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Revista Una Nº 184 - Fiat 50 Brasil

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Fiat 50 anos: orgulho de fazer parte dessa história

Celebrar os 50 anos da Fiat no Brasil é reconhecer uma trajetória que ultrapassa o tempo e se confunde com a própria evolução do mercado automotivo brasileiro. Em cinco décadas, a marca construiu presença, identidade e relevância. Tornou-se parte da vida de milhões de consumidores, marcou gerações, lançou produtos que dialogam com o jeito brasileiro de dirigir e consolidou uma relação de proximidade rara entre indústria, Concessionários e clientes.

Desde sua chegada ao País, a Fiat demonstrou visão, coragem e capacidade de adaptação. Apostou na produção local, investiu em tecnologia, compreendeu as necessidades do consumidor brasileiro e se firmou como uma das marcas mais queridas e importantes do nosso mercado. Essa história de sucesso é resultado de trabalho, estratégia, sensibilidade e de uma conexão verdadeira com o Brasil.

Neste momento tão especial, em nome da Abracaf e de toda a Rede de Concessionárias Fiat, queremos cumprimentar a Fiat por esta data histórica. Para nós, é motivo de orgulho caminhar ao lado de uma marca líder, admirada e profundamente ligada ao País. Uma marca não chega a meio século com essa relevância por acaso. Chega porque soube construir confiança, ouvir o mercado, valorizar seus parceiros e manter viva a capacidade de se renovar.

A Rede de Concessionárias Fiat tem orgulho de fazer parte dessa caminhada. Em cada fase, esteve próxima dos clientes, levou a marca a diferentes regiões do Brasil, fortaleceu o atendimento, apoiou lançamentos, desenvolveu o pós-vendas e

“ A Fiat mantém posição de destaque no mercado e, como parte da Stellantis, conta com a força, a escala global e a capacidade de investimento de um dos maiores grupos automotivos do mundo. “

contribuiu para os resultados que hoje celebramos. Ao longo desses anos, o diálogo constante entre a Fiat, a Abracaf e a Rede tem sido essencial para fortalecer uma parceria baseada em respeito, responsabilidade e objetivos comuns.

Essa integração também esteve presente no recente encontro da Recofiat Minas Gerais, realizado em Ouro Preto. A expressiva participação dos Concessionários mineiros, a presença da Abracaf e o diálogo direto com executivos da Fiat e da Stellantis reforçaram a importância de uma agenda conjunta. Temas como competitividade, remuneração, estoque, digitalização, canais de venda, CRM e pós-vendas mostraram que a Rede segue atenta às mudanças do mercado e comprometida com a eficiência do negócio.

Outro fato que merece registro é a formatura da primeira turma do MBA em Gestão Executiva de Concessionárias Fiat, iniciativa inédita da Abracaf em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, Fenabrave, Academia CEO e MegaDealer. A conclusão do programa, com 24 formandos, representa um passo importante na preparação de novas lideranças e confirma a importância de investir em conhecimento, gestão e sucessão para manter a Rede forte e competitiva.

Chegamos a esta comemoração em um momento de grandes oportunidades. A Fiat mantém posição de destaque no mercado e, como parte da Stellantis, conta com a força, a escala global e a capacidade de investimento de um dos maiores grupos automotivos do mundo. Esse contexto amplia perspectivas, fortalece o desenvolvimento de novos produtos e reforça a confiança da Rede em uma agenda de inovação, tecnologia, conectividade, eficiência e experiência do cliente. Para os Concessionários, esse cenário traz desafios, mas também abre espaço para crescimento, modernização e fortalecimento da relação com os consumidores.

Quero deixar registrada nossa homenagem à Fiat e a todos que ajudaram a construir essa história no Brasil. Mais do que celebrar o passado, ela registra a confiança da Abracaf no presente e no futuro da marca. Que os 50 anos da Fiat sejam recebidos como um reconhecimento ao que já foi realizado e, ao mesmo tempo, como inspiração para uma nova etapa de trabalho, liderança e realizações.

PALAVRA DO PRESIDENTE

ABRACAF EM DIA

As principais notícias sobre a Abracaf

3

TECNOLOGIA

Combustível feito de fumaça e lixo 6

ARTIGO

Compromisso ambiental desde o primeiro dia

8

MBA em Gestão Executiva de Concessionárias 10

TURISMO BEM-ESTAR

FORMAÇÃO PROFISSIONAL A impressionante Casa 500 em Turim

GALERIA

Dormir bem virou questão de produtividade Fiat Viviani: desenvolvimento em movimento 30 26 34

Presidente: José Tajra Sobrinho.

1º Vice-Presidente: Carlos Milton Buffoni Filho.

2º Vice-Presidente: Graziella Manso Baida Malieri.

Vice-Presidentes: Henrique Brandão Menezes Junior, Roberto Bortoncello Nahas e Djalma

Bezerra Neto.

Diretor Tesoureiro: Hélcio Cardoso de Matos Sobrinho.

Diretores: Edmo Edmundo Pinheiro Neto, Elton Doeler, Gustavo Viviani, Jayme Batista Gonçalves Filho, Marcelo Pizani, Marco Aurélio Leta, Paulo Fernando Queiroz de Figueiredo Júnior e Victor Lau Netto Viana.

Conselho de Ex-Presidentes: Edmo Mendonça Pinheiro, Flávio Antônio Meneghetti, Guido

Benedito Viviani, José Carlos Dourado de Azevedo Junior, José Maurício Andreta Junior e Rubens da Silva Carvalho.

Diretor Executivo: Márcio Cardoso.

Conselho Editorial da Revista: Márcio Cardoso, Vagner Caldeira e Cairy Lemos.

Coordenação Geral: Cláudia Froeder.

Jornalista Responsável: Juliana Pires (MTB 3866/DF).

Coordenação Editorial e de Arte: GTW Digital Marketing.

Redação: GTW Digital Marketing • Contatos: 61 3032-6029 | cairy@gtwdigital.com.br.

Projeto Gráfico e Diagramação: GTW Digital Marketing - www.gtwdigital.com.br.

Recofiat Minas Gerais reforça força da rede e agenda conjunta com Fiat/Stellantis

A Recofiat Minas Gerais realizou, em 15 de maio de 2026, em Ouro Preto (MG), um encontro marcado pela expressiva presença da rede de concessionários Fiat no Estado e por uma pauta estratégica voltada aos principais desafios do setor automotivo.

O encontro contou com a participação do presidente da Abracaf, José Tajra Sobrinho, do diretor executivo da entidade, Márcio Cardoso, além de executivos e representantes da Fiat e da Stellantis. Entre eles, estiveram Sylvio Brito, gerente regional de Vendas de Minas Gerais, Daniel França, diretor de Desenvolvimento de Rede, e representantes das áreas comercial e de pós-vendas da montadora.

Na abertura dos trabalhos, a presença expressiva dos concessionários mineiros evidenciou a união e a representatividade da rede Fiat em Minas Gerais. O encontro também foi uma oportunidade para tratar de temas associativos relevantes, como margem variável, holdback, bônus de localização, estoque, remuneração, competitividade e a necessidade de acompanhamento permanente das pautas junto à montadora.

A participação institucional da Abracaf foi reforçada pela atuação do presidente José Sobrinho e pela apresentação do diretor executivo Márcio Cardoso, que destacou a importância de uma agenda estruturada entre rede, associação e Fiat/Stellantis. A mensagem central foi a necessidade de fortalecer a interlocução, manter as pautas comuns organizadas e preparar os concessionários para um mercado em rápida transformação.

Outro destaque da programação foi a palestra do economista Igor Barreto, do Itaú, que apresentou uma análise do cenário macroeconômico e seus impactos sobre o setor automotivo. Juros elevados, maior seletividade no crédito, endividamento das famílias, volatilidade cambial, pressão de custos e avanço da

concorrência foram apontados como fatores que exigirão das concessionárias mais eficiência comercial, disciplina financeira e gestão rigorosa de estoque.

No bloco conduzido pela Fiat/Stellantis, Sylvio Brito destacou a força da rede mineira, o desempenho regional acima da média nacional e a importância de Minas Gerais para a Fiat. A apresentação também trouxe pontos de atenção, como o avanço das marcas chinesas, a pressão competitiva em segmentos urbanos e eletrificados, a necessidade de evolução no atendimento digital e a importância de tratar leads com a mesma prioridade dedicada ao cliente que visita o showroom físico.

A pauta ainda incluiu temas como canais de venda, varejo, small business, gestão de CRM, conectividade, estoque antigo, uso de ferramentas digitais e fortalecimento do pós-vendas. Também foram reforçadas duas datas estratégicas para a rede: o Digital Day Fiat, marcado para 7 de julho de 2026, e a comemoração dos 50 anos da Fiat no Brasil, prevista para 9 de julho de 2026.

Ao final, a Recofiat Minas Gerais reafirmou seu papel como espaço essencial de integração entre concessionários, Abracaf e Fiat/Stellantis. O encontro deixou uma mensagem clara: a rede mineira segue forte, representativa e bem posicionada, mas os próximos avanços dependerão de disciplina operacional, eficiência comercial, digitalização, pós-vendas estruturado e atuação conjunta diante de um mercado cada vez mais competitivo.

Abracaf no 42º Encontro de Carros Antigos de Jundiaí

O 42º Encontro de Carros Antigos de Jundiaí foi realizado entre 1º e 3 de maio, no Parque da Uva, em Jundiaí/SP, reunindo colecionadores, expositores e admiradores de veículos clássicos de diversas regiões do país. Promovido pelo Clube do Carro Antigo de Jundiaí, o evento homenageou os 50 anos da Fiat no Brasil e contou com exposição de veículos junto à atrações culturais, mercado de pulgas, venda de automóveis antigos e ações beneficentes.

Dentro da programação do encontro, o Diretor Executivo da Abracaf, Márcio Cardoso, participou como jurado da exposição de veículos antigos, contribuindo com a avaliação dos automóveis participantes. A presença da entidade reforça o reconhecimento da importância histórica e cultural do setor automotivo.

STF confirma constitucionalidade da Lei Renato Ferrari

A decisão unânime do Supremo Tribunal Federal que reconheceu, em 23 de abril de 2026, a constitucionalidade da Lei nº 6.729/1979, a Lei Renato Ferrari, foi recebida como uma importante vitória institucional da Fenabrave e de todo o sistema de distribuição de veículos no Brasil.

A lei, que estrutura a relação comercial entre montadoras e concessionárias desde o fim da década de 1970, teve sua validade confirmada no julgamento da ADPF 1.106, proposta pela Procuradoria-Geral da República em 2023. O STF acompanhou o voto do relator, ministro Edson Fachin, e manteve o entendimento de que a legislação cumpre papel relevante na organização do

mercado automotivo, ao contribuir para o equilíbrio das relações entre concedentes e concessionários.

Para a Federação, o reconhecimento da constitucionalidade consolida a Lei Renato Ferrari como o arcabouço regulatório que preserva pilares essenciais do setor, como competitividade, segurança jurídica, respeito aos direitos do consumidor, atração de investimentos, inovação tecnológica e geração de empregos em toda a cadeia produtiva e contratual.

A decisão reduz incertezas jurídicas e reafirma a importância de regras claras para a atuação das redes de concessionárias no País. Para a Abracaf e seus associados, o resultado fortalece a representação do setor e confirma a relevância de uma legislação que, há décadas, dá sustentação à atividade dos concessionários e à capilaridade do atendimento ao consumidor brasileiro.

COMBUSTÍVEL FEITO DE FUMAÇA E LIXO

Fórmula 1 troca a gasolina fóssil por combustível sustentável avançado, mas o caminho até o posto ainda depende de escala, preço e regulação

A Fórmula 1 de 2026 não mudou apenas carroceria, aerodinâmica e unidade de potência. A alteração mais profunda está no tanque. Pela primeira vez, o combustível que alimenta o motor a combustão dos carros deve ser totalmente sustentável e sem componentes derivados de petróleo bruto. Metade de toda a potência de um carro de F1 dessa temporada vem da queima desse combustível, a outra metade vem do sistema elétrico híbrido, formado pela bateria e pelo MGU-K. Mas vamos ficar só no motor a combustão.

O nome técnico adotado pela FIA é combustível sustentável avançado. Na prática, ele precisa cumprir a função da gasolina de alta performance, com octanagem, densidade e poder calorífico compatíveis com motores de competição, mas sem nada que venha do petróleo. Essa nova fórmula reaproveita carbono de outras fontes: CO₂ separado de gases industriais — inclusive de chaminés de fábricas —, resíduos urbanos como lixo residencial, além de restos agrícolas, madeira de descarte, esgoto, biogás e outros subprodutos industriais. Depois, esse carbono é combinado com hidrogênio verde para formar um combustível líquido parecido com a gasolina.

A produção de hidrogênio também pode ser sustentável, como no caso do produzido por eletrólise, um processo que usa eletricidade para separar a molécula da água. Quando essa eletricidade vem de fonte renovável, como vento, sol, hidrelétrica ou biomassa, o hidrogênio resultante é chamado de verde. Em seguida, ele entra como uma das peças básicas para montar novas moléculas de combustível.

Essas moléculas são hidrocarbonetos: combinações de hidrogênio e carbono, a mesma família química da gasolina, do diesel e do querosene de aviação. A diferença é a origem. Na

gasolina comum, essas moléculas vêm do petróleo. No combustível sintético, elas são montadas em laboratório ou em plantas industriais a partir de carbono reaproveitado e hidrogênio produzido com energia limpa. Uma das rotas possíveis é fabricar e-metanol, um álcool industrial produzido com eletricidade renovável, hidrogênio verde e CO₂ capturado. Esse e-metanol pode ser usado como combustível marítimo ou servir de etapa intermediária para produzir gasolina sintética, querosene sintético de aviação e outros combustíveis líquidos.

Esse é o sentido do termo e-fuel: combustível produzido com eletricidade renovável. Ele não é elétrico como um carro a bateria. É líquido, inflamável e queimado em motor a combustão. Por isso, em português, a melhor definição é combustível sintético feito com eletricidade limpa. Também se usa o termo “combustível de substituição direta”: ele pode ocupar o lugar da gasolina em motores, tanques, caminhões e postos parecidos com os atuais, desde que cumpra as especificações técnicas exigidas para cada aplicação.

Não existe uma fábrica única que produza “o combustível da Fórmula 1”. O regulamento define as características e a certificação; cada fornecedor desenvolve sua própria mistura para as equipes. Petronas, Shell, ExxonMobil, Aramco e BP estão entre as empresas ligadas aos fabricantes de unidades de potência da categoria. O combustível é homologado, auditado e pode reunir diferentes componentes sustentáveis certificados. A Fórmula 1, portanto, não está comprando um produto comum de prateleira. Está obrigando empresas de energia a desenvolver combustíveis líquidos sem petróleo bruto para o ambiente mais exigente do automobilismo. E parte dessa tecnologia, no futuro, pode chegar ao seu tanque!

Fora das pistas, o exemplo mais visível de produção é a planta Haru Oni, em Punta Arenas, no Chile, operada pela HIF Global com participação da Porsche e de fornecedores industriais. A unidade usa energia eólica da Patagônia para produzir hidrogênio verde, combina esse hidrogênio com CO₂ de origem biogênica e produz e-metanol e e-gasolina. A produção ainda é pequena, usada em demonstrações, nos Porsche Experience Centers e na Porsche Mobil 1 Supercup. O caso serve como prova industrial, não como mercado de consumo.

No Brasil, o caminho é mais distante. A HIF Global tem projeto no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, voltado inicialmente ao e-metanol. A própria empresa informa que a planta também poderá produzir e-SAF, sigla em inglês para combustível sustentável de aviação. Em português claro, trata-se de um querosene sintético para aviões, feito a partir de hidrogênio verde e carbono reaproveitado, sem petróleo bruto. O e-metanol também pode servir, no futuro, como matéria-prima para gasolina sintética, diesel sintético ou outros combustíveis líquidos compatíveis com carros, caminhões e máquinas. Até agora, porém, não há previsão oficial de venda de gasolina sintética em postos brasileiros. O cenário mais provável é que os primeiros volumes tenham destino industrial, marítimo ou aéreo, onde há maior disposição a pagar por combustíveis de baixa emissão.

A logística é uma das vantagens desse caminho. Diferentemente da eletrificação, que exige pontos de recarga, reforço de rede e gestão de demanda, um combustível líquido pode usar parte da infraestrutura atual: terminais, navios, dutos, caminhões e bombas. Isso não dispensa certificação, controle de origem e cuidado contra contaminação, mas reduz a necessidade de uma rede completamente nova.

Outra vantagem é que, quando produzido como gasolina sintética, esse combustível pode substituir a gasolina comum em motores atuais, inclusive em carros flex, sem exigir troca de motor. A condição é cumprir as mesmas especificações técnicas e regulatórias da gasolina vendida no país. Nem todo combustível sintético, porém, serve para qualquer veículo: e-metanol, diesel sintético e querosene sustentável de aviação têm aplicações próprias.

Mas em uma comparação direta de eficiência energética, o carro elétrico ainda vence com folga – menos na F1, onde os pilotos reclamaram tanto do desempenho das baterias que a FIA foi obrigada a mudar parte das especificações da parte elétrica do motor. Nas ruas, no entanto, uma parcela muito maior da eletricidade usada na tomada chega às rodas, enquanto o combustível sintético perde energia na eletrólise, na síntese química, no transporte e na queima dentro do motor.

Na análise de ciclo de vida, elétricos também tendem a emitir menos gases de efeito estufa quando a matriz elétrica é limpa, embora tenham maior pegada inicial na fabricação da bateria.

Mas se a energia que alimenta as baterias for produzida a partir

da queima de carvão ou diesel – algo ainda comum em muitas regiões – a vantagem ambiental do elétrico pode diminuir. O combustível sintético é ambientalmente defensável quando usa energia renovável adicional, CO₂ sustentável e substitui gasolina fóssil em veículos que continuarão rodando por anos.

A viabilidade para carros de rua ainda é o ponto fraco. Hoje, a gasolina sintética é cara, rara e sem preço de bomba consolidado. Ninguém sabe ao certo quanto custa um litro do combustível usado na F1; e mesmo em cenários otimistas, o mais provável é chegar primeiro a nichos: competição, veículos de alto valor, frotas especiais, aviação e transporte marítimo. Para o automóvel comum, especialmente no Brasil, ela terá de competir não apenas com o carro elétrico, mas com o etanol, que já oferece uma rota renovável local, distribuída e conhecida pelo consumidor.

Mas essa nova investida prova, mais uma vez, que a Fórmula 1 é o laboratório mais veloz do mundo. Muitas tecnologias nasceram nela e outras foram aceleradas ali sob pressão extrema antes de chegar às ruas. O câmbio com borboletas atrás do volante foi desenvolvido por dez anos pela Ferrari, até chegar às pistas em 1989 e depois se espalhar primeiro por esportivos, sedãs e SUVs, até se tornar comum em carros com câmbio automático e modelos de maior valor.

A suspensão ativa, explorada por Lotus e Williams entre o fim da década de 1980 e início dos anos 1990, abriu caminho para sistemas de amortecimento adaptativo. O acelerador eletrônico, chamado na época de “fly by wire” e instalado, por exemplo, no McLaren MP4/7A que Ayrton Senna pilotou em 1992, ajudou a refinar o controle do motor. O balanço eletrônico de freio e o freio por fio anteciparam soluções hoje comuns em híbridos e elétricos.

A telemetria transformou o carro em uma máquina monitorada por sensores, com contribuição pioneira da equipe italiana Minardi e da empresa brasileira NGD durante a temporada de 1989. A lógica por trás da telemetria hoje é familiar em aplicativos como o Waze: transformar dados coletados em tempo real em decisões imediatas, seja uma mudança de estratégia na corrida ou uma rota mais rápida na volta para casa. A injeção eletrônica, os freios de carbono, os comandos no volante e os sistemas híbridos também foram aperfeiçoados no ambiente da competição e depois chegaram, em maior ou menor grau, às ruas.

O combustível sustentável segue nessa tradição. Hoje é caro, restrito e tecnicamente exigente. Não substitui a bateria como solução universal – nem mesmo nos carros de F1 atuais – nem resolve sozinho a pegada ambiental do transporte, mas sem dúvida é uma inovação promissora. A corrida dos combustíveis sustentáveis avançados começa nos autódromos, mas a chegada ao posto dependerá menos da velocidade dos carros e mais da capacidade de produzir em escala moléculas limpas, certificadas e economicamente viáveis.

Quando se fala em sustentabilidade no setor automotivo, é comum associar o tema a novas tecnologias, veículos eletrificados ou grandes políticas ambientais. No entanto, dentro da realidade operacional das concessionárias, a sustentabilidade começa de forma muito mais prática: com treinamento claro e orientação de procedimentos desde o primeiro dia de trabalho.

Concessionárias possuem uma rotina intensa. Oficinas mecânicas, áreas de lavagem, troca de óleo, manutenção de peças, armazenamento de produtos químicos e geração de diferentes tipos de resíduos fazem parte da operação diária. Nesse ambiente, pequenas decisões tomadas ao longo do dia podem ter impactos ambientais importantes.

Por isso, um dos pilares fundamentais da gestão ambiental é garantir que todos os colaboradores saibam exatamente como agir em relação aos resíduos gerados na operação.

Ao longo de mais de duas décadas trabalhando diretamente com redes de concessionárias em todo o Brasil, observamos que muitos problemas ambientais não surgem por negligência, mas por algo muito mais simples: falta de orientação prática sobre procedimentos básicos.

Perguntas simples muitas vezes não estão claramente respondidas no dia a dia das equipes:

ǟ Onde descartar cada tipo de resíduo?

ǟ Quem é responsável por armazenar o óleo usado?

ǟ Qual o procedimento para embalagens contaminadas?

ǟ O que fazer em caso de derramamento?

ǟ Quem acompanha essas rotinas dentro da concessionária?

Quando essas respostas não estão organizadas em procedimentos claros, o resultado normalmente é improvisação. E improvisação gera dois problemas: risco ambiental e conflito operacional entre equipes.

É muito comum que surjam situações em que um colaborador acredita que determinada tarefa é responsabilidade de outro setor. A oficina entende que a responsabilidade é do almoxarifado, o almoxarifado acredita que é da limpeza, e assim por diante. Esses pequenos desencontros geram atritos desnecessários dentro da empresa.

Nesse contexto, a gestão ambiental estruturada também passa a ser uma ferramenta de organização da rotina e de redução de conflitos internos.

Foi justamente a partir dessa realidade que desenvolvemos a Metodologia AutoVerde, um modelo criado especificamente para concessionárias de veículos, com foco em transformar a gestão ambiental em algo simples, padronizado e operacional.

A base da metodologia está em um princípio claro: sustentabilidade começa com comportamento e organização de rotina.

Quando existem procedimentos claros, responsabilidades definidas e ferramentas de acompanhamento, o ambiente de trabalho se torna mais organizado. Cada colaborador entende seu papel dentro do processo e sabe exatamente como agir.

Além disso, ferramentas de gestão ambiental ajudam a registrar e acompanhar as atividades realizadas. Esse monitoramento cria transparência nas operações e evita discussões desnecessárias sobre quem fez ou deixou de fazer determinada atividade.

Na prática, quando a gestão ambiental é estruturada com treinamento, rotinas e ferramentas adequadas, ela gera benefícios que vão muito além da conformidade legal. Ela contribui para:

ǟ Maior organização nas áreas operacionais

ǟ Redução de erros no manejo de resíduos

ǟ Melhor comunicação entre setores

ǟ Diminuição de atritos entre colaboradores

ǟ Maior engajamento das equipes com as boas práticas da empresa

Ou seja, gestão ambiental também é gestão de pessoas e processos.

Nesse cenário, a disseminação de conhecimento e boas práticas torna-se fundamental. É exatamente com esse propósito que a parceria entre a Abracaf e a Ouro Verde Meio Ambiente ganha relevância para o setor.

A Abracaf representa a rede de concessionárias Fiat em todo o Brasil, reunindo mais de 500 concessionárias. Já a Ouro Verde Meio Ambiente, pioneira no desenvolvimento de programas de gestão ambiental aplicados ao setor automotivo, atua há mais de uma década ao lado das redes de concessionárias na construção de modelos práticos de sustentabilidade.

Essa parceria, iniciada em 2023, tem como objetivo levar informação, orientação técnica e soluções aplicáveis à realidade das concessionárias, ajudando as empresas a estruturarem seus processos ambientais de forma simples e eficiente.

Por meio de conteúdos educativos, treinamentos, programas de orientação e ferramentas de gestão, a iniciativa busca apoiar as concessionárias na construção de rotinas mais organizadas, seguras e alinhadas com as boas práticas ambientais.

Mais do que atender legislações, a proposta é ajudar as empresas a desenvolverem uma cultura operacional onde sustentabilidade, organização e eficiência caminham juntas.

No final das contas, a sustentabilidade dentro das concessionárias não nasce apenas de grandes projetos ou investimentos complexos. Ela nasce de algo muito mais simples e poderoso: colaboradores bem orientados, procedimentos claros e uma gestão que facilita o trabalho das equipes.

Quando cada profissional entende seu papel desde o primeiro dia, a gestão ambiental deixa de ser um desafio e passa a ser parte natural da rotina da empresa.

E é exatamente assim que se constrói uma concessionária verdadeiramente sustentável.

Prof. Luiz Henrique Lopes Vilas

PhD, fundador da Ouro Verde Meio Ambiente, atua desde 1987 no setor automotivo e integra a comissão ESG da Abracaf.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Abracaf forma primeira turma do MBA em Gestão Executiva de Concessionárias

Realizado em parceria com FGV, Fenabrave, Academia CEO e MegaDealer, programa consolida formação voltada à gestão, sucessão e competitividade da Rede Fiat

A primeira turma do MBA em Gestão Executiva de Concessionárias Fiat concluiu sua formação, com cerimônia de entrega de certificados aos 24 formandos no dia 19 de maio. O encerramento marcou a conclusão de uma iniciativa inédita da Abracaf, desenvolvida com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Fenabrave, a Academia CEO e a MegaDealer, com foco na preparação de gestores e sucessores da Rede Fiat.

Com início em fevereiro de 2025, o programa nasceu com a proposta de oferecer uma formação executiva de alto nível, construída sob medida para a realidade das Concessionárias Fiat. O MBA foi concebido como uma extensão das ações de capacitação já desenvolvidas pela Abracaf, especialmente o Projeto Sucessores, e como resposta à necessidade de ampliar a qualificação da Rede em um mercado cada vez mais competitivo.

O programa inclui disciplinas como Administração de Vendas, Gestão Estratégica, Finanças Corporativas, Experiência do Cliente e Neurobusiness, e seminários temáticos conduzidos por especialistas da Academia CEO e da MegaDealer. A certificação do curso tem reconhecimento acadêmico: o MBA recebeu chancela da FGV e certificação do Ministério da Educação, o que reforça sua validade para o mercado e para a carreira dos participantes.

Ficamos muito felizes quando a FGV aceitou o desafio de construir, ao lado da Abracaf, uma formação alinhada às particularidades e às necessidades da Rede Fiat, conferindo a este MBA uma relevância ainda mais especial. O setor automotivo vem passando por profundas transformações e continua evoluindo em ritmo acelerado. Diante desse cenário, torna-se essencial buscarmos constantemente novos conhecimentos, inovações e estratégias que mantenham nossas concessionárias fortes, competitivas e preparadas para os desafios do futuro. Mais do que um curso, este MBA, que conta também com a parceria da Fenabrave, Academia CEO e MegaDealer é uma verdadeira ferramenta de transformação, desenvolvida para formar líderes que vão garantir a longevidade da Rede Fiat.

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Para o presidente da Abracaf, José Tajra Sobrinho, a conclusão da primeira turma confirma a importância estratégica do projeto. “Quando abrimos este MBA em Gestão Executiva de Concessionárias, dissemos que ele não era apenas mais um curso. Era um marco para a Abracaf e para a Rede Fiat. Hoje, olhando para estes 24 formandos, temos a certeza de que aquela afirmação estava correta”, afirmou o presidente. Para

ele, a formação representa não apenas o encerramento de um ciclo acadêmico, mas também um passo relevante na construção de novas lideranças para a Rede Fiat.

O curso foi estruturado para combinar conhecimento acadêmico, visão estratégica e aplicação prática. Com carga horária de 432 horas, o MBA adotou formato blended, reunindo aulas presenciais, atividades online por web-conferência, conteúdos na plataforma virtual da FGV, estudos de caso, seminários temáticos, visitas técnicas e encontros de benchmarking. A grade contemplou 17 disciplinas, com temas como liderança, gestão estratégica, finanças, marketing, vendas, experiência do cliente, operações, inovação, inteligência artificial, sustentabilidade, neurobusiness, projetos e metodologias ágeis.

O MBA representa mais um importante avanço no trabalho que a Abracaf vem desenvolvendo ao longo dos anos na capacitação de gestores e sucessores da Rede Fiat. A parceria com a Fundação Getúlio Vargas, Fenabrave, Academia CEO e MegaDealer possibilitou a construção de um programa especialmente voltado à realidade da nossa Rede, unindo conhecimento técnico, visão estratégica e experiências práticas. Líderes mais preparados contribuem diretamente para concessionárias mais sólidas e competitivas.

Cardoso · Diretor executivo da Abracaf

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Márcio

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Quando iniciamos esta jornada, dissemos que este MBA era um marco para a Abracaf e para a Rede Fiat. A missão da nossa comissão sempre foi a de contribuir para preparar ainda melhor os nossos gestores, fortalecer nossas concessionárias e ajudar a Rede Fiat a estar pronta para o futuro. Agora com a conclusão do curso temos a certeza de que demos um passo muito importante e na direção correta. Ao longo do curso os alunos tiveram acesso a novos conhecimentos, novas ferramentas de gestão, novas visões de mercado e, principalmente, à oportunidade de trocar experiências com colegas que vivem os mesmos desafios no dia a dia das concessionárias. Essa riqueza e esse conhecimento ninguém vai conseguir tirar. Como concessionário e como relator da comissão da Abracaf, tive a oportunidade de observar em cada aluno a alegria de participar desta primeira turma de formandos e que irão conduzir a nossa Rede nos próximos anos. Uma das maiores contribuições deste MBA, para mim, foi mostrar que ninguém lidera uma concessionária olhando apenas para dentro do próprio negócio. É preciso olhar para o mercado, para as pessoas, para a tecnologia, para o cliente e para a Rede como um todo. E é preciso olhar para si mesmos, reconhecer seus limites e, principalmente, explorar ao máximo as suas possibilidades. Esse é o tipo de visão que precisamos imputar nas novas gerações para estarem mais preparados para o futuro. E que venham novas turmas...

Marco Leta · Relator da Comissão de Gestão, Treinamento e Tecnologia da Abracaf

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A construção do programa envolveu a adaptação dos conteúdos à realidade da Rede Fiat. Na avaliação de Márcio Cardoso, diretor executivo da Abracaf, esse foi um dos principais diferenciais da iniciativa. “Este MBA foi desenhado para equilibrar conhecimento técnico e experiência prática, e a perfeita sintonia entre todos os que o desenvolveram permitiu esse programa de altíssimo nível”, afirmou.

A metodologia também foi destacada pelos parceiros envolvidos. O objetivo foi formar gestores capazes de compreender a transformação do setor e atuar de forma protagonista nesse processo. O curso buscou desenvolver gestores que compreendam não apenas os desafios do setor, mas saibam liderar a transformação digital e a inovação dentro das Concessionárias.

A Academia CEO contribuiu com conteúdos práticos, casos e seminários temáticos voltados à gestão do negócio. Para Antonio Maciel, idealizador da instituição, a formação foi planejada para gerar impacto direto nas empresas dos participantes. A ideia é que os gestores que souberem aplicar o conhecimento adquirido terão um impacto imediato em suas empresas, dada a constante transformação do mercado automotivo.

Nos próximos quatro anos, novos entrantes e tecnologias devem representar mais de 30% do mercado, exigindo das lideranças de concessionárias preparo em gestão e uma visão estratégica renovada. O MBA em Gestão de Concessionária FGV/ Abracaf responde a esse cenário ao unir o rigor acadêmico da FGV à prática das concessionárias, com aulas e seminários da MegaDealer focados em inovação e transformação do varejo automotivo. O engajamento dos participantes também se destacou, com encontros na Abracaf e visitas técnicas antes das aulas presenciais para troca de melhores práticas e sua aplicação em outras operações.

Nilson Caldeira · Coordenador do programa pela Abracaf

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A MegaDealer teve papel complementar na conexão entre teoria e operação. Nilson Redis Caldeira, representante da MegaDealer, foi o coordenador técnico do programa pela Abracaf, que enfatizou a importância do ambiente colaborativo no qual os gestores poderão desenvolver soluções concretas para os desafios enfrentados pelas concessionárias.

A Fenabrave também integrou a construção do programa, contribuindo com a experiência acumulada em iniciativas de formação voltadas ao setor. A entidade já desenvolveu iniciativas semelhantes, com cursos de MBA focados no setor de distribuição.

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A Fenabrave acredita que o futuro do setor automotivo passa, necessariamente, pela formação de profissionais cada vez mais preparados. Por isso, apoiar iniciativas como o MBA em Gestão de Concessionárias, em parceria com a FGV e a Academia CEO, reforça nosso compromisso com a excelência, a inovação e o fortalecimento das concessionárias brasileiras. Parabenizamos todos os formandos da turma da Abracaf, por essa importante conquista e pela dedicação em construir um setor mais forte, sustentável e competitivo para o Brasil. Investir em conhecimento é investir nas pessoas, nosso maior patrimônio. Desejamos sucesso e que DEUS abençoe a todos!

Arcelio Junior · Presidente da Fenabrave/Fenacodiv

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Sou Élica Carvalho, capixaba de nascimento e rondoniense de coração, Head de Negócios Automotivos do Grupo Rovema – Autovema, com 24 anos de atuação no setor automotivo.

Participar do MBA em Gestão de Concessionárias foi uma experiência transformadora, ampliando nossa visão estratégica e fortalecendo ainda mais minha liderança no segmento. O curso proporciona aprendizado prático, troca de experiências e uma conexão valiosa entre profissionais do mercado automotivo. Destaco o papel fundamental da Abracaf no desenvolvimento e valorização das nossas forças, sempre presente no apoio às concessionárias e aos executivos do setor.

Minha gratidão à Abracaf, FGV, Academia CEO e MegaDealer por contribuírem de forma tão relevante para nossa evolução profissional e para o fortalecimento das concessionárias no Brasil.

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É uma grande satisfação para mim e para a Academia CEO termos participado desta iniciativa construída em parceria com a FGV, a Fenabrave, por meio da Universidade Fenabrave, e a Abracaf. Ao longo do MBA, buscamos contribuir para uma formação alinhada aos desafios e às transformações que já fazem parte da realidade das concessionárias brasileiras, preparando os alunos para liderar em um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo.

Encerrar essa primeira turma representa a certeza de que iremos gerar mais valor para as concessionárias da rede FIAT e acelerar as carreiras rumo a cargos e responsabilidades ainda maiores. Parabenizo a Abracaf, por essa iniciativa inovadora e agradeço a enorme colaboração da Abracaf no desenvolvimento desse MBA.

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Concluir o MBA Executivo em Gestão de Concessionárias, fruto da parceria entre Abracaf, FGV e parceiros institucionais, foi uma experiência de grande valor pessoal e profissional.

A iniciativa proporcionou uma valiosa bagagem de conhecimento e aproximou gestores da Rede Fiat de diferentes regiões do país, promovendo troca de experiências, benchmarking e reflexão estratégica sobre os desafios do nosso setor.

Sou muito grato às equipes da Abracaf e da FGV pela oportunidade de participar de uma jornada que uniu conteúdo de excelência, visão prática de mercado e compromisso real com a evolução da rede.

Trata-se de um projeto que fortalece a profissionalização das concessionárias e contribui diretamente para a formação de líderes mais preparados para tomar decisões, enfrentar desafios e construir o futuro do nosso segmento.

Abilio Manuel Mota Veloso de Araujo Disvesa (aluno)

“

Ao longo da formação, os alunos participaram de momentos voltados à troca de experiências e ao debate de boas práticas. Um dos encontros presenciais realizados na sede da Abracaf, em São Paulo, reuniu a turma para dois dias de trabalho, benchmarking e atividades práticas. A programação incluiu discussões sobre gestão financeira, pós-vendas, FIDC, floor plan, performance comercial, relacionamento com clientes e análise de indicadores. Os participantes também estiveram em uma sessão aberta de perguntas e respostas com Márcio Cardoso e a equipe técnica da Abracaf, além de participarem dos Jogos de Empresas, simulador de gestão no qual decisões estratégicas impactavam diretamente o resultado financeiro de uma concessionária simulada.

Na avaliação da Abracaf, esse tipo de atividade reforçou um dos pilares do MBA: a aprendizagem construída pela integração entre professores, especialistas, gestores e sucessores de diferentes regiões do País. Para José Sobrinho, esse convívio foi um dos legados mais importantes da primeira turma. “Este curso abriu horizontes. Ampliou perspectivas. Trouxe novas visões, novos conhecimentos, novas ferramentas de gestão e, também, oportunidades muito importantes de relacionamento e troca de experiências”, afirmou.

O relator da Comissão de Gestão, Treinamento e Tecnologia da Abracaf, Marco Leta, também ressaltou o papel do curso na preparação da nova geração de gestores. A comissão participou da construção do projeto desde o início, com a missão de contribuir para a qualificação da Rede. De acordo com Leta, o MBA mostrou que a gestão de uma concessionária exige visão ampla. “Uma das maiores contribuições deste MBA, para mim,

“É com enorme entusiasmo que concluímos a jornada do MBA da FGV em Gestão de Concessionárias da Abracaf. Ao longo de 18 meses e 17 disciplinas, nossos gestores-alunos se prepararam para liderar com ainda mais solidez as concessionárias da rede Abracaf. Além dos conteúdos de gestão, desenvolveram projetos aplicados voltados aos desafios mais relevantes e imediatos de seus negócios. Encerramos essa etapa com o sentimento de dever cumprido e parabenizamos todos pelo empenho e pela visão de enxergar no conhecimento promovido pelo programa de MBA da FGV um verdadeiro instrumento de desenvolvimento.

“

foi mostrar que ninguém lidera uma concessionária olhando apenas para dentro do próprio negócio. É preciso olhar para o mercado, para as pessoas, para a tecnologia, para o cliente e para a Rede como um todo”, destacou.

Também estiveram presentes na cerimônia de formatura dos alunos do MBA o Vice-Presidente de Operações Comerciais da Stellantis Brasil e Veículos Comerciais Leves (LCV) para a América do Sul, Fernando Varela, e o vice-presidente de Operações Comerciais da Fiat e Abarth, André Montalvão. Para Varela, em um mercado no qual o consumidor chega cada vez mais informado e a tecnologia avança rapidamente, a capacitação contínua não é um diferencial, mas uma condição para o exercício da liderança.

O MBA em Gestão de Concessionárias da Abracaf foi uma experiência extremamente enriquecedora, unindo teoria e prática de forma aplicada à realidade do nosso setor. O curso contribuiu para o meu desenvolvimento como um líder mais preparado para enfrentar os desafios da transformação do mercado automotivo. Além da excelência do conteúdo, o programa promoveu a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões do país. Trata-se de uma iniciativa estratégica da Abracaf, que fortalece a capacitação, a inovação e a profissionalização da gestão nas concessionárias brasileiras.

A conclusão do programa ocorre em um contexto de mudanças intensas no setor automotivo, marcado pela ampliação da concorrência, pelo avanço dos veículos elétricos e eletrificados, pela presença crescente de novas marcas e por consumidores mais informados e exigentes.

Ao encerrar a primeira turma, a Abracaf reforça a visão de que investir em conhecimento é uma das formas mais concretas de preparar a Rede Fiat para o futuro. Para José Sobrinho, a entrega dos certificados simboliza uma nova etapa de contribuição dos formandos dentro de suas empresas. “Que cada um de vocês leve este conhecimento para dentro das suas concessionárias: para melhorar processos, propor mudanças, formar equipes, olhar os números com mais profundidade, entender melhor o cliente e fortalecer ainda mais o seu negócio”, afirmou.

Edmundo Cardoso de Souza Neto Cambui (Aluno)

unindo tradição e olhar para o futuro Fiat celebra 50 anos no Brasil

Marca italiana comemora meio século de história no país como líder de vendas e reforça conexão com os brasileiros com novos investimentos e lançamentos

CAPA

OS CARROS FIAT QUE MARCARAM GERAÇÕES NO BRASIL

1970 O PIONEIRO FIAT 147

FIAT 147

Lançado em 1976, o Fiat 147 marcou a chegada da Fiat ao Brasil trazendo inovações inéditas, como o motor transversal e os pneus radiais. Em 1979, entrou para a história como o primeiro carro nacional movido a álcool.

1980 O SUCESSO DO FIAT UNO

FIAT UNO

Com design assinado por Giorgetto Giugiaro, o Uno conquistou os brasileiros pelo espaço interno e economia. Da mesma plataforma nasceu o Fiat Prêmio, responsável por trazer o primeiro computador de bordo em um carro nacional.

1990

CARRO POPULAR GANHA FORÇA

FIAT UNO MILLE

O Uno Mille fez história como o primeiro carro popular 1.0 do Brasil. Na mesma década, modelos como o Fiat Tempra e o Fiat Palio ampliaram a presença da Fiat com mais tecnologia e segurança.

Há 50 anos, a Fiat chegava ao Brasil trazendo da Itália muito mais do que tecnologia automotiva, mas uma nova forma de pensar a mobilidade. Em 1976, com a inauguração do Polo Automotivo de Betim, em Minas Gerais, a marca dava início a uma trajetória que atravessaria gerações e se tornaria parte da memória afetiva dos brasileiros. Meio século depois, entrar em uma concessionária Fiat é reencontrar uma história construída nas ruas, nas estradas e na confiança de milhões de consumidores e trabalhadores.

Fundada em 1899, na Itália, a Fiat construiu mundialmente um legado marcado pela inovação. No Brasil, consolidou uma relação próxima com o público ao longo das décadas, acompanhando as transformações do mercado e apostando em tecnologia acessível, além de modelos que marcaram época e ajudaram a moldar o setor automotivo nacional.

A força dessa conexão também se reflete nos resultados. Líder do mercado brasileiro há cinco anos consecutivos, a marca registrou, em maio deste ano, 49.629 unidades emplacadas, ficando 6.647 unidades à frente da segunda colocada no ranking nacional. O desempenho reforça a presença consolidada da fabricante no país e a preferência do consumidor brasileiro.

Entre os destaques da trajetória recente da Fiat está o modelo Fiat Strada, que segue entre os veículos mais vendidos do país. Como parte das comemorações pelos 50 anos da marca, celebrados em 9 de julho de 2026, a montadora anunciou ainda um novo ciclo de renovação do portfólio. A estratégia prevê o lançamento de um modelo inédito por ano até o fim da década, totalizando cinco novos produtos até 2030.

O plano faz parte do maior ciclo de investimentos da história da indústria automotiva na América do Sul, anunciado pela Stellantis, com R$ 32 bilhões destinados ao desenvolvimento de 40 novos produtos e reestilizações na região. Entre os destaques está o anúncio do E-Car, novo projeto de carro elétrico compacto e acessível da companhia.

2000 TECNOLOGIA ACESSÍVEL

O Palio Fire destacou-se entre os primeiros modelos populares flex do país. Já o Fiat Stilo elevou o padrão tecnológico com airbags múltiplos e conectividade.

A letra “E” de E-Car representa Europeu, Emoção, Elétrico e Sustentabilidade. O modelo será produzido na Europa para o mercado europeu e foi reconhecido pela Comissão Europeia por seu potencial de impulsionar o design e a manufatura no continente, além de ampliar a adoção de veículos totalmente elétricos voltados à mobilidade urbana

“Temos muito orgulho da história construída pela Fiat do Brasil. Nosso legado é incontestável e a liderança de mercado reflete o posicionamento como uma marca inovadora, pioneira e que melhor entende os desejos do consumidor local”, destacou Frederico Battaglia, Vice-Presidente das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul.

Além da atuação no setor automotivo, a Fiat também consolidou sua presença no campo cultural. Em Belo Horizonte (MG), a marca criou a tradicional Casa Fiat de Cultura, referência nacional no incentivo à arte e à cultura. Reconhecido por importantes exposições e projetos educativos, o espaço reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento social e cultural do país e simboliza a forte relação da Fiat com Minas Gerais, estado que se tornou a casa da montadora no Brasil.

Ao completar 50 anos no país, a Fiat segue acelerando rumo ao futuro sem abrir mão da essência que a tornou uma das marcas mais queridas pelos brasileiros: inovação, proximidade com o consumidor e capacidade de se reinventar mantendo viva uma história que já faz parte do cotidiano nacional.

2010 A REVOLUÇÃO DA TORO

Em 2016, a Fiat Toro criou um novo segmento ao unir SUV e picape em um único modelo, tornando-se referência no mercado brasileiro.

2020 A ERA DOS SUVs

A Fiat entrou de vez no segmento de SUVs com o Fastback e o Fiat Pulse, modelos que representam a nova fase da marca no Brasil, conectada às tendências e ao futuro da mobilidade.

FIAT FASTBACK
FIAT TORO
FIAT PALIO FIRE

Casa Fiat de Cultura celebra 20 anos como referência nacional em arte e transformação cultural

Em um estado onde a cultura pulsa, a Casa Fiat de Cultura consolidou-se como um dos espaços culturais mais importantes do Brasil. Mais do que um centro de exposições, a instituição tornou-se um símbolo do acesso democrático à arte, conectando Minas Gerais ao circuito internacional das grandes mostras culturais.

Fundada em 2006 como um presente da Fiat ao público brasileiro pelos 30 anos da marca no país, a Casa Fiat de Cultura foi o primeiro espaço cultural criado por uma empresa do setor automotivo no país. Duas décadas depois, o espaço celebra sua história reunindo números expressivos: são 110 exposições realizadas, mais de 5 milhões de visitantes e uma trajetória marcada pela valorização da arte, da educação e da inclusão cultural.

Localizada no histórico Palácio dos Despachos, no coração do Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, a Casa Fiat de Cultura tornou-se referência por promover experiências artísticas acessíveis e gratuitas.

Ao longo desses 20 anos, nomes consagrados da arte mundial passaram pelas galerias da instituição. Artistas como Caravaggio, Auguste Rodin, Marc Chagall, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Rembrandt integraram exposições que aproximaram o público brasileiro de grandes obras da arte clássica e contemporânea.

2026

EDIÇÃO ESPECIAL FIAT 50 ANOS

FIAT TORO E FASTBACK

Evento no Estádio do Mineirão mostra os novos modelos Toro e Fastback híbridos.

Além das exposições, a Casa Fiat de Cultura também desempenha papel importante na formação cultural e educacional. Palestras, oficinas, concertos, residências artísticas, visitas mediadas e projetos educativos transformaram o espaço em um ambiente de aprendizado e inclusão. A instituição também investe em acessibilidade, com réplicas de obras em 3D, materiais em Braille e atendimento em Libras, ampliando o acesso à arte para diferentes públicos.

“Durante esses 20 anos, a Casa Fiat de Cultura cumpriu um importante papel: inserir Minas Gerais no roteiro das artes no país”, destacou Massimo Cavallo, presidente da instituição. Segundo ele, a nova década será marcada pela ampliação do diálogo com grandes acervos e instituições nacionais e internacionais.

As comemorações de 2026 ganham um significado ainda mais especial ao coincidirem com os 50 anos da Fiat no Brasil. Para marcar a data, a programação contará com importantes exposições nacionais e internacionais. O primeiro destaque será uma mostra dedicada ao mestre impressionista Pierre-Auguste Renoir, realizada em parceria com o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP). A exposição reunirá 12 obras do artista francês entre pinturas e esculturas, percorrendo diferentes fases de sua trajetória.

Outro grande marco será a realização de uma mostra inédita sobre o escultor mineiro Antonio Francisco Lisboa, grande mestre do Barroco brasileiro, que ficou conhecido como “Aleijadinho”, em parceria com os Museus Vaticanos, prevista para acontecer em Roma no segundo semestre. A exposição apresentará esculturas restauradas pela Casa Fiat de Cultura, reforçando a relevância internacional do patrimônio artístico mineiro e brasileiro.

Fiat: 50 anos olhando para o futuro

Aos 50 anos de Brasil, a Fiat inicia um novo ciclo de renovação, tecnologia e fortalecimento da sua presença no mercado. Nesta entrevista exclusiva à Revista Una, Fernando Varela, Vice-Presidente de Operações Comerciais da Stellantis Brasil e Veículos Comerciais Leves (LCV) para a América do Sul, fala sobre os caminhos da marca para os próximos anos. Ele destaca o lançamento de novos produtos, a evolução do portfólio, o avanço da eletrificação e a importância da digitalização na jornada do cliente.

Varela também reforça o papel estratégico da Rede Fiat e reforça que, em um mercado mais competitivo e em transformação, a concessionária segue como ponto central de relacionamento, confiança e orientação especializada. A entrevista aborda ainda os investimentos da Stellantis, as oportunidades no segmento de comerciais leves e o crescimento de serviços agregados.

Para Varela, liderança exige adaptação permanente, inteligência comercial e excelência em todos os pontos de contato com o cliente. Ao mesmo tempo, ele ressalta que o diálogo entre montadora, Abracaf e concessionários continuará sendo decisivo para sustentar os próximos passos da marca.

REVISTA UNA

O primeiro grande lançamento dos 50 anos será também um símbolo da nova fase da Fiat. Sem antecipar informações confidenciais, que papel esse novo produto terá na estratégia comercial da marca e que oportunidades ele pode abrir para a Rede no relacionamento com o consumidor brasileiro?

FERNANDO VARELA

Os 50 anos da Fiat representam uma oportunidade de olhar para o futuro com a mesma capacidade de inovação construída ao longo da trajetória da marca no Brasil. Todo novo produto tem um papel importante na renovação da oferta ao mercado. Nesse sentido, a Fiat já confirmou o lançamento de um modelo totalmente novo por ano até 2030. Ou seja, serão 5 produtos inéditos no período, iniciando por este grande lançamento preparado para 2026. Com a chegada dos novos modelos, a Fiat inicia uma mudança que reflete o seu novo DNA global, com oferta de alto nível de tecnologia e sofisticação, acompanhada por uma linguagem de design que inspirado por tendências que priorizam linhas retas, precisas, geométricas e com pixels segmentados nos sistemas de iluminação, trazendo forte diferenciação aos modelos. Além disso, a chegada de novos modelos é uma oportunidade de fortalecer a relação entre a rede e os clientes. O consumidor brasileiro está cada vez mais exigente, conectado e bem-informado. Por isso, cada lançamento precisa ir além do produto em si e criar experiências de relacionamento, experimentação e fidelização. A rede tem um papel central nesse processo, porque é ela quem traduz os atributos da marca em uma experiência concreta para o cliente.

Mais do que ampliar o portfólio, esse novo ciclo reforça nossa capacidade de atrair novos públicos, aumentar o fluxo nas concessionárias e fortalecer uma relação de longo prazo com consumidores que acompanham a Fiat há gerações.

REVISTA UNA

A Rede Fiat está presente em mercados muito diferentes. Como essa capilaridade e essa diversidade de clientes ajudam a Fiat a compreender melhor o consumidor brasileiro, fortalecer sua liderança e manter uma atuação próxima da realidade de cada região?

FERNANDO VARELA

Poucas marcas possuem uma conexão tão profunda com o Brasil quanto a Fiat. Essa proximidade foi construída ao longo de décadas por meio de uma rede extremamente capilarizada, presente em diferentes realidades econômicas, sociais e culturais do Brasil, aliada a um amplo portfólio de produtos que atende às diversas necessidades dos brasileiros — desde veículos compactos de entrada e sedãs, passando mais recentemente pelos SUVs, até uma linha completa de veículos comerciais e picapes. Essa combinação nos permite entender o consumidor

de forma muito mais abrangente. O cliente localizado em uma grande capital possui necessidades diferentes de um produtor rural, um pequeno empreendedor ou uma empresa de logística, por exemplo. Por isso, ter uma rede próxima e atenta às diferentes realidades nos ajuda a identificar tendências, adaptar estratégias e responder com mais rapidez às mudanças do mercado. Temos uma escuta permanente como um dos fatores que sustentam a liderança da marca e contribuem para que a Fiat continue relevante em todas as regiões do país, bem como atenta e proativa em relação às expectativas dos consumidores.

REVISTA UNA

O que o senhor considera indispensável para preservar a qualidade desse patamar de liderança e transformá-la em crescimento sustentável para a Rede?

FERNANDO VARELA

Liderança não é um resultado que se preserva apenas olhando para o passado. Ela exige evolução contínua e visão estratégica. Para manter um desempenho consistente é fundamental combinar um portfólio competitivo, uma rede forte, excelência no atendimento e capacidade de adaptação às mudanças do mercado. O consumidor mudou, a jornada de compra mudou e a concorrência está cada vez mais intensa. Por isso, precisamos atuar com inteligência comercial, rapidez na tomada de decisão e foco absoluto na experiência do cliente. Quando a rede cresce de forma saudável, com rentabilidade, previsibilidade e proximidade com o consumidor, criamos as condições para que essa liderança seja sustentável no longo prazo.

REVISTA UNA

O que faz do Brasil um mercado singular dentro da estratégia global da Stellantis e que oportunidades essa posição traz para a Rede Fiat?

FERNANDO VARELA

O Brasil e a América do Sul estão entre os mercados mais relevantes para a Stellantis em escala global. No ano passado, a nossa região alcançou o recorde de 1 milhão de carros comercializados, e respondeu por 18% do total de vendas da companhia. O Brasil é um país com grande diversidade de consumidores, elevada complexidade operacional e enorme capacidade de inovação. Essa relevância faz com que muitas decisões estratégicas sejam construídas a partir da experiência da operação local. Temos velocidade para responder ao mercado, profundo conhecimento do consumidor e uma rede altamente qualificada, fatores que contribuem para a competitividade das nossas marcas. Para a rede Fiat, isso significa acesso a produtos desenvolvidos com forte aderência às necessidades locais, participação ativa em processos de transformação comercial e oportunidades de crescimento alinhadas às estratégias globais da Stellantis.

REVISTA UNA

Para além da produção e dos novos produtos, que parte desse investimento terá impacto mais direto e mais imediato sobre a competitividade operacional da Rede Fiat?

FERNANDO VARELA

O Brasil é um país com grande diversidade de consumidores, elevada complexidade operacional e enorme capacidade de inovação. Essa relevância faz com que muitas decisões estratégicas sejam construídas a partir da experiência da operação local. Temos velocidade para responder ao mercado, profundo conhecimento do consumidor e uma rede altamente qualificada, fatores que contribuem para a competitividade das nossas marcas.

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Os investimentos em tecnologia, conectividade, digitalização e evolução da experiência do cliente tendem a gerar impactos muito relevantes para a Rede. Hoje, competitividade não está relacionada apenas ao produto: ela depende também da capacidade de oferecer uma jornada integrada, eficiente e conveniente. Ferramentas digitais, maior integração de dados e processos mais inteligentes permitem que a Rede seja mais produtiva, tenha decisões mais assertivas e atenda melhor os seus clientes. Esses avanços fortalecem a competitividade das concessionárias e contribuem para uma operação mais eficiente em toda a cadeia.

REVISTA UNA

Que oportunidades e desafios serão criados a partir desse novo ciclo de renovação de portfólio?

FERNANDO VARELA

Todo ciclo de renovação representa uma combinação de oportunidades e responsabilidades. A principal oportunidade é ampliar nossa capacidade de atender diferentes perfis de consumidores, oferecendo soluções alinhadas às novas demandas do mercado. Ao mesmo tempo, existe o desafio de preparar continuamente a Rede. Isso envolve capacitação técnica e comercial, atualização de processos, comunicação eficiente e adaptação às transformações da jornada do consumidor. Além disso, um dos pilares fundamentais é a valorização e retenção dos talentos que fazem parte dessa estrutura, desde

os vendedores e consultores de atendimento até os técnicos, mecânicos e demais profissionais que estão diretamente em contato com os clientes. Manter equipes experientes, qualificadas e engajadas é essencial para garantir a consistência da experiência oferecida e fortalecer ainda mais a relação de confiança construída com os consumidores ao longo do tempo. A história da Fiat demonstra que os melhores resultados acontecem quando montadora e concessionários trabalham de forma integrada. Tenho convicção de que essa parceria continuará sendo um dos principais diferenciais para o sucesso desse novo ciclo.

REVISTA UNA

Como a Rede Fiat pode se preparar para competir no cenário de crescimento dos eletrificados?

FERNANDO VARELA

A eletrificação é uma tendência importante da indústria global, mas cada mercado possui seu próprio ritmo de evolução. No Brasil, acreditamos que a transição precisa considerar a realidade do consumidor, da infraestrutura e da matriz energética local. Por isso, vamos introduzir no mercado novos modelos com que atendam aos desejos dos clientes e o mercado brasileiro em diferentes níveis de eletrificação. Já começamos essa jornada com o Pulse, Fastback e Toro equipados com a motorização MHEV, e vamos seguir acelerando com nossos lançamentos futuros. Nesse contexto, a preparação da Rede passa por conhecimento técnico, capacidade de orientação ao cliente e oferta de uma experiência de compra cada vez mais consultiva. Além disso, a capilaridade da Rede e a qualidade do pós-venda representam vantagens competitivas importantes. Em um momento de transformação tecnológica, a confiança na marca e na rede de atendimento se torna ainda mais relevante para o consumidor.

REVISTA UNA

De que forma os três pilares da sua gestão serão traduzidos em ferramentas concretas para a Rede?

FERNANDO VARELA

Nosso objetivo é transformar esses pilares em ganhos reais para o dia a dia dos concessionários. Quando falamos de inteligência comercial, nosso objetivo é utilizar cada vez mais dados e ferramentas digitais para gerar informações mais precisas, maior previsibilidade e processos de tomada de decisão mais rápidos e eficientes. A digitalização tem um papel fundamental nesse processo, permitindo uma conexão mais próxima, personalizada e ágil com nossos clientes ao longo de toda a jornada. Sob o ponto de vista do fortalecimento da Rede, estamos falando de oferecer suporte contínuo,

O

vendedor deixa de ser apenas um apresentador de produtos e passa a atuar como um consultor, capaz de compreender as necessidades do cliente e oferecer uma orientação assertiva durante sua jornada de compra. Os canais digitais não substituem a Rede. Pelo contrário, ampliam sua capacidade de relacionamento e permitem uma conexão mais próxima e eficiente com o consumidor.

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treinamento, capacitação e ferramentas digitais que permitam uma operação mais eficiente, integrada e preparada para responder às novas expectativas dos consumidores. Já a excelência na experiência do cliente exige uma evolução constante: integração entre canais, rapidez no atendimento, processos mais simples e uma visão cada vez mais orientada às necessidades do consumidor. Temos uma responsabilidade crescente de oferecer um serviço de excelência em todos os pontos de contato, garantindo uma experiência consistente, independentemente do canal escolhido pelo cliente. O resultado esperado é uma Rede mais digital, eficiente, conectada e competitiva, preparada para construir relacionamentos de longo prazo e entregar cada vez mais valor aos nossos clientes.

REVISTA UNA

Como o senhor enxerga o papel da Rede em um cenário em que o consumidor chega cada vez mais informado?

FERNANDO VARELA

O papel da concessionária se tornou ainda mais estratégico. O consumidor pode iniciar sua jornada no ambiente digital, chegando muitas vezes mais informado e com uma visão mais clara sobre suas necessidades, mas continua valorizando o contato humano, a confiança e a orientação especializada no momento da decisão. Nesse novo cenário, a força de vendas assume um papel ainda mais relevante. A digitalização constante exige

profissionais cada vez mais preparados, com conhecimento profundo dos nossos produtos, das tecnologias embarcadas e também do mercado e da concorrência. O vendedor deixa de ser apenas um apresentador de produtos e passa a atuar como um consultor, capaz de compreender as necessidades do cliente e oferecer uma orientação assertiva durante sua jornada de compra. Os canais digitais não substituem a Rede. Pelo contrário, ampliam sua capacidade de relacionamento e permitem uma conexão mais próxima e eficiente com o consumidor. O desafio é construir uma experiência fluida, na qual o cliente possa transitar entre o digital e o presencial de forma natural, recebendo o mesmo nível de excelência em todos os pontos de contato. A concessionária permanece sendo o principal ponto de conexão entre a marca e o consumidor, combinando tecnologia, conhecimento e proximidade humana para construir relacionamentos de confiança e entregar uma experiência cada vez mais completa.

REVISTA UNA

Que oportunidades o senhor enxerga para ampliar a participação da Rede Fiat no segmento de veículos comerciais leves?

FERNANDO VARELA

O segmento de comerciais leves continua apresentando oportunidades muito relevantes impulsionadas pelo crescimento do e-commerce, da logística urbana e do empreendedorismo. Cada vez mais, os clientes buscam parceiros que entendam suas necessidades e ofereçam soluções completas para seus negócios. Isso amplia significativamente o papel da Rede, que deixa de atuar apenas na venda do veículo e passa a oferecer consultoria, serviços, financiamento, manutenção e suporte ao longo de toda a operação do cliente. Essa visão é válida tanto para clientes profissionais e empreendedores quanto para empresas de diferentes portes, que dependem de seus veículos para gerar produtividade e resultados. Quanto mais entendermos a operação de cada cliente, mais conseguiremos oferecer serviços adequados, aumentar a disponibilidade dos veículos e fortalecer um relacionamento de longo prazo. A combinação entre portfólio, capilaridade e pós-venda coloca a Fiat e a Stellantis em uma posição muito competitiva nesse mercado.

REVISTA UNA

Como a Fiat e a Stellantis enxergam financiamento, seguros e serviços agregados como aliados da Rede?

FERNANDO VARELA

O cliente não busca apenas um veículo. Ele procura conveniência, previsibilidade e tranquilidade ao longo de toda a jornada de uso. Por isso, soluções como financiamento, seguros, manutenção programada e serviços conectados têm ganhado cada

vez mais relevância. Elas ampliam a proposta de valor para o consumidor e fortalecem o relacionamento da Rede com seus clientes. Quanto mais completa for a solução oferecida, maior tende a ser a satisfação e a fidelização do consumidor.

Tenho

convicção

de que o diálogo

permanente entre a montadora, a

Abracaf e toda a Rede

continuará sendo um dos principais pilares para manter

a relevância da marca...
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REVISTA UNA

Como o programa Fiat por Assinatura pode complementar a venda tradicional e atrair novos públicos?

FERNANDO VARELA

A assinatura amplia as possibilidades de escolha do consumidor. Existem clientes que valorizam a posse do veículo, e outros que priorizam flexibilidade, previsibilidade de custos e conveniência. Nossa visão é que essas modalidades são complementares. O importante é oferecer ao cliente a solução que melhor atenda às suas necessidades em determinado momento. Além disso, a assinatura tem potencial para aproximar novos públicos da marca e criar oportunidades futuras de relacionamento, fidelização e conversão para outras modalidades de aquisição.

REVISTA UNA

Que mensagem o senhor deixaria sobre a importância do diálogo permanente entre montadora, Abracaf e Rede Fiat?

FERNANDO VARELA

A história da Fiat no Brasil é inseparável da história de seus concessionários. Ao longo desses 50 anos, construímos juntos uma relação baseada em confiança, proximidade e compromisso com o cliente. Celebrar esse marco é reconhecer tudo o que foi construído até aqui, mas também reafirmar nosso compromisso com o futuro. Os desafios da indústria estão mudando rapidamente, e a capacidade de evoluir dependerá cada vez mais da qualidade dessa parceria. Tenho convicção de que o diálogo permanente entre a montadora, a Abracaf e toda a Rede continuará sendo um dos principais pilares para manter a relevância da marca, fortalecer os negócios e oferecer a melhor experiência possível aos consumidores brasileiros.

DORMIR BEM VIROU QUESTÃO DE PRODUTIVIDADE:

COMO O SONO IMPACTA NOSSA CRIATIVIDADE E SAÚDE MENTAL

Durante muito tempo, dormir pouco foi associado à ideia de dedicação e alta performance. Virar noites trabalhando, acordar cedo demais e viver no “modo automático” parecia fazer parte da rotina de quem queria produzir mais. Hoje, porém, a ciência e o mercado caminham na direção oposta: o sono passou a ser entendido como um dos pilares mais importantes da produtividade e da saúde mental.

Mais do que descanso, dormir bem é uma necessidade biológica ligada ao desempenho cognitivo. Estudos mostram que noites mal dormidas comprometem a memória, a concentração, a tomada de decisões e até a capacidade emocional de lidar com pressão e conflitos. Na prática, isso significa mais erros, menos rendimento e queda na qualidade de vida.

A discussão ganhou ainda mais força nos últimos anos, especialmente após a popularização do trabalho híbrido e remoto. Com jornadas menos delimitadas e excesso de estímulos digitais, milhões de pessoas passaram a dormir pior. O resultado foi um aumento significativo de casos de esgotamento profissional. Especialistas apontam que o cérebro precisa do sono para consolidar informações, recuperar energia e regular hormônios ligados ao humor e à atenção. Dormir menos do que o necessário por longos períodos pode afetar diretamente a produtividade e aumentar os riscos de doenças cardiovasculares, depressão e burnout.

Empresas também começaram a perceber os impactos dessa realidade. Grandes organizações passaram a investir em programas de bem-estar, horários mais flexíveis e ações voltadas à saúde mental dos colaboradores. No setor automotivo, montadoras como Stellantis, Volkswagen, Toyota e General Motors vêm ampliando iniciativas de apoio psicológico, acompanhamento emocional, incentivo à qualidade de vida e modelos de trabalho mais adaptáveis, refletindo uma preocupação crescente com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional dentro das empresas.

O objetivo é claro: profissionais descansados tendem a produzir melhor, errar menos e apresentar maior capacidade criativa e estratégica. Ou seja, reduzir o uso de telas antes de dormir, evitar excesso de cafeína à noite e ter uma rotina regular de descanso são essenciais para a sua carreira, possibilitando resultados mais efetivos.

Em um cenário cada vez mais acelerado e hiperconectado, o sono deixa de ser visto como “tempo perdido” e passa a ocupar um lugar estratégico na busca por equilíbrio, saúde e alta performance. Afinal, produtividade sustentável não se constrói apenas com mais horas de trabalho, mas também com descanso de qualidade.

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ENTRE JARDINS SUSPENSOS E HISTÓRIA AUTOMOTIVA:

A IMPRESSIONANTE CASA 500 EM TURIM

No topo da antiga fábrica da Fiat, um dos espaços mais encantadores da Itália une arte, design, sustentabilidade e a trajetória do icônico Fiat 500 em uma experiência única.

Para quem ama carros, ou simplesmente gosta de experiências diferentes durante uma viagem, visitar a Casa 500 é praticamente obrigatório em Turim, na Itália. Muito mais do que um museu automotivo, o espaço é uma verdadeira viagem pela história da Fiat, da cultura italiana e da evolução do icônico Fiat 500, um dos carros mais famosos do mundo.

O museu fica dentro do histórico complexo de Lingotto, antiga fábrica da Fiat que marcou época na indústria automotiva europeia. E o mais curioso: no topo do prédio está a lendária pista onde os carros eram testados décadas atrás, hoje transformada em um enorme jardim suspenso aberto ao público.

Em um momento especial para os brasileiros, em que a Fiat celebra 50 anos de atuação no Brasil, conhecer um espaço tão simbólico da marca ganha ainda mais significado. Afinal, é impossível falar da trajetória da Fiat no país sem lembrar da forte herança italiana que ajudou a construir modelos marcantes para diferentes gerações de brasileiros.

A experiência na Casa 500 mistura tecnologia, design, memória afetiva e sustentabilidade. O visitante encontra exposições imersivas, vídeos, objetos históricos, peças publicitárias clássicas e modelos que mostram como o Fiat 500 evoluiu ao longo das gerações sem perder sua identidade. Tudo isso em um ambiente moderno, iluminado e cheio de referências ao design italiano.

No passeio, dá para perceber como a Fiat se conecta à cultura italiana. O 500 não é tratado apenas como um carro, mas como um símbolo de liberdade, criatividade e estilo de vida. O espaço também aposta fortemente em sustentabilidade, utilizando materiais reciclados, mobiliário reaproveitado e soluções ecológicas em toda a estrutura.

Curiosidades sobre a Casa 500 e Lingotto

A antiga pista de testes da Fiat virou o La Pista 500, considerado o maior jardim suspenso da Europa.

O espaço possui mais de 40 mil plantas e cerca de 300 espécies diferentes.

A pista fica a aproximadamente 28 metros de altura.

O complexo Lingotto já foi uma das fábricas mais modernas do mundo no século XX.

O local mistura arte, mobilidade elétrica, áreas de descanso, esculturas e espaços para caminhada.

Além da Casa 500, o complexo ainda abriga galerias de arte, cafés, lojas e espaços culturais que fazem do passeio uma experiência completa. Para quem visita Turim, é o tipo de lugar que une história, arquitetura e paixão automotiva em um único roteiro.

E mesmo para quem não é especialista em carros, fica difícil não se encantar com a atmosfera do lugar. Afinal, poucos museus conseguem transformar a história de um automóvel em uma experiência cultural tão viva e moderna quanto a Fiat fez em Lingotto.

FIAT VIVIANI: DESENVOLVIMENTO EM MOVIMENTO

A busca pela excelência de uma rede de concessionárias no interior paulista

Por: Luiz C. Silva

Origem e desenvolvimento

O Grupo Viviani completou 50 anos de existência em 2025. A marca teve início na cidade de Osasco/SP, com a comercialização de veículos seminovos multimarcas. A primeira expansão empresarial aconteceu em 1995, com a criação da Fiat Viviani, situada em Rio Claro/SP.

A cidade de Pirassununga/SP foi escolhida em 2007 como o segundo local a receber uma unidade da Fiat Viviani e, posteriormente, em 2014, foi a vez de Presidente Prudente receber uma unidade da concessionária italiana.

E, recentemente, em 2026, Sertãozinho/SP foi incorporada como a mais nova cidade a receber uma unidade da Fiat Viviani no interior de São Paulo.

Além das concessionárias Fiat, o Grupo Viviani também conta com as marcas Jeep, Mitsubishi, Toyota e Ram, totalizando 18 concessionárias em 12 cidades. Além de marcas automotivas já consolidadas, a empresa também conta com marcas próprias como o Consórcio Nacional Viviani, Viviani Corretora de Seguros e Viviani Seminovos.

Ao longo de mais de 50 anos no mercado automotivo, a Fiat Viviani carrega ao longo de sua história a união entre desenvolvimento social, transparência com o cliente — do primeiro contato até o acompanhamento durante as revisões de pós-vendas —, aliado à responsabilidade profissional com todos os colaboradores que fazem parte da história de suas concessionárias.

E o principal foco em cada uma delas é fortalecer o desenvolvimento cotidiano oferecendo um trabalho sólido e de compromisso comercial e profissional.

A busca por novas ferramentas de inovação tecnológica está atrelada com o desenvolvimento nessas cinco décadas no ramo, e as concessionárias chamam atenção pelo posicionamento com enfoque aos aprendizados do passado, afirmação no presente e visão de futuro em todos os âmbitos da empresa.

Com todos esses propósitos, o sucesso profissional é algo que surgiu naturalmente na história do grupo. A empresa prioriza a excelência no atendimento por meio de uma equipe altamente especializada, desde o primeiro contato realizado pelo setor de CRM, passando pelas soluções de financiamento, consórcio e seguros, até todos os processos de vendas e pós-vendas. Cada etapa é estruturada para garantir eficiência, transparência e um atendimento de alto padrão ao cliente. Esses diferenciais reforçam o compromisso da empresa com a qualidade que se destacam no mercado.

Planos de sucessão e próximos passos

Quem está à frente da direção executiva e comercial do Grupo Viviani é o fundador Guido Viviani, ex-presidente da Abracaf e Gustavo Viviani, que participa ativamente de todo processo de crescimento e visão empresarial dentro da rede de concessionárias, desde 2013, sucessor natural da liderança empresarial. Atualmente, também exerce a função de diretor executivo e membro da comissão de pós-vendas da Abracaf.

A divisão da diretoria nos últimos anos é um processo que une passado e futuro com o objetivo de manter os valores e princípios do Grupo e seguir com um desenvolvimento pleno em busca de maior crescimento e sustentabilidade no mercado, buscando cada vez mais a satisfação de novos clientes.

Enquanto isso, Gustavo Viviani comenta sobre a preparação e a responsabilidade de assumir sua função, atrelado aos próximos desafios em busca da excelência de seguir no topo: “O desafio de uma sucessão vai muito além da continuidade de um negócio: exige preservar valores, modernizar nossas operações e desenvolver profissionais capazes de sustentar o crescimento da empresa no longo prazo. Nesse contexto, um dos meus objetivos está em unir pessoas e processos de forma estratégica, fortalecendo a nossa cultura, aliado à profissionalização da gestão e à valorização das equipes, contribuindo para uma operação sólida e preparada para o mercado.”

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Revista Una Nº 184 - Fiat 50 Brasil by abracaf - Issuu