“Demorei para assimilar a ideia de ser mãe, mas logo entendi que não conseguiria estudar (vindo de Cachoeira) e cuidar do meu bebê ao mesmo tempo. Ficava na Unisc quase o dia todo e com os horários apertados, escrevia bilhetes e cartas para ela, no intervalo do almoço. A maior lição que tiro disso é que buscamos fora de casa uma compreensão maior das coisas, quando elas estão do nosso lado, nos ensinando a viver. Minha filha Nicóli me motivou a acordar cedo todos os dias, a viajar tantos quilômetros, a fazer meus trabalhos de madrugada e a recomeçar todas as manhãs. Posso dizer que só consigo e vou conseguir qualquer coisa se ela estiver do meu lado”.
ães m s a ad i D l ia c e p s E “Mãe sempre é mãe” é o que dizem por aí. E não é que é verdade? É chata, mandona, exigente e tantas outras coisas, mas nunca deixará de ser nossa mãe. Até podemos pensar que é difícil ser filho, mas pior ainda é ser mãe. Com tantas coisas mudando no mundo, elas se preocupam cada vez mais em zelar pelo nosso bem. Não podem mais nos tratar como suas mães as cuidavam, mas também não podem nos deixar à solta, sem amparo. Hoje, é tarefa digna de uma super-heroína, entender seus filhos e escolher o que é melhor para eles. Veja o que as alunas do curso de Comunicação Social, que são mães, contam sobre isso.
“Acho que ter filho é a plenitude da tua realização enquanto mulher. Sem planejar nada, engravidei quando estava no segundo semestre de fisioterapia. Minha filha é muito querida e prestativa e às vezes faz o papel de mãe e de amiga quando necessito. Ela adora me acompanhar na faculdade ou em qualquer lugar que eu esteja. Sei que muita gente fala das dificuldades de ser mãe e de como é duro educar. Um dos maiores problemas é conseguir conciliar os estudos, o estágio na Unisc TV, o trabalho do Centro Materno Infatil (CEMAI) e linda tarefa de ser mãe. Sempre acredito que poderia fazer mais, afinal toda mãe pensa em estar mais presente com seus filhos. Penso que ela me vê como um exemplo.”
Jonara Raminelli
30 anos estudante de Jornalismo
Vanessa Soares
27 anos estudante de Fotografia
“Minha filha, Clarissa, tem 10 anos e estuda durante a tarde. Nos vemos no almoço, conversamos bastante e nos divertimos. Todas as noites procuro ajudá-la com suas tarefas da escola e, antes de dormir, lemos um livro juntas. Trabalho de segunda a sexta na redação de um jornal, estudo em algumas manhãs e em uma noite. Nesse meio tempo, quando acho um tempinho livre, falo com ela via MSN. Mesmo trabalhando e estudando, consigo manter um diálogo saudável com minha filha. Ela é tranquila e centrada, por isso nunca me deu trabalho. Já meu filho mais velho tem 24 anos e não mora mais comigo. Nos falamos por telefone todos os dias e, quando possível, ele vem me visitar.”
“A comunicação com minha mãe sempre foi ótima, mesmo que pareça clichê dizer isso. Temos uma ligação muito forte. Claro que já tivemos várias brigas e já discordamos de muitas coisas mas, no fim, essa mistura toda deu certo, e é esse tipo de relação que pretendo construir com meu filho. Não quero ser daquelas mães encanadas e superprotegidos com qualquer coisinha. Eu quero ser exatamente como a minha mãe é: cuidadosa, amorosa, conselheira e tantos outros adjetivos que, certamente caberiam a ela, mas, acima de tudo, tal qual minha mãe, eu quero ter confiança na criação que vou dar para o Arthur e fez disso a base sólida de toda a nossa comunicação.”
Vania Soares
44 anos estudante de Jornalismo
Joana Scherer
23 anos estudante de Jornalismo
Texto: Isadora Trilha, Martina Scherer, Maurício Beskow, Camilla Borba e Frederico Silva. Projeto Gráfico: Viviane Moura. Coordenação: Hélio Etges