Dizai49

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O poder

Música

da

A música existe e sempre existiu como produção cultural. De acordo com estudos científicos, desde que o ser humano começou a se organizar em tribos pela África, a melodia era parte do cotidiano dessas pessoas. Pode-se dizer que ela é a arte de combinar os sons e o silêncio. Os sons que estão em volta, e a música que faz parte da vida, é criação quando se canta, batuca ou liga-se o rádio ou a TV. Ela está presente em todas as mí-

dias, pois é uma linguagem de comunicação universal. A música e as emoções são coisas que caminham juntas. Através dela, as pessoas podem ter sensações de bem-estar e alívio. Ela mexe com os sentimentos e ajuda a fixar conceitos. Talvez por isso Andrew Fletcher, estadista escocês do século 18, tenha escrito: “Deixe-me escrever as canções de uma nação e não vou me preocupar com quem escreve as suas leis.”

Venho trabalhando em meu projeto solo. Para mim, a maior vantagem do projeto é saber o tempo que tenho disponível para gravar, tocar e ensaiar, já que os horários sempre atrapalharam para seguir em banda. No momento, estou gravando um single que está sendo produzido pelo Rodrigo Tavares, ex Fresno. A música será lançada nas rádios e na internet. Entre minhas influências para compor estão Engenheiros do Hawaii, Cidadão Quem, Fresno e Esteban.

Com14 anos comecei a me interessar pela música, pedi para meu pai me ensinar uns primeiros acordes. Fui ouvindo músicas, tentando “descobrir” os ritmos. Eu tocava com cifras, agora estou tentando usar só o ouvido.À medida que fui ouvindo coisas melhores, fui percebendo que a estrada é longa demais para eu dizer que sei alguma coisa. Músico, mesmo, toca porque gosta e ganha a vida por consequência. Eu “brinco” de compor. Minha influência é música boa. Não tenho preconceito com gêneros.

Sou cantor de Rap Underground. Admiro o ritmo da batida e o conteúdo das letras musicais. É um som que a pessoa passa o que está vivendo no momento, precisa de um estilo próprio. Descobri meu talento em uma madrugada de férias, quando eu e mais um amigo resolvemos criar uma letra de música e cantar no microfone de um computador para ver como ficava. Gostamos e, então, resolvemos gravar uma música em estúdio. Tenho minhas próprias letras, gravadas em cima de bases instrumentais.

Minha avó me ensinou a tocar violão, eu tinha nove anos. Em todas as reuniões da família no sítio, havia um baile. Sempre fui muito apegada com ela. Então, por volta dos meus 12 anos ela começou a adoecer, já não conseguia mais tocar, e se frustrava com isso. Eu vendi meu violão, mas segui cantando, só para mim. Quando tocava, adorava Cazuza, Lulu Santos, Frejat, Nenhum de Nós. Uma vez escrevi uma música. Eu gosto da minha voz, mas não vejo meu futuro cantando.

Cristiano Junkher, 24 anos, 4° Semestre de Produção em Mídia Audiovisual

Felipe Kroth, 19 anos, 5º Semestre de Jornalismo

Ghiuliano Marques, 21 anos, 2° Semestre de Produção em Mídia Audiovisual

Stephanie Freitas, 18 anos, 3° Semestre de Jornalismo

Expediente: Texto: Mônica Leal, Angelita Borges, Ingrid Jank, Caroline Fagundes, Pâmela Caporalli. Editoração: Viviane Moura. Produção: A4- AgÊncia Experimental de Comunicação.


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