Skip to main content

abolsamia 151 (mai/jun 2026)

Page 1


5EN POTÊNCIA COMPACTA. GRANDES RESULTADOS.

Trabalhe de forma mais inteligente na sua vinha ou pomar com a Série 5EN da John Deere. Compacto e ágil para espaços apertados, mas forte o suficiente para todas as tarefas. Desfrute de uma cabina espaçosa com conforto de primeira qualidade, controlos intuitivos e tecnologia inteligente. Os sistemas hidráulicos versáteis e as transmissões PowrReverser™ mantêm-no produtivo durante todo o dia. Concebido para culturas de elevado valor, concebido para si.

ROBUSTOS FIÁVEIS.

A escolha acertada: uma máquina compacta, fiável, flexível e eficiente, ideal para o mercado europeu.

Equipada com componentes de referencia, motor Yanmar e Kubota, circuitos hidráulicos auxiliares e engate rápido hidráulico.

Modelos disponíveis FR18, FR20, FR26, FR36 e FR55.

DEVIA SER, MAS NÃO É

Hoje em dia ouvimos muitas vezes que o planeamento é cada vez mais necessário e vemos os “cavaleiros do Excel” munidos de monstruosos catrapázios, prontos a evangelizar tudo e todos com um roteiro detalhadíssimo ao segundo sobre “o que fazer, como e quando”. Mas então, porquê o… “devia ser, mas não é”? Como sabemos, um gestor deve munir-se da melhor informação possível para tomar decisões e olhar para um histórico que lhe permita escolher o melhor caminho. Pois bem: será que, se os nossos navegadores tivessem orientado a busca de um Novo Mundo apenas com base no histórico, não andariam ainda hoje às voltas em Sines, a reviver em contínuo o que vinha nas cartas marítimas anteriores? Hoje, numa altura em que parece que tudo está descoberto, o mundo gira a uma velocidade estonteante e obriga-nos a conciliar o histórico com uma dose importante de gut feeling (intuição), informação de outras áreas que não a nossa e, muitas vezes, uma boa dose de fé.

Vivemos num mundo VUCA. VUCA, acrónimo em inglês para Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity — em português, Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade —, pode parecer apenas mais um chavão da gestão. Ainda assim, a experiência leva-me a acreditar que devemos estar o mais preparados possível para esta realidade. Vale a pena lembrar casos como os da Nokia ou da Blockbuster, colossos

QUEM SERÃO OS LÍDERES DE AMANHÃ? MUITO PROVAVELMENTE

que mostraram que a notoriedade e a confiança do cliente não bastam, quando falta capacidade de adaptação, sob o risco de perder relevância, ou mesmo desaparecer. VUCA descreve um contexto em que as condições mudam rapidamente (volatilidade), é difícil antecipar o que vem a seguir (incerteza), existem múltiplos fatores interligados a influenciar decisões e resultados (complexidade) e, mesmo quando temos muitos

dados, nem sempre essa informação é clara ou permite uma leitura única (ambiguidade). Num ambiente VUCA, planear e decidir exige mais adaptação, leitura de sinais e ajustes contínuos, do que simplesmente seguir um plano rígido e fechado. Vivemos cada vez mais num mundo onde será necessário ter capacidade para “sair da caixa”, fazer diferente e agir, sem ficar eternamente à espera. Vejamos o mundo automóvel, onde grandes marcas de outrora — premium, nostálgicas e com nome feito — enfrentam hoje concorrentes cujos nomes nem conseguimos pronunciar corretamente.

Se antigamente a disputa passava sobretudo pelo preço, hoje o mercado valoriza tecnologia, conforto, conectividade e capacidade de adaptação. E vemos essas novas marcas a ganhar quota e expressão no mercado europeu. Não foi através de pistões, transmissões ou motores com mais válvulas que conseguiram afirmar-se, mas sim através da diferença: novas soluções tecnológicas, novas experiências de utilização e novas formas de vender ou proporcionar usufruto. Fizeram diferente e conseguiram romper com o que estava instalado. Também no mundo dos tratores e das máquinas agrícolas começamos a observar estes movimentos: alterações nos modelos de venda, campanhas mais agressivas e disruptivas e novas abordagens ao mercado. E a verdade é que estas estratégias estão a mudar o jogo. Quem serão os líderes de amanhã? Muito provavelmente aqueles que melhor se adaptarem aos tempos e que, em vez de se conformarem com o ontem, sejam capazes de construir o amanhã.

Por Luís Seatra Sub-gerente abolsamia

Sumário

MERCADOS

10 Portugal: matrículas de tratores e reboques

13 Europa: clima de negócios

14 A Visão dos Representantes das Marcas

EVENTOS NOVA RUBRICA

26 Valtra Smart Tour

32 60 Anos São José Pneus

38 CLAAS Fábrica Verde

42 MF eXperience Tour

34 Jornadas Agrícolas Moviter

TEMA DE CAPA

50 Tractomoz - o maior leilão de tratores usados em Portugal

ESPECIAL RENTING

52 Conferência abolsamia Millennium bcp

64 Ascendum Rent

66 E-rent - Entreposto Máquinas

PÓS-VENDA

18 Manutenção Preditiva com o apoio

New Holland - Máquinas forrageiras

A vida no campo

TESTE EM CAMPO

New Holland

FEIRAS

68 GOFAR Tour Madrid

74 AGRO BRAGA

76 Visão Agrícola

80 FIAPE

81 Motévora

82 Rentalmoz / Tractomoz

83 MJCP

84 Maquicorredora

Sulrent / Sulcate Peças

86 Miraldino

88 OVIBEJA

89 Overland X

90 Tractomoz / Rentalmoz

91 Maquicorredora / Sulcate Peças

EMPRESA EM FOCO

24 Etelgra

100 TM Parts

PRODUTO EM FOCO

46 ATVs Yamaha uma nova força na Agricultura

94 J. Inácio Ver o que os olhos não conseguem

96 Massey Ferguson 8S.265 Xtra Dyna E-Power - O mais económico

98 Zoomlion - com o foco na potência intermédia

FORMAÇÃO

104 Academia New Holland/IEFP

OPINIÃO

T4.120 F Auto Command

114 AJAP - Jovem Empresário Rural

MARCAS QUE FAZEM

O CAMPO NOVA RUBRICA

112 Horsch - A força da paixão pela Agricultura e pela Inovação

MÁQUINAS INDUSTRIAIS

118 Notícias

FLORESTA

120 Notícias

MARKETING

116 Preparar terreno para ganhar mercado

REGIÕES

124 Concessionários com lista de usados para venda, classificados por distritos

ASSINE A REVISTA

1 ano (5 revistas) 30€ 65€

1 ano (5 revistas + 1 Anuário) 45€ 85€

2 anos (10 Revistas) 55€ 105€

2 anos (10 Revistas + 2 Anuários) 80€ 150€

FICHA TÉCNICA

DIRETORA Catarina Gusmão catarinagusmao@abolsamia.pt

SUBGERENTE

Luís Seatra luis.seatra@abolsamia.pt

CHEFE DE REDAÇÃO

Francisco Cruz redacao@abolsamia.pt

REDAÇÃO

Rui Reis - ruireis@abolsamia.pt

João Sobral - joaosobral@abolsamia.pt

Mafalda Martins mafaldamartins@abolsamia.pt

ASSISTENTE COMERCIAL E COMUNICAÇÃO

Cristina Sousa cristina.sousa@abolsamia.pt

www.abolsamia.pt/pt/assinaturas

PAGAMENTO POR CHEQUE

À ordem de ABOLSAMIA, LDA e envie para: R. Nelson P. Neves, Loja 1 - 2670-338 Loures - Portugal

Data de nasc. / /

Código Postal Telm. E-mail Localidade Nif.

PUBLICIDADE

Catarina Gusmão T. 913 469 299

Luís Seatra T. 917 363 038

DESIGN E PRÉ-IMPRESSÃO

Opulent Peak - Design e Com. opulentpeak.com

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO

Fotografia: Tozé Canaveira; Rafael Antunes

Rita Antão

PROPRIEDADE

Abolsamia - Edição e Comunicação, Lda. - Contribuinte 519 284 054 Registo ERC 117122 · Depósito legal 117.038/97

SEDE/EDITOR

Rua São João de Deus, Nº21 2670-371 Loures - Portugal

ESCRITÓRIO/REDAÇÃO

Rua Nelson Pereira Neves, Loja 1 2670-338 Loures - Portugal

T. 219 830 130

IMPRESSÃO

Jorge Fernandes, Lda - R. Quinta Conde de Mascarenhas, 9 2820-653 Charneca de Caparica

TIRAGEM MÉDIA 4.000 exemplares

ISSN 2183-7023

GERÊNCIA Nuno Gusmão e Catarina Gusmão

SÓCIOS Nuno Gusmão (35%), Ana Gusmão (35%), Francisca Gusmão (15%), Catarina Gusmão (15%)

ASSINATURAS

Cristina Sousa contabilidade@abolsamia.pt

Os textos e fotos de autor são propriedade da Nugon,Lda., não podendo ser reproduzidos sem autorização, por escrito, da mesma. O conteúdo dos anúncios e das publireportagens dos clientes é da sua exclusiva responsabilidade. A abolsamia segue o AO90, embora nem todos os colaboradores tenham adotado a nova grafia. Estatuto Editorial www.abolsamia.pt/estatuto-editorial-e-distribuicao

No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.

Mercado nacional de tratores cresce 15,6% no primeiro quadrimestre

Depois de um início de ano marcado por uma recuperação no mercado da maquinaria agrícola, os primeiros quatro meses de 2026 confirmaram um crescimento expressivo nas matrículas de tractores em Portugal.

JANEIRO A ABRIL 2026

Segundo revelam os dados mais recentes da ACAP - Associação Automóvel de Portugal, o mercado nacional registou 1593 unidades matriculadas entre Janeiro e Abril, o que representa uma subida de 15,6% face ao período homólogo de 2025.

Em termos de marcas, a New Holland mantém a liderança do mercado com 170 tratores matriculados, apesar de uma ligeira quebra de 1,73% nas vendas. A principal aproximação surge da John Deere, que consolidou a segunda posição ao atingir 166 unidades, num crescimento de 66% face ao ano anterior.

Em sentido inverso, a Solis, embora no pódio, sofreu um recuo de 19,80%, enquanto marcas como a Deutz-Fahr e a Hinomoto registaram subidas vertiginosas de 96,30% e 182,76%, respetivamente.

A liderar as quedas, neste período, surge a chinesa Lovol, com um decréscimo no registo de novas matrículas de -40%, logo seguida da sul-coreana TYM, com um recuo de 34,26%.

Baixas e médias potências concentram 87% das matrículas

A distribuição do mercado por escalões de potência continua fortemente concentrada nos tratores de menor e média potência, que representam em conjunto cerca de 87% das matrículas registadas no primeiro quadrimestre do ano.

Os tratores com menos de 50cv são os mais procurados, totalizando 707 unidades (44,05%), segmento onde a Solis lidera com folga. Quase em paridade, o escalão entre os 51 e os 120cv somou 695 matrículas, correspondendo a 43,30% do total, com a Deutz-Fahr e a New Holland a dominarem.

Já os modelos de alta potência continuam a ser um mercado de nicho em Portugal: os tratores entre os 121cv e os 200cv somaram 10,22% das vendas, enquanto os modelos acima dos 200cv não ultrapassam os 2,43%.

TOTAL DE MATRÍCULAS POR MARCAS

2026

Reboques agrícolas crescem mais de

22% até abril

O mercado nacional de reboques agrícolas continua a apresentar sinais positivos em 2026, com as matrículas a crescerem 22,56% no acumulado do primeiro quadrimestre.

Entre janeiro e abril, foram registadas 603 unidades, mais 111 do que as 492 contabilizadas no período homólogo de 2025.

A Rates assumiu a liderança do mercado português, ao matricular 129 reboques e alcançar uma quota de mercado de 21,39%. Logo atrás, surge a Herculano, com 122 unidades registadas, mantendo-se também entre os principais protagonistas do setor nacional. Entre as marcas com maior crescimento percentual, destaque para a Galucho, que registou uma subida expressiva de 312,50%, passando de 8 para 33 reboques matriculados no acumulado do primeiro quadrimestre.

Em sentido contrário, marcas como a Rocha, a Vaia e a Yunque registaram quebras superiores a 50% face ao mesmo período do ano anterior, o que reflete uma redução significativa do número de unidades matriculadas.

Crescimento dos quadriciclos contrasta com queda dos telescópicos

Quanto à procura por quadriciclos agrícolas, manteve-se em alta nos primeiros meses de 2026, com os segmentos ATV e UTV a registarem um crescimento robusto no mercado nacional. Entre Janeiro a Abril, foram matriculadas 1145 unidades, o que representa uma subida homóloga de 32,7%.

Só no mês de Abril, entraram em circulação 374 veículos desta categoria em Portugal, traduzindo-se num crescimento de 44,4% face ao mesmo mês de 2025. O desempenho foi particularmente sustentado pelos quadriciclos, que continuam a ganhar expressão no mercado nacional.

No acumulado do primeiro quadrimestre, os ATV registaram 773 unidades matriculadas, o que corresponde a uma subida de 30,6% face ao período homólogo. Já os UTV mantiveram uma evolução ainda mais acentuada, com 353 unidades e um crescimento de 43,5%.

Contrariamente, os carregadores telescópicos continuam a apresentar uma evolução negativa, com apenas 19 unidades matriculadas, o que significa uma quebra homóloga de 24%.

Em Abril, contabilizaram-se não mais que três matrículas, menos 57,1% do que no mesmo período do ano anterior.

CLIMA DE NEGÓCIOS | ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO

Índice Geral de Clima de Negócios CEMA (CBI) -Total

Abril de 2026

Clima de negócios da maquinaria

agrícola europeia agrava-se em abril

O clima de negócios da indústria europeia de máquinas agrícolas agravou-se em abril de 2026, segundo revela o mais recente

Barómetro de Negócios da Associação Europeia de Maquinaria Agrícola (CEMA).

De acordo com os últimos dados recolhidos pelo organismo europeu, o índice CEMA Business Climate Index (CBI) desceu de -2 para -6 pontos (escala de -100 a +100), mantendo-se, assim, em território negativo, após a recuperação iniciada há cerca de um ano.

De acordo com o mesmo relatório, a deterioração resulta da revisão em baixa das expectativas de faturação para os próximos seis meses e de uma avaliação menos positiva da situação atual do mercado.

Na avaliação do negócio atual, o barómetro de abril afirma que 32% dos fabricantes classificam a situação como desfavorável e 6% como muito desfavorável. Em sentido contrário, apenas 14% consideram o momento positivo e 4%

CBI = média geométrica de 1) avaliação da situação empresarial atual e 2) expetativa de volume de negócios; Índice varia de -100 a +100; Índice positivo para 1) significa que a maioria dos inquiridos avalia a situação atual como favorável e vice-versa; índice positivo para 2) significa que a maioria dos inquiridos espera um aumento do volume de negócios nos próximos seis meses, em comparação com o ano anterior, e vice-versa.

muito positivo, enquanto 43% classificam a atividade como satisfatória.

Relativamente às expectativas de faturação para os próximos seis meses, cerca de 32% dos fabricantes europeus antecipam uma diminuição do volume de negócios, um dos valores mais elevados dos últimos meses, ao passo que 40% ainda esperam crescimento e 28% preveem estabilidade.

Também as expectativas relativas às encomendas futuras atingiram o nível mais baixo dos últimos meses. Um terço dos fabricantes europeus espera uma redução das encomendas nos próximos seis meses, enquanto apenas 20% prevê um aumento no volume dessas mesmas encomendas. A descida das expectativas relativas às encomendas futuras poderá traduzir-se numa desaceleração da produção industrial nos próximos meses.

No emprego, a maioria das empresas não prevê alterações nos quadros permanentes: 80% indicam manter o número de trabalhadores regulares inalterado. Esta estabilidade demonstra que os fabricantes continuam cautelosos, ao evitarem ajustes estruturais mais profundos, apesar da deterioração do clima de negócios.

Já no trabalho temporário, 25% dos fabricantes admitem reduzir efetivos nos próximos meses, enquanto 63% apontam para a manutenção das equipas atuais.

Com o índice novamente em queda, o barómetro de abril do CEMA confirma um agravamento da cautela entre os fabricantes europeus de maquinaria agrícola, num contexto marcado por maior incerteza quanto à evolução da procura e do investimento nos próximos meses.

LíderMundialna fabricação dematerialde rastopara todososTratoresAgrícolas eIndustriais.Correntes•Sapatas•Roletos•Rodasde Guia/Sprockets.Material também disponívelP/MiniEscavadorasc/correntes em ferro ouBorracha.

Gadanheirasdediscos e Gadanheirasde pente duplocomdiversasmedidasde trabalho

Materialdedesgaste• Lâminas•Cantos•Luvas•Bicos MV» Kitspara Ceifeirasc/correntes em ferro ouborracha Poluzzi»

Rastosde Borracha e ferroparaMiniEscavadoras•Rolamentos•Retentores•Correias •Filtros•Vidrosdecabinepara tratoresagrícolaseindustriais•Discospara Grades

Peçasde reposição para motoresindustriaseAgrícolas•Rampasdiversas •MartelosHidráulicos•Cremalheirasdegiro para escavadoras

Depósitosde combustíveleAdBlue•Fixosou transportáveis•50 a 15.000litros

Fonte: Barómetro Empresarial da CEMA
CBI Situação Presente Expetativa Futura
Berco»
R Dr Hilário B. Nunes

A visão dos representantes das marcas

Num ano que, cumpridos os primeiros quatro meses, parece querer afirmar-se como de recuperação, no que à venda de tratores diz respeito, a revista abolsamia foi para o terreno ouvir alguns dos principais players do mercado nacional, sobre as razões desta tendência. Esta é a sua opinião.

De que forma os atrasos na atribuição de apoios governamentais à aquisição de máquinas agrícolas estão a influenciar o comportamento de compra dos agricultores e os volumes de vendas de tratores em Portugal, num contexto em que o mercado procura sair do vermelho? Num País como o nosso, com agricultura de pequena dimensão (sem escala) muito habituada a depender de apoios para quase tudo, em que o rendimento dos agricultores oscila significativamente de ano para ano, com culturas de risco, sem preços garantidos à produção e sem seguros de colheitas, com os fatores de produção a subirem de preço todos os anos, uma vez por causa da guerra na Ucrânia, outra vez pela custo dos fretes marítimos causados pelas ameaças da pirataria marítima no Indico, outras ainda por dependência da grande Distribuição e dos grupos económicos que controlam os preços,

com o dinheiro mais caro desde as saudosas mas efémeras taxas Euribor perto de 0% até às taxas atuais a rondarem os 3%, com tanta incerteza no caminho dos combustíveis, apenas alguns têm condições e vontade de investir maquinaria. Nesta conjuntura, os apoios governamentais a fundo perdido à capacitação e modernização de empresas agrícolas assumem um papel fundamental de regulação do volume de vendas no mercado. Ora se, ainda assim, após abertura de candidaturas, os apoios tardam a chegar, está à vista o resultado…

Num cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e tensões comerciais, como guerras e tarifas alfandegárias, até que ponto estes fatores estão a pressionar os custos de produção e a refletir-se no preço final das máquinas agrícolas?

A instabilidade geopolítica e as tensões comerciais pressionam toda a cadeia de valor, a começar nos fabricantes de componentes e a terminar nos distribuidores de produto acabado. Fretes marítimos e rodoviários, matérias-primas derivadas do petróleo (borrachas, lubrificantes, plásticos), tarifas alfandegárias, entre outros, geram inflação industrial com pressão nos preços de

custo que, de alguma forma serão transmitidos a todos os elos da cadeia de valor. Parte destes aumentos são absorvidos pelos fabricantes e pelos Distribuidores que hoje trabalham com margens mais apertadas, mas é impossível absorver na totalidade, sendo parte colocada nos clientes que hoje pagam os tratores 35% a 40% mais caros que há seis anos.

Que impacto têm tido as atuais disrupções nas cadeias de abastecimento globais — agravadas pela instabilidade internacional — nos prazos de entrega de tratores e equipamentos, e como é que isso está a afetar a disponibilidade de máquinas no mercado português?

Sabendo que as marcas do grupo AGCO têm fábricas no espaço EU (Finlândia, França e Alemanha) e com grande percentagem de incorporação europeia, com fornecedores de longo prazo, bem consolidados, as disrupções no abastecimento são pontuais, tendo as fábricas em conjunto com os Importadores, sido capazes de contornar pequenas falhas em alguns opcionais como exemplo medidas de pneus e jantes, encontrando em conjunto alternativas aceitáveis de forma que o prazo de entrega não foi significativamente afetado.

Bruno Pignatelli

Gerente da Tractores Ibéricos

De que forma os atrasos na atribuição de apoios governamentais à aquisição de máquinas agrícolas estão a influenciar o comportamento de compra dos agricultores e os volumes de vendas de tratores em Portugal, num contexto em que o mercado procura sair do vermelho? Como todos sabemos, o nosso mercado (sobretudo o profissional) é fortemente influenciado pelos apoios governamentais. Assim sendo, e tendo em vista que em 2025 e, para já, neste começo de 2026, não havendo esses apoios, continuamos com uma série de negócios “preso”

Desde 1980 especialistas na importação, distribuição e comercialização de maquinaria de primeiro nível para a agricultura e a pecuária

e consequentemente o mercado em baixa.

Num cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e tensões comerciais, como guerras e tarifas alfandegárias, até que ponto estes fatores estão a pressionar os custos de produção e a refletir-se no preço final das máquinas agrícolas?

Naturalmente começam por afectar os fabricantes com subidas de preços nos componentes e que se estendem nos canais distribuidores com atrasos e subidas de preços não só dos equipamentos bem como da logística e transporte.

Que impacto têm tido as atuais disrupções nas cadeias de abastecimento globais — agravadas pela instabilidade internacional — nos prazos de entrega de tratores e equipamentos, e como é que isso está a afetar a disponibilidade de máquinas no mercado português?

No nosso caso, algum atraso e adiamento de entrega nalgumas unidades e, já sentido, um aumento no custo de transporte.

De que forma os atrasos na atribuição de apoios governamentais à aquisição de máquinas agrícolas estão a influenciar o comportamento de compra dos agricultores e os volumes de vendas de tratores em Portugal, num contexto em que o mercado procura sair do vermelho?

O mercado de tractores agrícolas, sobretudo nos segmentos “não profissionais” é bastante dependente da existência de apoios governamentais ao investimento, vulgarmente conhecidos como “projectos”.

No entanto, e apesar de toda a incerteza em 2026, até final de março, o mercado de tractores agrícolas registou um crescimento acumulado de 7,75%, ou seja, apesar dos atrasos na atribuição de apoios ao investimento nas explorações agrícolas, os agricultores têm continuado a investir, sobretudo nos segmentos dos

tractores convencionais e especiais. Admitimos, porém, que com maior rapidez no processo de decisão das candidaturas ao investimento entradas em 2025 o mercado pudesse ter aumentado mais.

De qualquer forma, devido ao dinamismo que se tem verificado e que continua a verificar-se na procura, estamos bastante otimistas e acreditamos que 2026 será um ano onde o mercado poderá registar um crescimento bastante interessante…

Num cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e tensões comerciais, como guerras e tarifas alfandegárias, até que ponto estes fatores estão a pressionar os custos de produção e a refletir-se no preço final das máquinas agrícolas?

No curto prazo, considerando que os fabricantes negoceiam as matériasprimas e os componentes com meses de antecedência relativamente à data de produção dos equipamentos não são esperados aumentos de preço. No entanto, se a situação se prolongar no tempo é expectável que os fornecedores, sobretudo devido ao aumento do preço dos combustíveis, tenham necessidade de aumentar o preço das matérias-primas e dos componentes o que terá como consequência imediata um aumento do custo de produção e logicamente

irá conduzir ao aumento do preço das máquinas.

Que impacto têm tido as atuais disrupções nas cadeias de abastecimento globais — agravadas pela instabilidade internacional — nos prazos de entrega de tratores e equipamentos, e como é que isso está a afetar a disponibilidade de máquinas no mercado português?

Até à data, não temos tido notícia por parte das marcas associadas da ACAP de atrasos nos prazos de entrega dos equipamentos devido a questões relacionadas com logística. É um facto que os equipamentos e componentes produzidos na Ásia já têm desde finais de 2023, devido ao conflito no Médio Oriente, o tempo de transporte marítimo para a Europa aumentado em cerca de 15 dias pelas restrições à navegação no Mar Vermelho pelo que nesta data não é previsível que haja aumentos adicionais do prazo de entrega. Por outro lado, até final de Março 2026, com base nos dados do Systematics International (Estatísticas de expedição internacional de máquinas agrícolas), a exportação de tractores agrícolas para Portugal aumentou 2,2% quando comparado com igual período do ano anterior o que significa que, nesta data, apesar de toda a instabilidade global, não é previsível que faltem máquinas no mercado português.

Arnaldo Caeiro
Enquanto representante da Divisão de Máquinas Agrícolas na ACAP

MANUTENÇÃO PREDITIVA

COM O APOIO NEW HOLLAND

Manter custa menos e rende mais

Numa altura em está a começar a campanha forrageira e de colheita, regressamos ao tema da importância da manutenção das máquinas agrícolas, agora com foco no material forrageiro — enfardadeiras, ceifeiras e picadoras de silagem. Equipamentos de campanha, de investimento elevado e com janelas de trabalho curtas, onde uma paragem de horas pode significar perdas de qualidade, atrasos e custos em cascata.

https://agriculture.newholland.com/pt-pt/europe

Patrocínio visível sem ser intrusivo

Pequena caixa institucional do patrocinador

No fim da página:

NA New Holland disponibiliza uma rede de concessionários e serviços pós-venda em todo o país, assegurando assistência técnica, peças originais e soluções de manutenção para maximizar o rendimento das máquinas agrícolas.

o segundo capítulo desta rubrica, vamos demonstrar a importância e as vantagens da manutenção preditiva. Visitámos o concessionário Etelgra, em Vendas Novas, para acompanhar os passos de uma manutenção correta em enfardadeiras, ceifeiras e picadores de silagem, antes da entrada em campanha.

“O preço pago por uma pequena peça ou intervenção impede, não raras vezes, uma reparação posterior de várias centenas ou milhares de euros”, recorda João Rego, um dos responsáveis pela área de Serviço da New Holland em Portugal. Na prática, a manutenção preditiva é isso mesmo: detetar sinais, medir desgaste e corrigir afinações antes de a falha acontecer — com ganhos diretos em disponibilidade, qualidade do trabalho e custo total de operação.

O que é (mesmo) manutenção preditiva — sem teoria

A manutenção preditiva não substitui a preventiva: complementa-a. A preventiva cumpre planos e intervalos; a preditiva acrescenta diagnóstico e decisão técnica com base em sinais e evidências.

Na Etelgra, a abordagem começa por uma ideia simples: se um componente crítico falha em campanha, raramente falha sozinho. Uma correia a patinar aquece e danifica rolamentos; um rolamento com folga aumenta vibração e acelera desgaste; um radiador sujo sobe temperatura e reduz margem de segurança do motor.

Não esquecer

D Ruídos novos, vibrações e cheiros a quente são sintomas, não “características”.

D Limpeza e refrigeração são manutenção (não são estética).

D Afinação (debulha, atadores, facas/contra-faca) influencia tanto o resultado como a potência.

Fotografia Tozé Canaveira
Texto Francisco Cruz

UPTIME/BDA:

RESPOSTA RÁPIDA PARA EVITAR PREJUÍZOS NO CAMPO

O serviço Uptime/BDA (Break Down Assistance) é um sistema de apoio técnico e logístico criado para garantir que uma máquina imobilizada volta ao trabalho no prazo máximo de 48 horas após a comunicação da incidência. A ativação do serviço é sempre feita pelo concessionário junto da New Holland/CNH e pode acontecer através de duas vias distintas:

1. Através de relatório técnico - quando o problema exige apoio especializado, o concessionário elabora um relatório técnico através do sistema THD (Technical Help Desk) , solicitando suporte técnico à marca.

2. Através de pedido de peça - nos casos em que a resolução depende da substituição de componentes, o concessionário faz o pedido da peça necessária e o objetivo da CNH é fornecer a peça no prazo máximo de 48 horas.

Máquinas abrangidas pelo serviço Uptime/BDA (conforme condições do programa): ceifeiras debulhadoras, enfardadeiras, picadoras automotrizes, vindimadoras/ máquinas de olival, carregadores telescópicos e tratores (alguns modelos).

Formação: o exemplo Etelgra

Particularmente quando falamos de equipamento forrageiro, será raro o agricultor que não tem consciência de que se trata de máquinas de campanha com um custo de aquisição alto e gastos de operação igualmente elevados. Desde logo, porque trabalham poucas horas ao ano e, quando são chamadas à ação, são sujeitas a trabalho intenso, funcionando 24 sobre 24 horas, 7 dias por semana.

Para conseguirem suportar um tal nível de exigência, estas máquinas exigem manutenções/revisões pré-campanha exaustivas a todos os pontos críticos, algo que só é possível ser feito em concessionários oficiais, com técnicos qualificados e certificados, como acontece na Etelgra. Concessionário de referência para este tipo de máquinas, pela aposta na formação contínua e certificada dos seus técnicos, através da presença na maior parte das mais de 40 sessões formativas anuais que a CNH proporciona, tanto em Portugal, como no seu training center em Madrid. Garantindo, assim, a sua capacitação para realizar manutenções preventivas, preditivas e corretivas nestas e noutras máquinas.

Na Etelgra, a formação e certificação dos técnicos é uma constante, mercê das mais de 40 sessões formativas que a CNH proporciona

PICADORAS DE SILAGEM

As picadoras são máquinas exigentes quanto à manutenção devido aos regimes altos a que trabalham. No entanto, também são muito fiáveis quando bem cuidadas e quando se combatem os seus principais inimigos: desgaste, contaminações e desafinação.

“Além da vantagem inicial que decorre da opção por um operador experiente, que ‘ouve’ e ‘entende’ os sinais da máquina, é imprescindível dar atenção à lubrificação diária e a qualquer sinal transmitido pelos sensores, durante a campanha”, reforça a equipa técnica.

Problemas mais comuns

D Cablagens danificadas por roedores

D Falta de lubrificação em rolamentos (podem gripar e dar azo a avarias maiores)

D Fugas hidráulicas

D Sobreaquecimento (por radiadores sujos)

D Desgaste e corrosão (causados pela acidez da erva; afeta rolos, garganta e componentes internos)

“Outro aspeto a que o operador deve prestar atenção, com alguma regularidade, são as bombas que fazem funcionar a máquina e ver se existe alguma fuga de óleo ou algo que não esteja certo”, André Reis, responsável técnico da Etelgra

Inspeções a fazer

Por parte do operador (durante a campanha)

D Surgimento de ruídos anormais

D Verificação da lubrificação

D Vistoria do cabeçote ( pick-up)

METADE DO NOSSO SUCESSO ESTÁ NA PREPARAÇÃO DO SOLO E NA MANUTENÇÃO.

David Travassos

Resp. pelo Parque de Máquinas da Agroleite

D Limpeza dos radiadores

D Comunicar e responder a alertas surgidos na máquina

Por parte da oficina (pré-campanha)

D Inspeção visual das correias

D Folgas de rolamentos

D Lubrificação

D Revisão de caixas

D Afinação das facas (ao milímetro)

D Motor

D Sistema hidráulico

“Esta tampa em rede, mais a escova, impedem que os radiadores recebam muito do lixo que está no ar durante o trabalho no campo. Ao operador, cabe ir verificando esta entrada e perceber se não está a acumular lixo, pois, se estiver, é porque algo não está a funcionar corretamente.”, alerta o chefe de oficina da Etelgra, André Reis

Medidas a tomar antes de iniciar e após terminar a campanha

D Verificação e manutenção de facas e contra-faca

D Verificação dos níveis de óleo e fluídos

D Inspeção completa para detetar fugas ou retenções falhadas

A RETER

As picadoras New Holland são máquinas exigentes quanto à manutenção devido aos regimes altos a que trabalham. No entanto, também são muito fiáveis quando bem cuidadas e quando se combatem os seus principais inimigos: o desgaste, as contaminações e a desafinação.

Problemas mais comuns

Após 13 campanhas ao volante da mesma máquina, Armando Augusto garante que a manutenção preventiva, feita por técnicos que conhecem o equipamento, tem sido decisiva para evitar paragens e reduzir custos.

CEIFEIRAS (ARROZ)

D Perdas de grão elevadas → má afinação da debulha ou limpeza

D Grão partido ou mal debulhado → problemas no tambor, côncavo ou rotações desajustadas

D Entupimentos frequentes → excesso de material ou má regulação do fluxo

D Ruídos e vibrações anormais → possível desgaste de rolamentos ou desalinhamentos

D Correias a patinar ou aquecer → falta de tensão ou desgaste

D Corte irregular na barra de corte → facas ou dedos danificados

D Sobreaquecimento do motor → radiadores sujos ou ventilação deficiente

Inspeções a fazer (pré-campanha)

D Barra de corte: facas, dedos e alinhamento; sistema de acionamento

D Sistema de debulha: tambor e côncavo (desgaste e regulação); ajuste de rotações

D Sistema de separação: sacudidores ou rotores; verificar perdas e acumulações

D Sistema de limpeza: ventoinha; crivos (regulação e limpeza)

D Transmissões: correias (tensão e estado); correntes e engrenagens

D Motor e refrigeração: radiadores limpos; filtros de ar e combustível; níveis de óleo

D Eletrónica e sensores: monitorização de perdas; sistemas de controlo automático

Regra de ouro: uma boa afinação reduz perdas e melhora a qualidade da colheita.

Cuidados essenciais

D Manutenção antes da campanha → revisão completa evita paragens críticas

D Afinação conforme cultura → ajustar debulha, ventilação e crivos

D Limpeza diária → remover pó e resíduos (especial atenção ao risco de incêndio)

D Verificação frequente → correias, correntes e lubrificação

D Prevenção de desgaste → substituir peças críticas atempadamente

D Armazenamento adequado → máquina limpa e protegida no final da campanha

A RETER

D Operador atento → “Se não estiver afinada, perde-se grão e rendimento.”

D Menos perdas = mais rentabilidade

D Afinação correta é tão importante como a potência

D Limpeza diária reduz riscos e avarias

D Máquina bem mantida garante campanha sem interrupções

ENFARDADEIRAS

Problemas mais comuns

D Desacerto nos atadores

D Entrada de pedras na máquina

D Desgaste nos rolamentos

D Desgaste nas correntes

Inspeções a fazer

Por parte do operador

D Atenção aos alertas e sensores

D Surgimento de ruídos

D Entrada de pedras no material

D Falhas na alimentação

Por parte da oficina

D Verificação e substituição de rolamentos danificados

D Ajuste ou troca de correntes

D Verificação e afinação dos atadores (parte crítica da máquina)

Check-up padrão

D Inspeção visual

D Verificação de folgas

D Verificação de embraiagens

D Verificação de rolamentos

D Verificação e afinação dos atadores

PREVENTIVA

D Enfardadeira de fardos quadrados: a rondar os 4.000€*

D Enfardadeira de fardos redondos: a rondar os 1.500€*

A reter: “Qualquer cliente que realize as manutenções preventivas e cumpra as guidelines definidas pela marca experiencia um serviço diferenciado” , Etelgra.

Exemplos a reter

QUANDO IGNORAR É MÁ SOLUÇÃO

Partindo do princípio de que ignorar uma intervenção mínima pode resultar num prejuízo elevado, a equipa técnica da Etelgra partilha dois exemplos típicos em enfardadeiras:

Caso 1 — Enfardadeira de fardos quadrados

Problema: falta de manutenção → problema num rolamento do pistão → dano no pistão.

Peças: 10.900€

Paragem: 4 dias

Intervenção: 15.621€

Caso 2 — Enfardadeira de fardos redondos

Problema: falta de manutenção nas correntes → rutura → danos noutros componentes.

Peças: 2.500€

Paragem: 3 dias

Intervenção: 4.290€

* preços meramente indicativos

Antes do início da campanha

D Pick-up (entrada do material) e dentes do pick-up

D Correntes (folgas, tensão; substituir se desgaste acentuado)

D Rotor (quando existe): verificar desgaste

D Possíveis entupimentos

D Autolubrificação

D Sistemas de óleo e massa

D Teste final à máquina

Após a campanha

D Revisão geral

D Identificação de desgastes acumulados (correntes, rolamentos e alimentação)

D Verificação dos sistemas de alimentação

D Verificação dos sistemas de plastificação (quando existentes)

D Limpeza completa da máquina

D Verificação, limpeza e lubrificação dos atadores

D Planeamento de substituições futuras

D Armazenar a máquina limpa e sem detritos no interior

A RETER

D Atadores são componentes sensíveis que requerem especial atenção e mãode-obra especializada; a qualidade do cordel não deve ser subestimada

D Revisão pré-campanha é essencial para evitar paragens e prejuízos

D No campo, atenção a pedras e alertas da máquina

D Priorizar manutenção regular com técnicos especializados

Tradição, Inovação e Compromisso

Prestes a comemorar 45 anos de existência, a Etelgra, concessionário de referência New Holland para o sul do País, continua a destacar-se no panorama nacional, graças àqueles que são, desde há muito, os seus princípios basilares: Tradição, Inovação e Compromisso com a Agricultura.

Texto Francisco Cruz

Fotografia Tozé Canaveira

“

AEtelgra mantém, desde há muito, como princípios basilares, uma aposta forte na qualidade dos seus serviços e num apoio total aos clientes, quer da parte agrícola, quer das restantes áreas em que atuamos. Isto, sem deixar de acompanhar a constante evolução do mercado e da própria Europa, e investindo sempre na formação permanente das nossas equipas”

As palavras, esclarecedoras, pertencem a Nélson Carrasquinha, gerente da Etelgra e segunda geração numa empre-

A importância das peças

sa fundada pelo seu pai, Etelvino Carrasquinha. A qual, depois de ter arrancado numa oficina improvisada, é hoje uma referência em Vendas Novas, não somente enquanto concessionário New Holland para uma extensa área que vai de Benavente a Coruche, de Montemor a Alcácer do Sal e Grândola, como também por outras representações que possui.

Com um percurso sólido de mais de quatro décadas, a Etelgra tem afirmado, através de uma parceria com a New Holland que é quase tão longa quanto a sua própria existência, um compromisso permanente com a inovação e a eficiência. Respondendo às exigências crescentes da agricultura moderna, enquanto verdadeiro parceiro do agricul-

Verdadeiro parceiro do agricultor, a Etelgra tem no seu departamento de peças, um forte argumento. Quem o garante é Nélson Carrasquinha, que recorda o “vasto stock disponível”, capaz de garantir uma “elevada capacidade de resposta no fornecimento de componentes, permitindo reduzir significativamente os tempos de imobilização dos equipamentos”.

tor, com um acompanhamento próximo e permanente.

“Atualmente, somos 38 funcionários e tudo aponta para que continuemos a crescer”, vaticina Nélson Carrasquinha, recordando que, “estamos numa zona central do país, temos desde o cliente de baixa cavalagem, até ao cliente de serviços de gama alta, e não apenas nos tratores, como também na parte industrial e nas máquinas de colheita”

Sobre o futuro, “a agricultura atravessa um período de evolução constante, por exemplo, com a agricultura de precisão, mas que também leva a que o agricultor contabilize mais os custos. No entanto, hoje em dia, o agricultor tem de ter uma visão totalmente diferente, saber aproveitar muito as máquinas que tem ao dispor e usufruir da tecnologia para reduzir custos e aumentar a produtividade. E quem não acompanhar a evolução, vai debater-se com muitas mais dificuldades”

Carrasquinha é a segunda geração e o atual gerente

Nélson
da Etelgra
A ligação da Etelgra à New Holland vem praticamente desde o início, tendo o fundador Etelvino Carrasquinha começado ainda com a FIAT

O podergrande dos frutos.pequenos

6a14 de junho Santarém

VALTRA SMART TOUR 2026

A estreia do galardoado Série G

Iniciativa incontornável no calendário do fabricante finlandês, o Valtra Smart Tour passou, mais uma vez, por Portugal, desta feita, tendo como palco a Herdade do Catapereiro, Companhia das Lezírias, em Samora Correia. E, não menos importante, o recém-galardoado Série G, Trator do Ano 2026 na categoria Utilitário, como personagem principal.

Texto Francisco Cruz

Fotografia Tozé Canaveira

Vídeo Daniel Rodrigues

Depois de uma viagem até ao Norte do País, em 2025, o Valtra Smart Tour, evento itinerante e interativo levado a cabo pela marca finlandesa, que em Portugal é representada pela As -

cendum Agro, regressou, este ano, ao Sul e, mais concretamente, à lezíria ribatejana, para apresentar aos agricultores portugueses a presente gama do fabricante à venda entre nós. E, principalmente, a mais recente estrela da companhia: o novo Série G, recentemente galardoado com o prémio Trator Utilitário do Ano 2026.

Num dia de sol radioso, foi já com uma extensa assistência que o diretor geral da Ascendum Agro, João Pimenta, começou por “agradecer a todos os que tiveram a amabilidade de comparecer neste evento que se repete todos os anos” e que é “uma prática da Valtra, que este ano teve início na Finlândia, passou por França, e está agora em Portugal, seguindo daqui para Espanha, Suécia e outros países europeus”. João Pimenta explicou que o objetivo passa por “apresentar a agricultores e prestadores de serviços a nossa gama de modelos, apta para todo o tipo de serviços, desde os mais simples, aos mais exigentes”.

O novo Valtra Série G, aqui com carregador frontal, joystick e pinça, foi uma das novidades presentes no evento

O momento da ação

Cumprida a introdução, chegou, então, o momento da exibição daqueles que eram os verdadeiros protagonistas do dia, desde o imponente Série S, também conhecido como “o Boss”, equipado com uma grade de discos, até ao mais pequeno Série A, “vestido” a rigor para o trabalho em explorações de gado, graças a um carregador frontal com forquilha. Proposta, ainda assim, sem a imponência de um T255V de 271cv com sistema Boost e caixa Powershift TwinTrac (30+30 velocidades), além de todo o arsenal tecnológico passível de ser disponibilizado num trator da marca finlandesa. A contribuir para uma mais fácil operação, neste caso, a servir um pulverizador Amazone com um depósito de 1.300 L, mais 1.500 L no depósito suplementar à frente.

No entanto e apesar do interesse despoletado por todos modelos presentes, no centro do palco estava o novo Série G, disponível em duas versões, ambas equipadas com a motorização mais potente de 145cv (com Boost): G135H (HighTech) com Powershift básico e carregador frontal com pinça, mais dois G135 CVT com caixa de variação contínua, um dos quais com carregador frontal e rototerra de 3 m.

Distribuídos por um total de 10 parcelas de terreno, todos eles estiveram à disposição dos muitos presentes, que, apoiados igualmente nos responsáveis da marca, puderam, assim, conhecer as mais-valias e aptidões de uma gama abrangente e eficiente. E que, certamente, deixou o apetite para mais uma edição desta Valtra Smart Tour, em 2027.

A terminar, o diretor geral da Ascendum Agro agradeceu ainda o apoio da Companhia das Lezírias, que “gentilmente nos cedeu este espaço e colaborou conosco”, a começar no “engenheiro Eduardo Oliveira e Sousa, o sr. Rui Batista, além daqueles que foram os nossos contactos diretos, João Maria Vilaverde e Diogo Barbosa”.

AS ESTRELAS DA COMPANHIA

Tecnologia: Autoguiamento RTK centimétrico

Equipa com: grade de discos Galucho GVR 48

Tecnologia: Autoguiamento RTK centimétrico

Equipa com: grade de discos pesada Herculano

Tecnologia: Autoguiamento RTK centimétrico, SmartTouch adicional, ISOBUS, Auto U-Pilot, SmartTurn, Controlo de secções e Aplicação variável

Equipa com: pulverizador Amazone UF1302 + FT1302

Tecnologia: florestal, posto de condução invertido, vidros de policarbonato, pneus florestais e depósito de combustível florestal

Equipa com: triturador TMC Cancela 3 metros

Tecnologia: Autoguiamento RTK centimétrico e Assistente de linhas

Equipa com: grade rápida 3 metros

O Valtra Série T versão TwinTrac foi um dos modelos que mais curiosidade reuniu junto dos presentes

“Presentemente, estamos mais focados no olival, desde o olival tradicional, até à variante tipo sebe. Quanto à minha ligação à Valtra, existe há cerca de um ano, pouco depois de ter iniciado a renovação da minha frota, sendo que, neste momento, tenho um G135 e um A115. Quanto à participação neste tipo de eventos, é a primeira vez, mas estou a achar muito interessante, pois já tive oportunidade de experimentar um trator com sistema TwinTrac, com posto de condução invertido, algo que pode ser muito interessante na exploração que estou a gerir. Pode muito bem ser a minha próxima aquisição.”

Nuno Quadrado, Soc. Agro-Pecuária das Leoas, Casa Branca, Sousel
A equipa Ascendum responsável por colocar de pé mais um Valtra Smart Tour em Portugal
Alguns dos tratores exibiam soluções de personalização
Valtra Unlimited
“As pessoas saíram contentes com o evento e com as máquinas”

Que balanço faz desta edição do Valtra Smart Tour?

“O balanço que faço é, sem dúvida, positivo. Estamos num sítio maravilhoso, com ótimas condições e muito apoio. Este ano tivemos mais máquinas de demonstração e estou muito satisfeito, já que as pessoas saíram contentes com o evento e com as máquinas. No ano passado, fomos até ao a Norte, este ano, voltámos ao centro, com toda a gama e incluindo os tratores premiados em 2026, os quais foram muito bem recebidos. De resto, tivemos pessoas de todo o país, o que demonstra o interesse de todos em participar e estar conosco.”

E em termos de mercado, como está a correr o ano de 2026?

“Estamos a receber muitas encomendas no segmento florestal. Já na agricultura, há mais retração, por causa da subida dos combustíveis e da instabilidade, sendo que a incerteza tem conduzido, igualmente, ao adiamento de investimentos. Assim, o meu desejo é que a situação estabilize rapidamente e que possamos voltar à normalidade. Entretanto e já para setembro, teremos novidades. Estejam atentos.”

AS ESTRELAS DA COMPANHIA

Tecnologia: posto de condução invertido

Equipa com: vibrador de árvores

Tecnologia: nova transmissão de variação contínua (CVT)

Equipa com: carregador frontal e rototerra 3 metros

Tecnologia: joystick eletro-hidráulico

Equipa com: carregador frontal e pinça

Tecnologia: nova transmissão de variação contínua (CVT)

Equipa com: carregador frontal

Tecnologia: joystick mecânico

Equipa com: carregador frontal e forquilha

A115H
Eng. João Pimenta, Diretor Geral da Ascendum Agro

O T225V surgia equipado com pulverizador

Amazone UF1302 e FT1302, acrescido de todas as tecnologias que é possível integrar num trator Valtra

Manuel Coelho, Soc. Agrícola Fonte de Cavaleiros, Azinhaga dos Combros, Palmela

“Trabalhamos com hortícolas, essencialmente cenouras e batatas, e, quanto à ligação à Valtra, já somos clientes há muitos anos. Atualmente, temos um N175, um T215, um T130 e dois 6350 já com alguma idade; nas hortícolas, é só Valtra! Sobre a presença, aqui, é a segunda vez que participo e estou a gostar, especialmente pela possibilidade de, não só ver tratores novos, como também testá-los. Isto permite-nos perceber em que sentido temos de avançar e o tipo de trator adequado para a minha exploração. De resto, eu vim para aqui já com algumas ideias e saio com a decisão praticamente tomada; agora, só falta o resto!”.

Emanuel Pacheco, Proprietário de vacaria e prestador de serviços, Açores

“Tenho uma vacaria nos Açores com 70 vacas em ordenha, ou seja, são cerca de 13.000 litros de leite por dia. O ano passado adquiri um trator da marca Valtra, um G135, e estou muito satisfeito. Temos uma equipa excelente nos Açores no acompanhamento e assistência. Antes tinha John Deere, mas mudei e estou muito satisfeito com o equipamento. As principais vantagens são o menor consumo de gasóleo, a potência no terreno, a aderência e o comportamento a trabalhar com as alfaias. Quanto ao Valtra Smart Tour, é a primeira vez que venho e estou a achar um espetáculo. Dá para ver máquinas que não temos nos Açores, conhecer várias estruturas, modelos, potências, caixas, tirar dúvidas e aprender sobre novas tecnologias. De resto, estes eventos ajudam muito, muito, muito na decisão de comprar.

“Toda a nossa frota de tratores está alugada”

“Iniciámos o negócio de aluguer de equipamento no segundo semestre do ano passado e, neste momento, aquilo que posso dizer é que toda a nossa frota

de tratores está alugada. Os resultados obtidos até aqui não só demonstram que existe mercado, como, também, que nós temos a capacidade para desenvolver este negócio. Temos, presentemente, uma frota constituída por tratores com potências que começam nos 100cv, sensivelmente, e que vai até aos 200 ou mais cavalos. Com isto, pensamos que cobrimos a maior parte das necessidades que existem atualmente, sendo que, qualquer agricultor que necessite, pode contactar-nos por e-mail, que se encontra na página oficial da Ascendum na internet, onde também pode apresentar um pedido de cotação, através de formulários concebidos especificamente para o efeito.”

Celso Amorim, Diretor de Negócio da Ascendum Rent

PLASTIFICADORAS

ENFARDADEIRAS SEMEADORES PNEUMÁTICOS

Representante em Portugal das marcas: IMPORTADOR PARA PORTUGAL Expansão, Lda Casal das Arcadas E. N. 118 Apdo. 62 - 2130-999 Benavente T. 263 516 573 / 117 / Tlm. 919 355 124 E.mail: expansaolda@net.sapo.pt GADANHEIRAS

Fotos

60.º ANIVERSÁRIO DA S. JOSÉ PNEUS

1 Milhão

+300 Mil

20 Mil

40 Marcas

32 Mil m2 120 de pneus vendidos por ano pneus em stock referências em stock para distribuição de armazém colaboradores

Que venham os próximos 60!...

Fundada em 1966 por José Abrantes Aniceto, a S. José Pneus acaba de comemorar 60 anos. Marco assinalado com um evento que, a par da homenagem a fundadores e gerações seguintes, assim como a colaboradores e parceiros, serviu, ainda, para mostrar um pouco daquilo que trarão os próximos 60 anos!...

Ocaminho, não raras vezes difícil e a exigir determinação, começou em 1966, no quintal da casa de família de José Abrantes Aniceto, fundador e pai dos atuais sócios-gerentes da empresa. Na altura, José Aniceto, o mais velho, tinha apenas 13 anos, enquanto Luís estava nos 8 e Helena tinha apenas 2. Ainda assim, cedo perceberam a importância do momento e, apenas 13 anos depois, estavam a ajudar a fundar a Pneubox, empresa especializada na comercialização, montagem e assistência técnica de pneus.

Em 1989, a S. José Pneus introduz a recauchutagem "a frio", num contínuo processo de crescimento: Em 1996 mudam-se para novas instalações na Zona Industrial de Cantanhede. Em 2005 iniciam a distribuição multimarca e em 2019 inauguram a nova sede num terreno de 52.000 m2. O crescimento tem sido sustentado e acompanhado pelo reconhecimento do setor, conquistas culminadas, agora, com a celebração, no dia 28 de março de 2026, dos 60 anos de existência.

Texto Francisco Cruz
Fotografia Mafalda Martins
A revista abolsamia esteve presente para prestar a sua homenagem à administração da S. José Pneus, através da entrega de uma placa comemorativa

Humildade, superação e resiliência

Sobre a festa de aniversário, com a presença de cerca de 600 convidados, o reconhecimento, por parte de amigos, parceiros, colaboradores, da importância de uma empresa que é hoje a maior plataforma logística do setor dos pneus na Península Ibérica, com distribuição em Portugal e Espanha, de mais de 40 marcas. Com destaque para a parceria com o gigante indiano BKT, além de fabricantes chineses de referência, como a Goodride, a Powertrac ou a Fortune. Sem esquecer marcas premium como a Michelin, Continental, Goodyear, Pirelli, e outras. Num momento que foi também de agradecimento, José Aniceto começou recordando o percurso feito pelos seus pais, de “entrega enorme” e em que “a minha mãe teve papel fundamental”, assim como da sua própria geração, com “muito sacrifício para as nossas famílias”. Emoções fortes subscritas pelo irmão, Luís Aniceto, que recordou princípios como a “humildade, capacidade de superação e resiliência”, a somar às dificuldades sentidas nos anos 70 e 80, só ultrapassadas com “o esforço inexorável dos trabalhadores”, assim como de parceiros de décadas, como a BKT. “A quem continuamos gratos por terem confiado em nós”, salientou, “tendo nós procurado corresponder com muito trabalho. Tanto, que hoje somos líderes ibéricos no setor dos pneus agrícolas” Já a irmã Helena Aniceto, recordou o “transatlântico” que a S. José é hoje, em que não faltam os valores

Lucia Salmaso, Europe Managing Director BKT

“São 60 anos e isso é uma conquista incrível. Sendo que, nós, na BKT, até pelo facto de já trabalharmos juntos há muito tempo, gostamos de sentir que também fazemos parte deste sucesso. De resto, desejamos tudo de bom à S. José Pneus para o futuro, até porque acreditamos que esta parceria tem ainda muitos anos pela frente; se calhar, mais 60, ou até mesmo mais!...”

“Que os nossos descendentes recordem o quão importante foi este dia”

Juntamente com a celebração dos 60 anos da empresa, a administração da S. José Pneus aproveitou a ocasião para oficializar a expansão da Plataforma Logística S. José Pneus. Momento assinalado com a primeira pedra e a deposição de uma cápsula do tempo, a recuperar no centenário.

“Este é um dia histórico para a nossa empresa, em que lançamos a primeira pedra da expansão da plataforma logística da S. José. Este novo terreno tem uma área de 60.000 m2, com uma capacidade construtiva de 36.000 m2, sendo que a primeira fase abrangerá 13.765 m2. Espero que, daqui a 40 anos, no nosso centenário, os nossos descendentes possam abrir esta cápsula do tempo que aqui depositamos e recordem o quão importante foi este dia”, afirmou Luís Aniceto.

transmitidos pelos pais, como a “responsabilidade social”. E que leva a empresa a apoiar causas como as da Liga Portuguesa Contra o Cancro ou a Associação Acreditar, entre muitas outras, e a atribuir bolsas de mérito e de estudo a jovens do concelho.

O futuro

A terminar os discursos, a próxima geração da S. José Pneus - Catarina, Inês, Diogo e Hugo -, com Catarina Aniceto, Business Developer da empresa, a destacar a importância de “honrar o caminho, respeitar de onde vimos e ter a coragem de construir o que ainda não existe”. Sendo que, conforme salientou Hugo Aniceto Tomé, “o nosso compromisso é continuar este caminho com a mesma união, determinação e espírito que nos foram transmitidos. Para que, onde quer que os avós estejam, tenham tanto orgulho em nós, como nós temos neles e nos nossos pais”.

A Acreditar tem sido uma das associações apoiadas pela S. José Pneus
A terceira geração da família Aniceto (da esq. para a direita): Hugo Aniceto Tomé, Inês Aniceto, Diogo Aniceto Tomé e Catarina Aniceto

PRIMEIRAS JORNADAS AGRÍCOLAS MOVITER

Em prol de um setor agrícola cada vez mais técnico

As primeiras Jornadas Agrícolas da Moviter, subordinadas ao tema “Ideias para o Futuro”, reuniram, nos dias 28 e 29 de abril, cerca de 70 concessionários e fornecedores num formato de formação técnica e comercial, focado na tecnologia, serviços e novas áreas de negócio no setor da Agricultura. Entre os objetivos, a vontade de contribuir para um setor cada vez mais técnico.

SETE ESTAÇÕES, DOIS DIAS, UMA MENSAGEM

• Cerca de 70 participantes

• Dois dias de formação

• Sete estações temáticas

• Concessionários e fornecedores da rede Moviter

Segundo o diretor geral para o negócio agrícola da Moviter, João Bizarro, a criação das Jornadas Agrícolas surgiu da necessidade de reforçar o conhecimento da rede de concessionários, relativamente ao conjunto de serviços que a Moviter já oferece aos seus clientes. “Hoje em dia, um comerciante de máquinas agrícolas é muito mais do que um fornecedor de produtos, é um fornecedor de serviços também”, afirmou.

Embora a atividade da empresa continue fortemente ligada à comercialização de tratores, alfaias e acessórios, a Moviter tem vindo a reforçar áreas de negócio como financiamento, geolocalização, agricultura de precisão e manutenção à distância, soluções que a Moviter quer agora ajudar os concessionários a assimilar, em prol da evolução.

Sete estações para transformar conhecimento em aplicação prática

dos dois dias. A passagem por cada estação tinha uma duração de 1h30m, o que permitia aprofundar conhecimentos, antes da passagem do grupo para a estação seguinte.

As Jornadas Agrícolas foram organizadas em sete estações temáticas, distribuídas pelas instalações da empresa, num modelo rotativo que permitiu aos participantes circular entre diferentes áreas, ao longo

Na estação dedicada à marca Hürlimann e que tinha como formadores o técnico de pós-venda da Moviter, José Manuel Santos, e o responsável de marketing do grupo Same Deutz-Fahr, Rui Rico, a formação esteve centrada nos serviços hoje associados aos tratores da marca. Agricultura de precisão de fábrica, extensão de garantia, telemetria, geolocalização e manutenção preditiva foram alguns dos temas abordados neste espaço.

Já na estação da CHCNAV, empresa especializada no desenvolvimento e fabricação de soluções de posicionamento e navegação, os participantes ficaram a conhecer sistemas de autoguiamento e de agricultura de precisão, com destaque para o sistema NX600. Baseado na tecnologia GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite, em português), este sistema permite orientar as máqui-

Fotografia Mafalda Martins e Luís Seatra
Texto Mafalda Martins
Esteve lá!

• Agricultura de precisão

• Financiamento

• Pós-venda e manutenção remota

• Geolocalização e telemetria

• Equipamentos especializados

• Formação comercial

• Diversificação da oferta

Demonstrações práticas permitiram aos participantes conhecer de perto os equipamentos Iseki

nas com elevados níveis de precisão, em operações como sementeira e pulverização.

A formação incidiu ainda na parametrização dos sistemas, na adaptação a diferentes máquinas, e na utilização prática das funcionalidades disponíveis, como a navegação, o ISOBUS e a gestão de linhas.

Conhecimento técnico e financiamento lado a lado

Na estação dedicada à Iseki, marca japonesa importada pela Moviter, João Bizarro centrou-se na análise comparativa de equipamentos, posicionamento de produto e identificação de argumentos comerciais ajustados a diferentes perfis de clientes. Paralelamente, a estação do BNP Paribas, liderada pela analista financeira Isabel Santos, colocava o foco numa área que ganhou peso significativo, no setor agrícola, nos últimos anos: o financiamento. Foram apresentados diferentes modelos financeiros, desde o leasing ao renting, prazos de contrato, periodicidade de pagamento, valor residual, percentagem de entrada inicial e adaptação das prestações ao perfil de utilização do equipamento.

Um modelo pensado para ter continuidade

A Moviter prevê dar continuidade a este formato, com novas edições já em preparação e a intenção de evoluir progressivamente o formato.

Segundo João Bizarro, a ideia consiste em “introduzir novos subtemas, explorar tendências emergentes e integrar outros players que ainda não estão representados".

Sistemas de autoguiamento e navegação assistida estiveram em destaque na estação da CHCNAV
O diretor geral para o negócio agrícola da Moviter, João Bizarro, conduziu a estação dedicada à marca Iseki

dos

a

Novas áreas de negócio entram no radar

A diversificação da oferta continua a ganhar espaço

A estação da Avant foi conduzida pelos gestores de negócio da marca, Rita Borga e Ricardo Dias, juntamente com o técnico de preparação dos equipamentos da Avant, Eduardo Mora. Em exposição, duas mini-pás carregadoras articuladas multifunções da fabricante finlandesa, Avant 640 e Avant 760 orientadas para operações de manutenção de espaços verdes, serviços municipais e trabalhos agrícolas especializados.

Uma das estações que mais atenção gerou entre os participantes foi a do grupo Barbieri, fabricante italiana especializada em robótica aplicada à manutenção de terrenos. Com a presença do fundador Giani Barbieri, do responsável pela exportação Francesco Fabris e do responsável pelo pós-venda da Moviter Agrícola, Jorge Amaro, em destaque esteve o modelo Dunit XFlail, robô desenvolvido para operações de limpeza e manutenção em terrenos inclinados e zonas de difícil acesso, apresentado como uma solução capaz de abrir novas áreas de negócio para os concessionários.

“Os concessionários levam a mensagem de que é possível estarem em áreas de negócio onde antes não estavam”, refere João Bizarro.

A diversificação da oferta acabou, de resto, por afirmar-se como uma das mensagens centrais das Jornadas: aumentar a capacidade dos concessionários para responder a novas necessidades do mercado e a perfis de cliente menos ligados à agricultura convencional.

Equipa da Moviter nas Primeiras Jornadas Agrícolas, iniciativa dedicada à formação técnica e comercial da rede de concessionários

Já a estação dos carregadores frontais Stoll, conduzida pelo delegado comercial da Mowers Ibérica, Luís Rodrigues, e o gestor de produto, André Santos, procurou aproximar os concessionários das vantagens operacionais destes equipamentos, nomeadamente, ao nível da rapidez de acoplamento e aumento da polivalência.

A longo prazo, a Moviter pretende consolidar estas Jornadas Agrícolas como uma ferramenta regular de formação, capaz de acompanhar a evolução do setor e garantir uma atualização contínua do conhecimento dos concessionários.

Trator Hürlimann equipado com carregador frontal Stoll
A estação da Barbieri Group contou com a presença do fundador da empresa
Mini-pás carregadoras articuladas multifunções Avant
A demonstração
robôs de desmatação Barbieri procurou reforçar
aposta da Moviter em novas áreas de atividade

FÁBRICA VERDE 2026

CLAAS exibe soluções integradas de forragem na Galiza

Foi no passado dia 26 de março que a CLAAS levou a cabo mais uma edição da sua Fábrica Verde, desta feita, com a presença de cerca de 1600 convidados, 200 dos quais portugueses. Num dia em que as luzes da ribalta estiveram apontadas à gama forrageira, o maior protagonismo recaiu nos estreantes Jaguar 1200, a picadora mais potente de sempre na oferta da marca alemã, e Axion 9, Trator do Ano de 2026.

Sucesso é um adjetivo que facilmente se poderá aplicar àquela que foi a última edição da Fábrica Verde da CLAAS. Realizada, mais uma vez, na Galiza e muito perto do norte de Portugal, o evento que procura ser, também, um momento de aproximação entre a marca e clientes, voltou a ser um palco especial para demonstrar, em campo, as capacidades das máquinas forrageiras do fabricante. Neste caso, com a particularidade da exibição seguir conceitos importados da industrialização, ou seja, como se de uma linha de produção se tratasse, com diferentes máquinas a trabalharem de uma forma sequencial e integrada, para levar a cabo, desde o corte, até à recolha, ensilagem e enfardamento.

A equipa CLAAS que colocou de pé, com sucesso, mais uma edição da Fábrica Verde
Esteve lá!

Equipada com um motor de até 1.100cv, a ensiladora automotriz Jaguar 1.200 consegue processar até 480 ton./hora, graças a um canal de alimentação muito largo, tambor de corte V-FLEX com 910 mm de largura e sistema de processamento

Mostrar, trabalhando

A demonstração decorreu em duas parcelas contíguas, permitindo acompanhar, em simultâneo, operações distintas: enquanto num dos campos as enfardadeiras trabalhavam sobre o material previamente preparado, na parcela adjacente, decorriam as operações de corte, recolha e processamento. Formato através do qual se tornou possível observar, em condições reais, não apenas o desempenho das máquinas, como a própria articulação entre equipamentos.

Sistema Multi Crop Cracker

Porque a assistência era muita, não faltaram formas imaginativas para, alguns dos presentes, conseguirem ver as demonstrações

Uma das estreias na Fábrica Verde deste ano, o galardoado Axion 9.450 apresentou-se em Lalín também na versão Terra Trac, com gadanheira de discos Disco 3200 FC Move à frente e uma gadanheira condicionadora Disco 9300 C atrás

Redesenhada nesta nova geração, a cabine do Axion 9.450 oferece um ambiente premium, com elevado conforto, ótima ergonomia e extensa tecnologia

Máquinas em destaque

Entre os equipamentos em demonstração, destaque para a ensiladora automotriz Jaguar 1200, equipada com um motor MAN V12 de 24 litros, a debitar até 1.100 cv, assim como capaz de processar até 480 toneladas por hora. Neste caso, graças a um conjunto técnico que integra um canal de alimentação de grande largura, tambor de corte V-FLEX com 910 mm e sistema de processamento Multi Crop Cracker. Em apoio, esteve também presente uma Jaguar 990.

Já no capítulo da ensilagem e enfardamento, exibiram-se duas soluções rebocadas: uma enfardadeira de alto rendimento

Rollant 630 RC

Uniwrap (à esq.) e uma enfardadeira

rotativa de câmara

variável Cerex 780 RC

Um dos CLAAS Arion 660, na exclusiva versão Night Edition, entrou em campo com um encordoador de alto rendimento Liner 4900 Business, cuja largura de trabalho pode chegar aos 15 metros, com a missão de criar cordões largos e uniformes, para posterior recolha

Na gama de tratores, destaque para dois Axion 9.450, modelo que venceu a última edição do Trator do Ano 2026, e que, na Galiza, apresentou-se ao trabalho em duas versões: com sistema Terra Trac, gadanheira frontal Disco 3200 FC Move e gadanheira-condicionadora Disco 9300C, e, numa variante de rodas, com reboque Blanco.

A par destes, dois Axion Night Edition, versão 870 e 830, equipados com enfardadeiras Quadrant 5300 RC Evolution e Rollant 630 RC Uniwrap; três Arion 660 Night Edition com diferentes configurações de corte, encordoamento e enfardamento; um Arion 550 com volta-fenos Volto 1100; um Arion 470 e um Axos 3.120; um Xerion 5000 com lâmina niveladora; e ainda um carregador telescópico Scorpion 742 VarioPower.

“É no campo que se decide”

Proprietário da empresa prestadora de serviços Operação Direta Lda, César Moreira marcou presença na Fábrica Verde 2026 pela segunda vez, com o propósito de “ver novos modelos de máquinas e a evolução que a marca apresenta”. De resto, “ver uma máquina em campo é sempre melhor que vê-la exposta, pois pode ver-se aquilo que realmente faz, a qualidade do corte, até mesmo os consumos” “São este tipo de iniciativas que chama gente e eu gosto muito.”

A Fábrica Verde em português: do Alentejo aos Açores

Territorial Manager da CLAAS para Portugal, Vítor Raposo revelou, à revista abolsamia, quais os concessionários nacionais que mais contribuíram para o sucesso, em termos de participação, da iniciativa. “Temos aqui clientes do concessionário LB Peças & Reparações, da Ilha Terceira, da Agros Comercial, da Pulvilava, da Auto Alvaladense, da AgroRon e do distribuidor de Figueira de Castelo Rodrigo, a Socimavis”, revelou Vitor Raposo.

“Queremos abrir a mente dos agricultores para as tendências”

Comecemos por falar do evento em que estamos, a Fábrica Verde. Qual a sua importância, não apenas para a Claas, como também para o setor agrícola?

Paolo Tencone - Antes de mais, este evento realiza-se aqui na Galiza porque, a partir daqui, conseguimos cobrir uma quota muito importante daquilo que são os agricultores profissionais espanhóis, assim como do norte de Portugal. Hoje esperamos ter aqui cerca de 200 agricultores portugueses, numa localização que consideramos perfeita para perceber, realmente, como o futuro da agricultura está a evoluir na direção de uma agricultura profissional.

Trata-se, portanto, de um evento para profissionais… Eu sei que, por vezes, não gostamos muito da expressão “agricultores profissionais”, porque a história da agricultura foi sendo construída, em grande parte, pelas famílias. Contudo, hoje temos de lidar com a globalização, assinámos um novo acordo com os países da América do Sul, e isso também terá impacto na nossa agricultura. Com este evento, queremos incentivar os agricultores a refletir, a perceber que o nosso maravilhoso património, com uma agricultura muito tradicional, tem agora de coexistir com uma agricultura muito mais moderna, onde a digitalização ajuda, onde há cada vez menos operadores disponíveis. Hoje, as máquinas podem realmente dar um apoio adicional, graças à incorporação de IA. Muito em breve, iremos também integrar funcionalidades autónomas e isso permitir-nos-á enfrentar mercados mais competitivos. A Fábrica Verde segue nessa direção. Queremos abrir a mente dos agricultores para as tendências que o nosso setor está a seguir.

Analisemos, então, aquilo que é o mercado atual e o que a CLAAS espera de 2026…

Este ano de 2026 está a começar muito conturbado, com guerras e vários problemas, aos quais devemos responder de duas formas distintas: a primeira, é que estamos a viver uma situação bastante difícil, em que a guerra veio acrescentar complexidade ao mercado agrícola e à economia em geral, com o aumento do preço do petróleo e do gasóleo a afetar bastante o nosso setor. Isto implica custos adicionais, que consomem liquidez que poderia ser usada em maquinaria. Na Europa, temos uma diferença significativa entre o norte — mais focado em cereais e culturas extensivas — e o sul, onde predominam culturas especializadas, como é o caso de Portugal, Espanha, Grécia e Itália. Nos últimos anos, a agricultura nestes países evoluiu bastante, orientando-se para produtos de elevado valor acrescentado, que ajudarão a limitar o impacto na região. Assim, penso que o mercado permanecerá estável no sul da Europa, enquanto, na Europa como um todo, poderá ficar ligeiramente abaixo de 2025. Globalmente, deverá ser semelhante a 2025.

E quanto a Portugal?

Em Portugal, esperamos algum apoio. A agricultura precisa de ser apoiada, especialmente se queremos desenvolver as zonas rurais. Precisamos de pessoas a trabalhar neste setor e essas pessoas têm de estar cada vez mais envolvidas na atividade agrícola.

Realizada mais uma vez na Galiza, foi um autêntico mar de gente aquele que acorreu à edição deste ano da Fabrica Verde
César Moreira (à direita), acompanhado do seu pai, José Moreira
Vitor Raposo, Territorial Manager da CLAAS para Portugal
Paolo Tencone, Diretor Regional da CLAAS para o sul da Europa e Presidente da CLAAS Ibérica, em entrevista à revista abolsamia
PAOLO TENCONE, PRESIDENTE DA CLAAS IBÉRICA

MASSEY FERGUSON EXPERIENCE TOUR 2026

Mais potência, tecnologia e proximidade com o cliente

Entre 24 e 27 de março de 2026, o Aeródromo da Póvoa de Varzim recebeu a 2.ª edição portuguesa do Massey Ferguson Experience Tour, uma iniciativa que reuniu cerca de 350 profissionais do setor, em torno de demonstrações, de um aprofundado contacto técnico e dos tão ansiados ensaios no terreno.

Reportagem Luís Seatra

Texto Rui Reis

Fotografia Tózé Canaveira

Esta 2ª edição do Massey Ferguson Experience Tour procurou transformar o contacto com as máquinas numa experiência concreta de avaliação. Em entrevista à revista abolsamia, diretor-geral da Potenzia Sateco e representante da Massey Ferguson em Portugal, Pedro Carda dor, explicou a lógica do evento: “O objetivo era levar a marca até um cliente cada vez mais profissional, exigente e atento aos custos da operação, num momento em que as gamas 8S e 9S assumem especial relevância na proposta da marca”

A escolha da região também não foi inocente - esta é uma zona fortemente ligada à atividade leiteira, com agricultores habituados a olhar para a mecanização com critérios apertados e rigorosos, a exigir soluções que combinem capacidade de trabalho, fiabilidade e rentabilidade.

Na Póvoa de Varzim, os 350 convidados que se repartiram ao longo dos três dias puderam ver o alargado leque de tratores Massey Ferguson, o carregador telescópico MF TH.7038 e a gama de enfardadeiras, tanto em exposição como em contexto de utilização, falar com os especialistas da marca e perceber melhor o posicionamento técnico de cada modelo.

defendeu a importância de ações como esta, pela proximidade ao cliente final, destacando ainda a relevância das gamas 8S e 9S para uma agricultura mais rentável, eficiente e tecnológica

O foco na eficiência

Pedro Cardador insistiu num ponto fulcral para a agricultura atual: “o agricultor procura manter ou aumentar a sua capacidade produtiva, mas está cada vez mais pressionado a reduzir os custos de operação. O peso crescente do combustível, a necessidade de otimizar tempos de trabalho e um controlo mais rigoroso dos fatores de produção colocam a eficiência no centro da decisão de compra. É nesse contexto que a proposta da Massey Ferguson se apresenta não apenas através da potência ou da capacidade hidráulica, mas também através da integração de soluções que permitam trabalhar com mais precisão e com melhor gestão dos recursos”. Essa leitura explica o destaque dado à gama MF 8S (com potências entre os 205 e os 305 cv). Pedro Cardador confirmou que a Massey Ferguson vai continuar a apostar nesta linha, que considera

O Diretor Geral da Potenzia, Pedro Cardador,

especialmente importante para o mercado nacional, já que o 8S se posiciona num intervalo de utilização particularmente interessante para a nossa realidade: oferece “músculo” suficiente para operações mais exigentes, mas conserva um perfil de polivalência que o torna ajustado, tanto a explorações, como a prestadores de serviços que precisam de máquinas capazes de responder a diferentes frentes de trabalho ao longo do ano.

Esta 2ª edição da MF Experience Tour decorreu no Aeródromo da Póvoa do Varzim, um espaço com condições excepcionais e que se revelou ideal para a exposição estática e para os testes práticos

Ao mesmo tempo, a gama 8S encaixa bem naquilo que hoje o mercado procura: tratores com elevado nível de conforto, grande integração tecnológica e aptidão para tirar partido das ferramentas de agricultura de precisão. Pedro Cardador referiu precisamente a importância de o cliente ter maior controlo sobre os produtos aplicados na exploração, apontando para soluções como “o controlo de secções e a aplicação de taxas variáveis, numa lógica em que

Ao longo dos três dias deste MF Experience passaram pela Póvoa do Varzim cerca de 350 convidados e a foto de grupo foi sempre um dos pontos altos do evento
Esteve lá!
Fotos

• Gama com potências entre os 285cv e os 425cv

• Motor AGCO Power, 6 cilindros, 8,4 litros

• Transmissão Dyna-VT em toda a gama

• Binário máximo entre 1.250 e 1.750 Nm

• Conceito Protect-U, com separação de 18 cm entre motor e cabina

• Cabina com 68 dBA, menor transmissão de ruído, calor e vibrações

• Capacidade de elevação traseira de 12.000 kg

• Hidráulico frontal de série com 5.000 kg

• Sistema CCLS de 340 a 400 L/min

• Compatível com MF Guide, Section Control, Rate Control, Auto Turn e AutoHeadland

o trator deixa de ser uma unidade isolada e passa a integrar um sistema de gestão da operação. Quando a tecnologia é bem aplicada, a promessa traduz-se em menos desperdício, mais regularidade no trabalho e melhor leitura dos custos por hectare”.

Gama 9S como porta-estandarte da MF

Se a gama 8S representa o ponto de equilíbrio entre potência, versatilidade e sofisticação tecnológica, a presença da gama MF 9S (com potências entre os 285cv e os 425cv) trouxe ao evento uma dimensão adicional. Aqui entra-se num patamar de maior potência e de maior capacidade de resposta para trabalhos pesados, grandes débitos horários e contextos em que a janela operacional é curta e

O modelo MF 8S esteve em destaque pela versatilidade que permite, adaptando-se na perfeição a uma variedade de tarefas, das mais “duras” até à agricultura de precisão

MF

o

de topo-de-gama da

e

disponível com potências entre os 285 e os 425cv

o ritmo de execução conta tanto como a robustez da máquina.

Ainda assim, Pedro Cardador recordou que Portugal continua a ser um mercado com forte peso dos tratores convencionais utilitários e referiu a importância de gamas como a MF 5M e 5S, bem como a MF 4700M. Essa observação é importante porque evita leituras simplistas. O protagonismo dado aos 8S e 9S é justificado pela dimensão tecnológica e pelo impacto visual destas famílias, mas o discurso da marca mantém-se ligado a uma oferta abrangente, ajustada a diferentes escalas de exploração e a distintas realidades de investimento.

A Potenzia é o importador e representante exclusivo da marca Massey Ferguson para Portugal.

• Gama com potências entre os 205cv e os 305cv

• Motor AGCO Power, 6 cilindros, 7,4 litros

• Transmissões Dyna-7, Dyna E-Power e Dyna-VT

• Binário máximo entre 950 e 1.280 Nm

• Capacidade de elevação traseira de 10.000 kg

• Cabina com 68 dB e visibilidade panorâmica

• Ecrã Datatronic 5 para controlo e agricultura de precisão

• Sistema hidráulico até 205 L/min com Power Beyond

Os convidados tiveram oportunidade de experimentar as máquinas presentes para demonstração e avaliar, por si, os atributos de cada uma delas

O
9S assume
papel
marca
está
MF 8S
MF 9S

O carregador telescópico

MF TH.7038 tem 135cv de potência, uma altura máxima de 7 metros e uma capacidade de levantamento de 3.800 kg

A gama de enfardadeiras MF de fardos redondos com câmara fixa ou variável e com ou sem plastificador, também esteve em destaque no evento

Lourenço Rocha: ver a máquina de perto faz toda a diferença

Agricultor na área da produção de leite, Lourenço Rocha esteve presente a convite do concessionário Balsalgado com quem já trabalhou noutras áreas. O objetivo foi conhecer melhor a marca e perceber de perto aquilo que a Massey Ferguson tem para oferecer. O seu testemunho reforça um ponto essencial deste tipo de iniciativa: a possibilidade de estar diante da máquina, esclarecer dúvidas e formar opinião num contexto mais próximo da realidade de utilização.

Jorge da Fonte: potência para a silagem, mas ainda em modo de “sonho”

Prestador de serviços e também ligado à produção de kiwi, o Sr. Jorge falou de uma relação de há muitos anos com a Massey Ferguson, recordando a reputação de durabilidade dos modelos mais antigos. No evento, foi sobretudo um trator de maior potência que lhe prendeu a atenção: o modelo de 305 cv. Pelo tipo de trabalho que realiza, sobretudo com silagem, considerou tratar-se de uma máquina bem enquadrada com as suas necessidades. Porém, e como ressalvou, por enquanto continua a ser apenas

Os briefings informativos foram uma constante, assim como a oportunidade de trocar experiências ou tirar dúvidas com os técnicos da Massey Ferguson presentes

A extensa gama de tratores da Massey Ferguson esteve disponível para testes, incluindo os modelos MF 7S de 190cv e o MF 9S de 370 cv

YAMAHA NA HERDADE DA FIGUEIRINHA

O cavalo dos tempos modernos

Com quase 400 hectares de terra, divididos por duas explorações, o Grupo Cameirinha é, atualmente, um dos principais players agrícolas no Baixo Alentejo, através da exploração de olival e vinha. Culturas para quais possui um extenso parque de máquinas, do qual faz também parte “o cavalo dos tempos modernos”: os ATV, vulgo moto4. A justificação, que fomos ver na Herdade da Figueirinha, perto de Beja, decorre da versatilidade, funcionalidade e poupança.

Com um processamento anual entre as 7 mil e as 10 mil toneladas de azeitona por ano e mais 1,5 milhões de quilos de uva, as quais resultam numa comercialização entre as 500 e 600 mil garrafas de vinho por ano, o Grupo Cameirinha tem, hoje em dia, uma forte presença, não somente em Portugal, como também em vários mercados internacionais, como o Brasil, Europa, China, África e alguns países asiáticos. Países para os quais conta com equipa comercial própria, rede de distribuidores e marcas orientadas, tanto para o canal Horeca, como para a grande distribuição.

A alimentar todo este edifício, estão as duas explorações agrícolas, a Herdade da Figueirinha e a Herdade do Monte Novo. Ambas geridas por Filipe Cameirinha Ramos, descendente do fundador

e um gestor que defende, entre outros princípios, a necessidade de um parque de máquinas capaz, completo e abrangente, como forma de garantir uma resposta imediata e pronta às necessidades da atividade agrícola.

“Desde o início que quisemos ter autonomia operacional”, recorda o diretor geral da Herdade da Figueirinha, recordando que, do parque de máquinas da empresa, fazem parte, entre muitos outros equipamentos, “tratores, máquinas de vinha, equipamen-

Texto Francisco Cruz
Fotografia Rafael Antunes
Dispondo de um binário elevado, ótima tracção e uma capacidade de reboque que pode chegar aos 600 kg, a Yamaha Kodiak 700 dificilmente se recusa a qualquer serviço

tos de colheita, maquinaria para o olival, camiões de transporte e moto4”. Opção que encontra justificação na garantia de “conseguirmos fazer um tratamento completo à exploração em apenas 24 horas”. “Isso permite responder rapidamente a pragas ou outras necessidades e traduz-se diretamente em resultados.”, defende.

Uma moto4 Yamaha para todo o serviço

De resto e entre este extenso parque de máquinas, os ATV Yamaha ganham especial destaque, com o Grupo Cameirinha a deter, neste momento, quatro unidades para as duas explorações agrícolas que possui. Veículos que, segundo o gestor, são utilizados numa multiplicidade de tarefas, desde o transporte de pessoas e materiais, até à realização de funções como a verificação das linhas de rega e,

+ Fotos Na Herdade da Figueirinha, a Kodiak é utilizada, entre outros trabalhos, para verificar as tubagens da rega e encontrar possíveis furos ou perdas de água

já durante as campanhas, como é o caso da apanha da azeitona nos olivais com compasso tradicional, dos quais a Herdade da Figueirinha ainda possui alguns hectares de árvores tradicionais, para ajudar no puxar dos panos.

Um “cavalo” de trabalho

No dia em que a abolsamia esteve na Herdade da Figueirinha, entregue aos trabalhos no campo estava uma Yamaha Kodiak 700, já com quatro anos de

Filipe Cameirinha Ramos é o principal responsável pela área agrícola do grupo Cameirinha e um defensor das mais-valias da moto4 no trabalho agrícola

dedicação à agricultura, e que, sem problemas de maior a assinalar, é exemplo de fiabilidade, robustez mecânica e capacidade de trabalho em ambientes exigentes.

Impulsionada por motor monocilíndrico a 4 tempos de 686cc, com refrigeração líquida, injeção eletrónica e SOHC, a Kodiak 700 é um verdadeiro ATV para o trabalho pesado, graças ao muito binário, elevada força em baixas rotações, e ótima capacidade de tração e reboque - até 600 kg.

Apoiada, igualmente, naquela que é por muitos considerada a melhor transmissão continuamente variável (CVT) do segmento, a Ultramatic, a que acresce o sistema de tração de duas (2WD) e quatro rodas motrizes (4WD), mais bloqueio de diferencial dianteiro. Modos que podem ser alternados através de um botão, graças ao sistema On-Command Equipada de série com suspensão independente nas quatro rodas e duplo braço triangular, a Kodiak é também conhecida pela estabilidade, conforto e condução previsível, tornando-se especialmente apreciada, quando na agricultura, em trabalhos como olival, vinha, montado, pecuária, rega, compostagem e apoio técnico agrícola. Resultado, igualmente, do baixo consumo, rapidez de deslocação, acesso a locais onde os tratores não entram, menor compactação do solo e custos muito inferiores a um trator.

Por sinal, tudo aquilo que o diretor geral da Herdade da Figueirinha aponta como principais argumentos deste tipo de veículos.

Para Filipe Cameirinha Ramos, as moto4 Yamaha são, hoje em dia, indispensáveis numa exploração agrícola, pela capacidade e versatilidade na utilização que oferecem

Beja
“Moto4 são indispensáveis em qualquer exploração agrícola”

"O projeto da Herdade da Figueirinha não se limita apenas à Figueirinha. Temos duas explorações agrícolas: a Herdade da Figueirinha, em Beja, e a Herdade do Monte Novo, na zona da Vidigueira. Entre as duas propriedades temos 82 hectares de vinha e cerca de 250 de olival, a partir dos quais produzimos vinho e azeite em adega e lagar próprios. Há cerca de três anos, criámos também uma área para produzir composto orgânico, não só para consumo, como para comercialização. Para tudo isto, temos de ter autonomia operacional, o que faz com que estejamos muito bem equipados em termos de maquinaria agrícola, com tratores, máquinas de vinha, equipamentos de colheita e maquinaria para o olival. No caso específico das moto4, são, hoje em dia, indispensáveis dentro de uma exploração agrícola, já que são veículos económicos, práticos e muito versáteis. Utilizamo-las, sobretudo, no acompanhamento das regas, na apanha da azeitona e no apoio a trabalhos em zonas onde os tratores não conseguem chegar. Nós temos moto4 ao serviço desde 1998, sendo que, atualmente, contamos com quatro unidades em utilização.”

FILIPE CAMEIRINHA RAMOS, Diretor geral da Herdade da Figueirinha, em
“A fiabilidade Yamaha traduz-se em menos avarias, menor manutenção e maior longevidade”

A agricultura portuguesa recorre cada vez mais a veículos compactos e versáteis como ferramentas de apoio operacional, e a Yamaha tem vindo a reforçar a sua presença neste segmento com modelos concebidos para utilização intensiva. Vicente Gomes da Silva, responsável pela Outdoor Land Vehicles Division da Yamaha em Portugal, destaca dois modelos na gama ATV: "O Kodiak 450 e o Kodiak 700 são veículos extremamente robustos, fiáveis e fáceis de operar, particularmente adequados para explorações agrícolas, pecuárias, olivais, vinhas ou propriedades florestais." Já para quem necessita de maior capacidade, aponta o Viking EPS como solução UTV de referência, pois "oferece maior capacidade de transporte de pessoas, ferramentas e materiais, aliado a elevados níveis de conforto, segurança e durabilidade."

Sobre a evolução da procura, Vicente Gomes da Silva é claro: "O ATV e o UTV deixaram progressivamente de estar associados apenas ao lazer para serem hoje reconhecidos como verdadeiras ferramentas de trabalho, com uma utilidade prática muito concreta no dia-a-dia das explorações agrícolas." As aplicações são múltiplas — inspeções de propriedade, transporte de materiais e produtos fitossanitários, apoio à rega, acompanhamento de animais ou manutenção de acessos —, a que se junta uma crescente oferta de alfaias e pulverizadores desenvolvidos especificamente para estas plataformas. Por outro lado, o argumento económico pesa cada vez mais na decisão de compra. "Mais do que o investimento inicial, o agricultor olha cada vez mais para o custo total de utilização da máquina ao longo do tempo", afirma o responsável, acrescentando que "a elevada fiabilidade dos nossos produtos traduz-se em menos avarias, menores necessidades de manutenção corretiva e maior longevidade operacional." Num setor onde as paragens inesperadas representam perdas diretas de produtividade, conclui, "a redução do tempo de paragem das máquinas é absolutamente crítica."

HÉLDER PALMA, técnico de vendas da EasyMotos, concessionário Yamaha para o concelho de Beja

“Durabilidade, fiabilidade e capacidade de trabalho são argumentos Yamaha”

Também no olival, as moto4 Yamaha demonstram facilmente a sua mais-valia, através de uma elevada manobrabilidade e facilidade na condução

Concessionário Yamaha para a zona de Beja, a EasyMotos afirma ter as moto4 na sua génese, ainda antes mesmo de se ter tornado concessão oficial da marca japonesa. Hélder Palma, responsável de vendas do agora concessionário Yamaha, nos veículos de quatro rodas, para o concelho de Beja, recorda que a expansão deste tipo de veículos, no Alentejo, começou com a crescimento no número de olivais intensivos, “há cerca de 20 a 25 anos, com as motos a tornarem-se fundamentais para a campanha da azeitona, puxando os panos utilizados na apanha”. No entanto, com a chegada dos olivais superintensivos, de apanha mecânica, os ATV acabaram perdendo protagonismo, mas, apesar dos receios de uma queda nas vendas, estas mantiveram-se, já que “a mota passou a ser utilizada noutro tipo de atividades, nomeadamente, verificar a rega, atividade feita praticamente durante o ano inteiro”.

Confirmação desta sólida implantação, um ano de 2025 em que “vendemos cerca de 70 unidades, das quais 90% são ATV e 10% são UTV, neste caso , o modelo Viking”, com a procura a centrar-se “claramente e de forma maioritária, para a agricultura”. Opção justificada pela “resistência, durabilidade, capacidade de trabalho e fiabilidade que os modelos Yamaha apresentam”. De resto e também por isso, Hélder Palma acredita que, embora o mercado agrícola no Baixo Alentejo comece a ficar saturado, devido à falta de terras, mas também porque os clientes levam vários anos até substituir a mota que têm, ainda existe potencial para as vendas de ATV e UTV crescerem. Desde logo, suportado nos mesmos argumentos de “durabilidade e resistência que está na génese da própria marca”, vantagens que os clientes, sem dúvida, apreciam.

VICENTE GOMES DA SILVA, responsável da divisão Outdoor Land Vehicles da Yamaha de Beja
Hélder Palma, técnico de vendas da EasyMotos

+ 70 OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO

prepara leilão que promete agitar o mercado TRACTOMOZ

O evento marcado para o dia 22 de maio, em Estremoz, será um dos maiores do género em Portugal e deverá reunir mais de 70 tratores. A Tractomoz espera centenas de interessados que poderão participar no leilão através de um formato híbrido que junta as presenças físicas com as licitações online.

Texto Rui Reis

Omercado de tratores usados continua a ganhar peso junto de agricultores e empresas agrícolas que procuram máquinas mais acessíveis, disponíveis de imediato e a custos controlados. É neste contexto que a Tractomoz está a preparar aquele que promete ser um dos maiores leilões de tratores usados realizados em Portugal, e que está marcado para o próximo dia 22 de maio, em Estremoz.

A iniciativa, inédita para a empresa alentejana, deverá colocar em leilão mais de 70 tratores de diferentes marcas, gamas de potência e anos de fabrico, num evento que combinará a participação presencial com as licitações online. A expectativa da organização aponta para a presença de cerca de 300 participantes, entre agricultores, empresários agrícolas, comerciantes e curiosos ligados ao setor.

“Um evento com esta dimensão é inédito para nós”, reconhecem os responsáveis da Tractomoz, e, de facto, o evento revela uma ambição pouco habitual no panorama nacional da maquinaria agrícola usada.

Dos 75 aos 210 cv

O catálogo inclui tratores entre os 75 e os 210 cv, abrangendo desde máquinas de menor dimensão até aos modelos mais procurados para trabalhos pesados e explorações de maior escala. Entre as marcas referidas surgem nomes como a John Deere, Kubota, Case IH ou Landini. Alguns dos modelos mais procurados pelo mercado de usados também irão marcar presença, como os John Deere 6920S ou 6830 Premium, duas referências muito valorizadas pela robustez mecânica e pela procura consistente no mercado ibérico.

Segundo a empresa, os tratores serão apresentados com fichas técnicas detalhadas, incluindo informação sobre ano, pneus, cilindrada e estado geral da máquina. Nem todas as unidades terão o mesmo nível de preparação: alguns tratores serão vendidos tal como entraram nas instalações, enquanto a maioria terão sido alvo de revisão mecânica e até intervenções estéticas (pintura).

Essa transparência assume particular importância

+ DE 70

TRATORES EM LEILÃO

MODELOS ENTRE

75 E 210 CV

INSCRIÇÃO PRÉVIA

OBRIGATÓRIA

INSPEÇÃO PRESENCIAL DAS MÁQUINAS

LICITAÇÕES PRESENCIAIS E ONLINE

TRATORES REVISTOS E PREPARADOS

num mercado onde o fator confiança continua a ser decisivo. A possibilidade de inspeção presencial das máquinas antes da licitação é, aliás, um dos pontos centrais do evento, com os interessados a poderem observar os equipamentos nos dias 20 e 21 de maio, entre as 10h00 e as 17h00.

Visitar, ver e licitar

O programa arranca na manhã de 22 de maio, com visitas às máquinas entre as 10h30 e as 12h30. Durante esse período, os participantes poderão analisar os tratores, observar detalhes técnicos e até colocar algumas máquinas a trabalhar. Comerciais

EVENTO DECORRE

A 22 DE MAIO EM ESTREMOZ

e técnicos da Tractomoz estarão disponíveis para esclarecer dúvidas e acompanhar os visitantes. Depois do almoço-convívio, o leilão decorrerá durante a tarde, recorrendo a um sistema eletrónico de licitação. Embora exista participação presencial, o modelo foi desenhado para integrar também compradores online, permitindo alcançar clientes em todo o país. A empresa admite que a aposta digital é fundamental para aumentar o alcance do evento. O processo de inscrição será feito online, embora exista também um apoio telefónico destinado a participantes menos familiarizados com as plataformas digitais.

Mercado de usados continua em crescimento

Nos últimos anos, o mercado europeu de maquinaria agrícola usada tem vindo a ganhar relevância. Ao mesmo tempo, as plataformas digitais, os marketplaces especializados e os leilões online têm vindo a profissionalizar um setor que tradicionalmente dependia muito do contacto direto entre vendedor e comprador. Neste caso, a Tractomoz procura criar um modelo híbrido mais próximo do que já acontece noutros mercados europeus, juntando a dimensão e o ambiente presencial, com a inevitável componente digital.

PRÉ-INSCRIÇÃO E ACREDITAÇÃO

A pré-inscrição é gratuita e obrigatória para garantir o seu acesso ao leilão e a atribuiçãode número de licitante.

Ao registar-se antecipadamente, garante a reserva do seu lugar e recebe em primeira mão todas as actualizações sobre o leilão.

Pode efetuar a sua pré-inscrição por um dos seguintes meios: Via telefónica: +351 913 769 848

INSCRIÇÃO ONLINE

CONFERÊNCIA ABOLSAMIA

Renting agrícola:

o debate que o setor esperava

Reportagem Rui Reis e Francisco Cruz

A conferência organizada pela revista abolsamia no espaço do Millennium BCP, na Ovibeja de 2026, reuniu concessionários, importadores, empresários e locadoras para debater um dos temas mais atuais da mecanização agrícola: o renting. Casa cheia para analisar e discutir as oportunidades e os desafios que esta solução financeira coloca.

Oespaço do Millennium BCP na Ovibeja 2026 encheu-se para discutir um tema que, até há pouco tempo, ainda estava fora da agenda da maioria dos profissionais do setor: o renting de máquinas agrícolas. A iniciativa da revista abolsamia juntou concessionários, importadores, locadoras e vários empresários agrícolas para um debate direto sobre o futuro do acesso à mecanização em Portugal.

Em palco, Luís Seatra, Sub-gerente da abolsamia ,

fez o enquadramento de um mercado em mudança, seguido de uma mesa-redonda que cruzou três perspectivas complementares: a experiência do renting automóvel, com Fernando Sousa (Leasys), a visão de um importador com uma operação no terreno, com João Pimenta (Ascendum Agro), e a prática de quem já opera frotas agrícolas em regime de aluguer, com Nuno Costa (Rentalmoz). Mais do que apresentar um novo produto ou solu-

ção milagrosa, a conferência colocou uma questão central: se o agricultor deixa de comprar a máquina e passa a pagar pela sua utilização, quem assume o risco?

A resposta, como ficou claro ao longo do debate, não cabe numa fórmula única. Pode ser a marca, o importador, o concessionário, uma locadora especializada ou uma combinação entre todos. Mas uma coisa parece evidente: o renting agrícola só avançará se houver capital, dados e telemetria, oficinas capazes, um mercado de usados dinâmico e uma nova cultura empresarial.

Fotos

Da propriedade à utilização

Luís Seatra abriu a conferência com o contexto económico que explica a oportunidade do renting. As margens operacionais dos agricultores estão mais pressionadas, os problemas de tesouraria tornaram-se mais frequentes e há maior dependência da banca, não apenas para investimentos, mas também para campanhas anuais.

Este contexto muda a forma como se olha para a máquina agrícola. O trator, por exemplo, deixa de ser apenas um ativo de propriedade e passa a ser avaliado enquanto ferramenta de produção. O agricultor olha cada vez mais para o retorno, para o custo total de utilização, para a manutenção e para a previsibilidade mensal.

Ao mesmo tempo, a tecnologia evoluiu muito depressa. Hoje as máquinas são mais efi cientes, têm menos emissões e oferecem uma melhor gestão dos gastos de combustível, possuem GPS e telemetria, e tudo isto encurta o ciclo de inovação. Comprar hoje significa assumir o risco de, dentro de

três a cinco anos, ter uma máquina funcional, mas comercialmente menos competitiva.

Na apresentação da abolsamia , este contexto foi resumido em três forças: pressão sobre o capital de exploração, aceleração tecnológica e enquadramento da PAC 2023-2027, que exige modernização, uma maior eficiência e uma menor pegada ambiental.

Luís Seatra, da revista abolsamia, fez a introdução do tema e moderou o debate ao longo de todo o evento

Menos vendas não significam menos necessidade de máquinas

Os números apresentados dão escala ao fenómeno. Em 2024, foram registados 144.400 tratores agrícolas na Europa, o valor mais baixo em dez anos, com uma quebra de 8,1% face a 2023 e cerca de 20% abaixo do pico de 2021. Em paralelo, o mercado europeu de aluguer de equipamentos agrícolas foi estimado em 9.700 milhões de euros em 2023, com previsão de crescimento anual médio de 6,6% até 2030.

Portugal acompanha a tendência de retração na compra de novos. Os dados obtidos referem uma queda de 16,8% no mercado nacional de tratores novos e um peso do renting ainda inferior a 5% das aquisições.

A leitura de Luís Seatra foi clara: a quebra nas vendas de máquinas novas não significa que haja menos necessidade de mecanização. Significa que a decisão de compra está a mudar.

A mesa-redonda, moderada por Luís Seatra (abolsamia), era composta por Nuno Costa da Rentalmoz (à esquerda), João Pimenta da Ascendum Agro (ao centro) e Fernando Sousa da Leasys (ao fundo, à direita)

Leasing e renting não são a mesma coisa

Um dos pontos centrais da conferência foi a distinção entre leasing e renting. No leasing, estamos perante um produto financeiro, regulado, associado a uma operação de crédito e com opção de compra no final do contrato. A manutenção, o seguro e a assistência ficam, em regra, por conta do cliente.

No renting, ou aluguer operacional, a lógica é diferente. A propriedade permanece na locadora e o cliente paga pelo uso. O contrato pode incluir manutenção, seguro, pneus, assistência e outros serviços. É, portanto, um produto de utilização e disponibilidade, não apenas de financiamento.

Fernando Sousa, vindo do universo do renting automóvel (Leasys), foi particularmente claro neste ponto: renting não é financiamento. É uma construção de serviços, com riscos operacionais, risco de manutenção, risco de avarias e risco de valor residual.

Esta distinção é crítica para o setor agrícola. O agricultor pode ganhar previsibilidade. Mas o risco não desaparece. Apenas pode mudar de lado.

O pneu Trelleborg TM1000 ProgressiveTraction® aumenta a sua produtividade ao combinar elevada capacidade de flutuação e menor compactação do solo com uma tração incomparável, graças à tecnologia ProgressiveTraction®. O resultado é um menor consumo de combustível, menos emissões e melhor manobrabilidade. Ao unir desempenho e sustentabilidade, reforçamos a sua eficiência, respeitando ao mesmo tempo os campos.

Trelleborg. Tudo começa
Fernando Sousa (à esquerda), da Leasys, troca impressões com Rui Cavele, comercial de financiamento do Grupo JAP

Quem deve ser a locadora?

Apergunta atravessou toda a mesa-redonda: quem deve ser a locadora de renting em Portugal?

João Pimenta explicou a experiência da Ascendum Agro a partir de um modelo em que a empresa assume o papel de locadora, investindo o capital próprio e trabalhando através de concessionários selecionados. A lógica, nesta fase, está centrada no aluguer de curta duração, visando sobretudo as campanhas e/ou necessidades sazonais.

A escolha não é casual. O aluguer de curto prazo permite aprender, controlar o risco e criar uma relação com clientes que, talvez, não entrassem pela via tradicional da compra.

Mas João Pimenta deixou também um aviso: “o modelo exige concessionários com capacidade técnica, proximidade e resposta operacional. Não basta colocar a máquina no cliente. É preciso garantir que ela trabalhe quando tem de trabalhar”

Nuno Costa, da Rentalmoz, apresentou outra perspetiva, a de uma empresa que já opera uma frota agrícola de aluguer, com tratores dos 50 aos 410 cv, equipados com GPS, telemetria e sistemas de controlo. No seu caso, “a procura começou por necessidades sazonais, mas alguns clientes passaram depois para utilizações mais prolongadas. Também temos tido situações em que o cliente, depois de alugar, manifesta a vontade de comprar o equipamento”

Fernando Sousa trouxe a visão da locadora especializada. Na sua leitura, qualquer “ator” do setor pode ser uma locadora (concessionário, importador, marca ou operador externo), desde que tenha capacidade financeira, conhecimento do ativo, uma rede de suporte e a competência para gerir usados no final do contrato.

TRATORES COMPACTOS

Tratores de 18 a 26 cv, com e sem c a bin e.

Tratores de 5 5 , 6 5 e 75 cv, co m e sem c a bin e.

ACULTIVAR UMNOVO MUNDO

INOVAÇÃO E TECNO LOGI A

www. sa gar.pt

Fernando Sousa, Diretor Comercial da Leasys, trouxe o exemplo do setor automóvel, que tem anos experiência acumulada na área do renting

O valor residual é o centro do problema

Se há um ponto onde o setor agrícola português parte em desvantagem face ao automóvel, é no valor residual.

No mercado automóvel existem bases de dados, histórico de transações, referências de preço e entidades especializadas. No agrícola, a realidade é muito mais opaca. Curiosamente, na sua génese, a revista abolsamia nasceu precisamente como “bolsa de máquinas industriais e agrícolas”, num tempo em que a informação sobre usados tinha um valor central para o mercado. Mas hoje, com máquinas mais complexas, mais configuráveis e com maior carga tecnológica, a avaliação tornou-se mais difícil.

Luís Seatra voltou a tocar num ponto sensível, “em Portugal há pouca cultura de partilha de dados. O histórico de preços, horas, configurações e transações tende a ficar dentro das empresas”. O que, segundo o sub-gerente da revista abolsamia , “dificulta a vida a qualquer locadora que queira ter uma previsão de quanto valerá um trator dentro de quatro ou cinco anos”.

João Pimenta explicou que, na ausência de tabelas portuguesas consolidadas, a Ascendum recorre à experiência dos concessionários, ao conhecimen -

to de quem compra e vende usados, a referências externas, incluindo Espanha, e à informação técnica disponível. A telemetria ganha aqui um papel decisivo: uma máquina acompanhada, com manutenção controlada e histórico conhecido, tem um risco diferente de uma máquina sem dados. Nuno Costa reforçou a mesma ideia. A experiência de décadas no mercado de usados ajuda a estimar valores, mas não substitui uma referência nacional estruturada. Em Portugal, ao contrário do automóvel, não existe uma “cotação média suficientemente robusta para tratores agrícolas”

O

risco também pode ser uma oportunidade

Apesar dos riscos, o pós -renting pode ser uma segunda margem de negócio. João Pimenta sublinhou mesmo que um trator com três ou quatro anos, bem mantido, com histórico conhecido e manutenção na marca, pode ser um produto muito interessante para o mercado de usados. A máquina regressa com vida útil pela frente e pode ser revendida ou voltar a ser colocada em aluguer. Neste ponto, o renting não deve ser visto apenas como uma renda mensal. Deve ser visto como ciclo de vida completo: aquisição, utilização, manutenção, controlo, devolução, recondicionamento e revenda.

É também aqui que os concessionários podem encontrar espaço. Mesmo que não tenham capacidade financeira para serem locadoras em grande escala, podem ser parceiros essenciais na manutenção, no acompanhamento técnico e na recolocação dos usados.

João Pimenta, Diretor-Geral da Ascendum Agro, transmitiu a visão de um importador muito relevante no setor

Oficinas: o elo que não pode falhar

Aconferência tocou num problema bem conhecido no setor: a falta de técnicos especializados.

Se o renting crescer, a pressão sobre as oficinas autorizadas aumentará. Os contratos full-service exigem resposta rápida, manutenção preventiva, peças, assistência no campo e, em alguns casos, máquina de substituição.

Luís Seatra colocou a questão de forma direta: estarão as redes de assistência preparadas para absorver uma frota crescente em renting, sabendo que a manutenção terá de ser feita, quase sempre, em oficinas autorizadas?

A resposta não foi definitiva. Mas ficou claro que o renting não se resolve apenas com capital. Resolve-se também com pessoas, carrinhas de assistência, formação, peças e capacidade de intervenção em campanha, quando uma máquina parada pode comprometer uma janela de trabalho.

O QUE DEFINE O VALOR RESIDUAL DE UMA MÁQUINA AGRÍCOLA

Nº de horas de trabalho

Tipo de utilização

Histórico de manutenção

Equipamento tecnológico

Procura no mercado de usados

Capacidade de exportação

simple | intelligent | f eeding

UNI FEEDS AUTOM OTRIZES DE13M³ A 32M³

Desde máquinas adequadas para uso em espaços confinados, até às indicadas paraexplorações de mais de 1000 animais

Gama completa caracterizada pelaalta manobrabilidade,excelente funcionamento e mistura dealimentação rápidae homogénea, que economiza tempo ecombustível.

UNI FEEDS REBOCÁVEISDE 5M³ A 45M³

Sabe com precisão oque as suasvacas comem?

Com tecnologia NIR, o sistema de alimentação de precisão analisa os ingredientesemtempo real, ajustando o peso para fornecer uma dieta equilibrada, conformeorientações do nutricionista.

Marta Gomes (em primeiro plano), do Millennium BCP, foi uma peça chave no apoio que deu à conferência

Intensidade sazonal

Aagricultura tem uma especificidade que a distingue do automóvel: a intensidade sazonal. No automóvel, os contratos de renting tendem a ser mais longos. Fernando Sousa referiu prazos médios acima dos 40 meses, porque o tempo dilui o risco, a amortização e os custos. No setor agrícola, a procura dominante ainda está no curto prazo: semanas, meses ou campanhas.

João Pimenta confirmou que, na Ascendum Agro, “a aposta atual é sobretudo no aluguer de curta duração. O longo prazo exige outro tipo de parceiro e outro modelo de risco”

Nuno Costa relatou uma realidade semelhante, “há clientes que alugam por poucos dias, outros por campanha e outros que renovam ou prolongam a utilização. O mercado ainda está a experimentar o modelo”

Este ponto é decisivo. Um contrato de três meses, em plena campanha, pode concentrar muitas horas e muito desgaste. Um contrato de quatro anos permite diluir o risco, mas obriga a uma previsão mais fina do valor residual.

Apoios públicos: ajuda ou distorção?

Outro tema levantado foi o impacto dos apoios públicos à aquisição de máquinas novas.

Luís Seatra colocou a questão: se uma máquina nova pode beneficiar de apoios na ordem dos 30% ou 35%, isso pode travar modelos alternativos como o renting?

As respostas foram cautelosas. Alguns intervenientes consideraram que, nos últimos anos, a falta ou atraso de apoios em determinadas regiões acabou por não ser o principal entrave ao renting. Outros sublinharam que o mercado tem espaço para crescer com ou sem apoios, até porque a tendência de longo prazo aponta para menor intensidade de subsídios.

Inês Cortegano, consultora da empresa Agroárea, interveio para dar uma nota relevante, “ faria sentido que os apoios públicos deixassem de estar tão centrados na compra de máquinas novas e passassem a contemplar também outras formas de acesso, incluindo renting e, eventualmente, usados”. Esta mudança seria particularmente importante se o objetivo político for, efetivamente, modernizar a atividade e não apenas incentivar a aquisição de máquinas novas.

A cultura da posse ainda pesa

Amudança não é apenas financeira. É cultural. Fernando Sousa resumiu bem o desafio: em Portugal, o sentimento de posse continua forte, sobretudo em algumas regiões. A pergunta “o que acontece ao trator no fim do contrato?” ainda pesa mais do que, por vezes, a comparação objetiva entre custo mensal, risco e disponibilidade.

Mas esse paradigma está a mudar. Empresas com gestão mais profissionalizada, fundos estrangeiros e grupos agrícolas com lógica de investimento internacional olham para a máquina de forma menos emocional.

Beatriz Martins, à esquerda, e Inês Cortegano, à direita, estiveram na conferência da revista abolsamia em representação da empresa de consultoria Agroárea

Nuno Costa confirmou que muita da procura vem de empresas e investidores externos, habituados a este tipo de análise. Para estes operadores, a pergunta central não é “a máquina é minha?”, mas sim “quanto custa por mês, que disponibilidade garante e que risco pode eliminar?”.

Da esquerda para a direita, Luís Seatra (abolsamia), Luís Mira (CNEMA), Nuno Costa (Rentalmoz) e Fernando Sousa (Leasys)
Curto prazo domina, mas o longo começa a emergir

Como se viu, o mercado português ainda está centrado no aluguer de curta duração, mas começam a surgir experiências mais estruturadas.

“Já fizemos operações de renting de quatro a cinco anos e vamos começar agora a ter um feedback real dos clientes”, referiu David Simão, gerente da Agro121 (grupo SDF). Para David Simão, mais do que financiamento, o foco está na operação. “Para muitos clientes, o renting permite externalizar a gestão do parque e garantir que têm sempre uma solução de mobilidade.”

E no serviço? “O cliente tem vantagens porque sabe que tem assistência na rede da marca e uma solução quando o trator falha.” Tal como no automóvel, a adoção será progressiva. “Claro que houve resistência, foi preciso trabalhar bem as objeções iniciais.”

David Simão, da Agro 121, mencionou a necessidade que tem sentido por parte dos clientes de terem soluções de financiamento diferenciadas como o renting e outras

Alfaias: potencial existe, mas o controlo é mais difícil

Com Sérgio Raposo, responsável de vendas para Portugal da Maschio Gaspardo, a discussão alargou-se também às alfaias. A pergunta é lógica: “se há aluguer de tratores, porque não de alfaias?”

A resposta mostrou prudência. Nuno Costa explicou que, no seu modelo, não há aluguer de alfaias isoladas, “apenas trabalhamos com o conjunto trator e alfaia”. O controlo é mais difícil e o risco aumenta. O trator permite saber que trabalho vai executar, que horas acumula e em que condições opera. A alfaia, quando isolada, perde parte desse controlo.

Já João Pimenta acrescentou que muitos agricultores já têm as suas alfaias e procuram apenas o trator para as utilizar. Ainda assim, admitiu que “se houver uma procura estruturada, poderá fazer sentido evoluir esta solução para alguns tipos de equipamentos”.

A questão da identificação e do registo também surgiu. Em Portugal, ao contrário de Espanha, não existe um sistema de registo tão estruturado para alfaias rebocadas. Isso dificulta o financiamento, seguro, rastreabilidade e controlo do ativo. A telemetria poderá ajudar, mas ainda há muito caminho a fazer.

O que falta para o renting crescer em Portugal?

Aconferência não fechou o tema, abriu-o. Mas deixou pistas claras.

Portugal precisa de referências de valor residual, partilha de dados, modelos de buyback (recompra após o aluguer), maior articulação entre as marcas e os concessionários, locadoras com elevada capacidade financeira, oficinas reforçadas e clientes educados para avaliar custo de utilização em vez de preço de compra.

O modelo não será igual em todo o país nem para todos os clientes. Haverá espaço para aluguer de campanha, contratos anuais, renting de longa duração, soluções full-service e modelos híbridos.

Mas o essencial está definido: o agricultor quer trabalhar com menor risco e maior previsibilidade.

A máquina continua a ser indispensável. O que está em causa é a forma de lhe aceder.

144.400 tratores registados na Europa em 2024 (mín. de 10 anos)

-8,1% face a 2023

Mercado de renting: já representa 9.700 milhões de euros

Crescimento anual estimado: +6,6% até 2030

O caminho faz-se caminhando

Uma das ideias mais fortes do debate foi simples: o caminho faz-se caminhando. O renting agrícola não é uma solução milagrosa, nem substitui a compra em todos os casos. Mas responde a problemas reais: como a escassez de capital, a tecnologia em rápida evolução, a incerteza nos apoios, a pressão sobre as margens e a necessidade de uma maior previsibilidade.

Para os concessionários, representa um desafio e uma oportunidade. Desafio, se continuarem presos ao modelo tradicional de venda. Oportunidade, se conseguirem integrar a manutenção, a assistência, os usados e uma relação de maior proximidade com o cliente.

Para as marcas e importadores, o desafi o será apoiar o valor residual, garantir os produtos adequados e participar na gestão do ciclo de vida dos mesmos. Para as locadoras, o segredo estará em fazer bem as contas. Porque o risco sai do agricultor, mas não desaparece.

O CONTEXTO EUROPEU
A equipa da revista abolsamia presente na conferência organizada em parceria com o Millennium [da esq. para a direita]: Mafalda Martins, Francisco Cruz, Cristina Sousa, Catarina Gusmão, Luís Seatra e Rui Reis.

Um tema a não perder de vista

Em jeito de conclusão, este é um tema que ainda fará correr muita tinta. Na opinião de Bruno Pignatelli, responsável máximo da Tractores Ibéricos, representante da Kubota em Portugal, o renting é uma oportunidade em aberto e que ainda dará muito que falar. “Agradeço à revista abolsamia por ter abordado este assunto e pela forma como o fez. Como já tinha referido no ano passado, estas conferências são de extrema importância por levar os diferentes atores do setor a sentarem-se à mesma mesa e a discutir em conjunto. Nem que seja só por isso, pela possibilidade de nos reunirmos para analisar um tema que marque a atualidade, já vale a pena marcar presença”. Opinião partilhada por todos os presentes e que nos enche a todos, a equipa da revista abolsamia e os parceiros do Millennium BCP, de orgulho e com vontade de, para o ano, regressarmos em força.

Bruno Pignatelli, Tractores

Ibéricos, e Sérgio Raposo, Maschio Gaspardo, foram das vozes mais ativas ao longo do debate

1 ano (5 revistas)

1 ano (5 revistas + 1 Anuário) 45€ 85€

2 anos (10 Revistas)

2 anos (10 Revistas + 2 Anuários)

www.abolsamia.pt/pt/assinaturas

PAGAMENTO POR CHEQUE

À ordem de ABOLSAMIA, LDA e envie para: R. Nelson P. Neves, Loja 1 - 2670-338 Loures - Portugal

Nome

Data de nasc. / /

Morada

Código Postal Telm. E-mail Localidade Nif.

ASCENDUM RENT

O trator que falta na sua exploração pode estar a um telefonema de distância

Uma história feita de 67 anos, que tornou a Ascendum numa das principais referências do setor da construção, indústria transformadora, floresta e agricultura e com 25 anos de experiência no aluguer de máquinas e equipamentos, a Ascendum lançou a Ascendum Rent. Entrou num mercado que conhecia bem, mas onde não tinha presença: o aluguer de tratores agrícolas.

Há uma conversa que se repete há anos na agricultura, a da máquina que falta. Para muitos agricultores portugueses, essa máquina existe, só que não é deles. É precisamente nesse espaço economicamente relevante, que a Ascendum decidiu entrar. No início do ano, o grupo lançou a Ascendum Rent, uma submarca dedicada ao negócio de aluguer de máquinas e equipamentos pesados de construção, indústria e, agora, agricultura.

Ascendum Rent: uma nova aposta com base na experiência É uma área de negócio que desenvolvemos há mais de 25 anos e o que estamos a fazer agora é dar-lhe uma nova força, uma identidade própria e a clarificar este negócio, que tem crescido ao longo deste tempo. Ainda integrado na estratégia de crescimento, decidimos também alargar a nossa oferta de soluções de aluguer para os tratores.

Hoje, os agricultores, os prestadores de serviços e empresários agrícolas enfrentam desafios muito diferentes, tais como a pressão sobre custos, sazonalidade e necessidade de resposta rápida e o aluguer surge como uma solução natural para dar flexibilidade e eficiência às suas

a mais recente “aquisição” da frota de aluguer da Ascendum Rent

operações agrícolas. É um setor que já conhecemos bem e, para o qual, trazemos agora uma nova oferta de serviço com o aluguer de tratores, aproveitando toda a experiência de 25 anos construída em setores diferentes, mas que acreditamos estar assente nos mesmos princípios: frota robusta, logística eficiente, suporte técnico rápido e contratos flexíveis adaptados à duração real de cada trabalho.

Da posse ao acesso:

uma mudança de paradigma

Durante décadas, a aquisição de tratores foi entendida como um passo natural, quase obrigatório. Ter um equipamento próprio significava autonomia, capacidade instalada e segurança operacional. No entanto, esse paradigma está a mudar. Hoje, a rápida evolução tecnológica dos equipamentos, a crescente pressão sobre custos, a volatilidade das condições de mercado e a necessidade de respostas cada vez mais rápidas estão a redefinir prioridades. Mais do que possuir, o que realmente importa é garantir acesso ao trator mais adequado, no momento certo.

Esta mudança de paradigma reflete uma tendência transversal a vários setores: o foco na disponibilidade em detrimento da posse. No caso da agricultura, essa transição é particularmente relevante, dada a dependência de fatores externos e a necessidade constante de adaptação. Condições climatéricas, janelas de operação curtas e variações na procura obrigam a decisões rápidas e, muitas vezes, difíceis de antecipar.

O novo Valtra Série G é
Conteúdo Patrocinado

O aluguer como ferramenta estratégica na agricultura

É neste contexto que o aluguer de tratores ganha uma nova relevância. O que durante muito tempo foi visto como uma solução pontual e útil em situações excecionais ou de reforço temporário, assume agora um papel estrutural na forma como as explorações são geridas. Neste enquadramento, o aluguer de tratores deixa de ser visto como uma solução ocasional para assumir um papel mais estratégico, que permite ganhar efi ciência, flexibilidade e capacidade de resposta. A fl exibilidade é, talvez, o benefício mais imediato com a possibilidade de ajustar a capacidade operacional às necessidades reais e permitir uma gestão muito mais racional dos recursos.

Mas há outras vantagens na opção de aluguer, como a previsibilidade financeira, a componente tecnológica e a manutenção do equipamento, que deixa de ser uma preocupação.

Uma frota pensada para a agricultura portuguesa

A oferta de tratores da Ascendum Rent, nesta fase inicial é composta por uma vasta gama de tratores Valtra, uma marca reconhecida pela sua robustez, precisão e versatilidade e, desta forma, garantimos que os clientes têm acesso a tratores premium e preparados para enfrentar diferentes condições e exigências do terreno.

Acreditamos que a nossa oferta cobre quase todo o espectro da procura atual, com potências dos 100 a mais de 200 cavalos. Toda a frota conta com tecnologia atualizada compatível com a esmagadora maioria dos equipamentos de precisão disponíveis no mercado e está disponível para operações em qualquer ponto do País.

Outro fator diferenciador da nossa oferta é o suporte técnico como componente central do serviço. Durante todo o período de aluguer, os clientes têm uma equipa técnica especializada capaz de resolver remotamente a maioria dos problemas de operação, mas também disponíveis para situações que exijam presença física. Há ainda um elemento do serviço que os clientes mais valorizam no momento da entrega, o técnico que acompanha a máquina faz sempre uma sessão de apresentação com o operador, se este não conhecer a máquina. Parece um gesto menor, mas na prática, é a diferença entre uma máquina que é utilizada no seu potencial máximo e uma máquina que opera aquém do que poderia.

Aluguer vs. compra: uma decisão cada vez mais estratégica

Para o agricultor que nunca equacionou seriamente o aluguer como alternativa à compra, o exercício mais simples é colocar tudo no papel. Ao preço de aquisição de um trator moderno com a tecnologia que o mercado exige hoje, somam-se, o seguro, as revisões periódicas, as manutenções preventivas e as reparações imprevistas que qualquer máquina acumula ao longo dos anos. O resultado é um custo real que surpreende muitos agricultores quando é comparado com o número de horas que o trator realmente trabalha por ano.

Para quem utiliza o trator intensamente ao longo de todo o ano, a compra continua a fazer todo o sentido. No entanto, o aluguer de tratores deixa de ser apenas uma opção tática, mas sim uma solução alinhada com um setor em transformação, onde cada decisão tem impacto direto na produtividade e na rentabilidade e ter acesso à solução certa no momento certo pode fazer toda a diferença.

Celso Amorim, director do Negócio na Ascendum Rent
Foto:
Tozé canaveira

A definir padrões de qualidade nas máquinas, no serviço e na proximidade

O mercado nacional de aluguer de máquinas ganhou um novo player de peso com o surgimento da E-Rent. Ao herdar o know-how de 50 anos do Entreposto Máquinas, a empresa conseguiu, desde o seu primeiro dia de atividade, redefinir os padrões de qualidade das máquinas de aluguer, no serviço e proximidade, provando que a experiência é o melhor combustível para a inovação.

No setor do aluguer de máquinas e equipamentos, a confiança não se constrói do dia para a noite. A E-Rent sabe-o bem. Ao nascer da estrutura e do prestígio do Entreposto Máquinas, referência com mais de 50 anos no mercado nacional, a empresa conseguiu em pouco tempo alcançar uma presença e notoriedade assinaláveis. No seu ADN, a missão mantém-se fi el à origem, ser o parceiro que permite aos clientes concretizarem os seus projetos com a máxima eficiência e segurança.

O setor agrícola: tecnologia de ponta em todo o continente

A frota agrícola é um dos pilares de crescimento da E-Rent. Com uma visão estratégica clara, a empresa disponibiliza uma frota de tratores bastante recentes, com poucas horas, garantindo que a tecnologia de ponta chegue às explorações agrícolas sem exigir o peso do investimento em ativos próprios.

Com uma cobertura que abrange todo o Portugal Continental, a E-Rent assegura que, independentemente da região ou da cultura, os agricultores tenham acesso

a equipamentos prontos a trabalhar. Esta proximidade geográfica é complementada por uma frota rigorosamente mantida, onde a fiabilidade dos tratores é a prioridade absoluta para garantir que a terra nunca pare de produzir.

Dois anos de sucesso

Sob a direção de Frederico Mendes, a E-Rent tem feito um caminho de crescimento notável. Em apenas dois anos, a marca consolidou a sua posição e expandiu a sua operação de forma signifi cativa. Para o diretor, este sucesso é o reflexo direto de um compromisso humano: “Onde chegámos em apenas dois anos é o resultado direto da entrega diária da nossa equipa. Sem eles, nada disto saía do papel.”

Versatilidade que move a economia

A E-rent disponibiliza uma frota de tratores, recentes, com poucas horas, cuja disponibilidade abrange todo o território nacional

global de soluções de aluguer, com uma oferta diversificada que inclui:

Apesar da forte aposta no setor agrícola, a competência da E-Rent estende-se a todas as frentes de trabalho. A empresa posiciona-se como um fornecedor

Construção: equipamentos de movimentação de terras de alta performance;

• Plataformas elevatórias: segurança e precisão para trabalhos em altura;

• Movimentação de cargas: soluções logísticas para armazéns e indústria.

Tradição no atendimento, modernidade na frota

A E-Rent não é apenas uma empresa de aluguer, é a evolução de um setor. Ao combinar a experiência de 50 anos do Entreposto Máquinas com uma frota recente e uma mentalidade focada na flexibilidade, a empresa oferece o melhor de dois mundos. O objetivo é claro, continuar a crescer ao lado dos seus clientes, garantindo que o prestígio do passado continue a impulsionar as máquinas do futuro em cada estrada, obra ou campo de Portugal.

Conteúdo Patrocinado

Regresso ao futuro

Apontados como o futuro para uma Agricultura cada vez mais tecnológica, os robôs voltaram a sair à rua, em Madrid, para a etapa espanhola da GOFAR Tour 2026 . Depois do arranque em França, o evento, realizado no John Deere Parla Innovation Center , foi, assim, uma espécie de regresso a um futuro cada vez mais próximo!

Promovido por aquela que é a associação de referência para a promoção e divulgação da robótica agrícola, a Global Organization For Agricultural Robotics, o GOFAR Tour viajou até Madrid, depois da estreia em Auzeville-Tolosane, França, a 5 de abril, para levar a cabo a primeira jornada de agro robótica do género, na Península Ibérica. Segunda etapa de um périplo que só terminará a 20 de outubro, em Washington, EUA, e que

visou aproximar investigadores, fabricantes, investidores e agricultores, para mostrar soluções robóticas maduras, eficientes, convincentes, que possam ajudar a garantir o futuro do agronegócio.

Assim, foram mais de 900 profissionais, oriundos também de Portugal, que se apresentaram, pela manhã, no hub de inovação da John Deere em Parla, Madrid, prontos para ver novas tecnologias e soluções autónomas, em demonstrações, nos cerca de quatro hectares plantados com vinhas, olival, pistácios, amendoal, hortícolas e outros tipos de cultura. Palcos onde cada um dos 18 robôs presentes procuraram demonstrar a sua mais-valia.

Mais do que um evento sobre robótica

Dirigindo-se aos presentes, a co-diretora da GOFAR, Maialen Cazenave, fez questão de salientar que, “este Field Day não é apenas mais um evento sobre robótica agrícola. É um espaço onde os agricultores podem responder a uma pergunta simples, mas fundamental: poderão estas máquinas ser uma solução para a minha exploração já no imediato, amanhã… ou nunca? ”.

Ponderadas questões como o tipo de exploração e cultura, a dimensão e potencialidade de retorno do investimento (ainda elevado), estamos em crer que sim…

Fotografia abolsamia
Texto Francisco Cruz
Esteve lá!

INESC TEC

Modelo: Modular-E

Agricultura de precisão, podendo ser utilizado na ceifa, fertilização, fenotipagem, pulverização e colheita de frutos Protótipo de investigação

INESC TEC

Modelo: Orius

Monitorização, vigilância e recolha de dados em vinhas, pomares e culturas permanentes, podendo também ser utilizado em ambientes extra gricultura Protótipo de investigação

Preço: 20.000€ (estimativa)

INESC TEC

Modelo: Modular-X

Robô elétrico e autónomo pensado para a agricultura e silvicultura, em terrenos de pendente pronunciado

Protótipo de investigação

A PRESENÇA PORTUGUESA

INESC TEC

Modular-E

e

Modular-X: Futuro (quase) assegurado

Espécie de bandeira lusa na GOFAR Tour de Madrid, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência do Porto, vulgo INESC TEC, levou ao evento três (ainda) protótipos: Modular-E, Modular-X e Orius. Isto, com particular destaque para os dois primeiros, sendo o Modular-E um robô elétrico autónomo pensado para a agricultura de precisão, especialmente vinhas e culturas permanentes, onde pode realizar tarefas como desmatação, corte e manutenção de vegetação, pulverização, fertilização, e monitorização das culturas. Versatilidade que, segundo o investigador do INESC TEC Luís Santos, levou já a portuguesa Herculano a interessar-se pelo projeto. Quanto ao Modular-X, é uma evolução mais robusta e especializada, concebida para ambientes florestais mais exigentes, onde pode trabalhar até 8 horas seguidas, de forma autónoma. Na GOFAR, exibia-se com um braço robótico, pinças e tesoura, “para fazer a seleção e corte de varas de eucalipto”, explicou o investigador do INESC TEC Daniel Silva. Solução que tem já o interesse “da empresa Fravizel, como tomador da tecnologia, sendo que, como utilizador final, a Navigator é quem está mais interessado” Informação confirmada à abolsamia por José Luís Carvalho, responsável pelo Desenvolvimento e Inovação Florestal da empresa, que acredita poder vir a contar com a ajuda deste tipo de robôs, na floresta, “dentro de três anos”

Modelo: Karl

Trator autónomo equipado com alfaias inteligentes

Protótipo em desenvolvimento

Modelo: M200 Sprayer

Robô elétrico, autónomo e compacto, para pulverização, transporte, reboque e ceifa

Preço: 20.000€ a 30.000€

Modelo: Slopehelper

Robô elétrico capaz de realizar tarefas em vinhas e pomares, tais como a lavoura, remoção de ervas daninhas, espalhar cobertura morta e sementeira

Preço: 150.000€ a 200.000€

Kuhn

Modelo: Aura

Robô de alimentação para a pecuária, foi concebido para extrair e carregar a silagem, fazer a pesagem, misturar e distribuir a ração

Preço: 200.000€ a 300.000€

Modelo: MULA 1250

Trator elétrico e autónomo capaz de funcionar, tanto com alfaias tradicionais, rebocáveis ou montadas, como realizar trabalhos de colheita, transporte, pulverização e outras operações no campo

Preço: 80.000€ a 90.000€

PeK Automotive
MULA Autonomous Farming
Kuhn
MQ Autonomous Agritech

SABI AGRI

Modelo: The SRBC Robot

Robô elétrico e modular, concebido para preparação do solo, sementeira, deservagem, acompanhamento das culturas, transporte e assistência na colheita

Preço: 10.000€ a 15.000€

EdenCore

Modelo: Viewer

Vigilância e pulverização de precisão baseada no perfil de folhagem

Preço: 10.000€ a 15.000€

Kioti Europe B.V.

Modelo: RT100

Plataforma autónoma elétrica e modular com uma capacidade de carga até 300kg, mas que também pode funcionar como pulverizador de precisão, deservador a laser e deservador mecânico Em processo de legalização na Europa

Preço: 20.000€ a 30.000€

Centre for Automation and Robotics

Modelo: SAM

Monitorizar culturas, detetar doenças ou stress hídrico, aplicar tratamentos localizados, recolher dados do solo Protótipo de investigação

• Para aplicações exigentes em maquinaria agrícola

• Sem lubrificação e isentos de manutenção

• Resistentes a cargas até 200 MPa

GUSS Automation X John Deere

Modelo: Mini-GUSS

Pulverização de precisão em culturas de frutos secos, vinhas e pomares

Preço: 300.000€ a 400.000€

Modelo: Ted

Robô elétrico para deservagem mecânica, além de poder funcionar como capinador, segadora, cortador de sarmentos e aparador de borda

Preço: 200.000€

Modelo: Oz

Robô elétrico de apoio às tarefas agrícolas, desde a sementeira e plantação, até à remoção mecânica de ervas daninhas

Preço: 30.000€ a 40.000€

Modelo: F601

Robô rebocável, alimentado pela TDF do trator, está concebido para tarefas de limpeza sem utilização de produtos químicos, em pomares, vinhas e culturas de frutos de arbusto

Preço: 100.000€ a 150.000€

Naïo RootWave
+ Fotos
Naïo

John Deere

Modelo: Smart Apply

Sistema de pulverização de precisão com tecnologia LiDAR e análise de dados

Preço: 40.000€ a 50.000€

Agrikola.AI

Modelo: Wagus XS UVC

Combate às infestantes nas hortícolas, com recurso a radiação UVC (radiação ultravioleta com comprimentos de onda muito curtos, geralmente entre 100 e 280 nanômetros)

Preço: entre os 10.000€ a 15.000€

AGC Technologies

Modelo: Aries 300N

Pulverização autónoma em pomares, vinhas e culturas arbóreas

Preço: 25.000€ a 60.000€ (consoante opcionais)

Nuno Inácio, gerente da J. Inácio, concessionário John Deere em Portugal

“Estou a achar o evento muito interessante, com muitas soluções de robótica que mostram o que já se está a fazer, e acredito que em breve vamos começar a ver estas máquinas no campo. Os clientes, sobretudo da vinha, pomar e horticultura, já começam a perguntar por estas soluções, principalmente para controlo de infestantes sem químicos, mas, para já, estão na fase de recolher informação sobre opções, preços e modelos de negócio. Aquilo que pedem é versatilidade: não querem robôs que façam apenas uma tarefa, mas sim soluções multifunções, para amortizar mais rapidamente o investimento, sobretudo em explorações de média dimensão. Porque há uma grande vantagem: o robô não tem fins de semana nem férias, pode trabalhar a qualquer hora”.

Voltrac

Modelo: Thor

Tractor elétrico e autónomo apto a trabalhar com a maioria das alfaias tradicionais

Preço: 100.000€ a 150.000€

AGRO BRAGA reafirma

o seu peso na Agricultura portuguesa

A AGRO - Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação voltou a abrir portas, em março, em Braga, para reafirmar a sua importância na Agricultura portuguesa. Desta feita, com uma aposta muito especial no equipamento forrageiro e soluções especializadas para alimentação.

Reportagem Luís Seatra

Fotografia Mafalda Martins

A58.ª edição da AGRO, em Braga, voltou a apresentar-se bastante composta, com uma mostra diversificada de equipamentos agrícolas — algo que tem vindo a ser habitual nos últimos anos — confirmando a importância crescente deste certame no panorama nacional. Com especial expressão no Norte do país, a feira afirma-se, cada vez mais, como uma montra privilegiada para a apresentação de tecnologia e maquinaria, reunindo profissionais, empresas e visitantes num ambiente muito orientado para o contacto direto, a demonstração e a decisão de compra.

Na edição deste ano, destacou-se, de forma particular, a presença de equipamento forrageiro e de soluções especializadas para a produção, preparação e distribuição de alimento a animais, em linha com o peso da pecuária na região — sobretudo da produção de leite.

Entre máquinas para corte, viragem, encordoamento, enfardamento e recolha, bem como equipamentos de manuseamento e apoio à alimentação, o certame evidenciou um setor cada vez mais focado na eficiência, na rapidez de operação e na redução de custos.

A agricultura de precisão voltou, igualmente, a ser tema chave, na maior parte dos expositores, desejosos de demonstrar evolução e sustentabilidade nos produtos que representam.

Concessionários esperançosos

A revista abolsamia marcou, mais uma vez, presença na AGRO e falou com vários concessionários presentes, constatando um claro espírito de esperança e expectativa para os próximos meses, ainda que janeiro e fevereiro não tenham trazido grandes novidades ao nível das vendas de tratores, no seu todo.

Ainda assim, o ambiente vivido na feira voltou a confirmar a importância do contacto direto com o cliente e da presença no evento, como momentos-chave para apresentar soluções, gerar oportunidades e preparar o terreno, para a retoma do mercado.

Com 58 edições já realizadas, é já longo o percurso feito pela principal feira agrícola realizada na Cidade dos Arcebispos

Visão Agrícola destaca soluções completas

A Visão Agrícola marcou presença na Feira de Braga com uma oferta diversificada de equipamentos, reforçando a sua aposta em soluções eficientes e adaptadas às necessidades do setor agrícola profissional.

Gerente da Visão Agrícola, Vitor Araújo mostrou-se satisfeito com os resultados do 1º trimestre do ano, fruto do empenho da sua equipa, do serviço de pós-venda e da proximidade com os clientes. Durante os quatro dias da AGRO, foram muitos os que visitaram o stand, provando essa ligação com a empresa de Barcelos, que está prestes a festejar uma década.

Entre os destaques apresentados, a Visão Agrícola expôs máquinas e tecnologias que cobrem diferentes áreas de trabalho, desde tratores à mobilização do solo, ao transporte de cargas e à rega, equipamentos forrageiros e ainda soluções profissionais de limpeza.

Tratores Fendt em evidência

A gama de tratores Fendt assumiu um papel central no stand da empresa, com destaque para o modelo 211 F, especialmente vocacionado para culturas especializadas. Em evidência estiveram, ainda, outros três tratores da marca alemã, entregues aos respectivos proprietários, durante o evento: um Fendt 722 Vario, entregue ao prestador de serviços Operação Direta, um Fendt 724 Vario, adquirido pela empresa Campicarn e um Fendt 210 Vario vendido à Tática Maravilha, empresa especializada em conservação de terrenos, de Guimarães. Todos eles refletem a aposta em potência, tecnologia e versatilidade no campo.

Da mobilização do solo à rega e à forragem

Na área da mobilização de solos, a Visão Agrícola des tacou soluções como a grade rápida Roobin, da marca Namyslo, com profundidades de trabalho de 3–15 cm, discos dentados de grande diâmetro, a exigir potências de cerca de 30–50 cv e adequada para mobilização superficial e incorporação de restolho, além da Rabe Corvus 500, uma grade de discos pesada, com pro-

fundidades de trabalho até cerca de 8–20 cm, 4 rotores por metro de largura e acionamento à TDF (540–1000 rpm), a exigir tratores até cerca de 300 cv nas versões mais pesadas, sendo indicada para preparação fina do solo.

• Potência até cerca de 240cv com gestão dinâmica

• Transmissão VarioDrive com tração automática

• Elevada eficiência em campo e transporte

• Capacidade hidráulica até 165 L/min

• Elevação superior a 8,5 t

Texto Mafalda Martins
Fotografia Grow on
Vitor Araújo, gerente da Visão Agrícola
FENDT 724 VARIO
Máquina de rega Marani GT30 90350

O Fendt 211 Vario F beneficia de uma arquitetura que aposta na distribuição de peso, enquanto garantia de estabilidade, mesmo em terreno irregular

• Potência de cerca de 110cv

• Transmissão contínua Vario com controlo da velocidade

• Elevada manobrabilidade em culturas especializadas

• Sistema hidráulico orientado para implementos específicos

No segmento da rega, o destaque centrava-se na máquina de rega Marani GT30 90350, com turbina, a trabalhar com pressões de entrada de cerca de 3,7–9,9 bar, caudais de 522–1570 L/min e larguras de rega de 59–94 m, equipada com mangueira de ø90 mm e 350 m de comprimento. Sendo, por isso, indicada para rega por aspersão de média a grande escala, com elevada uniformidade. uma solução eficiente para otimizar a gestão da água e garantir a uniformidade da rega.

Em exposição estava ainda a gama forrageira da McHale e os carregadores telescópicos da Merlo, representações da Visão Agrícola.

A presença da empresa liderada por Vítor Araújo no evento reforçou, assim, a proximidade com clientes e parceiros, num ambiente de partilha e acompanhamento técnico especializado.

FENDT 211 F
Grade de discos pesada Rabe Corvus 500
Grade rápida Roobin, da Namyslo

AGRO BRAGA EM IMAGENS

Certame de referência, também para a maquinaria agrícola, no Norte de Portugal, a AGRO Braga voltou a contar, em 2026, com uma extensa presença de empresas e entidades ligadas ao setor, como foi o caso da Agrolima, CarmoFarm, Cerna, Entreposto Máquinas, Equinova, Fundación Semana Verde de Galicia, Hubel Verde, MacielMáquinas Agrícolas, Maquicávado, Peixoto & Peixoto, Pousamil, Repoutiz e Socimavis. E em particular, todas aquelas que passamos a destacar, através de imagens.

78 abolsamia maio / junho 2026
16 Irmãos
AB Tyres - Alves Bandeira
Agricortes
Agripalmeira
ADJ

Agropeixoto

Fotos
Agroramoa
Brás & Vasconcelos
Agros Comercial
Reptractor
Hitraf
FAM
Stagric
Tractorave
Mecagriminho
Torre Marco
Ascendum Máquinas

FIAPE continua a ganhar força no setor da maquinaria

Mesmo coincidindo no calendário com a Ovibeja, a FIAPE voltou a afirmar-se como um certame em crescimento, com forte presença de maquinaria agrícola e uma dinâmica cada vez mais ligada à evolução da agricultura no Alentejo.

AFIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz, realizada de 29 de abril a 3 de maio, voltou a dar sinais claros de crescimento e afirmação no panorama das feiras agrícolas nacionais. E fê-lo num contexto particularmente exigente: mesmo disputando atenções com a Ovibeja, o certame conseguiu manter dinâmica própria e reforçar a sua ligação ao setor.

No capítulo da mecanização, notou-se uma evolução evidente, com as máquinas a assumirem uma

parte importante do protagonismo e a atraírem atenção consistente ao longo dos dias da feira. Estiveram representadas algumas das principais marcas presentes no mercado português, reforçando a FIAPE como ponto de encontro entre concessionários, agricultores, empresas e profissionais do setor.

Mais do que um espaço comercial, a feira voltou também a refl etir a transformação da agricultura nos distritos de Évora e Portalegre, territórios onde a atividade agrícola continua a modernizar-se e a exigir soluções cada vez mais técnicas, efi cientes e adaptadas às necessidades do terreno.

Ao mesmo tempo, a crescente presença de maquinaria e tecnologia agrícola demonstra que a FIAPE tem vindo a consolidar espaço junto de um público profi ssional que procura proximidade, contacto direto com os equipamentos e soluções concretas para o dia a dia das explorações agrícolas.

Texto Francisco Cruz
Esteve lá!
DRONES AGRÍCOLAS

MOTÉVORA

Kodiak como solução para a Agricultura

Concessionário Yamaha para o concelho de Évora, a Motévora marcou presença na Feira Internacional da Agro-Pecuária de Estremoz (FIAPE), com um foco também na Agricultura. Mais concretamente, através das gamas Kodiak e Grizzly.

Com uma oferta ampla e abrangente, as moto4 da Yamaha destacam-se pela “robustez, fiabilidade e capacidade de trabalho em ambientes exigentes”, começou por explicar, à revista abolsamia, o gerente do con cessionário Motévora, José Carlos Travassos, com as gamas Kodiak e Grizzly a oferecerem "uma combinação muito equilibrada entre dimensão, potência e agilidade", para o trabalho em culturas como a vinha e o amendoal. Onde, recorda o mesmo responsável, as entrelinhas são apertadas, o relevo irregular e a mobilidade é necessária e constante.

José Carlos Travassos, gerente do concessionário Motévora [à esq.], e

Capacitado para receber diferentes implementos, uma das unidades Kodiak 450 presentes na FIAPE apresentava-se com um distribuidor

responsável comercial o "verdadeiro braço direito do agricultor."

Veículos com um excelente raio de viragem e fáceis de conduzir, a permitir igualmente uma circulação com precisão, sem provocar danos na planta e reduzindo a compactação do solo, estes veículos, defende José Carlos Travassos, garantem uma utilização versátil, transportando desde ferramentas, adubos e materiais, apoiando a pulverização localizada, ajudando à manutenção de infraestruturas e a vigilância de perímetros. Argumentos que os tornam

No transporte, estes modelos asseguram uma carga útil que pode atingir os 120 kg, ao mesmo tempo que conseguem rebocar até 600 kg, enquanto, no setor da rega, a utilidade torna-se ainda mais evidente, ao permitirem um mais fácil e rápido transporte de tubagens, válvulas e ferramentas, assim como identificar fugas ou falhas com maior eficiência. "Em situações de avaria, a rapidez de deslocação pode fazer a diferença na preservação da cultura", recorda.

Preços a partir de Eur. 6.828 + IVA

Em termos de preços, a Kodiak 450 posiciona-se como solução de entrada no segmento profissional, a partir dos Eur. 6.828 + IVA, enquanto a Grizzly 700, com mais potência e maior nível tecnológico, parte dos Eur.12.034€+ IVA.

Na Motévora, cada proposta é trabalhada de forma personalizada, "garantindo que o cliente investe na solução mais ajustada às suas necessidades no terreno", assegura Mário Carlos Franco, proprietário do concessionário.

Proposta de entrada no segmento profissional, o Kodiak já incorpora transmissão Ultramatic CVT, sistema de tração On-Command, direção assistida, suspensões independentes e motores com elevado binário
Marco Pirralho,
rebocável de ração para cavalos

RENTALMOZ

Rentalmoz com aluguer de soluções completas

A jogar em casa, a Rentalmoz apresentou-se na Feira Internacional da Agropecuária de Estremoz (FIAPE) de 2026 com uma presença robusta, propondo o aluguer de soluções completas para a agricultura, em termos de maquinaria. E a verdade é que não faltavam opções!

Com uma oferta ampla em termos de maquinaria agrícola para aluguer, a Rentalmoz fez questão de mostrar, em Estremoz, soluções completas, com natural destaque para o tratores. Propostos, quando desejado pelo cliente, com a alfaia desejada.

Esta abordagem de maior facilitação do trabalho do agricultor, que desta forma resolve a sua necessidade pontual de equipamento, celebrando um único contrato de aluguer, feito com um só parceiro, levou a Rentalmoz a expor, na feira alentejana, uma variedade de tratores John Deere, podendo o cliente escolher igualmente a alfaia pretendida.

A nível de alfaias, a Rentalmoz disponibiliza, em aluguer conjunto com tractor, podadoras Jumar (simples ou dupla) e trituradores TMC Cancela.

Axionss também presente

De entre as novidades, especial destaque para os novos robôs telecomandados da marca Axionss. Ferramentas de desmatação em terrenos acidentados ou em declive. À diferença da metodologia habitual da empresa, estes equipamentos destinam-se, única e exclusivamente, para venda.

Também presente, uma mini-giratória do já bem mais conhecido fabricante KPC, equipada com bate-estacas.

Tractomoz aposta na John Deere com Jumar

A Tractomoz apostou, este ano e em conjunto com o seu parceiro de sempre, John Deere, numa oferta completa, em que os tratores da marca norte-americana surgiam complementados com equipamentos da Jumar, marca espanhola de maquinaria agrícola especializada, sobretudo, em soluções para vinhas, olivais, citrinos e culturas arbóreas. Com destaque para a pré-podadoras de discos, despontadoras, recortadoras e máquinas articuladas para vinha. Igualmente em exposição, uma retroescavadora Lonking 83C, a primeira proposta desta marca chinesa a ser disponibilizada pela Tractomoz.

Texto Francisco Cruz
Fotografia Mafalda Martins

Continuar o crescimento e diversificação

na FIAPE FIAPE

A MJCP voltou a marcar presença na 38.ª edição da FIAPE com uma exposição que refletiu a evolução da empresa nos últimos anos. Entre tratores, equipamentos florestais e soluções utilitárias, a participação procurou mostrar uma estratégia cada vez mais assente na diversificação da oferta, proximidade ao cliente e acompanhamento da evolução técnica do setor agrícola.

Reportagem Mafalda Martins

Fundada em 2010 e com presença na FIAPE desde 2011, ano em que iniciou ativida de em Estremoz, a MJCP continua a olhar para a feira como um espaço privilegiado de contacto com clientes e profissionais da região. “Hoje em dia, a presença em feiras faz-se muito pela proximidade ao cliente”, explicou João Correia, diretor comercial da empresa.

Atualmente entre os cinco concessionários com maior volume de vendas da Deutz-Fahr em Portugal, a MJCP tem vindo a consolidar a sua presença no mercado através de uma estratégia assente na proximidade, reforço técnico e diversificação da atividade. Esse crescimento ficou também visível na própria estrutura da empresa, que conta atualmente com cerca de 14 colaboradores e concluiu recentemente a ampliação das instalações em mais de 1.000 metros quadrados.

Deutz-Fahr com oferta cada vez mais diversificada

um dos tratores de maior potência em exposição na feira. Ainda assim, a empresa procurou centrar a exposição nas necessidades mais frequentes da região, sobretudo no segmento entre os 80cv e os 125cv, utilizado em operações ligadas ao maneio do gado, alimentação animal, preparação de terrenos e sementeira.

A presença da MJCP na FIAPE serviu também para reforçar a aposta em novas áreas de atividade. Entre elas, a recente representação da Orsi, fabricante italiana especializada em equipamentos de manutenção e trituração.

Também as moto4 e os UTVs da Loncin marcaram presença no stand, equipamentos orientados para operações de apoio na área agrícola, pecuária e no transporte.

MJCP aposta no crescimento e novas áreas de atividade

No espaço da MJCP, os tratores Deutz-Fahr assumiram naturalmente destaque, com modelos dos 60 aos 340cv, incluindo o Deutz-Fahr 9340 TTV Warrior,

Mais do que apresentar máquinas, a MJCP procurou mostrar uma empresa em crescimento e cada vez mais preparada para responder a diferentes perfis de cliente e áreas de atividade. “Queremos continuar atualizados, acompanhar a evolução do setor e fidelizar os clientes”, afirmou Mariano Pegacho, gerente da MJCP.

MJCP
Da esq. para a direita: Mariano Pegacho, gerente da MJCP, e João Correia, diretor comercial
O Orsi Evo Plus esteve em destaque como solução para manutenção de bermas, valetas e zonas de vegetação densa
Moto4 e UTVs da Loncin integraram a oferta apresentada pela MJCP na FIAPE

MAQUICORREDORA

Regresso à FIAPE com oferta completa

Tratores Lamborghini, máquinas compactas e industriais, soluções de aluguer, peças e consumíveis estiveram em destaque no espaço da Maquicorredora, Sulrent e Sulcate Peças, numa presença que voltou a confirmar a ligação do grupo à feira de Estremoz.

Texto Rui Reis

Reportagem Luís Seatra

Para a Maquicorredora, a presença na FIAPE já é um hábito consolidado. “Desde que representamos a Lamborghini que vimos sempre à FIAPE”, recorda Inácio Mira, sócio-gerente da empresa. A razão é simples, “a feira continua a trazer muitos profissionais, permite estar perto dos clientes e gera contactos que, por vezes, acabam por se transformar em negócio”.

Este ano, o espaço ocupado pela Maquicorredora, Sulrent e Sulcate Peças mostrou bem o crescimento do grupo. Os tratores continuam a ser centrais, com a Lamborghini Trattori em evidência, mas já não têm uma presença hegemónica. Partilham o generoso es-

O OLITREE é uma solução para apanha de azeitona acoplada ao 3.º ponto do trator, de baixo peso, descarga hidráulica e capacidade até 300 kg.

paço de exposição com máquinas compactas, equipamentos industriais, peças, soluções de aluguer e veículos de mobilidade elétrica para trabalho. É uma oferta que acompanha muitos clientes desta região, onde a agricultura se cruza com movimentação de materiais, manutenção de explorações, pequenas obras e serviços ocasionais.

Lamborghini Strike 125 em destaque

Entre os tratores, o Lamborghini Strike 125 Trend foi uma das referências em destaque. Inácio Mira fala dele como “um trator de eleição”, enquadrado numa

Inácio Mira é o sócio-gerente do Grupo e mantém a aposta na FIAPE porque “é um espaço de eleição para contatar com potenciais clientes, parceiros e outros empresários”

campanha comercial em vigor durante o trimestre. Encaixa bem no perfil de muitas explorações alentejanas: potência média, dimensões contidas e polivalência para trabalho de campo, transporte, carregador frontal ou apoio geral à exploração.

A componente industrial também ganhou espaço. As máquinas Eurotrac e as telescópicas LGMG reforçaram a abordagem de reforço da oferta compacta e versátil, capaz de servir tanto a agricultura como a construção civil. Também os equipamentos Herkulis e FAE apontam para trabalhos de manutenção, limpeza e trituração em explorações de olival, vinha, montado ou até zonas florestais.

Aluguer é caso de sucesso

A Sulrent trouxe outra mensagem importante: a frota estava praticamente toda alugada. “Este ano só trouxemos uma máquina porque temos todas alugadas”, explicou Inácio Mira. O aluguer sem operador tem crescido, tanto na construção civil como na agricultura, e a gama referida vai de equipamentos compactos, na casa das 1,8 toneladas, até máquinas de 9 toneladas, com martelos hidráulicos e algumas alfaias. Para muitos clientes, alugar deixou de ser apenas uma solução de recurso. É uma forma de responder a picos de trabalho, controlar os investimentos e ter acesso a máquinas que nem sempre justificam a aquisição própria. “O pessoal procura o

O UTV Corvus Terrain EX4, UTV 100% elétrico exposto está equipado com uma bateria de 15 kWh, tem tração 4x2/4x4, uma autonomia de até 100 km e possui uma caixa de carga para 300 kg

A telescópica LGMG H735 tem uma capacidade de elevação de 7 metros e uma capacidade de 3.500 kg

aluguer”, confirma Inácio Mira.

A área industrial também ganhou peso dentro do grupo. Inácio Mira admite que “a faturação ligada à maquinaria industrial está hoje muito próxima da gerada pela área agrícola”, reconhece. A construção civil tem puxado por essa procura, mas no campo também há cada vez mais utilização cruzada.

Outra novidade foi o Corvus Terrain EX4, UTV 100% elétrico. Este tipo de veículo faz sentido em deslocações internas, explorações agrícolas, quintas, serviços municipais e manutenção de espaços. Mostra que a eletrificação começa a encontrar espaço em nichos concretos, onde autonomia, simplicidade de utilização e baixos custos operacionais podem pesar na decisão.

Sulcate Peças complementa a oferta

Na área das peças, a Sulcate Peças completou a presença do grupo, com apoio a maquinaria agrícola e industrial, incluindo a CASE Construction. Entre as soluções expostas, houve ainda espaço para uma proposta portuguesa ligada ao olival: um recolhedor OliTree, solução simples para pequenas parcelas e para o olival tradicional.

O próximo “salto” da empresa passa por Évora, onde o grupo já estava presente, mas prepara novas instalações. Segundo Inácio Mira, o espaço terá um lote na ordem dos 2800 m² e uma oficina com cerca de 1500 m², a equipar de novo após a conclusão da obra. Será capacidade acrescida para acompanhar um negócio que já não cabe numa só categoria.

MIRALDINO

Renovação da gama New Holland em destaque

A Miraldino aproveitou a presença na FIAPE, em Estremoz, para apresentar a renovada gama de tratores New Holland T5, soluções para viticultura e olivicultura e equipamentos orientados para a redução dos custos e a melhoria da eficiência nas explorações agrícolas.

Texto Rui Reis

Fotografia Mafalda Martins

No espaço de exposição da Miraldino na FIAPE o grande destaque foi para a nova geração de tratores New Holland T5, estruturada nas versões

T5 S, T5 PS e T5 Dual Command. A renovação da gama introduz melhorias ao nível da ergonomia, conectividade, hidráulica e eficiência operacional, mantendo o posicionamento da série como solução polivalente para explorações mistas. Entre os modelos presentes encontrava-se o New Holland T5.100S, T5.120 PS equipado com transmissão powershuttle e a versão T5.120 Dual Command. Também presente o T5.140 equipado com transmis-

A ampla gama de alfaias Joper

são sempre um motivo de interesse numa feira agrícola

são Dynamic Command de dupla embraiagem, destacando-se pela maior dotação tecnológica e pela possibilidade de gestão mais precisa da velocidade de trabalho e do consumo de combustível. Na gama intermédia, a Miraldino apresentou o New Holland T6.160 de 6 cil., com a famosa transmissão Electro Command, direcionada para trabalhos de maior exigência em operações de campo e transporte. Já no segmento superior esteve em evidência um T7.260 Auto Command Blue Power, série que a em-

Alexandra e Filipe Mendes lideram os destinos da Miraldino

No amplo espaço da Miraldino, podíamos ver em exposição as renovadas gamas T5, T6 e T7 dos tratores New Holland

presa destacou pelo elevado nível de equipamento e pelas soluções técnicas adotadas.

Soluções para tudo e todos

A componente especializada teve igualmente forte representação no stand, nomeadamente através da presença da New Holland Braud 10.90X Olive, destinada à colheita mecanizada de azeitona. A máquina integra o sistema de sacudidores SDC da marca e tecnologias orientadas para reduzir perdas e preservar a integridade da árvore e fruto obtido.

Entre os equipamentos complementares estiveram ainda pulverizadores Berthoud para vinha, cuja importação para Portugal está a cargo da Miraldino e que estão concebidos para aplicações de preci-

“Nesta atividade, a rapidez de resposta no pós-venda é crucial”

Na FIAPE entrevistámos ainda Cláudio Agostinho e o jovem Rodrigo Agostinho, o filho mais velho que já segue as pisadas do pai na exploração de ovinos na região de Portalegre, clientes da Miraldino. Com uma exploração polivalente, que inclui trabalhos de preparação de terreno, sementeiras, corte de fenos e enfardagem, conta com o apoio do seu trator New Holland 75S, equipado com carregador frontal Lopez Garrido, e outros equipamentos adquiridos através da empresa. Cláudio Agostinho destaca a eficiência do serviço pós-venda. “Na nossa atividade não podemos parar, e a rapidez de resposta é crucial”, refere, sublinhando a confiança que deposita na Miraldino e a importância de ter um parceiro que acompanha as exigências do dia a dia. Refere ainda que é leitor assíduo da revista Abolsamia, da qual é assinante, acompanhando regularmente os conteúdos do setor.

são com baixos volumes de calda, e diversas alfaias Joper para mobilização, preparação do solo e gestão de cobertos vegetais na vinha.

Estar junto das pessoas

Mas, como sublinha Filipe Mendes, dono da Miraldino com a sua irmã, Alexandra Mendes, a presença da empresa na feira não está apenas centrada nos negócios, vale também pela proximidade. “Viemos à FIAPE para estar com os amigos, rever parceiros e clientes. Daí podem surgir oportunidades de negócio, é verdade, mas o mais importante é estarmos junto das pessoas”.

Na foto, o modelo Win'Air de 1.500 L da Berthoud. Pulverizadores rebocados de 600 a 1.500 L com tecnologia AIR DRIVE para um trabalho mais eficaz e confortável na vinha e olival
A Braud 10.90X é a solução para a colheita mecanizada de azeitona

Ovibeja ganharia com demonstrações em campo

Com números que voltam a confirmar a dimensão da Ovibeja, a edição deste ano evidenciou, ainda assim, um desalinhamento num dos seus setores mais relevantes: a maquinaria agrícola, que ficou aquém do potencial esperado.

Texto Catarina Gusmão

Fotografia Rita Antão, Mafalda Martins e Luís Seatra

PEsteve lá!

ara quem acompanha o setor de perto — como a revista Abolsamia , dedicada em exclusivo à maquinaria agrícola — a dimensão deste segmento na feira levanta algumas questões. Num universo de cerca de 1.000 expositores, o número de presenças ligadas à maquinaria foi claramente limitado face à relevância que este setor assume hoje na agricultura profissional.

Numa feira agrícola realizada numa região onde operam empresas de maquinaria de marcas de referência e posicionamento premium — seria expectável uma presença muito mais forte na feira. No entanto, não foi isso que se verificou.

Existe no recinto exterior uma área possível para demonstrações de máquinas, com potencial para atrair público profissional e gerar retorno efetivo para as empresas expositoras — muitas das quais investem aqui uma parte significativa do seu orçamento de marketing que poderiam proporcionar uma experiência direta com os equipamentos, algo que o digital não consegue replicar. Hoje, sabemos que uma parte relevante da intenção de compra nasce no digital. É aí que os profissionais se informam, comparam e constroem decisões. Mas é precisamente por isso que as feiras têm de oferecer algo diferente — mais próximo, mais experiencial, mais concreto. O contacto com a máquina, a demonstração no terreno,

a interação com as equipas técnicas — é isso que justifica a deslocação e cria valor real.

Nesse sentido, a área de maquinaria ficou aquém do potencial. Faltou escala, dinâmica e, sobretudo, um verdadeiro “chamariz” que conseguisse competir com a facilidade e conveniência do digital.

Outras feiras agrícolas, demonstram que é possível fazer melhor neste domínio. Há exemplos claros de espaços de demonstração bem estruturados, com forte adesão de público e retorno para os expositores.

A Organização deve olhar com atenção para este ponto. Reforçar e profissionalizar a área da maquinaria não é apenas uma questão de imagem — até porque o espaço exterior evidenciava falta de cuidado e acessos deficitários — é uma decisão estratégica. Desde logo porque os concessionários e marcas representam uma fatia importante do investimento no evento.

Se a Ovibeja quer continuar a afirmar-se como uma referência, deverá valorizar este setor e tirar pleno partido das condições que já tem. Caso contrário, corre o risco de perder relevância face a outras feiras — ou, no limite, de ver comprometida a sua sustentabilidade futura.

Embora relegados para um espaço demasiado grande para o número de presenças, os tratores não deixaram de marcar presença, mais uma vez, na Ovibeja

OVERLAND X

Outlander estreia mobilidade

100% elétrica

Concessionário da Can-Am, a Overland X apresentou-se na Ovibeja com uma extensa oferta, tanto de ATV, como de UTV, embora com o maior protagonismo a ir para o primeiro modelo 100% elétrico da marca canadiana: o Outlander Elétrico. Uma proposta “versátil, tanto para explorações agrícolas, como para o turismo rural”.

Texto Francisco Cruz Fotografia Rita Antão

Presente, mais uma vez, na Ovibeja com a Can-Am, o concessionário Overland X fez questão de apresentar, na capital do Baixo Alentejo, praticamente toda a oferta da marca, com destaque para a estreia daquele que é o primeiro ATV 100% elétrico do fabricante canadiano: o Outlander Elétrico.

Já disponível, ao abrigo de uma campanha de lançamento que coloca o preço nos 15.490€, Mário Carlos Franco, proprietário do concessionário Overland X, recorda que este Outlander Elétrico “representa uma nova geração de soluções para o setor agrícola”, destacando-se, sobretudo, no trabalho com animais, devido ao seu “funcionamento praticamente silencioso” Já “em atividades como a caça, a ausência de ruído transforma-se numa vantagem competitiva”, o que faz dele “uma proposta versátil para explorações agrícolas e turismo rural”.

Sobre as vantagens face aos modelos a combus-

CAMPANHA DE LANÇAMENTO 15.490€

tão, o responsável destaca o motor elétrico que “faz a diferença desde o primeiro momento”, com “binário disponível de forma imediata”, além da “simplicidade mecânica que elimina a necessidade de óleo, filtros ou embraiagem”, reduzindo custos e manutenção.

Depois, com “cerca de 47 cv e 72 Nm de binário disponíveis de forma imediata, oferece uma resposta instantânea”, a par de uma “capacidade de reboque até cerca de 830 kg” e desempenho ao nível — ou superior — a modelos tradicionais. Tudo, com uma autonomia “em contexto agrícola” entre “40 e 60 km por ciclo”, “além de uma capacidade de recarga da bateria, num carregador de nível 2, que permite passar dos 20% para os 80% em apenas 50 minutos”. Numa tomada normal, pode demorar duas horas.

Em resumo, uma proposta premium para agricultores e profissionais que valorizam eficiência, sustentabilidade e controlo de custos.

Também disponível a combustão, o Outlander Pro é um veículo vocacionado para o trabalho, capaz de, por exemplo, puxar uma alfaia no campo

Primeiro ATV 100% elétrico da Can-Am, o Outlander Elétrico já está disponível em Portugal
Com maior capacidade de carga, assim como mais lotação, os UTV da Can-Am adaptam-se bem ao trabalho agrícola

TRACTOMOZ

Estreia novas propostas em Beja

Demonstração de dimensão e capacidade, a Tractomoz marcou presença, não apenas na Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz, como também na Ovibeja. Feira onde mostrou algumas das suas mais recentes novidades, a começar nas retroescavadoras para a construção.

Texto Francisco Cruz Fotografia Rita Antão

Com uma presença notada na zona dedicada à maquinaria agrícola, a Tractomoz estreou, em Beja, o primeiro modelo da chinesa Lonking, a retroescavadora 83C, que, com um peso operativo de 8,6 toneladas e motor Perkins de 100cv, oferece uma capacidade no balde dianteiro de cerca de 1,0 m3 e, no traseiro, vocacionado para escavação, de 0,2 m3. Robusta e simples, esta retroescavadora tem entre as suas aplicações a movimentação de terras e os trabalhos agrícolas e municipais.

A Rentalmoz mostrou em Beja vários tratores John Deere, entre os quais, alguns “representantes” da versátil Série 5M

RENTALMOZ COM OFERTA COMPLETA

Destinada ao segmento médio, das 8 a 9 ton., a Lonking 83C possui tração 4x4, conjugada com uma transmissão Carraro muito fiável

Também presente na área dedicada à maquinaria agrícola, a Rentalmoz, empresa de aluguer de equipamento pertencente ao grupo Tractomoz, levou à Ovibeja vários tratores John Deere para alugar, a começar na polivalente e versátil série 5M, com potências que vão dos 75cv (5075M) aos 130cv (5130M), especialmente vocacionada para explorações pecuárias e de agricultura mista. Também presente, o mais potente e tecnológico 6R, o qual se destaca pelo desempenho intensivo, tanto em campo, como no transporte. Além do conforto topo de gama e elevadas valências para a agricultura de precisão. Ao serviço do agricultor, tecnologias como o AutoTrac , Section Control , ISOBUS , JDLink , autoguiamento RTK e automação de cabeceiras. Assim como os novos ecrãs G5/ G5Plus , mais rápidos e intuitivos. Igualmente em estreia, os robôs telecomandados da marca Axionss, ADX-500 e e ADX-1000, o primeiro equipado com barra de corte com facas, e o segundo com martelos. Ambas a combinar o motor a combustão para locomoção e corte, com a componente elétrica empregue no controlo remoto (o operador pode estar até 800 m de distância, a ADX-500 surge como uma proposta ideal para limpar mato em terrenos inclinados e perigosos, graças aos seus 40-50cv e uma largura de corte entre os 80 e os 100 cm, enquanto a ADX-1000 apresenta mais potência (80-100cv), maior capacidade de corte (100-120 cm) e maior robustez, de forma a conseguir enfrentar tarefas ainda mais difíceis e pesadas.

Acabados de chegar à Rentalmoz, os telecomandados da Axionss apontam à floresta e aos terrenos mais perigosos, inclusive, com pendentes até aos 45 graus

MAQUICORREDORA E SULCATE PEÇAS

Soluções compactas em destaque

A Maquicorredora e a Sulcate Peças marcaram presença na Ovibeja 2026 com uma ampla gama de soluções compactas, com destaque para a mini pá-carregadora de rastos triangulares equipada com um vibrador e colhedor de azeitona, conjunto proposto a preço muito competitivo.

AMaquicorredora e a Sulcate Peças centraram a sua presença na Ovibeja 2026 nas soluções compactas para a agricultura, olival e manutenção de explorações, com destaque para a MB Loaders CDM315T, uma mini pá-carregadora de rastos triangulares que, no modelo exposto, estava equipada com um vibrador e colhedor de azeitona. O conjunto assume-se como a principal novidade no espaço das empresas lideradas por Inácio Mira, chamando a atenção pela configuração compacta e elevada manobrabilidade em espaços reduzidos.

mini-escavadoras Vanse VS-27 e VS-18SR. Como é hábito, a Sulcate Peças incluiu ainda materiais de desgaste, como lubrifi cantes, peças técnicas e material de desgaste para maquinaria agrícola.

Segundo Inácio Mira, “um dos principais argumentos desta solução passa pelo seu posicionamento comercial, já que estamos a propor o conjunto com um preço muito apelativo”, fator relevante para produtores que procuram alternativas compactas e acessíveis para mecanização do olival.

Além da CDM315T, o espaço da Maquicorredora e da Sulcate Peças integrou também outros equipamentos compactos direcionados para trabalhos agrícolas e manutenção de explorações, como as

O robot corta-mato telecomandado Arvipo DRM-70 Brushless despertou a atenção dos visitantes

Outro dos equipamentos que despertou muita curiosidade entre os visitantes foi o robot corta-mato telecomandado Arvipo DRM-70 Brushless, solução concebida para trabalhos de limpeza e destroçamento em zonas de difícil acesso, taludes e terrenos com inclinações acentuadas.

Durante a feira, Inácio Mira destacou igualmente a flexibilidade da empresa e a “capacidade de adaptação das soluções comercializadas às necessidades dos clientes, tanto ao nível da configuração dos equipamentos como às diferentes aplicações possíveis”

O grande destaque no espaço da Maquicorredora era a mini pácarregadora MB CDM 315T com um sistema de rastos triangular e equipada com um vibrador colhedor de azeitona

MAQUICORREDORA PASSA A REPRESENTAR OS ATV HISUN

A Maquicorredora aproveitou a Ovibeja 2026 para apresentar a gama ATV da Hisun, marca que passa agora a integrar a oferta da empresa. No stand esteve em destaque o Hisun Guardian 600 L EPS, com 40 cv de potência equipado com direção assistida elétrica EPS. A oferta Hisun inclui ainda modelos de 300 cc, destinados a utilizações mais ligeiras, e versões intermédias de 450 cc, permitindo assim responder a diferentes necessidades de utilização. Como destaca Inácio Mira, “estes veículos começam a ganhar importância em tarefas como a inspeção de pivots, acompanhamento de sistemas de rega e deslocações em terrenos difíceis ou zonas estreitas, onde os tratores convencionais apresentam maiores limitações”

Os ATV Hisun são outra das novidades da Maquicorredora e Sulcate Peças.A gama compreende variantes dos 300cc aos 600cc

OVIBEJA 2026

EM

IMAGENS

A 42.ª edição da Ovibeja abriu as portas no Parque de Feiras e Exposições de Beja, com a participação, no domínio da maquinaria agrícola, de vários concessionários e representantes. A revista Abolsamia recorda, em imagens, alguns dos participantes que, juntamente com empresas já conhecidas como a Linde, a Mecânica 3 Hortas, a Samurai, a SIVA e a TMC Cancela, procuraram aumentar o interesse no evento.

abolsamia maio / junho
SERRAUTO
PALMAC
IRMÃOS LUZIA AGRO 121 QUINTAREPAIR

…Por nossa causa, cada milímetro conta. O HORSCH Maestro TV/TX é um semeador monogrão compacto montado nos 3 pontos. Com chassis telescópico, distância entre linhas variável e conversão rápida, é ideal para campos pequenos e culturas especiais.

VEJA MAIS AQUI
EASY MOTOS
AGROVISUL
LAMPREIA

Ver o que os olhos não conseguem J. Inácio

A J. Inácio oferece ao seu cliente um apoio transversal ao negócio agrícola — e dedica-se ao que mais impacto tem: ajudar a tomar melhores decisões no campo. Porque nem sempre conseguimos ver a diferença entre zonas de uma mesma parcela, e muito menos agir em conformidade com o que cada uma precisa. É para responder a esse desafio que a empresa integra no seu serviço a análise multiespectral com drone e a prescrição de aplicação com taxas variáveis (VRT) — ferramentas que transformam dados invisíveis em ações concretas e mensuráveis.

Há problemas numa cultura que só se tornam visíveis quando já é tarde demais. Uma zona com rega em fuga, um ataque de míldio a iniciar-se, um conjunto de bacelos que não pegaram por causa de um tipo de solo diferente — situações que, identificadas a tempo, têm solução. Ignoradas, têm custo. É para responder a esse desafio que a J. Inácio integrou no seu portefólio de serviços o drone DJI Mavic 3 Enterprise Multispectral, equipado com sensor que capta quatro espectros de luz distintos mais RGB. Esta combinação permite gerar mapas de índices de vegetação como o NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), produzindo uma análise detalhada do estado fisiológico de cada zona do campo, muito antes de qualquer sintoma se tornar visível a olho nu.

à decisão agronómica

O processo começa com o voo. O drone percorre o terreno e recolhe os dados espectrais. Esses dados são depois processados no software Pix4D, que gera os mapas de vegetação e permite identificar variações no estado das plantas — diferenciando zonas saudáveis de zonas com stress hídrico, carências nutricionais, ataques de pragas ou doenças. A leitura é feita através da clorofila: a capacidade de reflexão da luz em determinados comprimentos de onda revela, com precisão, como cada planta está a responder às condições do terreno e da cultura. Ao contrário de uma inspeção visual a pé, o drone cobre dezenas de hectares num único voo, produzindo informação georreferenciada e objetiva. O que é feito com essa informação é sempre uma decisão do cliente. A J. Inácio identifica as zonas problemáticas, analisa os mapas e elabora uma prescrição eletrónica — um mapa que define que quantidade de produto deve ser aplicada em cada zona do terreno. O agricultor decide o quê e quanto aplicar; a tecnologia garante que cada área recebe exatamente o que precisa.

Qualquer cultura, no momento certo

O serviço não está limitado a um tipo de cultura. Já foi utilizado em vinhas, cevada, arroz, trigo e milho — e é adaptável a qualquer cultura verde. O que muda é o momento ideal para o voo: cada cultura tem uma fase fenológica em que a análise multiespectral é mais informativa, e a J. Inácio orienta o cliente nessa decisão. A frequência dos voos é definida conforme as necessidades: pode ser um voo pontual para resolver uma questão específica, ou um acompanhamento mais regular ao longo da campanha. Não há um modelo único — há uma resposta adaptada a cada caso.

Ver primeiro, decidir melhor

O que este serviço representa, no fundo, é uma mudança na forma como se tomam decisões agronómicas: em vez de reagir ao visível, antecipa-se o problema. Em vez de percorrer o campo à mão, lê-se o campo num mapa. Em vez de aplicar de forma uniforme sem saber o que cada zona precisa, aplica-se com precisão, com base em dados reais. A J. Inácio não substitui o saber do agricultor — o cliente continua a ser quem decide o que fazer e em que quantidades. O que a empresa oferece é a informação que torna essa decisão mais fundamentada, mais rápida e, no final, mais rentável.

Texto Luís Seatra

Da análise à aplicação com taxas variáveis

A integração com o Operations Center da John Deere fecha o ciclo. O Pix4D tem parceria direta com esta plataforma online gratuita, onde os tratores do cliente são monitorizados em tempo real através do sistema JDLink — uma unidade de telemetria que envia dados de localização, consumos e operações para a nuvem. A partir do Operations Center, é possível enviar uma ordem de trabalho diretamente para o trator: qual é a parcela, quais são as quantidades a aplicar em cada

talhão, e em que zonas. O trator recebe a informação via internet — ou numa pen, se necessário — e quando o operador entra no talhão, aparece uma mensagem no monitor a perguntar se quer aceitar a ordem de trabalho. A partir daí, com as alfaias ISOBUS adequadas, a máquina trabalha de forma autónoma: conduz o percurso e vai ajustando automaticamente as doses de aplicação conforme o mapa de prescrição indica. Sem necessidade de intervenção manual. Sem desperdício. Sem erros.

Caso real: 130 hectares de vinha e o mapa que substituiu semanas de trabalho
Um exemplo concreto: 2.800 kg de adubo, cinco zonas, uma cultura nivelada

Num pivô de rega, um cliente tinha 2.800 kg de adubo foliar para aplicar — e queria gastá-los todos, mas de forma diferenciada, porque havia zonas da cultura mais afetadas por chuvas intensas no início da campanha, com plantas que ficaram atrás no desenvolvimento. Fez-se o voo multiespectral. Os mapas revelaram claramente as zonas mais atrasadas e as que estavam em boas condições. Dividiu-se o campo em cinco zonas de aplicação, com doses diferentes para cada uma. As plantas mais atrasadas receberam mais; as que estavam equilibradas, menos. No final, a cultura recuperou a homogeneidade — que é, afinal, o objetivo: colher um campo uniforme, sem zonas que puxem a média para baixo.

Um dos casos mais ilustrativos do serviço foi realizado numa exploração vitícola de grande dimensão. A propriedade tinha cerca de 130 hectares de vinha e apresentava vários problemas conhecidos: falhas de rega, zonas com drenagem deficiente e, numa área de plantação recente de bacelos, uma taxa elevada de mortalidade de plantas. O voo multiespectral permitiu, num único dia, identificar com precisão:

• As zonas com fugas no sistema de rega — localizadas no mapa e acessíveis via telemóvel com geolocalização, o que evitou semanas de inspeção manual carreira a carreira;

• As zonas com drenagem insuficiente, foram detectadas pelo indice NDWI (Normalized Difference Water Index) que apresenta valores altos em conjugação com NDVI com valores baixos, muitas vezes localizadas em depressões topográficas;

• Os bacelos mortos e vivos, com contagem individual de plantas e delimitação das zonas onde o replantio seria necessário — e onde o solo teria de ser tratado antes disso, com reforço de matéria orgânica, porque a própria cor do terreno nessas zonas revelava condições adversas ao enraizamento. Numa exploração que julgava ter próximo de 130 hectares em plena produção, concluiu-se que apenas cerca de 80 hectares estavam a produzir como previsto.

Uma diferença com impacto direto no planeamento agronómico e económico da exploração.

A eficiência como argumento definitivo

Nos ensaios independentes DLG PowerMix, o Massey Ferguson MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power destacou-se como a referência de eficiência no seu escalão de potência. Mais do que um bom resultado, os números traduzem uma realidade muito concreta e impactante no campo: é possível fazer o mesmo trabalho, ou mais, com menos gasóleo.

Num mercado onde a potência deixou de ser, por si só, um fator decisivo, a eficiência energética passou a pesar cada vez mais na decisão de compra dos agricultores e prestadores de serviços. E foi precisamente aí que o Massey Ferguson MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power se evidenciou nos ensaios DLG PowerMix.

Os testes PowerMix, desenvolvidos e realizados pela Sociedade Alemã de Agricultura (DLG), não são uma simples medição de consumo em vazio ou num ponto isolado de trabalho, mas um retrato bastante fiel e credível daquilo que o trator faz numa utilização prática e realista. No caso do MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power, o resultado global em trabalho de campo foi de 241 g/kWh, o melhor valor do grupo considerado na classe dos 210 kW +/- 20 kW. Em transporte, o valor registado foi de 334 g/kWh, igualmente muito competitivo face ao universo de tratores testados nesta faixa de potência.

RESULTADOS DLG POWERMIX

• Eficiência em campo: 241 g/kWh

• Eficiência em transporte (40 km/h): 334 g/kWh

• Consumo em campo: 5,4 L/ha

• Débito de trabalho: 9,9 ha/h

• Transporte*: 3,9 L/100 tkm | 984 tkm/h

• Melhor registo em ensaio: 225 g/kWh

* Em transporte, o trator consegue mover 984 toneladas por quilómetro em cada hora de trabalho, com um consumo de 3,9 litros por 100 toneladas transportadas por quilómetro.

Apetite de “passarinho”

Estes números ganham ainda mais importância quando se traduzem em indicadores de exploração. No campo, o MF registou um consumo médio de 5,4 L/ha e uma capacidade de trabalho de 9,9 ha/h. Em transporte, o consumo ficou-se pelos 3,9 L/100 km, com uma capacidade de carga de 984 tkm/h a 40 km/h. Dito de outra forma, estamos perante um trator que impressiona pela forma como transforma potência em trabalho útil.

A leitura dos vários ciclos do ensaio mostra também consistência. Nas aplicações de tração pesada, como lavoura ou cultivo intensivo, o consumo médio situou-se em torno de 245 g/kWh. Em tarefas acionadas pela TDF, os registos foram ainda mais interessantes, com valores de 234 g/kWh em TDF pesada e 230 g/ kWh em TDF média. Num dos ciclos mais favoráveis, o trator baixou mesmo aos 225 g/kWh, sinal claro de um conjunto motor-transmissão muito bem afinado. É aqui que a nova transmissão Dyna E-Power assume um papel central. Sendo uma caixa de dupla embraiagem, reduz perdas em trabalhos de tração contínua e ajuda a explicar por que razão esta versão surge à frente da variante de transmissão contínua. O próprio comparativo com o MF 8S.265 Xtra com a caixa Dyna-VT ajuda a perceber essa diferença. No relatório DLG correspondente, a versão VT registou 247 g/kWh em campo e 361 g/kWh em transporte, com 5,5 L/ha de consumo e 10,0 ha/h de débito de trabalho. São números sólidos, mas que confirmam

Texto Rui Reis

O QUE SÃO OS TESTES

O espaço deixado entre a cabine e o motor (ProtectU) permite isolar mais eficazmente a espaçosa e luminosa cabine

Motor

• AGCO Power, 6 cilindros, 7,4 litros

• Potência nominal: 189 kW / 204 kW (Boost)

• Potência máxima: 195 kW / 210 kW (Boost)

• Binário máximo: 1.170 Nm

• Norma emissões: Stage V (SCR + DOC + catalisador de partículas)

• Regime nominal: 1950 rpm

Transmissão

• Dyna E-Power (DCT) – dupla embraiagem

• 28 velocidades à frente / 28 atrás

• Velocidade máxima: até 53 km/h

TDF

• Potência máxima: 190 kW

• Regimes: 540 / 540E / 1000 / 1000E

Hidráulico

• Sistema CCLS (load sensing)

• Caudal: 150 L/min (até 275 L/min opcional)

• Pressão máxima: 200 bar

Capacidade de elevação

• Traseira: 8.700 kg (ordem de grandeza)

Dimensões e pesos

• Distância entre eixos: 3.050 mm

• Peso em vazio: 9.600 kg

• Peso máximo admissível: até 16.000 kg

Capacidades

• Depósito de combustível: 460 L

• AdBlue: 43 L

a vantagem da Dyna E-Power quando o objetivo é maximizar eficiência pura, sobretudo em trabalhos de esforço prolongado.

Motor AGCO muito eficiente

Convém sublinhar ainda que esta vantagem não resulta apenas da transmissão. O motor AGCO Power de seis cilindros com 7,4 litros de cilindrada, mostra uma grande capacidade para trabalhar a regimes contidos sem penalizar o rendimento. No ensaio à TDF, o trator atingiu cerca de 190 kW de potência máxima, enquanto no ponto de binário máximo apresentou um consumo específico da ordem dos 215 g/kWh, o que revela uma faixa de utilização muito interessante para quem procura produtividade sem muitas rotações.

Os ensaios DLG PowerMix são, atualmente, uma das referências internacionais na avaliação da eficiência de tratores. Desenvolvido pela Sociedade Alemã de Agricultura (DLG), este protocolo permite comparar máquinas em condições controladas, mas com forte aproximação à utilização real. O teste baseia-se em 14 ciclos padronizados, que simulam diferentes tipos de trabalho agrícola, combinando cargas parciais e totais. O objetivo é medir, de forma consistente e comparável, o consumo de gasóleo e AdBlue, a potência disponível e a eficiência global do trator. Outro ponto relevante é a repetibilidade: todos os testes são realizados em banco de ensaio, com condições controladas, o que permite comparar diretamente diferentes marcas e modelos dentro da mesma classe de potência. Na prática, os resultados, expressos sobretudo em g/kWh, traduzem quanta energia o trator consome para produzir trabalho. Quanto mais baixo o valor, maior a eficiência.

Bom ambiente a bordo

A isto junta-se a arquitetura própria da conceção da série 8S Xtra. O conceito Protect-U, com o espaço entre motor e cabina, não é apenas um elemento de design: contribui para isolar calor, ruído e vibrações, melhorando o ambiente de trabalho do operador. E, quando um trator desta potência passa muitas horas por dia em campanha, esse conforto deixa de ser um mero detalhe para passar a fazer parte da equação de eficiência.

Para o agricultor ou empresário agrícola, a conclusão é simples: o MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power exige menos combustível por hectare e faz mais trabalho por hora. Num segmento em que, especialmente agora, cada litro de gasóleo pesa muito no orçamento, esses são argumentos que fazem (toda) a diferença na rentabilidade.

Este trator da Massey Ferguson está equipado com um motor AGCO de seis cilindros e 7,4 litros de cilindrada com 286 cv de potência máxima com modo de boost

Zoomlion aposta nas potências médias

para

crescer em Portugal

Com uma gama de tratores Stage V e uma estratégia focada nas potências médias, a Zoomlion prepara a entrada no mercado português, através da Agricortes. A aposta passa por combinar robustez, autonomia, hidráulico e diferentes soluções de transmissão, apontando à agricultura profissional.

AZoomlion apresenta para a Europa uma gama de tratores 75-410cv, com motores em conformidade com a norma europeia Stage V e uma oferta com diferentes soluções de transmissão.

Para o mercado português, o interesse está na cobertura do segmento de maior peso (potências médias) e na possibilidade de escalar para gamas superiores, em função das necessidades de tração, hidráulico e capacidade de elevação.

Em Portugal, a marca é representada pela Agricortes, importador que trabalha com uma rede alargada e com presença no terreno, fator determinante para uma resposta rápida na assistência ao longo da campanha.

Gama Stage V com foco na gama 75-130cv, sem híbridos para já

Apesar da Zoomlion possuir uma família D Series (Hybrid CVT) na sua arquitetura de produto, estas

versões híbridas não estão, para já, previstas para chegar ao mercado português. Na prática, a oferta disponível vai centrar-se nos modelos de configurações mecânicas, power shuttle e powershift, que compõem o núcleo da marca.

Quatro famílias de transmissão para perfis de utilização distintos

A gama é organizada por séries, em função do tipo de transmissão:

• R: caixa mecânica sincronizada (Mechanical Synchronizer Shift)

• C: t ransmissão power shuttle

• P: transmissão partial powershift

• D: CVT híbrida — não disponível, para já, no nosso mercado

Na prática, esta segmentação permite posicionar o produto, desde explorações que privilegiam simplicidade e custo de utilização (mecânica sincronizada), até operações que exigem maior conforto de manobra e produtividade em ciclos de carga/descarga e transporte (power shuttle/powershift).

Exemplo de configuração no segmento de 75cv: foco em tracção, autonomia e elevação

No patamar de entrada, um trator de 75cv é apresentado como solução polivalente para mobilização, transporte e trabalhos com alfaias de pequena e média dimensão. Entre as características técnicas destacadas encontram-se:

• Peso mínimo de 3.375 kg, favorecendo a tracção e a estabilidade

• Motor 4 cilindros, 3,6 L, turbo e pós-arrefecido

• Depósito de combustível de 110 L, com indicação de autonomia para ≥10 horas de operação contínua

• Transmissão 12F+12R (sincronizada)

• Caudal hidráulico de 47 L/min

• Capacidade de elevação de 36 kN no elevador traseiro (nas extremidades dos tirantes inferiores)

• Controlo de esforço e posição, ajustáveis de forma independente

Este tipo de especificação aponta para utilização com charruas de 3 ferros e alfaias combinadas, bem como reboques basculantes em transporte rodoviário.

Segmento médio: mais peso, mais hidráulico e maior capacidade de trabalho

Nas gamas intermédias, a proposta reforça três eixos que tendem a pesar na decisão do cliente profissional:

• Tracção: aumento do peso operacional e possibilidade de lastro, para melhor transferência de potência ao solo

• Autonomia: depósitos de maior capacidade (com referência a configurações até 200 L), reduzindo paragens para reabastecimento

• Hidráulico e elevador: caudais superiores (referência a 60 L/min em plataformas médias) e capacidades de elevação mais elevadas (referência a 50 kN), para trabalhar com alfaias mais exigentes

Em paralelo, surgem soluções de transmissão power shuttle e sincronizado, orientadas para ciclos com muitas inversões de marcha e para operações onde a rapidez de manobra e a consistência do ritmo de trabalho são determinantes.

Gamas altas (até 410cv): foco em capacidade hidráulica, conforto e tecnologia de operação

No topo da oferta, a estratégia aponta para tratores de maior potência, orientados para operações de grande escala e para utilização com alfaias de elevada exigência. Entre os pontos referidos na documentação, destacam-se:

• Caudais hidráulicos elevados (referências até 160–227 L/min, consoante a plataforma)

• Saídas hidráulicas com regulação individual de caudal e tempo

• Velocidades máximas 40/50 km/h (dependendo da configuração)

• ISOBUS como elemento de compatibilidade com alfaias

• Cabina com enfoque em ergonomia e visibilidade, incluindo instrumentação digital e iluminação de trabalho LED

• Alfaias: oferta complementar para mobilização, preparação e sementeira

Assistência e pós-venda serão decisivos em Portugal

Para além da ficha técnica, a entrada e consolidação no mercado português dependerá de três factores práticos: rede e capacidade de pós-venda, disponibilidade real de configurações e homologações, bem como adequação das especificações às alfaias mais utilizadas no terreno.

Com um conhecimento profundo do mercado nacional, a Agricortes participou na definição da estratégia da Zoomlion para Portugal

Num mercado cada vez mais orientado para serviço e disponibilidade, a competitividade mede-se tanto na potência como na capacidade de garantir operação contínua ao longo da campanha. Nesse contexto, a experiência da Agricortes no acompanhamento técnico e na proximidade ao cliente poderá assumir um papel determinante na afirmação da Zoomlion em Portugal.

A portuguesa Agricortes é a ponta da lança com que a Zoomlion pretende conquistar o mercado português das médias potências

José Carlos Moreno, sóciogerente da Tractorminho, aposta no reforço da identidade da TM Parts identificando as peças vendidas pela marca portuguesa

TM PARTS

Valorizar a confiança como um ativo diferenciador

Num mercado cada vez mais competitivo e em clara transformação, a Tractorminho aposta na TM Parts para reforçar uma posição clara: maior proximidade ao cliente profissional, abordagem multimarcas e a valorização de um ativo que lhe é reconhecido ao longo de mais de quatro décadas de atividade: a confiança.

Uma máquina parada continua a ser um dos maiores inimigos da rentabilidade agrícola. Mas hoje, mais do que nunca, o problema não está apenas na avaria, está no tempo de resposta, na disponibilidade de peças, no custo da reparação e na confiança na solução aplicada. É neste contexto tão desafiante que a Tractorminho tem vindo a consolidar a TM Parts como peça central da sua estratégia. Mais do que uma marca própria, esta nasce de mais de quatro décadas de experiência, de contacto diário com o setor e de uma leitura muito

próxima das necessidades de quem repara, vende e utiliza máquinas agrícolas.

Abordagem multimarcas

O preço conta, mas não é o único fator de decisão. Uma peça mais barata pode tornar-se cara se falhar cedo, provocar nova paragem ou comprometer a confiança do cliente

A opção por uma abordagem multimarcas é, desde logo, estrutural. Num parque de máquinas diverso, que cruza diferentes gerações, tecnologias e origens, a capacidade de resposta depende da flexibilidade. A TM Parts nasceu precisamente para dar essa cobertura, com soluções em áreas críticas como motores, transmissões, hidráulica e componentes de desgaste, mantendo o equilíbrio entre a disponibilidade, o preço e a qualidade.

Mas, como explica José Carlos Moreno, sócio-gerente da Tractorminho, “o contexto atual obriga a mais do que isso. A dinâmica concorrencial intensificou-se e trouxe consigo novos modelos de atuação, mais agressivos e com maior capacidade de escala”. Ao mesmo tempo, começam a esbater-se algumas fronteiras tradicionais do setor, com uma aproximação progressiva ao cliente final.

Hoje o mercado apresenta novos níveis de pressão ao nível de preços, condições de fornecimento e

rapidez de entrega, obrigando os operadores a uma gestão mais criteriosa e a uma leitura constante do terreno. Esta capacidade de adaptação permanente é um dos atributos da TM Parts.

Uma visão de futuro, com futuro

Mas a marca portuguesa representa também uma visão clara sobre o futuro do setor do pós-venda agrícola: a defesa da liberdade de escolha.

A Tractorminho acumula quatro décadas de experiência no setor e a TM Parts é uma peça chave na estratégia de futuro da empresa

A TM Parts nasceu como uma marca capaz de oferecer soluções em áreas como motores, transmissões, hidráulica e componentes de desgaste

De veios de transmissão a peças de desgaste rápido, a TM Parts tem um portefólio alargado de soluções multimarca

“O cliente deve poder escolher onde compra, o que compra e em que condições compra. Deve decidir com base na qualidade, no preço, na disponibilidade, no serviço e na confiança no fornecedor. A concentração da oferta pode trazer escala, mas também pode reduzir alternativas, limitar a margem de negociação e criar pressões pouco saudáveis no mercado”, afirma José Carlos Moreno.

No setor agrícola, esta questão merece atenção especial. A agricultura vive de tempos curtos, campanhas, sazonalidade e decisões rápidas. Uma oficina ou um retalhista que perde alternativas, perde também capacidade de resposta perante o agricultor. E quando o mercado fica excessivamente dependente de poucos operadores, todos ficam mais vulneráveis: quem repara, quem vende, quem distribui e, no fim da cadeia, quem trabalha a terra. Essa é uma das diferenças que a empresa quer continuar a afirmar. A TM Parts não ambiciona ser apenas um fornecedor de peças. Ambiciona ser uma solução de confiança para o cliente profissional.

Para José Carlos Moreno, “o preço conta, mas não é o único fator de decisão. Uma peça aparentemente mais barata pode tornar-se cara se falhar cedo, provocar uma nova paragem ou comprometer a confiança do cliente”. Por isso, a TM Parts procura ser muito exigente na escolha, no acompanhamento e na responsabilidade associada aos produtos que comercializa. “Selecionamos fornecedores com critérios exigentes e acompanhamos o desempenho dos produtos. Em alguns casos, os parceiros industriais têm ligação ao fornecimento de primeiro equipamento, reforçando a qualidade e a consistência técnica das soluções disponibilizadas”, explica o sócio-gerente da Tractorminho.

Reforçar a identidade TM Parts

Um dos vetores menos visíveis, mas estratégicos, é o reforço da identidade da marca TM Parts. A empresa tem vindo a apostar na identificação dos produtos que comercializa, numa lógica de valorização do seu papel na cadeia de valor e de maior reconhecimento no mercado. O capital de imagem e a reputação da Tractorminho, construído ao longo de décadas e associado a projetos reconhecidos no setor, constitui hoje um elemento diferenciador. Para oficinas e profissionais, essa confiança traduz-se num menor risco operacional e numa maior previsibilidade no serviço prestado.

Farvoli celebra 10 anos de crescimento e inovação

Cerca de 500 clientes, parceiros e colaboradores juntaram-se, no passado dia 18 de Abril, para comemorar o 10º aniversário da Farvoli. A celebração marcou uma década de atividade da empresa fundada em 2016 pelos sócios-gerentes Marco Nunes e Bruno Mendonça, dedicada ao desenvolvimento e comercialização de máquinas para a recolha mecanizada de azeitona e amêndoa. Ao longo dos últimos anos, a empresa tem consolidado a sua presença no mercado nacional e também em Espanha, tendo como pilares a inovação, a qualidade e a melhoria contínua.

Desde 2020, a Farvoli conta com certificações ISO 9001 e ISO14001, que reforçam o compromisso com a qualidade dos processos e a sustentabilidade ambiental.

No âmbito da estratégia de expansão da marca, encontra-se em curso a construção de uma filial em Estremoz, destinada a reforçar a capacidade operacional da empresa no Alentejo.

Pöttinger estreia novo semeador Aerosem M

A Pöttinger lançou um novo semeador pneumático AEROSEM M, desenvolvido para aumentar a precisão e a eficiência na sementeira. O equipamento dispõe de sistema inteligente de distribuição IDS, capaz de controlar individualmente cada saída de sementes, permitindo maior uniformidade e adaptação a diferentes estratégias agrícolas. A máquina pode ser equipada com depósito simples ou duplo, alcançando uma capacidade máxima de 2.000 litros. Os discos DUAL DISC modificados asseguram, por seu lado, colocação precisa das sementes, mesmo em solos argilosos ou com resíduos vegetais. Segundo a fabricante, o modelo melhora a produtividade, reduz custos operacionais e garante elevado rendimento nas culturas.

Afonso & Irmãos fecha parceria com a Yamaha

A Afonso & Irmãos reforça a sua estratégia de diversificação ao estabelecer uma parceria com a Yamaha, tornando-se concessionário oficial da marca japonesa nos buggies e moto4. “Temos assistido a uma procura crescente por veículos utilitários e recreativos capazes de responder a diferentes contextos”, afirma o CEO da Afonso & Irmãos, Diogo Afonso, acrescentando que a decisão resulta de “uma leitura muito atenta da evolução

do mercado e das necessidades reais dos clientes”.

A opção pela Yamaha decorre do posicionamento da marca nipónica, descrita como “sólida, reconhecida mundialmente e com provas dadas em termos de fiabilidade, inovação e desempenho”, sendo que, para a empresa, é também um passo em prol do “crescimento, diversificação e futuro”. Com esta parceria, a Afonso & Irmãos procura

reforçar a sua presença na região e afirmar uma ambição clara: “queremos liderar as vendas de UTV’s e ATV’s”, apostando na proximidade ao cliente e na qualidade do serviço prestado.

Da parte da Yamaha Portugal, o responsável pela divisão Outdoor Land Vehicles (OLV) , Vicente Gomes da Silva afirma "que estamos muito otimistas relativamente ao trabalho que a Afonso & Irmãos irá desenvolver na região de Trás-os-Montes", "uma equipa muito competente, motivada e com um historial de sucesso, o que nos dá total confiança"

New Holland e IEFP juntos no combate à falta de mão de obra qualificada

Há muito que o problema está identificado: faltam técnicos e faltam bases de qualificação na mecanização agrícola. A resposta chega agora através da Academia New Holland by IEFP, um programa lançado em Évora para qualificar novos profissionais, encurtar a curva de aprendizagem e ajudar a tornar a profissão mais atrativa.

New Holland em Portugal, João Pedro Rego, foi muito direto ao descrever o cenário: “há zonas do país onde estão a contratar pessoas quase sem bases, sem as noções mais elementares.”

Afalta de técnicos qualificados deixou há muito de ser uma queixa pontual para passar a ser um dos problemas mais sérios da mecanização agrícola em Portugal. Os concessionários precisam de gente. As oficinas precisam de pessoas. E, sobretudo, precisam de profissionais que cheguem com bases mínimas para trabalhar num universo técnico cada vez mais exigente, onde já não basta apenas ter “jeito para a mecânica”.

Foi precisamente a partir da identificação dessa necessidade que nasceu a Academia New Holland by IEFP, apresentada em Évora, numa parceria entre a New Holland e o Instituto do Emprego e Formação Profissional. A primeira edição integra 12 formandos e assenta num percurso formativo com 500 horas de formação teórico-prática, complementadas por 210 horas em contexto de trabalho.

Uma resposta desenhada a partir do terreno

A ideia não surgiu por acaso. Resulta de uma dificuldade concreta sentida também pelos concessionários da marca, que há muito procuram técnicos para reforçar oficinas e serviços de assistência. Na apresentação do projeto, o Delegado de Serviço da

João Pedro Rego, delegado de serviço da New Holland, e Paula Caeiro, diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora, apresentaram o projeto de parceria aos presentes

É aqui que a Academia procura fazer a diferença. Mais do que dar formação, a intenção é criar uma estrutura sólida para que os novos técnicos cheguem às concessões com outro nível de preparação. “O objetivo é fornecer as bases essenciais para a mecânica, eletrónica e hidráulica, para que os técnicos sejam mais produtivos quando entram numa concessão”, explicou João Pedro Rego.

A questão é simples, “o modelo antigo, em que um

Fotografia Tozé Canaveira
Texto Rui Reis
Esteve lá!

jovem entrava numa oficina e aprendia durante anos ao lado dos mais experientes, deixou de responder ao ritmo atual. As máquinas evoluíram, os sistemas multiplicaram-se e o tempo de adaptação encolheu.”

Formação de base, mas com os pés na realidade

O plano formativo foi desenhado para responder a essa urgência. Abrange mecânica, eletricidade, eletrónica, hidráulica, motores, sistemas de tratamento de gases de escape, ar condicionado e condução de máquinas agrícolas. Há ainda uma componente específica ligada à marca, com contacto direto com equipamentos, componentes e ferramentas de diagnóstico usadas no dia a dia da rede New Holland.

O diretor de Serviços de Emprego e Formação Pro -

para a jornada formativa

fissional da Delegação Regional do Alentejo, José Francisco Costa, alertou, por seu lado, para o facto de as profissões tradicionalmente vistas como manuais exigirem hoje competências tecnológicas cada vez mais fortes e uma ligação mais estreita entre a formação e o mercado de trabalho. Na mesma intervenção, sublinhou também a importância das parcerias entre entidades públicas e empresas, num setor em que a qualificação pode ser decisiva para a evolução das próprias atividades agrícolas na região.

Serviço, cliente e futuro

Do lado da New Holland, a aposta nesta Academia não se esgota na formação. Há aqui uma leitura prática do impacto que um técnico mais preparado pode ter no serviço prestado ao cliente. O Diretor Comercial da marca em Portugal, Miguel Espogeiro, resumiu a ideia numa frase simples e certeira: “um trator é uma máquina de trabalho e, se parar, a resposta tem de ser rápida e eficiente.”

Ao mesmo tempo, há aqui uma tentativa clara de tornar a profissão mais atrativa. O próprio Miguel Espogeiro reconheceu que ainda existe alguma resistência em olhar para esta área como uma opção de futuro, muito por força de ideias antigas sobre o trabalho em oficina. Mas a realidade já é outra: exige método, organização, capacidade técnica e atualização constante.

Essa mudança de perfil vê-se também entre os próprios formandos. Entre os 12 participantes desta

Os 12 formandos receberam da New Holland roupa de “trabalho”
O kit de boas-vindas oferecido pela New Holland incluía ainda blocos, canetas e pen, para além de calçado adequado e umas “jardineiras” de trabalho

O grupo de formandos teve oportunidade de conhecer as excelentes instalações do IEFP de Évora, com destaque para a sala das modernas máquinas CNC

primeira edição está Gabriela Murta, a única mulher do grupo. Bióloga de formação, com mestrado em agricultura e doutoramento em ciências agrárias, chegou a esta Academia com um objetivo claro: reforçar conhecimentos numa área que considera complementar ao seu trajeto. “O meu foco principal é a agricultura de precisão”, resumiu.

A presença de Gabriela ajuda a mostrar que o setor pode atrair perfis diferentes dos habituais, desde que consiga explicar melhor o seu conteúdo técnico, a sua evolução e o espaço que oferece para percursos profissionais menos lineares.

Já Carlos Maltês de 21 anos, colaborador num concessionário New Holland, vê nesta formação uma oportunidade para reforçar aptidões e aprender mais. A frase com que resumiu a escolha tem, no fundo, mais valor do que parece: “É uma área com futuro e com emprego garantido.”

Um projeto pioneiro, com ambição de continuidade

Do lado do IEFP de Évora, a iniciativa é vista como um caso pioneiro na área da mecanização agrícola. A diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora, Paula Caeiro, explicou que “o percurso foi construído em conjunto com a empresa, precisamente para responder a necessidades concretas

Agusti Garcia, responsável ibérico de formação técnica da New Holland, lembrou que esta é uma iniciativa inovadora de grande impacto para a empresa e para o setor da mecanização agrícola

José Francisco Costa, diretor de Serviços de Emprego e Formação Profissional da Delegação Regional do Alentejo, destacou a importância de promover uma ligação estreita entre o IEFP e as empresas

do mercado, numa área em que ainda não existia um modelo deste tipo dentro da formação desenvolvida pela instituição.”

A dimensão estratégica do projeto foi também sublinhada pelo responsável ibérico da formação técnica da CNH, Agusti Garcia, que enquadrou esta parceria como uma forma de garantir continuidade na entrada de novos técnicos e criar uma base de recrutamento para a rede, num setor que precisa urgentemente de renovar gerações e reforçar equipas.

Qualidade, experiência e dedicação ao seu lado desde 1974

apolinarios.pt

NEW HOLLAND T4.120 F AUTO COMMAND

Variação contínua num especializado de segmento premium

A New Holland alinha-se com a concorrência dos especializados de segmento premium ao disponibilizar nos seus modelos da série T4 F uma transmissão de variação contínua que foi desenvolvida internamente. Este modelo foi o vencedor da categoria ‘Specialized’ no TOTY 2026 e nós já o testámos.

Um dos T4.120 F que testámos ostentava já a nova combinação de cores que será progressivamente alargada a toda a gama da New Holland: Dynamic Blue e jantes cinza

Em junho, no evento de abertura do prémio Tractor of the Year, a marca propôs o T4.120 F Auto Command como candidato à categoria "TOTY Specialized 2026"

O lançamento oficial aconteceu em novembro, mas a revista abolsamia teve oportunidade de o testar, num evento restrito realizado em Basedow, na Alemanha, quando ainda estava sob embargo.

O New Holland T4.120 F acabaria por ser distinguido pelo júri como vencedor na categoria que estava a disputar.

Texto e fotos João Sobral

MOTOR

Capacidade / cilindros3600 cm3 / 4 cilindros

Potência nominal / máxima120 cv

Binário máximo / reserva518 Nm / 41%

Intervalo de manutenção 600 horas

TRANSMISSÃO

Tipo Variação contínua

Configuração 2 gamas

Regime do motor a 40 km/h1500 rpm

Regime do motor a 50 km/h1700 rpm

Velocidade máxima 50 km/h

HIDRÁULICO

Fluxo da bomba standard 115 L/min

Capacidade de elevação traseira 2520 Kg

Capacidade de elevação dianteira 1450 Kg

DIMENSÕES

Distância entre eixos 2180 mm

Distância ao solo 308 mm

Peso em vazio 3600 kg

Carga máxima admissível4900 kg

Motor

O motor FPT de 4 cilindros, com 3,6 litros de capacidade, dispõe de ventoinha reversível. Esta pode ser ativada por ordem do operador, quando necessário, ou então pode atuar segundo uma programação de tempo.

Nesta geração, o sistema de refrigeração foi aumentado na sua performance, sem comprometer a dimensão do capot e a visibilidade.

O depósito de combustível passa a ter uma capacidade de 104 litros (com o eixo TerraGlide) ou 95 litros (com o eixo SuperSteer). A manutenção é feita a cada 600 horas.

Transmissão Auto Command

A inclusão de uma caixa de variação contínua nesta série era, desde há muito, aguardada, sobretudo porque os principais concorrentes da New Holland no segmento premium de tratores especializados já dispunham desta especificação.

Quando a marca apresentou a atual geração dos T4 F, num evento realizado em Bolonha, no verão de 2022, a transmissão disponível era uma 32/16 com 4 relações, 4 gamas e 2 níveis de powershift. Agora, a New Holland alarga a oferta, ao desenvolver internamente uma transmissão CVT dedicada a esta série.

A nova transmissão Auto Command de duas gamas é semelhante à empregue na série T5, mas a dimensão dos componentes foi reduzida em 20% para ser

ao painel da cabine, que é agora de peça

acomodada no espaço disponível neste especializado. Destaca-se por permitir uma velocidade máxima de 50 km/h, a um regime de 1780 rpm, e por atingir os 40 km/h, a um regime de 1500 rpm.

Associado a esta transmissão está o sistema de travagem inteligente do reboque. Sempre que o trator opere com um reboque ou alfaia rebocada que disponha de travagem pneumática, se houver uma redução brusca da velocidade de avanço que resulte do conjunto motor/transmissão e não da atuação dos travões do trator, a travagem pneumática do equipamento rebocado será ativada. Esta solução aumenta a segurança em declives e protege a transmissão de forças externas impostas por equipamentos rebocados.

Os distribuidores ventrais estão posicionados junto
única

Teste em campo

O sistema hidráulico dispõe de estabilizadores ajustáveis a partir da cabine e comandos elétricos externos posicionados nos guarda-lamas

Hidráulico de 115 L/min

O sistema hidráulico é de centro fechado com sensor de carga, com a bomba a fornecer 115 L/min de fluxo. É possível configurar este modelo com até 5 distribuidores na traseira e 2+4 distribuidores em posição ventral, para dar resposta às tarefas que exijam alfaias combinadas.

Os estabilizadores podem ser configurados com ajuste hidráulico, tal como a barra de terceiro ponto.

Posto de condução e tecnologia

O apoio de braço SideWinder agrupa os principais comandos do trator e é no monitor IntelliView de 12” que o operador ajusta, programa e monitoriza as principais tarefas de campo.

O autoguiamento, a funcionalidade IntelliTurn, para

O T4.120 F conta com dois monitores digitais, um na coluna de direção e o outro instalado no painel direito da cabine

realizar em automático as manobras na linha de cabeceira, a transferência remota de dados, o ISOBUS de classe II e a funcionalidade TIM estão entre as tecnologias disponíveis.

Segurança e conforto

Este modelo dispõe de travões no eixo dianteiro, suspensão na cabine e assento pneumático. Quanto ao tipo de eixo, a marca propõe duas opções: eixo TerraGlide com suspensão e ângulo até 55° ou eixo SuperSteer que proporciona um ângulo de viragem até 76°.

Identidade de marca

Tal como a recém-renovada série T7, também os T4 F inauguram a nova cor Dynamic Blue – um azul metalizado de tonalidade mais escura –, que será progressivamente introduzida em futuros tratores New Holland. Esta cor faz parceria com jantes de cor cinza claro, em substituição das jantes de cor branca.

Apreciação

Na sessão de teste, experimentámos o New Holland T4.120 F Auto Command em estrada, com um atomizador rebocado da Nobili. Nesta tarefa, comprovámos que a experiência de condução que resulta da nova transmissão é semelhante à proporcionada pelos tratores New Holland Auto Command das séries con-

O apoio de braço SideWinder concentra os principais comandos, incluindo a alavanca multifunções e o joystick hidráulico

vencionais. Tratando-se de um especializado de dimensões compactas, destacamos a velocidade máxima permitida por esta transmissão, que permite alcançar os 50 km/h a um regime económico do motor. Numa segunda tarefa, testámos uma unidade do T4 F equipada com pneus Trelleborg PneuTrac, numa demonstração da funcionalidade IntelliTurn para automatização das manobras no final das linhas de vinha ou pomar. Equipada com o comprovado eixo SuperSteer, esta unidade impressionou pela agilidade e automatização das manobras no fim das linhas.

Disponibilidade

A New Holland Portugal já está a aceitar encomendas do T4 F Auto Command, sendo que as primeiras unidades para cliente deverão chegar ao nosso País no início de 2027.

HORSCH

A força da paixão pela

Agricultura e pela Inovação

Hoje em dia um dos principais fabricantes mundiais de máquinas agrícolas, a Horsch Maschinen GmbH nasceu na década de 80 do séc. XX, na Baviera, Alemanha, pela mão de Michael Horsch. Filho primogénito de Dankwart Horsch, um apaixonado pela terra… e pela sementeira direta, a inovação foi, desde o primeiro momento, característica indelével, tanto do fundador, como da própria empresa.

Fem 1998, o Horsch Fitz foi o primeiro centro de treinos de um fabricante de máquinas agrícolas, para agricultura. Em 2001, o Fitz já fazia parte do cenário de Sitzenhof

undada em 1984, na Alemanha, pelo mais velho dos seis filhos de Dankwart Horsch, um negociante e agricultor bávaro defensor da sementeira direta e da mobilização mínima, a Horsch Maschinen Gmbh foi criada numa fase em que a agricultura europeia começava a procurar soluções mais eficientes e sustentáveis para a mobilização do solo. Sendo que, desde o início, a empresa posicionou-se como uma referência na

AS PRINCIPAIS DATAS

inovação, apostando no desenvolvimento de equipamentos adaptados às novas exigências da agricultura de conservação, com especial enfoque na redução na mobilização do solo e na melhoria da produtividade.

De resto e logo nos primeiros anos, a Horsch destacou-se, precisamente, pelo lançamento de tecnologias pioneiras na área da sementeira direta e mobilização mínima, num período em que estas práticas ainda eram pouco difundidas na

Fundação da Horsch, com aposta clara em sistemas de cultivo sem lavoura. O semeador SeedExactor foi a máquina de estreia

Lançamento dos primeiros semeadores pneumáticos de grande largura, adaptados às grandes explorações. O PT12 foi o modelo do género, com uma largura de trabalho de mais de 12 metros

Chegada das gamas estruturantes: Terrano (cultivador), Tiger (mobilização profunda) e Pronto (semeador combinado)

Michael Horsch desenvolve o primeiro semeador para sementeira direta, focado na redução da mobilização do solo
Construído
Texto Francisco Cruz

A atual equipa dirigente da Horsch Maschinen GmbH, liderada pelo seu fundador (da esq. para a direita): Michael, Cornelia, Philipp Horsch, e Theodor Leeb

Europa. Entretanto, a aposta em investigação e desenvolvimento permitiu à empresa consolidar a sua reputação junto de agricultores e prestadores de serviços, acompanhando a evolução das explorações agrícolas para modelos mais intensivos e tecnologicamente avançados.

Expansão começa na década de 1990

A expansão internacional iniciou-se na década de 1990, com

Expansão do portefólio com máquinas como: Joker (grade de discos), Sprinter (semeador de dentes), Maestro (monogrão) e Avatar (sementeira direta), presente na foto

Michael Horsch, em Schwandorf, a montar aquele que seria o seu primeiro projeto de máquina agrícola: um semeador de milho com cobertura plástica

a entrada em novos mercados europeus e, posteriormente, na Europa de Leste, América do Norte e outros continentes.

Este crescimento foi sustentado pela diversificação do portefólio, que passou a incluir não só semeadores e cultivadores, mas também pulverizadores e soluções digitais, reforçando a capacidade da marca em oferecer respostas integradas às necessidades dos agricultores.

Atualmente, a Horsch é reconhecida como um dos principais fabricantes globais de maquinaria agrícola, mantendo uma forte ligação às suas origens familiares e ao espírito inovador que marcou a sua fundação.

Com presença em múltiplos mercados e uma estratégia centrada na eficiência, sustentabilidade e digitalização, a empresa continua a investir no desenvolvimento de tecnologias que respondam aos desafios da agricultura moderna.

A Horsch é representada em Portugal pela Lagoalva.

Anos 2000 2010–2015

Afirmação do conceito “one-pass”, com máquinas que permitem preparar e semear numa única passagem. O Focus TD é o modelo mais completo neste domínio

2011

Entrada na proteção de culturas com os pulverizadores Leeb, focados na precisão de aplicação. Na foto, o PT230, um dos primeiros pulverizadores automotrizes de alta precisão

Aposta na agricultura de precisão, digitalização e automação, mantendo o foco na eficiência e redução de custos operacionais

Atualidade

JER - JOVEM EMPRESÁRIO RURAL

Operacionalização é a proposta da AJAP

Os territórios rurais portugueses enfrentam, há várias décadas, um conjunto de desafios estruturais que colocam em causa a sua sustentabilidade económica, social e territorial. Entre os problemas mais evidentes destacam-se o despovoamento, o envelhecimento demográfico, a fragilidade do tecido económico e a concentração crescente de investimento e inovação nos principais centros urbanos. Este processo tem produzido um desequi líbrio profundo entre o litoral urbano e o interior rural, com consequências nefastas para a coesão territorial, a gestão do território, a sustentabilida de ambiental e a soberania alimentar. A perda de população ativa, especialmen te jovem e qualificada, gera um círculo vicioso; menos pessoas significa menos atividade económica, menor capacidade de inovação e menor capacidade de gestão do território, agravando fenóme nos como o abandono agrícola, a de sertificação económica e os incêndios rurais.

Ativos estratégicos e potencial do mundo rural

Apesar destas dificuldades, o mundo rural continua a possuir um conjunto de ativos estratégicos: re cursos naturais, património cultu ral, paisagens únicas, conhecimen to tradicional e novas oportunidades económicas associadas à inovação, à economia verde, à digitalização e às fontes de energia alternativas. Neste contexto, a revitalização do território rural depende, em grande medida, da capacidade de atrair e fixar jovens em preendedores, capazes de desenvolver

novas atividades económicas e de renovar o tecido empresarial local.

Renovação geracional e diversificação económica

A renovação geracional é hoje reconhecida como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento rural. O setor agrícola enfrenta uma das mais baixas taxas de rejuvenescimento da econo -

depende apenas da agricultura. A sua revitalização exige diversificação económica, incluindo atividades como o turismo rural, serviços e economia digital, energias renováveis, indústria criativa, economia circular e tecnologia aplicada ao território. O desenvolvimento destas atividades pode criar oportunidades económicas, aumentar o emprego qualificado e tornar os territórios rurais mais atrativos para jovens empreendedores. É neste contexto que surge a figura do Jovem Empresário Rural - JER.

Enquadramento legal do JER

O estatuto do JER foi formalmente criado em Portugal pelo Decreto-Lei n.º 9/2019, em janeiro, com o objetivo de promover o empreendedorismo nos territórios rurais e incentivar a instalação de jovens empreendedores. A regu-

do enquadramento legal existir desde o início de 2019, o estatuto nunca chegou a ser plenamente operacionalizado, permanecendo essencialmente como uma figura jurídica sem instrumentos efetivos de política pública associados.

Relevância

e reconhecimento do JER

Muitos têm sido os contributos políticos, institucionais, nacionais, regionais, locais, académicos e profissionais convergentes na ideia de que o JER constitui um instrumento relevante de política pública para o desenvolvimento rural. A sua pertinência resulta de vários fatores: combate ao despovoamento, diversificação económica, inovação e coesão territorial. Igualmente têm sido muitos os responsáveis que destacam a importância desta figura para a revitalização do interior rural e para a promoção da coesão territorial. Esses contributos podem ser comprovados nas últimas edições da revista Jovens Agricultores, da AJAP, em especial, nas edições n.º 144 e n.º 145: https://ajap.pt/revista-jovem-agricultor/.

Limitações atuais e necessidade de operacionalização

Apesar da sua relevância concetual, o estatuto do JER enfrenta ainda várias limitações que impedem a sua plena eficácia. Entre os principais obstáculos identificados encontram-se: ausência de linhas de financiamento específicas, falta de articulação entre programas nacionais e regionais, baixa notoriedade do estatuto, inexistência de mecanismos de acompanhamento e mentoria empresarial. Além disso, diversas políticas públicas dirigidas ao desenvolvimento do interior têm sofrido de dispersão de medidas e falta de coordenação estratégica, reduzindo o seu impacto real no território. Assim, a operacionalização do JER exige a criação de um programa estruturado, coerente e dotado de instrumentos concretos.

Proposta de operacionalização do JER

A operacionalização do JER deve assentar num Programa Integrado JER,

articulado com as políticas de coesão territorial, com instrumentos financeiros do Portugal 2030 e eventualmente outros. Este programa deve integrar quatro pilares principais:

→ Incentivos financeiros

A criação de avisos específicos para projetos promovidos por jovens empresários em territórios rurais, incluindo: apoio a fundo perdido, majorações territoriais automáticas, prémio à instalação, acesso a linhas de crédito bonificado com garantia pública. A previsibilidade plurianual destes instrumentos é essencial para atrair investimento qualificado.

→ Regime fiscal diferenciador

O programa deve incluir benefícios fiscais orientados para a fixação de jovens empreendedores, como: redução de IRS ou IRC, isenção parcial de contribuições para a Segurança Social e incentivos fiscais à reabilitação de imóveis destinados a atividades económicas.

→ Simplificação administrativa

A criação de um Balcão Único - Jovem Empresário Rural, que centralize: reconhecimento do estatuto, acesso a financiamento, apoio técnico, informação sobre licenciamento e regulamentação. Este mecanismo reduziria significativamente as barreiras burocráticas enfrentadas pelos empreendedores.

→ Rede de capacitação e acompanhamento

A operacionalização do JER deve também incluir: programas de mentoria empresarial, redes de cooperação entre empreendedores rurais, formação especializada e aprendizagem ao longo da vida, intercâmbio de experiências entre territórios.

Mais do que um simples estatuto jurídico, o JER deve evoluir para um instrumento operativo de política pública, capaz de integrar várias dimensões: desenvolvimento económico, inovação territorial, política de juventude, coesão territorial e sustentabilidade ambiental. A sua implementação exige uma abordagem interministerial e uma forte articulação entre: Governo, CCDR, AJAP, CIM, Autarquias, Freguesias, Ensino Superior e Ensino Técnico Profissional, Associações Empresariais, Organizações da Sociedade Civil. Só através desta lógica de cooperação será possível criar condições reais para que os jovens escolham viver, investir e empreender no mundo rural.

Transformar o JER num verdadeiro programa de política pública permitirá dar um contributo decisivo para a revitalização do interior rural, reforçando simultaneamente a coesão territorial, a inovação económica e a sustentabilidade do país. Um verdadeiro instrumento de política que deve ser colocada, o quanto antes, à disposição de muitos jovens que vêm estes territórios como uma oportunidade, um modo de vida ao ar livre, onde podem ter sucesso e esperança num futuro diferente.

O JER, se devidamente operacionalizado, será decisivo para um Portugal mais coeso, mais equilibrado, e com mais qualidade de vida!

PREPARAR TERRENO PARA GANHAR MERCADO

O marketing como parte da gestão

Muito se fala da evolução das máquinas, da inovação tecnológica e da transformação do setor agrícola. E bem. Mas há uma mudança igualmente importante a acontecer e, frequentemente, menos valorizada: a mudança do cliente. Não são só as máquinas que evoluem, quem compra também, e isso tem implicações diretas na forma de gerir o negócio, como as marcas comunicam, vendem e constroem relação. Fica o alerta: continuar a comunicar como “antigamente” pode sair muito caro.

Especialista em Marketing e Estratégia, Filomena

Spranger Jorge possui mais de 20 anos de experiência em construção de marcas e

Quem anda nisto há mais tempo sabe que, durante anos, bastava ter bom produto, uma equipa comercial competente e forte presença no terreno para o negócio andar. Talvez em alguns casos, raras exceções, ainda seja assim, mas é demasiado arriscado achar que isso chega para manter um negócio a prosperar.

Mas então o que é que mudou? Se pensou de imediato em tecnologia e máquinas, está parcialmente certo, porque a mudança não ficou por aí. O negócio mudou porque os clientes também mudaram.

Hoje quem compra chega mais informado, mais comparativo, mais exigente e, muitas vezes, já com uma ideia bastante clara daquilo que procura. O cliente já viu, pesquisou, comparou, já falou com outros profissionais, procurou online e começou a formar opinião muito antes de entrar em contacto com a sua marca.

Aqui começa o principal problema de muitas marcas e concessionários, continuam a comunicar como se o cliente ainda comprasse como há dez anos.

Primeiro grande mito:

“Não preciso de me preocupar porque estamos sempre a comunicar” Comecemos pelo básico: marketing não é comunicação. Comunicação é apenas uma das ferramentas do marketing e confundir as duas coisas é como confundir a estrada da Beira com a beira da estrada.

Texto Filomena Spranger Jorge

Ter seguidores nas redes sociais não é o mesmo de ter clientes e publicar vídeos no Instagram não é sinónimo de ter uma estratégia consistente para o negócio. E, infelizmente, a renda do armazém ainda não se paga com posts no Facebook.

Quer saber qual o grau de maturidade da sua estratégia? Responda honestamente a três perguntas:

1. Sabe exatamente quais são os seus objetivos de vendas?

2. Tem definida uma estratégia clara para lá chegar?

3. Tem um calendário de ativação das mensagens, por canal, ao longo do tempo, para transformar essa estratégia em resultados?

Se respondeu sim às duas primeiras e não na última, então já percebeu onde começa o problema.

Sabe-se o que se quer vender, há uma noção do caminho, mas depois a execução vive de impulso, oportunidade ou, na grande maioria, de urgência. Comunica-se quando há tempo, faz-se uma campanha quando as vendas abrandam ou, o grande clássico, pede-se ao sobrinho que “tem jeito para estas coisas” para gravar uns vídeos de TikTok ou Instagram e dar um ar mais moderno à marca.

Mas o sobrinho e o TikTok não resolvem um problema de posicionamento, nem substituem a solidez de uma estratégia. Nada disso, isoladamente, constrói valor para a marca e para o negócio, nem responde à pergunta mais importante: estou a chegar ao cliente certo, da forma certa, no momento certo?

Segundo grande mito: “Não tenho dinheiro para gastar em marketing” Tudo o que a sua marca faz tem impacto nos clientes. A forma como tem o espaço organizado, a maneira como recebe quem entra, os orçamentos que envia por email, o cartaz que tem na entrada, o site, a sinalética, a rapidez de resposta, a apresentação da equipa comercial... tudo comunica e contribui para a perceção que o cliente tem da sua marca. Por isso, profissionalizar o marketing não se resume a contratar alguém para fazer posts bonitos, o objetivo é dar coerência e consistência, ao que já se faz, qualquer que seja o nível de investimento que o negócio possa suportar. Pensar o negócio a partir do marketing trata-se de tomar decisões informadas para conseguir investir com critério. Não correr atrás da nova tendência só porque os outros o fazem, mas ter muito claro o que faz sentido comunicar, a quem, em que canais e com que objetivo. Investir em marketing não é gastar, é construir uma marca que vende hoje e quer continuar a vender amanhã. Aliás, é isso que algumas marcas mais atentas já perceberam. Têm experiência, têm histórico, conhecem profundamente os clientes e o negócio, mas também perceberam que esse património só continua a trabalhar a seu favor quando existe uma estratégia capaz de o transformar em posicionamento. Sem isso, até marcas sólidas podem começar a ser lidas pelo mercado com uma imagem de inércia, desatualização e paradas no tempo. Na prática, o marketing é uma das poucas formas de manter o negócio próspero e sustentável a médio e longo prazo.

Terceiro grande mito: “Já fiz e não resultou”

Na agricultura ninguém espera resultados no dia seguinte a semear e todos respeitam o tempo certo de cada etapa. No marketing é exatamente igual.

Semear, neste caso, é fazer o trabalho que muitas vezes não é considerado uma prioridade: conhecer melhor o cliente, perceber como decide, clarificar a proposta de valor, definir prioridades comerciais, escolher os canais, planear mensagens, medir resultados e ir ajustando a rota. Antes de investir em comunicação, é preciso investir em estratégia.

O problema é que muitas empresas dizem que “já fazem marketing” quando, na verdade, apenas fazem ações soltas. Uma campanha aqui, uns anúncios ali, mais alguns posts nas redes sociais e pouco mais. Quando não há consistência, quando não há tempo para testar e corrigir, e quando não existe uma estratégia clara por trás, o mais provável é não resultar mesmo. Mas isso não prova que o marketing não funciona, prova apenas que improvisar não é uma estratégia.

É por isso que o marketing não é uma questão de imagem, mas um pilar fundamental do negócio. Não serve para “parecer ativo”, “estar nas redes” ou “fazer umas coisas giras”. O objetivo é criar preferência, sustentar vendas e garantir que a marca continua relevante num mercado difícil, onde a concorrência é cada vez mais intensa e o cliente decide cada vez mais cedo e sozinho.

Se chegou até aqui e a pergunta que tem na cabeça é se deve investir em marketing, continua a pensar mal. A pergunta certa é “quanto negócio está disposto a perder antes de deixar de comunicar sem estratégia e começar a tratar o marketing como parte da gestão?”

Na

agricultura ninguém espera resultados no dia seguinte a semear e todos respeitam o tempo certo de cada etapa. No marketing é exatamente igual

Pode optar por continuar a adiar esta conversa e continuar a achar que o produto fala por si, que a equipa comercial resolve e que o marketing pode esperar. Em alguns casos, durante algum tempo, até pode resultar, mas será inevitável chegar à conclusão, talvez tarde demais, que o mercado mudou, o cliente mudou e no lugar da sua marca já outros começaram a semear.

Mantsinen lança nova

Mantsinen 90 com Gen3

A finlandesa Mantsinen apresentou a nova Mantsinen 90, máquina industrial pesada de movimentação de materiais que passa a contar com a tecnologia Gen3 Control System. Esta atualização vem reforçar a aposta da marca finlandesa na modernização das suas soluções para aplicações exigentes,

incluindo contextos industriais e florestais. Nesta nova proposta, o principal destaque vai para o Gen3, a nova geração do sistema de controloda máquina e que, em conjunto com a nova máquina, visa oferecer uma solução mais alinhada com as exigências atuais de eficiência e desempenho.

Liebherr estreia nova geração de manipuladores

A Liebherr apresentou na IFAT, em estreia mundial, a sua nova geração de manipuladores de materiais, os quais representam uma renovação da gama, com um total de oito modelos direcionados para operações de manuseamento industrial.

Segundo a Liebherr, esta nova geração surge para responder às exigências atuais do mercado, onde se destacam ambientes de trabalho intensivo, típicos de reciclagem, resíduos e sucata, e onde fatores como estabilidade, alcance útil, capacidade de elevação, desempenho hidráulico e compatibilidade com diferentes garras/acessórios têm impacto direto no custo por tonelada movimentada.

iDig System para todo o tipo de escavadoras

Empresa especializada em sistemas de controlo de máquinas 2D e 3D sem fios, compatíveis com todos os tipos de escavadoras, a iDig apresentou, em Portugal, o iDig System, tecnologia de controlo inteligente para escavadoras, alimentada a energia solar, que ajuda o operador a escavar com mais precisão, segurança e rapidez. Disponíveis, duas linhas de produto: TOUCH, para orientação intuitiva em 2D, e CONNECT, um sistema evolutivo que permite passar de orientação 2D para orientação completa em 3D.

Komatsu apresenta o HM460-6

A Komatsu Europe anunciou o lançamento do HM460-6, o seu dumper articulado de nova geração, desenvolvido para responder às exigências atuais de pedreiras, terraplenagens e operações de extração. Construído sobre o legado do HM400-5, o novo modelo surge redesenhado com o objetivo de aumentar o desempenho em deslocação, reduzir consumos e reforçar a segurança, procurando simultaneamente baixar o custo total de propriedade. O novo modelo mais rendimento com menor consumo, graças a um ganho de 22% na eficiência de combustível. A capacidade de carga também sobe, mercê de uma caixa de 25,7 m³.

O HM460-6 integra, ainda, o cruise control, bem como o hill start assist, waiting brake e semi-auto dumping. Já a cabine, foi repensada com o foco no operador, para maior conforto, visibilidade e redução dos ângulos mortos, além de uma evolução na conectividade, com a integração do conceito Smart Quarry Site e, na segurança, com a inclusão da prevenção de capotamento, monitorização de inclinação, limitação de altura da caixa e sistema de aviso do cinto com beacon externo.

A Komatsu é representada em Portugal pela Cimertex.

A Waratah Forestry Equipment lançou a FL90, uma cabeça de abate direcional pensada para operações em que os argumentos mais valorizados são a robustez, a rapidez de manobra e a produtividade. Destinada a máquinas com mais de 20 toneladas, a FL90 procura oferecer desempenho de “gama grande”, sem penalizar com o peso típico de modelos superiores. De acordo com a marca, apresenta um peso líquido de 2.265 kg (4.993 lb), abertura máxima de garra de 1.300 mm (51,2”) e capacidade máxima de corte de 960 mm (38”). A aplicação prevista vai do abate e extração com escavadora, ao trabalho em declives acentuados, desbastes tardios/ finais, corte de copas, limpeza pós-tempestade e abate em corte raso. Integra o TimberRite X-26, com registo e relatórios de produção e funções inteligentes para apoiar decisões no terreno e maximizar a produção diária. Waratah apresenta

A Tigercat anunciou, no passado dia 4 de maio de 2026, a disponibilização do Telematics Firmware Update 4.0, uma atualização para os seus sistemas de telemática, com o objetivo de acrescentar novas funcionalidades, melhorar a interface de utilização e permitir o acesso a capacidades mais avançadas de diagnóstico de motor. Segundo a Tigercat, o upgrade foi desenvolvido para reforçar a utilização prática dos dados no terreno e otimizar a monitorização técnica dos equipamentos, suportando a gestão operacional e a manutenção com informação mais detalhada.

A LONG WAY TOGETHER

AGRIMAX V-FLECTO

Por mais difíceis que sejam as suas necessidades AGRIMAX V-FLECTO é o seu melhor aliado quando se trata de aplicações de trabalho do terreno e de transporte. O pneu destaca-se pela tração excelente, bem como por um maior conforto na condução, tanto no campo como na estrada. Com a exclusiva tecnologia VF, AGRIMAX V-FLECTO pode transportar cargas muito pesadas com uma pressão de enchimento inferior também a velocidades elevadas, assegurando uma compactação reduzida do terreno, ótimas propriedades de autolimpeza e poupança de combustível.

AGRIMAX V-FLECTO é a resposta da BKT, tanto em termos de tecnologia como de rendimento para os tratores de alta potência.

IMPORTADOR PORTUGAL E ESPANHA

JOSÉ ANICETO & IRMÃO, LDA

Rua José Abrantes Aniceto, nº 2

Zona Industrial de Cantanhede 3060-197 Cantanhede Tel: 231 419 290 info@sjosepneus.com www.sjosepneus.com

Ponsse lança OptiFellingAssist

para apoiar o abate com mais precisão e segurança

A Ponsse apresentou o OptiFellingAssist, uma solução de assistência ao abate que a marca descreve como o primeiro “felling assistant” desenvolvido por um fabricante de máquinas florestais.

O sistema foi concebido para apoiar o operador na execução de cortes de abate mais precisos e produtivos, com impacto na segurança e na redução do desgaste de componentes como barra e corrente, além de contribuir para maior durabilidade do braço.

Entre as funções destacadas está o acompanhamento

assistido da alimentação, que apoia o movimento vertical do guindaste do harvester em função do avanço durante a alimentação, ajudando a manter o posicionamento e a fluidez da operação.

O OptiFellingAssist inclui ainda pré-tensionamento assistido após a árvore ser agarrada, permitindo avançar diretamente para a fase de serragem; em conjunto com a elevação durante o corte, a Ponsse refere que o objetivo é garantir um corte completo e um resultado de maior qualidade.

A marca indica, igualmente, que o OptiFellingAssist funciona em conjunto com o PONSSE Active Crane e com o software Ponsse Opti 5G (versão 3.3 ou superior), estando disponível como opção em novas máquinas Ponsse.

Tigercat mostra nova solução grapple saw

A fabricante canadiana Tigercat desenvolveu uma nova opção de grapple saw para os modelos de garras carregadoras LG4053 e LG5057, reforçando a versatilidade das operações florestais e de limpeza de tempestades. Os modelos LG4053 e LG5057 estão disponíveis nos carregadores florestais das séries 234C e 250E da marca. Com esta atualização, ambas as garras podem agora ser equipadas com uma serra integrada desenvolvida pela própria Tigercat. O sistema utiliza uma barra de corte com 1.145 mm de comprimento e corrente com passo de 19 mm.

Komatsu

Forest

conclui aquisição

da sueca Malwa Forest AB

A Komatsu Forest AB confirmou a aquisição, no passado dia 1 de abril, da Malwa Forest AB, fabricante sueca de máquinas florestais. Com esta aquisição, a Komatsu Forest reforça a sua presença no segmento dos equipamentos compactos, direcionados para operações de desbaste e trabalhos em povoamentos onde a manobrabilidade é um fator crítico. Também em resultado desta integração, a Komatsu Forest passa a disponibilizar a Malwa no seu universo de soluções para a mecanização florestal, alargando a oferta em máquinas de menor dimensão, para aplicações específicas no terreno.

AGRÍCOLA CAR 170

REFORÇADO TLSP 180

DESTROÇADOR SEMI FLORESTAL TLT-FM 180

FLORESTAL CAFRE 180

MULTI USOS BR 180 GUINCHO FLORESTAL 2X90GX

FLORESTAL PATRIZIO

TOROS TITAN

REGIÕES

Concessionários

No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.

Nos anúncios com consulte as máquinas para venda em www.abolsamia.pt/pt/ compra-de-maquinas

App abolsamia para gestão dos anúncios no Microsite.

Disponível para Apple e Android, garantindo acesso fácil e rápido para colocar as máquinas e equipamentos à venda no Microsite. Destina-se às empresas detentoras de um Microsite no portal.

Com a nossa App, o seu negócio nunca pára.

FAÇA DOWNLOAD

FAÇA DOWNLOAD

Usados: Yanmar 246D • Carraro 70.4 • Deutz- Fahr 5100 DT • Valtra(2): N82, A82

• Case IH JX80 DT

Usados: Lamborghini(2): Crono 564-60 com grua • 674-70 N 2RM • Branson 6225R - 4RM

• NH TN55 Tração simples • MF4245 c. front. • Deutz-Fahr Agroplus 420 • Semeador 2 linhas Matermacc • Várias charruas e fresas usadas

• Colh. milho 1 Linha Mengele • Enfard. NH271 • Reboque fixo • Sem. Agrovil 2 linhas

• Sem. erva Sulki • Volta-fenos 2mts

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

App abolsamia para gestão dos anúncios no Microsite.

Com a nossa App, o seu negócio nunca pára.

Vila Real - Bragança - Porto

Rua da Corea, nº 10

Jorjais, Vila Real – 5100-014 Abaças Tel. 254 929 288 Tlm. 913 341 549 agrijorjais-lda@sapo.pt www.agrijorjais.pt

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Usados: Landini de Rastos Trekker 55F • Same Solaris 45DT • Ford 2600 • New Holland(3): T4.110LP CAB , TN65V, 640-Enfardadeira • Massey Ferguson(3): 253, 240, 134C Trator Rastos • UTB U-600 • Deutz-Fahr DX3700 S • Linhai 300ATV 4X4

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Rua da Cabine nº 93, 4485-776 Vilar,

Vila do Conde T. 229 372 283 •Tm. 961 664 237 Email: np.tractores@hotmail.com

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

OFICINA E PEÇAS MULTIMARCAS

www.instagram.com/ruralantualda

ENVIO DE CORRESPONDÊNCIA:

LOJA CTT ESTARREJA - APARTADO 41 3864-909 ESTARREJA

SEDE / LOJA:

www.facebook.com/RuralAntuaLda

OFICINA / EXPOSIÇÃO: Rua do Falcão, n. 21 3860-060 AVANCA, ESTARREJA

Rua João Augusto Sousa Fernandes, n. 110, Olas 3860-632 VEIROS, ESTARREJA

GERAL: 234 841 465 | info@ruralantua.pt

PEÇAS: 937 541 992 | pecas@ruralantua.pt

ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO: 933 728 425 | admin@ruralantua.pt

VENDAS: 937 541 993 | comercial@ruralantua.pt ruralantua.pt

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Newsletter

Tudo o que precisas de saber sobre o setor das máquinas agrícolas!

Junta-te a uma comunidade de mais de 15.000 profissionais e recebe grátis as tend ncias, novidades e rankings do setor da maquinaria agrícola.

Podes acompanhar-nos aqui: abolsamia. pt

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

App abolsamia para gestão dos anúncios no Microsite.

Com a nossa App, o seu negócio nunca pára.

Usados: Hürlimann XB120 • Same Frutteto 75 • Kubota L2421 • Lamborghini R3 100T • Renault Temis 610 X • Fresa: Galucho FPL 1700 • Rotofresa 2,60m. • Charruas: Esperanças 10’’ • Galucho F16 • Tesoura poda: Pellenc Lixion c/ carreg. colete e mala de transporte original
Tratores Usados: John Deere 5410 4RM ROPS
New Holland, 60-66S 4RM ROPS
Kubota, M8560 4RM ROPS
Same, SOLAR 50 4RM ROPS

Usados: Frente de Milho Laverda 575 - 7.500€

• Ceif. CLAAS Lexion c/ equip. milho - 60.000€ • Tratores: CLAAS Arion 660 Cmatic, Ano 2025 c/ 800horas - 155 000€ • Fendt 211S de 2017(4800h) - 65.000€ • Fendt 211S de 2017(4800h) - 65.000€

• Rototerras: Kverneland 3 mts - 5.000€ • Maschio Falco 5000 - 20.000€ • Rototerra/Sem. trigo Kverneland - 11.000€ • Ensil. CLAAS Jaguar 850 4x4 - 55.000€ • Diversas Motobombas

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

TRATORES USADOS:

Ford 1710

Mitsubishi MT D 2050 FD – s/mat.

Iseki(3)

TU 1700, 3210, TS1910

Suzue M1803

Shibaura SE 2240

Kubota L185

Yanmar Diesel

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

App abolsamia para gestão dos anúncios no Microsite. Com a nossa

o seu negócio nunca pára.

Lugar da Espera, Apartado 3 -2565-716 Runa T. 261 311 107 sparexportugal@mail.telepac.pt www.sparex.com

COM MAIS DE 50.000 PRODUTOS DE OFERTA GLOBAL 50.000

A nossa gama de pós-venda de peças para tractores abrange uma vasta gama de marcas e modelos, incluindo Massey Ferguson, Valmet/Valtra, John Deere, Case IH, New Holland, Fiat e muitas mais.

+15.000

ACESSÓRIOS AGRÍCOLAS, DESDE ILUMINAÇÃO LED ATÉ TRANSMISSÕES +5.000

DENTES DE CARREGADOR

PEÇAS DE DESGASTE

WIRELESS, MAGNÉTICO, SEM FIOS

KITS COMPLETOS DE EMBRAIAGEM

MARCAS EM QUE PODE CONFIAR

Usados: Hürlimann Prince 50 • DeutzFahr(3): Agroplus 420 F, Agroplus 420 S • Gadanheira reb. Krone 3 mts • Carraro Agriup 90

geral@maquisintra.pt maquisintra.lda@mail.telepac.pt

VENDA DE PEÇAS ASSISTÊNCIA TÉCNICA MULTIMARCAS Av. 10 de Agosto, nº 180 - Pobral • 2655-135 Carvoeira MFR

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Usados: Tratores Massey Ferguson, 8690 DYNA VT • New Holland T6050 • Deutz, AGROTECNICA 7250 • Fendt(3): 820 VARIO • 936 VARIO • 720 VARIO PROFI • Frente de cereal

Claas LEXION • Grade rotativa Maschio, AQUILA 4,60MTS • Rastos Bargam 3700 FOX • Semeador Kverneland OPTIMA 6 LINHAS • Ceifeira debulhadora Fendt, 6335C • Charruas: Galucho CH 4/5-14 • Kverneland PB100 • Juntador de fenos Fella 8MTS • Pulverizador Kverneland, IXTER B16

microsite

Usados: Same Falcon 50 • TYM 450 c/c. frontal • NH35 c/c. frontal • Massey Ferguson 100cv c/c. frontal • Deutz-Fahr(2): Agrofarm 430G c/ cabine e A/C • OMR 30CV Articulado • Belarus 25 W • Case JX100U c/ c. frontal • Lamborghini(2) R90, R 6 165.7 • Same (2): Dorado 75, Titan 145 s/doc. • Enfardadeira de Rolos

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

microsite

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

TRATORES USADOS PARA VENDA

PEÇAS NOVAS E USADAS PARA TRATORES E MÁQUINAS INDUSTRIAIS

RETROESCAVADORAS TELESCÓPICAS

Usados: Chisel Agromet 7 braços com rolo • Destroçador TMC Cancela 1,60 rev. • Grade de Discos em X para vinha • Trator MF 354V • Pulverizador Tomix 1000 Lts. • Reboque Galucho 12.000Kg • Rototerra Maschio S Cobra 2,5m. • Espalhador C. Magli plást. microgranulador • Sachador 3 linhas hidráulico • Gerador Himoinsa 41KVA • Plantador C. Magli 2 linhas Wolf • Subsolador 5 braços c/ rolo duplo

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Agpronto, M çã áquinas, Lda

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Rua Alexandre Herculano, Nº 76 Póvoa de Santarém

VEJA AQUI

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

USADOS DE IMPORTAÇÃO
VITÓRIA E REIS, LDA.

MATERIAL AGRO-PECUÁRIO E ENOLÓGICO

SERVIÇOS ENOLÓGICOS | ANÁLISES ENOLÓGICAS | OUTRAS ANÁLISES

www.agrovisul.pt

A SUA PREFERÊNCIA, A MELHOR ESCOLHA

geral@agrovisul.pt | laboratorio@agrovisul.pt

Tel. 266 746 137/569 | Fax. 266 747 814 | Rua Sto. António de Lisboa, Bairro S. José da Ponte, 7005-405 Évora

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

App abolsamia para gestão dos anúncios no Microsite.

Com a nossa App, o seu negócio nunca pára.

Tratores Usados: Renault Pales 240 cabinado Máquinas de vindimar (2): Alma Selecta 2 (rebocado), Alma Automotriz microsite

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

App abolsamia para gestão dos anúncios no Microsite. Com a nossa App, o seu negócio nunca pára.

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

Mais máquinas, mais informação, mais oportunidades

VEJA AQUI
VEJA AQUI
VEJA AQUI

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook