Vamos entrar para tomar uma xícara de café? Café com açúcar ou adoçante, forte ou fraco, capuccino ou expresso. Mas, quase sempre, café. É comum vermos estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) com copos de café pelo Centro de Convivência e salas de aula. De manhã, tarde ou noite, nos prédios da Comunicação, têm cheiro de café. Sempre há alguém na lancheria pedindo para a atendente: “Me dá um cafezinho, por favor”! Mas, nem todo mundo aprecia essa bebida. Alguns preferem o chá ou mesmo a água e dessas pessoas a cafeína passa longe. Neste outono, não importa se for café ou chá, desde que esquente os comunicadores e dê forças para terminar os trabalhos da faculdade. Pois, como disse Alexandre King: “A necessidade básica do coração humano durante uma grande crise é uma boa xícara de café quente” ou chá.
Eu tomo diariamente cinco copos de café. O café me faz muito bem, ele me dá energia para fazer as coisas do dia a dia e me deixa mais acordada. Uma história engraçada, foi quando eu estava segurando o celular, a carteira e um copo de café e consegui virá-lo por toda a roupa. Fui ao banheiro para limpar e ainda ficou pior do que estava e eu ainda tinha mais duas aulas. E isso tudo no Centro de Convivência. Danielly de Oliveira, 18 anos, 1º semestre de Publicidade e
Eu bebo mais ou menos seis xícaras de café por dia. Sempre gostei da bebida e não aumentei as doses por causa do Curso, por enquanto. Durante a semana, bebo o da Unisc e do local onde trabalho. Já nos fins de semana eu mesmo faço meu café tradicional, de pó e água, em casa. Sempre com açúcar! O café me faz despertar pela manhã, me dá a sensação de energia. Sem ele não consigo nem abrir meus e-mails. Ele que me mantém acordado o resto do dia e me ajuda a enfrentar a aula à noite. Maicon Douglas da Silva, 18 anos, 1º semestre de Relações Públicas
Sempre tomo café de manhã e de tarde no meu local de trabalho. Cerca de cinco copos por dia. É viciante. Na Unisc eventualmente eu compro também. Mas não há nada melhor do que um café feito em casa, com açúcar. Confesso que não consumia tanto café como agora que estou cursando Comunicação. Acho que isso é uma coisa do Curso. Ele me dá energia, me traz ânimo e sempre fico feliz depois que tomo um café. Ana Gabriela Alves, 20 anos, 7º semestre de Produção em Mídia Audiovisual
O café está presente desde as rodinhas de conversa nos Centros de Convivência até nas horas de estudo dos acadêmicos. Mas, você tem ideia de quanto
café é vendido diariamente na Unisc? A equipe do DizAí pesquisou em alguns bares do campus e o resultado você confere na tabela.
Prédio Litros de café vendidos por dia 35
15 litros
18
20 litros
13
30 litros
Como você pôde notar, a Lancheria Ponto 4, no bloco 13, mais frenquentado pelos alunos de Comunicação, é a que mais vende a bebida. Pelo visto, os comunicadores realmente são os principais consumidores de café ao se olhar os números. Assim, ele até pode ser considerada a bebida oficial do Curso. Mas, será que os alunos consomem exageradamente? Existe um limite? Segundo a nutricionista e professora do curso de Nutrição da Unisc, Fabiana Poll, o café é um estimulante que dá ao organismo uma sensação de energia para te deixar desperto. Entretanto, a professora alerta:
Não consumo café porque não me faz bem. Fico o dia todo com um gosto ruim de café na boca, não importa quantas vezes escove os dentes. Em algumas vezes, o gosto é tão ruim, que acabo enjoando. É complicado quando vou à casa de alguém e sou, de certa forma, obrigada tomar café. Daí a saída é fazer meu café bem fraco, quase uma água. Quando vou na minha avó, por exemplo, ela faz café para os outros e chazinho para mim. Ana Paula Severo, 21 anos, 7º semestre de Jornalismo
“Café é uma energia artificial, não tem nutrientes como um biscoito, por exemplo. Ele apenas estimula o sistema nervoso, mas quando acaba, você tende a precisar de mais. O ideal é consumir até três copinhos de café por dia. Em excesso, pode causar insônia, palpitações, azia e ansiedade.” A nutricionista também lembra que a cafeína, além de ser rica em potássio, combate a bactéria que causa a cárie e apenas escurece os dentes por causa de sua coloração escura.
Em casa bebo de três a quatro xícaras de café; no trabalho, de duas a três; e na Unisc, de dois a três copos. Antes de entrar no Curso, eu consumia muito menos café. Os prazos, as tarefas, a profissão exige café: o combustível do cérebro - com açúcar. Beber muito café é, a meu ver, algo comportamental, do profissional que trabalha com prazos muito exíguos e pressão por resultados. O jornalismo é assim. E a publicidade, a produção audiovisual, as relações públicas também têm seus momentos críticos. Joel Eduardo Oliveira, 25 anos, 5º semestre de Produção em Mídia Audiovisual e 9º semestre de Jornalismo
Na falta eu até tomo café, mas sempre é a minha última opção. Prefiro chá ou suco e me acostumei assim. Nunca tive nenhum problema de saúde que tirasse o café da minha alimentação, só nunca fui acostumada a tomar com tanta frequência assim. E é claro que estudantes e profissionais de comunicação tomam muito café. Temos mil e uma coisas para fazer: campanhas, textos, estratégias e eventos. Precisamos estar sempre ligados para atender as demandas e cumprir prazos. Lize Ramão, 20 anos, 5º semestre de Relações Públicas
Expediente: Eduarda Pavanatto, Andressa Bandeira, Paula Turcatto, Nicole Rieger, Júlia Beling e Patrícia Kolberg. Coordenação: Hélio Etges. Projeto Gráfico: Martina Scherer
Café: A bebida oficial dos comunicadores