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Revista Abigraf 327

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Duas importantes gráficas, Ipsis e Zaraplast, se unem na criação da Ipsis Pack, voltada à produção de embalagens rígidas e semirrígidas

ExpoPrint & ConverExpo Latin America chega aos 20 anos como a maior feira gráfica das Américas e entre as principais do mundo

Atendendo ao conceito de fluência em carbono, calculadora AfeigrafCEC Brasil pode ajudar a indústria gráfica a medir pegada de carbono

REVISTA ABIGRAF

ISSN 0103-572X

Publicação trimestral

Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional

Rua do Paraíso, 529 (Paraíso)

04103-000 São Paulo SP

Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550

E-mail: abigraf@abigraf.org.br

Home page: www.abigraf.org.br

Presidente da Abigraf Nacional: Julião Flaves Gaúna

Presidente da Abigraf Regional SP: João Scortecci

Gerente Geral: Wagner J. Silva

Conselho Editorial: Bruno Mortara, Fábio Gabriel, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Rogério Camilo, Tânia Galluzzi e Wagner Silva

Elaboração: Gramani Editora Eireli Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3887.1515

E-mail: editoracg@gmail.com

Editor: Plinio Gramani Filho

Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26897)

Colaboradores: Bruno Mortara, Carlos Eduardo Raia, Fabio Mestriner, Hamilton Terni Costa, João Scortecci e Jorge Maldonado

Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli

Editoração Eletrônica e Fechamento de Arquivos: Studio52 Papel fornecido pela Blendpaper: capa e encarte, Markatto Stile Bianco 170 g/m²; miolo, Markatto Concetto Bianco 120 g/m²

BLENDPAPER

Enobrecimento da capa: Ipsis, aplicação de hot stamping com fitas da MP do Brasil Impressão e acabamento: Ipsis Gráfica e Editora

Acesse: www.abigraf.org.br/revista-abigraf

Apoio Institucional

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

CANDIDO PORTINARI O artista da capa

A trajetória de Candido Portinari não se explica apenas pela maestria do pincel, mas pela sua profunda inserção no cerne da inteligência brasileira. Mais do que retratar o povo, a vida e a alma nacional, ele foi o intérprete de uma geração que buscava uma expressão moderna e genuína para o País. Como bem observou o crítico Clarival do Prado Valladares: ”Portinari participou da elite intelectual brasileira, ao lado dos mais consagrados nomes, no exato momento em que todos eles promoviam uma notável mudança na estética e na cultura dos grandes centros brasileiros”. Essa importância monumental é cristalizada em um documento de rara sensibilidade: a carta enviada por Carlos Drummond de Andrade, em 1946, quando o poeta reconhece no pintor a voz mais universal daquela geração. Transcrevemos abaixo esse testemunho histórico: “Rio, 15, outubro, 1946.

Querido Candinho: Estou contente com o sucesso de sua exposição, de que chegam aqui os primeiros ecos. E mais contente ainda porque não foi nenhuma surpresa: Era uma coisa que eu esperava, o êxito previsto pelos seus amigos, o reconhecimento mundial, inevitável, da grande obra que você vem realizando como o seu próprio destino. Você é a alegria e a honra do nosso tempo e da nossa geração.

Não sei se saberia dizer-lhe isso pessoalmente, mas encho-me de coragem nesta carta para exprimir uma convicção que é de todos os seus companheiros, os quais se sentem elevados e explicados na sua obra.

Sim, meu caro Candinho, foi em você que conseguimos a nossa expressão mais universal, e não apenas pela ressonância, mas pela natureza mesma de seu gênio criador, que ainda que permanecesse ignorado ou negado nos salvaria para o futuro. Temos sentido muitas saudades de você, e eu, que sou um bicho do mato e da solidão, nem por isso deixo de lembrar aquelas boas conversas no Cosme Velho, perto de seus quadros (…) Dê a Maria, Inês e João Cândido o abraço de Dolores, Maria Julieta e meu. As saudades amigas do seu velho, Carlos.”

João Candido Portinari – Fundador e diretor-geral do Projeto Portinari portinari@portinari.org.br www.portinari.org.br

Fones: (21) 3527-1439/40/41 e (21) 98128-7797

Suporte no cálculo do carbono

FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

Bruno Mortara, superintendente do CB‑27, apresenta o conceito de fluência em carbono e detalha como a calculadora Afeigraf‑CEC Brasil pode ajudar a indústria gráfica a medir e comunicar sua pegada de carbono.

A sexta edição da ExpoPrint & ConverFlexo, maior feira das Américas, abre as portas no dia 24 de março no Expo Center Norte, em São Paulo, com 48 mil m² de área, mais de 450 expositores e expectativa de 50 mil visitantes. 32 48

O grande palco da tecnologia

Bumba-meu-Boi, catalogado pelo Projeto Portinari CR-4474, 32,5 × 32,5 cm, pintura a óleo sobre madeira, 1959

Seragini defende especialização

Grande nome do design de embalagens do Brasil, Lincoln Seragini defende que desenvolver embalagem exige especialização, e que a obsessão pela sustentabilidade pode até comprometer funções essenciais do produto.

Ipsis domina Prêmio Fernando Pini

Com 15 conta fios dourados, incluindo os Grandes Prêmios de Melhor Impressão Offset Plana e Melhor Acabamento Editorial, a Ipsis foi a grande vencedora da 33ª edição do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica.

Obra de Portinari chega a Pequim

Após 23 anos de articulação diplomática, a obra de Candido Portinari será exibida no Museu Nacional da China, um dos mais visitados do mundo, com uma exposição que deve atrair cerca de quatro milhões de pessoas.

Norma unifica produção de didáticos

Publicada em novembro de 2025, a ABNT NBR 15201 unifica critérios de avaliação de livros didáticos, reduz conflitos entre gráficas e editoras e traz mais segurança às empresas que produzem para os programas governamentais.

Inteligência

Artificial e gestão

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Luz transposta em impressão

Aos 50 anos, 11 livros e 679 fotógrafos retratados, Ale Ruaro faz da impressão a morada definitiva de um trabalho que recusa a efemeridade das telas e nasce, sempre, das experiências que ele mesmo escolhe viver.

O consultor Hamilton Costa analisa pesquisa sobre adoção de IA na indústria gráfica e argumenta que, no Brasil, o diferencial entre gráficas líderes e retardatárias não está na tecnologia, e sim nas estratégias de administração. 28

Novidade na área de embalagens

Ipsis e Zaraplast unem expertise editorial e força industrial para criar a Ipsis Pack, nova unidade especializada em embalagens rígidas e semirrígidas, em Mauá, SP, prevista para operar a partir de abril.

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CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO

Ano de desafios ou oportunidades?

Copa do Mundo e eleições no mesmo ano são eventos com potencial para gerar novos negócios para a indústria gráfica.

Ootimista vê o copo meio cheio; o pessimista, meio vazio. Eu prefiro ser realista, mas sempre com a esperança de que as coisas darão certo. Afinal, quem deseja perseverar em qualquer ramo empresarial deve pensar positivo e, claro, trabalhar muito.

Para o nosso setor, 2026 sinaliza alguns desafios e, por que não, muitas oportunidades. Há quem ache que um “ano curto”, no qual Copa do Mundo e eleições ocorrem no mesmo período, seja necessariamente um ano ruim. No entanto, argumento que é justamente o contrário: para as gráficas preparadas, esses eventos têm potencial para mobilizar o setor e, mais ainda, tornarse um espaço para a prática da inovação.

GRANDES

Em 2024, um levantamento realizado pela Abigraf apontou que a média de crescimento no faturamento nos meses de campanha ficou em 20% para metade das empresas, em relação a um período normal; 20,7% dos participantes afirmaram ter crescido entre 21% e 30%, e 8,6% aumentaram suas receitas em mais de 30%.

ACONTECIMENTOS

DEMANDAM PROJETOS GRÁFICOS INOVADORES.

A onipresença das mídias digitais tem levado os clientes a optarem por projetos inovadores também em seus impressos. Na Copa do Mundo, por exemplo, tanto os materiais promocionais quanto o mercado de sinalização ganham impulso. Eles podem se beneficiar de tecnologias como realidade aumentada e novos formatos de layout para PDV, além da tradicional comunicação visual verde e amarela que toma conta das ruas e dos estabelecimentos nessa época.

No caso das eleições, apesar das rígidas restrições da Justiça Eleitoral, o setor gráfico tipicamente se agita com a produção de santinhos, volantes, adesivos, banners, bandeirolas, entre outros. Também nesse quesito é possível inovar, integrando o material impresso dos candidatos a recursos de interação, como os QR Codes.

Outro ponto bastante positivo é a contratação de mão de obra, sobretudo temporária, colaborando para a geração de empregos e o incremento da renda das famílias. Onde existe um evento importante ou um grande acontecimento, lá está a nossa indústria! Isso é motivo de muito orgulho para todos nós afinal, sem impressos, não há efetividade na comunicação. A Copa do Mundo e as eleições são bons exemplos, mas há muitos outros. Portanto, vamos pensar positivo, encarar os desafios com otimismo e nos preparar para transformar 2026 em um excelente ano! Ninguém ficará para trás; juntos, somos mais fortes!

juliao@graficapontual.com.br

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional)

2026, o ano do conhecimento

Reindustrialização, trabalho e conhecimento são os anseios da indústria gráfica em um ano dominado por dois grandes eventos, efeitos da IA, início da adaptação às normas da Reforma Tributária e a discussão apressada e superficial da escala 6 × 1.

Oque esperar do ano de 2026?

Os números não mentem: a indústria nacional fechou o ano de 2025 com uma alta pífia, de 0,6%, após registrar 3,1% em 2024.

As razões são muitas: juros elevados, descontrole fiscal, insegurança jurídica, baixa produtividade e risco de estagflação.

E mais ainda nos espera no calendário de 2026: Copa do Mundo, dez feriados nacionais, eleições gerais, confusão tributária e, por meio da PEC – Proposta de Emenda à Constituição 148/2015, a imposição do fim da escala de trabalho 6 × 1, com grave risco à competitividade, à sustentabilidade das empresas e à manutenção de empregos.

A Inteligência Artificial chegou forte, atuando nos processos de automação e na eficiência da produção, reduzindo desperdícios e otimizando tarefas repetitivas e rotineiras. Trouxe, ainda e junto, a personalização. O mercado, hoje, não aceita mais lentidão, limitação técnica ou desperdício. Os clientes exigem operações ágeis, entregas eficientes e materiais cada vez mais variados.

O BRASIL PRECISA DE UM AMBIENTE ECONÔMICO ESTÁVEL E JURIDICAMENTE SEGURO.

Com a PEC 148/2015, os impactos no País serão devastadores: aumento expressivo de custos para o setor produtivo, estimado em mais de R$ 170 bilhões apenas na indústria de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria  , redução da produção, perda de competitividade, retração do PIB, risco acentuado especialmente às micro e pequenas empresas, que não dispõem de estrutura e recursos para ampliar vagas de trabalho, pressão inflacionária, elevação da informalidade e precarização das relações de trabalho.

Pergunta: estamos prontos?

A indústria gráfica defende a promoção de políticas que realmente elevem a produtividade, como educação de qualidade, capacitação, incentivo à inovação, modernização tecnológica e um ambiente econômico estável e juridicamente seguro.

O que esperar do ano de 2026? Reindustrialização, trabalho e conhecimento!

scortecci@gmail.com

JoãoScortecci

Presidente da Associação

Brasileira da Indústria Gráfica

Regional São Paulo (Abigraf‑SP)

INOVAÇÃO QUE REDEFINE A PRÉ-MÍDIA NO BRASIL

Investimento contínuo em tecnologia e conexão entre marcas e convertedores marcam o dia a dia da PaintPack.

Com expertise construída ao longo de 20 anos de trajetória, a empresa se consolida como referência em eficiência e inovação no mercado de embalagens. Pioneira no país, a PaintPack inicia 2026 sendo a primeira a oferecer impressão flexográfica em 8 cores, com recursos de cold stamping e verniz localizado para provas de cor e processos de pré-mídia ainda mais completos. Um avanço que garante resultados ainda mais precisos, cores fiéis aos projetos e a confiança de quem busca excelência em cada detalhe da produção.

Congraf Embalagens amplia capacidade produtiva

Com um investimento em torno de R$ 2 milhões, a Congraf Embalagens, es‑ pecializada na produção de cartuchos e embalagens de papel cartão, ampliou a sua área de acabamento adquirindo a dobradeira coladeira Bobst Novafold 110 A‑2, que incorpora ganhos em efi‑ ciência operacional, redução de des perdícios e atendimento às exigências dos setores de cosméticos, higiene e limpeza, farmacêutico e alimentício.

Equipado com dispositivos para 4 e 6 pontos de cola, o equipamento pos‑ sibilita a produção automatizada de embalagens com formatos especiais e fundo automático em larga escala.

Brasil é sede da Reprointelligence na América Latina

Conta também com o sistema de apli‑ cação de cola DX‑127 HHS, reconheci‑ do pelo controle eletrônico preciso do adesivo, além de operar a uma velo‑ cidade de até 350 metros por minuto. “Esse investimento está alinha‑ do à estratégia da Congraf de operar com foco em eficiência operacional e na redução de desperdícios, aten‑ dendo aos pilares de sustentabilidade que hoje fazem parte das premissas de fornecimento exigidas por gran‑ des marcas”, afirma Sidney Anversa Victor Junior, diretor de operações da Congraf Embalagens. www.congraf.com.br

Detentora de tecnologia especializada em solu‑ ções de gerenciamento de cores e processos de impressão baseadas em Inteligência Artificial, a Reprointelligence instituiu representação no Brasil, sob a direção de Jorge Maldonado. com âmbito de atuação na América Latina. A Reprointelligence tem sede na Alemanha e opera por meio de três entidades em todo o mundo, incluindo a repre‑ sentação brasileira, para garantir uma estreita co‑ laboração com os mercados e parceiros regionais. Ela desenvolve softwares avançados e servi‑ ços de consultoria baseados em tecnologias de aprendizado da máquina (Learning Machine),

COMUNICADO

AO MERCADO União para fortalecimento do setor gráfico

Em razão da convergência de seus objetivos ins‑ titucionais na defesa, valorização e fortalecimento da indústria gráfica brasileira, a Andigraf, Associa‑ ção Nacional das Indústrias Gráficas e da Comuni‑ cação, e a Abigraf Nacional, Associação Brasileira da Indústria Gráfica, decidiram avançar para um processo de consolidação, a ser efetivado a partir de abril de 2026.

Por meio dessa integração, atuarão de forma estruturada e permanente no âmbito da Abigraf Nacional, preservando as experiências, represen‑ tatividades e contribuições históricas de ambas as entidades ao setor.

Essa união estratégica visa fortalecer a atua‑ ção institucional, ampliar a capacidade de re‑ presentação do setor e impulsionar, de forma integrada, toda a cadeia produtiva da indústria gráfica brasileira.

Ninguém ficará para trás. Juntos, somos mais fortes!

Julião Flaves Gaúna Raul Eduardo Fontenelle Filho Presidente da Abigraf Nacional Presidente da Andigraf

com o objetivo de aprimorar a qualidade de im‑ pressão, a consistência de cores e a eficiência da produção em aplicações de impressão de em‑ balagens, rótulos, materiais comerciais e artísti‑ cos. Trabalhando em estreita colaboração com parceiros OEM e provedores de impressão em todo o mundo, a Reprointelligence ajuda a oti‑ mizar os fluxos de trabalho de impressão, para reduzir o desperdício, o consumo de energia e a complexidade operacional.

A empresa participa da ExpoPrint 2026, no Pavilhão Verde, Print Hub, estande L‑27‑160. www.reprointelligence.com

Bignardi Papéis celebra 100 anos de uso contínuo da MP1

Projetada e instalada pela Voith na Bignardi, em Jundiaí, SP, a MP1 entrou em operação em 1925 e, passados 100 anos, continua em plena operação. A MP1 nasceu em uma época em que o papel grá‑ fico era o meio mais importante para a difusão do conhecimento e da cultura. Inicialmente dedica‑ do à produção de papel gráfico, o equipamento atravessou dé‑ cadas de mudanças de mercado, tecnologias e gerações.

Recentemente, a Bignardi, com o apoio da Voith, modernizou o

equipamento, preservou o que havia de essencial e o direcionou para uma nova finalidade. A má‑ quina histórica continua atual, con‑ fiável, segura, relevante e, agora, dedicada a um portfólio alinha‑ do às demandas de circularida‑ de, voltada à produção de papel reciclado. Com a conversão para reciclados, ao ampliar o reaprovei‑ tamento de fibras e otimizar o uso de recursos, a MP1fortalece a com‑ petitividade com ganhos ambien‑ tais mensuráveis e permanentes. www.bignardipapeis.com.br

Acordo de parceria entre Abigraf Nacional e GS1 Brasil

No dia 11 de novembro, a Abi‑ graf Nacional assinou um acor‑ do de cooperação mútua com a GS1 Brasil, Associação Brasi‑ leira de Automação, para in‑ centivar e expandir o uso de códigos 2D (bidimensionais) em produtos impressos. A GS1 Brasil é uma organização mul‑ tissetorial e sem fins lucrativos, que desenvolve e mantém padrões globais de identifi‑ cação para a cadeia de supri‑ mentos, como, por exemplo, o código de barras.

A parceria prevê não ape‑ nas a ampliação do uso de tais códigos, como também sua correta aplicação no sentido de

Inovações na Flexo & Labels

Ocupando uma área total de 10.000 m², a Flexo & Labels Expo 2026 será a maior edição do even‑ to e reunirá líderes de mercado entre fornecedores, prestado‑ res de serviço, desenvolvedores de tecnologia, convertedores e gráficos para apresentar soluções em impressão, acabamento, in‑ teligência em gestão e negócios, softwares e inovações, dentro do setor label.

Entre as novidades para este ano, foi anunciada a criação do grupo Time de Especialistas em Embalagem, composto por Ricar‑ do Sastre (coordenador), Renato Larocca, Álvaro Azanha, Fabio Sant’Ana e Gian Franco Rocchic

cioli. O grupo coordenará até maio a produção de conteúdo especia‑ lizado para o público do evento, bem como será responsável pela curadoria de atrações que serão realizadas durante o evento. Outra ação a cargo do grupo é a progra‑ mação de apresentações no au‑ ditório da arena multiuso Flexo & Labels Louge, área criada para compartilhamento de informa‑ ções e conhecimento entre espe‑ cialistas, expositores e visitantes.

Organizada pela Inmotion e Learni, a Flexo & Labels vai ocor‑ rer no Pavilhão 5, do Distrito Anhembi, em São Paulo, de 26 a 29 de maio. www.flexoelabrlsexpo.com.br

aumentar a segurança de toda a cadeia produtiva, otimizando o rastreamento e controle des‑ de a impressão do produto até sua chegada à loja e ao consu‑ midor final. O QR Code Padrão GS1 já está sendo adotado em projetos piloto em 72 países.

O código 2D permite arma‑ zenar informações como nú‑ mero de lote, data de validade, número de série e origem do produto e outros dados que não caberiam na embalagem física, como informações nutri‑ cionais, instruções de uso ou a história do produto. www.abigraf.org.br www.gs1br.org

Hybrid lança RIP industrial inkjet para OEMs e integradores

SmartRIP, primeiro RIP nativo para GPU (na Unidade de Proces‑ samento Gráfico) do mundo, lan‑ çado pela Hybrid Software Helix (antiga Global Graphics Software), oferece desempenho e escalabi‑ lidade para uma ampla gama de aplicações de impressão industrial. Ele foi projetado para integradores de sistemas que precisam incor‑ porar recursos avançados de im‑ pressão em soluções industriais de forma rápida e segura.

O SmartRIP possui uma inter‑ face padrão OPC UA industrial, ga‑ rantindo comunicação segura e interoperável em ambientes de produção modernos. Sua arquite‑ tura nativa para GPU é rápida e a libera para realizar outras tarefas

em paralelo. Ademais, é flexível e altamente escalável, maximizan‑ do o desempenho do hardware do controlador, enquanto seu proces‑ so de integração simplificado per‑ mite que os usuários comecem a operar em questão de horas. Ele incorpora, ainda, tecnologias avan‑ çadas de qualidade de impres‑ são, incluindo gerenciamento de cores da ColorLogic. www.hybridsoftware.com

(E/D) Os presidentes João Carlos de Oliveira/GS1 Brasil e Julião Gaúna/ Abigraf Nacional selaram acordo

ROLAND Evolution. A revolução da impressão espera por você!

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Por: Tânia Galluzzi

Lincoln Seragini

Embalagem não é para amadores

á na década de 1970, num tempo em que ninguém discutia a embalagem do ponto de vista técnico, Lincoln Seragini foi a voz a levantar tais questões, unindo estudo científico às estratégias de marketing. Depois de passar por marcas como Colgate-Palmolive, Nestlé, Dixie-Toga e Johnson & Johnson, o profissional atuou em uma grande agência de publicidade, a Young & Rubicam, até criar a Seragini Design, em 1991, mais tarde transformada na Casa Seragini. Isso sem falar na sua enorme contribuição como educador. Professor e palestrante desde 1974, Seragini já fez mais de 3.000 apresentações e aulas ao redor do mundo. Tal militância o trouxe à Revista Abigraf, que publicou vários de seus artigos no início da década de 1990.

Em outubro do ano passado, seu pioneirismo na transmissão de conhecimento e na construção de um pensamento sistêmico

sobre embalagem motivou, inclusive, o lançamento do livro Lincoln Seragini: o visionário que redefiniu a embalagem como profissão, biografia técnica escrita por Ricardo Sastre, diretor da Mudrá Design e presidente da Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul.

Nesta entrevista, Seragini reafirma a necessidade de a embalagem ser vista como uma área autônoma de conhecimento, defendendo que o aprimoramento da educação formal nesse campo é o único caminho sem desvios para soluções que respondam aos desafios atuais.

Por que a embalagem ainda não atingiu o status de área autônoma de conhecimento no Brasil? É uma questão cultural, de mentalidade. As empresas, os donos das marcas, ao mesmo tempo que sabem que precisam da embalagem, porque sem ela não conseguem vender

seus produtos, usam processos imperfeitos para sua definição. A começar pela alta gestão, que ainda não entende a embalagem como um investimento estratégico. Muitos a enxergam como custo. Se há um ponto fraco nesse processo é a gestão da embalagem, motivado pela falta de visão e conhecimento. A embalagem é multifuncional, seu desenvolvimento, que deve levar em conta todos os seus aspectos e agentes, não é para amadores. Embalagem exige formação profissional, especialização. E se não há um líder que comande a totalidade das funções, ela acaba sendo implementada com desequilíbrio.

Em entrevista ao podcast Ondas Impressas você afirmou que as empresas estão obcecadas pela sustentabilidade. Quais são as consequências disso?

No passado, a embalagem era definida a partir do que já estava disponível no mercado, daquilo que era possível ser fabricado. Uma das minhas contribuições à indústria brasileira foi criar uma metodologia para o processo de desenvolvimento das embalagens. A questão ambiental nem existia, não era um fator a ser considerado. Com o passar dos anos, a embalagem começou a ser associada à poluição porque, além de consumir matérias-primas, sujava ruas, contaminava rios, mares. Com o agravamento das questões climáticas e o aprofundamento das pesquisas sobre os impactos da atividade humana, a sustentabilidade virou uma febre, e passou a ser o quesito número um em qualquer projeto de embalagem. Virou uma obsessão.

A preocupação com a sustentabilidade é totalmente legitima e nós, como desenvolvedores de embalagem, temos uma responsabilidade enorme, inclusive com as próximas gerações. Porém, a embalagem tem funções essenciais, que não podem ficar em segundo plano, como a proteção e a distribuição dos produtos. Isso sem falar na embalagem como um instrumento de venda. O consumidor continua tendo de ser atraído por ela. O desafio é sempre buscar o equilíbrio, além de evitar soluções aparentemente ecológicas, mas que no final das contas causam mais problemas.

Em outubro do ano passado entrou em vigor o Decreto 12.688, que instituiu o sistema de logística reversa de embalagens de plástico. Além de fixar números concretos, como uma

porcentagem mínima de material reciclado pós-consumo nas embalagens e metas de reciclagem, ele define de forma clara as obrigações de cada elo da cadeia produtiva, incluindo os fabricantes de embalagens Qual é a sua visão sobre a entrada em vigor desse decreto? Um passo muito necessário. Não há ser humano civilizado que não tenha consciência de que a questão ambiental na seara das embalagens é fundamental para a sobrevivência humana. Esse é um dos pontos nos quais os profissionais da embalagem têm um papel decisivo ao fazer escolhas sustentadas no conhecimento. O médico tem obrigação de salvar vidas, certo? Nós temos a obrigação de salvar o planeta. Como? Influenciando positivamente os donos de marca. Eu já enfrentei várias situações nas quais projetos de menor impacto ambiental foram descartados pelo fator econômico. Temos acompanhado o recuo de muitas multinacionais em seus compromissos ambientais porque não têm conseguido atingir as metas pré-estabelecidas. Por isso é tão importante ampliarmos as discussões e o conhecimento nessa área, pois as camadas são muitas e o desafio, enorme.

Seragini, ao lado do autor da sua biografia técnica, Ricardo Sastre, no lançamento do livro

João Scortecci reeleito para a presidência da Abigraf-SP

No dia 4 de dezembro, João Scortecci foi empossado na presidência da Abigraf Regional São Paulo para seu segundo mandato à frente da entidade paulista.

Em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, na Avenida Paulista, foi empossada a nova diretoria da Abigraf-SP, sob a liderança de João Scortecci, que assumiu a presidência para novo mandato, relativo ao triênio 2026/2028.

Ressaltada por Scortecci, em seu discurso de posse, houve grande renovação na diretoria executiva, com crescimento da participação feminina, bem como com uma diversidade maior dos segmentos representados, reforçando a vocação da entidade em ser a casa de toda a indústria de impressão.

Figuram na bancada feminina as diretoras Fernanda Casquel, Beatriz Duckur Bignardi, Juliana Martins Maia dos Santos, Camila Ferreira Serrano Gomes e Jéssica Braga Nitoli, além da conselheira Juliana Sivieri Gonçalves. O interior do Estado também está representado,

através do vice-presidente Levi Ceregato, de Bauru, e dos também empossados vice-presidentes das Seccionais de Bauru, Aguinaldo Carlos Dias, e de Ribeirão Preto, Fábio Cuter dos Santos.

“Agradeço o apoio de todos que estiveram na nossa primeira gestão à frente da entidade, tanto internamente quanto por parte de empresários gráficos que caminharam conosco nestes três últimos anos”, afirmou Scortecci. “E, como alguém que construiu toda sua trajetória profissional em meio a livros, não poderia deixar de salientar a importância de todo o Sistema Abigraf no apoio a projetos que visem levar educação, formação e cidadania àqueles que não têm acesso por meio de projetos que incentivam a leitura e o conhecimento. Acredito no impresso como uma ferramenta preciosa e insubstituível.”

Além da cerimônia de posse, o evento contou com uma apresentação de João Candido Portinari, filho do pintor Candido Portinari, e palestra da economista Zeina Latif.

DIRETORIA EXECUTIVA

Membros Efetivos

Presidente: João Ricardo Scortecci de Paula (Scortecci) ◆ 1º Vice-Presidente: Fabio Gabriel dos Santos (Leograf) ◆ 2º Vice-Presidente: Levi Ceregato (Levi) ◆ Diretora Administrativa: Fernanda Casquel (Brogotá) ◆ Diretora Administrativa Adjunta: Beatriz Duckur Bignardi (Bignardi) ◆ Diretor Financeiro: Ricardo Cafarro Sutto (Sutto) ◆ Diretor Financeiro Adjunto: Flávio Tomáz Medeiros (Pigma Fast)

Membros Suplentes

Juliana Martins Maia dos Santos (Maiagraf), Camila Ferreira Serrano Gomes (Serrano), Jéssica Braga Nitoli (Nitoli), Jorge Luiz Fugazzotto Tadei (Promopress), Giorgio Bertachini D’Angelo (Forma Pack), Reginaldo Soares Damasceno (FTD), Wellington da Silva Rehder (Viena), Danilo Venicius Gonçalves Soares (D’Print) e Rodrigo Margonari Silvestre (Rosni)

CONSELHO FISCAL

Membros Efetivos

Flávio Marques Ferreira (Santa Inês), Carlos Roberto Jacomine da Silva (Plural) e Felipe

Salles Ferreira (Macron)

Membros Suplentes

Juliana Sivieri Gonçalves (Gonçalves), Sidney Anversa Victor (Congraf) e Valdomiro Luiz Paffaro (Litoband)

SECCIONAL BAURU

Vice-Presidente: Aguinaldo Carlos Dias (Tilibra)

SECCIONAL RIBEIRÃO PRETO

Vice-Presidente: Fábio Cuter dos Santos (Ribergrafica)

João Scortecci, segundo mandato à frente da Abigraf-SP

33º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

Ipsis dominou a premiação

Um evento para mais de 800 pessoas marcou a cerimônia de entrega do Prêmio Fernando Pini, que aconteceu no dia 28 de novembro, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo.

AIpsis foi a grande vencedora da 33ª edição do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, com 15 conta-fios dourados, levando inclusive os Grandes Prêmios de Melhor Impressão Offset Plana e Melhor Acabamento Editorial. Logo atrás ficou a Corgraf, que conquistou sete troféus, e depois a Plural, com cinco, um deles o Grande Prêmio de Melhor Impressão Offset Rotativa Heatset. Os Grandes Prêmios de Melhor Impressão Digital e Melhor Acabamento Cartotécnico ficaram com a Digipix e com a Brasilgráfica, respectivamente.

Com esse resultado, a paulista Ipsis salta da quarta para a segunda posição no ranking geral do Prêmio Fernando Pini, ficando atrás apenas da sua conterrânea P+E, que não inscreveu produtos em 2025. A Plural, outra paulista, avançou uma casa, do sexto para o quinto lugar, se igualando à Log & Print. A paranaense Corgraf teve o seu melhor desempenho na premiação, passando para a oitava colocação, ao lado da Ótima, também do Paraná.

Neste ano, 143 gráficas, de nove estados, inscreveram 886 produtos no concurso. Ao todo, 38 gráficas e 16 fornecedores foram premiados. Além de gráficas e convertedores, a premiação também reconheceu os melhores fornecedores de 2025, escolhidos por votação online.

Durante a cerimônia, Julião Flaves Gaúna, presidente da Abigraf Nacional, e Roberto Moreira, diretor da Andigraf, selaram oficialmente a integração das duas entidades (ver comunicado na página 10). “A indústria de comunicação impressa voltou a se reunir para mais uma

NÚMEROS

DO 33º PRÊMIO

71 TROFÉUS

São Paulo

46 (65%)

Outros Estados 25 (35%)

38 EMPRESAS PREMIADAS DE 4 ESTADOS

São Paulo 22 (58%)

Outros Estados 16 (42%)

A Ipsis teve domínio absoluto na premiação e comemorou a conquista de 15 troféus

edição do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, o qual temos o orgulho de dizer que é a maior premiação gráfica do mundo. Há 33 anos realizamos a maior festa de nosso setor, uma coroação do que de melhor e mais criativo se imprimiu de norte a sul do país nos últimos 12 meses”, disse Julião Gaúna. “O Fernando Pini é, assim, uma amostra de um universo muito mais amplo: um universo de empresas e profissionais que criam, inovam e transformam a impressão em arte.”

Organizada pela Abigraf Nacional, com coordenação técnica da Escola Senai Theobaldo De Nigris, apoio técnico da Abitec e apoio operacional da APS Eventos Corporativos, a 33ª edição teve oferecimento da Blendpaper; patrocínios ouro da Eco3, ExpoPrint Latin America, Fedrigoni Special Papers, Fespa Brasil, Flexo & Labels/Flexo & Pack, Heidelberg, Ibema, Klabin, Papirus, SunChemical, Suzano e Topcoat; patrocínios prata

GRÁFICAS PREMIADAS

15 TROFÉUS

◆ Ipsis (SP)

7 TROFÉUS

◆ Corgraf (PR)

5 TROFÉUS

◆ Plural (SP)

2 TROFÉUS

◆ Brasilgráfica (SP)

◆ Braspor (SP)

◆ CPK (SP)

◆ Digipix (SC)

◆ FTD (SP)

◆ Kingraf (PR)

◆ Leograf (SP)

◆ Printbag (SC)

◆ Sutto (SP)

1 TROFÉU

◆ 43 (SC)

◆ ANS (SC)

◆ Antilhas (SP)

◆ Ativaonline (SP)

◆ Benvenho (PR)

◆ Blendpaper (SP)

◆ Boaventura/ São Miguel (RS)

◆ Contiplan (SP)

◆ D’Arthy (SP)

◆ D’Print (SP)

◆ Digital Printz (SP)

◆ Elbert (SC)

◆ Escala 7 (SP)

◆ Grafdil (RS)

◆ Lupagraf (RS)

◆ Oficina do Impresso (PR)

◆ Ótima (PR)

◆ Pigma (SP)

◆ Promtec (SP)

◆ Rami (SP)

◆ Rocha (SP)

◆ Santa Marta (SP)

◆ Spiral (SP)

◆ Tilibra (SP)

◆ Tipotil (SC)

◆ Tuicial (PR)

da Actega, Afeigraf, Canopus Química, Durst, Frantin, Manroland Sheetfed, Quimagraf e Sylvamo/ Chambril; e patrocínios bronze da Artience Toyo Ink, Canon, Pack & Graph e Signs.

Veja nas páginas seguintes o ranking das gráficas e todas as peças premiadas.

4 troféus

FEDRIGONI

Fabricantes de Cartão com e sem Revestimento ◆ Papéis finos Especiais e Sintéticos ◆ Papéis Revestidos

◆ Papéis Autoadesivos

3 troféus

QUIMAGRAF

Adesivos – Cola ◆ Revenda de Chapas para Impressão ◆ Revenda de Tintas e Vernizes

2 troféus

EPSON

Impressão Digital em Grandes

Formatos ◆ Sistemas de Provas

HEIDELBERG

Equipamentos para Acabamento Gráfico

◆ Equipamentos para Pré-Impressão

1 troféu

BLENDPAPER

Papéis Não-Revestidos

DUGRAF

Blanquetas

GMG COLOR

Softwares de Gerenciamento de Cores

GRÁFICA INTELIGENTE

Sistemas de Cursos, Orçamentos e Financeiro

HUBERGROUP

Vernizes Base d’Água

KGEPEL

Revenda de Papéis

KODAK

Chapas para Impressão

KOENIG & BAUER

Equipamentos de Impressão Offset

KONICA MINOLTA

Impressão Digital

MV EQUIPAMENTOS

Revenda de Equipamentos para Pré-Impressão, Impressão e Acabamento

SUN CHEMICAL

Tintas

TOPCOAT

Vernizes UV

Ranking Geral do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica

Saiba mais

VAREO PRO

Para produção de livros offset e digitais

A Vareo PRO é a encadernadora ideal para especialistas em acabamento de impressão e gráficas que utilizam modos de impressão convencionais ou que se dedicam à impressão digital. Seja para tiragens médias, curtas ou ultracurtas, até tiragens de uma única cópia, a Vareo PRO é versátil e sinônimo de excelente qualidade de encadernação. O primeiro livro produzido com a encadernadora perfeita de três grampos já está disponível para venda.

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33º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

Vencedores do Prêmio Fernando Pini 2025

LIVROS

Livros de texto

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Crespúsculo Edição Deluxe

Cliente: Editora Intrínseca

Livros culturais e de arte impressos em offset plana

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Bíblia Sagrada

Cliente: Biblioteca Católica

Livros institucionais

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Athiē/Wohnrath

Cliente: Athiē Wohnrath

Livros ilustrados e livros técnicos impressos em offset plana

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Passarelli Arquitetura e Interiores

Cliente: Zeta Editora

Publicações não contempladas nas categorias anteriores impressas em digital

Digital Printz Serviços Gráficos

Produto: Book F1 2024

Cliente: MC Brazil

Revistas institucionais

Benvenho e Cia.

Produto: Sausalito, Edição 2024

Cliente: Nativa Propaganda

JORNAIS

Livros didáticos

FTD Indústria Gráfica

Produto: SuperAcción, Volume 2

Cliente: FTD Educação

Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Elle Brasil, Volume 17

Cliente: Papaki Editora

Guias, manuais e anuários

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Guia Turismo

Meaningful Journeys

Cliente: Teresa Perez Viagens

Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Elle Brasil, Volume 20

Cliente: Papaki Editora

Publicações não contempladas nas categorias anteriores

Livros infantojuvenis

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Superman/Batman

Edição Absoluta, Volume 1

Cliente: Panini Brasil

impressas em offset plana

Associação Literária São Boaventura

– Gráfica e Editora São Miguel

Produto: Artbook 2023

Talentos Brasileiros

Cliente: Fábrica de Móveis Florense

Revistas infantojuvenis ou de desenhos

FTD Indústria Gráfica

Produto: As Aventuras de Champagnat, 1ª Edição

Cliente: Grupo Marista

Jornais diários impressos em coldset

Plural Indústria Gráfica

Produto: Ilustrada, Edição de 15/3/2025

Cliente: Folha da Manhã

Jornais de circulação não diária

Plural Indústria Gráfica

Produto: Folhinha, Edição de 2/11/2024

Cliente: Folha da Manhã

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO

Rótulos convencionais sem efeitos especiais

Gráfica Rami

Produto: Balde Ping Multicines

Como Entreinar Tu Dragón

Cliente: Matrixplast

REVISTAS

5 DIAS PARA EXPANDIR HORIZONTES COM A

INTERGRAFICA

SOLUÇÕES QUE CONECTAM IMPRESSÃO, ACABAMENTO E EMBALAGEM.

Imersão em tecnologia, inovação e geração de negócios para o setor gráfico, com palestras inspiradoras, demonstrações ao vivo dos nossos equipamentos, troca de experiências e insights de mercado, apresentando soluções práticas para aumentar produtividade e competitividade da sua empresa

Estande l-130 | RUA 23

24 a 28 de março | Expo Center Norte / .

33º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

Rótulos convencionais com efeitos especiais

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Barrel Aged Brasileiro

Cliente: Moka de Cafés Especiais

Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos

Grafdil Impressos

Produto: Caixa Curvada para 6 Macarons

Cliente: Le Petit Macarons

Embalagens flexíveis

Antilhas Embalagens

Produto: Saco Casa de Mãe Filhote

Cliente: Baxi Foods

PROMOCIONAL

Rótulos em autoadesivo sem efeitos especiais

Oficina do Impresso Gráfica e Editora

Produto: Play Insane Orange Juice

Cliente: G-Action

Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos especiais

CPK Formulários e Brindes

Produto: Press Kit Parfum

Cliente: Parfum Brasil

Rótulos em autoadesivo com efeitos especiais

Promtec Etiquetas e Rótulos

Produto: Aperitivo Caju & Mate Cajual

Cliente: Sikadama

Embalagens de micro-ondulados com e sem efeitos especiais

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Nutella 60 Anos de Sorrisos

Cliente: Mad Creative

Etiquetas

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Casas de Provérbios

Cliente: Katsuki

ACONDICIONAMENTO

Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos

43 Gráfica e Editora

Produto: MMBB Sabonete

Cliente: Natura

Relatórios de empresas

Lupagraf Gráfica Lupatini

Produto: Relatório de Atividades 70 anos

Cliente: Associação dos Fumicultores do Brasil

Folhetos publicitários

Elbert Indústria Gráfica

Produto: Fôlder Porto Belo Tower

Cliente: Pastorio Construtora

Pôsteres e cartazes impressos em offset plana (convencional)

Braspor Gráfica e Editora

Produto: Cartazete Premium Beck’s

Cliente: Sit Trade

Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais impressos em offset plana

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Catálogo Portobello Exportação 2025

Cliente: PBG

Kits promocionais

Pigma Gráfica e Editora

Produto: Caixa de Natal

Cliente: Estúdio Turmalina

Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa

Ativaonline Editora e Indústria Gráfica

Embalagens sazonais

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Panettone Mamma Bia 90 Anos

Cliente: Festval Cia. Beal Alimentos

Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais impressos em offset plana

Leograf Gráfica e Editora

Produto: Catálogo Cyrela Senses

Cliente: Amap

Produto: Caixa Display Lançamento

Cliente: Eucerin

Displays e materiais de ponto de venda de chão

Sacolas

Printbag Embalagens

Produto: Carmen Steffens Verão

Cliente: Carmen Steffens

Escala 7 Editora Gráfica

Produto: Ilha Nutella

Cliente: Ferrero do Brasil

33º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

Calendários de mesa e de parede

Tipotil Indústria Gráfica

Produto: Calendário 2025

– De Meiembipe a Floripa

Cliente: Ronaldo Dias de Andrade

COMERCIAL

Impressos de segurança

Contiplan Indústria Gráfica

Produto: Cédula 20 Ubérrimas

Cliente: Sebrae-MG

Cardápios

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Kharina Cardápio Completo

Cliente: Quick Burguer

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET

Calendários

Kingraf Indústria Gráfica

Produto: Calendário de Mesa Kingraf 2025

Cliente: Kingraf

Cadernos escolares em conformidade com a norma ABNT NBR 15733

Spiral do Brasil

Produto: Caderno Argolado Harry Potter

Cliente: Kalunga

Cartões de mensagem

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Casinha do Chiquinho

Cliente: Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus

Cadernos em geral sem efeitos especiais

Braspor Gráfica e Editora

Produto: Caderno Coletânea

Cliente: Darkside Books

Convites em geral

CPK Formulários e Brindes

Produto: Convite Lívia Faz 15 anos

Cliente: CPK Gráfica

Revistas em geral

Plural Indústria Gráfica

Produto: Revista Piauí, Edição 219

Cliente: Editora Alvinegra

Catálogos e folhetos promocionais

Plural Indústria Gráfica

Produto: Catálogo Eudora Ciclo 16/2025

Cliente: O Boticário

PRODUTOS PRÓPRIOS

Impressos promocionais

Brasilgrafica Indústria e Comércio

Produto: Caixa Panettone Brasilgrafica 2024

Cliente: Brasilgrafica

Sacolas Printbag Embalagens

Produto: Sacola Institucional Printbag

Cliente: Printbag

Cartões de visitas e papelarias

Kingraf Indústria Gráfica

Cadernos em geral com efeitos especiais

Tilibra

Produto: Caderno Argolado

Cartões de visita

Rocha Gráfica e Editora

Produto: Estudio Arth

Cliente: Estudio Arth

Cartonado Colegial Pooh

Cliente: Mercado Interno

Kits promocionais

Gráfica Santa Marta

Produto: Kit Institucional Santa Marta

Cliente: Santa Marta

Produto: Papelaria Kingraf 2025

Cliente: Kingraf

Agendas

ANS Impressões Gráficas

Papelarias, certificados e diplomas

Sutto Artes Gráficas

Produto: Bloco Anotações BP Security

Cliente: Blendpaper

Produto: Agenda Planner Modelo Floral

Cliente: Desco

Impressão em serigrafia

Sutto Artes Gráficas

Produto: Cartaz

Cliente: Paper Dot Studio

33º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO

Inovação tecnológica

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Livro Proud South Craft

Cliente: Tedde Design

Complexidade técnica do processo

Corgraf Gráfica e Editora

Produto: Caixa Calendário

– Em 2024, Valorize a Água

Cliente: Corgraf

SINALIZAÇÃO/

COMUNICAÇÃO

VISUAL

Impressão digital em pequenos e médios formatos

Digipix Gráfica Digital

Produto: Álbum Flat

Cliente: Marcelo Portella

PRODUTOS DE BAIXAS TIRAGENS (ATÉ 500 UNIDADES)

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Editorial

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Livro HunterDouglas 2024

Cliente: Zeta Editora

Identificação e acondicionamento

Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação

Produto: Caixa Adventure

Cliente: AMC Têxtil

Promocional e comercial

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Catálogo Etmo Jardins Plaenge

Cliente: Criadoria Publicidade

DESIGN GRÁFICO

Design gráfico

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Livro Bíblia Sagrada

Cliente: Biblioteca Católica

Impressão digital em grandes formatos

DPrint Editorial Gráfica

Produto: Familhão

Cliente: Cimed & Co.

ATRIBUTOS TÉCNICOS DO PROCESSO

Produtos gráficos sustentáveis

Tuicial Indústria Gráfica e Editora

Produto: Pote de Plantas para Pets

Melhor impressão offset digital

Digipix Gráfica Digital

Produto: Álbum Flat

Cliente: Marcelo Portella

Processos de produção sustentáveis

BlendPaper

Produto: Papel 30% Fibra de Cacau

Cliente: Dengo

IMPRESSOS DIVERSOS

Melhor impressão offset plana

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Livro Bíblia Sagrada

Cliente: Biblioteca Católica

Melhor impressão offset rotativa heatset

Plural Indústria Gráfica

Impressos diversos

Leograf Gráfica e Editora

Produto: Atlas CNT do Transporte

Cliente: CNT

NORMAS TÉCNICAS

Produto: Catálogo Eudora Ciclo 16/2025

Cliente: O Boticário

Melhor acabamento editorial

Ipsis Gráfica e Editora

Produto: Livro Bíblia Sagrada

Cliente: Biblioteca Católica

Conformidade com a Norma

ISO 12647-7:2016 – Provas digitais

D’Arthy Editora e Gráfica

Produto: Prova Digital

Cliente: D´Arthy

Melhor acabamento cartotécnico

Brasilgrafica Indústria e Comércio

Produto: Caixa Panettone Brasilgrafica 2024

Cliente: Brasilgrafica

Quem imprime qualidade, escolhe quem entrega performance.

Soluções químicas de origem alemã que elevam produtividade, reduzem custos e garantem estabilidade no seu processo gráfico.

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No Brasil, somos parceiros estratégicos das maiores indústrias de embalagens e gráficas comerciais, oferecendo:

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Expertise editorial da Ipsis encontra força industrial da Zaraplast para entrar no segmento de embalagens rígidas e semirrígidas.

Ipsis e Zaraplast se unem para criar a Ipsis Pack

Adiversificação é um dos modelos mais utilizados no universo empresarial. Quando uma companhia decide sair de seu território para explorar novos mercados está apostando que a experiência acumulada, a reputação conquistada e os recursos disponíveis funcionam como passaportes para ultrapassar fronteiras. E um dos caminhos possíveis para tal são as alianças estratégicas.

Essa foi a abordagem adotada pela Ipsis e a Zaraplast. A primeira, consolidada no segmento editorial há décadas, viu no mercado de embalagens uma oportunidade de crescimento. A segunda, uma das maiores fabricantes de embalagens flexíveis do Brasil, com 10 plantas industriais e mais de 4.000 colaboradores, identificou na seara das cartonadas a complementariedade ideal ao seu portfólio, sobretudo num momento em que o mundo clama por soluções mais sustentáveis. Juntas,

as duas empresas decidiram investir em uma unidade de fabricação de caixas rígidas e semirrígidas, a Ipsis Pack.

A sinergia entre as famílias controladoras das duas empresas foi fundamental para viabilização da entrada da Zaraplast no quadro da Ipsis, agora formado por Fernando Ullmann, seu filho Artur, e Dan Teig. A proximidade e a confiança mútua transformaram uma oportunidade de mercado em um projeto concreto, alicerçado na união de propósitos e valores compartilhados. Para Fernando Ullmann, fundador da Ipsis, a manobra representa a chance de transpor a excelência construída ao longo de décadas para um novo território. “Nós já estávamos produzindo caixas rígidas, seguindo nosso DNA de qualidade, principalmente no quesito enobrecimento, e após um ano de negociação com a Zaraplast chegamos ao formato ideal para ambos os lados, destaca Fernando.

(E/D) Artur Ullmann, Fernando Ullmann e Dan Teig, diretores da Ipsis. A união entre as duas empresas cria um novo e importante player no segmento de embalagens

A nova unidade está sendo montada em Mauá, município da Grande São Paulo vizinho a Santo André (onde se localiza a Ipsis), e começará a operar em abril de 2026. Os equipamentos de última geração já estão chegando ao porto, e a expectativa é de que a fábrica inicie suas atividades com uma equipe enxuta, cerca de 50 funcionários, estruturada sob os princípios da metodologia Lean Manufacturing, garantindo eficiência desde o primeiro dia. Os mercados iniciais escolhidos para atuação da nova fábrica alinham-se ao perfil da Ipsis, reconhecida pela excelência na produção de livros: cosméticos e chocolates finos, segmentos que demandam acabamento impecável, design sofisticado e rigor técnico.

SOB O SIGNO DA EXCELÊNCIA

Enquanto a fábrica de embalagens cartonadas nasce, a Ipsis, atualmente com 500 funcionários, segue firme e inovadora no mercado editorial. Especializada em livros de luxo e alta complexidade, a gráfica continua

investindo em soluções tecnológicas que ampliam as possibilidades criativas para editores e autores. Um exemplo recente é a técnica de abertura total, desenvolvida ao longo de dois anos, permitindo que edições com lombada quadrada ou capa dura fiquem completamente planas quando abertas, facilitando a leitura e valorizando os projetos editoriais. Agora, a busca pela excelência será transposta para o novo negócio, multiplicando competências e expandindo horizontes sem perder a essência que tornou a marca uma referência.

A sede da nova área produtiva, instalada no município de Mauá, na Grande São Paulo, possui 20.000 m² de estrutura industrial certificada pelas normas ISO 14001, ISO 9001, Smeta, FSC e Fama Disney

IPSIS www.ipsis.com.br

Lançamento da Calculadora de Carbono

Na edição de julho/setembro de 2024 (nº 321) desta revista, publicamos um artigo sobre o trabalho conjunto que estava sendo realizado entre a Afeigraf e a CECBrasil relacionado à elaboração de uma calculadora de carbono para produtos gráficos. Nele, descrevemos o cenário desse empreendimento e as vantagens para a indústria gráfica que tal iniciativa pode provocar.

Quase três anos se passaram desde o início dessa jornada, e já estamos chegando ao final do nosso objetivo inicial. Além disso, é muito interessante constatar que os cenários também mudaram, como descrevemos a seguir.

Em 2023, a Comissão de Valores Imobiliários (CVI) editou a resolução 192, que obrigava as companhias abertas a divulgar relatórios de sustentabilidade baseados na norma internacional ISSB (International Sustainability Standard Board). Essa norma utiliza uma linguagem padronizada para divulgar as informações, com foco em dados contábeis e financeiros. No mesmo período aparece o GRI, ou Global Report Initiative, que relaciona o impacto de uma empresa sobre a sustentabilidade, no qual os relatórios de emissões de Gases de Efeito Estufa assumem uma enorme importância.

Agora está claro que, mesmo que o ISSB e o GRI realizem papéis distintos, eles são complementares, razão pela qual já são integrados e devem ser considerados nos relatórios a serem divulgados a partir deste ano, como explica a resolução 192 da Comissão de Valores Imobiliários. Outro cenário muito importante é que a sustentabilidade desempenha um

papel de enorme importância no recente acordo do Mercosul com a Comunidade Econômica Europeia, devido às exigências dos consumidores e dos governos da Europa. Com certeza não será fácil a aprovação deste acordo no parlamento europeu, o que pode levar um longo período até que entre em vigor. Porém, quando isso vier a acontecer de forma definitiva, ele trará muitas vantagens para diversos setores do nosso mercado, inicialmente pelos investimentos e inovações tecnológicas que também impactarão a indústria gráfica nacional.

É importante também destacar que, no desenvolvimento da Calculadora de Carbono Afeigraf Ceclatam, constatamos que o Brasil é muito competitivo em relação à Europa quando se considera a emissão de carbono decorrente do processo de fabricação de livros.

Esses cenários são uma indicação de que empresas que cumpram diretrizes sustentáveis terão mais oportunidades de negócios. A preocupação em

quantificar as emissões de carbono de sua organização é uma delas.

Na Expoprint 2026, Bruno Mortara que participa deste projeto inovador  realizará uma palestra no Congresso de Sustentabilidade e Inteligência Gráfica, explicando todo o processo de elaboração da nossa calculadora de carbono direcionada para a fabricação de livros. Todos os presentes terão a oportunidade, em primeira mão, de utilizar essa ferramenta no seu celular e verificar a eficiência e benefícios que ela pode aportar para a sua organização.

Como Afeigraf, temos muito orgulho desse trabalho pioneiro, fruto do esforço de associados e pessoas que trabalham em benefício da sustentabilidade e do desenvolvimento da indústria gráfica brasileira.

Jorge Maldonado Presidente da Afeigraf Sócio-gerente da Aeprotec jorge.maldonado@afeigraf.org.br

JORGE MALDONADO

Duas décadas de ExpoPrint

Com 48 mil m² de área de exposição, a sexta edição da maior feira gráfica das Américas deve superar os 50 mil visitantes.

Estamos a poucos dias da abertura da maior apresentação de tendências para o universo da impressão das Américas. De 24 a 28 de março, todas as atenções estarão voltadas aos três pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo. Serão cinco dias de imersão tecnológica, com mais de 450 expositores apresentando soluções de cerca de mil marcas. A expectativa é reunir mais de 50 mil profissionais de diversas partes do mundo.

Afora a tecnologia nos estandes, a ExpoPrint & ConverFlexo 2026 traz uma série de ações visando a disseminação de conhecimento e o fortalecimento da cadeia do impresso. A novidade deste ano é o Movimento

Impressão do Bem, iniciativa calcada na sustentabilidade e responsabilidade social. Em uma ação conjunta entre APS, Fespa e Afeigraf, a tecnologia da feira será utilizada em tempo real para produzir itens que serão destinados a instituições beneficentes. Durante a ExpoPrint 2026 acontecerá também o Congresso Sustentabilidade e Inteligência Gráfica, espaço dedicado ao pensamento estratégico. Com curadoria do presidente da Afeigraf, Jorge Maldonado, o congresso debaterá temas como gestão, vendas, inovação e, principalmente, ecoinovação. “Num cenário propício a mudanças, a acordos internacionais de comércio, a ExpoPrint representa uma grande oportunidade para o

A 5ª ExpoPrint & ConverExpo Latin America, de 5 a 9 de abril de 2022, logo após o impacto da Covid-19, recebeu 40.168 visitantes

nosso mercado. Além disso, todos os principais avanços tecnológicos estarão em sintonia com a sustentabilidade. Definitivamente será um evento histórico”, afirma Maldonado. Mais uma vez, a Ilha da Sublimação será o ponto de encontro para quem busca empreender com personalizados. Com curadoria de Felipe Soares, o espaço apresentará tecnologias de transfer, sublimação, DTF e novos métodos de produção. Também volta ao Expo Center Norte a Fábrica de Camisetas. Em sua terceira edição, o espaço demonstra o passo a passo da produção têxtil sob demanda, utilizando tecnologias como

DTG, DTF e sublimação. Outra ideia que retorna é o Print Live. A segunda temporada do podcast oficial da APS Eventos será gravada diretamente da feira, com fornecedores, consultores e empresários debatendo os rumos do mercado.

DUAS DÉCADAS DE EVOLUÇÃO

A ExpoPrint nasceu do desejo dos fornecedores de proporcionar ao mercado um evento à altura das demandas do setor. Em março de 2004, 15 empresas se uniram Agfa, Alphaprint, Cia. T. Janér, Comprint, Day Brasil, Gammerler, Gutenberg, Heidelberg, Intergrafica Print & Pack, KBA, Müller Martini, Rotatek, SRS, Solna e Sun Chemical para a criação da Afeigraf, Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos

A 1ª ExpoPrint Latin America, de 31 de maio a 6 de junho de 2006, recebeu 24.463 visitantes
Em outubro de 2004, a Afeigraf anunciou a primeira edição da ExpoPrint. (E/D)
Ana Maria Prado, da Guazzelli Messe Frankfurt; Elaine Almeida e Carlos Alberto Ruoppoli, da Intergrafica (IPP); Karl Klökler, presidente da Afeigraf; Ludmila Oliveira, da IPP; e Dieter Brandt, da Heidelberg do Brasil, participaram do evento
A 2ª ExpoPrint Latin America, de 23 a 29 de junho de 2010, recebeu 35.523 visitantes

para a Indústria Gráfica, com o objetivo de desenhar uma nova feira.

O projeto materializou-se em 2006. Além de representar um prazo confortável para a preparação do evento, o ano respondia a uma questão fundamental para os fornecedores: o intervalo entre as edições. Espelhando a Drupa, determinou-se que a ExpoPrint seria quadrienal e realizada no intervalo entre uma Drupa e outra, sempre no segundo ano após a feira alemã.

A primeira ExpoPrint Latin America aconteceu entre 31 de maio e 6 de junho no Transamerica Expo Center, em São Paulo, contando com 308 expositores.

Abraçada pela indústria da impressão, a ExpoPrint passou a ser aguardada não só pela indústria gráfica brasileira quanto, edição após edição, por profissionais e empresas de todo mundo, sobretudo da América

Latina. “A ExpoPrint deu certo porque foi pensada para o gráfico, baseada no que ele desejava de uma feira, em termos de tecnologias, soluções e estrutura. Atualmente, não há um só cliente que não conheça a ExpoPrint”, reflete Elaine Almeida, responsável pelo marketing da Afeigraf e uma das integrantes do time que desenhou a ExpoPrint.

Se a primeira edição recebeu 24.463 visitantes, na quarta, em 2018, esse número já havia saltado para 50.216, atraídos pelas novidades de 326 expositores e mais de 750 marcas. Desse total, 4.684 eram estrangeiros, consolidando o processo de internacionalização da mostra. Essa edição marcou igualmente a aproximação com o segmento de embalagens, com a organização da Exposição e Congresso Internacional da Indústria de Conversão de Flexíveis, Corrugados e Rótulos (ConverExpo), em parceria com a Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo/FTA-Brasil). A afinidade entre Afeigraf, APS Eventos (que assumiu a organização da mostra em sua segunda edição) e Abflexo se aprofundou em 2022, com uma área maior dedicada à cadeia das embalagens, justificando a incorporação do nome ConverExpo ao título da feira. “A ExpoPrint é um grande marco na história da APS. O que era um sonho transformou-se em uma feira vibrante, que espelha a dimensão da indústria de impressão brasileira e da América Latina. Hoje dizemos com orgulho que os rumos da impressão no continente são definidos em nossos corredores”, diz Ismael Guarnelli, presidente da APS.

EXPOPRINT www.expoprint.com.br

A 3ª ExpoPrint Latin America, de 16 a 22 de julho de 2014, recebeu 48.866 visitantes
A 4ª ExpoPrint & ConverExpo Latin America, de 20 a 24 de março de 2018, recebeu 50.216 visitantes

Alta performance gráfica com inteligência e inovação. Desde 1999, a Leograf atua com soluções completas para empresas que buscam impacto e precisão na produção de seus materiais. Pré-impressão de excelência, equipamentos de última geração, acabamentos diversos e logística eficiente.

Nossos diferenciais:

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Por: Tânia Galluzzi

De Brodowski a Pequim

Portinari na China, sonho que levou sete décadas para se concretizar.

Aideia de expor a obra de Candido Portinari na China é antiga. Ela remonta aos anos 1950, quando o próprio pintor, ao lado de amigos como o poeta cubano Nicolás Guillén, sonhava levar sua arte ao Oriente. Mais de sete décadas depois, esse desejo ganha forma: dia 8 de junho marca a abertura da exposição O Brasil de Portinari, no Museu Nacional da China, em Pequim.

A vontade do pai sempre esteve na mente de João Candido Portinari, fundador e diretor

de seção e pesquisadora do

do Museu Nacional da China, Chen Chengjun

Autorretrato de Candido Portinari

geral do Projeto Portinari, na PUC-Rio. Em 2003, no centenário de nascimento do artista, João Candido retomou publicamente a ideia durante uma exposição em Buenos Aires. Desde então, 23 anos de trabalho, articulação diplomática e negociações culminam na exposição, que integra as comemorações do Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China, e vai além de uma mostra artística. Trata-se de um exercício de diplomacia cultural, de soft power brasileiro em um dos palcos mais importantes do mundo. O Museu Nacional da China, o segundo mais visitado do planeta

Visita da comitiva chinesa à Pinacoteca do Estado de São Paulo. Ao fundo, a obra “Mestiço”, de Portinari, uma das mais importantes das que serão levadas à China. (E/D): Luo Yu, pesquisadora assistente do Departamento Internacional, e Gao Xiuqing, chefe
Departamento de Exposições, do Museu Nacional da China; funcionário da Pinacoteca (sem identificação); e o diretor executivo adjunto

só ficando atrás do Louvre  , recebe cerca de 30 mil visitantes por dia. Com quatro meses de duração, a estimativa é de que a mostra seja vista por 4 milhões de pessoas. “Para mim, é o maior desafio que já enfrentei nesses 47 anos de Projeto Portinari. É certamente a exposição mais importante, por todos esses motivos”, afirma João Candido.

A exposição está estruturada em duas partes complementares, que oferecerão ao público chinês uma imersão completa no universo portinariano. A primeira reúne 60 obras originais, organizadas sob curadoria do Projeto Portinari e coordenação museológica da Expomus, distribuídas por quatro núcleos temáticos. O Círculo Íntimo, a Gênese Afetiva do Brasil apresenta a infância do artista em Brodowski (SP) e, de forma mais

ampla, a infância brasileira, os retratos de família e o lirismo da alma brasileira. Trabalho, Luta e Nação, a Espiral do Drama Social traz os retirantes, os trabalhadores rurais, a crítica social. Fé e Folclore, o Imaginário Popular Brasileiro mergulha nas manifestações culturais, nas festas juninas, na religiosidade do povo. Por fim, Do Esboço à Síntese, o Tratado Técnico revela o processo criativo do artista, dos primeiros estudos às composições finais. A segunda parte da exposição, Portinari Imenso, Brasil Universal, traz a curadoria de Marcello Dantas em uma experiência imersiva digital que dialoga com a sensibilidade contemporânea, ampliando o alcance emocional da obra.

LOGÍSTICA

Os desafios logísticos são proporcionais à ambição do projeto. Transportar 60 obras originais do Brasil para a China exige cuidados extremos de climatização, embalagem e segurança. A seleção das obras envolve negociações delicadas com museus e colecionadores particulares. Nesse momento entra em cena a experiência acumulada pelo Projeto Portinari e pela Expomus na garantia da segurança ao longo de todo o processo. O interesse chinês pela mostra também impressiona. A inauguração, marcada inicialmente para 10 de junho, foi antecipada para o dia 8 a pedido do próprio museu, para que a exposição esteja aberta quando receberem, no dia seguinte, um fórum global reunindo diretores dos principais museus do mundo. Enquanto Pequim se prepara para receber a exposição de Portinari em junho, na Itália também há grande expectativa. Em novembro de 2026, a obra sacra de Portinari, considerada pelo crítico Israel Pedrosa a mais importante do século XX, será exposta na embaixada do Brasil em Roma, no histórico Piazza Navona, onde o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, tem demonstrado grande entusiasmo em hospedar esta mostra

‘Descobrimento”, 1956, (à esquerda), e “Festa de São João”, 1939, (ao lado), duas das obras de Portinari que estarão expostas no Museu Nacional da China

Visita ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. (E/D): Fernanda Castro, presidente do Instituto Brasileiro de Museus; Gao Xiuking; João Candido Portinari, curador da exposição “O Brasil de Portinari”; Chen Chengjun e Luo Yu

ANO DA CULTURA E DO TURISMO BRASIL-CHINA

Exposição:

“O Brasil de Portinari”

Museu Nacional da China 8 de junho a 16 de outubro de 2026

Curadoria:

Projeto Portinari

João Candido Portinari Fundador e diretor-geral do Projeto Portinari, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Em visita à Embaixada da China, em Brasília, João Candido entrega ao ministro conselheiro Shu Jianping, dois pôsteres com detalhes dos painéis Guerra e Paz, instalados na sede da ONU

João Candido com Zhu Qingpiao, embaixador da China no Brasil, na inauguração da exposição “Portinari Raros”, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, agosto de 2023

inaugural. A exposição, sob o título “Portinari – Opera Sacra”, incluirá uma réplica da Capela da Nonna e trará obras que nunca saíram das igrejas onde foram criadas, como as Vias Sacras da Pampulha e de Batatais. Um dos destaques será a projeção do altar da Igreja da Pampulha, com São Francisco se despojando das vestes, na fachada do edifício, unindo arquitetura, arte e espiritualidade. “Eu vejo nisso a possibilidade de mostrar ao mundo não só a importância da arte brasileira, mas também a capacidade do Brasil de realizar projetos culturais de altíssimo nível”, conclui João Candido. Dois continentes, duas exposições, um mesmo propósito: revelar ao mundo o olhar profundamente humanista de um artista que colocou a alma do povo brasileiro em cada traço.

Um gesto de amizade

Em setembro de 2025, o Projeto Portinari teve a honra de receber no Brasil uma delegação do Museu Nacional da China. O grupo, que viajou especialmente para vivenciar de perto a obra de Portinari, foi composto pelo diretor executivo adjunto, Chen Chengjun e pelas pesquisadoras Gao Xiuqing e Luo Yu.

Durante a visita, foram percorridos os principais museus do Rio de Janeiro e de São Paulo, que abrigam os acervos mais significativos de Portinari. A jornada culminou em um jantar na residência de João Candido Portinari, um momento de profunda troca cultural e pessoal. Naquela noite, em gesto de requintada delicadeza, Gao Xiuqing, mestre na milenar arte da caligrafia, presenteou João Candido com um pergaminho feito com sua técnica primorosa. Ao ser consultada sobre o significado daqueles belos ideogramas, ela respondeu de maneira simples: “a amizade não conhece distâncias”.

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Atualização de norma unifica critérios para produção de didáticos

Revisão traz segurança técnica e jurídica às gráficas na produção de livros para os programas governamentais, tornandose pilar para o controle de qualidade no setor.

Uma importante vitória para o setor gráfico aconteceu em novembro de 2025: a publicação da nova versão da norma ABNT NBR 15201 – Tecnologia Gráfica – Livro Didático. O novo texto traz clareza e objetividade ao processo de análise das obras, além de ampliar o escopo da norma.

Antes da revisão, a norma era dividida em duas partes: uma, dedicada à classificação de defeitos de impressão e de pós-impressão; a outra, aos procedimentos para avaliação e identificação de defeitos, o que, na prática, dificultava o processo. Somava-se a isso o fato de o FNDE, autarquia responsável pelos programas de livros didáticos do governo, utilizar um regramento próprio para a análise das obras, a Resolução Nº 25, de dezembro de 2021. O resultado? Gráficas chegavam a receber notificações de defeitos até dois anos depois da produção de um título, quando já não era mais possível corrigir o problema, repor o produto, restando como alternativa apenas o pagamento de multas.

Afora a simplificação, a NBR 15201:2025 corrige distorções ao olhar para todas as etapas envolvidas na produção de um livro. A nova versão não trata apenas dos defeitos de pré-impressão, impressão e acabamento. Inclui manuseio, movimentação e armazenagem, mudança relevante uma vez que problemas de qualidade não acontecem apenas na máquina.

A norma também está mais detalhada na definição das classes de gravidade e nos procedimentos de avaliação, reduzindo subjetividades. “Isso fortalece

o controle de qualidade, melhora a comunicação entre gráfica e editora e traz mais segurança técnica em processos de auditoria e contratos”, afirma Carlos Jacomine, diretor da Associação Brasileira de Empresas com Rotativa Offset, Abro, e presidente da Plural.

O trabalho de revisão da norma durou pouco mais de um ano. Para tal, foi formado um grupo de estudo na Comissão de Livros Didáticos do Comitê Brasileiro de Tecnologia Gráfica, CB27, capitaneada pela Abro, Abigraf e com a participação das gráficas Plural, FTD e Oceano. Houve o cuidado de olhar para toda a cadeia. O FNDE também foi chamado, e, ao lado do IPT, participou de algumas reuniões, assim como representantes da indústria papeleira.

Para o setor gráfico os principais ganhos são maior padronização, redução de conflitos sobre não conformidades, melhoria na rastreabilidade dos processos, o estabelecimento de critérios e objetivos de classificação e avaliação e um alinhamento com boas práticas de qualidade. Jacomine faz questão de frisar que o objetivo nunca foi isentar a indústria gráfica de sua responsabilidade e sim

trazer mais transparência e segurança. “A gente acabou criando pontos de análise que sequer existiam na norma anterior. E também não ignoramos a Resolução Nº 25. Ao contrário, incorporamos quesitos do documento elaborado pelo FNDE que julgamos importantes e que a versão antiga da norma não cobria.”

Essa decisão de envolver o órgão governamental foi estratégica porque, em princípio, o FNDE não é obrigado, como já não o fazia, a seguir a norma da ABNT ao avaliar os livros que recebe das editoras. Segundo Fabiana Polla, gerente de controle de qualidade da Plural e integrante do grupo de trabalho responsável pela revisão, a aproximação com a autarquia começa a dar resultado. “Soubemos que o FNDE está construindo uma nova minuta de contrato com as editoras e já está utilizando critérios da nova norma.”

Para Bruno Mortara, superintendente do CB27, a NBR 15201:2025 é um excelente avanço nas relações de fornecimento de livros didáticos pois protege tanto a gráfica quanto o cliente, evitando retrabalho desnecessário e garantindo que o produto final esteja dentro dos padrões técnicos de mercado.

Inteligência Artificial aplicada ao mercado de embalagens

A revolução da IA chega ao segmento de embalagens com solução 100% brasileira, desenvolvida por Fabio Mestriner e Carlos Eduardo Raia.

Não é de hoje que a Inteligência Artificial é um tema que domina boa parte das análises e conjecturas sobre o futuro de várias profissões e áreas, incluindo a gestão empresarial. Porém, ao mesmo tempo em que as chamadas “Big Techs” prevalecem sobre as IAs generativas genéricas, como Gemini e ChatGPT, cresce em oportunidades o outro importante nicho de aplicação: as plataformas de Inteligência Artificial voltadas a segmentos específicos.

E foi justamente para atender às necessidades por informações críveis e de qualidade por parte do mercado de embalagens que Fabio Mestriner (designer, professor e um dos mais importantes nomes desse segmento) e Carlos Eduardo Raia (especialista em estratégias para Internet e Marketing Digital) lançaram a Inteligência de Embalagem 5.0 (IE 5.0), já disponível em versão totalmente gratuita no endereço www.inteligenciadeembalagem.com.br

Segundo Mestriner, em maio, durante a feira Interpack, na Alemanha, será oficialmente lançada uma versão paga (via assinatura) a Inteligência de Embalagem 5.0 PRO , mas a versão livre já disponibiliza a maior parte dos recursos necessários para que profissionais esclareçam dúvidas, interajam com questionamentos e compilem dados embasados e assertivos sobre um mercado que, atualmente, movimenta cerca de

1,78 trilhão de dólares em todo o mundo (R$ 283 bilhões apenas no Brasil).

“O setor de embalagem compõe o item industrial mais produzido no mundo. Praticamente 80% do que sai das fábricas sai em uma embalagem”, diz Mestriner. Para ele, ter em mãos uma ferramenta inédita e confiável para acesso a dados assertivos é fundamental para empresários, educadores e demais profissionais atuantes no segmento. E, quando Mestriner fala em assertividade, ele se fundamenta na trajetória de desenvolvimento da Inteligência de Embalagem 5.0, que envolveu, em sua fase beta, a participação de quase 200 especialistas do setor de embalagem para sugestões, ajustes e melhorias.

“A segunda versão, já mais avançada, foi submetida a um novo teste e posteriormente lançada em 2 de dezembro no mercado”, explica Mestriner. “Acho que um grande diferencial da Inteligência Artificial 5.0 está no fato, justamente, de ela não acessar o banco de dados da internet para funcionar. Ela utiliza apenas a base de conhecimento exclusiva construída por uma curadoria humana especializada que selecionou conteúdo qualificado de fontes confiáveis para compor esses dados. São mais de 3.500 teses de

doutorado sobre embalagens apenas do Brasil, e mais de 15 mil publicadas pelo mundo pelas principais universidades. Mestriner explica que essa curadoria foi coordenada por ele, enquanto Carlos Eduardo Raia ficou com a parte tecnológica do desenvolvimento. “O termo 5.0 vem justamente daí. A Indústria 4.0 é a indústria da automação por robôs. A Indústria 5.0 é a automação por máquinas, mas controlada pelo ser humano”, diz.

HISTÓRICO

Ao todo, o projeto da Inteligência de Embalagem 5.0 demorou dois anos para ser finalizado e contou com importante apoio do Programa de Aceleração de Startups AWS, da Amazon. Além da Abigraf, outras entidades também apoiaram institucionalmente o projeto: Abre, Abeaço, Abividro, Abipet, Abief, Abflexo, Abiplast e Abiea.

“O universo da embalagem impacta, direta ou indiretamente, a vida de pessoas no mundo todo. O que deixo como mensagem a todos os profissionais desse importante mercado é que experimentem a nova ferramenta e confiram o poder real do acesso a dados confiáveis e o impacto disso em seus negócios e em sua profissão”, conclui Mestriner.

GRUPO

IA NA INDÚSTRIA GRÁFICA:

do “teste rápido” à vantagem competitiva
(e por que, no Brasil, isso é mais gestão do que tecnologia)

Muito já se escreveu e se falou sobre inteligência artificial. Como acontece com toda grande onda tecnológica, há entusiasmo e ceticismo ao mesmo tempo. Uns já a tratam como “o novo normal”; outros ainda a enxergam como algo distante, caro, confuso, ou simplesmente fora da realidade de uma gráfica que precisa entregar hoje, com margem apertada, prazos curtos e equipes enxutas.

Mas há um fato que se impõe: a IA deixou de ser conversa de futuro. Ela já está no presente no atendimento, no comercial, na pré-impressão, no PPC/planejamento e, cada vez mais, na automação de fluxo.

A questão, portanto, não é mais “se” ela será usada. A pergunta é outra: quem vai transformar IA em método e resultado e quem ficará só na experimentação?

Esse é o mérito central do relatório “AI Adoption in the Printing Industry: From Curiosity to Competitive Advantage” (Printing United Alliance / Alliance Insights, 2025), baseado em um levantamento com mais de 300 empresas e entrevistas com executivos do setor (o relatório pode ser encontrado e baixado na área de research no site da revista Printing Impressions, no endereço https://www.piworld.com). O estudo indica que 85% dos respondentes consideram a IA crítica para a competiti-

HAMILTON COSTA

vidade futura e 83% enxergam oportunidades claras. Ao mesmo tempo, a adoção ainda é relativamente recente e, em muitos casos, pulverizada: iniciativas isoladas, sem governança, sem roteiro e sem métrica.

E é aqui que começa o ponto importante para gestão. Porque, no final do dia, não é a ferramenta que define vantagem competitiva. É o processo gerencial que se constrói em torno dela.

A pesquisa mostra que a porta de entrada mais comum é a IA generativa para texto e design (57%), seguida por usos em personalização de marketing (38%), atendimento ao cliente (26%) e suporte a vendas (23%). São aplicações naturais, de baixo atrito, com ganho rápido. Mas o mesmo relatório sugere que o salto de competitividade tende a ocorrer quando a IA começa a tocar o fluxo operacional: workflow e programação (21%), automação de produção (16%), inspeção visual de qualidade (11%) e manutenção preditiva (10%).

Ou seja: começar é fácil. Escalar com consistência é outra história. O estudo deixa claro o porquê. As maiores barreiras citadas não são “falta de vontade” são capacitação, dificuldade de definir os melhores casos de uso, problemas de integração com sistemas existentes e o clássico “não sei por onde começar”. Em outras palavras: isso é gestão, não é magia tecnológica.

A pesquisa separa empresas “leaders” (líderes) das “laggards” (retardatárias) e mostra um divisor de águas simples: roteiro e responsabilidade. Empresas líderes têm, com muito mais frequência, um roadmap claro (46% vs. 9% nos retardatários). E isso, na prática, significa escolher poucos casos de uso, colocar dono, definir KPI e criar um ciclo de revisão.

IA sem supervisão e sem padrão vira ruído. IA com método vira rotina. E rotina, no setor gráfico, é o que paga conta.

Até aqui, estamos falando de um retrato voltado ao mercado norte-americano. Mas, e o Brasil? Aqui a pergunta fica ainda mais interessante, porque nossas condições amplificam o problema e, ao mesmo tempo, tornam os ganhos mais relevantes.

No Brasil, a adoção de IA esbarra numa realidade que todos conhecemos: mão de obra escassa, pressão por preço, mix de pedidos fragmentado e um nível desigual de maturidade em MIS/ERP/CRM. Há gráficas com siste-

mas robustos e cultura de apontamento; e há muitas outras em que o “sistema” é uma combinação de planilhas, e-mails e experiência acumulada de pessoas-chave.

A consequência é previsível: a empresa até consegue usar IA para escrever melhor, responder mais rápido e criar padrões de atendimento. Mas quando tenta usar IA para decidir precificar, planejar capacidade, reduzir retrabalho, atacar gargalos ela descobre que falta o essencial: dados confiáveis e integrados.

Vale uma pergunta incômoda: quantas gráficas, hoje, conhecem com clareza a rentabilidade por tipo de produto, por cliente e por rota de produção incluindo pré-impressão e acabamento? Quantas conseguem separar “perda normal” de “perda por erro de briefing”, “perda por arquivo inadequado”, “perda por reprocesso em acabamento”?

Sem essa base, a IA não vira inteligência operacional. Vira apenas um assistente eloquente.

O relatório aponta que a maior barreira é a falta de treinamento. No Brasil, isso tem nome e sobrenome: dependência de especialistas e dificuldade de formar gente nova com velocidade.

Na rotina, isso aparece no orçamentista, que “sabe o preço certo”; no planejador, que “enxerga o gargalo”; no profissional de pré-impressão, que evita problema antes de virar chapa; no operador, que ajusta a máquina “no ouvido”. São talentos valiosos mas frágeis quando a empresa cresce, quando a demanda oscila ou quando alguém sai.

A IA pode ajudar muito como multiplicador de capacidade: padroniza respostas, organiza procedimentos, acelera aprendizado. Mas ela exige algo que parece simples e raramente é: definir padrão e revisão. O que a IA pode sugerir? O que precisa ser validado? Quem valida? E onde isso vira “padrão da casa”?

Sem isso, a empresa apenas “usa IA”. Não evolui com ela.

Se há um ponto em que a realidade brasileira converge com o relatório, é este: o ROI aparece primeiro onde há volume de microdecisões e retrabalho.

Em muitas gráficas, os maiores desperdícios não estão na impressão em si eles nascem antes e explodem depois. Um briefing incompleto vira arquivo errado. Um arquivo

Quem vive a indústria sabe: muitas vezes, o problema não é a impressão. É o acabamento. E o acabamento sofre, frequentemente, por falhas que nascem no comercial, no briefing ou na pré-impressão.

A gestão inteligente na indústria gráfica não se limita apenas à adoção de tecnologias de ponta, mas também à implementação de uma cultura de análise e otimização contínua baseada em dados.

errado vira reprova. Uma reprova vira atraso. Um atraso vira urgência. E urgência custa caro: material, hora extra, perda de margem e, em alguns casos, cliente.

Por isso, antes de mirar aplicações sofisticadas, costuma fazer sentido começar com casos de uso que atacam gargalos clássicos:

◆ Orçamento/cotação: padronizar perguntas técnicas; reduzir omissões; acelerar proposta; aumentar consistência de margem.

◆ Atendimento e pré-venda: organizar briefing; reduzir “vai e volta”; automatizar aprovações; registrar mudanças de escopo.

◆ Pré-impressão: checklists de arquivo, orientação de especificações, redução de erros recorrentes, que voltam como retrabalho.

◆ PPC/planejamento e programação: melhorar priorização; reduzir improviso; dar visibilidade de fila e gargalo, sobretudo em acabamento.

Essas frentes têm uma característica importante: não exigem, de saída, dados perfeitos mas se beneficiam muito de disciplina e padronização. Elas são a ponte natural entre “IA no escritório” e “IA no fluxo”.

O relatório aponta integração como uma barreira relevante. Na prática brasileira, essa é uma das travas mais comuns: sistemas que não conversam, dados incompletos, apontamentos irregulares e cadastros frágeis.

Mas convém olhar isso pelo ângulo certo. Não é “um problema de TI”. É um problema de gestão. O MIS/ERP/CRM não é só software: é a base da capacidade de saber o que está acontecendo na empresa e, portanto, de agir com precisão.

IA + MIS/ERP/CRM + PPC/planejamento é o que permite: precificação com histórico real, planejamento com base em capacidade e restrições reais, redução de retrabalho com causa raiz, e análise de rentabilidade por cliente/ produto/rota. Sem essa base, volta-se ao improviso. E improviso, como sabemos, é caro.

Quem vive a indústria sabe: muitas vezes, o problema não é a impressão. É o acabamento. E o acabamento sofre, frequentemente, por falhas que nascem no comercial, no briefing ou na pré-impressão.

Por isso, a gestão que quiser capturar valor com IA precisa olhar o fluxo inteiro, do pedido à expedição, e tratar retrabalho como KPI central. Não há “IA de sucesso” com retrabalho normalizado.

Gestão é fundamental

A diferença entre líderes e retardatários não é “ter IA”. É ter gestão.

O relatório mostra que empresas líderes em IA são as que transformam a tecnologia em rotina, com roadmap, dono e KPI

Para uma gráfica, isso normalmente significa:

◆ Priorizar 3 a 5 casos de uso com ROI claro (orçamento, atendimento, pré-impressão, PPC/planejamento, acabamento).

◆ Integrar o que for possível ao MIS/ERP/CRM e melhorar disciplina de dados (cadastros, apontamentos, retrabalho/refugo).

◆ Definir padrão e revisão humana nos pontos críticos (qualidade, especificação, prazo, custo).

◆ Criar regras simples de LGPD e confidencialidade (o que pode e o que não pode entrar em ferramentas abertas).

O relatório aponta preocupações com privacidade e transparência. No Brasil, com a LGPD, isso não deve ser ignorado mas também não pode virar motivo para paralisar. O caminho é governança simples: definir o que não entra em ferramentas abertas (artes finais, dados pessoais, preços, contratos), estabelecer revisão para comunicação técnica/comercial e escolher ferramentas de forma consciente.

Governança, aqui, não é burocracia. É proteção.

Eu gosto de chamar de ponto futuro aquilo que já é inevitável, mas ainda não está distribuído igualmente entre todos. A IA está exatamente aí. Ela já está mudando o jogo mas ainda há tempo para escolher como entrar nesse jogo.

A diferença é que, desta vez, não basta “comprar tecnologia”. É preciso construir capacidade gerencial: escolher casos de uso, treinar gente, padronizar rotina, integrar dados, medir retrabalho e rentabilidade. É um processo gradual, mas constante. Desde que o caminho esteja claro.

Ele está para você?

Hamilton Terni Costa

HTC Consulting/Ciglat Podcast Ondas Impressas hterni@anconsulting.com.br

CONHECIMENTO, T C O OG E É I ÃO

A jornalista Tânia Galluzzi e o consultor Hamilton Costa conduzem o primeiro podcast independente especializado no universo gráfico e de conversão.

Quinzenalmente conversam com gestoras e gestores, fornecedores e profissionais que constroem a indústria da impressão no Brasil e no mundo, discutindo desde novas tecnologias e tendências de mercado até estratégias que impactam o setor.

A missão é clara: empoderar os militantes da impressão para que possam tomar as melhores decisões.

Ouça, assista e acompanhe:

ondasimpressas.com.br @ondasimpressas

+conteúdo

Fluência em Carbono

Em um artigo muito interessante, Scott Collick, vice-presidente de sustentabilidade da DuPont, nos brinda com conceitos inovadores que percebemos serem complementares aos esforços da CEC Brasil para criar e impulsionar o uso de uma calculadora da pegada de carbono para produtos gráficos.

A calculadora Afeigraf-CEC Brasil está em desenvolvimento há cerca de dois anos e utiliza inventários de carbono de empresas gráficas. Estes inventários de emissões usam a metodologia GHG (Green House Gases Protocol, da Fundação Getúlio Vargas) que é uma implementação da norma ISO 14064-1, “Gases de efeito estufa – Parte 1: Especificação com orientação no nível da organização para quantificação e notificação de emissões e remoções de gases de efeito estufa”.

Com a calculadora de carbono podemos saber com boa precisão qual a pegada de carbono de diversos produtos gráficos. Inicialmente, a calculadora se limita a suportes à base de celulose (papel, cartão, corrugado), isto é, não cobre produtos impressos sobre plástico ou metal.

O conhecimento da pegada de carbono não só aponta para processos e uso de materiais que devem ser revistos com foco na diminuição da pegada total da empresa gráfica, mas também indica as possibilidades de melhoria no fluxo de produção: diminuição de descartes, melhor comunicação

entre cliente-pré-impressão-impressão e acabamento, revisão do consumo energético de equipamentos obsoletos e automação das fases de produção mais sensíveis a erros.

Scott, no seu artigo, compara a pegada de carbono de uma refeição Chili’s Bacon Rancher (hambúrguer + fritas + refrigerante) com a de um iPhone 17. Ele afirma que temos intimidade na contagem de calorias o que ele chama de fluência calórica , enquanto, mesmo os especialistas, não estão familiarizados na comparação entre pegadas de carbono de produtos e serviços, o que ele denomina fluência em carbono

O Chili’s Bacon Rancher tem 2.310 calorias, enquanto o iPhone 17 tem 55 kg de CO2e (Tabela 1). A contagem de calorias é facilmente compreendida pela maior parte da população, mas a pegada de carbono usa uma unidade muito nova e precisa ser mais conhecida, medida, comparada e utilizada, criando a fluência tão importante para a necessária redução dos gases de efeito estufa na atmosfera.

Para desenvolver uma verdadeira fluência em carbono, Scott afirma que “é essencial observar as emissões sob três perspectivas complementares: tempo, contexto e impacto. Essas lentes permitem ir além dos números absolutos e transformar dados em insights relevantes e ações estratégicas”.

Comparação ao longo do tempo: a pegada de um produto deve ser analisada em relação ao seu próprio histórico: houve melhoria em

TABELA 1 – DIFERENTES PEGADAS DE CARBONO EQUIVALENTES À NECESSÁRIA PARA A PRODUÇÃO DE UM iPHONE 17
BRUNO MORTARA

relação ao ano ou modelo anterior? A empresa conseguiu reduzir emissões usando materiais mais sustentáveis, processos otimizados ou logística mais eficiente?

Comparação com produtos ou serviços alternativos: a comparação entre o iPhone 17 e seu concorrente Samsung Galaxy S25, similares em sua categoria, o Samsung tem uma pegada 16% menor do que a do iPhone 17: Samsung, igual a 46 kg de CO2e, e iPhone, igual a 55 kg CO2e.

O impacto é a dimensão que realmente transforma o debate. Um produto pode apresentar uma pegada maior, mas gerar reduções indiretas mais significativas em outros pontos da cadeia é o conceito de pegada ecológica positiva. Segundo Scott, “O iPhone 17 não é apenas um telefone. Ele substituiu câmera fotográfica, GPS, MP3 player, lanterna, despertador, calculadora, gravador de voz, gravador de vídeo, telefone fixo, mapa físico e muito mais. Cada um desses dispositivos tinha sua própria pegada de fabricação, embalagem, transporte e descarte. Ao consolidá-los em um único dispositivo, o iPhone reduz a necessidade de vários produtos e suas emissões associadas”.

Na calculadora de carbono da Afeigraf-CEC Brasil utilizamos os Escopos 1 (emissões da atividade produtiva), Escopo 2 (emissões de energia comprada) e Escopo 3 (emissões dos insumos utilizados e dos transportes da empresa). Todas essas pegadas são negativas, isto é, contribuem para aumentar as emissões. No exemplo acima do celular, o autor afirma que todos os produtos substituídos pelo celular teriam uma contribuição de 500 kg CO2e e esta não emissão é chamada de pegada ecológica positiva. Se pensarmos em produtos gráficos, o melhor exemplo seria o de um livro que, se for comprado, lido por apenas uma pessoa e colocado em uma prateleira, teria uma certa emissão negativa. Esta emissão poderia ser compensada se o livro, em vez de ficar na prateleira, fosse circulando por inúmeros novos leitores. No segundo

TABELA 2 – INTENSIDADE DA PEGADA DE CARBONO (em milhões de toneladas de CO2e por milhão de dólares vendidos)

SETORES INDUSTRIAIS EMISSÕES

Óleo e gás ExxonMobil, Shell, Chevron

e vernizes

PPG, Axalta

Agroquímico Corteva, Syngenta, Bayer

Farmacêutico

Eli Lilly, Pfizer, Merck

Complexo industrial

3М, Honeywell, DuPont

Tratamento sanitário

Ecolab, Xylem, Veralto

Materiais eletrônicos

Entegris, ESI & Haraeus

Semicondutores

TSMC, Nvidia, Intel

Eletrônicos de consumo Apple, Samsung, Dell

Automobilística

GM, Ford, Volkswagen

Fonte: “Is 55 kg CO₂ Good or Bad? The Case for Carbon Fluency”, LinkedIn, 12/10/25.

leitor a emissão líquida cairia pela metade (menos um livro produzido) e assim por diante! Genial!

O desenvolvimento da calculadora de carbono Afeigraf-CEC Brasil evidenciou nossa pouca fluência em pegada de carbono. Por exemplo, calculamos que um livro de capa dura com 300 páginas, emite 0,4 kg de CO2e. O que significa este valor? É alto? É baixo? Para termos fluência em emissão de CO2e precisamos analisar o contexto sob três eixos: tempo (comparação ano a ano), contexto (comparação com produtos similares, por exemplo um livro físico versus um livro no Kindle) e impacto (os negativos da pegada e os positivos da pegada positiva).

A FLUÊNCIA EM CARBONO E A ECONOMIA

Nos negócios, somos tradicionalmente treinados para compreender a relação entre preço, custo e valor, três elementos que orientam

decisões estratégicas, moldam políticas de investimentos e definem o sucesso de uma empresa. O custo representa o que é necessário para produzir algo; o preço é quanto o mercado está disposto a pagar e o valor expressa o benefício ao cliente. Esta lógica é natural no pensamento empresarial.

Extrapolando a lógica econômica acima, Scott nos brinda com um conceito revolucionário: “Num mundo com urgência climática e precisando fazer a transição para modelos mais sustentáveis, surge a necessidade de uma nova competência: a fluência em carbono. A fluência em carbono se estrutura em três dimensões complementares. A primeira, é a pegada, que corresponde às emissões de gases de efeito estufa geradas ao longo do ciclo de vida de um produto da produção ao descarte. A segunda, é a pegada positiva, que representa as emissões evitadas em razão do uso desse produto, evidenciando seu impacto benéfico. E a terceira, é o valor de sustentabilidade, ou o benefício líquido à sociedade e ao meio ambiente, especialmente quando comparada a alternativas de maior impacto”. Para dar conta deste novo olhar sobre as atividades econômicas, seus produtos, serviços e seu impacto, o autor lança mão do conceito de intensidade da pegada de carbono (PCF), que é expressa em toneladas métricas de CO2e por milhão de dólares de receita (Tabela 2). Esta unidade mede a eficiência de carbono da geração de receita quanto CO₂e é emitido para cada milhão de dólares vendidos, conectando a sustentabilidade à estratégia das empresas e vinculando as emissões à lucratividade e ao conjunto de produtos e serviços oferecidos. No caso do iPhone 17, seu PCF é de 69 T CO₂e/US$ MM (69 toneladas de CO2e para cada milhão de dólares de vendas).

Se comparado à Tabela 2, que inclui um número significativo de setores da economia (média das três empresas mais relevantes de cada setor nos EUA), pode-se observar que a

intensidade de sua pegada é bastante baixa. Este tipo de pensamento é parte da fluência em carbono.

O QUE É FLUÊNCIA EM CARBONO?

A fluência em carbono é a capacidade de compreender e aplicar os conceitos de sustentabilidade com a mesma naturalidade com que as empresas tratam preço, custo e valor, ou que usamos as tabelas de calorias nos alimentos que consumimos. Ela envolve compreender a pegada de carbono do produto (PCF) e a pegada positiva as emissões evitadas  , indicadores estratégicos de desempenho ambiental e econômico.

Essa fluência se inicia com o inventário de carbono (Escopos 1, 2 e 3) e com o cálculo de emissões dos produtos e serviços oferecidos. Feito este trabalho, as empresas devem conectar seu desempenho em emissões de carbono ao desempenho dos negócios. Métricas como T CO₂e/US$ MM tornam-se ferramentas de gestão e competitividade, permitindo decisões mais inteligentes e alinhadas à sustentabilidade.

Contabilizar as emissões e relacionar aos resultados econômicos gera imediatamente uma ferramenta de decisões estratégicas em relação aos produtos e serviços oferecidos e cria no mercado uma vantagem competitiva. Com o auxílio da calculadora de carbono, o setor industrial gráfico poderá aprender, como diz Scott Collick, a “falar carbono interpretar números, como os 55 kg de CO₂e de um iPhone 17, não apenas como dados, mas como informações que guiam comparações, escolhas e ações rumo a um futuro de menor impacto e maior valor”.

Realização
Coordenação Técnica
Apoio Técnico

Ale Ruaro

Eu, caçador de mim

Obsessivo, detalhista, completamente apaixonado pelo que faz. Aos 19 anos começou a fotografar. Aos 28 ateou fogo em todas as imagens que havia produzido até então num esforço desesperado de se libertar do desconforto que a fotografia comercial lhe trazia e, ao mesmo tempo, de potencializar sua determinação em transformar sua carreira. Hoje, aos 50 anos, Ale Ruaro empilha 11 livros autorais, 10 coletivos, mais de 30 exposições e obras em coleções no Brasil e no exterior.

Ale fotografa o que está a sua volta, escolhe temas a partir das experiências que deseja viver. Olha para os assuntos de forma circular, procurando cobrir todas as suas facetas,

o que muitas vezes alonga o tempo de cada projeto. Há 20 anos documenta a fronteira Brasil-Paraguai. Desde 2016 retrata outros fotógrafos, o que já lhe rendeu um livro de 224 páginas, O Retrato da Fotografia Brasileira, com imagens de 187 profissionais. O caos urbano é cenário e personagem, seja São Paulo, cidade onde mora desde 2017, seja Paris, Tóquio ou Buenos Aires. A concretude, porém, está ali a serviço da alma humana, as pessoas são o seu principal interesse, mesmo e sobretudo quando estão ausentes. Nascido em Caxias do Sul (RS), frequentou uma escola cristã na qual nunca se enquadrou. Estudou desenho, história em quadrinhos, escultura, iluminação cênica, teatro e fotografia de cinema, arco de conhecimento

Não é sobre fotografia, é sobre identidade, não é sobre técnica, é sobre vivência. Assim é o trabalho de Ale Ruaro, intenso e dramático, belo e pungente. Tânia Galluzzi

que se faz reconhecer em toda a sua obra. Escolheu a fotografia pela possibilidade de literalmente imprimir momentos fugazes de seu cotidiano e também de conhecer pessoas e lugares viajando sozinho, com o mínimo na bagagem. Em 2025 passou 204 dias fora de casa atrás de experiências. “As pessoas me

perguntam: você viaja a trabalho ou de férias? Respondo que organizei minha vida para poder fotografar o que estou vivendo, para ter essa liberdade.” Na semana anterior à nossa entrevista, Ale havia feito parte de uma caravana com mais de dois mil veículos para registrar o entorno dos aficionados por automóveis, os gearheads. “Eu fotografei desde o cara que foi com um carro emprestado de uma vizinha porque era o modelo do seu autorama, até o gearhead que tem um carro de 8 milhões de reais. O objetivo era estar na estrada para viver com eles essa história.”

LIVRO, A MELHOR MÍDIA

Nessa trajetória, a impressão tem papel decisivo. “Não quero entregar meu trabalho gratuitamente no Instagram ou num site. Eu quero que ele possa ser eternizado por meio de um material impresso, que todo mundo possa levar numa mochila e presentear o outro. O livro é a melhor mídia que existe.” O próximo já está em fase de captação de recursos pela Lei Rouanet. Retomando e estendendo a temática do livro lançado em 2022, Ale quer dar visibilidade aos seus pares numa publicação em dois volumes (uma com os retratos e a outra com as biografias). Material há de sobra. Ale Ruaro é talvez o fotógrafo que mais retratou fotógrafos no mundo 679 profissionais da imagem, em 28 países. Quem sabe, numa tentativa de ultrapassar a própria finitude.

Ondas Impressas em cinco conversas essenciais

Com mais de 100 programas lançados, o podcast inicia sétima temporada discutindo as novas obrigações para a logística reversa de embalagens plásticas.

OOndas Impressas chegou aos últimos episódios da sexta temporada e à estreia da sétima com uma seleção de temas que refletem a diversidade e a densidade do universo gráfico. Papel, tecnologia de impres-

Codes e blockchain, bastam para garantir autenticidade. “A gente precisa ter gráficas de segurança, com tinta de segurança, papel de segurança, para garantir rastreabilidade com marcação física de produtos”, afirmou.

Já o episódio 18 virou a chave para um tema igualmente estratégico: a escolha do papel. As produtoras gráficas Marcia Signorini e Marina Ambrasas, com mais de 30 anos de experiência, mostram como a especificação correta pode viabilizar, ou até salvar, projetos. Discutem papéis texturizados, coloridos na massa, resistência à dobra, durabilidade e a

são, sustentabilidade e regulação: cada episódio abriu uma janela diferente sobre o setor.

O episódio 17 coloca em pauta um tema que interessa diretamente à indústria de rótulos, selos e embalagens: a falsificação de bebidas e alimentos no Brasil, que necessariamente envolve a adulteração das embalagens. A jornalista Tânia Galluzzi e o consultor Hamilton Costa conversam com o advogado Rodolpho Ramazzini, diretor de comunicação da ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação). Ele traz números que impressionam: em 2024, o país acumulou perdas de R$ 88 bilhões com produtos falsificados, sendo R$ 59 bilhões só com o mercado ilegal de bebidas. Ramazzini contesta a ideia de que soluções puramente digitais, como QR

revista Embanews, para um balanço de 2025 e um olhar prospectivo sobre 2026. A impressão digital, com projeção de atingir 20% da receita global de impressão até o final da década, foi apontada como uma das forças que mais vai redefinir modelos de negócio no setor.

Em janeiro de 2026, fora da grade regular, o podcast lançou um episódio especial com Felipe Chaves, da EFI Brasil, e Arnaldo Peres, diretor comercial da M2 Flex, para contar a história da primeira EFI Nozomi 14000 SD instalada no Brasil. A máquina, capaz de imprimir até 6 mil metros quadrados por hora, exigiu da M2 Flex uma reorganização operacional completa, incluindo um PCP dedicado exclusivamente a ela.

A sétima temporada estreou no final de fevereiro com as novas regras para logística reversa de embalagens plásticas, estabelecidas pelo Decreto 12.688. Paulo Teixeira, presidente da Abiplast, e Rogério Mani, presidente da Epema, debatem os desafios da cadeia, a demanda por material pós-consumo e o descompasso entre a evolução da logística reversa e a gestão municipal de resíduos.

comunicação entre designers, produtores e gráficas. “Escolher o papel eleva o nível do seu produto e o impacto que ele vai causar”, resume Marina.

Para encerrar a sexta temporada, o episódio 19 reúne Elen Nunes, do Portal Conecta Verde, e Ricardo Hiraishi, da

“A logística reversa está no século XXI e o gerenciamento de resíduos municipais no século XIX”, afirma Teixeira.

Os episódios estão disponíveis nas principais plataformas de podcast, no YouTube e no endereço eletrônico www.ondasimpressas.com.br.

RAÍZES

Texto: João Scortecci

Revista Abigraf: beleza, talento e natureza.

Eu o conheço de longa data. Aqui confesso: agora, somente nos últimos três anos, aproximamo-nos. Eu, na correria de sempre: aqui e acolá, equilibrando pratinhos, e ele, reservado, tímido, talentoso, cuidando da vida plural de designer gráfico. Fazia tempo que estava querendo escrever sobre o seu talentoso trabalho. Quando vi a capa da Revista Abigraf, número 326, edição comemorativa dos seus 50 anos (1975–2025) ininterruptos, sentenciei-me: “É agora!”. A capa, belíssima, é criação de Cesar Mangiacavalli.

Paulistano, nascido em 1958 e que, desde 1988, a convite do editor Plínio Gramani, é o editor de arte da Revista Abigraf. Aos 16 anos iniciou como assistente de estúdio em agências de propaganda. Foi assistente de criação, diretor de arte e de criação em grandes agências de São Paulo, Salvador e Brasília. Foi, por mais de dez anos, jurado do Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini, da Abigraf.

Cesar, para surpresa de muitos, também é escritor. Recentemente, publicou pela Scortecci Editora, os livros “Os estranhos contos do Sr. Max” (2024) e “Outros contos do Sr. Max” (2025). Sobre sua obra literária, escreveu: “Na vastidão do cosmos, onde a Lua, os planetas e as estrelas dançam em harmonia, existe um lar magnífico: a Terra. Ela existe há muito tempo, antes mesmo de nossa percepção do ser e do estar. Quando vista do espaço, a Terra é azul, como uma joia celestial. Essa suposição, que só foi confirmada em abril de 1961, nos lembra de nossa pequenez diante da imensidão do Universo. No lado escuro da Terra, onde as luzes das cidades desenham constelações artificiais, a humanidade dorme e sonha”.

Sobre o seu trabalho como designer, com propriedade e experiência, com a sensibilidade de um contista, que narra o seu tempo, a sua vida, os seus encontros, Cesar assim nos ensina: “Quem tem uma longa experiência em criação gráfica, pode chegar a um conceito simples, que é buscar sempre o melhor. Às vezes, o melhor pode ser o mais arrojado. Outras, o mais equilibrado, ou o que transmite maior segurança. O que importa é a nossa postura. Essa atitude reflete na qualidade de nosso trabalho, principalmente quando gostamos do que fazemos.

Eu, como profissional de criação, tenho orgulho do que produzi até hoje e do que isso representa para a valorização do nosso setor”.

O amor de Mangiacavalli pela Revista Abigraf, pelo seu trabalho, talento e dedicação, é mágico. Contamina olhos e corações. Fiquei horas navegando nos labirintos da arte da capa. Cada curva, um ângulo de possibilidades e caminhos. Cada traço, infinito e sensível, uma luz imortal. E as cores? Equilibradas, lúcidas, infinitas . Depois, desavisado de tudo, abri e li a revista inteira. Faço isso sempre. Parabéns, Cesar Mangiacavalli, Plinio Gramani, Tânia Galluzzi, João Carlos de Pinho e aos colaboradores e patrocinadores.

Um detalhe insignificante, talvez: a revista tem cheiro bom. Natureza de papel, tinta, suor e trabalho. Essências de Gutenberg, algo assim.

João Scortecci Editor, gráfico e livreiro. scortecci@gmail.com

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