R e v i s ta d i g i ta l
Índice
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IAF Sessões Especiais
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IAF Sessões Especiais
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Cientista explica como as camisetas irão conversar com as pessoas
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IAF Sessões Especiais
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Participação humana é um dos maiores desafios da indústria 4.0
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IAF Sessões Especiais
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Abertura Oficial
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Palestra de Abertura
40 Opinião
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Painel 1
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Pesquisa sobre a Moda Global aponta baixo score em sustentabilidade
“Precisamos ser disruptivos para fazer mudanças” Têxteis técnicos abrem portas para diversas possibilidades Um mergulho no mundo do algodão
Não há fronteiras que limitem conexões
IAF 2017 tem início em clima de otimismo e desafios
Digitalização pode não ser a única solução para a indústria Marcas se unem para implantar compliance em fornecedores
Palestra de Abertura
EXPEDIENTE
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Painel 2
Palavra do Presidente
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Compliance: mais oportunidades do que motivos para culpa
Painel 3
O diálogo real é mais importante do que marketing para clientes
Palestra de Abertura
Painel 4
Painel 5
Varejo têxtil: tecnologia para digitalização, integração, produção, venda e pesquisa
Painel 6
Millennials têm consciência de compra de moda definida
social Study Tour
Study Tour proporciona vivências tecnológicas e de lifestyle aos participantes
Esta é uma publicação da Comunicação da Abit Edição: Ligia Santos | Jornalista: Sirlene Farias | Diagramação: Leandro Mira | Fotos: Guilherme Taboada
Palavra do Presidente
Fernando Pimentel, presidente da Abit, realizou um discurso emocionado durante a abertura oficial da 33ª IAF World Fashion Convention. Veja abaixo: É uma imensa honra para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) ser a correalizadora da Convenção de Moda Mundial da International Apparel Federation (IAF), que se realiza pela primeira vez em nosso país. Para o nosso setor, é uma alegria receber empresários, executivos e profissionais de todo o mundo e do Brasil. Sejam muito bem-vindos! A Abit os recebe num momento muito especial para a própria entidade, que está comemorando 60 anos em 2017, e para a indústria têxtil e de confecção brasileira, que inicia de modo consistente seu processo de transição à manufatura avançada. Tal desafio, que é global, demonstra o quanto é pertinente o tema central desta nossa convenção, que é “Conformidade e Tecnologia – fatores-chave para a indústria e varejo”. A indústria têxtil e de confecção, numa tendência cada vez mais pre-
sentes em todos os mercados, deu início a um grande salto qualitativo em direção às categorias de maior emprego de ciência e tecnologia. Assim, o setor capacita-se a desenvolver sistemas ciberfísicos, internet das coisas e dos serviços e automação modular, inserindo-se no novo universo da manufatura avançada e da economia digital.
mática comercial, mas também, e sobretudo, pelo bem do Planeta e com o olhar voltado para uma sociedade mundial mais harmoniosa, menos desigual e mais feliz! Nesse sentido, nosso setor engaja-se aos melhores esforços internacionais! No Brasil, estamos avançando em várias frentes, tanto no processo produtivo com produção ambiental, na defesa do trabalho digno e A diversidade de produtos com tec- na qualidade e segurança dos pronologias vestíveis e o emprego de dutos ofertados aos consumidores. biotecnologias e materiais inovadores criarão demandas por têxteis A Abit mantém incansável esforço inteligentes e funcionais. Essas trans- nesse contexto, inclusive internacioformações aumentarão exponen- nalmente. Um exemplo: no âmbito cialmente a diversidade e a inten- de organismos multilaterais, como a sidade tecnológica de fios, tecidos, Organização Internacional do Trabaaviamentos e produtos auxiliares. lho (OIT) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), nossa entidade poEm paralelo a esses avanços, que siciona-se, oficial e firmemente, conexigem investimentos em inova- tra a precarização do trabalho como ção, Pesquisa & Desenvolvimento, fator desigual de competitividade. multiplica-se a demanda global por compliance socioambiental e nos Acreditamos que atender às metas sistemas de produção. A consciên- de compliance, em todas as frentes, cia cívica do consumidor, em todo seja um propósito sinérgico e alinhao mundo, será cada vez mais um do alinhado aos Objetivos de Desenfator determinante do mercado. volvimento Sustentável da ONU. Precisamos atendê-la! E não apenas motivados por uma visão prag-
Leia a íntegra do discurso
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IAF Sessões Especiais:
Mike Fralix, CEO da [TC]2
“Precisamos ser disruptivos para fazer mudanças” Sediada pela primeira vez no Brasil, a 33ª Convenção da International Apparel Federation (IAF), que aconteceu de 16 a 18 de outubro, no Rio de Janeiro, contou com o tema “Conformidade e Tecnologia – fatoreschave para a indústria e varejo”. Para inaugurar os momentos de conhecimento e trocas de experiências, foram realizadas as chamadas “Sessões Especiais”, no dia 16, aquecendo os motores e trazendo ainda mais informações estratégicas. 8
O primeiro painel foi apresentado por Mike Fralix, CEO da [TC]² - empresa norte-americana especializada em alta tecnologia e demandas por robótica. Em sua apresentação, o executivo abordou questões sobre como efetivar a transição da indústria para automação e tratar para que o ser humano esteja integrado nesta transformação. “Os empregos serão diferentes. Mas as pessoas ainda serão fundamentais para diversos processos. Afinal, algumas máquinas necessitam de operação, mesmo que à distância, de alguém que a faça”, afirmou. Fralix contou sobre alguns cases já desenvolvidos, como a sewtable (mesa de costura em tradução livre), que permite que uma peça se mova entre uma máquina e outra sem interferência humana. Leia mais
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IAF Sessões Especiais:
Têxteis técnicos abrem portas para diversas possibilidades A junção do conhecimento acadêmico com a experiência de diferentes ramos da indústria são mais do que bem-vindos na programação da Conferência da IAF, que aconteceu entre 16 e 18 de novembro, no Rio de Janeiro. Uma destas situações é a do debate “Têxteis Técnicos: Novos Mercados e Infinitas Oportunidades”, que contou com distintos especialistas para tratar das possibilidades deste nicho de mercado. 10
Da esq. para dir. Ricardo Cecci (Instituto Senai de Inovação), Marcello Bathe (Rhodia – Grupo Solvay), Fabien Darche (LATAM-PSA) e Mariana Doria (SENAI CETIQT)
Ricardo Cecci, coordenador de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do SENAI CETIQT, inaugurou a roda de conversa com um panorama sobre o cenário dos têxteis técnicos no Brasil e no mundo. “Sabemos que atualmente 70% do mercado é composto pelo consumo de fibras químicas. Existe uma tendência de mudança de têxteis tradicionais para técnicos”, afirmou. Segundo o pesquisador, a expectativa é de que o negócio deste segmento alcance o valor de U$ 315 bilhões em 2020. Marcello Bathe, responsável pelo desenvolvimento de Novos Negócios do grupo Solvay/Rhodia, revelou alguns dos planos da empresa e macrotendências para o segmento de fibras sintéticas. “Temos como meta atuar de forma em que o valor de venda de um produto não pode ser maior do que o valor para o planeta. Assim remodelamos nossas criações de acordo com esse propósito”, enfatiza. Leia mais 11
Arlindo de Azevedo Moura, presidente da Abrapa
IAF Sessões Especiais:
Um mergulho no mundo do algodão Na terceira sessão especial da Convenção IAF, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) fez uma exposição da produção brasileira e seu nível tecnológico. Atualmente, a produção brasileira detém dois tipos de certificação: Better Cotton Iniciative (BCI) e o Algodão Brasileiro (ABR). Em síntese, o BCI é uma certificação internacional e o ABR é de âmbito nacional, sendo que 30% de todo o algodão BCI do mundo sai do Brasil. Essas certificações garantem que a produção do algodão respeita 12
todas as regras trabalhistas, é sustentável, permite rastreabilidade, se apoiando nos pilares social, ambiental e econômico. “Hoje, 81% dos produtores são certificados ABR, e 71% BCI” declarou o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura. Tanto algodão orgânico quanto não orgânico podem ter os dois certificados.
Ouro Branco para todos A Norfil apresentou seu projeto Algodão Paraíba, visando aumentar a representatividade daquele estado na cotonicultura. Hoje, a Paraíba é famosa pela plantação de algodão colorido e orgânico, mas o Estado já teve muitas fazendas de algodão. O diretor comercial da Norfil, Ariel Horovitz, detalhou o projeto que busca apoiar pequenos agricultores a investir na plantação do algodão. “ nós garantimos a compra a partir de um preço pré-ajustado, de tal forma que fique vantajoso para o pequeno produtor plantar o algodão em vez de só alimentos. Além disso, a gente doa a semente, fornece assistência técnica de graça, entrega a sacaria para colheita, de tal forma que temos algodão de qualidade e ajudamos muitas famílias”. Horovitz ainda disse que irá expandir o projeto Brasil afora. Leia mais
Brasil fornece 30% de todo algodão BCI do mundo O presidente da ABRAPA, Arlindo A. Moura, realizou palestra sobre o algodão brasileiro no primeiro dia da Conferência Mundial de Moda do IAF, dia 16/10, no Rio de Janeiro. Destacando a responsabilidade social deste agronegócio. “Cerca de 81% dos produtores brasileiros têm certificação ABR, de âmbito nacional, e 71% têm também o BCI (Better Cotton Iniciative) de abrangência internacional” declarou Moura. Segundo ainda o presidente da ABRAPA, o selo brasileiro ABR é muito mais exigente que o BCI, uma vez que as exigências trabalhistas e ambientais no Brasil são muito mais rigorosas do que no resto do mundo. Desta forma, quem consegue se certificar em ABR, já teria 100% de condições para ser também BCI, porém, nem todos vão atrás de duas certificações. Leia mais 13
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Luiz Arruda, consultor sĂŞnior do Mindset do WGSN
IAF Sessões Especiais:
Não há fronteiras que limitem conexões Na última palestra das Sessões Especiais, Luiz Arruda,consultor sênior do Mindset do WGSN, sensibilizou a plateia após uma maratona de informações ao longo do dia. Com o tema Fora do Eixo, o impacto de países não ocidentais, Arruda mostrou que o mundo não consegue impor mais fronteiras às pessoas. Elas se conectam através das artes, da música, da religião, dentre outras formas de espaço, identidade e expressão. “ É entender o mundo por – onde estou, quem eu sou – o que faço – e mesclar todas as identidades, expressões, culturas. A ressignificação da origem de cada um vai além da nacionalidade, sendo preciso repensar a própria definição. Conceitos e rótulos estão cada vez mais obsoletos, porque o mundo é cada vez mais fluido e eternamente mutante. Na questão espacial: vivemos uma época em que limites são questionados e as antigas fronteiras não são suficientes para definir mais ninguém. É a multilocalidade. Um exemplo disso é a miss universo do Japão que, embora nascida e criada naquele país, é afrodescendente com mistura asiática. Da mesma forma, a cantora Corina Chamberlain, nascida em Hong Kong, se identifica com essa cultura e considera o cantonês sua língua mãe, no entanto, parece uma nórdica. É a ressignificação do conceito de nacionalidade, para multilocalidade. Leia mais
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Abertura Oficial
IAF 2017 tem início em clima de otimismo e desafios A programação oficial da 33ª edição da IAF World Fashion Convention, realizada no Brasil pela primeira vez, teve início em 17 de outubro, no Grand Hyatt, no Rio de Janeiro (RJ), e contou com a presença de apoiadores, patrocinadores e autoridades, que abrilhantaram a abertura do evento. Han Bekke, presidente da IAF, lembrou os desafios da indústria de vestuário no Brasil e no mundo. “Desde 2009, o mercado teve uma desaceleração. O ano de 2017 tem se resumido em incerteza, mudança e desafio. Entretanto, a incerteza vai trazer novos recursos. Podemos ver como isso vai se tornar rentável e melhorar a vida das pessoas que trabalham 18
Da esq. para a dir.: Veronica Melo (Sebrae), Francisco de Assis L. Franco (Apex-Brasil), Brigadeiro Medeiros, Han Bekke (IAF), Fernando Pimentel (Abit), Vanderlei Macris (deputado Federal) , Miguel Nery (ABDI)
conosco. A transparência vai aumentar em nossa cadeia. Estamos unidos e trabalhando em uma indústria boa, enfrentando os desafios, oferecendo empregos e novos produtos. Vamos levar isso conosco e aos nossos clientes. Sabemos da importância desse evento, pois o compliance e a tecnologia são fundamentais para o Brasil”. Fernando Pimentel, presidente da Abit, reafirma a importância da cadeia têxtil para a economia brasileira. “Com muita honra e alegria recebemos a Convenção da IAF. O mundo está mudando e em paralelo com os avanços tecnológicos, também aumenta a consciência cívica dos consumidores e é importante que saibam que nosso setor se engaja nesta causa. Esse evento será emblemático para nosso setor. Juntos temos muito a fazer pela indústria e pelo mundo”, afirmou. Leia mais 19
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Saskia Hedrich, sĂŞnior expert da consultoria McKinsey
PALESTRA DE ABERTURA:
Digitalização pode não ser a única solução para a indústria A digitalização dos processos é algo muito importante. Entretanto, se trata de um facilitador e não quer dizer que a situação de uma fábrica será melhorada com essa mudança. A informação foi apresentada no painel “Cenário Mundial da Indústria e do Varejo de Têxteis e Confeccionados”, ministrado pela sênior expert da consultoria McKinsey, Saskia Hedrich, durante a IAF World Fashion Convention, em 17 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ). “É muito importante entender a digitalização, acho que é essencial tornarmos dados analógicos em digitais. Mas não é somente isso. Você tem que saber como alavancar esses dados, mudar processos e, finalmente, isso pode levar a modelos de negócios totalmente novos” revela a especialista. Outra informação foi trazida com a apresentação. “A impressão digital chama a atenção dos players da indústria, mas a análise mostra que muitos estão hesitantes em aplicar esta tecnologia, porque precisam de várias mudanças e isso pode ser assustador”, destacou. No âmbito da digitalização em combinação com compliance, Hedrich é categórica: “Com a adoção de RFID é possível melhorar a cadeia de fornecimento. Esta é uma prática que não muda só sua organização, mas deve mudar a relação com fornecedores também”. Leia mais 21
PAINEL 1 Marcas se unem para implantar compliance em fornecedores
O primeiro painel da Convenção IAF no dia 17, reuniu grandes marcas do varejo e da indústria, nacional e internacional, para falar como eles estão comprometidos com compliance e como eles trabalham com seus fornecedores. Moderado pela gerente de marketing da DuPont, Katia Hamada, o debate ficou muito focado na questão de como o Varejo pode colaborar e não só pressionar os fornecedores para as regras de sustentabilidade. Para a Fábio Hering, CEO da Hering, iniciativas de sustentabilidade não devem, inicialmente, prever lucro ou aumento do valor da marca, mas evitar a perda do valor, uma vez que consumidores e investidores exigem o cumprimento e implantação de tendências de mercado. 22
Da esq. para a dir.: Katia Hamada (DuPont), Fabio Hering (Hering), Marissa McGowan (PVH Corp), Aleix Busquets (C&A)
A Hering é uma indústria centenária que migrou também para o varejo na década de 90 e hoje tem mais de 740 lojas, sendo considerada a maior franquia de vestuário do Brasil. A Hering ainda produz parte de seus produtos, mas, a maior produção é feita por parceiros, sendo na maioria aqui no Brasil. Cerca de 25% da produção é feita na Ásia. “Para sairmos de um modelo onde produzíamos 100% dos produtos para um modelo híbrido, tivemos que criar um time de especialistas que não busca auditar, mas capacitar e cooperar com os fornecedores” , explicou Fábio Hering. Ainda segundo o CEO, a Hering expandiu sua produção para diferentes estados , focando em pequenas cidades, onde os produtores foram treinados. Hoje, a Hering diz ser responsável por gerar cerca de 5 mil empregos e fixar essas pessoas em suas cidades. “Somando colaboradores diretos e indiretos, a nossa empresa gera 15 mil postos de trabalho” Leia mais 23
Sebastian Boger, diretor do The Boston Consulting Group
PALESTRA DE ABERTURA:
Pesquisa sobre a Moda Global aponta baixo score em sustentabilidade A pesquisa Pulse of the Fahion Industry, realizada neste ano no Copenhagen Fashion Summit, mediu as diferentes pontuações ao longo da Cadeia de Valor da indústria da moda no mundo. As pontuações, apresentadas por Sebastian Boger, diretor do The Boston Consulting Group, variam por tamanho de empresa, por segmento atendido e por etapa que atende dentro da Cadeia. De forma geral, a pesquisa realizada com 100 executivos mostrou que a moda não vai muito bem na questão ambiental, principalmente. 24
De um índice que varia de 1 (menos sutentável) a 100 (mais sustentável):
A pontuação média da indústria da moda As marcas mais avançadas alcançaram As menos avançadas Empresas de segmento Premium alcançaram entre Em todo o mundo, as empresas que têm baixa pontuação representam O segmento de Sport Wear é a de maior média de pontuação A etapa de processamento (fiações, tecelagens) alcançam notas acima da média
Designers e acabamento tiveram o menor score * metade ** algumas chegaram a 80 pontos
32 62 11 60 a 69
50%* 70 38** abaixo de
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PAINEL 2 Compliance: mais oportunidades do que motivos para culpa
O painel “Atuação de Governos e Instituições nas Demandas Internacionais de Compliance”, realizado em 17 de outubro, durante a IAF World Fashion Convention, no Rio de Janeiro (RJ), contou com discussões em torno de conformidade e quais são as possibilidades para as empresas diante de um mercado com cada vez mais exigências. Renato Jardim, superintendente de Políticas Industriais e Econômicas da Abit, contou sobre os projetos da Entidade para viabilizar mais transparência e convergências às empresas do setor. “Nós vemos uma oportunidade para que as companhias sejam mais produtivas e tenham mais resultados. Mais inovação e dinamismo para um mercado que está em
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Da esq. para a dir.: Fernando Pimentel (Abit), Renato Jardim (Abit), Peter Poschen (OIT), Roel Nieuwenkamp (OECD)
plena transformação. Nas empesas pequenas é mais difícil cumprir os requisitos de compliance. O que acaba fazendo com essas iniciativas produzam o efeito contrário ao que se propôs a fazer, o que é a exclusão das cadeias de valor. Temos que ter cuidado para que o compliance não seja um meio excludente para estas empresas. A Abit vê isso como ações colaborativas e não para apontar culpados”, destaca. Roel Nieuwenkamp, CEO da OECD, conta um pouco sobre o trabalho da instituição, que é um como se fosse um órgão de responsabilidade corporativa voltado para países desenvolvidos. Desta forma, os governos destas nações têm o compromisso legal de estar de acordo com o requisitos da OECD. Entretanto a adesão das empresas não é obrigatória. Leia mais 27
PAINEL 3 O diálogo real é mais importante do que marketing para clientes
Nos últimos anos, as empresas têm assistido uma verdadeira revolução na maneira em que os clientes consomem. As exigências por um comércio mais justo, sustentabilidade, customização e responsabilidade social são cada vez maiores. Com vistas em entender como aliar competitividade e transparência, os empresários buscam entender como podem se inserir neste meio. “Durante muitos anos, as marcas eram construída longe da realidade do consumidor. Hoje temos o marketing de causa. O poder está nas pessoas e as marcas e colocam como parceiras para os temas que as pessoas defendem, pois quem não faz isso é detratado. 54,2 milhões de brasileiros dizem que defendem a sustentabilidade. O único tema maior foi o combate 28
Da esq. para a dir.: Jacinta FitzGerald (Project Just), Renato Meirelles (Instituto Locomotiva), Rony Meisler (Grupo Reserva) e Roberto Martini (Flagcx)
a corrupção”, revelou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Para empoderar os clientes e ajudá-los na expansão da consciência de compra, o Project Just mantém uma plataforma online que possibilita a pesquisa da reputação de diversas empresas da indústria da moda em relação à responsabilidade socioambiental. “Baseada em nossa metodologia de pesquisa, usamos dados de marcas de diferentes segmentos e fizemos uma pesquisa para ter uma mostra do comportamento dos consumidores. Por exemplo:33% querem comprar marcas baseadas no impacto no meio ambiente e social que elas causam. Os consumidores querem ter alinhamento com esses valores e querem consumir mais eticamente”, afirmou Jacinta Fitz Gerald, CEO do Project Just. Leia mais 29
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Juan Hinestroza,professor da Cornell University
PALESTRA DE ABERTURA:
Cientista explica como as camisetas irão conversar com as pessoas Durante a correria do dia, sua camiseta muda de cor para te dizer que sua pressão subiu, muda novamente a cor e avisa que você fez pouca atividade física, muda outra vez de cor e avisa que você tomou pouco sol ou não comeu direito. Acabou? Não. Sua camiseta ainda pode também enviar informações para seu médico dos níveis séricos e avisar que você está prestes a ter um ataque cardíaco! Sim, isso já está sendo testado pelos pesquisadores da Universidade de Cornell, EUA, juntamente com vários designers. “É um laboratório esquizofrênico, pois juntamos designers 32
com ideias malucas com cientistas que se sentem desafiados em torná-las realidade” explica o cientista e professor Juan Hinestroza, que coordena esse laboratório de desenvolvimento de tecnologias têxteis na Cornell University e foi convidado a palestrar no segundo dia (18/10) da Convenção Mundial de Moda da IAF, realizada no Rio de Janeiro pela IAF/Abit. A linha de pesquisa desses cientistas é com nanolayers (camadas de microelementos químicos em dimensão nano) adicionados à fibra, especialmente algodão. “Sou colombiano e adoro algodão. Sempre imaginei como agregar propriedades a essa fibra e é isso que fazemos hoje”. Dentre as criações da equipe de Hinestroza, estão as roupas que mudam de cor em função do tamanho e proximidade de partículas (tanto na forma de moléculas, quanto em átomos inseridos na trama do algodão) de elementos como Ouro, Platina, Vanádio, Prata, dentre outros. Leia mais
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PAINEL 4 Participação humana é um dos maiores desafios da indústria 4.0
As pessoas deixarão de trabalhar na confecção? Esta é uma das questões mais latentes em tempos de automação, uso de dados e adoção de robôs para executar tarefas antes feitas por humanos. Ainda não se sabe o que virá adiante, visto que especialistas e players da indústria se dividem em relação ao tema. O painel “Os Desafios da Indústria na Transição para o Modelo de Manufatura Avançada”, realizado em 18 de outubro, durante a 33ª IAF World Fashion Convention, no Rio de Janeiro, contou com a presença de empresas de renome para um debate cheio de conteúdo. A conversa foi mediada por Braz Costa, diretor geral do Citeve, que abriu o painel com perguntas instigadoras. “O setor têxtil e de confecção foi 34
Da esq. para a dir.: Joachim Hensch (Hugo Boss), John Cheh (Grupo Esquel), Bráz Costa (Citeve), Anton Schumann (Gherzi), Jonathan Zornow (Sewbo)
o motivador da indústria 1.0, estivemos na 2.0 e fomos precursores no 3.0. Temos uma cadeia muito bem integrada. Acredito que já estamos atuando na indústria 4.0, mas trabalhar neste parâmetro é controlar os meios eletrônicos? Qual é o desafio? Estamos preocupados com automatização, mas será isso o suficiente?”, questionou. Um dos maiores fabricantes de vestuário do mundo foi o primeiro a trazer reflexões sobre os avanços da manufatura. John Cheh, vice-presidente do Grupo Esquel, destaca que apesar de suas plantas fabris serem altamente digitalizadas, visto que a empresa produz 100 milhões de camisetas de algodão ao ano, a valorização dos colaboradores é um ponto essencial para o sucesso. Leia mais 35
PAINEL 5 varejo têxtil: tecnologia para digitalização, integração, produção, venda e pesquisa
No penúltimo painel da Convenção Internacional de Moda da IAF, os impactos das novas tecnologias nas operações de varejo foram discutidas por especialistas, já na reta final do evento no dia18 no Rio de Janeiro. Mediada por um grande confeccionista, Matheus Fagundes da empresa de lingerie 2 Rios, a roda de debates abordou temas como os consumidores millennials, a geração Y e Alfa. Também mostrou a revolução no varejo que a Amazon casou e ainda está causando ao implantar sua própria fábrica de roupas e na iminência de aportar no Brasil. Por fim, um verdadeiro exemplo de como a indústria deve conversar com seus canais de venda e também se aproximar do consumidor final. Abaixo, um pequeno extrato da conversa. 36
Da esq. para Dir. Giuliano Donini (Marisol), Matheus Fagundes(2 Rios Lingerie), Adriana Oliveira (Lectra) e André Chaves (Bain&Co)
4 Megatendências “ A Lectra mapeou quatro grande tendências no mercado de moda que já estão impactando nas decisões de negócios da empresa e dos nossos clientes. São elas: a geração millennials, a digitalização dos processos, a indústria 4.0 e a China” explicou Adriana Oliveria, Gerente de Contas da Lectra. “ É importante conhecer bem essa geração que tudo é melhor quando é “do meu jeito”, pois os millennials somam mais de 2 bilhões de consumidores e é a maior geração trabalhadora da história”. A executiva da Lectra também destacou a importância da IOT (internet das coisas), da Inteligência Artificial, da disruptura da manufatura avançada onde os colaboradores deixam a cultura de “cada um no seu quadrado” da indústria 3.0 e agora são “todos juntos e misturados” da indústria 4.0. Leia mais 37
PAINEL 6 Millennials têm consciência de compra de moda definida
Representatividade, transparência, conectividade, storytelling. Estas são algumas das palavras-chave que vêm sendo comentadas constantemente em redes sociais, nas conversas pelas ruas, nas propagandas e até mesmo nos discursos políticos. Mas o que será que realmente os consumidores esperam das marcas e até mesmo da indústria? O último painel da 33ª edição da IAF World Fashion Convention, realizado em 18 de outubro, contou com uma dinâmica diferente para tratar do assunto. Seis potenciais clientes de moda foram convidados pela consultora de moda, Renata Abranchs, a subir ao palco e tomar o local de fala. A roda de conversa abordou pontos como transparência, novas maneiras de compra e representatividade. Além de apresentar dados instigan38
Renata Abranchs, consultora de moda, realiza dinâmica com consumidores de perfis distintos sobre compras de moda
tes, os consumidores foram questionados sobre suas intenções de compras para trazer uma experiência mais próxima da realidade das pessoas. “É realmente essencial que as empresas se comuniquem de maneira honesta, pois a confiança e a geração de bem-estar fazem muita diferença”, afirmou Renata Abranchs. Daniel Kalleb, Juliana Prata, Lara Espinoza, Lorenzo Cavichioni, Luma Nascimento e Adriana (convidada durante a apresentação) são millennials e têm particular interesse em moda. Desta forma, eles responderam questões sobre como se sentem tratados pelas grifes deste setor. Leia mais 39
OPINIÃO! Perto de 400 profissionais da indústria de moda participaram de uma programação de três dias, repleta de informações privilegiadas, conhecimento e novas experiências. Foram momentos de networking, debate e trabalho para os congressistas. Além da pesquisa de satisfação realizada ainda durante o evento, a equipe da Abit entrevistou alguns dos participantes para conhecer as opiniões sobre a IAF Brazil World Fashion Convention 2017.
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Participar disto nos ajuda a saber para qual caminho temos que levar a escola. O que mais me chamou a atenção foi a palestra da automação. Temos que cuidar da questão da mão de obra, pois empregamos muitas pessoas nesse setor. Automatizar toda a indústria é o que mais chama a atenção. Também em relação com as ações que acontecem no mundo para trazer soluções para as empresas brasileiras, como buscar um diferencial.
Paulo Sergio Salvi, coordenador técnico Senai-SP
Saio daqui com o pensamento de que a gente precisa pensar sem limites. Em todas as apresentações, as informações desafiaram muito a sair da zona de conforto e pensar em coisas surreais. O John Cheh da Esquel me instigou muito por mostrar que motivar as pessoas é o caminho. Gostei também da fala do Rony Meisler, por todo esse lado humano. Tem a ver com todos os nossos valores e tudo o que praticamos. Queremos trazer emoção para nossos negócios e é isso que nos move. Grasiela Moretto, diretora administrativa da Ufo Way
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O evento atende perfeitamente a expectativa, que é entender a modernidade. Estamos percebendo que são coisas que já estão acontecendo mundo afora. Com a informação que recebemos aqui, vamos nos preparar para isso. Os empregos não vão acabar, eles vão mudar! Como capacitar as pessoas? A Automação vem para melhorar a vida. É também uma mudança. Outro ponto importante que vimos aqui é que o cliente é vital, porque antes queríamos ter foco para convencê-lo de algo. Agora vamos ouvir dele o que ele quer, porque em 24h a jaqueta dele tem que estar pronta. Oscar Rache, Sindicato da Indústria Têxtil de Pernambuco (Sinditêxtil)
O motivo de eu estar aqui é conhecer o setor em que pretendo atuar e o que o mercado está falando e fazendo. Para mim, é muito importante estar aqui e receber esse tipo de informação em primeira mão para tentar traduzir para a minha realidade. A palestra do Rony foi muito interessante, ver que ele tomou decisões que muitos empresários ficariam ressabiados. Isso te encoraja a tomar decisões mais difíceis no âmbito administrativo e business. É legal ver que posso sim aplicar isso nos meus negócios e tornar isso um diferencial para os meus clientes.
Ricardo Lima, Cali Bear
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Estou achando maravilhosa a convenção. Tudo que está sendo apresentando é muito significativo e moderno. Chamando a atenção que o mundo já mudou, as mudanças já estão ocorrendo. Os robôs são inexoráveis e teremos que aprender a lidar com eles. Mas, robôs trabalham produtos básicos e em escala. Os mercados de nichos sempre existirão e sempre haverá oportunidade para o trabalho customizado, moda e criatividade. Fredi Maia, Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecção de Pernambuco (NTCPE)
A expectativa foi bem atendida com a possibilidade de poder conversar de forma global de assuntos que têm a ver com toda a cadeia produtiva, mostrando uma visão que não é só local, porque a gente tem que estar inserindo no Global mesmo. Foi super positivo ter acontecido aqui no Brasil. Gostaria que tivesse tido mais tempo para interação com o público, mais tempo para perguntas. Esse é o ponto a melhorar, mas a visão geral foi muito boa. Eleonora França, Santanense
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Gostei muito do Congresso, achei que trouxe muita informação relevante, informação global. Somos de Goiás e ficamos impressionados com as tecnologias de tecidos que foram apresentadas, com as tecnologias de produção da indústria 4.0. Tudo muito moderno e que motiva a gente a procurar novas soluções para o nosso mercado. José Geraldo, DiPaula Fitness
A convenção foi incrível, estou ansiosa pela última sessão e esperando um grande final. É minha primeira vez no Brasil e achei tudo divertido, animado. Gostei de várias sessões, mas a palestra da Mckinsey me chamou muito a atenção, foi muito interessante. Pascale Florant, Ginetex
Essa convenção foi uma iniciativa brilhante com informações incalculáveis em todos os sentidos. É uma abertura de cabeça total, porque você vê experiências de outras empresas mundiais sobre sustentabilidade e indústria 4.0, nos provocando tremendamente para uma revolução que a indústria brasileira precisa puxar cada vez mais. Bruno Brandão, Haco
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A convenção está com ótimas sessões, falando sobre o desenvolvimento de indústrias, marcas, os desafios para fornecedores e tantas tecnologias. Achei incrível todos que falaram neste último debate (Painel 4), nos ajudaram a entender para onde as empresas estão se direcionando e que juntos podemos ser mais sustentáveis. Jacinta Fitzgerald, ProjectJUST
Estou impressionada e deslumbrada. Todo dia saio daqui emocionada, como agora com esses poderosos que mostraram esses robozinhos na produção. Que mundo de trabalho meu filho irá enfrentar no futuro? Temos que começar a nos preparar agora, ver o que estamos deixando de fazer para se preparar. Amanda Strauss, Autônoma em Gestão de Processos
Achei o evento fantástico até agora. Um dos melhores que participei nos últimos cinco anos. O debate da tarde de ontem achei o melhor (Painel 3), abordando uma indústria mais humana e sustentável. Já estou pensando em aplicar umas ideias na nossa fábrica. Mario Galhardo, Tremembé Química
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SOCIAL
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Durante a programação de painéis da convenção da IAF, os participantes puderam estabelecer conexões com outras pessoas presentes no evento e criar um verdadeiro networking. A edição de 2017 do famoso congresso contou com momentos sociais descontraídos que viabilizaram conversas, novas parcerias e até mesmo novos negócios. Jantares, almoços, coquetel e um encerramento divertido, bem brasileiro, estiveram no roteiro que ajudou a tornar o evento ainda mais notável. 49
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Study Tour proporciona vivĂŞncias tecnolĂłgicas e de lifestyle aos participantes
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Após três dias intensos de trabalhos, debates e aprendizados, alguns dos participantes da 33ª IAF World Fashion Convention puderam trocar experiências e conhecer um pouco mais sobre moda, lifestyle, e tecnologia brasileira em uma rica programação proporcionada por um Study Tour, que aconteceu entre 19 e 20 de outubro. Um grupo de 30 pessoas, que incluía players da moda, representantes de entidades, consultores, entre outros, pôde ter uma imersão na cultura e economia criativa da cidade do Rio de Janeiro e também do Brasil. Para tanto, a visita teve início na unidade Riachuelo do SENAI CETIQT, onde os participantes conheceram de perto o funcionamento da primeira planta da indústria 4.0 têxtil do País. Assim, em no máximo 30 minutos, uma peça escolhida por meio de um espelho virtual, que mede até o tamanho de quem escolhe, fica totalmente pronta com o mínimo de interferência de mão de obra humana. Leia mais 53
STUDY TOUR DIA 1 • SENAI CETIQT • MALHA • VISITA AO VAREJO
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STUDY TOUR DIA 2 • ONG SPECTACULU • CRAB • YOUTUBE SPACE
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