MUDE SUA VIDA. MUDE O MUNDO.
Volume 27 • Número 11
ADORAÇÃO CRISTÃ Uma vida de louvor
Fé como a de uma criança A esperança do céu
Sinta o perfume das flores
Desacelere e aproveite a vida
Volume 27, Número 11
C ON TATO PE S S OA L o caminho da alegria Dizem que a alegria é um dos maiores presentes de Deus. E, embora isso possa soar como exagero, quanta angústia sentimos quando nossa vida se torna sombria, ansiosa ou amarga! A maioria de nós já passou por um desses períodos áridos, por isso entendemos que perder a alegria é ficar sem uma dádiva preciosa. É um tesouro que deve ser valorizado, cultivado, protegido e compartilhado com os outros. Nos esportes, a equipe ou o jogador que compete com entusiasmo tem certa vantagem sobre aqueles que jogam apenas mecanicamente ou por ganho financeiro. Talento, trabalho em equipe e boas táticas, combinados com alegria, formam uma fórmula eficaz. Isso vale para as demais áreas da vida, desde os cargos mais elevados até os trabalhos mais simples e rotineiros. A alegria é um ingrediente indispensável na fórmula da realização, e sem ela o trabalho — e até a própria vida — pode perder o brilho. Há dois mil e quinhentos anos, Neemias, governador de Judá, exortou o povo a não se entristecer, mas a trabalhar com alegria, ao iniciarem a enorme tarefa de reconstruir o muro de proteção ao redor da cidade. Seu conselho, registrado na Bíblia, ainda ecoa hoje: “Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor é a sua força” (Neemias 8:10). Podemos encontrar felicidade nos prazeres simples da vida e em sermos gratos pelo que temos, em vez de ficarmos imaginando que a grama do vizinho é mais verde. Também encontramos alegria em dar aos outros; às vezes pode ser algo material, mas também pode ser o nosso tempo, uma escuta atenta, uma resposta compassiva, uma oração terna ou um conselho sábio em um momento de necessidade. E, por último, mas não menos importante, encontramos alegria duradoura ao buscarmos as verdadeiras riquezas espirituais da vida quando conhecemos Jesus e a verdade revelada na Bíblia, que nos elevam sobre o que é comum e superficial. Oramos para que esta edição da Contato seja uma inspiração para você e o conduza pelo caminho em que poderá desfrutar não apenas dos grandes prazeres da vida, mas também das pequenas bênçãos de cada dia. Afinal, a alegria não é algo que devemos experimentar apenas ao chegar ao destino, mas algo que nos sustenta ao longo da jornada da vida.
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Gabriel e Sally García Equipe Editorial da Contato 2
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Sinta o perfume das flores Por Curtis Peter van Gorder
Nasci na era “AI” — antes da internet. Às
vezes, quando vejo pessoas digitando mensagens freneticamente, pergunto-me como teriam sobrevivido “naquela época”, quando “mandar uma mensagem” envolvia uma máquina de escrever de 15 quilos, corretivo líquido daqueles que faziam sujeira — ou borracha —, uma ida aos correios, fila para comprar um selo, esperar uma ou duas semanas para a carta chegar ao destino e mais uma ou duas semanas por uma resposta. Por que todo mundo anda tão ocupado assim? Certa vez, quando eu estava na Índia, até o condutor do riquixá fazia várias coisas ao mesmo tempo: negociava um acordo comercial ao celular enquanto enfrentava o trânsito da cidade. Será que ele tinha idade suficiente para se lembrar de quando fazer uma ligação em público significava procurar um orelhão, ter as moedas certas ou fichas, e colocar mais moedas no aparelho se a ligação durasse mais de três minutos? O que eu quero saber é: para onde vai todo o tempo que economizamos por não precisarmos mais passar por tudo isso? Graças a todas as maravilhas modernas que economizam tempo, não deveríamos estar nadando em tempo livre? Será que é apenas uma questão de má gestão do tempo? Conselhos não faltam: estabeleça prioridades. Delegue. Faça primeiro as tarefas difíceis. Elimine o que atravanca sua vida. Aprenda a dizer não. Mas há algo além disso. Às vezes não é uma questão do que estamos fazendo, mas do que estamos nos tornando.
Como disse Rabindranath Tagore: “Quem está ocupado demais fazendo o bem não encontra tempo para ser bom”. Como podemos desacelerar um pouco e aproveitar melhor a vida, sem deixar de fazer tudo o que realmente precisa ser feito? Outro dia eu estava saindo para uma reunião quando minha neta segurou minha mão e perguntou, toda animada: “Posso te mostrar os novos passos que aprendi na aula de dança?” Antes que eu soltasse um “Sinto muito, estou muito ocupado. Depois você me mostra”, a minha mente avançou cinco anos e eu a ouvi dizer, enquanto saía correndo pela porta: “Sinto muito, vovô! Estou ocupada demais sendo adolescente”. “Claro”, eu disse. “Mostre o que você aprendeu.” Depois de cinco minutos de dança animada e aplausos sem parar, saí para a reunião me sentindo menos estressado e mais otimista. Eu havia encontrado a resposta à minha pergunta. Quando paramos para sentir o perfume das flores, sua fragrância permanece conosco ao longo do dia, lembrando-nos de que a vida é mais do que correr para a próxima tarefa. Curtis Peter van Gorder é escritor freelancer, mímico e atua em trabalhos missionários desde 1971, tendo servido em 10 países. Atualmente, ele e sua esposa, Pauline, vivem na Alemanha. ■ 3
ADORAÇÃO CRISTÃ: UMA VIDA DE LOUVOR Por Peter Amsterdam
“Digno és tu, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque
criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas” (Apocalipse 4:11). Nós, cristãos, somos chamados a uma vida de adoração e louvor. Ao longo de toda a Bíblia, somos frequentemente lembrados da importância do louvor e da adoração em nosso relacionamento com o Senhor. A Bíblia nos diz para entrar por Suas portas com ações de graças, e em Seus átrios, com louvor; e para Lhe dar graças e bendizer o Seu nome, porque Ele é bom e o Seu amor leal é eterno, e a Sua fidelidade permanece por todas as gerações (Salmo 100:4–5). A adoração é parte essencial do cumprimento do primeiro e grande mandamento: amar o Senhor de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e de todas as nossas forças (Mateus 22:36–38; Marcos 12:29–30). Esse é um chamado a um amor rico, profundo e pleno — um amor que se entrega a Deus com tudo o que tem. É a nossa resposta sincera ao convite para entrar em relacionamento com Deus. O Pai deseja tanto ter comunhão conosco que enviou Seu único Filho, Jesus, 4
para transpor o abismo entre Ele e a humanidade (João 3:16). Esse é o tamanho do Seu amor por nós, e somos chamados a corresponder a esse mesmo amor em nosso relacionamento com Ele (1 João 4:19). Nosso amor por Deus produz em nós o desejo de nos aproximarmos dEle (Tiago 4:8), de desenvolver um relacionamento profundo com Ele e de crescermos à Sua semelhança (2 Coríntios 3:18). Para isso, comprometemo-nos a passar tempo regularmente em comunhão com Ele, em oração e na leitura da Sua Palavra. Expressamos nosso amor e nossa gratidão por meio da adoração e do louvor, e ao vivermos de modo que O honre, O engrandeça e exalte o Seu nome (Salmo 34:3). Ao conversar com a mulher samaritana junto ao poço, Jesus disse: “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura” (João 4:23–24). Com isso aprendemos que Deus, que é espírito, procura aqueles que O adorem em espírito e em verdade. Nós, que amamos a Deus e queremos agradar-Lhe, procuraremos adorá-Lo — de todo o coração, de
toda a alma, de todo o entendimento e de todas as forças — porque isso é o que Ele deseja. Somente Deus é digno da nossa adoração. Adorá-lO significa reverenciá-lO e atribuir-Lhe o devido valor; é reconhecer, expressar e honrar Sua dignidade e Sua excelência incomparáveis. “Atribuam ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorem ao Senhor no esplendor da sua santidade” (Salmo 29:1–2). A razão pela qual Deus é digno de adoração está em Sua natureza e em Seu caráter, em quem Ele é. Ele é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis (Colossenses 1:16). Ele é todo-poderoso, onisciente, imutável, infinito, eterno e está presente em toda parte. Ele é sabedoria, verdade, fidelidade, bondade, amor, misericórdia, graça, paciência, santidade, justiça e muito mais. Embora nós, como seres feitos à imagem e semelhança de Deus, possuamos, em pequena medida, alguns
desses atributos, Deus é esses atributos em plenitude. Ele é infinitamente maior do que nós e, portanto, digno de adoração. “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória pelos séculos! Amém” (Romanos 11:36). Além de ser o Criador, Ele é o nosso Redentor. Ele abriu o caminho para que nós, pecadores, fôssemos reconciliados com Ele. Agiu por meio da morte abnegada de Jesus na cruz para trazer salvação a todos os que creem nEle e O recebem como Redentor. Ele nos redime do pecado e da morte (Romanos 5:10–11). Por meio da morte e da ressurreição de Jesus, agora temos o privilégio e a honra de entrar diretamente na presença de Deus em oração, louvor e adoração. Conforme passamos a conhecer melhor a Deus e a compreender Seu amor, Seu poder e tudo o que Ele fez e continua fazendo por nós, entendemos com mais clareza que nossa resposta a Ele deve ser louvor e adoração. Expressando a nossa adoração Os cristãos são chamados a adorar tanto em particular quanto coletivamente. A expectativa é que também adoremos com outros cristãos (Hebreus 10:24–25), cantando “salmos, hinos e cânticos espirituais a Deus com gratidão no coração” (Colossenses 3:16). Quando nos reunimos com outros para louvar o Senhor e orar juntos, Jesus prometeu: “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20). A adoração coletiva, porém, não basta; também somos chamados a adorá-Lo individualmente. Nos Evangelhos, lemos que Jesus frequentemente Se levantava de madrugada e Se retirava para ter comunhão com Seu Pai (Marcos 1:35; Lucas 6:12). Ter proximidade com Deus exige que tenhamos comunhão com Ele em adoração e oração; que Lhe respondamos com amor, honra e reverência; que O louvemos e Lhe demos graças; que nos deleitemos nEle (Salmo 37:4). Adoração é mais do que uma rotina de oração, louvor e cânticos; é entrar espiritualmente na presença de Deus. O louvor é o fundamento da nossa adoração, e deve permear nossas atitudes, perspectivas e pensamentos (Filipenses 5
4:8). O Livro dos Salmos está repleto de palavras de louvor que podemos ecoar em nossos momentos de comunhão com o Senhor. A ação de graças também é parte essencial da adoração, pois expressamos nossa gratidão e damos graças a Deus por Sua bondade e Suas muitas bênçãos. Na verdade, somos instruídos a sempre dar graças a Deus por tudo, em todas as circunstâncias (Efésios 5:20; 1 Tessalonicenses 5:18). Nossa vida deve transbordar de gratidão (Colossenses 2:7). Há incontáveis motivos para sermos gratos e, quando os identificamos intencionalmente e expressamos ao Senhor a nossa gratidão por eles, a gratidão passa a fazer parte de quem somos. A adoração deve fazer parte da nossa conversa com Deus ao longo do dia. Quando contemplamos a criação de Deus, podemos dar honra, louvor e ações de graças ao Senhor por Seu amor leal e por Suas obras maravilhosas (Salmo 107:8). Quando meditamos em Sua Palavra, quando pensamos nas bênçãos que Ele nos concedeu, na misericórdia que nos mostrou, na graça que nos deu tão livremente, todos esses são momentos em que podemos adorá-Lo (Salmo 8:3–5). Quando O louvamos por Seu poder, por Sua presença e por Sua onisciência, isso nos lembra que 6
Ele está sempre presente, que sabe tudo a nosso respeito, que nos criou e que conhece os pensamentos e as intenções do nosso coração. Lembrar disso pode fortalecer nossa determinação de viver de acordo com a Sua Palavra e tratar os outros com amor, como queremos ser tratados (Lucas 6:31). Uma forma importante de adorarmos ao Senhor é por meio do nosso serviço a Ele e aos outros. O apóstolo Paulo se referiu a esse tipo de sacrifício como “santo e agradável a Deus” e “culto racional” (Romanos 12:1). Em outra passagem, Paulo escreveu: “Pois o serviço assistencial de vocês […] também transborda em muitas expressões de gratidão a Deus” (2 Coríntios 9:12). Jesus nos chamou a deixar nossa luz brilhar diante dos outros, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem o nosso Pai que está nos céus (Mateus 5:16). A adoração não é simplesmente uma atividade — é um estilo de vida de amar, servir e glorificar a Deus, e refletir Seu amor e Sua verdade aos outros. Quando nos aproximamos dEle com ações de graças e louvor; quando expressamos nosso profundo amor por Ele; quando O reverenciamos e O honramos, e levamos uma vida que O glorifica, adoramos a Deus como Ele deseja ser adorado — em espírito e em verdade. Quanto mais verbalizamos quem Deus é e o que Ele fez, mais percebemos Sua presença em nossa vida diária, e mais crescemos em nosso entendimento da largura, do comprimento, da altura e da profundidade do Seu amor por nós (Efésios 3:18–19). Peter Amsterdam é um autor cristão, professor de Bíblia e diretor aposentado da Família Internacional, uma rede cristã online. ■
Uma vela na escuridão Por Marie Knight
Quando a vida é bela, quando os
pássaros cantam e o sol brilha, o louvor é uma reação natural. Em tempos assim, o louvor surge espontaneamente do coração. Mas será que devemos louvar a Deus apenas nos bons momentos? A Bíblia diz: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:18). Pode parecer extremo louvar a Deus “em tudo”, até mesmo nas dificuldades. Mas, se “todas as coisas contribuem juntamente para o bem de todos aqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28), então podemos agradecer-Lhe por tudo o que acontece em nossa vida. Há muitos exemplos na Bíblia de pessoas que elevaram a voz a Deus em seus momentos mais sombrios. As histórias delas nos lembram que o louvor não é apenas uma resposta à vitória; muitas vezes, é o caminho para ela. Davi foi perseguido continuamente pelo rei Saul. Houve momentos em que Davi ficou desanimado, e em certa ocasião ele chegou a lamentar: “Algum dia serei morto por Saul” (1 Samuel 27:1). Mesmo assim, ele não permaneceu nesse estado abatido. Seus escritos estão cheios de louvor e de gratidão a Deus. No Salmo 42:11, ele escreveu: “Por que está tão triste, ó minha alma? Por que se perturba dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus, pois eu ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus!” Jó perdeu suas riquezas e seus filhos em um só dia. Ainda assim, em seu luto, ele se lembrou de Deus e declarou: “O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). E, no fim, Deus lhe devolveu o dobro do que ele tinha antes. Paulo e Silas foram presos por pregar em nome de Jesus. Foram espancados, lançados no cárcere interior e
tiveram os pés presos ao tronco. Ainda assim, apesar das circunstâncias terríveis, a Bíblia nos diz que “por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus” (Atos 16:25). Eles estavam louvando a Deus em meio à escuridão, mesmo sentindo dor. O que aconteceu em seguida foi nada menos do que um milagre! Um terremoto sacudiu a prisão e não apenas abriu todas as portas, mas também soltou as correntes dos presos! No entanto, nenhum dos presos fugiu; todos permaneceram ali. Como resultado, o carcereiro e toda a sua família creram em Jesus Cristo e foram batizados. (Ver Atos 16:25–34.) O louvor é como uma vela em nossa escuridão. Fortalece o nosso espírito, convida Deus a estar conosco e declara que Ele é maior do que qualquer coisa que possamos enfrentar. Marie Knight é missionária voluntária nos EUA. ■ 7
Escolhendo a vida Por Steve Hearts
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Em Deuteronômio 30:19, Deus diz: “Hoje tomo os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que apresentei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus descendentes vivam”. É claro que, quando Jesus veio, Ele tomou sobre Si a maldição do pecado e da morte por todos nós na cruz (Gálatas 3:13). Jesus nos diz em João 10:10: “O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. Embora Jesus tenha quebrado o domínio de Satanás por meio de Sua obra consumada na cruz, Satanás, “o ladrão”, ainda não foi removido do mundo. Ele continua andando ao redor como leão, rugindo e procurando a quem devorar (1 Pedro 5:8). Portanto, podemos escolher entre viver na abundância que Jesus veio dar a todos os que creem nEle
e O recebem e seguir o caminho de morte e destruição do inimigo. Quero compartilhar alguns exemplos do que a escolha entre vida e morte significou para mim ao longo dos anos e do que ainda significa hoje. Vou começar pelo poder das minhas palavras. Provérbios 18:21 diz: “A língua tem o poder de vida e morte; quem a ama comerá do seu fruto”. Creio que isso significa que, conforme eu escolher usar a língua — seja para a vida ou para a morte, para edificar as pessoas ou colocá-las para baixo — acabarei colhendo os frutos dessa escolha. Esse é um alerta sério que me motiva a buscar a ajuda de Deus para transmitir vida, amor e encorajamento diariamente por meio das minhas palavras. Certamente não fui perfeito nessa área, mas aprendi muitas lições a partir dos meus erros. Por exemplo, como músico que já liderou alguns grupos de cantores e bandas, aprendi muito sobre estar atento ao que digo, especialmente ao oferecer críticas construtivas às pessoas com quem eu trabalhava. Embora eu tivesse boas intenções ao fazer esse tipo de comentário e quisesse motivar um melhor desempenho, às vezes fui duro demais. Assim, minha crítica construtiva acabou ferindo algumas pessoas e as deixou muito desanimadas. Felizmente, pude me desculpar e corrigir a situação, o que restaurou sua confiança e fortaleceu seu desejo de continuar tocando música. O Senhor continua me ensinando a falar a verdade em amor (Efésios 4:15). Também tenho me esforçado mais para não falar dos outros pelas costas nem de forma negativa, porque, ao fazer isso, estou usando minha língua para a morte, e não para a vida. Preciso ainda declarar sobre a minha própria vida a verdade das promessas de Deus, em vez de dar lugar à negatividade e ao pessimismo. Escolher a vida também pode significar perdoar aqueles que me fizeram mal, em vez de guardar ressentimento; isso não é fácil, mas a Palavra de Deus diz que devemos perdoar uns aos outros, assim como Deus nos perdoou em Cristo (Efésios 4:32).
A alternativa — a amargura e o ressentimento — é um caminho de morte e destruição que pode contaminar a mim e aos outros (Hebreus 12:15). Escolher a vida também pode significar estar disposto a perseverar em coisas nas quais talvez eu tenha fracassado ou não tenha ido bem no começo, em vez de simplesmente aceitar a derrota. Creio que parte da vida completa e abundante que Jesus veio nos dar é a possibilidade de alcançar nosso pleno potencial e ser tudo o que Deus nos chamou para ser. O fracasso ocasional faz parte do processo de crescer e aprender, mas se eu permitir que o fracasso me detenha, não alcançarei esse objetivo. Pela graça de Deus, estou aprendendo a enfrentar o fracasso, aprender com ele e seguir em frente rumo a mais crescimento e vitória. Escolher a vida também pode significar concentrar-se em Jesus, em Sua fidelidade e em Suas promessas, mesmo quando parece impossível que as coisas fiquem ainda mais sombrias. Por exemplo, recebi recentemente a triste notícia de que uma boa amiga havia morrido. Fui tomado pela tristeza, mas, depois de algum tempo, decidi me fortalecer no Senhor, como Davi fez (1 Samuel 30:6). Afinal, eu sabia que minha amiga havia recebido Jesus e que agora está no céu. Então, desviei o foco da dor e da perda e voltei minha atenção para a presença divina e consoladora do Espírito Santo, e encontrei a paz e o consolo de que precisava. Embora seja verdade que experimentaremos o amor perfeito no céu, também sei que Jesus não veio para nos dar vida apenas no mundo vindouro. Ele tem muitas coisas boas para nós aqui e agora também. O apóstolo Paulo nos diz: “Deus é poderoso para fazer que toda a graça seja acrescentada a vocês, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8). Steve Hearts é cego desde o nascimento, escritor, músico e membro da Família Internacional na América do Norte. ■ 9
MEDITANDO NA PALAVRA DE DEUS Por Simon Bishop
Eu estava ouvindo uma breve mensagem devocional sobre a necessidade de um diálogo
interno positivo. Um dos versículos usados como exemplo foi o Salmo 42:5: “Por que está tão triste, ó minha alma? Por que se perturba dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus, pois eu ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus!” Se lermos o restante do mesmo salmo, é interessante ver que Davi expressa queixas bastante negativas quando fala diretamente com Deus, mas, quando se dirige a si mesmo, é como se estivesse fazendo um discurso de encorajamento. Davi não estava reprimindo seus sentimentos; em vez de afundar neles, transformou-os em oração. Direcionar pensamentos e sentimentos de forma positiva pode gerar confusão em muita gente, pois tentar pensar positivamente quando estamos nos sentindo mal pode parecer artificial ou falso. Na verdade, isso tem mais a ver com autodisciplina e força de vontade, a partir do momento em que entendemos que permitir que nossos sentimentos controlem aquilo em que escolhemos pensar pode ser prejudicial ou, no mínimo, desanimador. Sim, precisamos de autodisciplina. Mas ser cristão e confiar em Deus não significa que tenhamos de reprimir nossos sentimentos. Pelo contrário, podemos redirecioná-los entregando-os a Deus. Depois disso, precisamos nos empenhar em manter um diálogo interno positivo e esperançoso.
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Uma maneira de fazer isso é praticar a meditação cristã. Quando muitas pessoas ouvem a palavra meditação, pensam na meditação oriental, que envolve o esvaziamento consciente da mente. Mas a meditação cristã é o oposto; somos instruídos a encher a mente com a Palavra de Deus e a concentrar-nos nela. “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro” (Salmo 119:97). “Não deixe de mencionar as palavras deste livro da lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Desse modo, você fará prosperar os seus caminhos e será bem-sucedido” (Josué 1:8). Estas são algumas das minhas meditações favoritas baseadas nas Escrituras: Busco o Senhor, e de nada tenho falta (Salmo 34:10). O Senhor é bom, e o Seu amor leal é eterno; a Sua fidelidade permanece por todas as gerações (Salmo 100:5). Deus restaura a minha saúde e cura as minhas feridas (Jeremias 30:17). Deus cura o meu coração quebrantado e cuida das minhas feridas (Salmo 147:3). Grande é o nosso Soberano, e tremendo é o Seu poder (Salmo 147:5). Simon Bishop atua em obras missionárias e humanitárias nas Filipinas. ■
Fé como a de uma criança Por Ester Mizrany
“Mamãe, eu gosto do reino dos céus!”, disse
minha filha Lily, de dois anos, enquanto se aconchegava debaixo das cobertas. “Mamãe, eu quero nascer para o céu.” Que pensamento profundo para um coraçãozinho tão jovem — pensei comigo mesma. “Bem, querida, você pode nascer do céu. Se cremos em Jesus, a Bíblia diz que nascemos de novo. Você tem Jesus no coração?” “Sim! Jesus está no meu coração. Ele me ama. E um dia estarei no céu com o papai e você.” “Isso mesmo, um dia estaremos todos juntos no céu com Jesus.” “Sim, eu quero estar no céu com Jesus.” Aquela conversa com a minha filhinha me fez pensar. O Evangelho é simples o bastante para que até minha filha de dois anos possa entendê-lo. Jesus disse em Lucas
18:17 que “quem não receber o reino de Deus como uma criança nunca entrará nele”. Muitas vezes me perguntei: como posso receber a verdade de Deus como uma criança a receberia? Como posso deixar de lado minhas inseguranças adultas e simplesmente crer como uma criança? Meus filhos têm qualidades com as quais posso aprender. Amor: Eles amam sem limites nem preconceito, exatamente como Jesus nos ensinou a amar o próximo (Mateus 22:39) e até os nossos inimigos (Mateus 5:44). Curiosidade: Eles fazem perguntas, mas aceitam as respostas que damos, confiando que lhes diremos a verdade. “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29). Confiança: Eles confiam que eu e seu pai cuidaremos deles e supriremos suas necessidades, assim como a Bíblia nos mostra em Filipenses 4:19: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus.” Diferentemente dos meus filhos, muitas vezes me vejo sobrecarregada por ansiedades e preocupações. É quase como se eu me esquecesse de que o antídoto é a fé em Jesus e a esperança genuína do céu. Essas são duas coisas que jamais deveríamos deixar para trás ao crescer. Ester Mizrany é esposa, mãe e missionária junto à organização Helping Hand na África do Sul. ■
Se você ainda não recebeu Jesus como Salvador, pode recebê-Lo com a seguinte oração: Querido Jesus, acredito que Você é o Filho de Deus e que morreu na cruz por mim, para que eu possa viver para sempre com Você no céu. Abro a porta do meu coração para Você. Por favor, perdoe os meus pecados. Encha-me com o Seu Espírito Santo. Guie a minha vida e ajude-me a segui-lO. Amém. 11
ALEGREM-SE NO
SENHOR Por Marie Alvero
“Alegrem-se sempre no Senhor. Direi novamente: Alegrem-se! Que a amabilidade de vocês seja conhecida por todas as pessoas. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, por meio da oração e da súplica, com ação de graças, apresentem os seus pedidos a Deus. Então, a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e os pensamentos de vocês em Cristo Jesus.” “Finalmente, irmãos, pensem em tudo o que for verdadeiro, tudo o que for digno de respeito, tudo o que for justo, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, em tudo o que houver alguma virtude ou algo de louvor” (Filipenses 4:4–8).
Essa instrução de Paulo é difícil de praticar, mas é central para a fé cristã. Uma vida que segue Jesus é uma vida que conhece paz e alegria. Mas o versículo 8 também indica que precisamos selecionar com cuidado aquilo que ocupa nossos pensamentos, para manter a mente focada nas coisas que cultivam essa alegria e essa paz. A natureza humana não se inclina espontaneamente ao que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e admirável. Temos certa atração por fofocas escandalosas. Gostamos de histórias que nos colocam no papel de heróis ou vítimas. Apegamo-nos à ilusão de controle. Há quem pense que os seguidores de Jesus deveriam ser conhecidos por uma positividade constante — sempre animados, sempre felizes. Na cultura atual, isso passou a ser associado à falsidade. Paulo não está defendendo 12
que devemos ignorar tudo o que é negativo ou mau para apresentar apenas o que é positivo. Ele não está pregando uma positividade tóxica. Ele está dizendo que devemos nos alegrar no Senhor. Sim, o mundo está em caos, mas Deus é soberano! Sim, às vezes sofremos, mas Deus é fiel! Sim, sentimos medo e ansiedade, mas a nossa esperança está no Senhor! Essa alegria e essa paz só são possíveis porque mantemos a mente voltada para quem Deus é e para o que Jesus realizou na cruz. A capacidade de nos concentrarmos no que é bom, verdadeiro e justo vem de conhecer quem Deus é e de permitir que Ele ocupe o lugar central em nosso coração e em nossa mente. Se você estiver em um campo aberto, num dia ensolarado, é fácil concentrar-se no sol. Você sente o seu calor, vê a sua luz; ele não está encoberto por construções nem por árvores. Assim como o sol, Deus é maior do que todos os seus problemas, ou mesmo do que os problemas do mundo. Podemos nos alegrar no Senhor, pois sabemos que Ele cumprirá as Suas promessas. Marie Alvero foi missionária na África e no México. Atualmente, vive uma vida feliz e ocupada com o marido e os filhos no Texas, nos EUA. ■
QUANDO A MENTE TENTA NOS ENGANAR Por Sam de la Cruz
Os golpes estão por toda parte hoje em dia. Parece que, quanto mais a tecnologia avança,
mais astutos os golpistas ficam. Passo muito tempo no computador, então acabei desenvolvendo certa habilidade para identificar golpes. Mesmo assim, certo dia eu estava no meio de um projeto de escrita quando, de repente, a minha tela inteira ficou vermelha, com uma mensagem em letras fortes, piscando: “AVISO! SEU COMPUTADOR ESTÁ INFECTADO. LIGUE PARA ESTE NÚMERO IMEDIATAMENTE OU VOCÊ PERDERÁ TODOS OS SEUS DADOS!” Admito: meu coração deu um salto. Por um segundo, quase acreditei. Mas então respirei fundo, revirei os olhos e fiz o que a experiência me ensinou. Cliquei no pequeno “X” para fechar o aviso e voltei ao trabalho. Golpe neutralizado. Infelizmente, nem todo mundo reage assim. Muita gente entra em pânico, liga para o número e, antes que perceba, já forneceu o número do cartão de crédito ou outros dados pessoais a algum sujeito sentado em um porão mal iluminado em algum lugar. Pensando nisso, percebi que, às vezes, a nossa mente também tenta nos aplicar seus próprios golpes. Ela nos envia mensagens que parecem urgentes e convincentes: “Você não é bom o bastante!” “Todo mundo está julgando você!” “Isso nunca vai dar certo!” E, antes que percebamos, já caímos no golpe. Recentemente, nossa organização sem fins lucrativos recebeu uma carta de um órgão do governo informando que me ligariam para perguntar sobre o vínculo de
trabalho de um dos nossos funcionários. Simples, não é? Só que o meu cérebro não achou nada simples. Em poucos minutos, ele já estava no modo catástrofe total. Comecei a imaginar os piores cenários: auditorias, penalidades, pilhas de papelada. Basicamente, transformei uma carta de rotina numa crise enorme na minha cabeça. Sim, a ligação veio. E adivinhe só: a pessoa do outro lado da linha foi simpática e muito prestativa. Conversamos por dez minutos, esclarecemos tudo e foi só isso. Sem drama. Sem catástrofe. Minha mente apenas tinha me pregado sua peça de sempre, convencendo-me de que algo terrível estava prestes a acontecer, quando, na verdade, tudo estava bem. Nossa mente pode nos enganar, fazendo-nos ver montanhas onde só existem pequenos obstáculos. Mas não precisamos cair nesse golpe. A Bíblia diz: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, por meio da oração e da súplica, com ação de graças, apresentem os seus pedidos a Deus” (Filipenses 4:6). Qual é a lição? Pare, respire, confira os fatos e, em última instância, confie no Senhor. Ele vê o quadro inteiro, acalma os nossos medos e nos guia para além dos golpes do mundo e das armadilhas da nossa própria mente. Sam de la Cruz e sua esposa, Diane, administram uma instituição beneficente registrada em Toronto desde 1999, que atende imigrantes e famílias de baixa renda por meio de ajuda prática, encorajamento e compaixão cristã. ■ 13
NO DESERTO Por Marcela Cedeño Madrigal
A vida é uma jornada por diferentes estações. Algumas são prósperas, com boas colheitas
e sol revigorante; outras são tempestuosas, com nuvens cinzentas e dias frios. Há ainda estações que se parecem com um deserto — quente, seco, poeirento e desolado. Encontrei-me em um deserto quando, em uma fase muito difícil da minha vida, perdi a alegria de viver e a esperança de um amanhã melhor. Viver no deserto pode nos levar a conhecer a Deus. “Portanto, agora, vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e falar-lhe com ternura” (Oseias 2:14). Não é a mesma coisa saber sobre Deus e conhecê-lO. É mais fácil dizer que conhecemos a Deus quando tudo vai bem, mas posso afirmar que também O conheci no deserto. Ali, éramos apenas Deus e eu; e foi então que aquele versículo, que a princípio parecia tão bonito, ganhou um novo significado. Ali, aprendi a depender completamente de Deus. Ali, senti uma sede verdadeira e desejei a água viva que jorra para a vida eterna (João 4:15). No meu deserto, encontrei Jesus, meu bom Pastor, que, em um gesto de amor, tocou os meus pés para deter a minha caminhada apressada. Quanto mais difícil se tornava meu tempo no deserto, mais eu compreendia a necessidade de confiar em Deus ao longo daquele processo. Nós, que já atravessamos desertos, nunca saímos
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iguais. Nossos olhos espirituais se abrem e aprendemos a depender de Deus! Se você está atravessando um deserto hoje, segure-se à mão de Deus. Confie que os planos dEle para a sua vida são bons e que essa situação difícil não é maior do que Aquele que o sustenta e jamais o deixará. Aproveite esse tempo no deserto para renovar a sua fé, abandonar tudo o que o impede de seguir em frente e tudo o que o distrai. Peça a Deus que o fortaleça, conheça-O intimamente e dê-Lhe autoridade sobre a sua vida. Ele saberá quando abrir uma saída do deserto e, quando isso acontecer, sua boca se encherá de riso, seu coração se encherá de amor e sua vida se encherá de alegria. Você se lembrará da crise que o levou a buscar a Deus e dará graças! Oro para que Deus lhe dê paciência para suportar o deserto em que você se encontra, faça crescer a sua fé e restaure as suas forças, para que você possa desfrutar da nova vida que só Ele pode lhe dar. Você pode ter a certeza de que, quando sair do seu deserto, estará pronto para receber todas as novas e renovadoras bênçãos que Deus tem para você. Marcela Cedeño Madrigal vive na Costa Rica. Trabalha com relações públicas e colabora em programas de rádio voltados a cuidados com a pele. ■
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Recentemente, completei 70 anos e pensei:
“Bem, agora vou relaxar, ler e escrever, cuidar das minhas plantas, ir ao grupo da terceira idade, aos cultos e encontros da igreja, visitar minhas irmãs e aproveitar meus filhos e netos quando vierem me ver. Daqui para frente, a vida vai ser fácil”. Doce ilusão! Logo, minha irmã de 80 anos ficou doente, e estou tendo de lhe dar assistência. Outras emergências menores surgiram, e tive de admitir: “A vida é tão maravilhosa quanto uma montanha-russa. Ela é cheia de altos e baixos. O Senhor realmente nos dá tempos de descanso e relaxamento, mas também enfrentamos tempos de dificuldade, decisões difíceis e tristezas, quando precisamos nos segurar firmemente nEle, que nos mantém bem presos ao assento, para que não caiamos”. À medida que envelhecemos, aprendemos que é sempre sábio ir devagar, até termos certeza de que nosso plano de ação está alinhado à vontade de Deus. Paulo nos ensina: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, por meio da oração e da súplica, com ação de graças, apresentem os seus pedidos a Deus” (Filipenses 4:6). Lembro-me de quando procurava um homem com quem me casar e tinha expectativas muito altas. Depois de algum tempo, entreguei minha vontade nas mãos do
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Senhor e orei: “Jesus, por favor, dê-me um bom homem, alguém que O ame tanto quanto eu e que queira servi-lO como eu quero”. E, pouco tempo depois, conheci meu marido, e tivemos uma vida maravilhosa juntos. Ele era atencioso, leal, alegre e cheio de fé. Tenho usado esse princípio de entrega em muitas outras decisões, grandes e pequenas. Costumo orar a oração da serenidade, muito conhecida entre grupos de apoio: “Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso e sabedoria para perceber a diferença.” 1 Em outras palavras: “Mostre-me, Senhor, o que devo ou não devo fazer agora. Qual é a minha parte e o que deve ser deixado em Suas mãos? E qual é a melhor maneira de lidar com esta situação?” Depois de setenta voltas ao redor do sol nesta experiência de montanha-russa que é a vida humana, posso garantir que vale a pena buscar a vontade do Senhor ao longo da jornada. Deus dá o melhor àqueles que deixam as escolhas por conta dEle. Rosane Cordoba vive no Rio de Janeiro. É escritora freelancer, tradutora e produtora de materiais infantis de base cristã e voltados à formação de caráter. ■
1. Oração originalmente composta pelo teólogo protestante Reinhold Niebuhr no início da década de 1930. 15
Com Amor, Jesus
AJUSTE DE PERSPECTIVA O louvor ajusta a sua perspectiva e o ajuda a enxergar as coisas pela lente da fé, com a certeza de que cumprirei Meus bons propósitos em todas as coisas (Isaías 46:10). Não importa a situação, você pode confiar que estou sempre ao seu lado. Mesmo que você passe por um vale de trevas e morte, Eu estarei com você (Salmo 23:4). Louvar-Me não é olhar a vida com óculos cor-de-rosa. É proclamar sua confiança em Mim e em Minha soberania. É escolher adotar uma perspectiva de fé e gratidão. Portanto, quando seu coração estiver sobrecarregado por ansiedades, problemas ou estresse, venha a Mim e entre na Minha presença com ações de graças e louvor (Salmo 100:4). Abra espaço para que a Minha alegria encha o seu coração e renove a sua coragem e a sua força. O louvor e a adoração trazem alegria, e a Minha alegria o fortalecerá (Neemias 8:10). Uma perspectiva de louvor pode transformar um dia difícil em um dia positivo, ao escolher fixar os pensamentos nas muitas coisas boas e verdadeiras, amáveis, excelentes e dignas de louvor ao seu redor (Filipenses 4:8). Escolha pensar nessas coisas, e a Minha alegria lhe dará força para se elevar acima dos desafios e das lutas da vida cotidiana. O louvor ergue o seu espírito à Minha presença. Ele lhe dá uma visão mais clara e uma perspectiva verdadeira sobre aquilo que você enfrenta — uma perspectiva permeada de fé e da certeza de que Eu ajo em todas as coisas para o bem daqueles que Me amam (Romanos 8:28).