte ao preparar a terra, plantar a semente da verdade, regá-la e adubá-la, mas somente Deus pode fazê-la crescer no coração das pessoas. Por mais eficiente que você seja ao compartilhar 4
o Evangelho com os outros, o resultado do seu testemunho permanece nas mãos do Senhor e depende da resposta de cada indivíduo. (Veja “A Parábola do Semeador” em Lucas 8:5–15.) Talvez você nunca veja os resultados do seu testemunho e muitas outras pessoas poderão fazer parte da jornada de alguém até Cristo. Talvez uma pessoa prepare a terra, outra plante a semente, e outras ainda a reguem. Contudo, Deus é quem faz crescer (1 Coríntios 3:6). Devemos ser fiéis ao dar testemunho, ao entregar um folheto evangelístico ou ao oferecer um exemplar do Novo Testamento às pessoas, confiando que o Espírito Santo agirá em seus corações e em suas vidas. Quer essa pessoa venha a Cristo ou não, devemos atender ao nosso chamado de lhe dar a oportunidade de conhecê-Lo (Romanos 10:14). Dicas para maior efetividade ao compartilhar as boas-novas Nossa missão é compartilhar as boas-novas com todas as pessoas e ser um exemplo vivo do amor de Deus (Marcos 16:15; João 13:35). Ao fazermos isso, é importante reconhecermos
que cada pessoa tem valor intrínseco aos olhos de Deus e é amada por Ele. Devemos olhar além da aparência para vê-las como Deus as vê. “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7). Jesus nos deu o exemplo de alcançar pessoas desprezadas pela sociedade. Falou com os odiados cobradores de impostos, como Zaqueu (Lucas 19:1–10), e chamou um deles, Mateus, para ser Seu discípulo (Mateus 9:9). Estendeu a mão aos marginalizados e curou os “intocáveis” do Seu tempo. Precisamos pedir a Deus que nos ajude a ver cada pessoa que Ele coloca em nosso caminho como Ele a vê e a amá-la com o Seu amor. Muitas vezes, é preciso tempo, amor e paciência para levar alguém ao conhecimento
salvador de Jesus. Em alguns casos, isso exige construir amizade e ser um bom vizinho, amigo, colega de trabalho ou companheiro de estudos. Algumas pessoas são atraídas ao cristianismo pela maneira como vivemos e pelo amor e pela consideração que demonstramos pelos outros. Se as pessoas com quem interagimos ainda não estiverem prontas para receber a mensagem cristã, não devemos desistir delas. A nossa influência talvez seja apenas uma parte da jornada delas até Jesus, algo que, em alguns
casos, pode levar anos. Podemos orar por elas e pedir ao Senhor que continue trabalhando em seu coração. Podemos dizer a elas que teremos prazer em continuar conversando com elas. Podemos oferecer um exemplo vivo do amor de Deus por meio de ações concretas de amor (1 João 3:18). Algumas pessoas com quem compartilhamos nossa fé ou a quem entregamos um folheto evangelístico estarão abertas, prontas para receber a mensagem e desejarão aprender sobre o cristianismo. Mas não se surpreenda se algumas não demonstrarem interesse. Pode ser um pouco desanimador quando você procura compartilhar com alguém a verdade que a libertará (João 8:31–32) e essa pessoa o dispensa ou muda de assunto. Quando isso acontecer, não desanime. A reação de algumas pessoas a um testemunho cristão pode ser negativa porque foram surpreendidas ou não estavam preparadas para uma conversa sobre um tema tão profundo quanto a fé em Deus ou o seu destino eterno. Outras talvez tenham tido experiências negativas ou ouvido argumentos contra o cristianismo que as tenham deixado desiludidas. Alguns talvez temam que, ao receberem Jesus como Salvador, estariam traindo a religião em que foram criados ou que seriam rejeitados pela família e pela cultura. Outros ainda não perceberam a inutilidade de buscar a verdade e o propósito nas coisas deste mundo, ou não querem ser lembrados da morte, da vida após a morte e do seu destino eterno. Algumas pessoas criticarão a sua fé ou debaterão o cristianismo porque são céticas, incrédulas e querem expor suas opiniões. Mas há também os que argumentarão ou debaterão a Bíblia e o cristianismo, porque realmente buscam respostas, querem conhecer a verdade e desejam que suas objeções sejam vencidas. As maneiras como Jesus respondeu às perguntas que Lhe fizeram oferecem exemplos úteis. Algumas foram feitas por 5
pessoas que, sinceramente, desejavam a verdade, como Nicodemos, que perguntou a Jesus como alguém podia nascer de novo (João 3:1–21), e a samaritana que, junto ao poço, perguntou-Lhe sobre a água viva (João 4:5–29). Jesus respondeu às suas perguntas com compaixão e lhes mostrou a verdade sobre quem Ele era e como poderiam entrar no reino de Deus. Em outros casos, Ele respondeu com firmeza aos insinceros, como os fariseus que Lhe perguntaram se uma mulher apanhada em adultério deveria ser apedrejada por seu pecado. Jesus respondeu: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” (João 8:3–7).
Um testemunho cativante O apóstolo Paulo declarou: “Fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas [...] Tornei-me tudo para com todos, a fim de, por algum meio, salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho” (1 Coríntios 9:19–23). Também podemos procurar nos colocar no lugar das pessoas, considerando sua situação, origem e cultura, para estabelecer o máximo possível de pontos em comum. Ao compartilhar a nossa fé com pessoas de formação não cristã, podemos nos concentrar na pessoa de Jesus, a única figura religiosa que deu a vida pela redenção e pela salvação da humanidade. Podemos falar do Seu grande amor por todas as pessoas e do Seu poder de transformar corações e vidas para a eternidade. Nós, cristãos, fomos chamados e incumbidos de falar de Jesus e compartilhar as boas-novas com as pessoas que o Senhor coloca em nosso caminho (2 Coríntios 5:20). É um privilégio participar da transformação que o Senhor opera na vida das pessoas e saber que alguém com quem compartilhamos a verdade foi conduzido à salvação eterna. “Há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10), e nós, como instrumentos de Deus na terra, também participamos dessa alegria. Nem sempre é uma tarefa fácil, mas ajuda a lembrar que todo sacrifício que fazemos nesta vida valerá a pena quando virmos Jesus. Um dia vivenciaremos a alegria de saber que tivemos parte na salvação de outras pessoas e que fomos fiéis à Grande Comissão de Jesus. Adaptado de um artigo do livro Tesouros, publicado pela Família Internacional. ■
Quando encontramos pessoas que respondem negativamente ou se opõem à nossa fé, a Bíblia nos ensina: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito” (1 Pedro 3:15–16). Muitas vezes, a melhor forma de lidar com pontos de discordância não é refutando o que a outra pessoa diz, mas ouvindo-a e então apresentando a verdade de maneira amorosa e positiva (Colossenses 4:5–6). Se você perceber que alguém claramente não quer ouvir sobre a verdade de Deus na Bíblia, retire-se da conversa com educação. 6
Uma vida salva, um coração curado Por Christian Sergei
Quando morávamos no Centro de Numeá, capital da Nova
Caledônia, havia uma cafeteria aconchegante onde minha esposa e eu nos encontrávamos com amigos para tomar café. Maria, a garçonete que geralmente nos atendia, havia se afeiçoado a nós. Ela gostava de conversar conosco, desde que não tocássemos em religião. Ela era solteira, na casa dos 30 anos, profundamente ferida por pessoas com quem se importava. Nós lhe demos um folheto com a imagem de Jesus e uma bela mensagem sobre salvação, mas, dias depois, nos disse que não o havia lido. Certa noite, percebemos que Maria não estava bem. Ao contrário do habitual, não sorriu e estava séria. Parecia aflita. Nada do que fizemos ajudou e, por fim, ela simplesmente saiu. Uma semana depois, voltamos à cafeteria. Maria estava lá e, para nossa surpresa, parecia outra pessoa! Sentou-se conosco e nos contou a seguinte história impressionante: A última vez que vi vocês foi o pior dia da minha vida! Eu estava tomada pelo desespero e pelo desânimo. Ver vocês dois tão felizes e em paz aumentou ainda mais a minha angústia, pelo que decidi sair mais cedo do trabalho e fui me arrastando para casa. Eu estava sofrendo e queria pôr fim a tudo. Havia remédios para dormir na cômoda ao lado da cama. Deitada ali, decidi tomar todos de uma vez e tirar minha própria vida. Quando abri a gaveta para pegar os remédios, contudo, vi o folheto que vocês me entregaram, com a imagem de Jesus. Senti que Ele olhava para mim com tanta paz e tanto amor. Aquilo me atraiu como um ímã, li a mensagem e me desfiz em prantos. Repeti várias vezes a oração que vinha no final, entreguei meu coração a Jesus e, então, adormeci. Na manhã seguinte, eu era outra pessoa. Todo o peso, a ansiedade e a amargura tinham desaparecido. Talvez pela primeira vez na vida eu me senti verdadeiramente livre, leve e feliz! O amor de Jesus é muito poderoso!
Christian Sergei é professor na Romênia. ■
Se você ainda não recebeu Jesus como Salvador, pode fazê-lo por meio da seguinte oração: Querido Jesus, eu creio que Você é o Filho de Deus e que morreu na cruz por mim para que eu possa viver para sempre com Você no céu. Abro a porta do meu coração a Você. Por favor, perdoe os meus pecados. Encha-me com o Seu Espírito Santo. Guie a minha vida e me ajude a seguir Você. Amém. 7
Um santuário em um salão de bingo Por Sam de la Cruz
Há 26 anos, nos dedicamos a administrar uma
instituição beneficente cristã, mas quem poderia imaginar que um salão de bingo se tornaria um lugar de serviço a Deus? Duas vezes por semana, Diane e eu servimos como voluntários ali, ajudando nossa organização sem fins lucrativos e outras instituições beneficentes a arrecadar fundos para seus programas locais. Com o tempo, aquilo se tornou muito mais do que arrecadação de fundos; tornou-se um espaço onde encontramos pessoas, ouvimos suas histórias e as acompanhamos discretamente em suas provações. Muitos idosos não vão apenas pelos jogos, mas também pela companhia. Nosso ministério surgiu simplesmente de estarmos disponíveis para eles. Não foi algo planejado; apenas respondemos às necessidades que víamos. Com o tempo, percebemos que a nossa presença — e o simples ato de ouvir — fazia diferença. O salão de bingo, com seu burburinho constante e o aroma de café vindo da lanchonete, é um lugar onde as pessoas enfrentam doenças, perdas e a realidade do envelhecimento. Lona perdeu o filho no Dia das Mães, há dois anos. Ela ainda sofre o luto e carrega uma culpa da qual não consegue se libertar. Martha perdeu recentemente o marido e, muitas vezes, nos diz que se sente sozinha. Linsey ficou viúva este ano e a dor é tão recente que as lágrimas surgem sem aviso durante um jogo de bingo. (Os nomes foram alterados para proteger a privacidade das pessoas.) Muitas pessoas carregam uma tristeza profunda, de forma que uma palavra gentil, a paciência de saber ouvir com atenção ou simplesmente sentar-se em silêncio ao lado delas muitas vezes diz mais do que qualquer conselho. Como lemos em Gálatas 6:2, “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”.
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Mas a vida continua e, mesmo em tempos difíceis, a esperança encontra pequenas formas de vir à tona: uma risada ao recordar uma lembrança compartilhada ou um toque leve no braço de alguém. São momentos em que a tristeza e o consolo se encontram. Ainda estamos aprendendo com os idosos, com suas histórias e com o quanto pequenos gestos podem significar. Cada visita nos ensina paciência, empatia e o poder silencioso de estar presente. Até mesmo um simples “Como você está hoje?” pode ser a chave para abrir um coração. O salão de bingo pode parecer algo comum, mas, para aqueles que vêm em busca de companhia e conexão, é um santuário discreto. Nas pequenas interações — ouvir, rir, compartilhar uma lembrança — a esperança vai crescendo em silêncio. E há também Sarah, que recentemente venceu o câncer. Seu sorriso e sua energia renovada lembram a todos que, mesmo depois de longas lutas, a vida pode trazer cura, celebração e novos começos. Por isso, continuamos voltando, semana após semana, a esse canto improvável do mundo onde as histórias das pessoas são ouvidas, onde a presença gentil importa e onde a esperança cresce, silenciosa e constante. Sam de la Cruz e sua esposa, Diane, administram uma instituição beneficente registrada em Toronto desde 1999, que atende a imigrantes e a famílias de baixa renda com ajuda prática, encorajamento e compaixão cristã. ■
Ministrando aos enfermos
Por George Sosich
À medida que meus amigos envelhecem,
um número cada vez maior deles passa algum tempo internado. Meu coração se compadece deles, porque sei muito bem como é isso: desde que tive insuficiência renal, em 1999, passei longos períodos no hospital. Estar doente e hospitalizado é difícil. Você precisa suportar a dor e os efeitos colaterais da sua condição e dos procedimentos médicos, a solidão, a incerteza quanto à sua saúde e ao seu futuro, o estresse sobre a sua família e muito mais. Aprendi por meio de minhas muitas internações, de mais de 1.500 sessões de diálise e de outros problemas que muitos dos pacientes que encontro enfrentam dificuldades semelhantes. Creio que uma razão muito importante pela qual o Senhor permitiu que eu estivesse ali foi para lhes dar testemunho. Aqui está um exemplo. Conheci uma japonesa no refeitório do hospital. Ela tinha quase 40 anos e sofrera insuficiência renal. Embora tivesse recebido um transplante, enfrentava complicações e um desfecho incerto. Já estava hospitalizada havia
bastante tempo e se sentia muito solitária e deprimida. Ela e o marido moravam em uma ilha, e a distância dificultava as visitas dele. Falei-lhe de Jesus e ela recebeu o Senhor com alegria. Sua transformação foi evidente e durante o restante da minha internação, ela ficou absolutamente radiante! Quando recebi alta, dei-lhe uma Bíblia em japonês e mantivemos contato. Com o tempo, ela também recebeu alta e voltou para casa, junto ao marido. Encontrávamonos em nossas consultas mensais de acompanhamento com os especialistas em transplante renal e sua conversão era verdadeira. Ela me escreveu uma linda carta, agradecendo e expressando o quanto sua vida havia mudado para melhor depois de receber Jesus. Ser um instrumento do Senhor para levar salvação e transformação àquela mulher foi uma experiência bela e recompensadora. Eu preferiria não ter tido uma doença crônica, nem ter passado por tantas consultas e internações. Em inúmeras ocasiões, tudo o que pude fazer foi lutar pela minha vida e pela minha saúde, sem forças para ajudar os outros. Mas também tive muitas oportunidades de ministrar a pessoas que sofriam como eu, apesar do meu próprio sofrimento. “[Deus] nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações.” — 2 Coríntios 1:4 George Sosich foi missionário no Japão por muito tempo. Hoje vive na Austrália, onde produz o podcast Bible Made Easy, disponível no YouTube e nas principais plataformas de podcast. ■ 9
A SUA HISTÓRIA É A PONTE DE OUTRA PESSOA Por G.L. Ellens
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O que significa viver a nossa fé no mundo de hoje? Para mim, isso se tornou profundamente
pessoal. Já não se trata apenas de explicar no que acredito; é uma questão de oferecer minha experiência de vida como evidência da fidelidade de Deus. Ao longo dos anos, descobri algo precioso. Quando compartilho Cristo com alguém, não recorro a uma fala cuidadosamente preparada para tocar o coração dessa pessoa. Na maioria das vezes, falo de experiências que tive. Repetidas vezes, tenho visto que, quando converso com alguém que está sofrendo, de luto, desanimado ou ansioso quanto ao futuro, o Senhor frequentemente me lembra de alguma experiência semelhante que já tive. Lembro-me de conversar com minha amiga, Nona, depois que sua irmã sofreu um acidente de bicicleta e morreu pouco depois, em decorrência de uma hemorragia cerebral. Nona estava arrasada. Eu havia passado por uma dor semelhante quando meu irmão morreu de um
infarto fulminante. Naquela ocasião, Deus me deu o mais amoroso consolo e a certeza de que meu irmão estava no céu, desfrutando da presença de Jesus e de nossos entes queridos. Quando comecei a compartilhar o que Deus fizera por mim naquele período de tristeza, algo mudou. O olhar de Nona se suavizou. Seus ombros relaxaram e ela começou a baixar a guarda. O que ela ouvia deixou de ser uma ideia abstrata e se tornou palavras de vida eterna que lhe trouxeram consolo. Pouco depois, Nona entregou o coração a Jesus e, desde então, permanece firme na fé. Fico muito grata quando o Senhor age dessa maneira. Não preciso procurar a história “certa”, porque Ele simplesmente me lembra de um episódio do meu passado e usa até as experiências mais difíceis para levar consolo e esperança. O que antes parecia ser minha dor particular torna-se uma ponte que me conecta a outra pessoa. O apóstolo Paulo escreve que Deus “nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações” (2 Coríntios 1:4). Já vi esse versículo se cumprir muitas vezes. O consolo que Ele me deu nunca foi apenas para mim, mas sim para transbordar sobre outros. Hoje, as pessoas não se impressionam com linguagem religiosa. Têm fome de autenticidade e se perguntam: O que você está dizendo permanecerá firme quando a vida desmoronar? Será que vai me sustentar mesmo quando minhas orações parecerem sem resposta? Quando compartilhamos como Deus Se fez presente em nossos momentos mais sombrios, respondemos a essas perguntas sem discutir. A nossa experiência se torna evidência. No entanto, viver a nossa fé não diz respeito apenas ao que dizemos, mas também à forma como vivemos. As ações muitas vezes falam mais alto que as palavras: uma resposta branda em uma conversa tensa; um pedido de desculpas feito prontamente; a integridade mantida quando seria mais fácil ceder; a recusa em participar de fofocas. Tudo isso são sermões sem púlpito. Também aprendi que a vulnerabilidade tem poder. Quando admitimos “Eu também enfrentei lutas” ou “Eu também não entendia o que Deus estava fazendo”,
criamos espaço para a sinceridade. Mostramos que fé não é ausência de dificuldade, mas confiança em meio às provações. Quando me tornei amiga de Sari, uma mãe solo com quatro filhos, descobri que compartilhar minhas experiências como mãe solo a animou a continuar confiando em Deus e a buscar nEle soluções. Vivemos em um mundo fragmentado onde o nosso exemplo pessoal tem um peso enorme. Nossa vida reforça ou enfraquece a mensagem que proclamamos. Quando o amor governa as nossas respostas, a humildade firma nossas convicções e a graça molda o nosso tom, as pessoas percebem. Viver a nossa fé não se resume necessariamente a ser dinâmico ou eloquente. Muitas vezes, trata-se de permitir que Deus use a nossa história de vida, nossas provações e conquistas. É lembrar que as pessoas estão observando não apenas o que dizemos, mas também como vivemos. Quando oferecemos nossas experiências como pontes, escolhemos agir de modo a refletir Cristo e confiamos no Espírito Santo para nos dar as palavras certas no momento certo, nosso testemunho se torna, ao mesmo tempo, pessoal e poderoso. Dessa forma, o consolo que Deus nos dá se torna algo que podemos compartilhar, e nossa vida, um testemunho vivo. E assim, meu coração se volta para uma oração que todos podemos fazer: Querido Jesus, peço que a minha vida conte a história que as minhas palavras proclamam. Quando eu for tentada a oferecer conselhos rápidos, ensine-me a oferecer compreensão. Quando eu encontrar alguém em dor, lembre-me de como Você me sustentou em minhas lutas. Guarde as minhas ações para que reflitam o Seu caráter. Que minhas respostas sejam marcadas pela graça, minhas palavras pela mansidão e meu exemplo pela integridade. E, quando as pessoas virem algo bom em mim, que vejam Você. Em nome de Jesus, amém. Se minha vida puder aproximar ainda que uma só pessoa de Cristo, isso já basta. G.L. Ellens é missionária no Sudeste Asiático há quatro décadas. Atua em trabalho voluntário com crianças necessitadas e tem se dedicado ao seu interesse pela escrita. ■ 11
UMA GOTA NO OCEANO DA NECESSIDADE Por Lilia Potters
Outro dia, ao visitar uma amiga
idosa em um centro de residência assistida, comecei a conversar com a administradora, Sein, que me contou que era originalmente da Birmânia (hoje Mianmar). Expliquei que vivi na Tailândia por dez anos, na década de 1990, e que visitei, em várias ocasiões, os refugiados karen na selva, na região de fronteira entre os dois países. Para minha surpresa, ela exclamou: “Eu era uma refugiada karen! Você estava com as pessoas que chegavam com presentes e cantavam para nós?” Quando confirmei que sim, ela me abraçou com força, com lágrimas nos olhos. Contou que ela e sua família fugiram a pé, levando apenas o que conseguiam carregar, atravessando a selva para escapar das forças birmanesas. Disse que a nossa visita significou muito para eles. Lembrava-se vividamente de ficar na fila para escolher uma peça de roupa entre os itens que doávamos. Para chegar ao acampamento tínhamos de viajar em pequenas embarcações, o que limitava o que podíamos levar. Apesar de sentirmos que nossos esforços eram apenas uma gota diante de uma necessidade imensa, ouvir sua gratidão foi profundamente comovente. Sein contou que, depois de algum tempo, sua família conseguiu permissões de residência e se mudou para Bangkok, onde cuidaram dos trâmites para tirarem vistos para os Estados Unidos. Depois de muitos anos aqui, ela graduou-se, casou-se com outro refugiado karen e
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teve um filho. Estão muito felizes e gratos por estarem aqui, embora as lembranças da fuga de sua terra natal permaneçam sempre presentes. Ela falou do medo que ainda tem de ficar descalça, por não ter tido nenhum calçado durante o tempo que passou no acampamento de refugiados. Explicou que sua baixa estatura e complexão magra se devem à desnutrição. Contei-lhe sobre nosso trabalho recolhendo suprimentos e como os passávamos a um pastor que ia regularmente a Bangkok buscar o que havíamos arrecadado. Admirada, ela revelou que esse mesmo pastor era amigo da família dela e que a filha dele era sua melhor amiga. Mais tarde, ela me disse que ela e sua família concordavam que nos reencontrarmos aqui, depois de mais de 30 anos, era nada menos que um milagre orquestrado por Deus. Agora, quando vou visitar minha amiga idosa, Sein está sempre à porta esperando. Vê-la me lembra que todo ato de bondade, por menor que seja, faz diferença. Mesmo quando parece apenas uma gota em um oceano de necessidade, isso importa para alguém. “Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo.” — Eclesiastes 11:1 Lilia Potters é autora e especialista certificada em recursos para o autismo e vive nos Estados Unidos. ■
PAZ –
MAIS DO QUE UM DESTINO, UMA JORNADA Por Irina Munteanu
O que é paz interior? É um pensamento, um
sentimento ou uma escolha diária? Como manter a serenidade num mundo de constante incerteza, estresse, conflitos e crises? São perguntas que eu me faço há anos. No entanto, minha perspectiva sobre a paz mudou ao longo das décadas. Na casa dos 20 anos, a vida era empolgante e emocionante. Meu objetivo era explorar o mundo, conhecer pessoas e viver novas experiências. Aos 30 anos, eu já havia morado em três países da Europa (Romênia, minha terra natal, Hungria e Espanha) e trabalhado em projetos no Reino Unido e na Dinamarca. Foi um tempo de crescimento e aprendizado. No entanto, o cansaço e a ansiedade começaram a se infiltrar, e minha alma ansiava por descanso e sossego, por um sentido mais profundo na vida. Ir de um lugar para outro, mudar de emprego e mudar o grupo de pessoas com quem convivia já não me satisfazia. Mal sabia eu do plano de Deus para mim. Em 2011, Ele me conduziu a um grupo de missionários cristãos que logo se tornaram queridos amigos. Como voluntária em sua ONG, encontrei um propósito: servir à comunidade. Com o tempo, a bondade genuína, o amor e o cuidado deles pelas pessoas tornaram-se ainda mais evidentes. Sempre tinham uma aura de paz, alegria verdadeira, fé
e sabedoria. Então, um dia, com delicadeza, tomaram minha mão e me conduziram a Jesus. Serei eternamente grata a eles. Pensei que, ao abrir meu coração ao Senhor, meu caminho seria tranquilo. Contudo, ainda sofro desgostos, fracassos, instabilidade; faço escolhas erradas e cometo erros. Jesus disse que no mundo teríamos aflições. Contudo, nEle podemos ter paz e, por isso, devemos ter bom ânimo. (Veja João 16:33.) Ele também disse: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” (João 14:27). Sempre podemos nos voltar para Jesus em tempos de caos e dificuldade. Suas palavras e promessas nos sustentam e nos consolam. Sua compaixão e sabedoria sempre estiveram presentes na minha vida, ajudando-me a encontrar calma e força, fé e alegria. Assim, embora minha mente perceba a paz como uma experiência ou um estado, no fim das contas, encontramos paz quando confiamos em Deus e vivenciamos Seu amor constante, incondicional e eterno. Irina Munteanu é atriz, roteirista e professora de teatro na Romênia, além de voluntária com a organização Noi Orizonturi Familia. ■ 13
HONESTI DADE E INTEGRI DADE NO AMBIENTE DE TRABALHO Por Marie Knight
Em um mundo em que há pessoas dispostas a fazer quase qualquer coisa para subir na vida, sem escrúpulos ou consideração pelos
sentimentos dos outros, é revigorante encontrar alguém que se comporta com honestidade e integridade no trabalho. Essas são qualidades inestimáveis. Clientes que são bem tratados voltam. Médicos bondosos e honestos em seu trabalho desenvolverão um relacionamento pessoal com seus pacientes, que, por sua vez, os recomendarão com o maior prazer aos familiares e amigos. Um profissional que executa bem o seu trabalho será procurado para muitos outros serviços. Uma oficina com preços justos e bons mecânicos terá um negócio próspero. As pessoas esperam honestidade e integridade dos cristãos. Muitas vezes observam para ver se somos cristãos de fato ou apenas no nome. Aqui estão alguns versículos bíblicos que me ajudam a lembrar do que se espera das minhas ações como cristã:
“Estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens” (2 Coríntios 8:21). “Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios” (Provérbios 21:3). “O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade” (Provérbios 12:22). “Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem a ninguém, sejam pacíficos e amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens” (Tito 3:1–2). “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade” (1 Coríntios 13:4–6). “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35). “Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles” (Lucas 6:31). Coloque-se no lugar do seu colega de trabalho ou de um cliente e aja da melhor forma. Trate os outros como você gostaria de ser tratado, e não em resposta à forma como eles o tratam. Deus quer que sejamos Seus instrumentos de amor, e é importante lembrar que ações falam mais alto do que palavras. Marie Knight é missionária voluntária nos Estados Unidos. ■
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A ORQUESTRA DE DEUS Por Marie Alvero
Uma das maneiras pelas quais muitos cristãos podem ser tentados a esconder a sua luz
é comparando seus dons aos dos outros. Vejo alguém interpretando lindas e sinceras canções de adoração e louvor e sinto que minha vozinha estridente nem se compara. Ouço as palavras poderosas de um pastor ou pregador, ou de alguém que realmente conhece a Bíblia, e minhas palavras e meu testemunho parecem fracos. Fico admirada diante de alguém que dirige uma instituição beneficente ou impacta a sua comunidade, e eu pareço causar um impacto muito pequeno. Os meus dons são discretos, como se eu fizesse a segunda voz na interpretação de uma canção. Sei apoiar as pessoas que brilham, animar as que lideram e servir nos bastidores. Quando menosprezo meus dons e os considero inúteis, o nosso testemunho coletivo enfraquece e a nossa luz começa a oscilar. E isso já aconteceu comigo mais vezes do que gosto de admitir. As Escrituras dizem: “Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada” (Romanos 12:6). “Cada um deve permanecer na condição em que foi chamado” (1 Coríntios 7:20).
“Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo” (1 Coríntios 12:19–20). Para Deus, todos os nossos dons são significativos e impactantes. Na verdade, causamos o maior impacto quando usamos nossos dons, até mesmo os discretos, da melhor maneira possível. Eles nos foram dados para serem usados em conjunto com os dos outros, em harmonia e com apoio mútuo. Em uma orquestra, cada instrumento é importante; cada som é necessário para que a música se complete. Uma orquestra composta apenas de violinos, todos tocando as mesmas notas no mesmo tom, não causará o mesmo impacto que um conjunto de diferentes cordas, madeiras, metais e percussão, unidos para criar uma sinfonia completa. Por isso, eu o desafio a usar seus dons silenciosos “em voz alta”, pois você faz parte da grande e bela orquestra de Deus. As notas que você foi chamado a tocar importam. Lembre-se: o som do flautim não vem do violino. Marie Alvero foi missionária na África e no México. Atualmente, vive uma vida feliz e atarefada com o marido e os filhos no estado do Texas, nos Estados Unidos. ■ 15
Com Amor, Jesus
MISSÃO DE CADA DIA Cada um dos Meus seguidores foi chamado para a missão de ser uma testemunha e um exemplo vivo do Meu amor pelo mundo e por cada pessoa nele (João 3:16–17). Nunca minimize as oportunidades de estender a mão e compartilhar o Meu amor e a Minha Palavra. Você nunca sabe que efeito um folheto, um toque do Meu amor ou algumas palavras de encorajamento terão na vida daqueles que estão em profunda necessidade e buscando a verdade. Todo sacrifício que você faz para praticar o bem, compartilhar o que recebeu, encorajar as pessoas e apontá-las para Mim é agradável aos Meus olhos (Hebreus 13:16). Talvez ache que não tem muito a oferecer, mas, ao abrir o coração para as pessoas ao seu redor que têm tão pouca verdade e não Me conhecem, perceberá quão espiritualmente rico e abençoado você é. Imagine como seria a sua vida se você não soubesse que há um Deus que o ama incondicionalmente e que há um propósito eterno para a sua vida! Algumas pessoas que cruzam o seu caminho todos os dias estão perdidas na escuridão e no desespero, em busca de propósito, verdade e do sentido da vida. Portanto, aproveite cada pequena oportunidade para plantar as sementes do Meu amor e da Minha verdade no coração das pessoas, e confie que agirei na vida delas por meio do seu testemunho.