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Feira Nacional de Agricultura Feira do Ribatejo





































Por Nuno de Gusmão
Depois de reformado da função de gerir a nossa presente revista, a minha filha Catarina, actual gerente da abolsamia , por saber que eu continuei a gostar tanto do que fazia, pediu-me que, por esta altura em que a empresa completa a edição número 150, eu apresentasse o respectivo editorial como quando era gerente, por meu costume, acontecia.
Só que passaram desde então tantos anos que, por desactualizado das novidades apresentadas pelas marcas das máquinas agrícolas, me custou a aceitar o convite. Assim, em lugar de escrever sobre o que de novo o sector apresenta, resolvi antes dar a conhecer o que me levou a fundar o que hoje, como concreto, a abolsamia é: a “Bandeira dos Tractores Agrícolas” . Com efeito, com toda a modéstia à parte, a abolsamia já é uma revista ao nível do melhor que o mercado europeu oferece.
Ora bem, há 32 anos, o que me fez mudar da carreira de vendedor para jornalista, foi estar convencido que, como diz o provérbio: “quem sai aos seus não degenera” . Com isto pretendo dizer que, como regente agrícola, fundei e lancei uma revista sobre máquinas agrícolas, por ter recebido por herança a sorte de ter como base um pai formado

e dedicado ao que de melhor se enquadra e se presta à área que envolve a abolsamia O meu pai chamava-se Nuno de Gusmão, era engenheiro agrónomo e entre os anos 20 e 30 do século passado foi: jornalista sobre agricultura em geral num jornal de Torres Vedras e proprietário de um jornal em Lisboa chamado Época Agrícola. Era latifundiário de várias propriedades agrícolas na região de Serpa e vivia numa quinta agrícola sua em Algés, onde hoje existem ruas com nomes de familiares seus como a Rua da Piedade, de uma tia minha, e outra em homenagem ao seu primo direito Eduardo Fernandes de Oliveira, Ministro de Agricultura em 1918. E, a par desta herança que tive, profundamente ligada à Agricultura, sou filho de quem, em 1925, fundou a primeira empresa portuguesa importadora de
tractores. A empresa chamavase FREGUS, nome f ormado pelas iniciais dos apelidos dos dois sócios agrónomos Frei de Andrade e Nuno de Gusmão. A Fregus, sediada no centro de Lisboa, na Rua Ivens, em pleno Chiado, importava dos Estados Unidos da América os tractores Oliver. Os primeiros tractores, dos anos 20 do século passado, apesar de mais sujeitos a avarias, nem dispunham de rede de apoio técnico como hoje acontece com a proximidade dos actuais concessionários. O problema agravava-se pela escassez de mecânicos especializados e pela dificuldade de se poder dispor do tempo necessário para acudir a tantas paragens, e ter de percorrer-se enormes distâncias entre clientes, muitas vezes em estradas com más condições ou inexistentes.
Mas foi assim preciso que, de tão mau, pouco e difícil, nascesse e se desenvolvesse em todo o mundo o mercado da mecanização agrícola, capaz hoje de alimentar 8 mil milhões de bocas.
Claro que, como é mais que evidente e mais que justo, despedindo-me dos nossos leitores, agradeço a todos os nossos clientes, pois sem eles o sucesso de abolsamia jamais teria sido possível.
Bem haja a todos os que nos ajudaram!



Aedição n.º 150 da revista abolsamia é mais do que um marco editorial: é a celebração de um percurso construído ao longo de décadas com leitores, parceiros e empresas que acreditaram neste projeto e com as equipas que ajudaram a dar vida à revista.
A primeira edição foi publicada em janeiro de 1993, ainda em formato de jornal, sob a direção do meu pai, Nuno Gusmão. Desde então mantemos um compromisso com a mecanização agrícola: produzir informação técnica útil, rigorosa e feita por profissionais para profissionais — princípio que continua a orientar o nosso trabalho, também enquanto membro português do júri do Tractor of the Year. O percurso da revista foi construído por muitas pessoas da nossa família e por profissionais que, ao longo destes 32 anos, fizeram parte da nossa equipa.
A dedicação de 25 anos da minha irmã Francisca Gusmão, bem como o mais recente contributo de uma década do meu sobrinho Sebastião Marques e o envolvimento da minha filha Ana Botelho e do meu sobrinho Francisco Marques, fazem parte desta história que todos guardamos com carinho. Ao longo destas décadas criámos laços com muitas pessoas e empresas do setor. Hoje assumo com honra a liderança da publicação, procurando reforçar diariamente o rigor, a credibilidade e a utilidade prática que sempre definiram a abolsamia
Chegar à edição n.º 150 é resultado de perseverança, resiliência, confiança e fé — valores que partilhamos com os profissionais e as empresas que acompanham a evolução da mecanização agrícola em Portugal.
A todos deixo o meu sincero agradecimento. Que esta parceria com o setor continue por muitas mais edições, com a mesma proximidade, a mesma exigência e a mesma vontade de fazer bem.

Sérgio Oliveira
Administrador da Pulverizadores Rocha
Celebrar a edição nº 150 da abolsamia é também celebrar mais de 30 anos de uma parceria muito especial para nós. A abolsamia faz parte da nossa história, numa relação de proximidade, construída com confiança, profissionalismo e, acima de tudo, pelas pessoas. Que venham muitos mais anos.
Parabéns!

Ricardo Teixeira
Administrador da Herculano
A Herculano celebra com orgulho mais de 30 anos de parceria com a abolsamia , construída com confiança, pessoas e um profundo compromisso com o setor agrícola.

Arnaldo Sapinho
Administrador Potenzia
Parabéns pelas 150 edições que celebramos convosco! Reconhecemos n’ abolsamia um parceiro de excelência, comprometido com a qualidade editorial e a proximidade aos leitores. A vossa revista é uma referência nacional, estatuto conquistado com trabalho árduo, consistência e credibilidade. Que continuem a celebrar por muitos anos e que possamos, juntos, continuar a crescer.

Vasco Gracias
Diretor Executivo do CNEMA
Ao longo de mais de três décadas, a revista abolsamia afirmou-se como uma montra da agricultura portuguesa. Para o CNEMA a revista não é somente um parceiro de comunicação; é uma memória viva da evolução do sector e da própria Feira Nacional de Agricultura /Feira do Ribatejo. Alcançar a Edição 150 não é apenas um número, é um marco num setor em constante mudança. E abolsamia tem sido uma ferramenta indispensável para que o agricultor português tome decisões informadas pois promove a inovação, valoriza o mercado nacional e distingue a excelência. O CNEMA saúda toda a equipa da abolsamia por este percurso. Que venham mais 150 edições. Parabéns pelo excelente trabalho!

Arturo Castaño
Diretor de Marketing da CLAAS Ibérica
Antes de mais, parabéns pela edição 150 da revista abolsamia . A verdade é que são 'A REVISTA' de referência neste setor agrícola, que se está a tornar cada vez mais complexo, onde, graças a vocês, conseguimos aproximarnos mais dos nossos clientes.


Luís Maciel
Gerente da Maciel Máquinas
É com enorme satisfação que celebramos a edição Nº 150 da revista abolsamia , um marco notável que reflete a vossa dedicação, profissionalismo e contributo contínuo para o setor. É um orgulho fazer parte desta história.

Luís Aniceto
CEO da S. José Pneus
abolsamia é A Revista do mundo agrícola em Portugal.

Arnaldo Caeiro
CEO da SDF Portugal
abolsamia Há 30 anos a criar memórias e experiências agrícolas.

Susana Vieira
CEO & Marketing da Agricortes
A Catarina herdou do seu pai Nuno de Gusmão a capacidade de liderar uma equipa. Alcançar 150 edições é um marco notável de uma revista que demonstra consistência, credibilidade e um compromisso contínuo com o setor das máquinas agrícolas e do mundo rural em Portugal. Que esta edição seja não apenas um momento de celebração, mas também que siga para muitos mais números dedicados a informar, acompanhar e valorizar os profissionais do setor. Muitos sucessos para as próximas edições!


Miguel Vieira


Vitor Raposo
Territory Manager,
Portugal da Claas Ibérica
Falar da abolsamia é evocar um misto de sentimentos e emoções. Transporta-me a tempos passados e ao meu primeiro contacto com a publicação, ainda no formato de jornal. Foi na Escola Superior Agrária de Santarém, durante as aulas de mecanização agrícola com o saudoso e amigo Eng.º Fausto Briosa. Já nessa altura, e portanto há mais de 30 anos, a revista era uma referência incontornável no setor da mecanização agrícola, utilizada como uma importante ferramenta de divulgação das mais recentes tecnologias que surgiam no mercado.
Desde então, a revista acompanhou-me em cada etapa da minha vida profissional, que já conta com mais de 27 anos dedicados à mecanização agrícola. Tanto nas empresas do Grupo Auto-Industrial, como atualmente na CLAAS Ibérica, a abolsamia , onde inicialmente comecei a fazer publicações pela mão do Sr. Nuno de Gusmão, foi sempre uma parceira de confiança na missão de partilhar conhecimento e progresso, assim como das mais recentes inovações tecnológicas que têm vindo a impulsionar o progresso do setor da Mecanização
Agrícola.
Celebrar as 150 edições da abolsamia é celebrar décadas de acompanhamento contínuo do setor da mecanização, uma história indissociável do desenvolvimento e evolução do setor, desde os tempos dos equipamentos de tração animal, passando pela revolução da introdução do trator e das máquinas automotrizes, até aos sofisticados autómatos que hoje marcam o futuro da agricultura.
Para a CLAAS, tem sido um privilégio caminhar lado a lado com a abolsamia . Sendo esta parceria um legado inestimável, que tem ajudado a divulgar o que a CLAAS tem vindo a colocar à disposição dos agricultores, e as soluções tecnológicas que promovem o aumento de produtividade, rentabilidade e a sustentabilidade da agricultura nacional.



Parabéns a toda a equipa da abolsamia e um bemhaja a todos aqueles que, em conjunto com a CLAAS, continuam a construir este legado para o setor da mecanização agrícola nas páginas da abolsamia

Ana e António Silva
Gerência Pulvilava

O nome da abolsamia tornou-se um nome incontornável no campo da publicidade e comunicação da área agrícola. É por isso que na hora de escolher uma revista para publicitar a nossa empresa e os nossos eventos, não hesitamos em contactar a abolsamia . Recordo, por exemplo, a reportagem da entrega do primeiro CLAAS AXION 960 Terra Trac ou a entrega da primeira Mini G. Trataram todos os intervenientes com o respeito e o profissionalismo que se impunha e ainda acrescentaram um toque de simpatia. Parabéns por todos estes anos e que venham muitos mais!

Carolina Bossis
Marketing Department da ADR Geplasmetal e ADR Group
Queremos felicitar-vos por esta conquista extraordinária: o número 150 de abolsamia é realmente uma edição especial que celebra um percurso importante na vossa história. Temos orgulho em ser vossos clientes há muitos anos e agradecemos sinceramente o apoio e a colaboração que nos têm prestado ao longo do tempo. Desejamos que continuem com o mesmo sucesso e entusiasmo nos próximos anos. Nós, da ADR Geplasmetal e da ADR Group, estaremos certamente presentes! Um marco importante que celebra profissionalismo, compromisso e colaboração: 150 vezes parabéns!

José Carlos Moreno
Gerente da Tractorminho
Na minha opinião, a informação especializada é essencial para compreender a evolução e a dinâmica do setor — e esse é um contributo importante da abolsamia

João Lopes

Gerente da Forte e Sagar - Grupo Auto-Industrial
abolsamia é a revista que se dedica em exclusivo ao setor das máquinas agrícolas em Portugal e é isso que a distingue das outras. Desde que foi criada, em 1993, sempre acompanhou aquilo que é o nosso negócio, o negócio das máquinas agrícolas, e esteve sempre ao nosso lado nestes anos todos, ao lado da mecanização agrícola.

Paulo Rocha
Gerente da Oliveira & Coutinho
Caminhamos ao lado da abolsamia , com presença na revista, desde o Nº1!

Diogo Inácio
Diretor de Marketing da Entreposto Máquinas
Na celebração da edição Nº150 da abolsamia , felicitamos toda a equipa por mais de 30 anos a acompanhar o setor agrícola com profissionalismo, tratando cada tema com a mesma dedicação e rigor. É sempre um prazer partilhar ideias e trocar impressões convosco nos diferentes locais onde nos vamos encontrando ao longo dos anos. Só nos resta desejar que o Entreposto Máquinas e a abolsamia continuem este caminho conjunto por muitos anos, cultivando juntos a paixão por defender e valorizar a agricultura e todos os que dela fazem parte.







MERCADOS
12 Portugal: matrículas de tratores e reboques
15 Europa: CEMA – Análise do mercado europeu
16 A visão dos representantes das marcas
PÓS -VENDA NOVA RUBRICA
20 Manutenção Preditiva com o apoio
CNH: Prevenir para poupar
EVENTOS
26 Convenção Nacional da STIHL
30 TAFE Kaleidoscope, uma viagem à Índia… dos tratores
TEMA DE CAPA
34 JCB Fastrac: Série 6000 é a última novidade
ENTREVISTAS
38 Michael Horsch: entrevista exclusiva ao fundador
42 Paulo Fardilha: a internacionalização através do Agritech Show Luanda
44 Simone Casetta: novo diretor geral da Yokohama TWS
A vida no campo




PRODUTO EM FOCO
46 Zoomlion: cinco motivos de estar a ganhar quota de mercado
FEIRAS
48 FIMA 2026
54 Energreen
56 Manitou
58 Pulverizadores Rocha
60 Zeppelin Maquinaria
73 Feira de Trofa: Reportagem
74 Reboal
78 A grotech Polónia: à descoberta de novos mercados
83 FIRA Gofar Tour 2026: começou a edição que só terminará em 2027
EMPRESA EM FOCO
24 Miraldino
82 Agripulve
84 Agroramoa
86 JL Empilhadores
SERVIÇOS
88 J. Inácio Rent: renting fácil e online
TESTE EM CAMPO
94 CLAAS Axion 9.450 Terra Trac
FORMAÇÃO
98 COMA - Curso de Operadores de Máquinas Agrícolas: 44 anos a formar
MÁQUINAS INDUSTRIAIS
100 Notícias
FLORESTA
102 Notícias

REGIÕES
104 Concessionários classificados por distritos
Catarina Gusmão Diretora
DIRETORA Catarina Gusmão catarinagusmao@abolsamia.pt
SUBGERENTE
Luís Seatra luis.seatra@abolsamia.pt
CHEFE DE REDAÇÃO
Francisco Cruz redacao@abolsamia.pt
REDAÇÃO
Rui Reis - ruireis@abolsamia.pt João Sobral - joaosobral@abolsamia.pt
ASSISTENTE COMERCIAL E COMUNICAÇÃO
Cristina Sousa cristina.sousa@abolsamia.pt
PUBLICIDADE
Catarina Gusmão T. 913 469 299
Luís Seatra T. 917 363 038
DESIGN E PRÉ-IMPRESSÃO
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COLABORARAM NESTA EDIÇÃO
Fotografia: Tozé Canaveira; Diogo Lúcio
PROPRIEDADE
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TIRAGEM MÉDIA 4.000 exemplares ISSN 2183-7023
GERÊNCIA Nuno Gusmão e Catarina Gusmão
SÓCIOS Nuno Gusmão (35%), Ana Gusmão (35%), Francisca Gusmão (15%), Catarina Gusmão (15%)
ASSINATURAS
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Os textos e fotos de autor são propriedade da Nugon,Lda., não podendo ser reproduzidos sem autorização, por escrito, da mesma. O conteúdo dos anúncios e das publireportagens dos clientes é da sua exclusiva responsabilidade. A abolsamia segue o AO90, embora nem todos os colaboradores tenham adotado a nova grafia.
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No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.
Depois de um janeiro a subir, fevereiro não trouxe boas notícias para o mercado de tratores em Portugal, com o número de matrículas novas a ficar aquém, inclusivamente, do alcançado no período homólogo de 2025. Com maiores motivos para sorrir, só mesmo a John Deere.
Segundo revelam os dados mais recentes publicados pela ACAP, referentes aos primeiros dois meses de 2026, o mercado de tratores novos continua a manifestar alguns sinais de contração, tendo registado, no primeiro bimestre (janeiro e fevereiro) deste ano, um total de 648 unidades matriculadas. Número que representa uma descida de 5,54% face às 686 unidades contabilizadas no período homólogo de 2025.
Em termos de marcas, no topo da tabela, a Solis mantém a liderança com 83 unidades e uma quota de mercado de 12,81%, apesar de ter sofrido uma quebra de 29,06% nas suas matrículas. A New Holland ocupa a segunda posição com 81 tratores (-15,63%), mas é a John Deere que se posiciona como o grande destaque deste início de ano. A marca registou um crescimento impressionante de 133,33%, passando de 33 para 77 unidades, o que lhe confere agora 11,88% do mercado. Outras marcas com variações positivas assinaláveis foram a Captain (466,67%), com 17 tratores registados em 2026, contra 3 unidades no período homólogo de 2025, sendo que, em terreno positivo estão também a Iseki, que “disparou” 187,50%, a Same com uma subida de 91,67%, e ainda a Deutz-Fahr e a Hinomoto, ambas com uma variação de 50%.
Escalões até 120cv reinam em quase 90% do mercado
No que diz respeito à análise por segmentos de potência, continua centrada na baixa e média potência. Os tratores com menos de 50cv lideram com 288 matrículas, dos quais 75 são da marca Solis, seguidos muito perto pelo escalão 51-120cv, com 285 unidades, onde se destacam a New Holland e a Deutz-Fahr, ambas com 62 unidades matriculadas.
Os segmentos de potência mais elevada continuam a ser minoritários, no mercado português: o intervalo 121-200cv somou 63 unidades até fevereiro e os tratores com mais de 200cv ficaram-se pelas 16 matrículas - um segmento onde a Fendt, a John Deere e a Case IH, mantêm maior expressão.
JANEIRO A FEVEREIRO 2026


Com os tratores em clara travagem, o setor dos reboques agrícolas inicia 2026 com sinal positivo e forte desempenho das marcas nacionais. Entre estas, a Herculano e a Joper são aquelas que mais impulsionam o mercado para o "verde".
Tal como em 2025 em claro contraciclo relativamente aos tratores, o setor dos reboques chega ao final de fevereiro de 2026 com os números no “verde”, ainda que de forma ligeira. Isto porque, entre janeiro e fevereiro de 2026, foram matriculados um total de 268 reboques, uma subida de 1,90% face aos 263 registados no mesmo período de 2025. Com estes números, a Herculano reforça o seu domínio absoluto no setor, com 62 unidades matriculadas e um crescimento de 21,57%, o que lhe garante uma quota de mercado de 23,13%.
A Joper ascendeu ao segundo lugar com 51 unidades, registando uma subida de 54,55% face ao ano anterior, enquanto, no terceiro lugar, a Rates sofreu uma contração significativa de 43,53%, caindo para as 48 unidades.
A destacar, ainda, a entrada da Solis, líder de mercado nos tratores, também neste setor dos reboques, com 15 unidades matriculadas no mesmo período. Resultado que, ainda assim, permite-lhe garantir, já à partida, uma quota de 5,60%.
Tendências opostas registaram os quadriciclos (ATV´s e UTV´s) e carregadores telescópicos da categoria T, com os primeiros a subirem 9,4%, naquilo que foi o acumulado de janeiro e fevereiro, enquanto os segundos mantiveram, no mesmo período, a tendência de queda que já vinha de janeiro. Mais concretamente, perdendo 25% no acumulado, face a idêntico período de 2025.
Falando de números e no que concerne aos ATV’s e UTV´s, vale a pena precisar que, apesar da subida no acumulado, fevereiro de 2026 saldou-se como um mês negativo, com apenas 172 veículos registados. Ou seja, -7,0% que em fevereiro do ano passado.
Já no caso dos carregadores telescópicos, Fevereiro terminou com apenas 5 unidades matriculadas, ou seja, menos uma que em janeiro, e menos 16,7% quando comparado com o mesmo mês de 2025.


CLIMA DE NEGÓCIOS | ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO
Índice Geral de Clima de Negócios CEMA (CBI) -Total
O clima de negócios da indústria europeia de máquinas agrícolas manteve-se praticamente inalterado em fevereiro, de acordo com o mais recente barómetro divulgado pela associação do setor. O índice CEMA Business Climate Index fixou-se nos +2 pontos, exatamente o mesmo valor registado no mês anterior, mantendo-se numa zona ligeiramente positiva, mas sem sinais claros de recuperação consistente do mercado.
Segundo o relatório, o setor atravessa há vários meses um período de estabilidade moderada, caracterizado por avaliações atuais do negócio ainda relativamente negativas, mas compensadas por expectativas mais otimistas quanto aos próximos meses. Apesar disso, em muitos segmentos da indústria, o esperado ciclo de crescimento ainda não se materializou.
Os dados do inquérito mostram que a perceção das empresas sobre a situação atual continua prudente. Em feve-
CBI = média geométrica de 1) avaliação da situação empresarial atual e 2) expetativa de volume de negócios; Índice varia de -100 a +100; Índice positivo para 1) significa que a maioria dos inquiridos avalia a situação atual como favorável e vice-versa; índice positivo para 2) significa que a maioria dos inquiridos espera um aumento do volume de negócios nos próximos seis meses, em comparação com o ano anterior, e vice-versa.
reiro, 54% dos gestores classificaram o momento como “satisfatório”, enquanto 23% consideram-no desfavorável e apenas 15% o classificam como bom. Apenas uma pequena percentagem descreve o contexto como muito positivo.
Já no que diz respeito às expectativas de faturação para os próximos seis meses, o sentimento é ligeiramente mais favorável. Cerca de 37% das empresas esperam crescimento, enquanto 43% acreditam que o volume de negócios permanecerá estável. Por outro lado, 20% antecipam uma diminuição, sinalizando que persistem incertezas no mercado europeu de equipamentos agrícolas.
As perspetivas variam também entre mercados nacionais. A indústria alemã revela maior otimismo relativamente a
uma possível recuperação do setor, enquanto em França o sentimento é mais cauteloso. Entre os mercados com maior confiança nas perspetivas de crescimento destacam-se atualmente o Reino Unido e os países nórdicos. Em contraste, a Polónia — que recentemente apresentava forte dinamismo — começa a dar sinais claros de desaceleração.
No que diz respeito ao emprego, as empresas mostram uma postura maioritariamente conservadora. Cerca de 76% pretendem manter estável o número de trabalhadores permanentes, enquanto 17% admitem reforçar as equipas e apenas 7% ponderam reduções. No caso do trabalho temporário, a tendência é semelhante, embora com maior probabilidade de cortes.

“Ano novo, vida nova”, afirma o adágio popular. Contudo, não é menos verdade que, é dos anos mais difíceis, que muitas vezes se retiram os ensinamentos para o ano que se segue. Assim e numa altura em que 2026 ainda dá os primeiros passos, quisemos ouvir os líderes de mercado em 2025, para saber como vêem o novo ano. E, já agora, de que forma pensam repetir a liderança.

Face ao resultado obtido pela Solis em 2025, ano em que conquistou o topo do mercado de tratores em Portugal, quais foram, na sua opinião, as principais razões que estiveram na base dessa conquista? Em 2025, os dados mostram que os tratores compactos — segmento em que a Solis tem tido presença de liderança — tiveram uma dinâmica de crescimento, em contraciclo com os segmentos profissionais convencionais e especialistas, os quais sofreram quedas bastante acentuadas. A Solis esteve bem posicionada neste nicho com forte procura em explorações de pequena e média dimensão. Além disso, o interesse evidenciado nos últimos anos por uma nova ruralidade,
necessitado de máquinas para as tarefas de manutenção de propriedades, continua a gerar procura para os nossos tratores Solis, os quais também estão bem posicionados na Europa. As alfaias da marca Solis são um complemento apreciado que oferece soluções para todas as tarefas num único fabricante e ponto de venda. A razão frequentemente apontada para o sucesso da Solis em Portugal é, pois, a oferta de tratores robustos de qualidade, com complementaridade de alfaias projetadas de origem, um bom serviço de comunicação e um serviço de assistência pósvenda de excelência, para o qual contamos com uma rede capilar de concessionários bem formados. Assim, enquanto muitos concorrentes registaram quedas significativas nas vendas em 2025, a Solis conseguiu não apenas manter volumes, mas aumentá-los relativamente ao ano anterior, reforçando assim a sua quota de mercado num contexto geral de contração.
Olhando já para 2026, quais são, não somente as expectativas da marca que representa, como também
os objetivos e até desafios que consegue, desde já, observar?
Em 2026 teremos muitas surpresas. Na Solis surgirão novas configurações na gama existente, mas também o lançamento de novos tratores fruteiros e compactos. Na Yanmar, a gama de tratores irá aumentar permitindonos responder com muita satisfação às expectativas da nossa rede de concessionários. Teremos outras novidades que serão oportunamente apresentadas. Continuamos a trabalhar na criação de valor para o posicionamento das marcas que representamos, numa perspetiva de melhoria contínua, sendo o serviço de assistência técnica pós-venda o nosso fator essencial para criação de confiança ao longo do tempo. Com tantas unidades no mercado, a disponibilidade de peças e assistência imediata merece o nosso foco. Temos o compromisso de valorizar o trabalho técnico do nosso setor, que tem tido falta de atratividade junto dos jovens, e para isso pretendemos gerar comunicação atrativa não só para os clientes como também para todas as partes interessadas. Informar que os tratores também usam sistemas de
tecnologia inteligente e digitalizada, com uso intensivo de dados, assim como se vê nas máquinas industriais. E que há espaço para os jovens. Quanto ao mercado, os últimos anos têm sido muito críticos para o setor agrícola, fortemente dependente de programas de financiamento do governo. Sendo estes programas importantes para a dinâmica do setor, são também geradores de bloqueios temporários e irregularidades nas vendas. Pensamos que as verbas disponibilizadas para os projetos afetos ao setor florestal irão chegar mais rápido ao mercado, uma vez que as tempestades deste inverno urgem trabalhos de limpeza cruciais na prevenção dos fogos florestais do verão. Concluindo 2026 será, do nosso ponto de vista, um ano difícil pela situação económica em que o setor se encontra, e pelo desvio de verbas europeias para a defesa. Será, contudo, um ano de grandes desafios para a AGRICORTES desde logo pelas novidades que temos em carteira. Estamos muito otimistas.

Ricardo Teixeira
Administrador Herculano
Face ao resultado obtido pela Herculano em 2025, ano em que assegurou a liderança do mercado dos reboques em Portugal, quais foram, na sua opinião, as principais razões que estiveram na base dessa conquista?
Foi um ano difícil para a maquinaria agrícola e para os agricultores, um pouco por todo o mundo, e Portugal não foi exceção. Notámos, contudo, um reanimar do mercado agrícola no início do último trimestre de 2025, não só em Portugal, mas também em outros mercados onde operamos, e embora não nos pareça que a retoma seja suficiente para compensar um ano
Desde 1980 especialistas na importação, distribuição e comercialização de maquinaria de primeiro nível para a agricultura e a pecuária

de 2025 com dificuldades para todos os players, A liderança da Herculano em 2025 resulta de um trabalho consistente, baseado na proximidade ao cliente, na qualidade e robustez dos nossos produtos e numa organização industrial capaz de responder com flexibilidade e fiabilidade às exigências do mercado. Este resultado reflete o empenho das nossas equipas e a confiança contínua dos clientes e parceiros.
Olhando já para 2026, quais são as expectativas da Herculano para o ano que agora começa, assim como os objetivos e até desafios que consegue, desde já, antever?
Para 2026, o nosso principal objetivo é consolidar a liderança, mantendo um crescimento sustentável. Continuaremos a apostar na inovação, na eficiência dos processos e no reforço da presença internacional. Num contexto desafiante, marcado pela volatilidade económica e pela evolução tecnológica, acreditamos que a Herculano está preparada para continuar a afirmar-se como uma referência no setor.





Brand Manager CFMOTO Portugal
Face ao resultado obtido pela CFMoto em 2025, ano em que assegurou a liderança do mercado dos ATV e UTV em Portugal, quais foram, na sua opinião, as principais razões que
estiveram na base dessa conquista? Os resultados obtidos em 2025 foram o reflexo direto da nossa rede de concessionários profissional, comprometida e com uma profunda capacidade de interpretar as exigências do mercado nacional. Beneficiámos de uma gama de modelos tecnicamente evoluída, fiável e cada vez mais ajustada às necessidades dos utilizadores, desde o lazer até ao setor agrícola. Este equilíbrio entre uma oferta sólida, preços competitivos e um serviço pós-venda eficaz, permitiu-nos consolidar a confiança dos clientes e afirmar a CFMOTO como líder no mercado de ATV e UTV em Portugal.

Face ao resultado obtido pela Manitou em 2025, ano em que assegurou a liderança do mercado dos empilhadores telescópicos em Portugal, quais foram, na sua opinião, as principais razões que estiveram na base dessa conquista? A liderança alcançada em 2025 é o reflexo direto de uma estratégia assente em três pilares fundamentais: proximidade, inovação e confiança. Em primeiro lugar, destaco a robustez e a versatilidade do nosso portfólio. A Manitou tem conseguido responder
com precisão às necessidades específicas dos setores agrícola, da construção e da indústria em Portugal, oferecendo máquinas que combinam alta performance com baixos custos operacionais.
Além do produto, o fator humano e a nossa rede de concessionários foram decisivos. O investimento contínuo no serviço de pós-venda e na disponibilidade de peças permitiu-nos garantir que as máquinas dos nossos clientes maximizassem o seu tempo de atividade. Num mercado cada vez mais exigente, a confiança de que a Manitou não entrega apenas uma máquina, mas sim uma solução completa de produtividade, foi o que nos permitiu consolidar a preferência dos profissionais portugueses.
Olhando já para 2026, quais são as expectativas da marca que representa, para o ano que agora começa, assim como os objetivos e até desafios que consegue, desde já, antever?
Olhando já para 2026, quais são as expectativas da CFMoto para o ano que agora começa, assim como os objetivos e até desafios que consegue, desde já, antever?
Em 2026 queremos dar continuidade ao crescimento sustentado que alcançámos nos últimos anos, reforçando assim a nossa liderança no mercado nacional. Antecipamos também alguns desafios, nomeadamente a crescente exigência dos consumidores, a instabilidade logística mundial e um mercado cada vez mais competitivo. Contudo, estamos preparados para responder com inovação, eficiência e uma relação próxima com o cliente.
Para 2026, as nossas expectativas são de continuidade e evolução. O grande objetivo é manter a liderança, mas focando-nos agora na transição energética. Antevemos que este será o ano da afirmação das gamas eletrificadas (Oxygen), à medida que os nossos clientes procuram soluções mais sustentáveis sem abdicar da potência. Relativamente aos desafios, estamos atentos à volatilidade do cenário macroeconómico e aos custos de financiamento, que continuam a influenciar a decisão de investimento das empresas. No entanto, encaramos estes desafios como oportunidades para reforçar os nossos serviços de suporte e soluções financeiras personalizadas. O nosso foco estará em antecipar as tendências do mercado e em manter a agilidade na entrega, garantindo que a Manitou continue a ser o parceiro de referência na movimentação de cargas em Portugal.


A revista abolsamia, estreia, nesta edição, com o apoio da New Holland, uma nova rubrica dedicada à manutenção preditiva de equipamentos agrícolas. Ao longos das próximas cinco edições, os leitores vão poder descobrir conselhos e recomendações técnicas, capazes de ajudar os agricultores a prepararem tratores e máquinas para as próximas campanhas. Começamos no Alentejo, abordando a importância de temas como o check-up e a inspeção aos tratores.
https://agriculture.newholland.com/pt-pt/europe
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PPequena caixa institucional do patrocinador No fim da página:
A New Holland disponibiliza uma rede de concessionários e serviços pós-venda em todo o país, assegurando assistência técnica, peças originais e soluções de manutenção para maximizar o rendimento das máquinas agrícolas.
ara este primeiro capítulo do Caderno de Manutenção Preditiva, com o apoio da New Holland, a escolha recaiu no concessionário Miraldino, em Sousel, onde abordámos temas como o check-up e inspeção aos tratores, para mostrar como uma avaliação atempada do estado das máquinas pode evitar avarias e reduzir custos de operação.
A manutenção preditiva consiste numa análise contínua do estado efetivo dos equipamentos através de sensores, sistemas conectados e análise de dados. Intervindo no momento exato em que os indicadores revelam sinais de desgaste ou risco de falha.
Na prática, este modelo ganha expressão no trabalho desenvolvido pela Miraldino, onde o check-up técnico permite avaliar o estado real dos equipamentos antes do início das campanhas. Com as informações recolhidas, é possível identificar padrões anómalos e sinais precoces de desgaste que, por vezes, não são perceptíveis ao operador durante a realização de trabalhos diários.


João Rego
Service Development Manager da New Holland
Ao integrar as metodologias de inspeção estruturadas e as ferramentas de monitorização, o concessionário contribui para que a manutenção deixe de ser uma resposta a avarias e assuma um caráter preventivo e preditivo.
Para os agricultores, os benefícios são claros e tangíveis: é alcançada uma maior previsibilidade durante as campanhas, reduzem-se significativamente as paragens inesperadas e pratica-se um melhor controle sobre os custos associados à operação. Desta forma, a manutenção preditiva representa, por inteiro, uma mudança de cenário: a assistência deixa de ser reativa e passa a ser preventiva, planeada e orientada por dados.

Durante a inspeção, é seguida uma metodologia estruturada para garantir um diagnóstico completo:
1. Check-up de 360º ao equipamento
2. Avaliação técnica a todos os grupos que constituem uma máquina agrícola
3. Diagnóstico eletrónico e leitura de dados, com anotação de todas as incidências encontradas
4. Identificação de necessidades de manutenção preventiva ou corretiva
5. Orçamentação e planeamento das intervenções
6. Recomendações ao cliente para utilização e prevenção

Proximidade e conhecimento técnico caminham lado a lado no apoio prestado ao agricultor
Que parâmetros são verificados durante a inspeção?
Antes de qualquer intervenção, a inspeção técnica incide sobre um conjunto de parâmetros essenciais que permitem avaliar o estado real do equipamento.
MOTOR
D Óleo e filtros
D Fugas e sistema de injeção
D Radiadores e refrigeração
D Anticongelante e válvulas
D Sistema de tratamento de gases
Sistemas eletrónicos
D Alertas, sensores e erros registados
Transmissão e hidráulico
D Níveis, pressões e funcionamento
Pneus e desgaste
D Pressão, carga e padrões de desgaste
Travagem e segurança
D Estado dos travões
D Funcionamento do travão de estacionamento
D Integridade das linhas hidráulicas de travagem

Área de entrega de máquinas da Miraldino, onde os clientes recebem algumas explicações sobre o trator, para uma utilização correta e eficiente dos equipamentos
Sistemas conectados, antecipar antes de falhar
A integração de sistemas conectados tem vindo a transformar a forma como as máquinas são geridas, mantidas e monitorizadas. Através de sensores e soluções de telemetria, os tratores e alfaias comunicam com plataformas digitais, que disponibilizam uma leitura contínua dos dados operacionais em tempo real. Como reforça o Service Development Manager da New Holland, João Rego, “os serviços conectados são de extrema importância porque permitem consultar dados em tempo real e verificar inúmeros sinais de alerta.”
Mas, quais são as vantagens dos serviços conectados?
1. Acompanhamento contínuo dos parâmetros
2. Alertas automáticos de performance anómalas
3. Identificação de tendências de funcionamento e anomalias
4. Previsão de falhas antecipadas
5. Hipótese de realizar um diagnóstico remoto
6. Aprimoramento dos planos de manutenção
É de salientar que os serviços conectados permitem também aos concessionários serem notificados sobre possíveis falhas ou anomalias, muitas vezes antes destas se manifestarem. Em simultâneo, o próprio cliente tem acesso aos parâmetros de funcionamento e pode configurar notificações personalizadas, tudo isto através da aplicação
O “efeito cascata” nas avarias
A fiabilidade de uma máquina agrícola deriva do funcionamento articulado e equilibrado dos vários sistemas que a compõem. Quando um componente apresenta desgaste ou uma anomalia, o esforço adicional é transferido para os elementos adjacentes, o que pode desencadear uma sequência de falhas denominada de “efeito cascata”.
O que começa por ser um problema localizado, pode evoluir para danos mais extensos e reparações de maior complexidade. Se não forem identificados e solucionados com a devida urgência, estes indícios podem comprometer sistemas críticos como a transmissão ou o sistema hidráulico.
João Rego ilustra esta realidade ao expor um caso bastante comum: “Um rolamento de baixo custo, se não for trocado antecipadamente, pode originar a substituição de uma transmissão completa”.

A análise de dados provenientes dos sistemas conectados permite planear intervenções e antecipar falhas, princípios centrais da monitorização realizada no Intellicenter
Antes da entrega de um trator, é indispensável cumprir uma check-list minuciosa e precisa de verificações técnicas (mais de 100 pontos), que visam garantir o estado estético e funcional de cada unidade.
1. São averiguados todos os pormenores, desde tubos a braçadeiras

A inspeção minuciosa de peças protege o ritmo das campanhas agrícolas e assegura que cada uma cumpre devidamente a sua função
2. São testadas todas as funções da máquina, como o sistema de elevador traseiro
3. São programadas e definidas opções, tendo em conta as necessidades do cliente
4. As unidades são pré-preparadas para o seu uso específico
Dada a crescente complexidade das máquinas agrícolas atuais, a formação de operadores é de grande importância, motivo pelo qual os concessionários New Holland disponibilizam ações formativas dirigidas aos respetivos utilizadores. São debatidas práticas de boa utilização e manutenção da unidade, assim como recomendações e precauções a serem tomadas.

A evolução das práticas de manutenção é particularmente relevante para quem acompanhou o setor ao longo de várias décadas. Manuel Capelinha, técnico com 72 anos, já reformado, mas ainda em atividade na Miraldino, recorda que no passado a manutenção era feita sobretudo com base na experiência e na observação direta.
“Antigamente, fazia-se tudo pela cabeça, hoje verifica-se uma diferença enorme nas manutenções. Evoluíram as técnicas e são revistos muitos mais pontos ”, afirma o “mestre”, em declarações à revista abolsamia . Atualmente, são analisados inúmeros pontos críticos e parâmetros de funcionamento, o que contribui para intervenções mais precisas.

Manutenção preventiva e preditiva - exemplos práticos e benefícios

Com uma vida dedicada à mecânica agrícola, Manuel Capelinha representa o conhecimento acumulado que acompanha a evolução tecnológica das máquinas
Entre reparar, prevenir ou prever, qual é a solução mais vantajosa para o operador?
1. A manutenção corretiva ocorre depois de surgir uma avaria. Neste caso, a intervenção acontece quando a máquina apresenta uma falha que impede o seu funcionamento normal.
2. A manutenção preventiva baseia-se em revisões programadas e na substituição periódica de determinados componentes. Permite reduzir o risco de falhas inesperadas e planear intervenções com antecedência.
3. A manutenção preditiva recorre a uma monitorização contínua de parâmetros para identificar sinais de desgaste ou anomalias antes que se transformem em avarias. É considerada a abordagem mais eficiente e económica a longo prazo.
SITUAÇÃO DETETADAPOSSÍVEL PROBLEMA GANHO DA MANUTENÇÃO PREDITIVA
Máquina a trabalhar com cargas de motor baixas e baixa temperatura do catalisador
Consumo elevado de combustível associado a pressões de injeção desajustadas
Possível falha no sistema de tratamento de gases de escape
Possível futura falha no sistema de injeção eletrónico
Permite identificar condições de funcionamento inadequadas, antes de ocorrer uma falha no sistema póstratamento
Permite detetar a anomalia antecipadamente e planear a intervenção antes de ocorrer uma avaria grave
SITUAÇÃO DETETADA POSSÍVEL PROBLEMA GANHOS DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA
Desgaste ou folgas em componentes de transmissão (eixos, rolamentos)
Filtros de ar, combustível ou óleo saturados
Falha ou rutura de componentes de transmissão Ajuste atempado evita avarias graves
Perda de desempenho do motor
Substituição programada garante melhor eficiência do motor e maior durabilidade

Especialmente durante as campanhas, a Miraldino tem carros e mecânicos para responder às urgências dos clientes


Por trás de cada máquina pronta para o campo, está uma equipa de pós-venda que faz toda a diferença
Nos distritos de Portalegre e parte de Évora, o nome Miraldino tornou-se uma presença familiar no quotidiano agrícola, com mais de oito décadas de atividade ao lado dos agricultores. Hoje em dia, lado-a-lado com a marca New Holland, enquanto concessionário de referência na aplicação da manutenção preditiva.
AMiraldino tem origem em 1943, ano em que Miraldino Filipe Mendes iniciou um negócio familiar que viria a atravessar gerações. Nos primeiros anos, a atividade esteve ligada ao comércio de cereais, combustíveis e ao setor automóvel, a que se seguiu a especialização nas máquinas agrícolas. Em 1986, a empresa passou para as mãos de José Manuel Severo Mendes, filho do fundador, que continuou com a expansão da Miraldino, até que, em 1993, deu-se a entrada da 3.ª geração, começando uma nova fase dedesenvolvimento e profissionalização, procurando responder às novas dinâmicas de um setor em permanente mudança, agora com a 4.ª geração da família.
Liderança de mercado na região de Portalegre
Entretanto, só no último ano, a empresa garantiu mais de 30% de quota de mercado na sua área de intervenção, o que significa que vendeu cerca de um em cada três novos tratores comercializados no

O espírito de equipa e a organização técnica marcam o dia a dia da Miraldino no apoio aos clientes
distrito de Portalegre e parte do distrito de Évora. Num mercado extremamente competitivo, onde o fator preço pode ditar a decisão, a fidelização constrói-se através da qualidade do serviço e da rapidez na resposta. Como declaram os gerentes da Miraldino, Filipe e Alexandra Mendes, “um cliente poderá sair pelo preço, mas voltará sempre pelo serviço.”
Serviços que acompanham o agricultor em todas as fases
A Miraldino oferece um alargado conjunto de serviços, atuando em áreas como a comercialização de tratores e alfaias agrícolas, para os quais tem concebidos check-ups técnicos e diagnósticos preditivos, a par de intervenções preventivas, que evitam a paragem das máquinas. Durante as campanhas, a assistência técnica no terreno possibilita uma resposta rápida a eventuais problemas. A empresa promove ainda ações formativas dirigidas a operadores e clientes, muitas delas com o apoio de técnicos New Holland, nas quais são abordadas boas práticas de operação, cuidados básicos de manutenção e procedimentos de segurança.


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No ano em que comemora o seu centenário, a STIHL Portugal reuniu cerca de 250 convidados em Fátima para um evento que expressou bem a sua identidade: uma marca próxima da sua rede, confiante no seu percurso e determinada em preparar o futuro com a mesma solidez com que construiu o passado.

Ciente de que nenhuma marca ou negócio cresce sem pessoas, a STIHL Portugal quis celebrar os 100 anos de história rodeada por quem, todos os dias, ajuda a dar um “rosto” à marca no terreno, a aconselhar clientes, a assegurar o serviço pós-venda e a consolidar uma reputação construída ao longo de um século. A dimensão desta Convenção da STIHL ajudou a sublinhar esse propósito. A reunião juntou cerca de 250 pessoas e contou com a presença de perto de 80% dos concessionários da marca em Portugal, além de representantes vindos da sede na Alemanha. Presenças que vieram contribuir para o fortalecimento da ligação existente entre a STIHL Portugal e os seus concessionários.
Um século de história e de sucesso
O centenário ofereceu, naturalmente, um enquadramento especial a esta Convenção da STIHL. Fundada em 1926 por Andreas Stihl, na Alemanha, a marca
Juvenal Martins, diretor--geral da STIHL Portugal, apresentou a estratégia da empresa que passa por apostar, cada vez mais, nas soluções a bateria, que têm vindo a ganhar quota de mercado de ano para ano
nasceu com a ambição de facilitar o trabalho de quem vive e trabalha em contacto com a natureza. Cem anos depois, essa matriz continua bem presente. Mas em Fátima a história não foi tratada como peça de museu. Pelo contrário. Serviu para mostrar que uma marca centenária só se mantém relevante se souber evoluir, adaptar-se e continuar próxima de quem a representa no mercado e de quem escolhe os seus equipamentos. Também a história da STIHL em Portugal ajuda a perceber a importância desta reunião. Presente no nosso País desde 1974, com filial própria desde 1999, a marca tem vindo a evoluir

A Convenção da STIHL, em Fátima, reuniu cerca de 250 convidados e a foto de “família” foi, naturalmente, um dos pontos altos do evento

com um foco cada vez mais claro na qualidade da rede e do serviço. Como sublinhou Juvenal Martins, diretor-geral da STIHL Portugal, “a inauguração da nova sede em Sintra espelhou a aposta incontornável no mercado nacional e a opção assumida pela marca na qualificação, na consistência e na capacidade de garantir um acompanhamento à rede que esteja à altura das exigências da marca e de quem escolhe os seus produtos”.
Essa ideia atravessou boa parte do encontro. Mais importante do que estar em todo o lado é estar bem representada, com profissionais preparados, oficinas competentes e uma verdadeira relação de confiança com o cliente. Num universo tão dependente da assistência, da disponibilidade de peças, da demonstração de produtos e do aconselhamento técnico, essa continua a ser uma das grandes forças da STIHL. A venda não termina na máquina. Começa nela, mas prolonga-se no serviço, no conhecimento e na capacidade de estar presente quando é preciso.
2025, um ano de “ouro”
O bom momento da operação portuguesa foi outro dos pontos em destaque. Segundo os números anunciados pela STIHL Portugal, o último ano traduziu-se num crescimento de 48% na faturação e de 17% em número de equipamentos vendidos, resultados
de aniversário sem bolo, não é festa. No caso da STIHL, os cem anos mereceram um exemplar à altura da grandeza
que reforçaram o ambiente de confiança vivido em Fátima. Mais do que indicadores comerciais, estes resultados foram apresentados como reflexo de um trabalho consistente, feito em conjunto com a rede de concessionários e apoiado numa estratégia clara. “Foi uma espécie de equipa de F1 bem afinada, com os pilotos e os carros certos, numa época em que tudo correu bem”, afirmou Juvenal Martins. Houve, por isso, um sentimento visível de orgulho, mas também a consciência de que este desempenho traz novas responsabilidades e obriga a continuar a investir na relação com o mercado.


A bateria como peça chave da estratégia
A Convenção serviu igualmente para mostrar que a STIHL está longe de viver apenas do peso do seu nome. Uma das mensagens mais fortes deixadas ao longo das apresentações foi a aposta cada vez mais clara no universo da bateria. A marca quer reforçar a sua posição neste segmento, tanto junto do utilizador profissional, como do consumidor exigente, e assume esse caminho como uma prioridade estratégica. Mais comunicação, mais demonstração, mais proximidade ao cliente e mais competência técnica foram algumas das ideias que marcaram essa visão de futuro.
Mas o encontro não se ficou pelas mensagens de palco. A componente prática também teve o seu lugar, com demonstrações de corte e momentos em que o produto saiu da exposição estática para o terreno. Esse equilíbrio entre estratégia e demonstração ajudou a tornar o evento mais dinâmico, completo e próximo da realidade da rede. A STIHL conseguiu, assim, cruzar duas dimensões que lhe são muito pró-

prias: por um lado, a robustez e a eficácia dos equipamentos; por outro, a importância da formação, da segurança e do saber fazer.
Um centenário celebrado com os olhos postos no futuro

As demonstrações práticas não se cingiram às motosserras e as roçadoras a bateria também
Ao mesmo tempo, falou-se de renovação do pós-venda, da melhoria dos espaços, do apoio à comunicação, do reforço da formação técnica e comercial e de novas ferramentas para reforçar a ligação ao cliente. A mensagem foi clara: a STIHL quer crescer com os concessionários e não apenas através deles. Houve ainda espaço para os momentos mais simbólicos desta celebração. O bolo dos 100 anos, o ambiente de partilha e a grande fotografia de grupo ajudaram a dar ao encontro uma dimensão mais emocional e mais memorável. No fundo, foi o reconhecer de um património coletivo, feito de trabalho, exigência, relações duradouras e confiança construída ao longo de décadas.
No final, a reunião de concessionários da STIHL em Fátima mostrou uma marca segura do seu legado, mas longe de estar acomodada a ele. Os 100 anos foram celebrados com orgulho, claro, mas também com uma visão muito objetiva do futuro. E essa terá sido, talvez, a principal mensagem deixada pelo encontro: a história da STIHL honra-se todos os dias, no terreno, ao lado da rede, com ambição, proximidade e vontade de continuar a fazer caminho.


A crescer na Europa desde 2022, a TAFE convidou um grupo de jornalistas europeus a viajar até à Índia, para conhecerem alguns dos argumentos que justificam a ambição da marca indiana de tornar-se o maior fabricante global de tratores até aos 100cv. E as surpresas não faltaram.
Fotografia
Comecemos pelos dados. Fundada em 1960, a TAFE - Tractors and Farm Equipment Limited é, atualmente, o segundo maior fabricante indiano de tratores, com mais de três milhões de tratores já vendidos mundialmente, além do maior exportador do país, neste tipo de equipamento. Sendo, também, um dos maiores a nível global.
Contabilizando já mais de 10.000 representantes em todo o mundo, a TAFE tem, agora, como objectivo declarado, tornar-se a maior marca global de tratores nos patamares abaixo dos 100 cv de potência. Aproveitando não só o peso das quatro marcas que comercializa (Massey Ferguson e Eicher para o mercado indiano, TAFE e IMT para exportação), como também uma oferta extensa de produtos, com potências dos 20cv aos 110cv, saída de um total de nove fábricas só na Índia, mais uma unidade de produção na Turquia, e uma
fábrica de montagem integrada, no México. Unidades que, além de tratores, produzem motores Diesel, transmissões, equipamentos agrícolas e outros componentes, assim como geradores Diesel, bombas hidráulicas e cilindros, além de fabricarem plásticos industriais, utilizados por marcas automóveis.
Do negócio fazem ainda parte os chamados Centros de Excelência para Pesquisa e Desenvolvimento, situados na Índia e Reino Unido, além de quintas agrícolas, as JFarms, centros de investigação adaptativa que promovem a distribuição de sementes, a agricultura integrada, a gestão do solo e a agricultura biológica.
No caleidoscópio indiano
Lançados no multifacetado caleidoscópio que é a realidade e sociedade indianas, o grupo de jornalistas europeus, do qual a revista abolsamia fez parte, teve a



Com uma força de trabalho composta apenas por mulheres com deficiência física, a JRehab é um exemplo de excelência, ao produzir cablagens, com pouca tecnologia e zero defeitos

oportunidade de conhecer uma das fábricas-modelo da TAFE, em Maturai, onde uma única linha de produção combina eficiência e precisão humana. Montando diferentes modelos de várias marcas, segundo o lema “Zero Defeitos”, com alguns deles a serem, no final, convertidos em kits SKD ( Semi Knocked Down), para envio e posterior montagem noutros mercados.
Outro momento marcante foi a visita à JRehab, fábrica de cablagens operada exclusivamente por mulheres
O grupo de jornalistas europeus com os principais responsáveis da TAFE: à frente, Massimo Ribaldoni (CTO), Sandeep Sinha (CEO) e Mallika Srinivasan (Chairman e Managing Director); atrás, João José Oliveira (VP Europa) e Sunitha Subramaniyan (Chief Communications e Digital Marketing Officer)
com deficiência física, um exemplo notável de inclusão social e empoderamento feminino na indústria indiana, e que, além da enorme capacidade de resposta, está, também ela, alinhada com o objectivo “Zero Defeitos”.
O momento alto
Numa viagem repleta de descobertas, a possibilidade, ainda, de conhecer, os planos futuros da marca indiana, por intermédio daqueles que são os seus principais responsáveis - a Chairman e Managing Director da TAFE, Mallika Srinivasan - Vice-Chairman da TAFE, Dr. Lakshmi Venu e o CEO da TAFE Sandeep Sinha.
O Dr. Lakshmi Venu destacou o crescimento sustentado da TAFE, “um dos maiores fabricantes de tratores a nível global e o segundo maior na Índia”, mercado que, em 2025, deverá valer cerca de um milhão de tratores. Sendo que a TAFE espera fazer “mais de 200.000 unidades em todos os mercados” onde está presente, aproveitando igualmente o incremento da “automação, robótica e soluções da indústria 4.0” nas suas fábricas, assim como um portfólio de tratores “concebidos para proporcionar

os jornalistas
as
capacidades produtivas


desempenho, fiabilidade e eficiência superiores”.
Especificamente sobre a Europa, o CEO da TAFE, Sandeep Sinha, explicou tratar-se de uma aposta a “longo prazo”, onde a marca tem passado ”muito tempo no terreno”, para compreender as “necessidades” e “oferecer soluções agrícolas que correspondam às expectativas em termos de qualidade, tecnologia e padrões globais”. Algo para o qual contribuirá a parceria com a Deutz, garantia de acesso a “recursos e tecnologias para produção de motores”, permitindo aumentar “a produção de 325.000 para 400.000 motores, nos próximos quatro a cinco anos”
Sandeep Sinha sublinhou ainda o investimento em
O CTO da TAFE, Massimo Ribaldoni, explicou que, no EV28, apenas o hardware da bateria vem de um parceiro; gestão e software foram desenvolvidos internamente

Na série GE, o 7515 GE é um dos novos produtos que a TAFE lançou na Europa em 2026
I&D para criar “produtos novos e relevantes”, num processo evolutivo que contempla “a digitalização” em “todas as partes do negócio”, permitindo à TAFE “evoluir de fabricante de tratores para fornecedor de soluções agrícolas completas”. Neste caso, graças, também, à “super aplicação TAFE TERRA”, um ecossistema digital que integra direção automática por GPS, telemática e gestão agrícola inteligente.
A terminar, a afirmação, por parte da Chairman e Managing Director da TAFE, da “aspiração de liderar globalmente no segmento até 100cv”, “impulsionados por mercados chave como a Europa, que estabelece padrões globais em tecnologia, segurança, emissões e sustentabilidade”. De resto, “a Europa não é apenas um mercado, mas um parceiro, um embaixador de excelência, que ajuda a elevar as nossas capacidades globais e desempenha um papel crítico na concretização da visão da TAFE de Cultivar o Mundo.”
Durante a viagem, houve também oportunidade para conhecer duas das mais recentes apostas da TAFE que, em breve, integrarão a sua oferta europeia: o 7515 GE, compacto vinhateiro e o EV28, o primeiro trator elétrico da marca destinado ao mercado europeu e já finalista ao prémio de Sustentabilidade dos TOTY 2026. O 7515 GE, equipa com um motor 3 cilindros de 2,6 litros Diesel, 75 cv e conforme com a norma Stage V, estando disponível em versões 2WD e 4WD. Oferece uma velocidade máxima de 40 km/h (com cabine) e uma capacidade de elevação de 2.400 kg, além de válvulas auxiliares e um caudal hidráulico capaz de responder às tarefas mais exigentes. A TDF dispõe de 540 rpm, com opção de dupla velocidade. Já o EV28, marca a estreia europeia da TAFE na mobilidade elétrica. Com 25,7 kW (35cv) de potência máxima, binário de 105 Nm e autonomia até 4 horas, recarrega a bateria NMC de 20 kWh, dos 20% aos 80%, em cerca de 3 horas, numa tomada de 6,6 kW, ou em apenas 1 hora, com uma wallbox de 22 kW.

Com pneus para relva, o TAFE EV28 mostrou a resposta típica de um sistema de propulsão elétrico, embora o Cruise Control pudesse ser um pouco mais rápido na resposta
A transmissão mecânica de duas velocidades permite atingir os 27 km/h, enquanto as TDF dianteira e traseira oferecem 1000 e 580 rpm, respetivamente. Com 739 kg de capacidade de elevação, o EV28 surge como uma solução prática para serviços municipais e para a chamada “agricultura de fim de semana”

O EV28 será o primeiro trator 100% elétrico comercializado pela TAFE na Europa, com uma vocação clara para os trabalhos municipalizados e pequenas explorações agrícolas

O gestor de produto da TAFE para a Europa esteve a responder às perguntas dos jornalistas sobre os novos modelos



Depois das séries 8000 e do 4000, a JCB reforça a sua aposta nas altas potências, onde estão os big boys, com a variante 6000 do já icónico Fastrac. Também esta, uma proposta diferente, a começar nas soluções técnicas, e a terminar na velocidade. Argumentos que lhe permitiram vencer o troféu na categoria
Sustainable do Tractor of the Year 2026.
Apontado a um segmento do mercado europeu de tratores que representará, atualmente e segundo a própria JCB, qualquer coisa como 12 mil unidades, o novo Fastrac 6000 surge com o propósito de preencher uma lacuna assinalada entre o 4000 e o 8000. Mais concretamente, através da disponibilização de um “trator multitarefa, capaz de enfrentar qualquer tipo de trabalho, compacto, manobrável, com elevada potência e tecnologia”, afirmou o diretor-geral da JCB para o Produto, Greg Fitton.


CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
MOTOR
Motor FPT
Capacidade / cilindros6.700 cm3 / 6 cil.
Potência nominal 260 - 300 cv
Potência máxima / com boost 284 - 335 cv
Binário máximo / reserva 1275 - 1400 Nm / 5%
Intervalo de manutenção 1000 horas
TRANSMISSÃO

Tipo ZF Eccom 3.1 continuamente variável
Configuração 4 gamas
Regime do motor a 40 km/h1275 rpm
Velocidade máxima 66 km/h
HIDRÁULICO
Fluxo da bomba Variável 205 - 410 lpm
Bomba da direção 77.09 Lpm
Capacidade de elevação traseira 11000 Kg
Capacidade de elevação dianteira 5000 Kg
DIMENSÕES
Distância entre eixos 3180 mm
Distância ao solo 450 mm
Peso em vazio 11000 kg
Carga máxima admissível18000 kg
“A agricultura está a mudar. Os agricultores são cada vez menos, as margens de lucro são cada vez menores, e há ainda o problema da falta de mão-de obra qualificada, além das alterações climáticas, que têm tornado as janelas de produção cada vez mais estreitas. Foi para responder a todos estes condicionalismos que, aproveitando o feedback de clientes, vendedores e importadores, desenvolvemos, nos últimos cinco anos, o Fastrac 6000 - um trator que respeita o ADN JCB e que, além da versatilidade, com-
Equipado com hidráulico de fluxo variável e bomba de até 106 gpm, o novo Fastrac dispõe de TDF de quatro velocidades e capacidade de elevação até 11.000 kg
petência e potência, é, também, o trator mais confortável do mercado”.
Motor FPT customizado
Evolução de um conceito já com três décadas de existência, a nova geração Fastrac, e esta versão 6000 em particular, ostenta várias novidades. A começar no motor FPT NEF de seis cilindros, com quatro válvulas por cilindro, sistema de injecção Common Rail e turbocompressor eVGT, cuja potência pode variar entre os 340cv (versão 6300) e os 284cv (6260), enquanto o binário máximo oscila entre os 1.400 e 1.275 Nm. E, tudo isto, sem deixar de cumprir a norma de emissões Stage V. Destaque, ainda, para a capacidade do bloco de manter 95% do binário máximo entre as 1.200 e as 1.800 rpm, garantindo força constante em terrenos difíceis.
Transmissão ZF com

Exemplo do forte pendor tecnológico, o Fastrac 6300 exibe um quadrante 100% digital, a cores, e com ótima definição
Smart Transmission Control
Como transmissão, uma solução ZF Eccom 3.1 continuamente variável (CVT) , com quatro gamas automáticas e gestão inteligente, garantida através de um sistema Smart Transmission Control , capaz de ajustar o desempenho para máxima produtividade e que, em conjunto com o motor, permite atingir os 66 km/h, apoiado num chassis estrutural com dois novos eixos de direção e suspensão hidropneumática de dupla ação, independente, e nivelante. Mais uma travagem de pinças com 4 pistões, ABS e indicador de desgaste das pastilhas; algo mais vulgar nos veículos pesados.
Equipado com pneus largos de 600-710 mm, o Fastrac 6000 incorpora, ainda, um bem concebido sistema de gestão da pressão, perfeitamente integrado na jante, e capaz de deitar fora o ar em 40s ou encher o pneu em 4 minutos.

Dispondo, de série, de tração 4WD e quatro rodas direcionais, com bloqueio hidráulico proporcional à velocidade (em alcatrão, apenas o eixo dianteiro “conduz”), o Fastrac conta, ainda, com a inovação de uma bomba de direção independente, acionada pelo movimento (ground-driven/transmissão), que, ao assegurar pressão/caudal só para a direção, garante controlo direcional para encostar/parar em segurança, com o motor desligado. Uma solução que a JCB justifica com o facto deste ser um trator especialmente apto para velocidades mais elevadas em alcatrão, onde também o modo de condução Rear Delay (atraso do eixo traseiro) contribui para uma maior estabilidade.
No campo, o modo True Tracking assegura o correto alinhamento nas fileiras, ao mesmo tempo que um opcional sistema de orientação por satélite com dois recetores melhora a precisão e permite, em conjunto com o modo Twin Steer, controlar os dois eixos, para uma direção ultra-precisa.
Onze toneladas
No que concerne ao sistema hidráulico e tomada de força (TDF), a nova família 6000 da Fastrac dispõe de sistema hidráulico de fluxo variável, com bomba de 204,4 litros por minuto (LPM), ou e como opcional, 401,2 lpm (versão 6300), três pontos traseiros com novos encaixes, TDF traseira de quatro velocidades (540/1000/540E/1000E rpm) e uma capacidade de elevação de até 11.000 kg; com a suspensão ativa a garantir o nivelamento do trator sem necessidade de pesos na frente.
Também na traseira, uma plataforma para acomodar até 5.000 kg de peso e que pode ser utilizada

A mais recente evolução do sistema iCON conta com dois ecrãs tácteis de 12”, interface personalizável e a inserção de perfis específicos
para instalar equipamentos como pulverizadores ou tanques, enquanto, na frente, uma TDF de até 1.000 rpm, mais a possibilidade de instalar um engate (opcional) com capacidade para até 5.000 kg.
Com sistema iCON evoluído
No domínio da tecnologia e numa cabine com ótima visibilidade e faróis LED de 360° no exterior, mais uma câmara traseira no engate, a mais recente evolução do conhecido sistema iCON, com até dois ecrãs tácteis de 12”, interface personalizável para mostrar informações de GPS , câmaras, ISOBUS e controlo de secções. Mais a possibilidade


Além de novos eixos de direção, o Fastrac 6300 possui suspensão hidropneumática independente, capaz de manter o conforto, estabilidade e nivelamento permanentes
de elaborar perfis específicos para diferentes operadores, incluindo no uso de implementos.
Como parte do iCONNECT , a telemática LiveLink para monitorização remota, um sistema ISOBUS completo com controlo da taxa variável e secções, e a já referida e mais apurada orientação por satélite.
Já consagrado com a distinção Sustainable nos TOTY 2026 , o JCB Fastrac versão 6300 que tivemos oportunidade de testar, ainda antes da eleição, numa apresentação exclusiva para mem -
O seis cilindros
FPT NEF foi configurado “à medida”, debitando entre os 284cv (6260) e os 340cv (6300).
A velocidade máxima é limitada a 66 km/h


Além de hidráulico de fluxo variável, com bomba de 204,4 lpm, o Fastrac conta com três pontos traseiros com novos encaixes
bros do júri do Trator do Ano, do qual a revista abolsamia faz parte por Portugal, e que se realizou em Inglaterra, mostrou-se, logo aí, uma proposta diferenciada e diferenciadora, resultado não apenas do ADN do modelo, como também pela qualidade percepcionada, atenção ao pormenor, ótimo conforto (excelente o trabalho da suspensão) e bem-estar a bordo de uma cabine ampla, com boa visibilidade, e tecnologicamente evoluída.
Em campo, o Fastrac “do meio” (já existiam as versões 8000 e 4000) afirma-se através do sistema quatro rodas direccionais (de série), a permitir uma condução em linha ou desalinhada dos eixos, a que junta o guiamento automático nas manobras de cabeceira e o planeamento avançado das curvas, com vários tipos de trajetos previstos.
Equipado com implementos, como era o caso do cultivador combinado de mobilização profunda Sumo Quattro/3 (Quattro porque faz quatro operações numa só passagem - subsolar, misturar, nivelar e consolidar - e 3 porque é a largura de trabalho em metros), o Fastrac 6000 mostrou sempre potência e força suficientes para levar a tarefa adiante, ao mesmo tempo que funcionalidades como o sistema central de inflação dos pneus (CTIS) ajudam à transição entre vários tipos de piso e utilizações.
Em suma, uma proposta que eleva os limites daquilo que é esperado num trator e que vem garantir mais e melhores horas de trabalho, com ganhos na eficiência, economia, sustentabilidade, segurança e qualidade operacional.
A JCB é representada em exclusivo no mercado português pela Motivo.
Depois de ter criado a empresa em 1984, Michael Horsch mantém-se, hoje em dia, como o pilar da Horsch Maschinen Gmbh, um dos maiores fabricantes mundiais de maquinaria agrícola. Em entrevista exclusiva à revista abolsamia, o empreendedor alemão fala não só sobre aquilo que é o ADN da empresa que fundou e as fundações que criou, como também sobre aqueles que são os principais e próximos desafios. Não somente para a Horsch, como para o próprio futuro da Agricultura.
Nascido em 1959, Michael Horsch foi o primeiro dos seis filhos de Dankwart Horsch, agricultor alemão que foi também um dos pioneiros da sementeira direta na Baviera, e que, desde cedo, incutiu nos filhos a paixão pela Agricultura e pela Engenharia Agrícola. Foi, de resto, fruto desse ambiente familiar que, após uma experiência nos EUA, onde trabalhou em várias quintas, Michael voltaria à Alemanha para criar a sua primeira máquina agrícola, um semeador de milho. A qual, por sua vez, estaria na origem da fundação, em 1984, da Horsch Maschinen GmbH, atualmente um dos maiores fabricantes mundiais de máquinas agrícolas para sementeira, mobilização de solo, proteção de culturas, assim como e já mais recentemente, de tecnologias de precisão e automação.
Numa altura em que o mundo vive tempos conturbados, confrontado com desafios da mais variada ordem, a revista abolsamia quis ouvir Michael Horsch sobre o momento atual e futuro da sua empresa, com reflexos na própria Agricultura. Desafios que, segundo o empresário e empreendedor alemão, depois de todo o caminho já percorrido poderão resumir-se agora a um e só “inimigo”: o Clima.

Olocalonde nasceu aHorsch Maschinen GmbH, Sitzenhof continua aseruma propriedade agrícolafulcral naexistência dofabricante alemãode máquinas agrícolas
Cada zona climática e cada localização exigem a sua própria estratégia
Comecemos pelo momento atual da Horsch Maschinen GmbH. Numa altura em que os mercados atravessam um período particularmente difícil, marcado pelas alterações climáticas, guerras e tarifas comerciais, a Horsch conseguiu, ainda assim, manter um desempenho estável em 2025. Como avalia o último ano e, qual é o segredo por detrás dos resultados alcançados?
Michael Horsch - Eu não lhe chamaria propriamente um segredo. A nossa abordagem sempre foi a mesma: focamo-nos em problemas concretos e procuramos soluções. No passado, eram as pedras nos nossos campos. Hoje, são as alterações climáticas, as mudanças nas rotações de culturas e as novas exigências ao nível do trabalho do solo e da sementeira. Não desenvolvemos máquinas porque sentimos pressão para inovar. Desenvolvemo-las por necessidade prática. Este foco consistente nos verdadeiros desafios da agricultura, aliado ao contacto próximo com os nossos clientes, é, na minha perspetiva, a base da estabilidade.

A nossa identidade mantém-se: analisamos os problemas no terreno e desenvolvemos soluções práticas.

A Horsch é, hoje, uma empresa multinacional, a operar em mercados muito distintos, da Europa ao Brasil, aos Estados Unidos e à China. Como é que a empresa equilibra as diferentes exigências agronómicas destes mercados e adapta a sua oferta de produtos sem perder a identidade da marca? Temos unidades da empresa em onze países e estamos presentes em todas as regiões agrícolas do mundo dedicadas à produção arvense. O que constatamos de forma muito clara é que já não existe um sistema padrão que funcione em todo o lado. Cada zona climática e cada localização exigem a sua própria estratégia. À medida que o clima muda, também as práticas de mobilização do solo e de sementeira se transformam. Por isso, analisamos cada local individualmente e oferecemos soluções adequadas. A nossa identidade mantém-se: analisamos os problemas no terreno e desenvolvemos soluções práticas.
Na União Europeia, o peso das metas ambientais e a redução dos fatores de produção estão a acelerar a mudança tecnológica. Na sua opinião,

o que terá maior impacto no mercado nos próximos três a cinco anos: restrições regulamentares, custos de mão de obra, custos energéticos ou a pressão para maior produtividade? Na minha opinião, o principal fator será claramente o clima. Estamos cada vez mais confrontados com condições extremas — demasiado seco, demasiado húmido, demasiado quente ou demasiado frio. Estas quatro variáveis estão a tornar-se cada vez mais desafiantes para a agricultura. Isto afeta diretamente as rotações de culturas, o trabalho do solo e a sementeira. Precisamos de enfrentar estas mudanças de forma intensiva e disponibilizar soluções adequadas.
A Horsch tem vindo a investir fortemente em robótica e automação, tendo inclusive estabelecido uma parceria com a Trimble nesta área. Quais considera serem os principais benefícios desta parceria, tanto para o cliente final como para a agricultura em geral? Quais são as linhas vermelhas que a Horsch não está disposta a ultrapassar? Ao nível da automação, já estamos bastante avançados. Com sistemas RTK e planeamento de trajetórias, é possível trabalhar de forma muito eficiente em grandes áreas. A automação pode também ser muito eficaz na proteção das culturas. No entanto, quando falamos de sementeira e mobilização do solo — especialmente em condições difíceis — continuam a ocorrer entupimentos que precisam de ser corrigidos manualmente. Por isso, não acredito numa agricultura totalmente autónoma. A tecnologia pode apoiar o agricultor, mas não substitui completamente o ser humano.
Na Agritechnica 2025, a Horsch apresentou várias inovações importantes, desde pulverização localizada baseada em IA até ao DynamicSteering e à nova divisão de tecnologia florestal com a Horsch Pirk. Como é que estes desenvolvimentos se enquadram na estratégia tecnológica de longo prazo da empresa?
Atualmente umadasgamas centraisnaoferta daHorsch,o ProntoDCé umsemeador dediscos, desenhadopara semearcomalta precisãoegrande produtividade, mesmoem condiçõesdesolo maisdifíceis
A agricultura está a tornar-se cada vez mais diferenciada. Cada local exige a sua própria estratégia. Isto significa também que as explorações agrícolas devem manter-se flexíveis — por exemplo, utilizando diferentes sistemas de sementeira consoante o ano e as condições meteorológicas. A nossa tarefa é desenvolver soluções adequadas para essa realidade. Em simultâneo, trabalhamos continuamente em temas como a redução da compactação do solo, o desenvolvimento de máquinas mais largas, mas mais leves, e a possibilidade de uma mobilização específica por parcela, com o objetivo de poupar recursos. Desenvolvemos igualmente projetos próprios de investigação, incluindo colaborações com institutos de investigação.
Por fim, olhando para os próximos cinco a dez anos, quais são as questões que mais preocupam a Horsch, tanto ao nível dos desafios, como das oportunidades, e o que está a empresa a fazer para lhes dar resposta?
O maior desafio é, claramente, a crescente diferenciação impulsionada pelas alterações climáticas. Já não existe um sistema único que funcione em todo o lado. As explorações agrícolas terão de se tornar mais profissionais, pensar de forma mais estratégica e adaptar a sua gestão de forma mais próxima à localização e ao clima. Isto significa também que será necessária uma determinada dimensão da exploração para permitir a aplicação de várias estratégias em paralelo. A nossa missão é apoiar os agricultores com soluções técnicas adequadas, mantendo-nos o mais próximos possível do cliente, para compreender verdadeiramente as suas necessidades.
A tecnologia pode apoiar o agricultor, mas não substitui o ser humano HojeemdiaasededaHorschMaschinenGmbH,Schwandorf,na


Novos motores MAN –com maior potência e menor consumo de combustível.
Capacidade de colheita e caudal de processamento –extremamente elevados.
Cabina confortável –mais espaço, preparada para longas jornadas de trabalho. Trabalho sem limites –também em condições difíceis.
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Empresário com uma já longa experiência na organização de feiras agrícolas, a começar na Agroglobal, Paulo Fardilha prepara-se, agora, para avançar para a internacionalização, através da concretização de um projeto antigo: o Agritech Show Luanda. Desafio que o gestor português fez questão de apresentar, em primeiro lugar, nas páginas da revista abolsamia, defendendo que, “este é o momento certo para olhar para Angola”.
Parte da organização da mais importante feira agrícola realizada em Portugal, desde a sua 1.ª edição, em 2009, foi, de resto, nesse mesmo ano, que se iniciou a ligação profissional de Paulo Fardilha a Angola, tendo sido também então que começou a germinar a ideia de erigir um projeto idêntico em Luanda. Algo que, no entanto, só acabaria por concretizar-se mais de uma década depois, após vários anos de “amadurecimento do modelo” e confirmado o “ interesse do governo angolano em desenvolver o setor agrícola e abrir um pouco mais o país ao investimento estrangeiro”, recorda Paulo Fardilha.
“Foi assim que nasceu o Agritech Show Luanda, evento que, devido ao contexto do próprio país, teria de realizar-se perto de Luanda, além de que teria de ter sempre alguma relevância internacional. Isto porque eventos regionais do género já existem em Angola e só com uma feira internacional será possível captar o desejado investimento estrangeiro”
O interesse estrangeiro
Com o objectivo de voltar a fazer de Angola um país exportador no domínio agrícola, “foram levados a cabo todos
os contatos, inclusive, políticos”, sendo que, uma vez asseguradas as garantias institucionais, foi escolhida como palco a “Fazenda Quiminha”, uma exploração situada “muito próxima do novo Aeroporto Internacional de Luanda”. E que, “com uma área total de 5.000 hectares e apenas 500 ha em exploração”, dispõe já de “sistemas de rega, pivôs, 10 hectares de

estufas, máquinas, silos e outras infraestruturas”
Numa altura em que a prioridade passa por “promover a feira e captar o maior número de expositores possível”, Paulo Fardilha recorda que “ já temos contactos feitos nos Emirados Árabes, Dubai, Europa, Brasil, Estados Unidos e com algumas empresas chinesas”, sendo que, esta
O Agritech
Show Luanda vai ter uma plataforma B2B com matchmaking, com o objetivo de gerar novos projetos agrícolas em Angola


Durante a entrevista com a revista Abolsamia, Paulo Fardilha mostrouse entusiasmado com este novo desafio, que pode ser também uma oportunidade para o investimento estrangeiro em Angola
pode ser uma óptima oportunidade para o investimento estrangeiro, uma vez que “Angola tem condições naturais muito fortes para, nos próximos 5 a 10 anos, dar um salto brutal” na Agricultura. Inclusive, em domínios como a utilização de drones,
enquanto “solução decisiva” no “controlo de infestantes e pragas”. Aproveitando, igualmente, o novo mapeamento climático feito em Angola, com recurso a satélites, e que vai mudar a forma como se define o calendário agrícola, corrigindo o erro antigo de definição dos climas em cada uma das províncias, com base nas delimitações das mesmas.
Um potencial enorme
Para o gestor, este é “o momento certo” para as empresas olharem para Angola, já que ”há dinheiro disponível no mercado para investir”, sendo que a organização do Agritech Show vai procurar ajudar a assegurar garantias do Estado para entrada e saída de capital, bem como as estruturas disponíveis para apoiar quem quer investir e implementar projetos agrícolas em Angola.
“Estou bastante entusiasmado com aquilo que estou a sentir”, afirma Paulo Fardilha, recordando que, numa altura em que Portugal enfrenta limitações de terra e água, Angola revela “um potencial


Falando diretamente para os empresários portugueses, Paulo Fardilha relembra que Angola tem um potencial 14 vezes maior que o território nacional
enorme para cereais e fruticultura tropical, além da possibilidade de experimentar culturas mediterrânicas em algumas regiões”. Sendo que, o mesmo acontece nas máquinas, um setor que, “se calhar, dentro de alguns anos, vai valer a pena fazer em Angola o mesmo que no Brasil: montar no país fábricas de equipamento também para exportação”.
NOTA: Agendada para outubro de 2026, a revista abolsamia é uma das empresas que tem já assegurada a presença na primeira edição do Agritech Show Luanda. Razão pela qual prometemos continuar a acompanhar a evolução do evento, também como forma de ir dando a conhecer todos os passos deste inovador projecto de promoção agrícola.
















ÉRIE M4000 | 110, 100 e 90 cv obu con qualida
obustos, eficientes, onfortáveise deelevada ualidade















Licenciado em Economia e com um MBA em Gestão, Simone Casetta é, desde 1 de setembro, o novo diretor geral da Yokohama TWS para os mercados da Península Ibérica. À revista abolsamia, o gestor italiano, detentor de uma experiência de mais de 20 anos no setor dos pneus, deixou a certeza de que, em Portugal, o objectivo é simples: continuar a crescer, ladoa-lado, com os distribuidores e agricultores nacionais.
Após ter assumido a liderança da Yo kohama TWS para a Ibéria no passa do mês de setembro, que prioridades estratégicas e objetivos definiu para 2026 no mercado português?
Simone Casetta - No mercado português, a Yokohama TWS tem uma longa história e uma presença consolidada, com parceiros fortes tanto no setor Agrícola (incluindo Construção, Florestal…) como no segmento de Movimentação de Materiais. Implementámos recentemente uma reestruturação da nossa força de vendas, com o objetivo claro de garantir um apoio ainda mais profissional e dedicado. Atualmente contamos com Gonçalo Ferreira, responsável pelos segmentos Agrícolas, e Manuel Ferreira, responsável pelo negócio de Movimentação de Materiais. Com as nossas quatro marcas e uma vasta gama de produtos, acreditamos que temos todas as ferramentas para continuar a crescer no mercado português.
Que papel atribui a Portugal na estratégia ibérica da Yokohama TWS? Trata-se de um mercado onde o objetivo é ganhar quota, consolidar presença e rede, ou apostar numa especialização por segmentos e aplicações? Queremos — e precisamos — de ganhar quota de mercado, especialmente em alguns segmentos onde tivemos menor foco, ou com a marca Trelleborg, dirigindo-nos ao segmento de alta tecnologia e desempenho, onde acreditamos que ainda existe margem de crescimento, sobretudo tendo em conta as movimentações mais conservadoras de alguns concorrentes. Vamos reforçar a parceria com os distribuidores já existentes, mas estamos igualmente abertos à integração de novos parceiros em áreas onde a nossa presença ainda é limitada.
Partindo do pressuposto de que o crescimento em presença é um objetivo, que tipo de parcerias prevê desenvolver com distribuidores, concessionários, associações do setor e eventos, e com que metas?
Como já referimos, a Yokohama TWS dispõe de um portefólio muito vasto e quatro marcas, o que nos permite responder a diferentes canais e necessidades. Com a gama radial Trelleborg, conseguimos estar muito próximos do agricultor, apoiados por prestadores de serviços altamente profissionais, valorizando o nosso produto. A Mitas é uma marca bem estabelecida, contando com parcerias muito sólidas e verdadeiros “embaixadores” que trabalham o mercado e promovem a nossa oferta. Para a Cultor e Maximo (bem como para produtos com menor valor tecnológico dentro do catálogo Trelleborg e Mitas), trabalhamos com grossistas para alcançar todos os cantos de Portugal.

Ainda relativamente ao mercado português, que segmentos serão prioritários nos próximos 12 a 24 meses — tratores, reboques e alfaias, manipuladores telescópicos, vinha/olival, florestal, etc. — e porquê? Como já referido, estamos muito focados no mercado radial para tratores de alta potência. No entanto, não descuramos o restante portefólio, pois essa é uma das nos-

sas forças: uma oferta ampla, que cobre todas as necessidades do mercado. E queremos tirar partido dessa oportunidade. Temos a solução, pelo que, se identificar alguma “lacuna” na nossa oferta… pode ter a certeza de que estamos a trabalhar nisso e que em breve haverá novidades.
Em termos de produto, que inovações-chave ou focos estratégicos a Yokohama tem previstos para 2026, e, já agora, que mensagem e garantias gostaria de deixar a agricultores, empreiteiros e distribuidores portugueses?


O Mitas Agriterra é um pneu radial agrícola para reboques, cisternas de chorume, espalhadores, enfardadoras e outras máquinas rebocadas, que se destaca pela sua elevada capacidade de carga, boa performance em estrada e proteção do solo

Os agricultores podem esperar da Yokohama TWS uma atenção próxima, prestada por especialistas a especialistas. A nossa equipa acompanha o mercado desde o terreno. E o plano de produto demonstra o forte investimento que a empresa está a realizar no setor agrícola: no caso da Mitas, com a gama GRANTERRA, concebida para responder às necessidades em evolução da agricultura moderna, onde eficiência, proteção do solo e produtividade devem andar de mãos dadas. Com tecnologia avançada VF PFO (Very High Flexion – Pressure Field Operation), carcaça reforçada e um desenho de piso totalmente novo, esta nova linha de pneus Mitas foi desenvolvida para oferecer um desempenho excecional onde realmente importa, ou seja, no campo. Além desta, as mais recentes soluções da Trelleborg para tratores de elevada potência e outras aplicações, como o TM1000 ProgressiveTraction, TM900 ProgressiveTraction, o TM800 PowerFlex e o TM200 ProgressiveTraction para aplicações em vinha e pomares. Sobre o ProgressiveTraction, foi desenvolvido para melhorar a tração, estabilidade e capacidade de autolimpeza. Esta tecnologia reduz a patinagem e as vibrações, melhora a eficiência de combustível e contribui para uma maior durabilidade do piso — vantagens fundamentais para as operações agrícolas modernas.





O pneu Trelleborg TM1000 ProgressiveTraction® aumenta a sua produtividade ao combinar elevada capacidade de flutuação e menor compactação do solo com uma tração incomparável, graças à tecnologia ProgressiveTraction®. O resultado é um menor consumo de combustível, menos emissões e melhor manobrabilidade. Ao unir desempenho e sustentabilidade, reforçamos a sua eficiência, respeitando ao mesmo tempo os campos.



Com cerca de 188 mil visitantes e mais de 1.200 empresas expositoras, a 44.ª edição da Feira Internacional de Maquinaria Agrícola, em Saragoça, Espanha, voltou a marcar a agenda do setor da maquinaria e tecnologia agrícolas. Desta feita, sem a presença das principais marcas de tratores, mas com um enfoque muito forte nas alfaias, componentes e peças, lado-a-lado com a tecnologia e robôs.
Público, muito público, foi aquilo a que a revista abolsamia assistiu, desde o primeiro dia em que chegou ao recinto da 44.ª edição da Feira Internacional de Maquinaria Agrícola. Mais uma vez, realizada em Saragoça, Espanha, cidade para onde afluíram quase duas centenas de milhar de visitantes, ao longo dos restantes dias do certame. Mesmo com a ausência das principais marcas de tratores europeias e americanas - a excepção terá sido a John Deere, que, ainda assim, preferiu focar-se, em exclusivo, nas suas so luções de digitalização e precisão, prescindindo de mostrar qualquer trator - as quais deixaram assim o palco livre para chineses (Rhinoceros), japoneses (Iseki), sul-coreanos (Kioti, TYM, etc) e indianos (TAFE, Solis, Preet, Avenger, Startrac, etc), a grande maioria com gamas abaixo dos 100cv, o aumento no número de visitantes (mais 12,5% que na última edição, segundo dados da organização) terá sido, sem dúvida, uma das principais conquistas dos organizadores do certame, que


continua, assim, sendo um dos principais eventos do género, realizados na Península Ibérica. Resultado, neste caso, também dos mais de 1.200 expositores presentes, centrados nas mais diferentes áreas e serviços relacionados com a Agricultura, desde as alfaias, peças e fitofármacos, até... aos robôs. Com uma área expositiva que ultrapassava os 88 mil metros quadrados,
abarcando um total de nove pavilhões, não faltaram alfaias, pulverizadores, subsoladores, reboques e até ATV’s, propostos por empresas oriundas de um total de 35 países, entre os quais, Portugal. Como era o caso da Pulverizadores Rocha, com um moderno stand e uma diversidade de máquinas, ou da Tractomaster, com a aposta centrada nos tratores TAFE. Oferta que não dei-


xava de disputar atenções com outras representações, quiçá, menos expectáveis, como era o caso do contingente turco, composto por várias empresas de peças e implementos, ou até mesmo das

kin, os adubadores Virkar, os reboques Tatoma, ou os pulverizadores Hardi e Berthoud.
A canadiana MacDon levou à FIMA o sistema de lâminas verticais Vertiblade, colocadas junto à barra de corte da plataforma, e que visam reduzir a perda de sementes e melhorar a eficiência da colheita
pequenas, mas desconhecidas, empresas chinesas de peças, a grande maioria em localizações secundárias, no interior de alguns pavilhões.
Robôs, robôs e mais robôs Igualmente a marcar esta 44.ª edição da FIMA, a aposta feita por muitas empresas expositoras, em particular as relacionadas com a floresta, nos robôs e equipamentos remotamente controlados, como era o caso do trator autónomo Voltrac Thor, dos robôs para trabalhos na floresta da Energreen, do pequeno robô da Iseki, ou dos ainda desconhecidos robôs da Antolini. Todos eles, a rivalizarem nas atenções com “gigantes” agrícolas, como era o caso dos equipamentos MacDon, das grades Namsylo e Baabor, as cisternas Jos -
De resto e ainda no capítulo da inovação, nota para a estreia da iniciativa FIMA Tech, a procurar promover a robótica e automatização agrícolas, nomeadamente, através da divulgação de projetos e produtos relacionados com a inteligência artificial, big data e a agricultura de precisão, num espaço criado para este tipo de soluções. Onde empresas como a fabricante espanhola FEDE (grupo Kubota), a marca de drones DJI, além da já citada John Deere, puderam apresentar, mais um vez perante muito público, as suas mais recentes inovações.
Igualmente de salientar, é a iniciativa FIMA Conecta Talento, mais uma novidade estreada nesta edição da feira de Saragoça, com a qual a organização procurou atrair as novas gerações para a Agricultura. Numa altura em que, também em Portugal, nos debatemos com uma falta gritante de mão de obra no setor primário, este tipo de iniciativas, por fracos que possam ser os resultados iniciais, dificilmente poderão deixar ser noticiados e enaltecidos…


Entre a robótica, a precisão na fertilização, uma sementeira mais eficiente e soluções digitais de apoio às operações, os prémios FIMA de 2026 destacaram tecnologias que prometem mais segurança, menos desperdício e melhor rendimento no dia a dia. Neste artigo, reunimos os vencedores por categorias e explicamos o que os torna relevantes hoje e imprescindíveis amanhã.


AFIMA continua a ter nos prémios “Concurso de Novidades Técnicas” e “Prémio Excelência” uma espécie de “barómetro” do que está a acontecer, atualmente, com a mecanização agrícola: da automação (com robôs reais, para trabalho diário) à precisão, passando pela ergonomia e pela sustentabilidade (menos desperdício, menos impacto, mais segurança).
No centro deste ecossistema está o Concurso de Melhorias e Inovações Tecnológicas, que distingue equipamentos e sistemas apresentados por expositores e avaliados por um júri independente, com foco na contribuição tecnológica, na aplicabilidade prática e nas respostas às necessidades do mercado.
Na edição de 2026, os prémios ficaram distribuídos por três grandes categorias técnicas - máquinas e instalações, tratores/máquinas automotrizes/ robótica, digitalização e software - e pelo Prémio Excelência, dedicado a modelos de exploração/gestão com impacto positivo, inovação e resultados comprovados.
Prémio Novedad Tecnica
Energreen S.p.A.
Pensado para manutenção intensiva de espaços verdes e trabalhos em taludes, o ROBOCOMPACT combina um conceito simples com uma execução profissional: uma plataforma automotriz sobre rastos, comandada à distância, para manter o operador fora da zona de risco em terrenos difíceis e com declives acentuados. Do lado técnico, a marca apresenta um motor diesel Kubota de 25 cv (18,5kW), um declive máximo de 61° e um comando remoto (alcance indicado de 150 m), além de um alargado leque de acessórios, reforçando assim a sua vocação de “porta-ferramentas” multifunções.


Prémio Novedad Tecnica
Maquinaria Agrícola Segúes, S.L. em colaboração com Black Shire, S.R.L.
Aqui, o foco muda do “controlo remoto” para a autonomia em operações especializadas. O RE3075 surge como um porta-ferramentas para viticultura e fruticultura, com navegação autónoma por GNSS RTK, possibilidade de operação manual por controlo remoto e rotas programáveis. Este tem capacidade para operar em até 30% de inclinação, enquadrando-o em trabalhos onde a repetibilidade e a segurança operacional são críticas. A abordagem técnica da plataforma passa por uma arquitetura em que o motor térmico alimenta a produção de energia (para a tração e implementos) e a gestão assenta em sensores e sistemas de segurança concebidos para uma operação sem condutor, reforçando o argumento de redução de exposição humana a tarefas repetitivas e potencialmente perigosas.
Prémio Novedad Tecnica Sobresaliente
O VARIOSMART ataca um dos pontos mais sensíveis na fertilização: a precisão nas cabeceiras, onde se perdem quilos e se ganham problemas (sub ou sobreaplicação, contaminação fora do alvo e incumprimentos). Em vez de defletores mecânicos, o sistema usa uma embraiagem multidisco com controlo hidráulico integrado para regular, de forma independente, a velocidade do disco direito entre as 300 e as 1100 rpm, com comando via terminal ISOBUS e estabilidade mesmo em picos dinâmicos de carga. Na prática, isto traduz-se num maior controlo no limite da parcela, reduzindo o risco de grânulos irem parar a caminhos e zonas adjacentes, sem obrigar a soluções mecânicas menos precisas.


Prémio Novedad Tecnica
Sobresaliente
Maquinaria Agrícola Solà, S.L.
O GS é uma resposta direta à sementeira em culturas de cobertura com uma mobilização mínima do solo. A marca descreve-a como uma máquina de sementeira direta, com monodiscos dentados para abrir sulcos estreitos, controlo de profundidade através de um conjunto de rolos autolimpantes (que também ajudam ao fecho do sulco) e uma arquitetura preparada para manter a consistência mesmo em terrenos duros, graças à transferência de peso para garantir penetração. O catálogo técnico da marca detalha o conceito: chassis rígido de 3 m, discos dentados de 400 mm, ajuste de profundidade entre -3 e +13 cm (incrementos de 5 mm), tremonhas pressurizadas (opções 300 L ou 2000 L) e dosagem com motores elétricos, com controlo ISOBUS e possibilidade de aplicação de até três produtos.






Prémio Novedad Tecnica
Sobresaliente
ITM Filters
Menos “espetacular” do que um robô, mas com um impacto muito real na operação: o DUALCLEANING600-H foi pensado para combater o mexilhão-zebra em instalações de rega, atuando numa única passagem e com operação automática e manutenção simplificada. A solução trabalha em três fases: dosagem controlada de peróxido de hidrogénio (em concentrações indicadas como seguras para a água de rega, mas eficazes em ovos e larvas), retenção de adultos por filtração a 2000 microns e uma etapa final a 125 microns para assegurar qualidade da água. A lógica por trás do prémio é clara: proteger infraestruturas e eficiência hidráulica a montante, reduzindo perdas e paragens, um tema que tende a crescer com a pressão sobre os recursos hídricos e a intensificação de perímetros de rega.
Prémio Novedad Tecnica Sobresaliente
I-David
O MFLOW combina a hidráulica e a eletrónica para otimizar a produtividade em intercepas, sobretudo quando há ferramentas motorizadas a trabalhar em paralelo. A arquitetura baseia-se em duas bombas, num bloco hidráulico e num controlo inteligente, permitindo alternar entre um modo “independente” (cada bomba para um circuito específico) e um modo “combinado” (soma de caudais para maior velocidade e menor consumo quando não há ferramentas adicionais).
A marca reforça o benefício operacional: ajuste de caudal e pressão em tempo real a partir da cabina (via joystick e interface de controlo), sem paragens para afinações manuais, com ganhos no conforto, na eficiência e na consistência do trabalho.

Prémio Novedad Tecnica Sobresaliente
Kuhn Ibérica, S.A.U.
O OPTISEED distingue-se pela combinação de precisão e ergonomia: a dosagem e a calibração mantêm uma elevada exatidão ao longo de um amplo intervalo de doses, mesmo a velocidades de avanço elevadas. A marca sublinha ainda a existência de
duas unidades de dosagem independentes, permitindo trabalhar com dois produtos e optar entre mistura ou sementeira individualizada por espécie, uma maisvalia, por exemplo, em misturas forrageiras, coberturas complexas ou estratégias de blend com objetivos agronómicos distintos. A tecnologia aparece integrada em tremonhas frontais da Kuhn, com uma abordagem orientada para o rendimento e a versatilidade em campo, reduzindo tempos mortos na transição entre culturas/produtos e mantendo a consistência na distribuição.

Manitou
Nos carregadores telescópicos, “adivinhar” o peso é o primeiro passo para errar um carregamento, perder tempo e aumentar muito os riscos. O SWS é um sistema de pesagem instalado que mede cargas de forma estática e dinâmica durante a operação, recorrendo a sensores que analisam, em tempo real, a pressão hidráulica e a posição do braço para calcular o peso. Além de registar pesagens, entrega totais acumulados, úteis para a análise da produtividade e para a gestão de operações.


Kuhn Ibérica, S.A.U.
Nos campos pequenos e irregulares, os cantos e as faixas oblíquas são onde a distribuição falha primeiro. A dupla CORNER CONTROL e OPTIPOINT PRO+ foi distinguida por otimizar a aplicação em zonas periféricas (limites, diagonais e cantos), combinando software de controlo com os ajustes automáticos do padrão de distribuição. O CORNER CONTROL gere os pontos de ativação/desativação dos discos esquerdo/direito e ajusta parâmetros (como o ponto de queda e a velocidade do disco) em função do padrão necessário para atingir o objetivo. O OPTIPOINT PRO+ complementa a lógica ao ajudar a colocar o fertilizante “onde realmente importa” quando o contexto geométrico é mais complexo, um ganho que se sente tanto na eficiência (menos desperdício) como na uniformidade e na conformidade ambiental.
Com apoio da ATADES
O Prémio Excelência distinguiu um modelo que cruza a agricultura biológica, a inclusão social e o desenvolvimento rural sustentável. O projeto gere profissionalmente mais de 20 hectares de agricultura ecológica certificada, recupera variedades tradicionais e fecha uma cadeia agroalimentar completa, da produção à transformação e comercialização, com padrões reconhecidos. No plano social, é de sublinhar o emprego digno e estável para pessoas com deficiência intelectual e outros grupos


em risco de exclusão, com acompanhamento sócio-laboral orientado para uma maior autonomia e capacitação. A cerimónia de entrega do Prémio Excelência decorreu na Universidade de Saragoça, durante o segundo dia da FIMA 2026.





Uma oferta completa em termos de robôs, a Energreen passa a dispor, a partir de agora, de uma estrutura específica para o mercado ibérico
energreenib.com/pt-pt/
Energreen
Em estreia na FIMA, a marca italiana de robôs profissionais e máquinas autopropulsionadas Energreen aproveitou para apresentar a sua nova filial, Energreen Ibérica, a par de uma visão alargada da sua gama. Centrada na eficiência operacional, no conforto do operador, assim como na segurança em trabalhos de gestão de vegetação.
Texto Rui Reis | Reportagem Francisco Cruz
Trata-se de uma feira muito importante porque é a primeira em que a Energreen se apresenta diretamente com a nova filial para o mercado ibérico”, explicou, em declarações exclusivas à revista abolsamia, o CEO da Energreen Ibérica, Nicola Franco, sobre a presença em Saragoça, Espanha. Estratégia que, segundo o mesmo interlocutor, visa garantir um acompanhamento mais próximo, com o foco, tanto no universo das máquinas automotrizes, como no completo portfólio dos robôs. Começando pelas máquinas automotrizes, a Energreen mostrou a Alpha, uma referência histórica da gama, configurável com braços telescópicos que podem chegar aos 12 metros. A motorização está a cargo de um bloco John Deere 4.5 de 173cv (Stage V), sublinhando uma abordagem orientada para trabalho contínuo e robustez mecânica. Na configuração de demonstração, a marca apontou a utilização de implementos específicos para conservação viária, incluindo
Em estreia
Num stand em que o maior protagonismo ia para a robótica, com quatro robôs profissionais a ilustrar a lógica “portaalfaias” da Energreen, uma plataforma, vários implementos, e operação à distância, a estrela da companhia estava entregue ao premiado RoboCOMPACT 25 hp, solução concebida para declives muito acentuados (até 61°) e que combina um motor diesel de 3 cilindros com um comando por rádio controlo. A configuração apresentada integrava o cabeçote frontal HEAD 100 (1 metro de largura de corte), pensado para desbaste uniforme em vegetação densa e em áreas de baixa aderência. Contudo, a família exibida incluía, ainda, o RoboFIFTI RS 50 hp, o RoboMIDI 60 hp e o RoboPLUS 100cv, cobrindo diferentes escalões de potência e tipologias de missão, da manutenção de bermas e espaços verdes a trabalhos mais exigentes de cariz florestal. Em comum, a marca realça a versatilidade de implementos (cabeçotes de erva e florestais, destroçadores, pás...) e uma curva de aprendizagem curta do radiocomando, argumentos particularmente relevantes quando o objetivo é reduzir a exposição do operador a zonas perigosas.

No topo da oferta dos portaferramentas da Energreen surge o RoboPlus, equipado com um motor Diesel de 100 CV e capaz de operar em inclinações de até 55º
soluções para trabalhar junto, e por baixo, dos rails de segurança, onde a precisão do cabeçote e o alcance do braço fazem a diferença.
No entanto, o principal destaque, entre este tipo de propostas, ia para a Alphetta, uma máquina mais compacta, automotriz, de vocação profissional, e que é projetada para trabalhos de manutenção de vegetação ao longo de estradas, bermas e espaços públicos. Entre os destaques, além das duas versões de braços telescópicos (T5.2 e T6.5) e a possibilidade de acoplar um implemento frontal, a abrir a porta a operações “dois em um” com menos manobras e menos paragens, uma cabine superpanorâmica, giratória e suspensa, desenhada para melhorar visibilidade e ergonomia. O motor é um Deutz TCD 3.6 de 143cv (Stage V), acrescido de transmissão hidrostática, tração integral permanente e direção às quatro rodas, com caixa mecânica de duas velocidades e variação contínua até 40 km/h para facilitar a transição entre trabalho e deslocações.
O RoboCompact foi apresentado na FIMA 2026, tendo sido distinguido com o galardão de “Inovação Técnica” nesta edição dos Prémios de Inovação





O RoboFifti é um robot porta-ferramentas compacto com um motor de 50 cv, capaz de trabalhar com inclinações de até 61°.
O Alpheta é uma máquina automotriz disponível em duas versões de braços telescópicos. A cabine giratória é garantia de maior conforto na operação
Na vertente digital, o CEO da Energreen Ibérica, Nicola Franco, destacou a possibilidade de integrar telemetria e de consultar dados operacionais em dispositivos móveis, facilitando a monitorização de performance e a gestão de frota. No que respeita ao pós-venda, a marca estabelece planos de manutenção preventiva de acordo com os manuais técnicos do fabricante, disponíveis de forma totalmente digital em plataformas exclusivas para os clientes (“MyEnergreen” y “MyDocs”). Em Portugal, estas intervenções são asseguradas por técnicos especializados com formação direta em Itália, através do importador Almovi (Cascais) e do distribuidor local Arménio Pereira de Sousa (Tondela), garantindo o rigor técnico exigido pela marca.

www.manitou.com/pt-PT
A Manitou apresentou-se na FIMA 2026, combinando a inovação tecnológica com uma gama de máquinas alinhada com as exigências do setor. Entre os momentos mais relevantes, o prémio atribuído pela feira ao sistema Smart Weighing System (SWS) e a apresentação de soluções orientadas para eletrificação, segurança e produtividade.
No plano de produto, a Manitou apresentou um espaço de exposição orientado para as atuais exigências da agricultura moderna - com foco na maior produtividade, na eletrificação, na digitalização e na segurança operacional. Em destaque estiveram seis máquinas e duas soluções tecnológicas, incluindo o manipulador telescópico elétrico MLT 625e, modelos da família MLT NewAg e MLT NewAg XL e a pá-carregadora articulada telescópica MLA-T 533-145 V+. A marca francesa aproveitou ainda o certame para mostrar uma oferta capaz de responder a diferentes perfis de clientes, da movimentação intensiva de materiais às operações diárias em contexto agrícola.
Entre as inovações tecnológicas, o protagonismo foi para o Smart Weighing System (SWS), distinguido com o prémio Novedad Tecnica na FIMA 2026, reforçando a aposta da Manitou em soluções de precisão e de apoio à tomada de decisão. Em paralelo, a nova câmara SafeAlert veio sublinhar a atenção dada pela marca à segurança e à assistência ao operador em ambiente de trabalho.


O MLT 625e é um manipulador telescópico elétrico que pode ser utilizado em estábulos ou em estufas, por exemplo


A MLA-T 533-145 V+ é a mais recente pácarregadora telescópica articulada e permite uma carga estática de equilíbrio com garfos de 4978 kg
A par do SWS, a Manitou apresentou a nova câmara SafeAlert, uma solução orientada para reforçar a segurança em manobras e a assistência ao operador. O sistema foi pensado para melhorar a perceção do espaço envolvente, reduzir ângulos mortos e aumentar a capacidade de reação em contextos de trabalho exigentes.

O grande destaque tecnológico da Manitou nesta FIMA foi o Smart Weighing System (SWS), um sistema de pesagem inteligente integrado para carregadores telescópicos, concebido para ajudar a medir e monitorizar em tempo real as cargas com uma maior precisão durante as operações. A distinção recebida na feira reforça o posicionamento da marca na digitalização aplicada ao trabalho diário, com impacto direto na produtividade, no controlo operacional e na gestão de tarefas.

O sistema SWS (Smart Weighing System) permite a pesagem inteligente e em tempo real da carga transportada pelos manipuladores telescópicos
www.pulverocha.pt/pt
Pulverizadores Rocha
A portuguesa
Pulverizadores Rocha
marcou presença na edição de 2026 da Feira Internacional de Maquinaria
Agrícola, em Saragoça, Espanha, com diversas novidades, a abarcar desde a pulverização, à distribuição de adubo e à poda. Mas também a digitalização, o online e até as redes sociais.
Texto e Fotografia Francisco Cruz

Numa altura em que se encontra a comemorar 80 anos de existência e o mercado internacional representa já entre

30 a 40 por cento daquilo que é a sua operação, a Pulverizadores Rocha apresentou-se na 44.ª Feira Internacional de Maquinaria Agrícola (FIMA), em Saragoça, com “um stand dife -
Apostada numa forte transformação digital, a Pulverizadores Rocha deu a conhecer, na FIMA 2026, o seu novo website institucional, com uma navegação mais intuitiva, conteúdos atualizados sobre equipamentos e serviços, além de um novo portal MyRocha B2B, com toda a gestão documental, dashboards de apoio à gestão de compras e loja online de peças e acessórios. Ao mesmo tempo, a empresa prevê, ainda, um reforço da aposta nas redes sociais, “plataformas onde até aqui não tínhamos uma presença muito assídua, mas que, a partir de agora, queremos ter”, através de uma maior divulgação das novidades e lançamentos, além de todo o tipo de dicas de utilização dos equipamentos que comercializa.

A podadora de árvores com discos e central hidráulica de bomba dupla RPAD 6D 2M foi uma das criações que a Pulverizadores Rocha deu oficialmente a conhecer na FIMA
rente do habitual”, conforme explicou à revista abolsamia o administrador Sérgio Oliveira, já que esta é “uma feira de extrema importância para a Rocha”. “E estas feiras só fazem sentido se puder-



mos mostrar algo que as pessoas ainda não conhecem”, completou.
Podadora em destaque
Como novidades, a podadora de discos com central hidráulica de bomba dupla RPAD 6D 2M, uma máquina que teve pré-apresentação na última Agroglobal e que tem agora a sua apresentação oficial na FIMA 2026. Foi concebida para a poda mecânica de plantações arbóreas tradicionais, intensivas e superintensiva, com diferentes conformações de copa e ramos de diversos vigores. Sendo que, tal como pré-podadoras de discos para vinhas (Série RPPD), também nestas é aconselhável trabalhar com a central hidráulica, neste caso, a versão de dupla bomba CHR 60+15, acoplada nos três pontos e acionada pela TDF (540 rpm) do trator.
No entanto, “se tivesse de destacar uma máquina”, salienta o administrador, “destacaria o Prime 2000, pulverizador traseiro de 2.000 litros e frontal de 1.900 litros, destinado à deservagem, e que dispõe de tecnologia de precisão e agricultura 4.0: sistemas Isobus, Flowtron e Sincro, mais luzes LED para pulverização noturna”.
Adubar com precisão
Finalmente, “outra área em destaque, é a dos distribuidores de adubo”, todos eles com sistemas de precisão incorporados, sendo que, “temos um modelo para vinhas e olivais com dois discos e localizador [KC QD 800 e KC RD 1300+RGA], incrementados com computador no primeiro e computador + sensores de carga

(balança) no segundo, e que aplica o adubo apenas no pé da planta. Como outro opcional, estes equipamentos podem agregar sistema de localização de plantas (Sonar), por forma a aplicar adubo somente junto de cada árvore. Um outro modelo, mais profissional [KC RD EVO 2000] surge equipado com sensores de carga (balança) e comunicação ISOBUS, permitindo corrigir automaticamente a aplicação, compensando as variações, quer da velocidade de avanço, quer da densidade e características do adubo”.
Sobre as expectativas para o ano que está a começar, o administrador da Rocha reconhece que “essa é a pergunta mais difícil de responder”, pois, “face à conjuntura internacional e, no caso de Portugal, às tempestades que aconteceram, é de prever dificuldades, pois tudo isto afecta a economia. Por isso e embora tenhamos a expetativa de que as coisas possam evoluir, vamos aguardar e ver como avança o mercado”
Referência no domínio da pulverização, a Rocha mostrou, em Saragoça, uma variedade de soluções próprias de pulverizadores, todos eles a combinarem atributos que vão da tecnologia de ponta, à precisão no desempenho e à eficiência na pulverização. Equipamentos que, segundo explicou Sérgio Oliveira, adoptam tecnologias inovadoras como o sistema Flowtron, o qual, baseado no “princípio PWM, permite o controlo da pulverização bico a bico, garantindo, dessa forma, maior precisão, algo muito relevante quando se trabalha com mapas de prescrição, garantindo maior eficácia na aplicação e menor desperdício. Depois, outra característica fundamental, é a forma como regula a dose, ao manter uma pressão constante, promovendo a abertura e fecho dos bicos, de forma mais lenta ou mais rápida, para assim controlar o volume aplicado”.
A somar a esta tecnologia, mas também às novidades apresentadas pela Rocha na FIMA, o sistema Sincro, cuja principal característica é “permitir o controlo das operações da máquina através de um display programado pela Rocha e que visa simplificar procedimentos que, até aqui, exigiam a movimentação manual de várias alavancas”. “Na prática, operações como encher o depósito, ativar a agitação ou fazer a trasfega de água do pulverizador frontal para o traseiro, passam a ser realizadas no painel digital e através de eletroválvulas pré-programadas - basta carregar no botão correspondente e as válvulas acionam-se automaticamente, executando a operação”.
O Sincro vem tornar “a pulverização mais simples e eficiente”, explica Sérgio Oliveira, “especialmente num contexto de escassez de mão de obra, além de reduzir o risco de erros humanos”.
Caso o equipamento esteja preparado com o ISOBUS, pode também ser totalmente controlado a partir do terminal do trator.

O imenso espaço de exposição da Zeppelin na FIMA 2026 estava dividido em três áreas, com a alargada gama de alfaias da marca espanhola muito bem representada

zeppelinmaquinaria.es/en/
A jogar em casa, uma vez que tem a sua sede em Saragoça, a Zeppelin Maquinaria levou à FIMA 2026 uma oferta transversal, mas com um foco muito claro nos tratores compactos e médios para diferentes perfis de cliente, na nova marca Zeppelin Wenovus e na nova geração de trituradores High Tech para trabalho profissional.
AZeppelin Maquinaria foi uma das presenças em destaque na FIMA 2026, ao apresentar-se com uma das maiores e mais recheadas áreas do certame, a mostrar, de forma inequívoca, a dimensão real do seu portefólio. Nos espaços dedicados à maquinaria, a Zeppelin reuniu várias insígnias do grupo (Zeppelin, Hanwo, Rhinoceros, Wenovus, High Tech, Rhinoceros Industrial e Rhino Air) numa lógica de exposição integrada, mas com posicionamentos diferenciados bem definidos. O resultado foi uma leitura de gama muito objetiva: soluções para preparação do terreno, trituração, manutenção de espaços, jardinagem, pensadas para diferentes perfis de utilização e níveis de exigência.
Tratores Rhinoceros e Hanwo
No capítulo dos tratores, os destaques foram claros. A Zeppelin quis vincar o Rhinoceros de 25cv, um trator compacto

de entrada em gama para trabalhos em que a manobrabilidade, a simplicidade e a versatilidade, são exigências de base, como é o caso da horticultura, pequenas explorações, jardins, estufas e acções de manutenção. Ao mesmo tempo, a marca colocou em evidência dois modelos Hanwo, de 50cv e 75cv, como sendo soluções para um nível superior de exigência, já com outro enquadramento de potência e capacidade para responder a operações agrícolas e a utilizações mais intensivas.



O Rhinoceros T6125 é um trator compacto de 25cv com tração integral e um preço a partir de 6.500,00€ (+IVA)
O Rhinoceros Tech 6125 é um trator projetado para pequenas explorações, vinhas, pomares e horticulturas e que tem como principais qualidades o facto de ser estreito, manobrável e relativamente barato: 6.500€+IVA. Equipado com motor diesel de 3 cilindros, 25cv, direção assistida integral, caixa 6+2 e tração 4x4, possui TDF de dupla velocidade e engate aos 3 pontos, o que lhe permite trabalhar com variadas alfaias e implementos. Também está homologado para a estrada.
Wenovus e High Tech também presentes
A Wenovus foi outro dos eixos valorizados em FIMA. A marca continua a ganhar espaço dentro do universo Zeppelin como gama de equipamentos compactos e polivalentes, com aplicações em horta, jardim e trabalhos de apoio, mas também com abertura a segmentos de utilização mais amplos.
Em Saragoça, a Wenovus apareceu
Wenovus e High Tech

O SALTO PARA UM PATAMAR DE MAIOR CAPACIDADE
Na FIMA 2026, a Zeppelin quis vincar dois modelos Hanwo com cabina e sem cabina (ROPS) que ajudam a estruturar a gama por níveis de exigência: o Hanwo 504 (50cv) e o Hanwo 704 (75cv). O 504C surge como solução intermédia, com um motor de 50cv, tração 4x4, caixa 8+8 com sincronizador, TDF 540/1000 e caudal hidráulico de 36 L/min, é adequado a trabalhos agrícolas com maior carga do que os compactos. Já o 704C sobe para um patamar mais profissional, com um motor Euro V de 75cv, transmissão 12+12, caudal hidráulico de 45 L/min, TDF 540/1000 e tração 4x4, reforçando a resposta da Zeppelin para explorações que exigem maior capacidade, produtividade e polivalência ao longo da campanha.

O trator Hanwo 504-E de 50cv é uma das apostas para o mercado português, graças, também, aos 21.500€+IVA de preço
com diferentes tipos de equipamentos agrícolas e de manutenção de terrenos, desde roçadoras e destroçadoras a motocultivadores, corta-relvas e outras ferramentas, importantes no reforçar da oferta da Zeppelin em segmentos de grande rotação e procura diversificada.
Na gama High Tech, o foco esteve na nova linha de trituradores, apresentada como um passo importante no reforço da oferta profissional da marca. Mais do
A presença da Wenovus e da High Tech ajuda a perceber a estratégia da Zeppelin na FIMA 2026: alargar cobertura de gama sem perder especialização. A Wenovus reforça a oferta em equipamentos compactos e polivalentes para horticultura, jardinagem e aplicações de apoio, enquanto a High Tech assume a vertente mais profissional da maquinaria agrícola, orientada para trabalho intensivo e utilizadores exigentes. Na High Tech, destaque para a nova gama de trituradores, apresentada como uma linha de maior qualidade e desempenho como é o caso do Monegros Xtreme (triturador com braço telescópico para desmatação pesada em zonas inclinadas) e trituradores articuláveis, incluindo versões laterais telescópicas e modelos de grande largura, como o Eventail 690.
que acrescentar referências ao catálogo, a Zeppelin procurou transmitir a ideia de uma gama orientada para utilizadores exigentes, com atenção à robustez, ao rendimento e à capacidade de trabalho continuado. É uma mensagem alinhada com a evolução da marca: maior segmentação por famílias de produto, mas sempre com suporte comercial, técnico e pós-venda.

O destroçador 704 (de martelos) automotriz da Wenovus é uma máquina potente e versátil, com uma largura de trabalho de 700 mm
Na FIMA 2026, a Horsch teve uma presença centrada na consistência do seu portfólio, com soluções para mobilização do solo, sementeira e proteção de culturas. Em Portugal, a marca é representada pela Lagoalva.
Texto Rui Reis
Reportagem Francisco Cruz
No espaço de exposição da Horsch, marca representada em Portugal pela Lagoalva, a abordagem “do solo à proteção das culturas” era evidente, com um portfólio alargado de soluções para as diferentes etapas do ciclo produtivo.


A grade rápida de discos Joker 5 CT assumiu o papel de máquina versátil para a função de mobilização de solos, de incorporação de resíduos e de preparação de cama de semente, aqui numa configuração de 5,00 m, com discos de 52–58 cm e uma construção pensada para manter o rendimento, mesmo nas condições mais difíceis. A complementar a oferta, o cultivador de dentes pesado Terrano 3 FX (na versão de 3,00 m), vocacionado para a mobilização do

A grade de discos rápida Joker CT foi especialmente concebida para a integração de matéria orgânica e preparação da cama da semente
solo a profundidades até cerca de 30 cm, mistura de resíduos e preparação de cama de sementeira.
Na sementeira, a Horsch destacou duas filosofias: o Pronto 6 AS, semeador de discos orientado para grande rendimento horário, apresentado com 6,00 m, tremonhas de 3.500 L e uma velocidade de trabalho de até 20 km/h, e o Maestro 7 TX, que reforça a sementeira de precisão no segmento montado, com foco na flexibilidade. Por fim, na proteção de culturas, o pulverizador Leeb 6 LT trouxe para a FIMA 2026 a assinatura técnica da gama Leeb: barras longas, elevada capacidade hidráulica e guiamento ativo da barra para manter qualidade de aplicação mesmo a ritmos elevados.
BoomControl proativo: mais precisão no guiamento da barra Com o BoomControl proativo, a Horsch evolui o guiamento da barra de pulverização para um novo patamar de precisão, eficiência e segurança, inovação distinguida com medalha de prata na Agritechnica 2025. Ao contrário do sistema convencional com sensores ultrassónicos (mais reativo e pontual), esta solução utiliza radares 3D com leitura sobreposta, criando um modelo da superfície da vegetação e do solo. Assim, a barra segue de forma mais precisa a área-alvo e mantém uma distância de pulverização constante. O sistema melhora a aplicação, deteta sulcos e obstáculos mais cedo e é menos sensível a pó, chuva e gotas de pulverização.







































































































































































































































































































































Seis anos depois da última presença, a John Deere regressou à FIMA sem tratores e com o foco total na agricultura de precisão. Abordagem em que soma já 25 anos de conquistas em prol da sementeira, pulverização, nutrição e colheita. Como principal protagonista em Saragoça esteve o HarvestLab 3000.


Texto Rui Reis
Reportagem Francisco Cruz
AJohn Deere regressou à FIMA 2026 com uma opção estratégica e comercial muito clara: zero tratores em destaque e mais tecnologia aplicada. Depois de seis anos
HarvestLab 3000
O HarvestLab 3000 esteve no centro das atenções, em pleno espaço expositivo da John Deere, na FIMA 2026, resumindo bem a filosofia da marca para a agricultura de precisão: usar dados para melhorar a decisão agronómica e económica. Baseado em tecnologia NIR [usa luz na faixa do infravermelho próximo, aprox. 700 a 2500 nm, para analisar a composição de materiais de forma rápida e não destrutiva], o sistema é apresentado como um sensor com quatro aplicações: análise de chorume, avaliação em tempo real nas picadoras de forragem, utilização estática para análise de materiais como grão e palha e observação do grão durante a colheita. Na prática, permite medir parâmetros relevantes em diferentes fases
sem marcar presença na feira, a marca norte-americana voltou a Saragoça integrada na FIMA Tech, para celebrar 25 anos de agricultura de precisão, e, sobretudo, para mostrar como estas soluções já fazem parte do trabalho diário no campo.
O stand foi organizado em quatro áreas que acompanham o ciclo da cultura (preparação e sementeira, tra-

do trabalho, documentar resultados e apoiar decisões de nutrição, colheita e valorização da produção com base em informação objetiva.
tamento, nutrição e colheita), uma estrutura que ajudou a transformar a digitalização num percurso prático e fácil de acompanhar. Em vez de uma exposição centrada nas máquinas, a John Deere apostou numa narrativa baseada nos processos, nos dados e na decisão agronómica.
No centro desta presença esteve o HarvestLab 3000 , apresentado como “um sensor, quatro aplicações”. A solução pode ser utilizada em diferentes contextos, reforçando a lógica de medir melhor para decidir melhor.
Na área de proteção de culturas, a marca destacou a pulverização seletiva com See & Spray Select e soluções para culturas arbóreas como o Smart Apply, sublinhando ganhos de precisão, redução de desperdício e maior controlo da aplicação. Em paralelo, o John Deere Operations Center surgiu como peça central da ligação entre máquina, operador e dados, com foco numa utilização cada vez mais transversal e acessível.
A mensagem deixada em Saragoça foi clara: a agricultura de precisão já não é apenas tecnologia de topo para poucos — é uma camada de inteligência que pode atravessar operações, campanhas e diferentes realidades de exploração.
A ADR Geplasmetal (ADR Group) mostrou, na FIMA, soluções de eixos para reboques e máquinas agrícolas, com o destaque a ir para o A.R.I.S. e, em particular, para o TractionMax
Ogrupo ADR levou à FIMA 2026 uma gama de componentes pensados para reduzir as paragens e aumentar a eficiência no terreno. Um bom exemplo é o A.R.I.S. ( ADR Intelligent Steering ), um módulo de direção/suspensão, com o foco na robustez, elevada capacidade de carga e menor necessidade de manutenção e lubrificação. O A.R.I.S permite adotar os sistemas de direção mais comuns (auto-direção, direção hidráulica comandada e direção eletrónica) recorrendo ao mesmo módulo através de um cilindro Dual-Function. Por sua vez, os cilindros assentam em apoios isentos de lubrificação, os pinos são aparafusados para facilitar a desmontagem e os da articulação

recebem tratamento para melhorar o deslizamento e alargar os intervalos de lubrificação - a cada 500 horas de trabalho ou 8.500 km. O conjunto pode integrar cubos da série Teknoax e travões 412E e 4218E, e admite afastamentos largos entre longarinas, facilitando a integração no chassis e oferecendo maior estabilidade.
TractionMax em destaque Também em destaque, o TractionMax, um eixo motriz para reboques, desenvolvido em colaboração com a Black Bruin, que integra um motor hidráulico na roda para fornecer propulsão adicional e ajudar o conjunto trator-reboque em solos macios, irregulares ou com declives, reduzindo as perdas de tração, bem como o esforço do trator e os consumos.



A Antonio Carraro marcou presença na FIMA 2026 onde destacou a gama Panther, tratores super-compactos, 4 RM, com motor Mitsubishi Stage V de 25 cv, transmissão mecânica 9+3, ágeis e versáteis, a par da série Tony, tratores especializados pensados para trabalhos onde as linhas estreitas e a agilidade fazem a diferença. Da parte da organização, a marca recebeu um reconhecimento especial pelos 30 anos como expositor de referência, distinção que celebra o compromisso da marca com a feira e com o setor.

No espaço da Seppi m. o destaque ia para a trituradora R12 pick-up, adequada para utilização em tratores compactos, e concebida para recolher e triturar material numa só passagem. Trabalha com ramos de até 12 cm de diâmetro e tem reduzidos requisitos de potência. A estrutura e o rotor em aço AR400 reforçam a durabilidade, enquanto os martelos DOUBLE RIC reversíveis prolongam a vida útil.
































Com mais de 1.200 empresas presentes, não faltaram motivos de interesse na edição de 2026 da Feira Internacional de Maquinaria Agrícola de Zaragoza. A revista abolsamia mostra-lhe, numa visita rápida, alguns dos protagonistas.



















































…Por nossa causa, cada milímetro conta. O HORSCH Maestro TV/TX é um semeador monogrão compacto montado nos 3 pontos. Com chassis telescópico, distância entre linhas variável e conversão rápida, é ideal para campos pequenos e culturas especiais.








Fotos
Feira Anual

A Feira da Trofa voltou a afirmar-se como um ponto de encontro relevante para o setor das máquinas agrícolas, enquanto primeira grande feira nacional do ano com exposição de maquinaria. Este ano, apenas faltaram os animais.

Com cerca de 80 anos de história, a Feira Anual da Trofa mantém-se como um evento que liga agricultores, criadores, empresas do setor agropecuário e a comunidade local.
Este ano, um dos temas mais comentados foi a ausência de animais no recinto. A decisão, associada a ações sanitárias, acabou por alterar a dinâmica habitual do evento e esteve no centro de várias conversas ao longo do dia.
Segundo alguns expositores, essa ausência terá contribuído para uma menor afluência no primeiro dia do certame. Ainda assim, a feira manteve interesse para o setor, sobretudo pelo ambiente de proximidade e pela possibilidade de conversar com equipas comerciais e técnicas no local.
Reboal em destaque
Entre os destaques, sobressaiu a presença de um fabricante da terra: a Reboal, com uma área de exposição particularmente ampla e uma presença assumida com novo espírito, reforçando a visibilidade da marca e a aposta em estar próxima do público.
Entre os vários expositores do setor de maquinaria agrícola, destacaram-se ainda a Reptractor, a Tractorave, a SEAC, a NP Tratores, a Balsalgado, a 16 Irmãos, a Repoutiz, a Rui Cabo e a Pneus D. Pedro V.

simple | intelligent | f eeding



Desde máquinas adequadas para uso em espaços confinados, até às indicadas para explorações de mais de 1000 animais



Gama completa caracterizada pela alta manobrabilidade, excelente funcionamento e mistura de alimentação rápida e homogénea, que economiza tempo e combustível.





Sabe com precisão o que as suas vacas comem?
Com tecnologia NIR, o sistema de alimentação de precisão analisa os ingredientes em tempo real, ajustando o peso para fornecer uma dieta equilibrada, conforme orientações do nutricionista.

Na Feira da Trofa, a Reboal mostrou que está a viver uma nova fase: mais ambição no produto, ainda maior atenção ao detalhe e uma vontade clara de reafirmar o seu nome no setor das máquinas agrícolas. Entre monocoques, cisternas, reboques e porta-máquinas, a marca apresentou uma gama sólida e uma visão cada vez mais definida para o futuro.

Reportagem
Na Feira da Trofa, por sinal a sua terra natal, a R eboal apresentou-se como uma marca em plena afirmação. Mais do que expor máquinas, mostrou um caminho feito de modernização, investimento em processos, melhoria contínua e atenção ao detalhe, sem nunca perder a ligação ao trabalho real no terreno. Na conversa com com o sócio-gerente da Reboal, Jorge Silva, e a sua filha, Joana Silva, percebe-se que esta evolução assenta numa base muito concreta: novos métodos de fabrico, mais conhecimento técnico, maior integração com o Grupo Trofinox (do qual faz parte) e uma von-
tade permanente de elevar a qualidade final dos produtos. É essa combinação entre o saber-fazer industrial e a capacidade de adaptação ao mercado que está a moldar a nova identidade da Reboal.
Crescer no mercado de exportação
A evolução de produto anunciada para o ano em curso acompanha uma ambição empresarial mais abrangente. A Reboal está a reforçar a sua presença nos mercados lusófonos, com exportações para Angola e Moçambique. Em 2025, início de 2026, exportou um número elevado de unidades, sinal de uma empresa que quer crescer com consistência e ganhar escala sem perder identidade.
Este reboque monocoque de três eixos com rodado simples, integra pneus 560/45 R22.5 e sistema de direção autodirecional. A caixa monocoque basculante apresenta dimensões de 7,00 x 2,30 x 1,50 m, com uma capacidade nominal de 22,5 m³. Como opcionais, novas pinturas e detalhes em inox, resultado de um processo de lacagem que aumenta a resistência do produto final, além de taipais de várias alturas, lacados com corte a laser, feitos integralmente na Trofinox, e uma variada escolha de pneus.


Mala de ferramentas e guarda-lamas em inox, suporte de mangueiras (pescoço de cavalo), indicador de nível e possibilidade de personalização na cor

Trata-se de um equipamento de três eixos com rodado simples, pneus 600/55 R26.5 e sistema de direção direcional forçado. Com uma capacidade de 26.000 litros, o modelo topo de gama conta com cisterna totalmente galvanizada e equipada com bomba JUROP DL250 + ITALA 7000, braço de sucção de 8 polegadas com duas articulações e acelerador de carga. A gama, a oferta de vai dos 3.000 aos 26.000 litros.
Parte de uma gama cuja capacidade varia entre os 5.000, 6.000 e 7.000 kg, em destaque, o tribasculante de um eixo, equipado com pneus 445/45 R19.5 e conjunto eixo/travão 350x60/90, capaz de suportar cargas mais elevadas com estabilidade no transporte. Este equipamento destaca-se ainda por acumular duas funções - reboque e porta-máquinas -, além de integrar um sistema de cavilha e báscula nas laterais, o que lhe permite responder a necessidades distintas, sem perder a simplicidade e robustez na utilização.



Fundada em 1999, a Trofinox é uma indústriametalomecânicadedicada aofabricodeestruturaseprodutos destinadossobretudoàsáreasda construção,indústriaedecoração. Desenvolveeproduzpeçasesoluções técnicasàmedida,aorecorrera processoscomocorte,soldadura elacagemdepeçasmetálicas. Estaúltima,agarantirumapintura eletrostáticadealtaqualidadeeum revestimentocompletoeuniforme.

Reboque plataforma de dois eixos, que assenta em rodado duplo com pneus 215/75 R17.5, suspensão tandem e conjunto eixo/ travão 350x90/100. A plataforma em chapa antiderrapante de 7,50 x 2,50 m, com traseira rebaixada e rampas hidráulicas, facilita o carregamento de equipamentos. As rampas hidráulicas podem atingir 1 metro de largura, facilitando o acesso de diferentes tipos de maquinaria.

Mais uma vez com forte participação do público, a edição de 2026 da Feira da Trofa registou, igualmente uma alargada participação de concessionários, a mostrarem algumas das mais recentes novidades disponíveis no mercado. Conheça as escolhas abolsamia







A NP Tractores, concessionária dos tratores TYM e Case IH, esteve a expor na Feira Anual da Trofa a sua gama de tratores e alfaias. As atenções estiveram centradas nos tratores CASE-IH, em particular, na gama de utilitários Farmall A e nos novos Farmall M. Os Farmall A, em especial nas versões de 90, 100 e 110 cv, destacam-se pela sua


vocação polivalente, com elevador traseiro de até 4,4 toneladas, uma capacidade hidráulica de 82 l/min e uma TDF de três velocidades (540/540E/1000), características que reforçam a aptidão para trabalhos com carregadores e para as diferentes tarefas diárias. Já os novos Farmall M, disponíveis nas versões de 100, 110 e 120cv, apresentam um motor FPT 3,6 litros Stage V e transmissão ActiveDrive 4 16x16 SemiPowerShift, com opção de creeper, e com passagem automática até oito relações. Além disso, oferecem 5,2 toneladas de capacidade de elevação traseira, posicionando-se como uma solução mais robusta para operações exigentes e de transporte.




Realizadas em simultâneo, entre 13 e 15 de março, em Targi Kielce, na Polónia, a 31.ª Agrotech e a 25.ª LAS-Expo voltaram a mostrar porque são, cada vez mais, um ponto de encontro privilegiado para os profissionais da agricultura e da floresta. A revista abolsamia esteve lá.
Texto Rui Reis
Reportagem Luís Seatra
Mais do que duas feiras que partilham as datas e o recinto físico, a AGROTECH e a LAS-EXPO afirmaram-se como um retrato completo da evolução técnica dos setores da agricultura e da floresta. Os eventos polacos reuniram mais de 500 expositores de 21 países e ocuparam um total de 11 pavilhões, mais o centro de congressos e a área exterior da Targi Kielce, números que ajudam a perceber a escala de um certame onde a mecanização, a agricultura de precisão, a digitalização e as soluções para a fileira florestal conviveram lado a lado.
A dimensão, porém, não se mediu apenas em metros quadrados ou no número de marcas e expositores presentes. A edição de 2025 tinha já elevado a fasquia ao atrair 80 mil visitantes, e a organização procurou dar continuidade a esse impulso com uma feira mais internacional e mais orientada para oportunidades concretas de negócio. É precisamente neste contex-

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to que ganha especial relevância o Agro Africa B2B, um fórum que levou a Kielce representantes de 14 países africanos e que colocou frente a frente fabricantes, importadores e instituições, em 150 reuniões previamente agendadas e pensadas para abrir portas a novos mercados. Mais do que um simples espaço de networking o fórum ajudou a dar escala internacional ao certame e a reforçar a sua vocação exportadora, nomeadamente para mercados chave do continente africano.






























A edição de 2026 da AGROTECH confirmou a força de um certame que há muito ultrapassou a condição de feira agrícola nacional, para abraçar uma vocação internacional. Em conversa com a revista abolsamia, Andrzej Mochoń, presidente do conselho de administração da Targi Kielce, na Polónia — entidade organizadora da feira — faz um balanço desta edição e antecipa o que está previsto para a AGROTECH de 2027.

Que balanço fazda AGROTECH 2026?
Andrzej Mochoń Foi uma edição muito forte e particularmente importante para nós. Tivemos uma grande adesão por parte dos expositores, com cerca de 500 empresas, uma presença internacional assinalável e um recinto praticamente levado ao limite da sua capacidade. Esta edição mostrou que a AGROTECH continua a crescer e que responde a uma procura real do mercado. Ao mesmo tempo, foi uma feira exigente do ponto de vista logístico, precisamente porque estamos numa fase de transição e de investimento.
Porque é que afirma que esta foi uma edição de transição?
Porque estamos a construir um novo pavilhão permanente e isso obrigou-nos a um esforço adicional de organização. Para além dos seis pavilhões permanentes, tivemos de recorrer a cinco pavilhões temporários, dois deles instalados em terrenos adjacentes. Mas é evidente que esta situação reforça uma ideia simples: a AGROTECH precisa de mais espaço e de melhores condições para continuar a crescer.
Cada vez mais, damos atenção ao impacto económico gerado: contactos estabelecidos, reuniões realizadas, acordos assinados e oportunidades de exportação criadas.
A AGROTECH acompanhou, de certa forma, a modernização da agricultura polaca?
Sem dúvida. A feira nasceu no início dos anos 90, numa altura em que a Polónia estava a entrar numa economia de mercado e a agricultura precisava de se adaptar rapidamente. Tínhamos muitas explorações pequenas, pouco mecanizadas e com necessidade de ganhar competitividade. A AGROTECH surgiu precisamente nesse contexto, como uma plataforma para apresentar tecnologia, soluções e caminhos para a modernização.
Nota uma grande diferença entre a AGROTECH dos primeiros anos e a de hoje?
A diferença é enorme. No início, a feira ocupava apenas dois pavilhões. Hoje, falamos de um evento que utiliza todo o potencial do recinto. Mas não é apenas uma questão de dimensão física. A feira tornou-se mais internacional, mais profissional e mais relevante para o negócio. Hoje recebemos a visita das grandes marcas globais.
Como avalia o impacto real da feira no setor?
Naturalmente, medimos o sucesso por indicadores concretos como a área ocupada, o número de empresas e o número de visitantes. Mas, cada vez mais, damos atenção ao impacto económico gerado: contactos estabelecidos, reuniões realizadas, acordos assinados e oportunidades de exportação criadas.
O fórum AGRO ÁFRICA B2B foi uma das novidades desta edição. Que importância teve?
Teve uma importância muito grande. Queremos reforçar a dimensão internacional da AGROTECH e África é um continente com enorme potencial de crescimento no que respeita à mecanização agrícola. Em vários países, o uso de máquinas continua a ser reduzido, o que significa que há espaço para evoluir.


A feira tornou-se mais internacional, mais profissional e mais relevante para o negócio.
Este fórum permitiu aproximar empresas polacas (e não só) de parceiros africanos, promover reuniões de negócio e abrir novas perspetivas comerciais.
O que pode mudar com a entrada em funcionamento do novo pavilhão?
Vai mudar muita coisa. Estamos a falar de um novo pavilhão com 15.500 m2 quadrados no piso térreo e mais 3.000 m2 num segundo piso, o que elevará a área coberta total para cerca de 52 mil metros quadrados. Isso permitirá expor máquinas maiores e mais pesadas em melhores condições, criar novos espaços para conferências, reuniões e restauração e aumentar a qualidade global da experiência.
Que mensagem deixa aos profissionais portugueses?
Diria que vale a pena olhar para a AGROTECH com atenção. Portugal tem uma imagem muito positiva na Polónia e acredito que os profissionais portugueses podem encontrar aqui novas oportunidades, novos contactos e até novas perspetivas de negócio. Até porque a feira está a internacionalizar-se e quer afirmar-se como um ponto de encontro europeu para quem vive a agricultura.

Voámos até Varsóvia e, daí, seguimos de comboio para Kielce, numa viagem de aproximadamente 2h30. Apesar de parecer distante, este percurso permitiu-nos atravessar a paisagem agrícola polaca, observar a dimensão dos campos e perceber algumas diferenças face à realidade portuguesa.

Por Luís Seatra

faz no resto da Europa. Boa comida, gente simpática e acolhedora e soluções cada vez mais ajustadas a culturas especializadas completam a experiência de uma feira onde marcaram presença as principais marcas europeias e promissores fabricantes polacos.
Em Kielce encontrámos uma das feiras de referência da Europa Central e de Leste, num país com um tecido industrial relevante e vários fabricantes, onde a qualidade dos equipamentos já compete com o melhor que se



E não é que, tão longe de casa, o jantar de gala do certame foi regado com vinho branco português?
Um sinal curioso — e promissor — de oportunidades de negócio em dois sentidos.
Vale a pena visitar a Polónia e, idealmente, fazê-lo durante esta feira.




Primeira etapa de um GOFAR Tour que só terminará em 2027, com a realização da FIRA 2027, no GOFAR Field Day France, em Toulouse, a robótica agrícola foi menos “tendências” e mais ferramentas práticascom demonstrações no terreno, comparações diretas entre máquinas e agricultores a avaliar as soluções.
Texto Rui Reis
Fotografia Aurélie Rodrigo/GOFAR Tour
OGOFAR Field Day France, que decorreu em Toulouse no dia 5 de fevereiro, abriu a GOFAR Tour 2026 com um formato pensado para encurtar o caminho “da descoberta à aquisição”: um dia dedicado às demonstrações reais e a conversas técnicas junto às máquinas que estão a trilhar o caminho da robótica no setor agrícola.
Segundo a organização, passaram pelo evento mais de 700 visitantes e estiveram em ação mais de 15 robots, incluindo nove estreias em Toulou se que estavam particularmente adaptadas ao mercado francês. Houve ainda um Campus Day que levou mais de 250 estudantes ao terreno, sinal de que o tema já atrai novos perfis para a agricultura. O dia começou com uma espécie de “des-
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file robótico“ que colocou, lado a lado, plataformas como o GUSS (John Deere & GUSS Automation), o Oz e o Ted (Naïo), os W4 e T2 (AgXeed), o ARA (Ecorobotix), o RT100 (KIOTI), o RX-20 (Pellenc), o SRBC (SABI AGRI) e o YV01 (Yanmar), entre outros. Depois, a visita dividia-se em três rotas: culturas arvenses e hortícolas, viticultura e pomares, uma forma eficaz de comparar soluções no contexto agronómico certo.
Entre os destaques esteve o R4 Autonomous Robot da New Holland, presente nas rotas de viticultura e pomares. O conceito, revelado na Agritechnica 2025, surge em duas variantes (Híbrida e 100% elétrica) e visa automatizar tarefas repetitivas em culturas especiais, libertando mão-de-obra qualificada para operações de maior valor. Gerido através de uma aplicação, o R4 combina GPS, LiDAR e câmaras, utiliza rastos de borracha e um eixo motriz elétrico e inteligente. Pode ainda trabalhar com alfaias existentes ou com implementos acionados eletricamente, dispensando o circuito hidráulico e óleo.








































Um novo impulso
No setor agrícola, uma máquina parada pode significar perdas irreparáveis. Para responder a esta realidade, a Agripulve aposta no desenvolvimento de soluções à medida, enquanto parceiro de confiança dos agricultores.
Reportagem abolsamia
Fotografia Luís Seatra
Ao ter uma máquina parada no campo, todos os segundos contam”, afirmou, à revista abolsamia , João Coelho, um dos responsáveis da Agripulve. Foi, de resto, a partir desta necessidade que a empresa criou uma vantagem competitiva, ao investir em tecnologia avançada e na produção interna de peças, que permite assegurar autonomia, para dar uma resposta célere aos seus clientes.
A Agripulve produz peças a partir de várias ligas metálicas, como alumínio,
inox e Hardox, aço antidesgastante utilizado para aço com elevada resistência ao desgaste utilizado na modelagem. Recorrem a processos de corte, quinagem, furação e roscagem, o que significa que muitas das peças saem diretamente da máquina prontas a serem entregues ao cliente.
Já a conceção de novas alfaias nasce de um processo colaborativo interno. As ideias são transformadas em projetos digitais, a partir dos quais é feita a modelação 3D, que permite ao cliente visualizar a máquina antes da sua construção. Ao visionar os equipamentos, o agricultor compreende o produto final e participa no processo de decisão, antes de investir.
A máquina de corte térmico de alta definição representou um passo evolutivo para a Agripulve. Equipada com uma mesa de corte de 6 por 2 metros e cabeça rotativa de furação e roscagem de 4 posições, está perfeitamente apta para executar cortes inclinados ou retos. Integrado com o CNC, o equipamento otimiza o aproveitamento da chapa e reduz desperdícios.

Foi, no entanto, com a aquisição de um torno com controlo numérico computorizado (CNC), que a produtividade da Agripulve fez cair barreiras. Outrora dependente de fornecedores externos, a empresa passou a fabricar e a reparar peças com uma exatidão centesimal e uma elevada repetibilidade.
Operando com a peça em rotação, o torno permite maquinar componentes com tolerâncias rigorosas e elevada capacidade de repetição. Esta valência revela-se crucial, pois possibilita a recuperação de peças desgastadas ou a produção de novas, o que contribui para a redução de tempo de imobilização dos equipamentos no campo.
Um percurso iniciado em 1994
Fundada em 1994, a Agripulve nasceu da experiência do seu fundador, José Manuel Coelho, na construção de carroçarias, após um percurso inicial ligado à carpintaria, assim como do papel desempenhado pela sua esposa, Maria Cecília, não apenas na execução e preparação de alguns materiais, como também na evolução do negócio. Sendo, ainda hoje, um dos pilares importantes na vida familiar.
Atualmente, a empresa é liderada por João e Joana Coelho, filhos do fundador, que prometem dar continuidade ao projeto, através de uma forte aposta na aquisição de máquinas de fabrico de grande vertente tecnológica.
A reputação de qualidade ultrapassou já o concelho de origem, Vila Chã de Ourique, ao atrair clientes de várias regiões. A relação de confiança desenvolvida com os agricultores tornaram-se os pilares do seu crescimento sustentado.

THE ONLY FACTOR THAT MATTERS
Seja qual for o trabalho no campo, a novíssima série AGRIMAXFACTOR 70 da BKT para tratores é perfeita tanto para transporte como para lavoura. Um design de piso inovador e uma forte lona de carcaça em poliéster proporcionam uma excelente estabilidade lateral e uma resposta de direção mais rápida mesmo para operações de alta velocidade ou serviço intensivo. A área de contacto no terreno, aumentada em 5%, reduz significativamente a perceção do ruído na cabina, o que representa maior conforto. Além disso, o logótipo exclusivo “E-READY” na parede lateral destaca o compromisso da BKT com a mobilidade elétrica e torna este produto adequado para veículos elétricos. Excelente manuseamento e estabilidade mesmo em condições de serviço mais pesado, juntamente com uma maior durabilidade, são características que fazem do AGRIMAXFACTOR o pneu certo para a sua segurança e conforto, mesmo em condições de serviço pesado.


Rua José Abrantes Aniceto, nº 2
Zona Industrial de Cantanhede
3060-197 Cantanhede
Tel: 231 419 290
info@sjosepneus.com www.sjosepneus.com
No coração do Minho nasceu a Agroramoa, empresa que, ao longo de mais de quatro décadas, fortaleceu a sua presença no setor da maquinaria agrícola. Hoje, com uma produção anual superior a 250 carregadores, a empresa representa a continuidade de um projeto familiar, assente na proximidade ao cliente e na capacidade de adaptação ao mercado.
Em 1984, nascia a Agroramoa, com o fundador, Manuel Ramoa, a dedicar-se à comercialização de alfaias agrícolas. À medida que o negócio foi crescendo, o mesmo aconteceu com a carteira de clientes. A relação próxima que o empresário ia estabelecendo com os clientes permitiu entender melhor os desafios do setor e identificar oportunidades de melhoria.
Desde cedo, a geração seguinte da família acompanhou esta realidade. Miguel e Daniel Ramoa ainda eram jovens e já ajudavam no negócio familiar. “Começámos muito novos. Aos sábados, depois da escola e também nas férias, já ajudávamos no trabalho”, recorda Miguel, que lidera os destinos da Agroramoa, juntamente com os irmãos Daniel e Rafael. Com o passar do tempo, o envolvi-




mento de todos tornou-se cada vez mais natural, até que, em 2011, a Agroramoa formalizou-se enquanto empresa. Paralelamente ao desenvolvimento de fabrico próprio, têm vindo a reforçar também a sua atuação na área de comercialização de maquinaria agrícola. É neste contexto que surge a R Tractores, integrante do grupo Agroramoa e revendedora da marca Landini.
Detalhes conquistam clientes
Para a Agroramoa, a verdadeira diferença reside nos detalhes. Neste sentido, a empresa procura responder às exigências específicas de cada cliente, tendo em conta aspetos como a durabilidade, a resistência e uma atenção especial ao pormenor. “Existe uma grande abertura da nossa parte para adaptar cada equipamento às necessidades espe-
Entre os primeiros produtos desenvolvidos pela Agroramoa, estiveram os carregadores frontais, rachadores de lenhas, caixas de carga e capinadeiras. Inicialmente destinados a responder às necessidades dos clientes mais próximos, com o crescimento da procura, os carregadores frontais ganharam destaque e tornaram-se, ao longo do tempo, o produto mais representativo da Agroramoa. “Os carregadores são claramente os nossos best-sellers”, afirma Miguel Ramoa. Instalado diretamente no trator, o carregador frontal permite realizar diversas tarefas diárias nas explorações agrícolas. Graças à sua versatilidade e capacidade de adaptação, tornou-se uma ferramenta essencial da qual muitos agricultores não prescindem.

cíficas do cliente”, afirma Miguel Ramoa.
A qualidade de fabrico é outro dos aspetos diferenciadores a considerar.
A seleção criteriosa dos materiais e o cuidado aplicado em cada fase do processo produtivo reflete uma filosofia de trabalho assente na longevidade dos produtos.
Mais outro elemento que merece destaque é o processo de pintura utilizado nos equipamentos. A Agroramoa recorre a uma pintura acrílica de dois componentes, diluente e endurecedor, uma solução que oferece maior resistência e proteção face ao desgaste provocado pela utilização intensiva no campo.
A longo prazo, estes elementos fazem toda a diferença. São estes pequenos detalhes que contribuem para a confiança que os agricultores depositam na marca.

data de início da atividade no setor da maquinaria agrícola
ano da formalização da Agroramoa
trabalhadores dedicados à àrea de produção
Número de carregadores fabricados por ano
Número de carregadores Agroramoa em funcionamento no terreno
1984 2011 20 250 4000 3
irmãos à frente da empresa
Depois de décadas ao serviço da Agroramoa, o fundador, Manuel Ramoa, reformou-se recentemente, aos 65 anos. Hoje, os três irmãos assumem a gestão da Agroramoa e dividem entre si diferentes áreas de responsabilidade: Daniel lidera a área de desenvolvimento fabril e de produção, Miguel dedica-se principalmente à vertente comercial e administrativa, enquanto Rafael atua numa fase final, mais próxima do cliente, ao acompanhar entregas e demonstrações de produtos e reforçando a presença da Agroramoa em feiras.

Elementos da segunda geração da família, Rafael e Miguel Ramoa estão diretamente envolvidos na área comercial
O desenvolvimento dos produtos Agroramoa começa no gabinete de desenho técnico, onde cada um é concebido digitalmente antes de avançar para a fase de produção. Através de um software de modelação tridimensional, os técnicos projetam as diferentes peças e estruturas com elevado rigor e definem os pontos de fixação e de encaixe entre os vários componentes. “Na altura, disse ao meu pai que precisávamos de comprar um CD com as licenças dos programas de desenho. Isto representava um investimento avultado para a empresa, de milhares de euros”, afirma Daniel Ramoa, ao confessar que a introdução destas ferramentas marcou um ponto de viragem na evolução da empresa.

No gabinete técnico da Agroramoa, os equipamentos são concebidos em modelos 3D antes de avançarem para a fase de fabrico

Na JL Empilhadores, em Torres Vedras, a secção de peças agrícolas cresce com uma regra simples: reduzir o tempo de imobilização da máquina. O departamento foi criado para responder à procura de componentes para tratores, máquinas agrícolas e alfaias, com foco na proximidade, no aconselhamento técnico e na rapidez de resposta.
Bruno Leiria, comercial da área de peças na João Lourenço Empilhadores, nota uma tendência clara: o cliente profissional “esquece um bocadinho o preço e olha mais à marca e à garantia de qualidade” É que, em peças críticas, “a conta faz-se no número de horas de atividade perdidas”. É por isso que as bombas de água OMP e BCD ganham destaque, pela reputação de fiabilidade e pela presença como peças de origem. Há ainda alternativas como as Aisin e soluções para máquinas japonesas, frequentemente pedidas por referência e medida.
Na transmissão, a procura recai em componentes onde a oficina não quer surpresas: cruzetas/juntas universais para cardans, com a Spicer entre as preferidas. E nos best-sellers, sobressaem as embraiagens LUK e Pitteri Violini, uma área onde ter de repetir a intervenção é o pior cenário possível.
Mais recentemente, a secção de peças João Lou-


renço Empilhadores passou a disponibilizar também cardans e ligações de três pontos.
Mangueiras hidráulicas à medida
A hidráulica é outro pilar da João Lourenço Empilhadores, tendo, mais uma vez, soluções à medida e feitas na hora: com cravadora de mangueiras e um stock alargado de mangueiras hidráulicas em rolo, a JL Empilhadores fabrica tubos hidráulicos a partir do conjunto antigo do cliente, trabalhando com ligações BSP, métricas e JIC. O resultado é um serviço pensado para o imediato.
A oferta completa-se com os consumíveis e os componentes elétricos (filtros de ar e de óleo, faróis de trabalho/farolins, bancos, ponteiras de direção, caixas de fusíveis, etc...) e com a gama de lubrificantes Petronas (óleos de motor e óleos hidráulicos, como o ISO VG 46). Com quatro filiais interligadas (Maia, Leiria, Torres Vedras e Algarve) e campanhas de desconto mensais divulgadas por e-mail e por WhatsApp, a meta mantém-se: resolver de forma célere os problemas dos clientes e com peças em que a marca confia.



O XVI Congresso Nacional do Milho, realizado entre 11 e 12 de fevereiro em Santarém, em paralelo com o 2.º Encontro das Culturas Cerealíferas, defendeu medidas para recuperar a competitividade, num momento em que o país mantém um baixo auto-aprovisionamento em cereais.
Oencontro, organizado pela ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho, em parceria com a ANPOC (Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais) e a AOP (Associação de Orizicultores de Portugal), defendeu que falar de cereais em Portugal é falar de soberania alimentar, segurança de abastecimento, equilíbrio territorial e cadeias agroalimentares estruturantes. As associações sublinham que o grau de autoaprovisionamento continua reduzido, sobretudo no milho e no trigo, num contexto de elevada dependência externa, e apontam a redução continuada das áreas de cereais e de milho, pressionadas pela baixa rentabilidade, pelo


aumento dos custos de produção, pela concorrência de culturas permanentes e pela incerteza sobre o futuro da agricultura europeia.
Para inverter a tendência, defendem a implementação urgente da Estratégia +Cereais e consideram imperioso” aumentar os valores atribuídos aos Pagamentos Ligados para os cereais. No plano externo, manifestam a preocupação com o acordo UE–Mercosul, pedindo que os padrões exigidos aos produtores europeus sejam igualmente aplicados às importações. Sobre as importações da Ucrânia sem direitos aduaneiros, reconhecem o princípio de solidariedade, mas pedem mecanismos de salvaguarda eficazes.
O congresso acompanhou ainda o debate sobre o futuro da PAC, alertando para o impacto de um eventual corte de financiamento, e destacou a estratégia “Água que Une” como investimento em resiliência e competitividade. No ano em que se assinalam 40 anos de adesão de Portugal à UE, as organizações reiteram que o setor precisa de uma Europa eficaz a resolver problemas e de condições justas para continuar a produzir.


















Quando o trabalho aperta, o que falta muitas vezes não é vontade. É disponibilidade imediata de máquina. E, em muitas explorações, a decisão não é apenas qual trator escolher, mas como o ter no momento certo, com custos controlados e sem compromissos de longo prazo. É aqui que o renting ganha força: uma solução prática para responder a picos de trabalho, necessidades pontuais ou reforço de frota, com um processo simples e transparente.
https://usados.jinacio.pt/aluguer/


NO serviço está disponível em:
este contexto, o serviço de aluguer (renting) da J. Inácio destaca-se por tornar o processo de alugar um trator realmente fácil e totalmente online.
A revista abolsamia já testou o processo online e confirma: é rápido, intuitivo e está, literalmente, à distância de um clique.
Renting Vs Compra: quando faz sentido alugar?
Comprar um trator é, para muitas empresas agrícolas, um investimento estruturante, mas também pesado: implica mobilização de capital, custos de financiamento, desvalorização e a responsabilidade total pela gestão do equipamento.
O renting pode ser a opção mais lógica quando:
• Há picos sazonais de trabalho (campanhas, colheitas, preparação de solo) e é preciso reforçar a frota por dias ou semanas.
• A máquina vai ter utilização limitada e não justifica ficar depois parada grande parte do ano.
• É necessário substituir temporariamente um trator (avaria, manutenção prolongada, atraso na entrega de um novo).
• Se quer testar um tipo de equipamento antes de avançar para uma compra.
• O objetivo é previsibilidade e rapidez: resolver a necessidade com um custo claro e um processo curto.
Em resumo:
• a compra continua a fazer sentido quando há utilização intensiva e contínua ao longo do ano;
• o renting impõe-se quando a prioridade é flexibilidade, rapidez e controlo de custos em necessidades pontuais.
Um processo simples, pensado para quem tem pouco tempo No site de aluguer da J. Inácio (https://usados.jinacio. pt/aluguer/), o utilizador encontra um percurso dire-



a alugar: modelo, potência, horas, tração, transmissão e outros dados relevantes.
A simulação apresenta um valor simples e fácil de interpretar, o que ajuda a:
• comparar opções;

to: escolhe o equipamento, consulta a informação e avança para a simulação, sem burocracias. A navegação é clara e orientada para a decisão ideal para quem está no terreno e precisa de resolver.
Transparência: informação técnica e valor fácil de perceber
Um dos pontos mais relevantes é a transparência
A informação técnica do equipamento está acessível, permitindo perceber rapidamente o que se está
• planear custos;
• tomar decisões com base em números, não em suposições.
Proposta rápida e condições de aluguer claras
Depois da simulação de aluguer, definido o equipamento que melhor se adequa às suas necessidades e as datas pretendidas de uso, o envio da proposta é imediato. Recebe, de seguida, no seu email, as condições de aluguer detalhadas: modelo escolhido, estado do equipamento com fotos elucidativas do mesmo, principais termos contratuais, condições de pagamento e próximos passos. Sem surpresas. O processo foi desenhado para encurtar o tempo entre a necessidade e a solução, com uma resposta rápida e com condições de aluguer bem definidas.
A revista abolsamia já experimentou o serviço e a conclusão é: procedimento fácil e rápido. Para quem procura uma alternativa prática ao investimento imediato, ou uma solução temporária para reforço de frota, o renting online da J. Inácio é uma opção que merece atenção pela simplicidade do processo, pela clareza da informação e pela rapidez na obtenção de proposta.

Manuel “Barradinhas” foi o vencedor do sorteio promovido pela abolsamia na Agroglobal 2025. O prémio, uma motoserra Stihl, oferecida pela Treemworld, já foi entregue e assinalou mais um momento de proximidade entre a revista, os leitores e as marcas.
Texto e Fotografia Rui Reis
Aentrega contou com a presença de representantes da revista e de Ana Candeias, proprietária da Treemworld, que enquadrou a parceria com a revista abolsamia como uma relação construída ao longo de anos. “A parceria com a abolsamia surgiu há muitos anos. Estamos sediados no mesmo concelho e acabamos por ser empresas parceiras em diferentes momentos”, afirmou. A responsável da empresa de Loures salientou ainda o posicionamento da Treemworld enquanto representante exclusiva da Stihl desde 2016, com o estatuto de distribuidor premium: “Não é uma distinção muito usual, mas que espelha a dedicação à marca. Nós somos exclusivos, só vendemos mesmo Stihl.”



Quanto ao prémio entregue, Ana Candeias explicou que se trata de uma motoserra de entrada de gama,
orientada para utilizações domésticas e ocasionais:
“É indicada para pequenos trabalhos de jardinagem, podas ou pequenos cortes de lenha. É uma máquina simples, mas muito funcional e eficiente, e com a habitual robustez e qualidade da Stihl.”
Do lado do vencedor, a reação foi expressiva: “Estou muito feliz por ter recebido o prémio, não estava mesmo à espera. Foi uma grande surpresa.” A nova motoserra vai ser utilizada sobretudo na poda: “Vamos estrear esta nova motoserra na minha exploração.”
Manuel “Barradinhas” gere uma exploração agropecuária com cerca de 190 hectares, onde cruza pecuária com produções permanentes: “Temos um bocadinho de pecuária, amendoal, meloal e estamos a preparar a plantação de olival super-intensivo.” E a escolha da marca que lhe calhou em sorte, garante, é coerente com a que já utiliza: “Neste tipo de equipamentos, é tudo Stihl… o roçador, a serra, tudo... Estou muito satisfeito com a marca e esta nova motossera será a mais recente adição ao portfólio que já possuía”

O Rural Innovation Challenges iniciou a “volta a Portugal” na defesa dos Territórios Rurais junto das Escolas Profissionais. O périplo teve início no final de janeiro de 2026 e já contou com mais de uma dezena de sessões. O Rural Innovation Challenges é uma iniciativa conjunta da AJAP e seus parceiros, Caja Rural del Sur (CRSUR) e Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo (Agrimútuo), que decorre no primeiro semestre de cada ano e termina no evento Gala AJAP-Portugal Winners na reta final do ano em curso.
Através do Rural Innovation Challenges e da Gala AJAP-Portugal Winners, a AJAP e os seus parceiros, pretendem trazer as diferentes potencialidades, oportunidades e desafios dos territórios rurais para a ordem do dia. Nestas sessões são dados a conhecer os critérios de candidatura e escrutínio às quatro categorias da iniciativa (Jovem Agricultor, Jovem Empresário Rural, Jovem Talento Agro Rural e Jovem Académico), que irá apurar os 12 vencedores anuais, três por cada categoria.
Os desafios para os Jovens, no âmbito do Rural Innovation Challenges, assumem várias ordens de abrangência, para jovens que possam estar em condições de fazer opções para o seu futuro profissional, podendo optar pela instalação como Jovens Agricultores (JA) ou como Jovens Empresários Rurais (JER), para os Jovens finalistas (12º ano) das Escolas Profissionais e para os Jovens Finalistas (Grau Licenciatura) das Escolas Superiores e Universidades.
As sessões decorrem em todos os distritos e alguns concelhos, junto das Escolas Profissionais (de Agricultura, Desenvolvimento Rural, Turismo, Hotelaria, Desportos de Natureza, entre outros) e ainda nas Universidades e Escolas Superiores (de Agricultura, Turismo, Desenvolvimento Rural, Território, entre outros). Os 12 vencedores serão conhecidos na gala anual AJAPPortugal Winners
Em cada sessão, marca presença o Diretor-Geral da AJAP, Firmino Cordeiro, que explica à comunidade estudantil o Rural Innovation Challenges, os seus objeti-

vos, categorias e como podem os alunos candidatar-se, para além de abordar as figuras do JA, do JER e analisar algumas realidades do setor agrícola em Portugal. Para cada evento, é também convidado um representante do Município e presidente da Junta de Freguesia onde se insere as instituições de ensino, e que abordam as potencialidades dos concelhos nas suas mais distintas opções, associadas aos jovens. Marcam também presença representantes dos parceiros, nomeadamente, a Caja Rural del Sur e a Agrimútuo.
Apontando aos agricultores do Amanhã, o “Rural Innovation Challenges” procura ajudar à regeneração rural, desafiando os jovens a apostarem no Interior e na Agricultura
O Diretor-Geral da AJAP, Firmino Cordeiro, realça que o Rural Innovation Challenges pretende “tornar os territórios rurais mais atrativos aos JA, aos JER e aos Empreendedores” e “colocá-los no centro de uma estratégia de regeneração rural, e dar-lhes condições para se fixarem, prosperarem e liderarem a próxima geração de inovação agrícola e empreendedora rural”. Além disso, “é também um apelo aos diferentes poderes, local, regional e ao nacional, mas também à sociedade civil e à comunidade educativa e aos jovens para que olhem os territórios rurais como uma parte ativa do seu futuro, que está à espera de novas ideias, novos projetos e novos desafios”


• M onitorização operacional em tempo real
• Diagnóstico remoto de falhas

• G estão inteligente de produtividade
“A ZoomLink representa um avanço significativo na forma como acompanhamos as máquinas no terreno, com acesso em tempo real a dados de operação”, explica José Gonçalves, acrescentando que, a ZoomLink é uma aplicação móvel de conectividade e gestão remota que serve como ponte digital entre o equipamento em operação, o gestor técnico, e o próprio cliente/ operador. Basicamente, tratase de uma ferramenta que leva a manutenção, performance e diagnóstico da máquina para um telemóvel, sendo disponibilizada gratuitamente aos clientes Zoomlion.

Para o Gestor de Serviços Técnicos da Agricortes, José Gonçalves, a estreia da Zoomlion no segmento dos tratores, em Portugal, traz consigo “fiabilidade, baixo custo de manutenção e conforto ao operador”.
Características que, defende, são “fundamentais para o agricultor português”.
A Zoomlion está, hoje em dia, entre os principais líderes do setor das máquinas de construção. A manutenção e fiabilidade das máquinas determina o seu sucesso. O Gestor de Serviços Técnicos da Agricortes, José Gonçalves, explica, com apenas cinco exemplos, não apenas como as máquinas Zoomlion garantem produtividade e segurança, mas, também, porque continuam a ganhar quota de mercado.

A Zoomlion acaba de reforçar a sua presença em Portugal com a entrada no segmento de tratores. O responsável técnico da Agricortes garante que, “além da qualidade do produto, o nosso foco estará no suporte pós-venda e em ferramentas digitais inovadoras.”. Para a empresa, esta entrada representa um passo estratégico de acompanhamento tecnológico e inovação: “A chegada dos tratores Zoomlion ao mercado português é uma evolução natural da parceria estratégica da Agricortes com a Zoomlion. Estamos a trazer equipamentos desenvolvidos para oferecer fiabilidade, baixo custo de manutenção e conforto ao operador, características que sabemos serem fundamentais para o agricultor português.”, conclui José Gonçalves.
• Potências entre os 75 e 700cv híbridos
• Transmissões mecânica, electro-hidráulica e continua variável
Os skid loaders da Zoomlion são muito apreciados pelos clientes da Agricortes, pela combinação entre robustez, versatilidade e performances técnicas. Argumentos que lhes permitem uma capacidade de trabalho impressionante, face à rapidez de serviço prestado, a juntar às características de otimização da máquina, como a pressurização da cabina, câmara posterior, caudal de alto fluxo, kit elétrico aos implementos, balde flutuante, auto nivelamento na elevação vertical do balde, comando de aceleração dupla, combinação da aceleração fixa e da aceleração dinâmica, a permitir o controlo da potência do motor para menor consumo de combustível e maior eficiência no uso de acessório. Neste momento, a Agricortes tem disponível versões de rodas e rastos, de peso operativo de 3000 a 4350 kg.

• Versão Rodas ou Rastos
• Peso operacional entre 3.000 e 4.350 kg
• A ltura de descarga até aproximadamente 2,5m
As escavadoras médias e grandes da Zoomlion, acima das 20 toneladas, representam 80% da produção do setor de máquinas de movimentação de terras da marca chinesa e têm como alvo as obras de elevada exigência nos setores da construção civil, infraestruturas e indústria extrativa. “Estes modelos são desenvolvidos para oferecer elevada capacidade de escavação, estabilidade estrutural e desempenho hidráulico consistente, mesmo em trabalhos contínuos e de alta carga, por isso temos muita confiança na satisfação do cliente português“, comenta o Gestor de Serviços Técnicos da Agricortes, recordando que “a disponibilidade de peças e o acompanhamento técnico especializado são fatores determinantes para garantir a máxima disponibilidade das máquinas.” Atualmente, a Zoomlion produz escavadoras de 1,8 ton. até 70 ton. garantindo uma presença relevante no mercado global de máquinas de construção e terraplenagem, tendo vindo a expandir significativamente a sua presença global no segmento de maquinaria pesada.

• Propulsão elétrica ou diesel
• C apacidade de carga: 1,5 ton. a 10 ton.
“Os empilhadores Zoomlion vêm de série com posicionamento hidráulico dos garfos, o operador consegue ajustar a largura dos garfos sem sair do lugar, o que aumenta a produtividade, reduz o risco de acidentes e ainda protege tanto a carga quanto o equipamento. É uma solução que combina segurança, precisão e conforto, especialmente em ambientes com diferentes tipos de paletes e cargas”, afirma o Gestor de Serviços Técnicos da Agricortes, José Gonçalves. A empresa portuguesa conta com uma vasta gama de empilhadores diesel, empilhadores elétricos e empilhadores todo-oterreno, até ao mercado das 10 toneladas.

• Peso operacional entre as 20 e as 76,5 ton.
• A lcance máximo entre os 9 e os 11,5 metros



Sistemas de otimização do conjunto motor/transmissão/hidráulico, maior eficiência de tração e de consumo, sistema de rastos no eixo traseiro, intervalos de manutenção alargados, e enfoque no conforto do operador. Foi graças a estes atributos que o CLAAS Axion 9.450 Terra Trac venceu o prémio Trator do Ano na sua categoria principal, TOTY High Power 2026 Testámo-lo na Alemanha, ainda antes do seu lançamento.
Na revista abolsamia, na nossa cadeira de sonho, contactamos com projetos dos fabricantes quando estes ainda estão em fase confidencial. É o caso do novo Axion 9 Terra Trac, um trator que consegue executar tarefas de forma autónoma, através de um dispositivo de automação, desenvolvido em parceria com a AgXeed. Conhecemo-lo e testámo-lo, antes da sua apresentação na Agritechnica, e damos-lhe a conhecer para onde apontam as tendências da CLAAS num produto destinado aos prestadores de serviços e às casas agrícolas de grande dimensão.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
MOTOR
Motor FPT Cursor 9
Capacidade / cilindros8710 cm3 / 6 cilindros
Potência nominal 439 cv
Potência máxima 448 cv
Binário máximo / reserva 1850 Nm / 20%
Intervalo de manutenção 750 horas
TRANSMISSÃO
Tipo Variação contínua
Configuração Duas gamas
Regime do motor a 40 km/h1350 rpm
Velocidade máxima 50 km/h
HIDRÁULICO
Fluxo da bomba 220 (370) lpm
Bomba da direção 10.500 Kg
Capacidade de elevação traseira 6.921 Kg
Capacidade de elevação dianteira 5000 Kg
DIMENSÕES
Distância entre eixos 2.950 mm
Distância ao solo 431 mm
Peso em vazio 18.000 kg
Carga máxima admissível22.000 kg
Nova série Axion 9
A série Axion 900, em produção desde 2011, dá agora lugar à série Axion 9, que cobre uma faixa de potência entre os 330 e os 450 cv. São cinco modelos de rodas e dois modelos concebidos de raiz com rastos no eixo traseiro: 9.360 e 9.450 Terra Trac
Motor FPT de 8,7 litros

A escada de acesso à cabine inclui iluminação de cortesia, tomadas para utensílios elétricos e acomoda uma caixa de ferramentas metálica
ralenti faz-se às 650 rpm. O intervalo de manutenção é feito a cada 750 horas
. Transmissão CMatic de 50 km/h
A transmissão de variação contínua CMatic foi desenvolvida em parceria com a ZF e alcança os 50 km/h. Dispõe da função Auto Load Antecipation, a qual antecipa situações de oscilação de carga, como, por exemplo, ao baixar uma alfaia, fazendo subir o regime do motor antes que o aumento de carga ocorra. Mas é mais abrangente, pois faz uma adaptação do rácio da transmissão e dos requisitos hidráulicos, num quadro de otimização que apela ao mínimo de intervenção do operador. Este sistema adaptativo que gere o conjunto motor/transmissão/hidráulico foi distinguido pela DLG com uma medalha de prata de inovação da Agritechnica.

O intervalo de manutenção da transmissão é feito a cada 1500 horas.
No trator testado, o motor FPT fornece uma potência de 448 cv e 1850 Nm de binário máximo. Conta com turbo de geometria variável e ventoinha reversível, e dispõe ainda de uma função AutoDroop que ajusta de forma otimizada e dinâmica a resposta do motor às condições de trabalho. O funcionamento ao
Um sistema central de lubrificação assegura o fornecimento de massa consistente a dois componentes do trator: os rastos Terra Trac e o eixo dianteiro
Sistema de rastos Terra Trac
A primeira versão Terra Trac dos tratores CLAAS Axion foi apresentado em 2017. Este sistema, desenvolvido em parceria com a Camso, está plenamente comprovado a nível de desempenho e durabilidade. Ainda assim, nesta transição para os Axion 9, foram introduzidos aperfeiçoamentos nos componentes


para automatizar a lubrificação e minimizar o desgaste das bandas, sobretudo em solos pedregosos.
Este sistema proporciona um mecanismo de suspensão adicional ao nível do chassis e garante um contacto do trator com o solo que é 50% superior ao de um trator de rodas. Permite instalar bandas de rastos com diferentes larguras – 457, 635, 735 e 890 mm –, adequando-se a trabalhos pesados e a trabalhos de precisão.

Sistema hidráulico de 370 L/min
Na versão standard, o sistema hidráulico vem equipado com uma bomba de 220 L/min. Como extra, pode ser configurado com uma bomba adicional de 170 L/min, para um caudal combinado de 370 L/min. A capacidade de elevação traseira é de 10.500 kg e a dianteira é de 6.921 kg.
Posto de condução e conforto
A cabine foi redesenhada e apresenta agora uma insonorização de 66 dB. No exterior existem 22 luzes LED para um total de 56.000 lumens e três câmaras controladas a partir do terminal CEBIS Connect. Nestas câmaras, é possível fazer aproximação e distanciamento, e ajustar o sentido para onde apontam. Toda a instrumentação está concentrada em redor do novo terminal CEBIS Connect. Com dois monitores de 12”, é possível fazer a continuação de um para

O assento do condutor roda 10° para a esquerda, para facilitar o acesso, e roda até 40° para a direita, de modo a obter uma posição confortável para monitorizar a tarefa em curso


É no novo terminal CEBIS
Connect que estão agrupados os principais comandos.
Ao monitor principal de 12” é possível adicionar um outro monitor de igual dimensão, que funciona como extensão do primeiro.
outro ao navegar, seja para gerir o autoguiamento GPS Pilot ou as vastas potencialidades de conectividade da CLAAS, de que são exemplo a monitorização em tempo real, a comunicação com o escritório e a produção de relatórios no final das tarefas.
Assistência ao operador e automação
Graças à tecnologia proveniente da AgXeed, a instalação de uma antena AgXeed VCU (Unidade de Controlo do Veículo), proporciona ao trator a automação de nível 2, para tarefas pré-definidas.
O acesso à plataforma TraxWise da AgXeed faz-se através do CLAAS Connect ID. O trator executa as tarefas de campo autonomamente, fazendo uso do GPS Pilot, sendo capaz de contornar obstáculos, realizar as sequências e viragens nas cabeceiras, e ainda aplicar mapas de prescrição variável.
A antena AgXeed VCU proporciona a este trator um desempenho autónomo em tarefas de campo, a apontar para uma intervenção mínima do operador

O CLAAS Axion 9.450 Terra Trac avança no campo como se tivesse um insuflável por baixo, sem power hop, mesmo quando enfrenta uma pendente a subir e tem atrás uma alfaia de grande dimensão.
Numa exploração do Norte da Alemanha, a poucos minutos da cidade polaca de Szczecin, foram essas as condições em que o testámos. O cultivador Amazone Ceus 7000-2TX Ultra, com que fez parceria, perfaz uma largura de trabalho de 7 metros e as pendentes do terreno apelavam a uma capacidade de tração a condizer com o desafio de romper um solo pesado. O comportamento surpreendeu-nos, sobretudo quando em subida se aumenta a profundidade de trabalho.
Nas condições mais extremas, os rastos Terra Trac podem produzir um efeito de patinagem mas o trator não salta. A suavidade e a estabilidade fazem parte de um comportamento que se mantém constante.
Ao trabalhar fazendo uso da AgXeed VCU, verificámos que a função do operador passa, sobretudo, por supervisionar o trabalho, para o caso de surgir alguma situação imprevista, como alguma área do campo que esteja intransitável, vedações que estejam danificadas ou pedras que não tenham sido previamente marcadas.
Destacamos ainda o sistema CEMOS, que continua a ser uma peça central por oferecer ao operador orientações concretas que garantem uma otimização do desempenho em função da tarefa.


Lançado em 1982, pelo Primeiro Reitor da Universidade de Évora, Professor Ário Lobo de Azevedo, em colaboração com o então director do Centro de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Évora, José Manuel Branquinho, o Curso de Operadores de Máquinas Agrícolas (COMA) prepara-se para celebrar, já este ano, 44 anos de formação na área da Agricultura. Com mais de 800 alunos já formados, o mais antigo curso do género em Portugal permanece, assim, como uma referência na promoção de uma Agricultura de e com futuro.

Presentemente coordenado pelo Eng. António Fernando Bento Dias, professor associado do Departamento de Engenharia Rural da Universidade de Évora, o Curso de Operadores de Máquinas Agrícolas, vulgo COMA, é, hoje em dia, não só o mais antigo curso desenvolvido em Portugal nesta área, como uma verdadeira referência na formação e transmissão de competências. E não apenas na condução e manuseamento de tratores e alfaias agrícolas, como também na aplicação de produtos fitofarmacêuticos, transporte de ruminantes e equinos por longas distâncias, além de ta-



Uma das muitas alunas que, ao longo dos últimos 44 anos, receberam formação no COMA, neste caso, pertencente à turma de 1998

No COMA, os formandos têm contacto com vários tipos de tratores e equipamentos, de forma a saírem para o mercado de trabalho com o maior conhecimento possível
Graças às mais de quatro décadas de atividade ininterrupta, o COMA tem sido um palco privilegiado para assistir àquilo que tem sido a evolução das máquinas agrícolas


Uma das aulas teóricas ministradas no âmbito do curso, neste caso, com a turma de 2001

Eng.° Anacleto Pinheiro
Um agradecimento especial ao Engº Anacleto pela cedência de toda a informação que permitiu contar a história, aqui resumida, do Curso de Operadores de Máquinas Agrícolas
refas de descompactação de solo, segurança e higiene no trabalho, e muitas outras.
Destinado a alunos do ensino superior da área das ciências agrárias e estudantes que tenham aprovação em disciplinas na área da mecanização, assim como à generalidade dos alunos da Universidade de Évora, Instituto Superior de Agronomia e Escola Superior Agrária de Elvas (atual Escola Superior de Biociências de Elvas), e até os próprios funcionários das duas instituições, o COMA não deixa de ter, contudo, uma abrangência nacional, graças à participação de formandos oriundos de todos os pontos do País, inclusive, das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Todos eles motivados por fatores como a gratuitidade da formação e, principalmente, a forte componente prática e a elevada A turma de 1995 do COMA
preparação que confere para o atual mercado de trabalho. Desde logo, resultado da garantia de acesso a várias tecnologias de ponta, ao longo das cerca de 275 horas de formação, assim como a vários outros equipamentos que, no terreno, ajudam a uma redução dos custos de produção.
De resto e a atestar a qualidade da formação, levada a cabo nas instalações da Herdade da Mitra, em Évora, os mais de 800 alunos formados ao longo de 44 anos de existência e que, resultado também das parcerias com fabricantes e importadores de equipamentos agrícolas - é o caso da CNH Industrial Portugal, que tem disponibilizado tratores de última geração -, assim como com outras instituições de referência - o Centro Nacional de Competências para a Inovação Tecnológica do Setor Agroflorestal, InovTechAgro, e a Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo, são apenas dois exemplos -, contribuem, hoje em dia, não só para a afirmação do COMA enquanto formação de referência na área da mecanização agrária, como também para uma Agricultura de e com futuro.












Bobcat renova
R-Series e introduz IA
A Bobcat aproveitou este primeiro trimestre de 2026 para mostrar uma visão mais alargada para as suas carregadoras compactas. Por um lado, renovou a gama R-Series, com os modelos T66-2, T76-2, T86-2, S66-2, S76-2 e S86-2, apostando numa nova arquitetura elétrica, numa cabina revista, num ecrã tátil de 8 polegadas e em até 20 perfis de operador e quatro modos de condução. No topo, a T862 anuncia 115 cv e 3,7 m de altura de elevação. Por outro, apresentou o Jobsite Companion, solução com IA capaz de responder por voz, automatizar mais de 50 funções e ajudar a simplificar a operação. A isto juntam-se o Service.AI, para apoio ao diagnóstico, e um sistema de aviso e prevenção de colisões que pode alertar, abrandar ou parar a máquina, reforçando a produtividade, a facilidade de utilização e, acima de tudo, a segurança nas operações.
Komatsu
valida escavadora a hidrogénio em teste real

A Komatsu deu mais um passo na avaliação (e validação) do hidrogénio como alternativa para descarbonizar as máquinas industriais e de construção. O fabricante realizou, no Japão e em conjunto com a Obayashi Corporation e a Iwatani Corporation, a primeira “prova de conceito”, em cenário real, com uma escavadora hidráulica de médio porte, equipada com uma célula de combustível. O ensaio decorreu no passado mês dezembro de 2025, num estaleiro da Joshin-Etsu Expressway, na região de Nagano, e incluiu trabalhos reais de movimentação de terras, bem como o reabastecimento de hidrogénio no local. Segundo os promotores, a máquina evidenciou prestações comparáveis às de uma escavadora Diesel, mas com zero emissões de escape, menos ruído e menos vibrações. O teste permitiu ainda evidenciar os principais desafios à comercialização deste tipo de solução, como o aumento da autonomia, a redução do tempo de reabastecimento e a definição de condições de segurança na obra. Ainda assim, a validação em contexto real reforça o potencial de uma nova geração de máquinas de construção mais limpas e silenciosas.

A Hitachi Construction Machinery (Europe) alargou a linha Zaxis-7 de traseira curta com o seu maior modelo, a ZX375USLC-7, desenvolvida a pensar nas necessidades do mercado europeu e no trabalho em espaços confinados. Equipada com o sistema hidráulico Hitachi TRIAS, a máquina promete elevada potência hidráulica e maior eficiência de combustível. Destaca-se ainda pela capacidade de elevação e estabilidade, mesmo com alcance até nove metros, tanto em linha, como perpendicular às lagartas. A cabina ergonómica Zaxis-7 aposta em conforto e segurança, com monitor LCD de 8” anti-reflexo, comandos intuitivos e sistemas de visibilidade como a câmara Aerial Angle (vista 270°). O motor Isuzu Stage V contribui para reduzir custos de ciclo de vida. (Especificações: 197 kW; 35.600 kg; balde 1,00–1,62 m³.)


A DEVELON apresentou na CONEXPO-CON/AGG 2026, em Las Vegas, EUA, a sua gama mais avançada até à data: as escavadoras pesadas da Série -9. A estreia desta nova plataforma assenta em hidráulica totalmente eletrónica (EH) e em inteligência artificial integrada, marcando uma mudança na forma como o operador interage com a máquina. Ao substituir os comandos pilotados por um sistema EH, a marca introduz funcionalidades smart orientadas para maior precisão e segurança em obra, e para facilitar a operação a utilizadores menos experientes, com interface tipo tablet e apoio à consciência situacional. Em exposição estiveram os modelos DX230LC-9, DX260LC-9, DX360LC-9 e DX400LC-9.

Ponsse lança Opti 5G para máquinas florestais de rastos

CAPINADEIRA AGRÍCOLA CAR 170












DESTROÇADOR REFORÇADO TLSP 180








CAPINADEIRA FLORESTAL CAFRE 180




















DESTROÇADOR SEMI FLORESTAL TLT-FM 180
















CAPINADEIRA DESCENTRÁVEL GL4/70 - 220/340











GUINCHO FLORESTAL 2X85G















DESTROÇADOR FLORESTAL PATRIZIO








DESTROÇADOR MULTI USOS BR 180




A Ponsse apresentou a nova geração do sistema de informação Opti 5G para máquinas florestais de rastos, uma solução pensada para aumentar a produtividade, simplificar a operação e melhorar a gestão de dados em condições exigentes. A principal mais-valia está na integração, ao concentrar numa única interface funções como o controlo de corte, o corte automático, a calibração, a gestão de dados e os relatórios. O sistema disponibiliza ainda informação em tempo real sobre desempenho, tempos de trabalho, produção e consumos de combustível, é compatível com o standard StanForD 2010 e permite registar dados por árvore, incluindo sinais de deterioração ou danos por insetos. Segundo a marca, o Opti 5G melhora também a rapidez de resposta, a clareza dos menus e a perceção do operador no terreno.









CORTADOR/RACHADOR TOROS TITAN









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Tigercat
lança novo destroçador 6440 para processamento de madeira
A Tigercat anunciou o 6440 Chipper, um novo destroçador de tambor orientado para operações profissionais de processamento de madeira e biomassa. O modelo reforça a gama de equipamentos da marca na área de material processado, respondendo à necessidade de soluções dedicadas à produção de estilha e à valorização de sobrantes florestais. Integrado na família de estilhador da Tigercat, o 6440 surge como uma aposta para aumentar a capacidade operacional e a eficiência em trabalhos contínuos, com foco em aplicações exigentes do setor florestal e industrial. A marca disponibiliza informação técnica e materiais de comunicação para suporte a clientes e rede de distribuição.


A Kesla Oyj apresentou as novas KESLA 20SH-II Advance e 25SH-II Advance, versões melhoradas das suas cabeças de corte de alimentação por curso, com atualizações para aumentar desempenho, durabilidade e facilidade de utilização. As melhorias incluem hidráulica otimizada, opção de bloqueio da inclinação e controlo proporcional de pressão, além de novas soluções de sensores para medição de comprimento e posição do curso. No processamento, surgem lâminas de desrama redesenhadas e mais resistentes. A estrutura foi reforçada com maior espessura de material em zonas críticas e alterações no braço de inclinação, bem como melhorias em mangueiras e cablagens. A gama ganha ainda mais opções de configuração.
FAE lança novos PT200 e PT400: mais potência e produtividade
A FAE atualizou a sua gama com os novos PT200 e PT400, orientados para as aplicações mais exigentes na gestão profissional de vegetação. O PT200 (substitui o PT175) recebe motor CAT C4.4 de 188cv e sistema hidráulico de 230 L/min a 350 bar, pensado para trabalhos florestais onde a agilidade e a compacidade são críticas. Pode trabalhar com o novo destroçador BL4/PT, capaz de triturar material até 30 cm (tecnologias Sonic e Bite Limiter), além de outras cabeças e lâmina. Já o PT400 sobe a fasquia com motor Cummins L9 de 380 hp e 410 L/min a 390 bar, mantendo dimensões próximas do PT300, para gestão florestal, corta-fogos e infraestruturas.

14 .ª ED IÇ ÃO 29· 30 · 31 MAI O’26
ExpoFlorestal 2026 está de volta como o maior ponto de encontro do setor florestal em Portugal!
Oportunidades de negócio e parcerias estratégicas
Demonstrações ao vivo de maquinaria florestal
Soluções tecnológicas e inovação para o setor
Workshops e debates técnicos
Profissionais, empresas e decisores reúnem-se para impulsionar o futuro da gestão sustentável da floresta.
Junte-se a nós e faça parte do futuro da floresta.
No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.

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Usados: New Holland(7): T4030V CAB, TN75A,T4.110LP CAB , TN65V, TD4030F, 640-Enfardadeira, Trator de rastos TK65F, • Ford 2910
• Massey Ferguson(3): 253, 240, 134C Trator Rastos • UTB U-600 • Deutz-Fahr DX3700 S • Case 580K Retroescavadora
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Usados: Destroçador TMC Cancela 1,60 rev. • Grade de Discos em X para vinha • Trator MF 354V • Pulverizador Tomix 1000 Lts. • Reboque Galucho 12.000Kg • Rototerra Maschio S Cobra 2,5m. • Charrua Galucho 3F-14 • Espalhador C. Magli plást. microgranulador • Sachador 3 linhas hidráulico • Gerador Himoinsa 41KVA • Plantador C. Magli 2 linhas Wolf • Subsolador 5 braços c/ rolo duplo

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Usados: Deutz-Fahr(2): Agrofarm 430G c/ cabine e A/C, 6155.4 RC Shift Agroton • OMR 30CV Articulado • Belarus 25 W • Case JX100U c/ carregador frontal • Lamborghini(2)R90, R 6 165.7 • Same (4): Solaris 45(2), Dorado 75, Titan 145 s/doc. • Enfardadeira de Rolos
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