O Google quer mais

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SALVADOR 20/7/2011

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TECNOLOGIA Empresa contra-ataca no campo das redes sociais e bate de frente com o Facebook com seu mais novo produto, o Google +, lançado no fim de junho

O Google quer mais PEDRO FERNANDES

O Google precisava correr atrás do prejuízo. LÍder em diversos segmentos da vida digital, a empresa ainda não conseguiu entrar de fato no ramo das redes sociais, hoje dominado pelo Facebook, que tem cerca de 750 milhões de usuários em todo O mundo. Suas primeiras tentativas, o Wave e o Buzz, foram totalmente fracassadas. O Orkut, também um produto com a chancela do Google, embora seja o mais usado no Brasil, não tem grande expressão global. Agora a empresa aposta no Google + (plus.google.com), lançado no fim do mês passado e que tem como proposta integrar sua cartela de produtos (Picasa, Blogger, Gmail, Docs) em uma única plataforma de compartilhamento. Nessa fase de testes, em que opera apenas com membros convidados, já são mais de 10 milhões de usuários em pouco mais de duas semanas de funcionamento e cerca de 1 bilhão de itens são compartilhados por dia.

Comparação

Em uma primeira análise a rede social parece uma combinação do Twitter e do Facebook. Há um perfil no qual ficam expostas as atualizações do usuário e uma outra página (stream) na qual aparecem as atualizações dos seus contatos. Estes devem ser agrupados em diferentes círculos (amigos, famíla e o que mais você decidir) à medida que são adicionados. Na hora de compartilhar fotos,

Agregar os diversos produtos oferecidos pelo Google em uma única página é a aposta da empresa em sua nova rede social links, é possível escolher para quais desses grupos enviar a mensagem. Essa é a principal diferença em relação ao Facebook, em que os grupos são criados depois. Ao contrário dos grupos da rede de Mark Zuckerber, os membros dos círculos não sabem como foram classificados. Supostamente tudo isso faz do Google + uma rede social com maior nível e privacidade. Por outro lado, dá para acompanhar as atualizações públicas (não dirigida a círculos específicos) sem a necessidade de aprovação do dono da página. Como no Twitter, é possível seguir sem ser seguido. A tal privacidade também se desfaz com a possibilidade de algum membro de um círculo seu compartilhar suas atualizações com membros dos círculos dele. Assim, as informações não ficam restritas ao grupo escolhido pelo usuário. Uma novidade potencialmente divertida é a ferramenta hangouts (algo como encontro com os amigos em inglês). No bate-papo do Gmail, por exem-

plo, é possível conversar por vídeo com apenas um amigo por vez. Pelo Google + é possivel fazer uma videoconferência com vários contatos.

Usuários

O psicólogo Rogério Barros está sempre curioso em relação aos lançamentos do Google. Como consumidor de muitos produtos da empresa, a proposta de integrar as contas era algo que ele já esperava que acontecesse. Assim, ele testa a rede social desde o primeiro momento e destaca suas vantagens e temores. “Recebo as notícias de forma integrada num único perfil sem necessitar fazer novos logins ou ficar com muitas páginas abertas. O ponto negativo óbvio é o monopólio do Google. Criou-se um elo tão grande de dependência dessa empresa que, se ela falir, metade da minha vida documentada se perderá para sempre. Meu backup é o Google”, diz. O novo produto não agradou a designer Mariana Neri. Especialmente pela falta de controle de quem pode segui-la. Ela reconhece a vantagem de agregar produtos como agenda, busca, email, chat, reader, docs, mas não sente a necessidade de entrar em outra rede social e reiniciar todo o processo que isso envolve. “Acho que é mais a falta de paciência para adicionar todo mundo de novo, organizar os círculos e postar conteúdo em mais uma rede mesmo, se eu já uso o Facebook e o Twitter e meus contatos já estão de certa forma organizados lá e eu já tenho a minha rede formada”.


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