Gigante de chumbo

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3. sujeira nas numeradas

O ano de 1968 chegava a seus últimos meses e as obras do Estádio Morenão ainda não haviam iniciado. A LEMC seguia com a morosidade em apresentar os resultados das vendas das cadeiras cativas, cuja arrecadação custearia uma parte da construção da arena universitária. O governador Pedro Pedrossian já havia destinado um valor de NCr$ 300.000,00 ao presidente da liga, Levy Dias, para o começo imediato da empreitada. A concorrência entre as empresas interessadas em assumir a edificação do local fora providenciada pela CODEMAT, órgão do executivo estadual. A Ribeiro Franco, de São Paulo, tinha sido eleita para executar os serviços exigidos para a obra e cobrou o valor de NCr$ 2.057.717,20. Com a lona aberta, só faltava armar o circo. Ao passo que o campo-grandense aguardava seu palco para o esporte bretão na cidade, o cuiabano, por sua vez, reivindicava seu gigante de concreto nas mesmas proporções do faraônico Morenão. Pelo fato de instalar o Palácio do Alencastro, sede do governo estadual matogrossense e, por consequência, ostentar o título de capital, havia quem defendesse o surgimento de uma praça esportiva até maior em seu tamanho e capacidade que aquela encaminhada para o município localizado ao sul da unidade federativa. Para Pedrossian, ainda não era hora. Um projeto de lei aprovado em 30 de outubro de 1968 autorizava o executivo estadual a construir um estádio na Cidade Verde. Entretanto, o governador vetou a 39


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