Ano 30 - Edição 161
O FUTURO DA MOBILIDADE
Conheça as vantagens da economia colaborativa
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Liderança, união e transformação A ABRACAF e a Rede Fiat têm dado uma grande demonstração de união e de compromisso com a perenidade do nosso negócio. Estamos nos aprofundando cada vez mais no estudo de soluções para as grandes questões que um mercado em constante transformação nos impõe. E temos feito isso juntos e cada vez mais alinhados com nossos parceiros. Em um momento em que o mundo debate questões como mobilidade, compartilhamento de veículos e sustentabilidade, a ABRACAF se posicionou de maneira firme, disposta a liderar a busca por respostas à principal indagação dos nossos Dealers: qual o papel das Concessionárias diante da nova realidade que está surgindo? A resposta está no posicionamento assumido pela Diretoria e pelo Conselho Nacional da nossa Associação: à ABRACAF não cabe outra tarefa senão a de liderar a nossa Rede. Temos trabalhado diariamente na construção de soluções que vão tornar a Rede Fiat ainda mais forte. Desse trabalho tem participado um grande número de Concessionários, em nossas Comissões, nas reuniões e em nossos eventos. A colaboração, o questionamento, a troca de experiências e a visão crítica de uma Rede madura, preparada e testada em vários momentos, são expressões da grande energia que está sendo empenhada de forma conjunta pela ABRACAF e por nossos parceiros. Temos buscado adquirir conhecimento, atrair novas parcerias, desenvolver novas ideias junto aos nossos parceiros tradicionais, reforçar a posição da nossa Associação em questões fundamentais para a perenidade do nosso negócio, além de incentivar a troca de experiências e o compartilhamento das melhores práticas de mercado que nossa Rede exibe. Realizamos um encontro vitorioso, em todos os sentidos, com a grande adesão dos Dealers ao nosso Workshop Benchmarking Rede Fiat, quando tivemos dois dias intensos de trabalho, com debates, análise dos números da Posição Econômica e Financeira (PEF) e troca de experiências. Decidimos, em conjunto com a Rede, avançar na proposta de criação do Grupo dos 20, prática exitosa que conhece-
mos durante a visita às instalações da National Automobile Dealers Association (NADA), a entidade que representa os Concessionários norte-americanos. O aprendizado que tivemos neste encontro deve ser disseminado por toda a Rede. Sabemos da importância de termos dados corretos, precisos e constantes do desempenho da Indústria, e por isso mesmo insistimos para que todos enviem suas informações, com a garantia de sigilo total. Chegamos a 120 PEFs, mas almejamos receber informações de 100% dos grupos, para que possamos orientar medidas estratégicas e fomentar as melhores práticas para todos. Não temos nenhuma dúvida, quando olhamos para nosso benchmarking, quando apresentamos projetos aos nossos parceiros, quando debatemos as questões de mobilidade ou quando refletimos sobre o relacionamento com o cliente, de que a grande chave para garantirmos rentabilidade e perenidade da nossa Rede está na liderança que o Dealer exerce dentro do seu negócio e no foco total no cliente. O cliente é a verdadeira régua do nosso relacionamento comercial. É o comportamento do cliente que vai ditar as mudanças no mercado. Para fazer frente a essa realidade, temos que nos aprimorar dentro das melhores práticas de mercado. É isso que temos buscado insistentemente. Boa leitura e boas vendas.
José Carlos Dourado de Azevedo Júnior Presidente da ABRACAF Ano 30 - Edição 161
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Em Dia
ABRACAF
Gestão e Negócio
Benchmarking Rede FIAT
Turismo VIP Alter do Chão
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Matéria de Capa Economia Colaborativa
Economia e Mercado Missão China II
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Convenção Internacional
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Galeria
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Marrakesh Portovel
Boas Práticas
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Bem - Estar
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Sustentabilidade
Grupos de Corrida
Tecnologia Transformação Digital
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Revista editada pela ABRACAF- Associação Brasileira dos Concessionários de Automóveis Fiat - Rua Itápolis, 543 - Cep: 01245-000 - São Paulo - SP - Fone: 11 3662-7722 e-mail: secretaria@abracaf.com.br • Presidente: José Carlos Dourado de Azevedo Júnior • 1o Vice-Presidente: Carlos Milton Buffoni Filho • 2o Vice-Presidente: Sebastião Geraldo Oggioni . Vice-Presidentes: Edmundo Cardoso de Souza Filho, Juliana Cardoso Scarton e Mário Sérgio Moreira Franco • Diretor Tesoureiro: Hélcio Cardoso de Matos Sobrinho • Diretores: Ademir Antonio Saorin, Antonio Simão Stefano Júnior, Flávio Guimarães Porto, Marcus Vinícius Gomes Teixeira, Paulo Ricardo I. Siqueira e Victor Augusto Vieira Gomes • Conselho de Ex-Presidentes: Edmo Mendonça Pinheiro, Flávio Meneghetti, Guido Benedito Viviani, José Maurício Andreta Junior e Rubens Carvalho • Diretor Executivo: Márcio Cardoso • Conselho Editorial da Revista: Márcio Cardoso, Vagner Caldeira e Cairy Lemos • Coordenação Geral: Cláudia Froeder • Jornalista Responsável: Camila Menezes (MTB 4858/DF) • Coordenação Editorial e de Arte: GTW Digital Marketing • Redação: GTW Digital Marketing • Contatos: 61 3032-6029. E-mail: cairy@ gtwdigital.com.br • Fotos: Divulgação • Projeto Gráfico e Diagramação: GTW Digital Marketing - www.gtwdigital.com.br
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Participação
na pesquisa FENABRAVE A 24ª Pesquisa Fenabrave de Relacionamento com as Marcas registrou uma participação recorde dos Concessionários Fiat. A Rede foi a que teve a maior participação em números absolutos, com 176 grupos respondendo ao questionário — o que corresponde a um índice de respostas de 81,86% do total
de matrizes, o maior nos últimos anos. Para o presidente da ABRACAF, José Carlos Dourado de Azevedo Junior, esses índices “mostram que a Rede Fiat está mais participativa, mais atuante e mais comprometida com a busca por soluções que levem ao aumento da rentabilidade e da perenidade do nosso negócio”.
81,86%
ABRACAF e Itaú
reafirmam parceria
O Conselho Nacional da ABRACAF aprovou, em sua última reunião, a renovação do contrato com o Banco Itaú, que segue como o parceiro oficial da Associação pelos próximos cinco anos. A negociação para a renovação foi conduzida pela Comissão de Parcerias e Novos Negócios e a aprovação, por unanimidade dos Conselheiros, foi saudada com uma salva de palmas. Presente na reunião do Conselho Nacional, o diretor-superintendente do Itaú, Vilmar Carreiro, agradeceu a renovação da parceria e reforçou que o banco estará ao lado da Associação em projetos inovadores e em busca de mais rentabilidade para a Rede.
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Conselho Nacional debate inovações Com uma extensa pauta e grande participação da Rede, a Diretoria Executiva e o Conselho Nacional da ABRACAF se reuniram em 25 e 26 de setembro na sede da entidade. Além da aprovação das contas e dos temas administrativos, o Conselho debateu profundamente as transformações do mercado de veículos e as possibilidades geradas a partir de inovações e novos modelos de negócios. A Mobilidade e o papel das Concessionárias diante de soluções como compartilhamento de veículos, assinatura e locação foram profundamente analisados. O Conselheiro Augusto Brandão
lembrou que é compromisso da diretoria buscar soluções para o enfrentamento das mudanças e se mostrou satisfeito com a qualidade das propostas apresentadas, que na opinião dele “atendem às necessidades da Rede”. A Conselheira Mariane França elogiou a inovação apresentada pelas ideias sugeridas, ressaltando o papel desempenhado pela Associação, que coloca como catalizador dos projetos de interesse comum da Rede. “Sem o suporte da ABRACAF, os Concessionários não teriam condições de tomar nenhuma inicitaiva que se aproximasse do que está sendo apresentado aqui”, ela afirmou.
Venda de veículos
cresce 7,2% A FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou, na primeira semana de dezembro, os resultados dos emplacamentos de veículos no mês de novembro e o acumulado de 2019, bem como os fatores que estão influenciando o comportamento do mercado. Os dados apresentados pela entidade mostram que, de janeiro a novembro de 2019, foram emplacados 2.406.921 veículos, considerando automóveis e comerciais leves — o que representa alta de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 2.246.003 unidades. No mês de novembro, 230.872 veículos novos foram comercializados, o que representa 4,3% de crescimento sobre o volume registrado no mesmo período de 2018, quando foram vendidos 221.346. Entretanto, na comparação com as 241.144 unidades registradas em outubro deste ano, houve queda de 4,3%.
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Economia colaborativa,
solução para mobilidade?
A relação de usuários com os carros está transformando a indústria automobilística. Aplicativos de transporte ditam as regras na era da economia colaborativa Com o crescimento acelerado das grandes cidades, questionar para onde vamos deixou de ser o foco. A pergunta agora é: como vamos? Há tempos busca-se soluções para dar vasão à necessidade de locomoção dos cidadãos em grandes centros. Somado a isso, surge uma nova geração que dispensa a posse do carro e prefere viver experiências ao invés de possuir bens. O resultado são novos modelos de negócio onde não se compra, mas se compartilha o uso. Bicicletas, patinetes, aplicativos de transporte particular e até moradias compartilhadas. Exemplos dessas iniciativas estão em diversas partes do cotidiano moderno e mostram que o conceito de posse está realmente sendo transformado. O resultado dessa mudança vem desencadeando um processo de reestruturação global da indústria automobilística. Em busca de receitas para atender a uma nova demanda de consumidores, as multinacionais precisarão se reinventar para acompanhar o novo modelo de negócios onde dividir o uso é o futuro.
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Gigantes da indústria automobilística, que até então viveram apenas de venda de veículos, agora investem também em plataformas de compartilhamento. Pode ser uma forma de ganhar dinheiro em um futuro não tão distante, no qual motoristas poderão se tornar desnecessários e ter um carro na garagem poderá ser visto como algo antiquado, segundo pesquisas. Um estudo feito em cinco cidades ameri-
canas mostrou que para cada carro compartilhado, entre 7 e 11 veículos deixaram de circular nas ruas, o que gera efeitos no trânsito, na economia e na emissão de poluentes. O aluguel de carros é uma realidade para o país. Inclusive, por meio do seu próprio smartphone, em breve usuários poderão reservar a retirada de veículos em concessionárias. O Brasil é o segundo país a receber esse tipo de projeto, que já funciona na Argentina desde o início do ano. Outras soluções, como a aquisição temporária de automóveis, mostram que o relacionamento com os veículos não fica limitado a apenas um único formato. Na Carro Fácil, da Porto Seguro, é possível alugar um automóvel por 12 ou 24 meses sem ter que
se preocupar com impostos, documentação ou manutenção. O serviço funciona como um aluguel de carro zero a longo prazo. Entre os 70 tipos de veículos disponíveis, fabricados por sete montadoras, há desde modelos básicos até os top de linha. O Carro Fácil traz embutido um pacote de serviços que inclui gastos com seguro, IPVA, documentação e manutenção preventiva. Ou seja, o usuário entra, dirige e se preocupa apenas com o combustível. Na MoObie, outra plataforma de aluguel de carros particulares, é possível ganhar dinheiro com o aluguel do seu próprio veículo naqueles momentos que ele fica parado na garagem. Criado em 2017 no Brasil, o serviço simplificou o aluguel de carros, permitindo a locação de pessoas para pessoas. E os exemplos não param por aí. A esses novos nomes se juntam a Zazcar, Parpe, Webmotors e Urbano, que já oferecem alguma modalidade de compartilhamento no país. A economia colaborativa é a principal tendência econômica no século 21. Existem diversas formas de entrar nesse universo, mas o objetivo é um só: diminuir desperdícios e consumismo desnecessário, além do aumento da eficiência, eficácia e produtividade. Para essa tendência, o importante não é a posse, mas sim o acesso ao bem. Ou seja, independentemente de onde está o seu negócio, cabe pensá-lo também dentro dessa proposta de compartilhamento. O tremendo sucesso dessas empresas é notório e o grande aprendizado é que o relacionamento com os clientes mudou a partir do momento em que as possibilidades deles cresceram. É hora de modernizar sua empresa para ganhar o mercado.
Foto: Divulgação
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Apps
de compartilhamento de carros
L GUE U L A
Zazcar: serviço de carsharing (aluguel de carros por horas de utilização) criado em 2010, em São Paulo. Inspirado em empresas que atuam na área na Europa e nos Estados Unidos, como a Zipcar, o serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
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MoObie: é um aplicativo brasileiro que possibilitou o aluguel de carros de pessoas para pessoas. O aplicativo eliminou as tradicionais locadoras de veículos e possibilitou que qualquer um alugue seu próprio carro.
COMPARTILHAR MPARTILH
LHAR
Parpe: plataforma online que se assume como o Airbnb dos carros. Fundada em 2013 em São Paulo, a Parpe hoje está presente apenas em Portugal.
Urbano: funcionando em São Paulo, a Urbano é diferente das empresas que existem no mercado onde o usuário tem que retirar o carro em um ponto A e devolver no mesmo ponto A. Os veículos Urbano ficam estacionados nas ruas em diversas home zones - áreas de aproximadamente 1Km² que podem ser um bairro ou um quarteirão. Dentro dessas áreas, o usuário inicia e finaliza suas corridas, porém, retira o veículo no local mais próximo de onde estiver e o devolve em qualquer home zone.
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GRANDE
Marcha da Inovação
Quando vinte dos principais Dealers do Brasil visitaram a China em março, na primeira etapa da missão organizada pelo Banco Itaú e pela plataforma de serviços iCarros, a NIO, uma das empresas visitadas, tinha um projeto: instalar postos de trocas de baterias para carros elétricos na autoestrada que liga Pequim a Shangai. A preocupação era com a autonomia dos carros elétricos. De uso majoritariamente urbano, os primeiros automóveis fabricados na China tinham capacidade para cobrir de 200 a 300 quilômetros sem necessitar de recarga. Hoje, atingem de 450 a 500 km, mas ainda assim não são adequados para viagens mais longas, pois necessitariam de reabastecimento. Trocar a bateria seria uma solução mais rápida e eficaz. Seis meses depois de conhecer o projeto, a segunda parte da Missão China voltou à NIO e já encontrou a ideia em pleno funcionamento, com 350 postos instalados. A troca é feita em minutos, praticamente o mesmo tempo que se leva para abastecer o carro em um posto convencional, e tudo é feito por robôs.
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Essa agilidade foi o que mais surpreendeu os participantes da nova missão, que foram para três das mais importantes cidades chinesas: a capital Pequim, Shangai e Shenzhen, o maior polo tecnológico do país; além de visitarem nove grandes experiências inovadoras, que têm impacto direto na mobilidade, no segmento de venda de veículos e no comportamento do consumidor. Para o CEO do iCarros, Ricardo Bonzo Filho, a curva de aprendizado das empresas chinesas é igualmente impressionante. A agilidade não está apenas na decisão de fazer e na rapidez com que se chega ao resultado, mas também no avanço tecnológico apresentado pelos produtos e serviços. “As empresas chinesas não param de inovar e de investir fortemente em novas soluções, não apenas tecnológicas, mas também no relacionamento com os clientes e nos ambientes de negócios”, disse ele para a UNA+. Essa agilidade também impressionou o 1º vice-presidente da ABRACAF, Carlos Milton Buffoni Filho, um dos Dealers que fizeram parte da experiência. “Existem recursos, tanto do governo quanto de investidores privados, e um ambiente
em que o desenvolvimento é tratado como prioridade. Pequim era conhecida como sendo uma cidade poluída, mas hoje isso mudou. No trânsito, que ainda é muito pesado, notamos a presença maciça dos carros elétricos, que lá já são uma realidade”. Buffoni dedicou grande parte do tempo para, além de conhecer as empresas e as inovações que elas representam, explorar o modo como as concessionárias chinesas estão encarando a mudança de comportamento do consumidor. “Assim como no Brasil, a primeira ou segunda visita que o consumidor faz à Concessionária é feita pela internet, mas o negócio ainda é fechado na loja. O grande diferencial são os produtos, notadamente o carro elétrico, que nós ainda não temos; e os serviços, não apenas os que a Concessionária oferece, mas formas de relacionamento comercial, como financiamento por aplicativos que procuram agilizar os processos”, ele notou. Para Buffoni, a realidade de carros elétricos, carros autônomos e compartilhamento de veículos é uma projeção do que o Brasil deve viver na próxima década. “Nós temos problemas no Brasil
como o de distribuição de energia para viabilizar o carro elétrico, que será ainda muito limitado ao uso urbano; temos vias de rodagem que não comportam um carro autônomo, que na minha visão não terá um uso muito comercial, mas sim mais focado no transporte público. Sem dúvida o que a China nos mostrou é o futuro e devemos estar preparados para isso”, acredita o 1º vice-presidente da ABRACAF. Tanto Bonzo quanto Buffoni concordam que a experiência chinesa pode servir de inspiração nos processos que envolvem a parceria entre o Itaú, a ABRACAF, a Rede Fiat e a FCA. “O primeiro ponto é a capacidade de desenvolver e implementar novas ideias. A China mostrou uma curva muito rápida de aprendizado, nos fez olhar mais para a relação com o cliente e também a nos concentrar em como acelerar nossos processos”, afirma Bonzo. Para ele, a colaboração entre ABRACAF, Itaú, Rede Fiat e FCA é bastante promissora: “Essa parceria tem capacidade de acelerar os processos, e isso já está acontecendo, cada um no seu papel, discutindo como encarar esse novo momento da Mobilidade e do uso do automóvel. É uma parceria promissora, porque tem competência para realizar algo inovador, para levar ao mercado algo que o cliente vai reconhecer como fantástico”. Buffoni também se mostra otimista. “A ABRACAF tem discutido profundamente a questão da Mobilidade em todas as suas vertentes, e sinto que estamos atentos às mudanças que vão ocorrer. Temos debatido com nossos parceiros e estamos concentrados em dotar a rede de mecanismos para que as Concessionárias estejam inseridas e sejam parte ativa e relevante dessa transformação. Na China, vimos o futuro, e lá ele já é realidade”, concluiu Buffoni.
Cidades Inovadoras Os membros da comitiva brasileira visitaram três cidades e conheceram nove empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento chinês. Além de fábricas de carros autônomos e elétricos, ônibus e monotrilhos, e ferramentas de Inteligência Artificial aplicada à mobilidade e segurança, os Dealers conheceram plataformas para publicidade e marketing digital, transações online, logística e fintechs bilionárias. Foto: Divulgação
PEQUIM Pequim é a capital da República Popular da China, o principal centro político, cultural e educacional do país. É a sede das maiores empresas estatais chinesas e um importante polo de rodovias nacionais, vias expressas e redes ferroviárias de alta velocidade. A cidade é famosa por seus opulentos palácios, templos, parques, jardins, túmulos, muralhas, portões e por seus tesouros artísticos e universidades, que a tornaram um centro cultural na China. Na cidade, a missão visitou a BitAuto, empresa líder em fornecer conteúdo e serviços relacionados ao setor automotivo da China, que conta com uma plataforma de mídia online com 19.600 Dealers na base de clientes, que podem comprar espaço de publicidade e assinar serviços que geram leads para vendas de veículos. A empresa também dispõe de uma solução de marketing digital para as 95 montadoras registradas na plataforma que Revista Una+
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podem criar campanhas de marketing exclusivas e uma plataforma automotiva de transação financeira na qual os consumidores podem realizar o financiamento e o seguro do automóvel. Outra experiência inovadora é a UISEE, uma das primeiras empresas chinesas de tecnologia de veículos autônomos a entrar em fase comercial. Os primeiros modelos de veículos são destinados a ambientes fechados de empresas e organizações como portos, centros de distribuição, condomínios e espaços de lazer, mas um dos objetivos da empresa é criar uma frota de táxis autônomos.
Pequim é também a sede da Great Wall Motors, que produz 16 milhões de veículos por ano e é líder no mercado de SUVs na China há 16 anos; e da DiDi, empresa detentora do maior aplicativo de mobilidade do mundo, superando a Uber desde 2015, quando realizou 1,4 bilhão de corridas em comparação com 1 bilhão da concorrente. Detentora de quase 90% do mercado chinês de mobilidade, a DiDi aposta na diversificação. Há opções de aluguel de veículos, soluções corporativas, informações sobre transporte público, rede de carona compartilhada e bicicletas comunitárias, entre outros. A DiDi já atua no Brasil, onde adquiriu o aplicativo 99, que também concorre com a Uber.
Foto: Divulgação
SHANGAI
Shanghai é a cidade mais populosa da China e o maior centro comercial e financeiro na China continental. Originalmente uma vila, cuja economia era baseada na pesca e no setor têxtil, Shanghai ganhou importância no século XIX devido à localização favorável do seu porto e por ser uma das cidades abertas ao comércio exterior pelo Tratado de Nanquim, em 1842. A cidade é sede da NIO, uma das empresas mais inovadoras que os Concessionários conheceram em Shangai. Em 2016, o NIO EP9, fabricado pela empresa, estabeleceu um recorde no circuito de
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vulgação
Nürburgring, na Alemanha, percorrendo os 20,8 km em 7 minutos e 05 segundos, ganhando assim o título de carro elétrico mais rápido do mundo. Eles também puderam conhecer a Full Truck Alliance, uma empresa de internet focada em logística, criada a partir da fusão das duas maiores plataformas de compartilhamento de caminhões da China. A companhia começou como uma plataforma que conecta caminhoneiros independentes, transportadoras e clientes com necessidade de transporte, e agora transforma-se num ecossistema completo de logística de carga. A FTA gera receita com taxas de associação pagas pelos clientes, fábricas que usam sua plataforma para serviços de longa distância, nas recargas de pedágios nas estradas e também quando os caminhoneiros usam seu sistema de pagamento on-line para comprar gasolina. A empresa tem 5,5 milhões de caminhoneiros registrados e conseguiu eliminar até 85% do tempo ocioso dessa frota. Também em Shangai está a Ant Financial, considerada a fintech mais valiosa do mundo, com valor de mercado de US$ 150 bilhões. A empresa representa o braço financeiro do grupo Alibaba, e é dona da maior plataforma de pagamento online, o Alipay, com mais de 1 bilhão de usuários e mais de US$ 16 trilhões em transações financeiras. A partir de uma carteira eletrônica de pagamentos de e-commerce, a empresa conseguiu gerar uma base de dados de comportamento e perfil de usuários suficiente para se tornar um dos melhores avaliadores de crédito do país. Com atualização praticamente em tempo real, o consumidor consegue tomar crédito quase instantaneamente e ainda receber o dinheiro no próprio wallet da companhia.
Foto: Divulgação
SHENZHEN Uma antiga vila de pescadores e que até a década de 1970 tinha pouco mais de 20 mil habitantes, Shenzhen é hoje conhecida como Vale do Silício da China. Foi a primeira cidade a abrigar uma zona econômica especial, implementada pelo governo em 1979. Isso transformou radicalmente a cidade, fazendo sua população crescer mais de 5.000% nos últimos 33 anos, e sua economia mais de 9.000% desde então, transformando a localidade no principal polo tecnológico da China. Ali, os Dealers conheceram a BYD, maior fabricante de automóveis elétricos, híbridos e de ônibus elétricos do mundo; e segunda maior fornecedora de componentes para celulares, tablets e laptops para outras marcas. A BYD atua no Brasil com ônibus elétricos. Outro grande player do mercado é a Tencent, maior plataforma de mensagem instantânea na China e dona do WeChat, que conta com mais de 1 bilhão de usuários ativos por mês e que vai além de um mero concorrente do WhastApp: dentro do WeChat, existe o WeChat Pay que se tornou o grande concorrente do Alipay, serviço oferecido pela Ant Financial do Alibaba. Outro produto é o WeBank, o primeiro banco a operar exclusivamente na internet na China. Lançado em 2015, oferece empréstimo pessoal 100% online.
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Por que a transformação digital deve ser uma prioridade para as concessionárias de automóveis Nunca houve um momento tão empolgante e desafiador para o setor automotivo
José Santos Especialista em Negócios
As indústrias automotivas têm enfrentado desafios de várias direções desde inovações em produtos, mudanças nas preferências dos clientes até a proliferação tecnológica e outros fatores que provocaram uma mudança sísmica no comportamento do consumidor. A forma como os veículos são adquiridos, distribuídos e atendidos após a realização da venda está mudando drasticamente e obrigando o varejo de automóveis a repensar seu atual modelo de negócio de modo a permanecer relevante e viável num futuro próximo. A grande questão é que os revendedores são especialistas em carros e permanecem bastantes convencionais diante dessa nova realidade. Entretanto, esse novo cenário requer das Concessionárias formas diferentes de pensar seus negócios a fim de proporcionar um maior compromisso com a transformação digital uma vez que a evolução tecnológica é o elemento catalisador dessa mudança.
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Para exemplificar esse novo cenário, os resultados do Estudo Deloitte Global Automotive Consumer de 2018 indicam que, de todas as fontes de informação e diferentemente de décadas atrás, os sites de marcas e revendedores têm o maior impacto nas novas decisões de compra de veículos juntamente com as informações de familiares, amigos e colegas de trabalho. Além disso, esse mesmo estudo constatou que 60% dos consumidores (mercado norte-americano) estão pelo menos interessados no conceito geral de comprar seu próximo veículo online diretamente de um fabricante. As Concessionárias de automóveis precisam encarar esses resultados como um sinal de alerta de que a expectativa de uma experiência de compra completamente digital pode estar mais próxima do que elas pensam. Um relatório de 2018 (Indústria auto - transformação digital e o futuro do Dealer) publicado pela empresa Oath mostra que os compradores de veículos pas-
sam 60% do tempo que gastam no processo de compra fazendo pesquisa online. Outros 13% são dedicados a visitas às Concessionárias e 21% na loja em que o negócio é efetivado. Portanto, a transformação digital é imperativo para a indústria automotiva. Mas, o que é transformação digital? Embora este seja um tópico comum no mundo da tecnologia atual, na verdade, ela está inserida nas conversas há algumas décadas. De maneira objetiva, a transformação digital é uma mudança fundamental na maneira como uma organização agrega valor aos seus clientes a partir de gestão centrada em tecnologia e é mais eficaz para proporcionar alto impacto nos negócios. Entenda que se trata de integrar tecnologia digital estrategicamente aos negócios, o que exige, tam-
bém, mudanças na cultura organizacional e melhores decisões de investimento que proporcionem retornos significativos. E qual a melhor abordagem para a implementação digital? As lideranças das Concessionárias de automóveis procuram tecnologias digitais oportunas e imediatas para incrementar a eficiência operacional, reduzir as despesas gerais, desenvolver seus vendedores e reduzir o atrito no processo de vendas. Um caminho possível é adotar um modelo integrado - uma plataforma digital de negócios - capaz de abranger ao máximo possível a jornada de compra e, assim, construir uma ponte forte que facilite a transição do online para uma experiência de compra presencial até o retorno do consumidor, garantindo que informações críticas estejam prontamente dispo-
níveis para as pessoas certas e nos momentos certos. Em um setor em que a concorrência pelo consumidor é cada vez mais intensa e digital, a necessidade de incorporar novas tecnologias de forma estratégica é crítica para o sucesso das concessionárias de automóveis. Revista Una+
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Benchmarking REDE FIAT Inspirado na experiência americana, evento teve a participação de 89 grupos para analisar os números da Rede, conhecer novas ferramentas de gestão e controle e compartilhar casos de sucesso. O Workshop Benchmarking Rede FIAT, realizado pela ABRACAF em outubro, na cidade de Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, teve a adesão de 89 grupos que encaminharam suas Posições Econômico-Financeiras. O encontro contou com 161 participações ativas, durante os dois dias de trabalho, dos Dealers e representantes de Concessionárias. A programação foi intensa, com palestras, debates, vídeos, apresentação de casos de sucesso e discussões em grupos sobre o presente e o futuro da indústria automotiva. Inspirado na prática da National Automobile Dealers Association (NADA), a entidade que congrega os Concessionários norte-americanos, equivalente à nossa Fenabrave, o evento foi coordenado pelo economista Francisco Trivellato, com a participação do professor Marco Antônio Pereira. O objetivo do evento foi buscar o aprimoramento das técnicas de avaliação do desempenho das Concessionárias, com uma programação voltada para ampliar a visão estratégica e compreender as tendências do setor. Para isso, os consultores fizeram uma análise, apresentada pelo professor Marco Antonio Pereira, das PEFs encaminhadas pelos
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Workshop BENCHMARKING Rede FIAT
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ABRACAF reúne Dealers para debater boas práticas e trocar experiências
Presidente da ABRACAF, José Carlos Dourado de Azevedo Junior Revista Una+
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Dealers presentes no encontro. Ele afirmou que por meio das PEFs é possível ter uma dimensão correta do desempenho da Rede e, ao mesmo tempo, cada Concessionário pode enxergar sua posição, comparar com os números da Rede e identificar maneiras de aprimorar seu desempenho. Trivellato também reforçou a importância de trabalhar com informações corretas e precisas do mercado. “A NADA consegue enxergar os dados porque os associados enviam regularmente as informações. Isso reforça a posição da entidade de representação dos Dealers, traz benefícios para o benchmarking e induz às melhores práticas de mercado”, explicou o economista. Além de discutir as PEFs, os Dealers também foram estimulados a conhecer novas metodologias de análise de desempenho e de controles internos; e a praticar, durante o Workshop, essas novas visões. Além disso, tiveram oportunidade de compartilhar suas impressões e questionamentos em vários momentos do encontro, o que tornou o evento bastante dinâmico. Os participantes assistiram a apresentações de boas práticas por Dealers pré-selecionados. Guido Viviani, ex-presidente da ABRACAF, relatou sua experiência com veículos seminovos nos seus 45 anos de mercado. Ele explicou que o principal propósito da operação com seminovos é facilitar a venda do novo, atrelando o máximo de rentabilidade, mas isso não significa limitar a atuação com seminovos a esse objetivo. Ao contrário, é preciso inovar. “A minha empresa está estruturada, mas sempre procuro melhorar cada vez mais para poder acompanhar o mercado, porque as mudanças ocorrem muito rapidamente. Se não estivermos em constante inovação, buscando
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rentabilidade em várias frentes, nós vamos acabar ficando para trás”, explicou Viviani, que atua em todo o interior de São Paulo. O Dealer Alberto Jorge Figueiredo Filho falou sobre estratégias digitais desenvolvidas na Iguauto, Concessionária Fiat com sede em Fortaleza, mostrando aos participantes pontos-chave na utilização de novas mídias digitais, com a criação de equipes dedicadas a organizar e tratar leads e sobre a importância da interação da equipe de vendas com o trabalho digital. O presidente da ABRACAF, José Carlos Dourado de Azevedo Júnior, encerrou os trabalhos do primeiro dia conversando com o coordenador Francisco Trivellato e com os Dealers sobre a visita às instalações da NADA e ao Grupo dos 20, prática instituída pela entidade americana. Azevedo se disse impressionado com o
orgulho que os americanos têm em ser Concessionário e em partilhar as informações. “Eles adoram a competição e adoram ser vencedores”, afirmou. Para ele, a principal lição aprendida em três dias de trabalho junto à NADA foi confirmar que “a solução está na nossa gestão, em boas práticas. É o Dealer quem faz a diferença”. No segundo dia, Trivellato convocou os Dealers para fazer um “mutirão da liquidez”, alertando para o papel do Cash Conversion na gestão do negócio. O tema foi pauta de apresentação do professor Marco Antônio Pereira, que chamou a atenção para o principal vilão de toda empresa: o custo, especialmente aquele que não se consegue identificar. “Cuidado com os custos invisíveis, eles podem matar a empresa”, afirmou o professor, para quem a melhor estratégia é ter controles rígidos: “É preciso ter controle interno forte. A empre-
dos temas em debate no mundo, a definição sobre a utilização de motores elétricos, híbridos ou a combustão, também foi tema da apresentação de Andreta. Para ele, não haverá somente um modelo para todos os mercados, mas para cada país ou região. “Se isso for confirmado, as mudanças no modelo das Concessionárias no Brasil serão mais lentas, o que não significa que não devemos estar preparados para elas, para executá-las passo a passo”, acredita Andreta.
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sa só pode ter um número, não pode ter dois. Não se pode gastar um real na empresa sem propósito”, ele insistiu, chamando a atenção para a responsabilidade do Dealer: “Toda empresa é espelho de seu dono”, concluiu. Os participantes tiveram ainda a oportunidade de debater com o professor Marco Antonio Pereira sobre as práticas de controle interno e conhecer ferramentas de gestão utilizadas para esse fim. Também puderam assistir a uma apresentação e conversar com José Mauricio Andreta Júnior, ex-presidente da ABRACAF, que falou sobre suas perspectivas para o futuro da indústria e apresentou ideias inovadoras que tem implementado no Grupo Andreta. Andreta entende que “a evolução vai acontecer em consonância com as oportunidades e exigências dos consumidores”. Um
Ao final do encontro, falando para a UNA+, o professor Marco Antonio Pereira afirmou que o Workshop teve uma grande relevância e deve ser continuado. “É um momento muito importante de troca de experiências. Os Dealers estiveram comprometidos durante as minhas apresentações e percebi o quanto foi importante discutir temas ligados à operação”, afirmou o professor. Ele também destacou que todos os participantes perceberam a importância de enviar, de maneira continuada, as PEFs para a análise da ABRACAF. “Ao encaminhar sua PEF, o Dealer ganha uma base comparável, tanto na sua região como em relação ao porte, e ele vai poder se enxergar como tendo boas práticas ou não”, concluiu Pereira. O economista Francisco Trivellato, coordenador do Workshop, afirmou que os principais objetivos do evento foram plenamente atendidos. Um deles era transmitir o aprendizado recebido junto à NADA, em especial o conhecimento do funcionamento do Grupo dos 20. “Foi um evento muito produtivo, que se pode perceber pela participação dos empresários, pelas perguntas e pela interação e o interesse demonstrado. Os Dealers receberam uma grande quantidade de informações que eles podem levar para suas sedes e colocar em prática e, com isso, gerar mais re-
sultados”, afirmou Trivellato. O presidente da ABRACAF, José Carlos Dourado de Azevedo Júnior, disse que o evento foi um grande sucesso. “A participação de todos, até o final, colaborando, colocando suas opiniões, questionando, foi muito positiva, assim como a troca de informações entre os Dealers, mostrando os casos da própria Concessionária – que é uma Rede muito preparada, muito madura - e que hoje tem a missão de se modernizar e estar pronta para a próxima década”, afirmou o presidente. Azevedo também destacou a importância de cada Concessionária encaminhar seus dados para a Associação. Para ele, “nosso negócio está passando por uma transformação, e temos que, com base nos números, em cima do mercado e principalmente com foco no cliente, desenhar um modelo de negócio que seja perene”. Neste sentido, a realização do Workshop “foi um marco da ABRACAF, trazendo as melhores práticas que vimos no NADA e que nós devemos repetir e repassar para toda a Rede”, disse Azevedo. Uma das principais práticas da associação americana, o Grupo dos 20, deverá ser uma das primeiras iniciativas a serem tomadas a partir do Workshop. “O Grupo dos 20 é uma missão que a ABRACAF tem, é uma demanda da própria Rede, que vamos ter que estruturar. O mais importante fizemos aqui, que é dar o pontapé inicial, é mostrar que nós precisamos estar juntos, trabalhando em conjunto, desenvolvendo boas práticas, e para isso precisamos de números, precisamos conhecer profundamente a realidade da Rede”, conclui o presidente da ABRACAF.
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O Jardim do Éden brasileiro
Apontada como a praia de água doce mais bonita do mundo, a antiga vila de pescadores às margens do rio Tapajós é o destino perfeito para quem quer desfrutar de boa comida e paisagens inesquecíveis Prepare os seus olhos para uma experiência maravilhosa. Alter do Chão, distrito de Santarém, no Pará, é provavelmente a paisagem mais deslumbrante que você pode ver no Brasil e está entre os destinos mais belos do mundo. Desde que foi eleita uma das dez melhores praias do planeta pelo jornal britânico The Guardian, em 2009, o distrito ganhou fama mundial e passou a ser apontado como o que tem a praia de água doce mais bonita do mundo. Não é para menos: a vila balneária, distante 30 quilômetros de Santarém, é cercada pelo rio Tapajós, pouco antes do encontro colossal com as águas do Rio Amazonas. O movimento das águas faz com que ilhas surjam e desapareçam no vastíssimo horizonte.
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A mais famosa delas, a Ilha do Amor, só é vista quando as águas estão baixas, o que acontece entre os meses de agosto e novembro. A estreita camada de terra, quase toda coberta de areia branca, é o limite para o Lago Verde, cujas margens dão contorno ao distrito. Outro ponto imperdível de Alter do Chão, vila fundada por portugueses em 1626, é a praia do Cajueiro, que fica pertinho do centro da vila e tem como atrações as árvores submersas nas águas do Tapajós. Por estar bem na ponta da vila, a praia tem um por do sol incrível. Um local que só pode ser visto durante o período de seca é a Ponta do Cururu, enorme banco de areia que chega a ter dois quilômetros de extensão. Há também opções de
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Alter do Chão, distrito de Santarém, no Pará, é provavelmente a paisagem mais deslumbrante que você pode ver no Brasil.
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passeios de barco até a praia do Pindobal e a ponta de Pedras. Diretor de pós-vendas do grupo Via Marconi, Concessionário Fiat em Santarém, Altamir Tavares é um dos muitos apaixonados pelo lugar. “Quem quiser apreciar a beleza, comer pratos típicos e aproveitar as praias vai encontrar aqui o que a natureza tem de melhor a oferecer”, ele disse para Una+. No caminho entre Santarém e Alter do Chão, Tavares nos indicou o restaurante Casa do Saulo, comandado pelo chef Saulo Jenningns, eleito o melhor restaurante do norte do Brasil pelos últimos dois anos seguidos. No cardápio, é claro, não pode faltar peixe, como o pirarucu, um dos mais saborosos da região; mas vale a pena provar o risoto com tucupi, camarão e jambu; ou ainda o croquete de aviúm, um camarão típico da região. Tavares nos disse que a comida é espetacular, mas tanto ele quanto a equipe da Via Marconi destacaram – e você pode comprovar – a cordialidade do chef Saulo, que faz com que todos se sintam em casa, em um ambiente que remete à floresta. Outras ótimas opções são os restaurantes Farol da Ilha, com mesas ao ar livre e um excelente tucunaré defumado; e o Espaço Gastronômico, onde você encontrará um surpreendente ceviche de pirarucu e shows de cultura paraense, como o conhecidíssimo carimbó. No restaurante do hotel Beloalter, você vai encontrar também a maior tradição culinária do Pará, o pato no tucupi. A vila tem hotéis e muitas pousadas, como o Borari, nome que remete aos indígenas que foram os primeiros moradores da localidade; o Mirante da Ilha e a Pousada do Tapajós, todos com vista para as praias e as ilhas. Mas para quem quer contato com a natureza o ideal é a Villa Flor, como nos indicou o time da Via Marconi, que
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reúne cinco Concessionárias Fiat, sendo quatro na região Norte do Brasil. Outra dica valiosa: percorra a vila a pé, experimente as comidas típicas das barracas e se encante com o artesanato local. Mas o que vai tirar o fôlego mesmo é a paisagem exuberante. Todo esse encanto pode ser visto no ensaio espetacular que o fotógrafo e produtor Tiago Santos realizou, a pedido da equipe da Via Marconi, para esta edição de Una+. Um dos principais fotógrafos e produtores culturais da região, Santos esteve em Alter do Chão por vários dias. Acompanhou o festival do Sairê, a maravilhosa Festa do Boto, versão paraense da disputa do Boi de Parintins, no Amazonas, e revelou a beleza dessa tradição. Realizada sempre no final de setembro, a festa se inicia com uma procissão de barcos e tem seu ponto alto na disputa entre os dois Botos, o Tucuxi e o Cor de Rosa – este, um personagem da mitologia amazônica, que atrai as virgens com seu canto. O festival é um desfile de cores que se multiplicam nas fantasias e nos carros alegóricos que homenageiam os Botos, e demonstram a riqueza cultural da região Norte do Brasil. Santos também fotografou povos indígenas nativos e, pacientemente, buscou imagens do pôr do sol mais fascinante. As imagens não são apenas de encher os olhos: são de inundar a alma. Fotos: Unique Produtora
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VIA MARCONI presença forte na região Norte
Com duas lojas em Manaus, capital do Amazonas, distante quase 2,1 mil quilômetros por via terrestre de Santarém, a Via Marconi atua no mercado de veículos desde 1995. Mas a história dos Dealers vem de muito mais longe. Em 1969, depois de trabalhar nas multinacionais Ciba-Geigy e Pfizer, Djalma Bezerra, hoje com 81 anos, decidiu se mudar com a família para o estado do Pará, onde adquiriu uma fazenda e passou a criar gado nelore. O agronegócio abriu as portas para a logística, com representação e distribuição de produtos agropecuários, e daí para a distribuição de produtos de consumo doméstico, o que deu origem à Empresa Brasileira de Distribuição. Fundada em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, em 1977, a EBD se consolidou estabelecendo parcerias com os vários segmentos industriais que atendia, atuando em todas as etapas do ciclo de vendas. Com essa experiência e a intenção de diversificar ainda mais, o grupo EBD decidiu ingressar no mercado de veículos e iniciou sua parceria com a Fiat em 1995, com a primeira unidade da Via Marconi inaugurada na cidade de Manaus. Hoje, o grupo EBD tem presença em nove estados brasileiros, atuando nos segmentos de veículos, agronegócio e distribuição de alimentos e bebidas. São cinco Concessionárias Fiat, sendo duas em Manaus, além de Santarém e Castanhal, no Pará; e Avaré, no interior do estado de São Paulo.
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O deslumbrante destino da 10ª Convenção Internacional da ABRACAF
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A 10ª Convenção Internacional da ABRACAF está definida. Com saída no dia 6 e retorno no dia 13 de outubro de 2020, o destino escolhido é o Marrocos, país localizado no norte da África que mistura as culturas árabe, europeia e berbere. Durante sete dias, os Dealers e seus acompanhantes poderão conhecer as cidades de Casablanca, El Jadida e Marrakesh, principais pontos turísticos do país,e mergulhar na cultura de seu povo.
Marrocos já foi dominado por portugueses, espanhóis, muçulmanos e franceses, se tornou independente em 1957 e é o lar dos povos berberes, os resistentes habitantes do deserto, dos quais os mais famosos são os tuaregues. Essa mistura de culturas é o que o torna interessante e deslumbrante. Belíssimo, o país tem praias paradisíacas banhadas pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo, grandes formações de montanhas e longas paisagens de deserto. A partir dessa edição, Una+ vai apresentar as atrações que esperam por você nessa maravilhosa experiência. Começamos por Marrakesh, a principal das quatro cidades imperiais do Marrocos, sendo conhecida como “Pérola do Sul” e também como “Cidade Vermelha”, graças ao tom avermelhado que os tijolos de suas construções exibem e que tornam a paisagem urbana bastante homogênea. A cidade é encantadora e representa uma verdadeira explosão de cultura, história e gastronomia. Sua Medina, onde a cidade nasceu, em 1064, fundada por nômades, tem um movimento frenético e reúne figuras diversas e exóticas: encantadores de serpentes, acrobatas, religiosos sentados em tapetes lendo o Corão, comerciantes e, claro, muitos turistas e consumidores. Em breve a ABRACAF estará divulgando mais informações sobre a Convenção. Enquanto isso, fique à vontade para descobrir outras marcas registradas da cidade, como seus belos jardins e a Praça Jemaa el Fna, localizada entre a Medina e a Mesquita Koutobia.
Praça Jemaa el Fna Praça mais famosa de Marrakesh e talvez do Marrocos, a Jemaa el Fna é o centro turístico da cidade. Crônicas escritas entre os séculos XII e XIV a descrevem sendo o local onde criminosos eram punidos publicamente, até com a pena de morte por decapitação. Por isso, o local seria chamado de Assembleia dos Mortos. Foto: Divulgação
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Esse passado tenebroso – e nem mesmo comprovado – ficou para trás: hoje o imenso espaço se transformou em um verdadeiro mercado ao ar livre, com um comércio intenso e multicolorido. À noite, a praça ganha ainda mais vida, atraindo mágicos, contadores de histórias, dançarinos, e virando um grande centro cultural.
Foto:Divulgação
Bazar (Souk) O Mercado de Marrakesh é um labirinto de vielas cheias de barracas e vendedores, onde os marroquinos fazem suas compras e os comerciantes oferecem produtos locais aos turistas. Nele, pode-se comprar todo tipo de roupa, especiarias, comida, artesanato e produtos típicos. O Bazar é a Meca da Pechincha, e por isso vale a dica: não se deve pagar mais do que um terço do preço pedido inicialmente. Foto: Divulgação
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Deserto de Agafay Outro local é o deserto de Agafay. Distante de cerca de 40 quilômetros de Marrakesh, no caminho é possível notar a paisagem se alterando lentamente, dos terrenos urbanos e casas avermelhadas para campos rurais até a chegada ao deserto. Apesar de estar localizado no norte da África, este não é um deserto de areia no estilo saariano, mas sim um planalto árido com terreno que mais lembraria a superfície lunar.
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PORTOVEL 29 anos de ética, organização e crescimento Fotos: Divulgação
Referência no setor de venda de veículos na região, a Concessionária Fiat Portovel, se estabelece como uma das empresas mais conceituadas de toda Bahia. A companhia iniciou suas atividades em Eunápolis em 1990 e atualmente é líder de mercado com 30% de participação nas vendas de automóveis na Região. Com estrutura ampliada e equipamentos modernos, conta com
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70 funcionários diretos e tem um dos melhores índices de satisfação de clientes medido pela FCA Fiat Chrysler Automobiles. A Portovel faz parte do Grupo Econômico Pianna, fundado pela família Pianna em 1959 na cidade de Linhares, Espírito Santo. O grupo atua nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, empregando aproxi-
madamente 1.400 funcionários diretos, abrangendo diversas frentes de negócios, dentre elas distribuidoras de bebidas, tratores agrícolas e máquinas industriais, lubrificantes, Concessionárias Fiat - Portovel na Bahia e Relva, em Guarapari, no Espírito Santo -, além de concessionárias de outras marcas.
Foto: Divulgação
A Portovel foi ganhadora de inúmeros prêmios, como o Prêmio Gestão Empreendedora e Empresa do Ano pelo Sebrae/BA, o que lhe credencia como uma empresa sólida, correta e preocupada com a satisfação dos clientes e colaboradores. Os setores de peças e serviços merecem ser destacados, pois passam por um rigoroso controle de qualidade e são feitos especificamente para nossos carros. Os profissionais que compõem a equipe são treinados pela fábrica diversas vezes por ano, em mecânica, injeção eletrônica, entre outros, garantindo assim, a atualização das informações e confiabilidade nos diagnósticos. Tudo isso com o objetivo de oferecer um serviço com mais qualidade.
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Segundo o diretor Luciano Piana, um dos motivos do sucesso alcançado pela empresa está no atendimento do pós-venda que oferece. O bom atendimento passa pela qualificação profissional, área física e equipamentos de última geração, que são encontrados na Portovel. “Não podemos deixar os clientes de lado após a compra de seu bem, precisamos que ele saiba a quem recorrer para, assim, ficar mais satisfeito após adquirir seu automóvel”, relata Luciano. A primeira atitude dos dirigentes da Portovel foi investir na capacitação de mão-de-obra, formando uma equipe com profissionais qualificados, e em seguida fazer aquisição de equipamentos modernos, de última geração, que estão instalados em uma área de 2.500 m². O Auto Centro foi estrategicamente montado com a finalidade de possibilitar um atendimento ainda mais rápido para o cliente.
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São essas as características que fazem da Fiat Portovel uma das mais importantes Concessionárias de automóveis do extremo sul da Bahia.
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SUSTENTABILIDADE
Cuide do meio ambiente e também da sua Concessionária! Quando o engenheiro florestal Fernando Zuse escolheu o terreno para instalar a primeira loja de sua Concessionária Cordial, na cidade de Concórdia, em Santa Catarina, encontrou ao lado dele um pequeno curso de água com as margens totalmente assoreadas. A mata ciliar estava praticamente extinta e o local servia como um depósito de lixo. Além de instalar sua loja, Zuse tomou outra decisão: iria recuperar aquele terreno e recriar a mata nativa do local. Vinte e sete anos depois, a mata fechada, com árvores nativas e frutíferas que servem de alimento para
os macacos e outros animais que habitam o local, é testemunha da dedicação do Dealer. O compromisso com a sustentabilidade e as práticas de responsabilidade socioambiental estão gravados na missão do Grupo Cordial, que tem lojas em Concórdia e Erechim e se orgulha de dizer que é pioneiro no posicionamento ambiental. A construção dos seus empreendimentos busca otimizar o impacto ao meio ambiente, desenvolvendo projetos que usam racionalmente os recursos naturais, sem deixar de atender plenamente as necessidades humanas. A visão de Zuse sobre sustentabilidade tem um alcance maior. É claro que existe uma relação lógica entre a preservação e a garantia de que as futuras gerações receberão um ambiente saudável e sustentável. “Sustentabilidade também significa que nós temos que criar ambientes onde as empresas possam se sustentar. Eu
não posso deteriorar o ambiente onde eu faço os meus negócios, e preciso manter um ambiente saudável para o meu colaborador e para o meu negócio, além de uma imagem positiva da minha empresa”, ensina Zuse. Isso implica em desenvolver internamente práticas que enxerguem o processo como um todo e identifique pontos de melhoria constante, especialmente naqueles mais críticos, como a produção de resíduos e o descarte de líquidos. “É preciso criar o clima de sustentabilidade dentro da Concessionária. O primeiro conselho que dou é: cuide o máximo possível de sua Concessionária, principalmente dos resíduos sólidos e líquidos. Isso ainda evita multas e litígios com os órgãos ambientais”, ele alerta, concluindo com um axioma que deveria estar presente em toda a Rede: “A sustentabilidade passa também pelo equilíbrio financeiro das empresas”.
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Tomar medidas que representem práticas sustentáveis não é simples. O tratamento de resíduos, por exemplo, envolve estar atento à separação deles. “Os resíduos são divididos em quatro categorias, como os de logística reversa, que se aplica a pneus. Todo pneu que entra tem que ser devolvido à fábrica que o vendeu. Então é preciso saber exatamente quantos foram comprados, quantos foram vendidos, quantos estão em estoque e quantos foram devolvidos”. E isso não apenas com pneus: baterias, óleo, lâmpadas e lixo eletrônico, tudo isso também exige logística reversa. E ainda é preciso separar resíduos manchados de óleo daqueles que não são e que podem ser enviados para a reciclagem, e separar também os resíduos orgânicos. Para isso, nas lojas de Zuse ninguém tem um receptor de lixo individual: tudo é descartado separadamente. Outra prática que ele consagrou é a da reutilização de água da chu-
va para atividades que não necessitam de água tratada: a que cai do céu é captada, recebe um tratamento em filtros e é usada para lavar o chão, molhar o jardim e despejar no vaso sanitário. Com isso, a conta de água caiu de R$ 1.200 para R$ 160. O compromisso com o meio ambiente também diminui o consumo de energia elétrica. Além de ajudar na preservação do ecossistema, o aproveitamento da luz do dia gera ambientes mais limpos e o uso de telhados verdes, além de amenizar a temperatura, evitando a utilização de ventiladores. Um ambiente sustentável de trabalho também faz bem para a saúde dos colaboradores, que além de trabalharem mais satisfeitos sofrem menos com doenças – e, de novo, isso é positivo para o caixa da empresa. É claro que tudo exige comprometimento de todo o time da
Concessionária e gera custos. É preciso investir em treinamento, as construções devem ser feitas pensando o manejo dos resíduos, o retorno de equipamentos como o de energia solar ou de captação de água demora entre três e cinco anos, mas o resultado é visível. “Um programa de gestão ambiental ajuda na redução de custos, evitando o desperdício e reduzindo os riscos, pois a empresa bem estruturada diminui o risco de arcar com multas, ações legais e crimes ambientais no descumprimento das leis”, ele costuma dizer. Além disso, há um retorno de longo prazo: a melhoria dos processos internos garante mais qualidade, elimina o desperdício e cria, a médio e longo prazo, condições para um desenvolvimento nas diversas áreas, incluindo a humana, na qualidade de vida para todos os envolvidos. E, claro, dá mais vida ao nosso planeta – o único que temos.
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GRUPO DE CORRIDA
melhora clima organizacional Empresas que estimulam seus funcionários a trocar o sapato pelo tênis contabilizam colaboradores mais dispostos e integrados, redução nos índices de obesidade, hipertensão e colesterol alto, além de queda nos níveis de absenteísmo. A corrida tem se tornado um grande negócio para as empresas. O esporte, que caiu no gosto do brasileiro e hoje é febre nas ruas do país, traz benefícios não apenas para quem o pratica, mas Revista Una+
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também para companhias que decidem investir em grupos de corrida. Isso porque o funcionário que adere à atividade se torna mais comprometido com seus pares, mais disposto para o trabalho e certamente mais saudável, o que acaba, a longo prazo, contribuindo também para a redução de gastos com a saúde e diminuição dos índices de absenteísmo na empresa — que é a ausência do funcionário no ambiente de trabalho. A corrida tem atualmente milhões de praticantes no Brasil. O esporte virou moda e, considerando maratonas e provas de rua, temos hoje no país
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mais de 600 eventos por ano. As empresas pegaram carona na febre das maratonas e transformaram o esporte no queridinho dos programas corporativos de qualidade de vida. Além de ser fácil de praticar (basta um par de tênis e disposição) a corrida tem baixo custo e traz grandes benefícios para a saúde. A consequência disso é uma explosão de campanhas corporativas buscando adeptos em seus escritórios. Mas a adoção da prática exige uma série de cuidados. É essencial que as companhias adotem uma política de gestão de saúde que englobe assessoria esportiva especializada, local adequa-
do para a prática e programa de treinamento individualizado. É preciso ainda orientar o novo corredor a consultar um médico e realizar exames clínicos para checar o estado de saúde e possibilidade de seu ingresso no grupo. O efeito psicológico de se exercitar com outras pessoas também ajuda a não desistir. Muitos querem ter hábitos saudáveis, mas não conseguem sair sozinhos de uma rotina sedentária. O grupo se torna importante à medida que um incentiva o outro a continuar. Fazer parte de uma equipe estreita relações e gera comprometimento, o que impacta diretamente no dia a dia da empresa.
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