Contato, maio de 2026: Vencendo o medo e a preocupação
SUPERANDO TEMORES E PREOCUPAÇÕES
Jesus está com você
O poder do pensamento
A proteção da armadura de Deus
Males que vêm para o bem
As oportunidades que nascem dos problemas Ele vê cada pardal
Não tenha medo
Volume 27, Número 5
CONTATO PESSOAL
encarando os temores
Costumamos ouvir que precisamos “enfrentar nossos medos”, mas antes é fundamental diferenciar sentimentos de medo e ansiedades de ameaças reais. Um surfista profissional, por exemplo, precisa distinguir se está ansioso por causa de uma competição que se aproxima ou pelo perigo concreto de tubarões avistados na região.
Quando eu era criança, passava todos os verões andando a cavalo, mas nunca perdi o respeito saudável por eles. Eu sabia que percebem quando o cavaleiro tem medo — e isso os deixa inquietos. Por isso, sempre controlava aquela apreensão inicial e montava sem hesitar. Acabei aplicando o mesmo princípio ao caminhar por áreas da cidade onde furtos e roubos eram frequentes. O medo transparece; portanto, é mais seguro saber exatamente para onde ir, transmitindo força e confiança por onde passa.
Li recentemente uma frase interessante sobre medos e pensamentos ansiosos: “Ansiedade não é intuição, medo não é sabedoria, preocupação não é preparação. Questione-os — a maioria se desfaz sob escrutínio.”1
O medo paralisa. Por isso, não devemos tomar decisões baseadas nele. Além disso, muitos de nossos temores dizem respeito a situações sobre as quais temos pouco ou nenhum controle, como o destino do mundo ou como serão nossos últimos dias de vida.
Então, como devemos enfrentar nossos medos? Com fé. Não me refiro a uma fé cega, mas àquela que nasce da certeza de que Deus nos ama e cuida de nós, como está escrito em Sua Palavra. Assim, Ele nos ajuda a distinguir temores infundados de perigos reais e nos guia em tudo o que enfrentamos na vida — como ilustra o poema a seguir.
Três homens caminhavam sobre um muro: Sentimento, Fé e Fato.
Quando Sentimento tropeçou e caiu feio, Fé acabou sendo puxada para trás.
Tão ligada estava Fé a Sentimento, que também perdeu o equilíbrio e caiu.
Mas Fato permaneceu firme, segurou Fé de volta —
e Fé trouxe Sentimento junto.2
O tema dos artigos desta edição é a superação dos temores e das preocupações. Você encontrará aqui um verdadeiro tesouro de inspiração, dicas práticas, exemplos bíblicos e relatos pessoais que temos certeza de que irá apreciar.
Que Deus abençoe você com uma vida cheia de fé!
Gabriel e Sally García
Equipe Editorial da Contato
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Sempre que vejo pássaros, lembro-me de como Jesus usou os pardais para ilustrar o quanto Deus nos ama. Ele disse: “Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados” (Mateus 10:29–31). Se Deus cuida tão bem dos passarinhos, não fará o mesmo por você e por mim?
Outro dia, um pequeno pardal entrou na minha casa pela janela. Por alguma razão, ele não conseguia voar e, por mais que batesse as asas, não conseguia sair. Tentei ajudá-lo, mas ele estava apavorado; toda vez que eu me aproximava, escondia-se debaixo do sofá. No fim, desisti do resgate. Orei por ele, coloquei um pouco de água e o deixei em paz.
No dia seguinte, abri novamente a janela, esperando que encontrasse sozinho o caminho da liberdade. Dessa vez, ele quase conseguiu sair, mas caiu de volta e retornou ao seu esconderijo. Só no dia seguinte, depois de ouvir um coro de outros passarinhos o encorajando, o pardal criou coragem para tentar de novo — e conseguiu.
É surpreendente quantas pessoas têm histórias parecidas, como esta que uma amiga me contou:
“Na África do Sul, um casal de beija-flores construiu um ninho do lado de fora da janela do nosso quarto.
Vimos quando trançaram cada palha. O macho cantou no topo do ninho no dia em que os ovos foram postos e no dia da eclosão. Tocávamos música instrumental, e ele cantava junto.
Então, uma tragédia! Sem querer, o jardineiro derrubou o ninho. Eu o reconstruí com cuidado e coloquei os filhotes de volta.
Um dia depois, para nossa alegria, os pais voltaram a alimentar os filhotes. Dia após dia, eles ficaram mais fortes e, por fim, deixaram o ninho. Uma tarde, o papai veio até a janela dizer: ‘Tchau e obrigado.’ Eu respondi: ‘Tchau, passarinhos!’”
Por isso, sempre que você vir um pequeno pássaro, lembre-se de quanto Deus ama você. Se estiver com a “asa quebrada” e precisar de ajuda, descanse nos braços do seu Criador até recuperar as forças para voar de novo. Ele cuidará de você todos os dias, até que você volte ao lar.
E, nesse dia, não será “tchau, passarinho”, mas sim: “Olá, céu!”
Curtis Peter van Gorder é escritor freelancer e mímico , atuante em trabalhos missionários em dez países desde 1971. Ele e sua esposa, Pauline, atualmente vivem na Alemanha. ■
SUPERANDO O MEDO E A PREOCUPAÇÃO
Você já sentiu que os pesos, inquietações e preocupações da vida são mais pesados do que consegue suportar? A perda de alguém amado já encheu seu coração de desespero? Os acontecimentos atuais no mundo — guerras, crises ou conflitos políticos — fazem você sentir medo e ansiedade?
Se estiver passando por dificuldade, sofrimento ou crise pessoal de qualquer tipo, é reconfortante saber que a Bíblia promete que podemos vivenciar a paz de Deus, que excede o nosso entendimento — independentemente das circunstâncias. A paz que Ele nos oferece protegerá nossa mente e nosso coração. Ela se fundamenta na certeza de que, seja o que for que enfrentemos nesta vida, Deus prometeu estar conosco (Filipenses 4:7).
“Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu. Quando você atravessar as águas, eu estarei com você” (Isaías 43:1–2).
As expressões “não tenham medo”, “não tema” e “não temais” aparecem mais de 70 vezes na Bíblia. A repetição dessas frases nos alerta de que a vida certamente nos apresentará situações capazes de gerar medo, ansiedade e preocupação — mas também nos assegura que Deus deseja que tenhamos fé e vivamos Sua paz. A palavra “fé” aparece mais de 420 vezes na Bíblia, enquanto a palavra “paz” é encontrada mais de 340 vezes. Nós, cristãos, contamos com inúmeras promessas bíblicas que nos ajudam a superar pela fé os temores e as inquietações.
A Bíblia trata de dois tipos de temor. O primeiro é o temor do Senhor, que representa reverência e adoração a Deus, ao Seu poder e à Sua glória, bem como respeito por Sua soberania. Lemos que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento” (Provérbios 9:10). Parte do nosso amor por Deus inclui esse respeito saudável, semelhante ao que uma criança sente por seu pai.
O segundo tipo de temor mencionado na Bíblia é o medo que nasce da ansiedade, do pavor ou de um forte
depositar nossa confiança em Deus e nos apegar às Suas promessas. Quando entendemos que nosso Pai celestial nos ama tanto que entregou Seu único Filho para a nossa redenção ( João 3:16), podemos descansar na plena certeza de que Ele cuidará de nós e de tudo o que nos diz respeito.
A Bíblia nos ordena lançar sobre o Senhor todas as nossas ansiedades — nossas preocupações, nossos medos e nossos cuidados — porque Ele cuida de nós (1 Pedro 5:7). Levar nossas inquietações a Deus em oração é o primeiro passo para superar a ansiedade e encontrar, mesmo em meio às tempestades da vida, a paz que Ele promete. “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6–7).
Não se perturbe o seu coração
Há várias passagens no Novo Testamento em que Jesus orienta Seus seguidores a não terem medo. No Evangelho segundo João, lemos: “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim” ( João 14:1). E ainda: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. … Não se perturbem o seu coração, nem tenham medo” ( João 14:27). A paz de Deus, mesmo em meio a circunstâncias que causam temor, nasce da nossa fé e confiança nEle e no Seu amor por nós.
Independentemente do que enfrentamos nesta vida, por mais angustiantes ou alarmantes que sejam as situações, Jesus prometeu estar sempre conosco (Mateus 28:20). Deus não prometeu que nunca enfrentaríamos provações, dificuldades ou aflições, mas prometeu nos livrar de todas elas (Salmos 34:19). Na verdade, Jesus disse aos Seus seguidores: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” ( João 16:33).
“No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo” (1 João 4:18).
No entanto, é fato que, em alguns momentos, sentimos medo e ansiedade. Para vencê-los, precisamos
Às vezes, Deus permite certas situações em nossas vidas para provar a nossa fé, ensinar paciência, fortalecer nossa resistência e impulsionar nosso crescimento espiritual. Por isso, “considerem motivo de grande alegria” quando alarme. Quando a Bíblia nos diz para não temer, ela nos instrui e encoraja a não permitir que o medo, a ansiedade ou a inquietação governem nossa vida ou criem raízes em nosso coração. O povo de Deus é chamado a ser um povo de fé e amor. “Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2 Timóteo 1:7).
enfrentarem provações, sabendo que a prova da nossa fé produz perseverança e maturidade (Tiago 1:2–3). Mas Deus está conosco em tudo o que enfrentamos. Jesus chegou a dizer que até os fios de cabelo da nossa cabeça estão contados e que nenhum pardal cai ao chão sem o conhecimento do Pai: “Portanto, não tenham medo; vocês são muito mais valiosos que um bando inteiro de pardais” (Mateus 10:29–31 NVT).
Confiando no Senhor
Nosso melhor refúgio e proteção diante das dificuldades da vida é depositar nossa confiança em Deus e nos fortalecermos “no Senhor e no Seu forte poder” (Efésios 6:10). Podemos decidir ser fiéis à admoestação: “combata o bom combate da fé” e segurar com firmeza o chamado eterno que recebemos (1 Timóteo 6:12). Para ficarmos firmes diante de cada desafio, podemos nos revestir de “toda a armadura de Deus” — o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada da Palavra (Efésios 6:11–17).
Orar, adorar e se apropriar das promessas bíblicas são práticas que, ao longo dos séculos, têm fortalecido vidas e dissipado preocupações. “Orem continuamente.
Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:17–18). Quando concentramos nossa atenção no amor de Deus, em Sua Palavra e nas bênçãos já presentes em nossa jornada, encontramos a paz prometida. A Bíblia afirma que Deus guarda em perfeita paz aqueles que mantêm o coração firme nEle, porque confiam nEle (Isaías 26:3).
Deus é soberano sobre nós e sobre o mundo, e sabemos que Ele “age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8:28). Por isso, não importa o que surja, podemos confiar no Senhor e no Seu cuidado. Ele nunca falha. Nenhuma condição ou aparente impossibilidade está além do Seu alcance. Como Seus filhos, levamos todos os nossos cuidados a Ele em oração e confiamos que nos ouvirá e nos envolverá no Seu amor infalível (Salmo 34:4).
Querido Jesus, ajude-nos a não temer nem nos preocuparmos com o futuro, mas a viver em reverência e amor por Você. Lemos em Sua Palavra: “Aquele que teme ao Senhor possui uma fortaleza segura, refúgio para os seus filhos” (Provérbios 14:26). Que nenhuma onda, vento ou tempestade nos desvie. Mantenha nossos olhos voltados para Você — o autor e consumador da nossa fé — e firma nossa confiança no Seu amor por nós (Hebreus 12:2). Obrigado pelo Seu cuidado, provisão e presença em cada momento das nossas vidas. Amém.
Adaptado de um artigo do livro Tesouros, publicado pela Família Internacional. ■
APRENDENDO A CONFIAR
Por Joyce Suttin
CONFIANÇA — UMA COLETÂNEA DOS SALMOS
Sempre gostei de gatos e sinto uma conexão natural com eles, mas encontrei um verdadeiro desafio com JJ e Felix. Eles foram um presente da minha nora, que havia começado a alimentar a mãe deles pouco antes de ela sucumbir aos perigos da vida nas ruas, deixando dois filhotes.
Quando JJ e Felix vieram morar comigo, passaram dias escondidos debaixo das camas. Nosso relacionamento começou comigo deitada no chão, estendendo a mão na direção deles.
No início, minhas tentativas eram recebidas com medo. Mas, depois de dias oferecendo comida, colocando água fresca na vasilha, limpando a caixa de areia e chamando-os suavemente pelo nome, eles aprenderam a confiar. Com o tempo, começaram a se aproximar de mim à noite, quando a casa estava silenciosa, e permitiam que eu os acariciasse. Senti-me imensamente recompensada quando começaram a se aninhar ao meu lado, ronronando. Eu repetia que estavam seguros e que
Confiar em Deus é entregar a Ele nossos fardos e preocupações.
“Entregue suas preocupações ao Senhor, e ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair” (Salmo 55:22).
Confiar no Senhor nos liberta do medo.
“Mas eu, quando estiver com medo, confiarei em ti” (Salmo 56:3).
“Não temerá más notícias; seu coração está firme, confiante no Senhor” (Salmo 112:7).
Confiar em Deus nos dá a verdadeira segurança.
“Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todopoderoso pode dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio” (Salmo 91:1–2).
A confiança nos coloca no caminho das bênçãos de Deus.
“Como são felizes todos os que nele se refugiam” (Salmo 12:2).
“Como é grande a Tua bondade … que concedes àqueles que se refugiam em Ti” (Salmo 31:19).
sempre cuidaria deles — e parece que a mensagem foi compreendida.
De certa forma, eles me lembram de mim mesma — da parte de mim que se retrai e se esconde, sempre um pouco tímida e desconfiada de estranhos, um pouco receosa de confiar completamente em alguém, até mesmo em Deus. Recentemente, fiz um estudo bíblico no livro dos Salmos sobre o tema da confiança. Salmo após salmo, o rei Davi fala de seus muitos problemas, mas sempre chegava à mesma resposta: confiar no Senhor.
Joyce Suttin é professora e escritora aposentada. Vive em San Antonio, no Texas. Confira o blog dela em joy4dailydevotionals.blogspot.com ■
DE MÃOS DADAS, CONECTADOS AO AMOR
Por Eva Marianne
Meu marido e eu gostamos de fazer longas caminhadas juntos. Fazem parte do nosso exercício diário e nos dão a oportunidade de apreciar a beleza da natureza em todas as estações. Muitas vezes, andamos de mãos dadas — um gesto que, além de carinhoso, traz alegria e satisfação para ambos.
Tenho pensado muito sobre nossas mãos e na dádiva maravilhosa que são. Com elas, podemos ajudar quem precisa; tocar alguém com carinho e, sem dizer uma palavra, expressar: “Eu amo você e me importo com você.” Ao segurar a mão de alguém querido, posso comunicar conforto e segurança. Posso caminhar de mãos dadas com meu neto e garantir que ele está protegido. Dar as mãos é sinal de união e conexão. Nossas mãos carregam muita beleza e podemos usá-las para fazer o bem e abençoar aqueles ao nosso redor.
Na Bíblia, lemos como Jesus usava Suas mãos para trazer cura e conforto às pessoas que encontrava: “Ao pôr do sol, o povo trouxe a Jesus todos os que tinham vários tipos de doenças; e Ele os curou, impondo as mãos sobre cada um deles” (Lucas 4:40). “‘Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam, pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas.’ Em seguida tomou as
crianças nos braços, impôs as mãos sobre elas e as abençoou” (Marcos 10:14,16).
Uma obra de arte que sempre me vem à mente é Mãos que Oram, de Albrecht Dürer (1508). Muito do que vemos em arte, música e criação foi produzido pelas mãos de alguém — esculturas, pinturas, composições, arquitetura e muito mais. Alguns artistas criaram obras extraordinárias mesmo quando isso exigiu esforço doloroso e árduo. Pense em Michelangelo e a Capela Sistina, ou em A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Compositores como Chopin e Schumann, mesmo enfrentando problemas nas mãos e limitações causadas por doenças, produziram lindas obras-primas que revelam a beleza do amor de Deus. E não podemos esquecer aqueles que trabalham diariamente com suas mãos — construindo, cultivando e servindo.
Ao refletir sobre esses artistas famosos e sua genialidade, meus pensamentos se voltam para o nosso grande Criador, nosso Pai. Ele é o artista supremo, que criou tudo com Suas mãos amorosas e pelo poder da Sua Palavra. Nas caminhadas com meu marido, contemplamos a natureza e nos maravilhamos com a beleza da
Se você ainda não recebeu
Jesus como seu Salvador, pode fazer isso através desta oração:
Jesus, eu creio que Você é o Filho de Deus e que morreu na cruz por mim, para que, por meio da Sua morte e ressurreição, eu possa viver para sempre Contigo no céu. Abro a porta do meu coração para Você. Perdoe os meus pecados. Encha-me com o Seu Espírito Santo. Guie a minha vida e ajuda-me a segui-lO. Em Seu nome eu oro. Amém.
criação. Admiramos tudo o que Suas mãos fizeram para apreciarmos e cuidarmos.
Alguns versículos sobre Suas obras:
“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Salmo 19:1).
“Em Sua mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade” ( Jó 12:10).
“Abres a Tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmo 145:16).
Saber que Deus cuida de mim e que Suas mãos amorosas me guiam tem sido um grande consolo. Já enfrentei muitos medos: exames médicos, preocupações com filhos e netos adultos, questões financeiras... Às vezes esses temores podem me dominar ou me desanimar. Talvez isso já tenha acontecido com você também.
Apegar-me ao Senhor e à Sua Palavra em momentos assim tem me trazido consolo e paz. Concentrar-me no que é bom e positivo me ajuda a seguir em frente com coragem e esperança.
Alguns versículos que me fortalecem:
“Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei;
Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa” (Isaías 41:10).
“A paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).
Aprender a colocar minha mão — e minha vida — nas Suas mãos amorosas e permitir que Ele me guie trouxe alegria ao meu coração e paz à minha mente. Sei que não estou sozinha na minha jornada na terra. Deus está comigo, guarda-me, guia-me fielmente e supre todas as minhas necessidades. Seu toque me conforta e cura; Sua mão me levanta e sustém; Seu amor sem fim enche minha vida de alegria. Que maravilhoso companheiro de viagem! Ele prometeu: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei... Estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Hebreus 13:5; Mateus 28:20).
Espero que estas reflexões tragam ao seu coração a certeza de que você é amado e está sempre seguro nas mãos dEle.
Eva Marianne é professora aposentada e foi missionária na Tailândia, Filipinas e Japão. Ela e o marido vivem na Escandinávia. ■
O PODER DOS NOSSOS PENSAMENTOS
Por Rosane Cordoba
Lembro que, quando era criança, assisti a um filme sobre marcianos invadindo a Terra. Aquilo me marcou profundamente — a ponto de eu começar a ver marcianos dentro do meu armário e em vários cantos da casa. Minha mãe ficou tão preocupada que me levou ao pediatra! O conselho dele foi direto: “Ela está vendo TV demais! Controle o tempo e o conteúdo do que ela assiste.” Minha mãe seguiu a recomendação e, como num passe de mágica, os alienígenas desapareceram.
Tempos depois, desenvolvi um medo enorme do escuro. Mas algo dentro de mim dizia: “Se você enfrentar, vai passar!” Então comecei a me desafiar a atravessar partes da casa à noite sem acender as luzes. E aquele medo… simplesmente se dissolveu.
Certa vez, sonhei que uma grande amiga e eu corríamos por um campo aberto e lindo, quando um pensamento surgiu: “Está bom demais para durar, algo ruim vai acontecer!” De repente, uma enorme fenda se abriu diante de nós — e eu acordei assustada!
Esse sonho me fez lembrar de quando Pedro teve fé para caminhar sobre as águas em direção a Jesus, no mar da Galileia. Mas, ao olhar para as ondas, começou a afundar. Ele clamou por Jesus, que imediatamente o
socorreu. Quando já estavam seguros no barco, Jesus lhe disse: “Por que você tem tão pouca fé?” Ter medo faz parte da natureza humana, mas a Bíblia repete inúmeras vezes: “Não temas.”
Quando a Psicologia surgiu no século XIX, acreditava-se que os sentimentos geravam os pensamentos. Mais tarde, porém, concluiu-se que acontece o contrário: os pensamentos influenciam os sentimentos. A Bíblia nos orienta a pensar naquilo que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, excelente ou digno de louvor (veja Filipenses 4:8). Isso se aprende com prática; leva tempo. Ler a Bíblia e encher a mente de pensamentos e imagens positivas faz toda a diferença.
Também é essencial vestir toda a armadura de Deus, descrita em Efésios 6:10–17: o cinto da verdade, a couraça da justiça, os calçados do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e, por fim — mas não menos importante — a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Com ela, avançamos, vencemos medos e guiamos outros ao reino de amor do Senhor.
Rosane Cordoba vive no Rio de Janeiro. É escritora, tradutora e produtora de materiais infantis voltados para a fé e a formação de caráter. ■
A vitória que vence o mundo
Por Marie Alvero
Jesus disse aos Seus discípulos: “Eu lhes disse essas coisas para que em Mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” ( João 16:33).
Imagino como deve ter sido difícil para os discípulos ignorarem todo o movimento ao redor deles. Havia prisões, execuções, doenças, sofrimento, agitação política, pobreza, injustiça — todos os desafios que sempre fizeram parte da história humana. Seus corações certamente estavam inquietos, assim como os nossos estão hoje. Por isso, Jesus os encorajou: “Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” ( João 14:27).
e derrotados após a crucificação de Jesus para ousados, destemidos, desafiando todos os que se opunham e fazendo de tudo para que o mundo soubesse que Jesus havia cumprido a promessa de redenção. O que mudou?
A ressurreição de Jesus, fazendo com que tudo que Ele havia dito e feito ganhasse sentido.
Tornou-se evidente para eles que Jesus havia vencido!
E isso lhes deu confiança para enfrentar tudo o que acontecia ao redor com paz no coração — e ainda conduzir outros a Cristo, apesar de toda oposição.
A paz deles vinha da certeza de que Jesus já havia triunfado.
Às vezes eu me pergunto: como é possível não se perturbar diante de tudo o que acontece? Já pensou nisso? Tenho lido o livro de Atos e é impressionante ver a transformação dos discípulos. Passaram de assustados
É dessa mesma fonte que vem a nossa paz e isso nunca muda. Os conflitos políticos, desastres naturais, crises de saúde ou tragédias pessoais no mundo, sempre tentarão roubar nossa paz. Podemos escolher mergulhar mais fundo no medo… ou mergulhar mais fundo na fé. Travamos as mesmas batalhas espirituais que aqueles discípulos. Satanás ataca nossa fé porque é justamente o que o derrota. Podemos vestir a armadura de Deus (Efésios 6:10–17). Temos as mesmas ferramentas que Pedro e Paulo tinham — e por isso podemos ter a mesma confiança que João expressou ao afirmar: “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5:4).
Marie Alvero foi missionária na África e no México. Hoje vive uma vida feliz e cheia de movimento com o marido e os filhos no centro do Texas, EUA. ■
MALES QUE VÊM PARA BEM
Por Ronan Keane
Deus conhece as fragilidades humanas, nossas limitações pessoais e o plano que tem para cada um de nós. Nada está fora do Seu controle e, com a nossa cooperação, Ele pode trazer algo bom de qualquer situação — até mesmo das ruins. Em vez de obstáculos no caminho, os problemas muitas vezes se tornam degraus para coisas melhores. “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8:28).
Aqui estão alguns exemplos bíblicos:
José confiou em Deus tanto nos bons quanto nos maus momentos e, no tempo certo, as dificuldades que enfrentou o colocaram em posição de ajudar sua família e toda uma nação (Gênesis 37–47).
Vendido como escravo pelos irmãos, José serviu Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda. Mesmo na escravidão, prosperou, mas, quando a esposa de seu amo o acusou falsamente de tentar molestá-la, foi lançado na prisão.
No cárcere, José novamente se destacou e assumiu responsabilidades. Em certo momento, interpretou corretamente o sonho do copeiro do faraó, que prometeu falar com o rei a seu favor, mas não cumpriu a promessa. José permaneceu esquecido ali por mais dois anos. Tudo parecia apenas piorar.
Porém, quando o próprio faraó teve dois sonhos perturbadores que ninguém conseguia interpretar, o copeiro finalmente se lembrou de José e de seu dom. Ao interpretar corretamente os sonhos, José não apenas ganhou sua liberdade, mas se tornou o segundo homem mais poderoso do Egito. Essa posição lhe permitiu salvar o país, sua família e grande parte da região de sete anos de escassez — e ele pôde se reunir novamente com os seus.
José resumiu tudo ao declarar que Deus transformara em bem o mal intentado por seus irmãos, apesar de todas as lutas ao longo do caminho:
“Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” (Gênesis 50:20).
Ao morrer na cruz, Jesus pagou o preço pelos nossos pecados e tornou possível que tivéssemos vida eterna (Mateus 27:11–54).
As autoridades religiosas judaicas O acusaram de blasfêmia e O levaram a Pôncio Pilatos. Pilatos não encontrou motivo para condená-Lo, mas, temendo a multidão, permitiu que ela decidisse. Incitados pelos líderes, os presentes gritaram: “Crucifica-o!”
Jesus foi alvo de zombaria, espancado, humilhado e açoitado com chicotes de tiras de couro com pedaços de ferro e osso, que rasgavam Sua pele. Colocaram uma coroa de espinhos em Sua cabeça. Exausto demais para
carregar a cruz até o local da execução, um transeunte foi obrigado a carregá-la em Seu lugar.
No Gólgota, pregos foram cravados em Seus pulsos e tornozelos, e Ele foi pendurado entre dois criminosos. Por seis horas, permaneceu ali enquanto soldados disputavam Suas roupas e espectadores O insultavam. Quase todos os Seus amigos e seguidores O abandonaram. Sentindo-Se completamente só, exclamou: “Meu Deus! Meu Deus! Por que Me abandonaste?” Mas, ao morrer, declarou: “Está consumado!” A Sua morte e ressurreição nos trouxeram a salvação.
“De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e com os povos de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste. Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse” (Atos 4:27–28).
As coisas também pareciam ter dado terrivelmente errado para Paulo e Silas em Filipos (Atos 16:16–40).
Depois de libertarem uma jovem de um espírito que a escravizava, os homens para quem ela trabalhava ficaram furiosos, incitaram uma multidão contra os missionários e os arrastaram às autoridades, apresentando falsas acusações. Ignorando seus direitos de cidadãos romanos, os oficiais ordenaram que fossem espancados, acorrentados e lançados na prisão.
Durante a noite, um forte terremoto sacudiu o cárcere, derrubando partes da estrutura e abrindo todas as portas. Mas Paulo e Silas permaneceram ali, salvando a vida do carcereiro, que supunha que os prisioneiros haviam fugido. Eles então foram levados à casa do homem, que cuidou de suas feridas, ouviu sua mensagem — e naquela mesma noite ele e todos os seus familiares creram em Jesus. Na manhã seguinte, Paulo e Silas foram libertados com desculpas oficiais.
“[O carcereiro] com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus” (Atos 16:34).
Ronan Keane atuou como editor executivo da revista Activated de 2013 a 2023. ■
BASTA SEGURAR MINHA MÃO
Por Josephine Kind
Há vinte anos, sofri um acidente de carro. Graças a Deus, não foi grave, mas deixou uma marca profunda em mim. Passei a ter medo de viajar de carro, especialmente em rodovias. Só de pensar em entrar em um veículo, eu já estremecia. Isso era complicado, porque eu participava de viagens humanitárias que levavam ajuda essencial aos campos de refugiados na Croácia.
Meu coração vivia em conflito. Eu sentia medo e instinto de autopreservação, mas também um desejo profundo de ajudar pessoas que enfrentavam situações muito piores que a minha. No geral, esse último sentimento vencia — mas entrar naquelas vans era um tormento! Eu tentava encontrar alguma desculpa para que outra pessoa fosse no meu lugar. Quando finalmente entrava, passava o caminho inteiro sofrendo, encolhida, de olhos fechados, suando frio. Era como enfrentar um ataque de pânico que durava horas.
Minha família e meus colegas sempre tentavam me ajudar — oravam por mim, me encorajavam e faziam o que podiam. Às vezes, alguém tentava minimizar meu medo dizendo: “Ah, é bobagem, por que tanto nervoso?” — e isso apenas agravava minha dor. Sentia-me sozinha, incompreendida… e envergonhada.
Essa situação se arrastou por vários anos. Com o tempo, porém — certamente graças a muitas orações e muito apoio — os ataques de pânico começaram a diminuir.
Um ponto de virada, que guardo com carinho, aconteceu quando a crise estava tão intensa que precisei me sentar no banco de trás da van. Eu não conseguia nem olhar para a estrada. Em determinado momento, meu filho de 14 anos sentou-se ao meu lado e sussurrou: “Só segura na minha mão.” Só isso. Segurei a mão dele pelo resto da viagem. Não houve discursos, nem explicações; apenas esse gesto simples.
Chorei de emoção. Um menino encontrou a chave para me alcançar, acalmar e consolar. Sem palavras, sem julgamentos — apenas empatia. Era exatamente o que eu precisava e aquele gesto marcou o início da minha cura.
Ainda hoje passo por aquela rodovia que antes me causava tanta dor e medo e lembro que foi ali que experimentei todo o amor e o consolo que um simples gesto pode transmitir. E há um consolo ainda maior disponível quando estendemos a mão para o nosso Pai. “Pois eu sou o Senhor, o seu Deus, que o segura pela mão direita e lhe diz: Não tema; eu o ajudarei” (Isaías 41:13).
Josephine Kind atua em projetos humanitários no sul da Europa há três décadas. ■
ENCONTRANDO PAZ EM UM MUNDO ANSIOSO
Por Iris Richard
Muita coisa está acontecendo no mundo de hoje. Passamos de crise em crise — guerras, desastres naturais e o avanço da IA transformando o mercado de trabalho. Se permitirmos, as notícias dominam nossos pensamentos e nos deixam ansiosos e inquietos.
Se o Senhor está conosco, não temos
razão para temer. Seu olhar está sobre nós, Seu braço nos protege, Seu ouvido ouve nossa oração, Sua graça é suficiente e Sua promessa é imutável. Sob Sua proteção, ainda que o caminho passe pelo fogo e pela água, podemos avançar com alegria e confiança.
Aqui na África, histórias de assaltos a carros, roubos e insegurança geral fazem parte das conversas diárias, alimentando a preocupação. O medo se infiltra com facilidade, enfraquecendo a nossa fé, roubando a paz e tirando a alegria. Em um mundo quebrado como o nosso, ninguém escapa completamente do medo — ele é real e poderoso. Mas Deus é maior.
Como, então, lidar com o medo? Confiar a Deus as nossas preocupações é uma escolha diária. É reconhecer Sua presença, Seu poder para nos dar paz e lembrar que Ele não é o autor do medo, mas a fonte da força e do consolo. Precisei admitir que, em tempos difíceis, o medo muitas vezes aperta meu coração. E, quando percebi quanto ele pode paralisar, entendi que precisava reagir — não permitir que minhas ações fossem ditadas por ele.
Certa vez, ouvi alguém dizer que 99% das nossas preocupações nunca se tornam realidade, embora consumam nossa energia, alimentem a ansiedade e nos roubem
— John Newton
o sono. Sem controle, a ansiedade enfraquece convicções, impede mudanças e nos faz perder o direcionamento de Deus. Filipenses 4:6–7 tem sido minha âncora quando pensamentos negativos me pressionam. Ele me lembra quem realmente está no controle: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” Práticas que ajudam a superar o medo e recuperar a paz:
• Proteja seus pensamentos — não permita que o medo seja protagonista.
• Transforme preocupações em orações, convidando a paz de Deus.
• Medite nas promessas da Bíblia.
• Lembre-se das ocasiões em que Deus já o ajudou.
• Enfrente o medo com coragem, sabendo que o poder de Deus é maior.
Iris Richard é conselheira no Quênia, onde atua em trabalhos comunitários e voluntários desde 1995. ■
Com Amor, Jesus
FÉ PARA TEMPOS DE INCERTEZA
Tempos de incerteza têm o propósito de aproximar você de Mim. É nesses momentos que você aprende a confiar no Meu poder para agir em cada situação e transformar em bem tudo aquilo que você vive (Romanos 8:28). Por isso, quando estiver no meio das tempestades da vida, confie em Mim — independentemente das circunstâncias ao seu redor. Busque refúgio na Minha Palavra; ela será força e firmeza para você. Mantenha o essencial no centro: amar a Mim e amar as pessoas. Deixe que isso oriente seus pensamentos e suas ações.
Quando sua fé está firmada em Mim, não há razão para temer, preocupar-se ou duvidar, pois você sabe que, aconteça o que acontecer, Eu cuidarei de você. Nada no mundo pode separá-lo do Meu amor (Romanos 8:38–39). Você pode encontrar paz e descanso em Mim porque decidiu confiar em Mim (Salmo 56:3).
Tudo mudará ao longo da sua vida, menos Eu e o Meu amor por você. Estou sempre ao seu lado, e isso jamais mudará (Mateus 28:20). Ainda que os montes se abalem e as colinas sejam removidas, Meu amor infalível nunca se afastará de você (Isaías 54:10). O Meu perfeito amor expulsará todo medo, toda preocupação e toda ansiedade, se você entregar a Mim cada inquietação. Então você poderá afirmar, com plena confiança: “tudo está bem com a minha alma”.