PROTEGENDO A CRIANÇA DA VIOLÊNCIA Toda criança tem o direito de crescer e de se desenvolver de forma segura e saudável. A criança que é amada e desejada cresce mais tranquila e tende a se relacionar de forma mais harmoniosa com seus pais, responsáveis, familiares e também com as outras crianças na escola e na comunidade. A exposição da criança às situações de violência compromete o seu desenvolvimento físico, emocional, mental e social. Quando os maus-tratos ocorrem na infância, os prejuízos são maiores do que em qualquer outra fase da vida. De igual forma, quanto mais cedo começar e mais tempo durar a exposição da criança a uma situação de violência, mais graves e permanentes serão os danos causados a ela. É preciso ter especial cuidado com os casos de violência em bebês e em crianças menores de 3 anos, porque nessa idade as crianças ainda não sabem falar o que estão sentindo e percebendo no seu corpo. Como o aprendizado se dá pela imitação do comportamento, as crianças que, em casa ou na comunidade, presenciam cenas de violência ou aquelas que são elas próprias as vítimas podem acreditar que essa é uma forma natural de resolver os conflitos e, assim, por imitação, podem adotar comportamentos violentos. Alguns sinais e sintomas que a criança apresente – como irritabilidade frequente, receio exagerado da proximidade de pessoas, tristeza constante, isolamento, manchas no corpo, feridas em diferentes estágios de cicatrização, comportamento extremo de agressividade, distúrbio do sono, atraso e dificuldades no desenvolvimento da fala, distúrbio de aprendizagem e até o fracasso na escola – podem ser uma indicação para suspeitar de violência.
Devemos ficar atentos! ATENÇÃO! Se você suspeitar que alguma criança esteja sofrendo maus-tratos, violência física, psicológica ou sexual ou, ainda, que esteja sendo obrigada a trabalhar, DENUNCIE. Comunique o caso, imediatamente, ao Conselho Tutelar ou à Delegacia da Criança e do Adolescente ou, ainda, para o serviço Ligue 100. A ligação é gratuita.